Síria: ONU e parceiros diplomáticos alertam para retorno de ‘guerra em grande escala’

Se compromisso de cessar-fogo das partes envolvidas em conflito não for implementado com ‘boa fé’, país pode sofrer com retorno à crise em grande escala, alertou o Grupo Internacional de Apoio à Síria.

Deslocamento em massa por rotas pouco seguras e incertas é uma das consequências da crescente intervenção militar externa na Síria, segundo a Comissão de Inquérito da ONU para o país. Foto: ACNUR / I. Prickett

Dentro da Síria, estima-se que 13,5 milhões precisem, urgentemente, de ajuda humanitária. Na imagem, sírios atravessam fronteira rumo à Turquia. Foto: ACNUR / I. Prickett

O Grupo Internacional de Apoio à Síria (ISSG, na sigla em inglês) reafirmou, em encontro realizado em Viena, a necessidade de por fim às hostilidades no país, garantindo acesso humanitário pleno e contínuo às pessoas e um progresso em direção a uma transição política pacífica na região, advertiu a ONU em comunicado.

De acordo com o ISSG, em face das graves ameaças que ocorreram nas duas primeiras semanas de maio, se o compromisso de cessar-fogo das partes em conflito não for implementado com boa fé, “as consequências podem incluir o retorno à guerra em grande escala no país, o que todos os membros do ISSG concordaram não ser de interesse de nenhuma parte”.

Além disso, o grupo reafirmou que os bloqueios das populações civis na Síria são uma violação do direito humanitário internacional e pediu o fim imediato de todas as barreiras, insistindo em medidas concretas que proporcionem ajuda urgente aos seguintes locais: Arbeen, Darraya, Douma, Leste Harasta, Mouadhimiyeh, Zabadin e Zamalka.

O ISSG também solicitou ao Programa Mundial de Alimentos (PMA) que implemente, já no primeiro dia de junho, um programa de ajuda humanitária via transporte aéreo que alcance todas as áreas necessitadas que a ONU não puder alcançar por terra.

O grupo pediu ainda ao enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, que facilite acordos entre as partes da Síria para a libertação dos detidos, pedindo aos responsáveis que protejam a saúde e a segurança das pessoas sob custódia.