Secretário-Geral pede ao G20 que solução da crise não pese nas costas dos países mais pobres

Apesar do crescente déficit no orçamento e dos problemas ficais, o Secretário-Geral da ONU pediu aos líderes do G20, em Toronto (Canadá), que tomem medidas urgentes para ajudar os países mais pobres a sair da miséria, por meio de investimentos.

Secretário-Geral em cúpula do G20 em Toronto. Foto: UN/Mark Garten.Apesar do crescente déficit no orçamento e dos problemas ficais, o Secretário-Geral das Nações Unidas pediu nesta segunda-feira (28) aos líderes do Grupo dos 20 países industrializados e desenvolvidos (G20) que tomem medidas urgentes para ajudar os países mais pobres a sair da miséria através de investimentos.

“Sob nenhuma circunstância devemos deixar os orçamentos nas costas dos países mais pobres”, declarou o Secretário-Geral no jantar de trabalho do G20, em Toronto, Canadá. Ban Ki-moon participa do encontro de dois dias para ressaltar a necessidade de aumentar os esforços em erradicar a pobreza e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Ele disse que os governos devem mobilizar investimentos e não podem depender do consumo como única saída para se recuperar da crise.

Ban convidou os líderes a investir em áreas de grande retorno, como agricultura, economia verde e saúde. O investimento nestas três áreas significaria um grande avanço para alcançar os ODM. Especialistas estimam que o plano requer 15 bilhões de dólares de investimento imediato nos 49 países menos desenvolvidos e 45 bilhões por ano até 2015. “Sejamos determinados para converter essas três áreas de alto retorno numa realidade”, disse o Secretário-Geral.

Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se dirige a líderes do G20, em Cúpula realizada em Toronto, Canadá, no dia 27 de junho de 2010. Ele participou dos dois dias de evento, juntamente com chefes de organizações internacionais e vinte líderes das nações industrializadas e em desenvolvimento. Foto: ONU/Mark Garten.

Os investimentos também ajudariam nos esforços para diminuir as mudanças climáticas. Ban Ki-moon convidou os governos a concretizarem os progressos feitos em Copenhagen, em que os países industrializados se comprometeram a enviar 100 bilhões de dólares anuais em ajuda a países pobres, destinados à diminuição das mudanças climáticas. “Os riscos – e os custos – da falta de ação sobre a mudança climática cresce a cada ano. Quanto mais demoramos, mais pagamos”.

Apesar de a prioridade dos governos ser a recuperação das economias nacionais, Ban Ki-moon tem realizado esforços para manter as necessidades dos mais pobres e vulneráveis, bem como a questão ambiental, dentro do foco e das agendas dos principais líderes globais.