Seminário no Rio do MinC e UNESCO discute produção cultural na era digital

O encontro abordou os desafios de produzir, acessar e distribuir cultura em ambiente digital no primeiro dia de debates do Seminário Internacional Cultura e Desenvolvimento.

Cerimônia de Abertura do II Encontro Afro Latino no Teatro Castro Alves. Foto: Ministério da Cultura

Cerimônia de Abertura do II Encontro Afro Latino no Teatro Castro Alves. Foto: Ministério da Cultura

Promovido pelo Ministério da Cultura e pela Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Seminário Cultura e Desenvolvimento no Rio de Janeiro reuniu 16 palestrantes de renome nacional e internacional, além de oito mediadores, dirigentes do Ministério da Cultura (MinC) entre os dias 21 e 23 de setembro no Cine Odeon.

Na mesa Cultura e Ambiente Digital, realizada nesta terça-feira (22), o diretor de direitos intelectuais do MinC, Marcos Souza, fez breve explanação sobre o momento atual, avanços da internet e consequências no campo cultural. Especialistas sobre o tema abordaram o acesso crescente a bens culturais por meio da internet, que alterou profundamente os modelos de negócios e, em decorrência, provocou a necessidade de atualização dos instrumentos jurídicos vigentes que regulam a circulação, exibição e remuneração por esses conteúdos.

A mesa diversidade cultural e economia cultural trouxe como tema a importância de pensar em políticas para a economia cultural como um todo e que falem para toda a economia da cultura e não apenas para a indústria cultural. A palestrante Júlia Zardo mostrou exemplo, na prática, de empreendedores que lidam com essa área e falou sobre a importância do setor para a economia brasileira e do mundo. “O setor responde por 12% do PIB mundial”, exemplificou ao mostrar dados durante explanação.

Gustavo Pacheco abriu a mesa sobre Conhecimentos Tradicionais e Desenvolvimento ao lembrar que, graças ao conhecimento popular, muitos identificaram os sinais do mar e correram para as colinas, salvando-se assim do tsunami que devastou diversos países da Ásia em 26 de dezembro de 2004. Ele ainda reforçou a importância do debate sobre a relação entre conhecimentos tradicionais e desenvolvimento no Brasil e a forma em que o país pretende conversar suas populações tradicionais.

O debate do dia 22 finalizou com a mesa Diversidade Cultural, Patrimônio e Memória, que tratou sobre as convenções da UNESCO no campo do patrimônio cultural e o reconhecimento e conservação de uma ampla lista de bens culturais materiais, imateriais e naturais.