Secretário-geral da ONU pede que países se esforcem para incluir idosos na sociedade

De acordo com estimativas de uma agência da ONU, em 2050 a população com mais de 60 anos de idade será maior que a população com menos de 15.

Idosos conversam no Parque de Jongmyo, no centro de Seul, na Coreia do Sul. Foto: ONU/Kibae Park

Idosos conversam no Parque de Jongmyo, no centro de Seul, na Coreia do Sul. Foto: ONU/Kibae Park

Os países devem assegurar que os idosos sejam capazes de participar plenamente na sociedade e ter suas vozes ouvidas, ressaltou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta terça-feira (1) observando que eles desempenham um papel fundamental na formação da agenda de desenvolvimento pós-2015.

“Existe um amplo reconhecimento de que o envelhecimento da população apresenta tanto uma grande oportunidade e quanto um desafio. A oportunidade é o benefício das muitas contribuições das pessoas mais idosas para a sociedade. O desafio é agir de acordo com esse entendimento agora através da adoção de políticas que promovam a inclusão social e a solidariedade entre gerações”, disse Ban em sua mensagem para o Dia Internacional das Pessoas Idosas.

De acordo com estimativas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em 2050 80% das pessoas mais velhas do mundo viverão em países em desenvolvimento e a população com mais de 60 anos de idade será maior que a população com menos de 15.

O tema deste ano para o Dia, “O futuro que nós queremos: o que os idosos estão dizendo”, foi escolhido para chamar atenção para os esforços das pessoas idosas, grupos da sociedade civil, organizações das Nações Unidas e os Estados-membros de colocar a questão do envelhecimento na agenda de desenvolvimento internacional.

Ban ressaltou que as pessoas mais velhas podem ajudar a moldar a agenda de desenvolvimento pós-2015 não apenas por contribuírem com a sua sabedoria, mas também expressando suas necessidades e preocupações atuais.

“Neste Dia Internacional das Pessoas Idosas, peço aos países e às pessoas que se comprometam a remover barreiras para a plena participação dos idosos na sociedade, protegendo seus direitos e dignidade”, disse o secretário-geral.