Seminário Internacional aponta que é necessário diálogo na reforma previdenciária

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Especialistas alertam que é necessário dialogar com a sociedade sobre a reforma previdenciária e não restringir as mudanças apenas à sustentabilidade fiscal do sistema.

Seminário internacional sobre o tema reuniu em Brasília diversos especialistas, incluindo o ex-ministro da Fazenda do Chile e atual assessor regional da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alberto Arenas.

Seminário Internacional sobre Reforma Previdenciária. Foto: Agência Câmara

Seminário Internacional sobre Reforma Previdenciária. Foto: Agência Câmara

Especialistas reunidos em seminário internacional para discutir modelos previdenciários de outros países alertaram para a necessidade de diálogo com a sociedade e de não restringir as mudanças apenas à sustentabilidade fiscal do sistema. O ex-ministro da Fazenda do Chile e atual assessor regional da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alberto Arenas, participou do evento na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira (14).

Arenas atuou na reforma previdenciária chilena de 2008 e defendeu compatibilizar sustentabilidade fiscal, plano de benefícios e contribuição, levando em conta o mercado de trabalho local. “É preciso haver um equilíbrio entre os três: cobertura (quantidade), benefícios (qualidade) e sustentabilidade financeira (custos)”, afirmou. “Um sistema previdenciário moderno não é aquele que apenas garante a renda numa determinada etapa da vida de uma pessoa, mas sim aquele que é capaz de enfrentar a pobreza e promover a igualdade social, sendo um sistema solidário”, disse Arenas.

Alberto Arenas, assessor regional da CEPAL. Foto: Agência Câmara

Alberto Arenas, assessor regional da CEPAL. Foto: Agência Câmara

O evento foi organizado pela comissão especial que analisa a reforma da Previdência (PEC 287/16) e contou ainda com a participação de Ari Kaplan, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Toronto e especialista no assunto. No Canadá, as reformas foram baseadas em “compromisso e negociação”, sem deixar de garantir a renda das pessoas na velhice. “Quanto menos dinheiro as pessoas têm, quando elas estão mais velhas, maior será o custo para tomarem conta da saúde”, disse Kaplan.

Também estiveram no encontro Arthur Bragança de Vasconcellos Weintraub, professor na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Carlos Garavelli, diretor do Centro de Ação Regional da Organização Ibero-Americana de Seguridade Social para o Cone Sul; Giuseppe Ludovico, professor da Universidade de Milão; e Heinz Rudolph, economista do Banco Mundial.

Para assistir ao evento, clique aqui.

A apresentação de Alberto Arenas está disponível clicando aqui.


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