Sinais de declínio do ebola na Libéria podem indicar esperança no combate ao surto, diz OMS

A epidemia parece estar sendo reduzida na Libéria; porém, não está perto de estar sob controle no país. O surto não demonstrou nenhum abrandamento em Guiné e aumentou em Serra Leoa.

 Iniciativa de prevenção da disseminação do ebola na capital da Libéria, com apoio da UNICEF e do governo local. Foto: UNICEF/UNI171713/Griggers

Iniciativa de prevenção da disseminação do ebola na capital da Libéria, com apoio da UNICEF e do governo local. Foto: UNICEF/UNI171713/Griggers

A disseminação do ebola na Libéria pode estar desacelerando, como ficou demonstrado pelo declínio no número de leitos ocupados, de enterros e de novos casos registrados em um dos países mais afetados pela epidemia, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) desta quarta-feira (30). Ao mesmo tempo, a agência advertiu que é necessário ter cautela para não tirar conclusões precipitadas.

O assistente do diretor-geral da OMS, Bruce Aylward, afirmou que a tendência parece ser verdadeira na Libéria; porém, uma leve redução do número de casos não significa que a epidemia esteja realmente sob controlada no país. Para que isso seja possível, as nações afetadas precisam de ajuda para enfrentar a crise com condições seguras de enterro, educação, engajamento e tratamento em larga escala.

No entanto, o surto de ebola não demonstrou nenhum abrandamento em Guiné e aumentou em Serra Leoa. As expectativas para as próximas estatísticas da OMS são de aumento no número de casos da doença para 13 mil na África Ocidental, enquanto mais de 5 mil vidas já podem ter sido perdidas.