Síria: guerra e inverno tornam situação de 13 milhões de pessoas desesperadora, alerta ONU

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Com milhões de pessoas desesperadas em toda a Síria enfrentando seu sétimo inverno em meio à guerra, as Nações Unidas alertaram nessa semana que as operações militares intensificadas no norte do país estão forçando as famílias a fugir, no frio, para áreas sem recursos suficientes.

Chefe humanitário da ONU visitará a Síria a partir desta terça-feira (9) para ampliar acesso de organizações internacionais às milhões de pessoas em necessidade.

Família síria tenta se manter aquecida em um assentamento informal em Homs, na Síria. Foto: UNICEF/Sanadiki (arquivo)

Família síria tenta se manter aquecida em um assentamento informal em Homs, na Síria. Foto: UNICEF/Sanadiki (arquivo)

Com milhões de pessoas desesperadas em toda a Síria enfrentando seu sétimo inverno em meio à guerra, as Nações Unidas alertaram nessa semana que as operações militares intensificadas no norte do país estão forçando as famílias a fugir, no frio, para áreas sem recursos suficientes.

“Enquanto algumas partes da Síria estão testemunhando um alívio bem-vindo das hostilidades, muitas outras enfrentam operações militares intensificadas e conflitos”, disse o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric em Nova York. Ele observou que mais de 13 milhões de pessoas no país precisam de ajuda básica e proteção.

“A ONU está profundamente preocupada com a segurança e proteção de dezenas de milhares de pessoas no sul de Idleb e Hama rural, no nordeste da Síria, onde conflitos em curso causaram centenas de mortes e ferimentos entre civis”, acrescentou.

Desde o primeiro dia de dezembro de 2017, os combates deslocaram dezenas de milhares de civis que já se encontravam em terríveis circunstâncias.

“Com o início do inverno, um abrigo seguro é uma das maiores preocupações, já que muitas famílias estão fugindo para áreas que já estão em sua plena capacidade ou em comunidades com recursos esgotados”, ressaltou Dujarric.

Ele também expressou alarme pelas hostilidades crescentes no leste de Ghouta que continuam a colocar civis na linha de fogo, resultando em mortes e ferimentos de pessoas inocentes, bem como prejudicando a infraestrutura.

“Recebemos relatórios alarmantes de que o único centro médico de emergência em Modira, na área sitiada do leste de Ghouta, foi danificado por um ataque aéreo, tornando-o inoperável”, disse ele.

Dujarric também anunciou que o chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, visitará a Síria de 9 a 12 de janeiro. Ele deve se encontrar com representantes do governo e conhecer em primeira mão o impacto do conflito sobre a população civil.

“Ele avaliará a resposta humanitária e discutirá como melhorar o acesso e a entrega com os principais interlocutores”, disse o porta-voz da ONU. Esta será a primeira missão de Mark Lowcock na Síria como coordenador humanitário das Nações Unidas.


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