Setor elétrico brasileiro já incorpora metas da ONU em estratégias de negócio, revela relatório

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A Rede Brasil do Pacto Global da ONU divulgou neste mês (4) os resultados preliminares de estudo que avalia a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) por empresas do setor elétrico. Das 20 organizações participantes, 65% informaram já considerar a Agenda 2030 em suas estratégias de negócios para a promoção de boas práticas.

Estudo da Rede Brasil do Pacto Global revela engajamento do setor elétrico nacional com as metas da ONU. Foto: Rede Brasil do Pacto Global

Estudo da Rede Brasil do Pacto Global revela engajamento do setor elétrico nacional com as metas da ONU. Foto: Rede Brasil do Pacto Global

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU divulgou neste mês (4) os resultados preliminares de estudo que avalia a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) por empresas do setor elétrico. Das 20 organizações participantes, 65% informaram já considerar a Agenda 2030 em suas estratégias de negócios para a promoção de boas práticas.

Realizada em parceria com a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP), e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a pesquisa aponta ainda que os ODS de nº 7 — Energia Limpa e Acessível —, nº 9 — Indústria, Inovação e Infraestrutura — e nº 12 — Consumo e Produção Responsáveis — são os mais relevantes para as companhias entrevistadas.

O estudo foi realizado no âmbito da iniciativa “Integração dos ODS no Setor Elétrico Brasileiro”, uma parceria do Pacto Global com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), a CPFL Energia e a ENEL. O programa é liderado pelo grupo de trabalho de Energia e Clima da rede de empresas brasileiras comprometidas com as metas e princípios da ONU.

Para o diretor de Sustentabilidade da CPFL Energia, Rodolfo Sirol, a implementação da Agenda 2030 ainda é um desafio e exige mudanças de paradigmas na gestão pública e privada. Segundo o executivo, isso engloba desde uma mudança na linguagem e a necessidade de atuação em parcerias até o desdobramento dos compromissos assumidos em políticas, metas e alocação de recursos que beneficiem a população brasileira.

“Ao mesmo tempo, ela (a Agenda 2030) representa uma grande oportunidade para que as empresas façam parte da solução de problemas globais, explorem novos mercados e criem novos produtos e serviços que ajudem os seus países a atingir os ODS. É a chance de todos nós falarmos uma linguagem global e trabalharmos numa causa em parceria”, completa.

“Um de nossos objetivos com a análise é justamente criar um modelo que inspire outros setores, além de influenciar em uma agenda pública”, acrescenta o secretário executivo da Rede Brasil do Pacto Global, Carlo Pereira.

Entre os resultados da pesquisa já divulgados, estão dois mapeamentos sobre quais são os ODS mais relevantes para o setor em termos de contribuições para o alcance das metas e oportunidades de negócios. Levantamentos se distinguem pela atuação de cada empresa — um mapa foca em organizações com atividades concentradas em geração; outro reúne as que focam em distribuição e transmissão.

Conforme já esperado, o ODS de nº 7 foi elencado em primeiro lugar por todas as empresas participantes do estudo, tanto como oportunidades de negócios para o setor, como no que tange aos impactos que o ramo poderá ter para o cumprimento das metas estipuladas pela Agenda 2030.

No que se refere à matriz de empresas de distribuição e transmissão, ainda aparecem com forte destaque os ODS de nº 9, 12 e 8 — Trabalho Decente e Crescimento Econômico. Já entre os listados como de menor relevância para essas empresas, ficaram os ODS de nº 1 — Erradicação da Pobreza —, 2 — Fome Zero e Agricultura Sustentável — e 14 — Vida na Água.

Já as empresas ligadas à geração também apontaram o ODS de nº 7 em primeiro lugar quanto aos impactos que suas atividades podem ter no alcance das metas. Contudo, quando se trata das oportunidades de negócios, o ODS de nº 9 foi apontado como o de maior relevância para este subgrupo. Outros destaques da matriz de companhias de geração foram os ODS de nº 13 — Ação contra a Mudança Global do Clima — e 12.

Os ODS 14, 15 — Vida Terrestre — e 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes — foram os que apresentaram menor grau de relevância para o conjunto de entidades que operam na área de geração.


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