Síria: ONU expressa preocupação com civis presos no meio do fogo cruzado em Raqqa

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O braço de assuntos humanitários da ONU expressou sua profunda preocupação com a segurança e a proteção de milhares de civis na cidade de Raqqa, na Síria, muitos dos quais são mulheres e crianças presos no meio do fogo cruzado, disse o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas na quarta-feira (9).

Crianças e adultos deslocados fogem de áreas controladas pelo Estado Islâmico em área rural de Raqqa, na Síria. Foto: UNICEF/Delil Soulaiman

Crianças e adultos deslocados fogem de áreas controladas pelo Estado Islâmico em área rural de Raqqa, na Síria. Foto: UNICEF/Delil Soulaiman

O braço de assuntos humanitários da ONU expressou sua profunda preocupação com a segurança e a proteção de milhares de civis na cidade de Raqqa, na Síria, muitos dos quais são mulheres e crianças presos no meio do fogo cruzado, disse o porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas na quarta-feira (9).

“A comunidade humanitária está auxiliando pessoas deslocadas e comunidades de acolhimento em pelo menos 46 locais, campos ou áreas de alta concentração de indivíduos deslocados dentro dos seus próprios territórios. Foram mais de 263 mil pessoas com algum tipo de assistência até julho deste ano”, disse o porta-voz Stéphane Dujarric, em coletiva de imprensa em Nova Iorque.

Dujarric informou que o auxílio inclui o fornecimento de vários tipos de alimentos, provisão diária de pão, remédios e suprimentos médicos, como também assistência nutricional.

A ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) para retomar Raqqa começou há dois meses. O combate, tanto terrestre quanto aéreo, dentro e nos arredores da cidade, levou ao deslocamento em massa e ao agravamento da situação humanitária no local.

Segundo o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), entre 10 mil a 25 mil pessoas continuam presas na cidade, contudo, a situação no campo dificulta a verificação de números exatos.

“No momento, a ONU está impossibilitada de entrar em Raqqa devido ao confronto terrestre”, disse o porta-voz da ONU, que chamou a atenção de todos os atores militares sobre suas obrigações de proteger civis e assegurar o acesso para auxílio humanitário, de acordo com o direito internacional humanitário.


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