Síria: ONU pede ação imediata para evitar fome em massa no leste de Alepo

O enviado humanitário da ONU para a Síria, Jan Egeland, pediu ação imediata para evitar que 250 mil pessoas presas no leste de Alepo morram de fome no inverno. “A guerra de inverno está começando na Síria. Não há dúvidas de que a estação causará o pior sofrimento nesta guerra cruel. Temo que o inverno seja fatal em muitas regiões”, disse Egeland em Genebra.

Crianças caminham entre casas no leste de Alepo destruídas pela guerra. Foto: UNICEF/Rami Zayat

Crianças caminham entre casas no leste de Alepo destruídas pela guerra. Foto: UNICEF/Rami Zayat

O enviado humanitário da ONU para a Síria, Jan Egeland, pediu na quinta-feira (10) uma ação imediata para evitar que 250 mil pessoas presas no leste de Alepo morram de fome no inverno.

“A guerra de inverno está começando na Síria. Não há dúvidas de que a estação causará o pior sofrimento nesta guerra cruel. Temo que o inverno seja fatal em muitas regiões”, disse Egeland a jornalistas em Genebra.

“Algumas áreas vão congelar e apresentar condições muito frias, e as pessoas vão precisar se ‘enterrar’ para se proteger em casos extremos”, acrescentou, observando que comboios de ajuda humanitária estão sendo impedidos fisicamente ou administrativamente de alcançar as pessoas em necessidade urgente por conta da insegurança na região.

Ele destacou que a última vez que a assistência humanitária alcançou o leste da cidade foi no início de julho, e afirmou que as últimas porções de alimentos estão sendo distribuídas agora. “Não haverá mais comida para alimentar as pessoas na próxima semana”, alertou.

Segundo o enviado especial, a ONU apresentou uma proposta de ação humanitária na semana passada, que foi traduzida para o árabe e apresentada às partes em negociação, incluindo a Rússia, o governo sírio e os grupos armados de oposição.

A iniciativa prevê quatro ações para salvar pessoas no leste da cidade: distribuição de suprimentos médicos para os centros de saúde; evacuações médicas de cerca de 300 ou mais pacientes, juntamente com suas famílias; entrega de alimentos e outros suprimentos de ajuda humanitária; e envio de mais pessoal para prestar socorro médico.

“Estamos esperançosos de que todos os lados — uma vez que a situação na região é terrível — nos darão a oportunidade de prestar assistência às pessoas em Alepo e evacuar os feridos e outros necessitados da cidade”, frisou Egeland.

Egeland também observou a situação crítica em Alepo ocidental e em outras áreas sitiadas, tais como Madaya, Zabadani, Foah e Kafraya.