Secretário-geral da ONU pede justiça a casos de assassinatos de jornalistas no mundo

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

No Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas (2 de novembro), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu justiça em memória de todos os profissionais assassinados, e em reconhecimento da importância de uma mídia livre e independente para avançar rumo ao desenvolvimento e à paz.

“Quando os jornalistas são o alvo, a sociedade como um todo paga o preço. O tipo de notícia que é silenciada — corrupção, conflitos de interesse, tráfico ilegal — é exatamente o tipo de informação que o público precisa saber”, completou.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

No Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas (2 de novembro), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu justiça em memória de todos os profissionais assassinados, e em reconhecimento da importância de uma mídia livre e independente para avançar rumo ao desenvolvimento e à paz.

“Apenas nas últimas semanas, um renomado jornalista investigativo foi assassinado por uma bomba presa em seu carro; outro foi desmembrado durante a apuração de uma reportagem; e um fotógrafo foi encontrado morto após ser forçado a deixar sua casa”, disse Guterres em comunicado.

De 2006 a 2016, 930 jornalistas e trabalhadores da mídia foram mortos. Milhares de outros enfrentam de forma rotineira assédio sexual, intimidação, detenção e maus tratos, lembrou o secretário-geral da ONU.

“A impunidade desenfreada marca esses crimes. Em nove de dez casos, o perpetuador nunca é levado à Justiça”, declarou.

“Quando os jornalistas são o alvo, a sociedade como um todo paga o preço. O tipo de notícia que é silenciada — corrupção, conflitos de interesse, tráfico ilegal — é exatamente o tipo de informação que o público precisa saber”, completou.

A Assembleia Geral das Nações Unidas, o Conselho de Segurança e o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenaram ataques contra jornalistas e pediram que sua segurança fosse garantida.

O Sistema ONU também endossou um Plano de Ação para a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade.

“Estamos comprometidos em ajudar a criar o ambiente que os jornalistas precisam para desempenhar seu trabalho vital. Estou mobilizando uma rede de pontos focais por todo o Sistema ONU para promover passos específicos para intensificar nossos esforços de ampliar a segurança dos jornalistas e dos trabalhadores da mídia”, concluiu Guterres.

UNESCO

Em mensagem para a data, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse que a justiça é um dos pilares de uma sociedade livre.

“Ela desestimula aqueles que ameaçam a liberdade de expressão e encoraja aqueles que a defendem. É por isso que a injustiça contra jornalistas é tão onerosa para todas as sociedades”, disse.

“Isso diz respeito principalmente a locais – 93% dos jornalistas mortos nos últimos 11 anos eram jornalistas locais que cobriam histórias locais. Isso também diz respeito às ameaças enfrentadas pelas jornalistas, incluindo o alarmante aumento de casos de assédio online”, afirmou.

Segundo Irina, é necessário assegurar que a justiça seja feita para cada jornalista assassinado. “Isso é fundamental para a memória – é essencial para fortalecer o Estado de direito e a boa governança, assim como para fazer avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 16, sobre paz, justiça e instituições fortes”, disse.


Mais notícias de:

Comente

comentários