Secretário-Geral encoraja maior compreensão sobre conceito de segurança humana

Proteção e capacitação das pessoas em todo o mundo deve ser a base das ações dos governos, destacou o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao pedir aos Estados Membros para aceitarem um entendimento mais abrangente do conceito de segurança humana. Para ele, a natureza interligada do mundo faz com que as crises e as catástrofes atuais ultrapassem os limites de fronteiras e ameacem a vida de milhões de pessoas como nunca antes.

Proteção e capacitação das pessoas em todo o mundo deve ser a base das ações dos governos, destacou o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, ao pedir aos Estados-Membros para aceitarem um entendimento mais abrangente do conceito de segurança humana.

Em maio, durante um painel de discussão sobre segurança humana na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ele disse que a natureza interligada do mundo faz com que as crises e as catástrofes atuais ultrapassem os limites de fronteiras e ameacem a vida de milhões de pessoas como nunca antes. Citando as recentes crises econômica, financeira e alimentar, Ban Ki-moon afirmou que nenhuma região ficou intocada e nenhum país é imune. Apenas no ano passado, 200 milhões de pessoas foram afetadas por desastres naturais, enquanto conflitos violentos desabrigaram 42 milhões de indivíduos.

O marco da Cúpula Internacional de 2005 se referiu ao conceito de segurança humana, reconhecendo que “todos os indivíduos, particularmente pessoas vulneráveis, estão destinadas às liberdades do medo e do querer [freedom from fear e freedom from want], com oportunidades iguais para aproveitar todos os seus direitos e desenvolver plenamente seu potencial humano”.

Assim, ao apresentar seu relatório à Assembleia, Ban Ki-moon ressaltou que é preciso assegurar que os ganhos de hoje não se percam nas crises futuras. Com isso, chamou a atenção para ações com foco em estratégias centradas nas pessoas, compreensivas, com contexto específico e preventivas em todos os níveis.

Essa aproximação ajudaria a enfrentar as ameaças atuais e iminentes, assim como suas causas. Contribuiria também para apoiar sistemas de alerta rápidos, que compensariam o impacto de tais riscos. “O avanço que a segurança humana demanda fortalece e estabiliza as instituições”, apontou o relatório. “Cabe aos governos o papel primário de fornecer um sistema básico de regras, no qual as relações são mutuamente de apoio, harmonia e responsabilidade.”

O Secretário-Geral frisou o foco na construção de governos e capacidades locais, levando em consideração necessidades concretas das populações em dificuldades, desenvolvendo soluções permeadas pela realidade local e edificando parcerias focadas, com uma boa relação custo-benefício e capitalizadas em vantagens comparativas.

Segundo ele, o conceito de segurança humana está intimamente relacionado com o trabalho das Nações Unidas, que busca ajudar sociedades desmanteladas pela guerra a se erguer, a prevenir e a responder aos desastres naturais e a reforçar os cuidados com saúde e educação. Nesse sentido, expressou que a segurança humana também é uma ferramenta crucial para o aumento da coesão dos esforços mundiais e incentivou a comunidade internacional a continuar reforçando e apoiando o fortalecimento dos sistemas político, econômico, ambiental e cultural, que trazem estabilidade, segurança e dignidade aos homens.

Saiba mais sobre o tema na página da Comissão sobre Segurança Humana (CHS, na sigla em inglês), clicando aqui.