Setor privado compartilha exemplos de mobilização por direitos sexuais e reprodutivos

A Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos, uma iniciativa do setor privado e de organizações filantrópicas, realizou na sexta-feira (17) em São Paulo (SP) uma reunião para discutir experiências e resultados alcançados com a mobilização e o engajamento de parceiros em suas iniciativas.

Apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Aliança é uma rede de empresas e organizações filantrópicas que busca fortalecer a agenda de saúde e de direitos sexuais e reprodutivos no setor privado, além de criar oportunidades para qualificar o debate público e demonstrar o potencial de políticas públicas direcionadas a este tema.

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A Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos, uma iniciativa do setor privado e de organizações filantrópicas, realizou na sexta-feira (17) em São Paulo (SP) uma reunião para discutir experiências e resultados alcançados com a mobilização e o engajamento de parceiros em suas iniciativas.

A aliança é apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pelas embaixadas dos Países Baixos e do Canadá no Brasil. Durante o evento, a empresa Pantys, que produz calcinhas absorventes, falou de uma campanha lançada em março deste ano.

Além de mobilizar e engajar clientes sobre a importância de conhecer e cuidar do corpo, a campanha também provocou o interesse de vendedoras e até mesmo de modelos das peças publicitárias.

“Optamos por trabalhar com modelos diversas e tivemos a grata surpresa de receber um retorno positivo da equipe de produção, que confessou que despertou para a discussão do assunto”, afirmou a responsável pela campanha de publicidade da empresa, Marina Zaguini.

Emily Ewell, presidente-executiva da Pantys, destacou que a experiência envolveu toda a empresa e que a ação permitiu ampliar o escopo de discussão da marca, engajar colaboradoras, clientes e dar a devida visibilidade ao tema central, a partir da discussão sobre o exercício saudável da sexualidade.

A campanha desenvolvida pela Pantys foi lançada digitalmente em março a partir da publicação de uma série de conteúdos sobre intimidade, informação, fortalecimento e quebra de tabus em seu site e perfil na rede social Instagram.

Esse foi o ponto de partida para que as demais empresas também manifestassem interesse em promover ações de mobilização e engajamento, de forma a ampliar a discussão sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos.

Jaime Nadal, representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, elogiou a iniciativa da Pantys e das demais instituições, que têm tido papel importante na divulgação da iniciativa em prol da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos.

“Todas as instituições signatárias e mantenedoras têm contribuído desde o lançamento da Aliança há um ano, inclusive colocando seus representantes à disposição da causa. Isso gerou uma onda que ampliou o interesse de outras organizações que compartilham o desejo de melhorar as condições de vida das mulheres no Brasil, especialmente com relação à vida reprodutiva”, afirmou.

Participaram do encontro representantes de Magazine Luiza, The Body Shop, Pantys, Instituto Ethos, MSD e Accor Hotels.

Situação da população mundial

A possibilidade de fazer escolhas no que se refere aos direitos reprodutivos tornou-se uma realidade para mais mulheres nos países em desenvolvimento. Entretanto, o trabalho ainda não acabou.

Anna Cunha, oficial de programa em saúde sexual e reprodutiva do UNFPA, apresentou o relatório mais recente publicado pela Organização sobre a situação da população mundial para as instituições mantenedoras e signatárias da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil.

A partir de dois marcos históricos, os 50 anos do UNFPA e os 25 anos da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), Anna lembrou os principais avanços e desafios da agenda de saúde e direitos sexuais e reprodutivos no mundo. Ela citou preocupações demográficas vigentes no passado em torno de explosão populacional até o olhar inovador de direitos sobre questões de reprodução e saúde integral lançado na conferência.

A Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil é uma rede de empresas e organizações filantrópicas que busca fortalecer a agenda de saúde e de direitos sexuais e reprodutivos no setor privado, além de criar oportunidades para qualificar o debate público e demonstrar o potencial de políticas públicas direcionadas a este tema.

A iniciativa é secretariada pelo UNFPA no Brasil e conta com o apoio estratégico da embaixada dos Países Baixos e do Canadá. Fazem parte da Aliança o Instituto Ethos, MSD e Semina – como entidades mantenedoras – e também as empresas Accor Hotels, Magazine Luiza, Movimento Mulher 360, Pantys, Reckitt Benckiser, Laboratório Sabin, SESC São Paulo e The Body Shop – como signatárias. Saiba mais sobre a Aliança em www.aliancapelaescolha.org.

O que foi a CIPD?

A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) foi realizada no Cairo, em 1994, e representou um marco histórico e uma mudança de paradigma na abordagem global sobre os temas de população e desenvolvimento.

Se antes os objetivos eram exclusivamente demográficos, após a CIPD o foco se tornou a promoção dos direitos humanos, com ênfase no exercício dos direitos reprodutivos e na autonomia das escolhas individuais. O ano de 2019 marca o 25º aniversário da Conferência, cujo documento foi pactuado por 179 países.


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