Serra Leoa não tem novos casos de ebola pela primeira vez desde o começo do surto, anuncia OMS

“Essa é uma ótima notícia, mas nós devemos continuar trabalhando intensamente com as comunidades para identificar o mais breve possível novos casos e impedir rapidamente qualquer transmissão do vírus ebola”, disse o representante da OMS no país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emite atualizações semanais sobre o surto de ebola, que matou mais de 11 mil pessoas, a maioria na Guiné, Serra Leoa e Libéria, países mais atingidos pelo vírus. Foto: UNMEER/Martine Perret

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emite atualizações semanais sobre o surto de ebola, que matou mais de 11 mil pessoas, a maioria na Guiné, Serra Leoa e Libéria, países mais atingidos pelo vírus. Foto: UNMEER/Martine Perret

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (17) que novos casos de ebola não foram reportados durante o último período de relatório em Serra Leoa, pela primeira vez desde o início do surto do vírus na África Ocidental. A agência da ONU atribuiu esse avanço ao forte envolvimento da comunidade e ao trabalho minucioso de equipes de resposta rápida.

“Essa é uma ótima notícia, mas nós devemos continuar trabalhando intensamente com as comunidades para identificar o mais breve possível novos casos e impedir rapidamente qualquer transmissão do vírus ebola”, disse o representante da OMS em Serra Leoa, Anders Nordstrom. A OMS emite atualizações semanais sobre o surto de ebola, que matou mais de 11 mil pessoas, a maioria na Guiné, Serra Leoa e Libéria, países mais atingidos pelo vírus.

De acordo com a agência de saúde da ONU, Serra Leoa baixou agora para uma única cadeia de transmissão, que começou na capital, Freetown, mas provocou um conjunto de casos no distrito de Tonkolili, região norte do país. Apesar de Tonkolili não ter visto um caso de ebola por mais de 150 dias, a OMS enviou para a região uma equipe de resposta rápida para identificar e monitorar todos que tiveram contato com o vírus.