Síria: ONU está monitorando relatos de uso de armas químicas em Alepo

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou no domingo (25) que qualquer uso de armas químicas contra civis, sob quaisquer circunstâncias, é uma clara violação da lei internacional, em meio a relatos do suposto uso de gases tóxicos na região de Alepo, na Síria.

“Qualquer uso confirmado de tais armas, por qualquer parte do conflito e sob quaisquer circunstâncias, é repugnante e uma clara violação da lei internacional”, declarou.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou no domingo (25) que qualquer uso de armas químicas contra civis, sob quaisquer circunstâncias, é uma clara violação da lei internacional, em meio a relatos do suposto uso de gases tóxicos na região de Alepo, na Síria.

Guterres está “monitorando muito de perto” as informações sobre uso de armas químicas contra civis em Alepo, de acordo com publicação no Twitter feita pelo escritório do porta-voz da ONU em sua conta oficial, @UN_Spokersperson.

“Qualquer uso confirmado de tais armas, por qualquer parte do conflito e sob quaisquer circunstâncias, é repugnante e uma clara violação da lei internacional”, de acordo com o tuíte.

Segundo relatos da imprensa internacional, cerca de 100 pessoas ficaram feridas em confrontos recentes na região de Alepo após o uso de gases tóxicos.

Comboio chega a campo de refugiados na Síria

Após a entrega bem-sucedida de ajuda a dezenas de milhares de sírios na área do campo de Rukban na semana passada, as Nações Unidas estão trabalhando urgentemente para enviar outro comboio de suprimentos até meados de dezembro, disse na quinta-feira (15) Jan Egeland, assessor sênior do enviado especial da ONU na Síria.

Egeland pintou uma imagem angustiante da situação na região do deserto, onde a ONU vem tentando atingir de 40 mil a 50 mil pessoas desde o começo deste ano. Descrevendo o local como um dos mais “desolados da terra”, ele disse que entre 3 e 8 de novembro, 78 caminhões conseguiram atravessar “algumas das áreas mais perigosas da Síria” para entregar comida, itens sanitários, de saúde e de purificação de água para toda a população por pelo menos um mês.

Além de fornecer ajuda, conversas e negociações importantes devem ocorrer entre Rússia, Estados Unidos e Jordânia para pôr fim à resistência armada a fim de “acabar com essa armadilha para muitos civis em Rukban”.

Egeland citou também a situação desesperadora em Idlib, também controlada pela oposição armada. “Agora celebramos dois meses sem ataques aéreos. Eu temia que este mês de novembro fosse o mês de guerra mais horrível […] foram os dois meses mais [silenciosos] nos últimos cinco anos em Idlib”.

Com a tensão ainda iminente, ele acrescentou que há incerteza sobre “se isso é tranquilidade antes da grande tempestade ou antes da paz”.

A campanha militar no leste da Síria, disse ele, ainda realiza centenas de ataques aéreos na área de Hajin. Ele observou que existem muitos combatentes do Estado Islâmico na região, mas também 10 mil civis.


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