Secretário-geral das Nações Unidas pede retomada do cessar-fogo na Síria

Ban Ki-moon pediu que as partes envolvidas no conflito retomem imediatamente o cessar-fogo e se responsabilizem na proteção de civis, reiterando seu pedido para que todos os atores regionais e internacionais, particularmente Rússia e Estados Unidos, redobrem esforços para colocar a trégua “nos trilhos”.

Destruição na cidade velha de Alepo, na Síria. Foto: UNESCO

Destruição na cidade velha de Alepo, na Síria. Foto: UNESCO

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu que as partes envolvidas no conflito na Síria retomem imediatamente o cessar-fogo e sustentem sua responsabilidade de proteger civis, disse seu porta-voz na segunda-feira (2).

“O secretário-geral está profundamente preocupado com a perigosa escalada dos conflitos em Alepo e nos arredores da cidade, assim como com o sofrimento intolerável, mortes e destruição causadas entre civis”, disse o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric, em comunicado.

Lembrando o relançamento temporário do cessar de hostilidades em Damasco e Lattakiya, o chefe da ONU enfatizou a necessidade de expandir esse arranjo a outras partes da Síria, com urgência especial para Alepo.

Ban, de acordo com o porta-voz, também reiterou seu pedido para que todos os atores regionais e internacionais, particularmente Rússia e Estados Unidos, redobrem seus esforços para ajudar as partes no conflito a colocar a trégua “nos trilhos”.

“O colapso do cessar de hostilidades só trará mais violência, morte e destruição com enfraquecimento dos esforços para encontrar uma solução negociada para essa guerra brutal”, disse o comunicado.

Enviado especial viaja a Moscou

Após discussões em Moscou sobre as negociações de paz na Síria, o enviado da ONU para o país, Staffan de Mistura, disse estar “cautelosamente esperançoso” de que um cessar de hostilidades será relançado no país.

“Os sírios não querem ouvir mais bombas, foguetes, bombardeios, para que possam começar a acreditar no que estamos tentando fazer por eles”, disse o enviado da ONU para a Síria em coletiva de imprensa com o chanceler russo, Sergei Lavrov.

O enviado das Nações Unidas disse que a principal razão pela qual viajou a Moscou era discutir com as autoridades russas o “sentimento urgente de que o que foi alcançado até agora não pode ser perdido e que possamos construir algo em cima disso e nos mover adiante”.