Síria: ONU mapeia destruição do patrimônio cultural no país

O estudo, feito por satélite, mapeou 290 locais, dos quais 24 foram destruídos; 104 severamente danificados; 85 moderadamente danificados; e 77 possivelmente danificados.

Síria: destruição de monumentos históricos de Aleppo. Foto: UNESCO

Síria: destruição de monumentos históricos de Aleppo. Foto: UNESCO

A extensa destruição e danificação de locais históricos e patrimônios culturais da Síria exige um aumento de esforços para protegê-los da violência do conflito em curso no país, apontou nesta terça-feira (23) um novo relatório das Nações Unidas com base em imagens de satélite.

O documento – um estudo abrangente compilado pelo Programa de Aplicações Operacionais por Satélite das Nações Unidas (UNOSAT) do Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa (UNITAR) – registra 18 áreas de patrimônio cultural. Um total de 290 locais nestas áreas foram diretamente afetados pelas hostilidades ao longo de três anos.

Dos 290 locais, diz o relatório, 24 foram destruídos; 104 severamente danificados; 85 moderadamente danificados; e 77 possivelmente danificados.

“Neste momento achamos importante emitir um relatório com o status global para alertar os decisores políticos e o público sobre a deterioração de muitas das ricas áreas do patrimônio cultural na Síria”, disse um representante do UNOSAT, Einar Bjorgo.

“A destruição e os danos que temos observado pede o aumento dos esforços de proteção e apoio ao trabalho em andamento da UNESCO”, acrescentou.

Áreas de patrimônio cultural como Aleppo, local que guarda uma cultura de mais de 7 séculos, Damasco, Crac des Chevaliers, Raqqa e Palmyra foram todos expostos “a maiores danos”, observou o comunicado do UNITAR, acrescentando ainda que saques e a destruição por bombardeios aéreos e outras explosões “ameaçam significativamente a herança para as gerações futuras dessas estruturas e objetos históricos”.