Segurança dos civis sitiados em ofensiva do Estado Islâmico à cidade síria preocupa ONU

Os intensos ataques indiscriminados do Estado Islâmico (EI) em Kobane – cidade curda na fronteira da Síria com a Turquia – levou cerca de 10 mil civis a buscar refúgio no país vizinho.

Refugiados curdos sírios atravessando a fronteira para a Turquia depois de fugir dos combates em torno da cidade de Kobani, na Síria. Foto: ACNUR/I. Prickett 

Refugiados curdos sírios atravessando a fronteira para a Turquia depois de fugir dos combates em torno da cidade de Kobani, na Síria. Foto: ACNUR/I. Prickett

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) expressou alarme com os intensos ataques indiscriminados do Estado Islâmico (EI) em Kobani – cidade curda na Síria que fica próxima a fronteira com a Turquia – neste fim de semana. O ato fez com que cerca de 10 mil civis fossem obrigados a buscar refúgio na Turquia.

Desde o último sábado (4), o grupo armado tem tomado o controle dos bairros e edifícios de Kobani, como parte de sua estratégia para dominar uma longa faixa ininterrupta de território na fronteira da Síria com a Turquia. Além disso, tem confrontado diretamente os combatentes curdos com intensos bombardeios indiscriminados.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ACNUDH expressaram grande preocupação com a segurança dos civis que ainda continuam na cidade ou nas áreas próximas, bem como solicitou a todos que possam a tomar medidas imediatas ao seu alcance para proteger a população civil que ainda está na cidade.

“Claramente, qualquer pessoa que cai nas mãos de Estado Islâmico corre risco”, afirmou o ACNUDH, expressando preocupação com o destino dos combatentes capturados pelo grupo armado, dado o número recorde de assassinatos repetidos e as execuções sumárias de prisioneiros na Síria e no Iraque.

Na ocasião, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o grupo terrorista está realizando continuamente uma “campanha bárbara” e cometendo graves violações dos direitos humanos e do direito humanitário nas áreas sob seu controle na Síria e no Iraque.