Secretário-Geral da Rio+20 faz alerta para que Conferência no Brasil tenha sucesso

‘Ao olhar para a frente e ver o desafio de alimentar nove bilhões de pessoas até meados deste século, com dietas saudáveis e nutritivas, vamos precisar de outra revolução’.

Secretário-Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Sha Zukang

Há oito meses da Rio+20, o Secretário-Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Sha Zukang, fez um alerta: “A Rio+20 deve mobilizar renovado compromisso político para o desenvolvimento sustentável. Se não for capaz disso, será difícil dizer que a Rio+20 foi um sucesso”.

Zukang discursou durante a abertura de um fórum realizado em Nova Délhi (Índia), como parte dos preparativos para a Rio+20, que ocorrerá em 2012 entre os dias 4 e 6 de junho no Rio de Janeiro. “Como membros da comunidade internacional e formuladores de políticas nacionais, é preciso manter o foco”, disse o Secretário-Geral da Conferência, para quem o elevado desemprego, o risco de uma nova recessão global e o agravamento da fome podem minar os esforços para a erradicação da pobreza e o desenvolvimento social e econômico.

Ele ressaltou que a Conferência precisa contar com vontade política e uma visão holística para que haja a integração entre os pilares social, econômico e ambiental. A tarefa é difícil, segundo ele, em função da alta especialização das organizações internacionais e nacionais.

“Ao olhar para a frente e ver o desafio de alimentar nove bilhões de pessoas até meados deste século, com dietas saudáveis e nutritivas, vamos precisar de outra revolução. (…) A melhor ciência agrícola terá de ser casada com o melhor conhecimento tradicional. E o resultado tem de beneficiar pequenos agricultores, especialmente as mulheres agricultoras”, concluiu Zukang.

O fórum em Nova Délhi, Diálogos sobre a Economia Verde e Crescimento Inclusivo, organizado pela governo indiano e pelo Departamento das Nações Unidas para Assuntos Sociais e Econômicos (DESA), encerra-se hoje (4/10) e trata dos custos e benefícios de uma transição para a economia verde, com foco na segurança alimentar e energética.