Show de aniversário dá visibilidade ao trabalho da ONU no Brasil

O show para comemorar o aniversário das Nações Unidas, realizado na terça-feira (24) na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro, contribuiu para divulgar o trabalho da ONU localmente e para integrar a Organização à vida cultural da cidade, na avaliação das agências que contribuíram para que o evento acontecesse.

O encontro reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a apresentação musical da banda Bomoko, formada por refugiados de Angola e da República Democrática do Congo, e de representantes do coletivo Baixada Nunca se Rende, composto por mais de 100 artistas da Baixada Fluminense.

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O show para comemorar o aniversário das Nações Unidas, realizado na terça-feira (24) na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro, contribuiu para divulgar o trabalho da ONU localmente e para integrar a Organização à vida cultural da cidade, na avaliação das agências que contribuíram para que o evento acontecesse.

O encontro reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a apresentação musical da banda Bomoko, formada por refugiados de Angola e da República Democrática do Congo, e de representantes do coletivo Baixada Nunca se Rende, composto por mais de 100 artistas da Baixada Fluminense.

O evento teve como foco a Década Internacional de Afrodescendentes, adotada em 2015 pelos Estados-membros da ONU, entre eles o Brasil, para enfrentar o racismo.

Para Romulo Paes de Sousa, diretor do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o show “foi uma grande celebração, consistente com o trabalho que o Sistema ONU tem realizado no Brasil”.

“O evento valorizou aquilo que o Sistema ONU tem de mais importante, que é a integração local, a busca pela igualdade, pela justiça social e pela implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, destacou.

A banda Bomoko representou os refugiados que vivem no Brasil, pessoas particularmente vulneráveis que cruzaram fronteiras para obter refúgio e sobreviver com mais dignidade, lembrou o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano.

“Para nós, os refugiados, no contexto da campanha Juntos (das Nações Unidas), representam também uma diversidade que tem que ser valorizada e abraçada”, declarou.

Giuliano disse que a presença do coletivo Baixada Nunca se Rende também foi relevante na medida em que o grupo tem divulgado os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas zonas periféricas do Rio.

“Isso é muito importante porque os índices econômicos de um país não podem sozinhos representar o alcance dos ODS, precisamos de mais igualdade, enfrentar as diferentes desigualdades que temos hoje no mundo. E o Baixada Nunca e Rende está contribuindo para isso”, salientou.

O coletivo é parte de um projeto-piloto do Centro RIO+ para divulgar a Agenda 2030 das Nações Unidas entre cidadãos das periferias da capital fluminense. O programa teve início em junho de 2016. Com a iniciativa Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável, o organismo da ONU espera criar uma metodologia de engajamento local que poderá ser replicada em outros países em desenvolvimento.

Na opinião de Luciana Phebo, coordenadora do escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para Rio de Janeiro e Espírito Santo, o show desta semana contribuiu para dar visibilidade ao trabalho da ONU no país.

“Serviu para mostrar que nós estamos aqui também, juntos, valorizando a cultura, que é uma expressão da sociedade, uma cultura jovem que traz diversidade”, disse. “E nosso trabalho é focado na diversidade, no público jovem. É muito bom para as diferentes agências estarem juntas para comemorar o nosso dia”, completou.

Assim como em outros países, o mandato do UNICEF no Brasil envolve monitorar a aplicação da Convenção Internacional dos Direitos das Crianças. “Estamos aqui para reduzir as desigualdades tão presentes no Brasil”, disse Luciana. “Desigualdades territoriais, desde o Semiárido, à Região Amazônia e dentro dos centros urbanos, estamos aqui para apoiar os governos, mas também para estar junto da sociedade, para mobilizá-la em prol dos direitos das crianças e dos adolescentes”, completou.

Outro organismo das Nações Unidas que também contribuiu para a realização do show foi o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), um centro científico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) localizado em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.

O PANAFTOSA oferece cooperação técnica em saúde pública veterinária a todos os países membros da OPAS. Esta cooperação é orientada para o fortalecimento da estrutura dos serviços veterinários e de saúde pública em aspectos de prevenção, detecção e alerta precoces, além da implementação de planos de contingência sobre doenças prioritárias animais que afetam a segurança alimentar, as zoonoses e as doenças transmitidas pelos alimentos.

Ottorino Cosivi, diretor do PANAFTOSA, esteve no show de aniversário, e afirmou que muitas vezes a ONU, por ser uma organização global, parece estar longe das pessoas. “O evento no Rio foi uma oportunidade de as Nações Unidas mostrarem que estão presentes localmente”, declarou.

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“Eventos como este são fundamentais para aproximar a sociedade em geral das agências da ONU. Eles são organizados com todo o cuidado para ser inclusivos e para transmitir as mensagens da Organização ao mesmo tempo em que se confraterniza socialmente”, disse Rayne Ferretti Moraes, oficial de programas para o Brasil do Escritório Regional para América atina e Caribe do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT).

Para Themba Gumbo, diretor da Rede Internacional de Capacitação de Recursos Hídricos (em inglês Cap-Net/PNUD), as agências das Nações Unidas têm justamente entre suas funções encontrar e interagir diretamente com as populações e comunidades em que atuam. “O estilo e a configuração do evento foram apropriadamente informais, musicais, e proporcionaram uma atmosfera fácil para a socialização”, disse. “Deveria ser repetido no futuro com ampla disseminação e publicidade”, salientou.

Monica Exelrud Villarindo , representante do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) no Rio de Janeiro, é da mesma opinião. “A celebração do Dia da ONU 2017 foi um excelente evento para integração das Organizações da ONU presentes no Rio, e para a interação destas organizações com o público”, disse.

O UNV contribui para a paz e o desenvolvimento em todo o mundo por meio do voluntariado. Os voluntários se beneficiam com a experiência adquirida, o engajamento e a participação, ao passo que contribuem para uma sociedade mais justa e igualitária, fortalecendo a confiança, a solidariedade e a reciprocidade entre as pessoas.

“Para o público foi uma surpresa conhecer as organizações da ONU presentes no Rio”, disse. “Espero que se repita”, concluiu. O evento também teve a participação da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).

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