Simulação de conferências da ONU reúne 130 estudantes em Brasília

Em Brasília, cerca de 130 estudantes universitários participaram do 22º Americas Model United Nations (AMUN). O evento — que simula conferências da ONU e fóruns internacionais — teve a parceria do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Iniciativa promoveu debates sobre povos e comunidades tradicionais, população LGBTQ+ e planejamento familiar.

Cerca de 130 estudantes se inscreveram para participar dos quatro dias da 22ª AMUN, em Brasília (DF). Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra

Cerca de 130 estudantes se inscreveram para participar dos quatro dias da 22ª AMUN, em Brasília (DF). Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra

Em Brasília, cerca de 130 estudantes universitários participaram em julho do 22º Americas Model United Nations (AMUN). O evento — que simula conferências da ONU e fóruns internacionais — teve a parceria do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Iniciativa promoveu debates sobre povos e comunidades tradicionais, população LGBTQ+ e planejamento familiar.

Na avaliação de Jaime Nadal, representante do UNFPA no Brasil, o auxílio do fundo das Nações Unidas ao encontro contribuiu para empoderar a juventude.

“Apoiar a AMUN faz parte do plano do UNFPA, para que jovens disseminem valores e que estejam equipados com habilidades para a vida, que vão ressoar no futuro do país e das instituições”, disse o dirigente.

Entre os dias 24 e 28 de julho, os participantes representaram diplomatas, juízes, chefes de governo e ministros para discutir de forma aprofundada temas da agenda nacional e internacional. Os debates abordaram questões como os direitos dos povos e comunidades tradicionais, a liberdade de movimento para as pessoas LGBTQ+, a transparência e o acesso à informação e desafios de planejamento familiar.

A secretária-geral da AMUN, Karina Moreira, ressaltou que a simulação mobilizou estudantes de todo o Brasil. “Seremos futuros líderes, e é importante ter essa pluralidade socioeconômica e cultural que traz várias perspectivas às discussões. Acredito que é importante ter essa reflexão sobre problemas que afligem direitos básicos de muitas pessoas”, disse a representante do evento.

Diretores da Comissão sobre População e Desenvolvimento da AMUN, Marcello Costa, Fernanda Akeme e Gabriel Menezes participaram da cerimônia de abertura da simulação com o representante do UNFPA Brasil, Jaime Nadal (o segundo da direita para a esquerda). Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra

Diretores da Comissão sobre População e Desenvolvimento da AMUN, Marcello Costa, Fernanda Akeme e Gabriel Menezes participaram da cerimônia de abertura da simulação com o representante do UNFPA Brasil, Jaime Nadal (o segundo da direita para a esquerda). Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra

Para comemorar os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento — realizada em 1994 no Cairo, capital do Egito —, os participantes da AMUN simularam pela primeira vez uma Comissão sobre População e Desenvolvimento. O foco do encontro imaginado foi planejamento reprodutivo.

“Como estudante de Geografia, é muito importante entender como a economia influencia na organização do espaço e das pessoas. Entender uma diversidade de contextos pode ser bom para produzir soluções que alinhem o desenvolvimento humano com o econômico”, afirmou Marcela Antonietta, estudante e diretora da Comissão sobre População e Desenvolvimento da AMUN.

UNFPA lembra 25 anos da Conferência do Cairo

A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento representou uma virada histórica na abordagem global sobre planejamento familiar e saúde sexual e reprodutiva. Se antes as discussões tinham objetivos puramente demográficos, após o evento, o foco se tornou a promoção dos direitos humanos, com ênfase no exercício dos direitos reprodutivos e na autonomia das escolhas individuais.

Um dos legados do encontro foi o programa de ação da conferência do Cairo. Entre as metas do documento, estão a redução das mortalidades infantil e materna, a garantia de segurança social para os idosos, a promoção da educação para os jovens, o acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutiva e a igualdade de gênero na sociedade e sobretudo no interior das famílias.


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