Síria: Enviado da ONU condena firmemente atentados em Damasco e Homs

Pelo menos 150 pessoas – incluindo muitas crianças – foram mortas. ONU atua em três frentes: negociar uma saída entre o governo e a oposição – o que exclui grupos terroristas –, combater as causas do extremismo violento e alcançar as pessoas em necessidade imediata de ajuda humanitária.

Rua repleta de escombros e edifícios destruidos na área da Cidade Velha de Homs, na Síria. Foto: UNICEF/Nasar Ali

Rua repleta de escombros e edifícios destruidos na área da Cidade Velha de Homs, na Síria. Foto: UNICEF/Nasar Ali

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria condenou firmemente atentados em duas cidades sírias neste domingo (21) que resultaram em mais de 150 pessoas mortas e muitas outras feridas, incluindo muitas crianças.

Em um comunicado emitido por seu porta-voz, o enviado da ONU, Staffan de Mistura, condenou o conjunto de explosões suicidas e com carros-bomba nas cidades de Damasco e Homs. Segundo o comunicado da ONU, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL) assumiu a responsabilidade pelos atos terroristas.

Em um comunicado separado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também condenou os múltiplos atentados. “O secretário-geral estende suas mais profundas condolências às famílias enlutadas e deseja uma rápida recuperação aos feridos. Os responsáveis por estes atentados atrozes e deliberados contra civis devem ser responsabilizados”, disse o porta-voz de Ban.

A ONU promove negociações de paz entre líderes do governo e da oposição em meio ao caos instaurado no país, em uma guerra que já dura cinco anos e, segundo grupos da sociedade civil, já tirou a vida de 400 mil pessoas. Grupos terroristas como o ISIL não participam das negociações.

Em janeiro, o secretário-geral da ONU lançou um plano de combate ao extremismo violento, buscando enfrentar as causas deste flagelo.