Segurança alimentar melhorou em Moçambique, mas desnutrição crônica de crianças ainda preocupa

A representante do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, Karen Manente, afirma que a segurança alimentar no país melhorou. Redução foi de 17% em dez anos, embora desnutrição crônica não tenha melhorado suficientemente, com índice chegando a 43% em crianças abaixo de 5 anos.

Pescadores em Moçambique. Foto: Banco Mundial/Andrea Borgarello

Pescadores em Moçambique. Foto: Banco Mundial/Andrea Borgarello

Em Moçambique, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) quer reduzir casos de desnutrição crônica em crianças abaixo de 5 anos.

De acordo com a representante da agência no país, a segurança alimentar melhorou no país.

Em entrevista à ONU News em Maputo, a representante do PMA, Karen Manente, considera que a atual percentagem da desnutrição crônica corresponde a um desafio para os parceiros e o governo moçambicano.

“A segurança alimentar melhorou porque diminuiu por volta de 40% há dez anos para 23 a 24%. Hoje, a segurança alimentar melhorou, mas a desnutrição crônica não melhorou suficientemente. Ainda está em 43% em crianças abaixo de 5 anos. Ainda há trabalho a ser feito”, disse.

Manente destacou as atividades em curso desenvolvidas pela agência no país com vista a superar a problemática.

“Fazemos planejamento com as comunidades, os tipos de bens que as ajudaria a serem mais resilientes, se são multiplicação de sementes mais resilientes ou se são sistemas de captação de água, vias de acesso ao mercado, quais são as atividades que vão ajudar as comunidades. A mudança climática tem impacto na segurança alimentar. Parte da resiliência tem que ser uma prioridade para todos nós.”

Em Moçambique, o PMA trabalha de maneira contextualizada, focalizando soluções locais, compras locais, sistemas de apoio e capacitação de entidades públicas. No sul do país o enfoque maior do PMA é a insegurança alimentar aguda, enquanto que nas províncias do norte o problema é a desnutrição crônica.

(Ouri Pota, da ONU News em Maputo)