Setor algodoeiro brasileiro compartilha boas práticas com países em desenvolvimento

Quarto produtor mundial de algodão e segundo maior exportador global desse produto, o Brasil tem compartilhado seu conhecimento com outros países que também têm na cotonicultura uma importante fonte de renda para seus agricultores.

Nesse contexto, o projeto “Apoio ao desenvolvimento do setor algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul”, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), utiliza experiências e conhecimentos disponíveis no Brasil para contribuir com o crescimento do setor algodoeiro em nações em desenvolvimento.

Projeto Cotton Victoria, na Tanzânia. Foto: ABC

Projeto Cotton Victoria, na Tanzânia. Foto: ABC

Quarto produtor mundial de algodão e segundo maior exportador global desse produto, o Brasil tem compartilhado seu conhecimento com outros países que também têm na cotonicultura uma importante fonte de renda para seus agricultores.

Nesse contexto, o projeto “Apoio ao desenvolvimento do setor algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul”, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), utiliza experiências e conhecimentos disponíveis no Brasil para contribuir com o crescimento do setor algodoeiro em nações em desenvolvimento.

Como o trabalho dessa cooperação técnica tem foco no compartilhamento de informações, conhecimentos, saberes e boas práticas, o projeto será apresentado no 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que ocorre até quinta-feira (29) em Goiânia (GO), um dos estados com maior produção de algodão do país.

Realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o evento terá plenárias, minicursos, workshops e mesas-redondas, abordando as mais importantes questões do setor. Este ano, o tema central do será “a cotonicultura como vitrine da agricultura do amanhã”.

Intercâmbio

Durante o evento, um espaço montado pela ABC em colaboração com organismos das Nações Unidas no Brasil – entre elas o PNUD – divulgará esse e outros projetos para a comunidade brasileira de produtores de algodão.

Além disso, a ABC promoverá a participação no congresso de mais de 130 representantes de 16 países parceiros da África e de seis nações da América Latina e do Caribe. Esta é a terceira vez que a ABC estará presente no evento levando delegações estrangeiras.

De acordo com o coordenador-geral de África, Ásia, Oceania e Oriente Médio da ABC, Nelci Caixeta, para os técnicos africanos e latino-americanos que frequentarão as palestras e salas temáticas do CBA, este é um momento de verificar as tecnologias operando em território brasileiro. “Para eles, o evento ainda estabelece a possibilidade de uma rede de contatos com pequenos e grandes produtores do Brasil”, declarou.

O presidente da Abrapa, Milton Garbugio, reiterou a importância desse intercâmbio. “O Brasil é um grande ator mundial no setor algodoeiro e se torna tanto mais forte à medida em que partilha conhecimentos e promove acesso para que outros países, sobretudo os nossos vizinhos em desenvolvimento, também possam galgar mais renda e qualidade de vida para os seus povos”, declarou.

O setor algodoeiro ocupa posição estratégica na política de desenvolvimento e nos programas de redução da pobreza de vários países africanos.

Segundo o oficial de programa em Cooperação Sul-Sul do PNUD, Daniel Furst, na condição de liderança mundial em tecnologia de plantio direto na área cotonícola, o Brasil contribui, mediante demanda dos países parceiros, para a melhoria da produtividade do algodão na África, promovendo o aumento da renda e do acesso das populações rurais aos alimentos. “Essas ações contribuem, também, para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, declarou.