Seminário no DF discute transformação sustentável da estrutura produtiva brasileira

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) promove na terça-feira (6) em Brasília (DF) seminário sobre a abordagem Big Push Ambiental (ou grande impulso ambiental), que trata de transformar a estrutura produtiva e a infraestrutura para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

A estimativa é de que o Brasil apresente um potencial de investimentos de baixo carbono da ordem de 1,3 trilhão de dólares até 2030 em setores como infraestrutura urbana (transporte, edificações, resíduos etc.), energias renováveis e indústria.

O Acordo de Paris, em vigor desde 2016, prevê que os países signatários diminuam suas emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração suas condições econômicas e sociais. Foto: PNUD

O Acordo de Paris, em vigor desde 2016, prevê que os países signatários diminuam suas emissões de gases de efeito estufa, levando em consideração suas condições econômicas e sociais. Foto: PNUD

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) promove na terça-feira (6) em Brasília (DF) seminário sobre a abordagem Big Push Ambiental (ou grande impulso ambiental), que trata de transformar a estrutura produtiva e a infraestrutura para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

A economia sustentável e de baixo carbono no Brasil pode ser uma oportunidade para se construir um novo estilo de desenvolvimento no país, o que demanda altos investimentos, de acordo com a CEPAL.

A estimativa é de que o Brasil apresente um potencial de investimentos de baixo carbono da ordem de 1,3 trilhão de dólares até 2030 em setores como infraestrutura urbana (transporte, edificações, resíduos etc.), energias renováveis e indústria.

Esse grande conjunto de investimentos que a transição de baixo carbono requer pode ser um impulso para um novo ciclo de crescimento para a igualdade no país ao contribuir para aquecer a economia e gerar empregos, segundo o organismo regional da ONU.

Nesse contexto, a CEPAL desenvolveu a abordagem Big Push Ambiental, que se caracteriza por investimentos que levem ao desacoplamento entre crescimento econômico e empregos — necessários para elevar os padrões de vida da população e reduzir desigualdades — e as baixas emissões de gases do efeito estufa.

Esses investimentos caracterizam-se por complementaridade entre diversos tipos de investimento, inclusive em educação e na construção de capacidades tecnológicas; expansão de mercados para bens menos intensivos em carbono ou em recursos naturais; e complementaridade entre investimentos públicos e privados que permita sustentar maiores taxas de investimento no longo prazo.

Os investimentos são o componente mais importante do Big Push Ambiental, tanto por seu potencial dinamizador da economia quanto por seu potencial transformador da estrutura produtiva. O investimento de hoje explica a estrutura produtiva de amanhã, de acordo com a CEPAL.

O seminário tem como objetivo apresentar a abordagem do Big Push Ambiental e gerar uma discussão sobre sua aplicação para o caso do Brasil a partir das oportunidades e desafios que os investimentos de baixo carbono podem representar para o crescimento econômico de forma sustentável no país.

A intensão é discutir em que medida essa abordagem pode ser catalizadora de um ciclo sustentável de crescimento econômico, ao mesmo tempo em que se celebram os 70 anos da CEPAL.

O seminário está estruturado em duas partes. Na parte da manhã, haverá uma discussão conceitual sobre a abordagem do Big Push Ambiental, apresentada por especialistas CEPAL e seguida por comentários e debates.

Na parte da tarde, será discutida a aplicação da abordagem do Big Push Ambiental no contexto específico brasileiro, reunindo as visões de especialistas de diversos setores (academia, setor produtivo, setor público, sociedade civil) do país sobre desenvolvimento sustentável.

O seminário “O Big Push Ambiental: opções para uma transformação social e ecológica da economia brasileira” é uma realização de CEPAL, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e da Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES).


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