Síria: Conselho de Segurança aprova envio de observadores militares

Conselho de Segurança autorizou no sábado (14) envio de 30 observadores militares desarmados. Secretário-Geral da ONU expressou preocupação com bombardeio de Homs no final de semana.

(UN Photo/Paulo Filgueiras)

O Conselho de Segurança autorizou no sábado (14/4) o envio de 30 observadores militares desarmados para a Síria. Eles relatarão a implementação do cessar-fogo, antes do envio de uma missão das Nações Unidas de supervisão e monitoramento. Os observadores já chegaram ao país.

Em uma resolução adotada por unanimidade, o Conselho instou todas as partes a garantir a segurança dos enviados da ONU e a garantia da liberdade de circulação e acesso, salientando que a responsabilidade primária pela realização de tais requisitos é das autoridades sírias.

Os 15 membros do órgão também solicitaram ao Secretário-Geral da ONU que comunique imediatamente ao Conselho quaisquer obstáculos ao trabalho da equipe por qualquer das partes envolvidas no conflito.

O Conselho observou a avaliação do Enviado Especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que negociou o cessar-fogo a partir da ultima quinta-feira, 12 de abril. Segundo Annan, as partes envolvidas nos conflitos pareciam estar observando a cessação da violência. Além disso, o Governo sírio estava aparentemente apoiando, de acordo com Annan, a chamada para uma implementação imediata e visível de todos os elementos de sua proposta de seis pontos em sua totalidade.

Novo bombardeio a Homs no final de semana

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou no domingo (15) preocupação com o bombardeio da cidade de Homs durante o final de semana e mais uma vez exigiu que todas as partes respeitem o cessar-fogo.

“Estou muito preocupado com o que aconteceu ontem (14) e hoje (15). O Governo sírio bombardeou a cidade de Homs e já temos notícias de algumas vítimas e pessoas mortas”, afirmou Ban Ki-moon em entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, em Bruxelas.

“Exorto novamente, nos termos mais fortes possíveis, que a cessação da violência seja mantida”, disse ele.