Secretários de administração e planejamento discutem objetivos globais em Brasília

A Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram destaque de seminário realizado na semana passada em Brasília (DF) que reuniu secretários de Estado de administração e de planejamento de todo o Brasil.

“Uma das mais relevantes contribuições da Agenda 2030 está na quebra do paradigma de desenvolvimento até agora predominante”, disse a representante-residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta. Isso se dá, segundo ela, com o reconhecimento da necessidade da sustentabilidade, a natureza multidimensional do desenvolvimento e a integralidade na implementação da própria Agenda 2030.

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A Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram destaque do seminário realizado na semana passada em Brasília (DF) que reuniu secretários de Estado de administração e de planejamento de todo o Brasil.

O propósito do evento foi fortalecer a reflexão e o debate sobre questões que preocupam os gestores governamentais, em busca de soluções consensuais de áreas-chave da administração pública.

Além de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Administração (CONSAD) e do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Planejamento (CONSEPLAN), o fórum reuniu gestores das Unidades da Federação e outras instituições comprometidas com a gestão pública. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) participou do primeiro dia do Fórum CONSAD/CONSEPLAN com fala sobre os ODS.

A representante-residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, além de compor a mesa de abertura do evento, teve fala no painel “Agenda 2030 — Planejamento de Médio Prazo Alinhado aos ODS”, realizado no primeiro dia do fórum.

Em sua fala, Argueta lembrou os antecedentes da Agenda 2030 e dos ODS e discorreu sobre sua importância, impacto e nacionalização. “Uma das mais relevantes contribuições da Agenda 2030 está na quebra do paradigma de desenvolvimento até agora predominante”, disse. Isso se dá, segundo ela, com o reconhecimento da necessidade da sustentabilidade, a natureza multidimensional do desenvolvimento e a integralidade na implementação da própria Agenda 2030.

“Não se trata de cumprir com um compromisso internacional assumido em Nova Iorque, mas de considerar as prioridades nacionais estabelecidas pelos países signatários”, afirmou a representante do PNUD, para quem “os sistemas nacionais de planejamento encontram nessa nova arquitetura uma fonte de renovação de seus objetivos históricos de promoção do desenvolvimento”.

Além da Agenda 2030, o fórum aborda temas como o pacto federativo (a agenda econômica do país, as reformas previstas para 2020 e as PECs), a gestão de ativos (patrimônio, concessões e parceiras público-privadas) e governança pública (as experiências estaduais na OCDE).