Seminário em Brasília explora metodologia e experiências do ‘Índice de Pobreza Multidimensional’

Índice é uma metodologia versátil que busca compreender a pobreza para além da questão econômica, levando em conta as privações de direitos sociais. Encontro foi parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Governo do Estado de Minas Gerais.

Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Foto: Agência Brasil

Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Foto: Agência Brasil

Representantes de diversas secretarias estaduais e entidades ligadas ao desenvolvimento social e direitos humanos de Minas Gerais se reuniram no dia 21 de março, em Brasília, para um seminário de troca de experiências acerca do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM).

O encontro, realizado em parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Governo do Estado de Minas Gerais, propiciou um aprofundamento das informações sobre o índice, tanto por quem já o utiliza em seus projetos como por quem pretende implementá-lo.

O Índice de Pobreza Multidimensional consiste em uma metodologia versátil ajustável para incorporar múltiplos critérios, indicadores, pesos e cortes que permitem apropriações para atender  às demandas de acordo com a realidade do território a ser estudado.

O índice tornou-se popular a partir da sua publicação no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010, que levantou a necessidade que as nações têm de compreender a pobreza para além da questão econômica — a medição da pobreza multidimensional leva em conta as variáveis das privações de direitos sociais.

O IPM mostra que crescimento econômico não necessariamente gera o fim da pobreza – e o exemplo vem dos países do Sul que, mesmo com economias que crescem a ritmo acelerado, ainda não conseguiram retirar sua população da situações de pobreza. Com isso, o índice pretende mostrar que a transferência de renda por si só não garante a eliminação da pobreza.

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