Secretário-Geral e Conselho de Segurança da ONU condenam ataque terrorista a mesquita em Damasco

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Evan Schneider

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança condenaram fortemente o ataque terrorista ocorrido nesta quinta-feira (21) contra a mesquita Iman em Damasco, na Síria, que deixou mais de 40 mortos, incluindo um clérigo muçulmano, e dezenas de feridos.

“O Secretário-Geral acredita que esta última atrocidade, juntamente com outras anteriores a ela, deve ser prontamente e plenamente investigada e seus autores levados à justiça”, disse seu porta-voz em um comunicado.

“O ataque deliberado a alvos civis, inclusive locais de culto, constitui um crime de guerra. Esses atos hediondos devem parar imediatamente”, acrescentou o comunicado.

Os membros do Conselho expressaram “profunda solidariedade” e “sinceras condolências” às famílias das vítimas e ao povo sírio em relação ao que classificou como “ato hediondo”, desejando uma rápida recuperação aos feridos. A declaração foi lida pelo Embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, que detém a Presidência rotativa do órgão de 15 membros neste mês.

O atentado de quinta-feira é o mais recente incidente mortal no conflito de dois anos que já custou mais de 70 mil vidas e desalojou mais de 3 milhões de pessoas desde o início do levante contra o Presidente al-Assad, em março de 2011. Cerca de 1,1 milhão de pessoas também foram forçadas a fugir da Síria, se refugiando em países vizinhos.

O conflito também tem gerado uma enorme crise humanitária e resultou em violações generalizadas dos direitos humanos.

Conselho de Direitos Humanos renova mandato de painel independente

Nesta sexta-feira (22), em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos da ONU decidiu estender o mandato do painel independente encarregada de investigar supostas violações do direito internacional dos direitos humanos na Síria desde março de 2011.

A Alta Comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, saudou a decisão de Ban Ki-moon de conduzir uma investigação da ONU sobre o possível uso de armas químicas na Síria e disse que seu escritório está pronto para se juntar à investigação, caso seja solicitado.

“Se as armas químicas tenham de fato sido usadas, este só pode ser descrito como um ato abominável e perverso”, disse o porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville, a jornalistas em Genebra.

“Esperamos que esses relatórios estejam incorretos, porque caso sejam verdadeiros este terrível conflito terá alcançado uma nova profundidade”, acrescentou.

O uso de armas químicas seria ou um crime contra a humanidade ou um crime de guerra, disse Colville. “A Alta Comissária ecoa o apelo do Secretário-Geral de que – se um crime foi cometido –, os responsáveis devem ser responsabilizados.”