Secretário-Geral pede ação “rápida e eficaz” para proteger civis na Líbia

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira (24/03) que ações rápidas e decisivas da comunidade internacional são fundamentais para lidar com as graves violações aos direitos humanos na Líbia.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira (24/03) que ações rápidas e decisivas da comunidade internacional são fundamentais para lidar com as graves violações aos direitos humanos na Líbia. Ele falou ao Conselho de Segurança, uma semana depois de o órgão ter aprovado uma resolução que autoriza “todas as medidas necessárias” para proteger civis líbios contra os ataques das forças de Muamar Kadafi.

Ban declarou que, apesar de autoridades líbias afirmarem que foi instituído um cessar-fogo, não há evidências que comprovem esta afirmação. Ele ressaltou que trabalhará com os Estados-Membros e organizações regionais para coordenar uma resposta rápida e eficaz. “As ameaças de Kadafi foram veiculadas diversas vezes pelas redes de televisão nacionais”, comentou Ban. “Jornalistas continuam sendo presos e repórteres estrangeiros revelaram à ONU o estado geral da população, que tem medo, estreito controle das forças de segurança e casos de prisão e desaparecimentos.”

Voltando de uma viagem ao Egito e á Tunísia, países onde os protestos contra ditadores no Oriente Médio e no Norte da África tiveram início, Ban afirmou que está montando um painel de especialistas para monitorar a implementação de sanções como o embargo de armas e o congelamento dos bens de autoridades do Governo líbio.

Como previsto na resolução, Reino Unido, França, Estados Unidos, Dinamarca, Canadá, Itália, Qatar, Bélgica, Noruega, Espanha e Emirados Árabes Unidos confirmaram a participação nas ações para proteger os civis na Líbia. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) também informou o Secretário-Geral sobre a decisão de iniciar uma operação de aliança para dar apoio ao embargo de armas.