Secretário-Geral pede “profunda reflexão” sobre a energia nuclear

Durante Cúpula sobre o Uso Seguro e Inovador de Energia Nuclear, realizada em Kiev (Ucrânia), o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, definiu nesta terça-feira (19/04) um plano para aprimorar a segurança nuclear, dizendo ainda que tanto o acidente na usina de Fukushima, no Japão, como o desastre ocorrido em Chernobyl há 25 anos, pedem uma “profunda reflexão” sobre o futuro da energia nuclear.

Durante Cúpula sobre o Uso Seguro e Inovador de Energia Nuclear, realizada em Kiev (Ucrânia), o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, definiu nesta terça-feira (19/04) um plano para aprimorar a segurança nuclear, dizendo ainda que tanto o acidente na usina de Fukushima, no Japão, como o desastre ocorrido em Chernobyl há 25 anos, pedem uma “profunda reflexão” sobre o futuro da energia nuclear. “Já que as consequências são catastróficas, a segurança deve ser usada como parâmetro. E porque as consequências são transnacionais, elas devem ser debatidas globalmente.”

Ban observou que cabe aos governos nacionais a principal responsabilidade de garantir a segurança nas instalações das usinas nucleares. Ele pediu aos Estados que levem em conta as lições aprendidas e que adotem medidas apropriadas para aplicar os mais altos padrões de qualidade. O Secretário-Geral falou também sobre a necessidade de fortalecer o apoio à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), para aumentar a capacidade do órgão de desenvolver e aplicar padrões de segurança.

O terceiro ponto discutido foi a necessidade de relacionar os desastres naturais à segurança nuclear. Ban lembrou que, com as mudanças climáticas, as usinar nucleares devem estar preparadas para resistir a tudo, de terremotos a tsunamis, de incêndios a enchentes. “Para isto, precisamos dar um novo significado à preparação para desastres em países ricos e pobres”, disse. “A energia nuclear continuará sendo um importante recurso para muitos países, e pode fazer parte de uma energia de baixa emissão de carbono, mas para isso, sua segurança deve se tornar confiável.”

Por fim, Ban ressaltou a necessidade de fortalecer os sistemas de segurança das usinas num momento em que terroristas e outros grupos procuram material e tecnologia nuclear. “Uma usina de energia nuclear mais segura para sua comunidade também oferece mais segurança para o mundo”, concluiu.