Secretário-geral da ONU expressa preocupação com região da Nigéria que declarou estado de emergência

Confrontos violentos entre as forças militares e o grupo islâmico Boko Haram deixaram mais de 220 mortos nas últimas semanas. Presidente nigeriano prometeu reforçar segurança na região.

Escolas queimadas pelo grupo islâmico Boko Haram neste ano em Maiduguri, capital do Estado de Borno, no nordeste da Nigéria. Foto: IRIN/Aminu Abubaka

Escolas queimadas pelo grupo islâmico Boko Haram neste ano em Maiduguri, capital do Estado de Borno, no nordeste da Nigéria. Foto: IRIN/Aminu Abubaka

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a todos os grupos extremistas na Nigéria que cessem seus ataques em meio à deterioração da segurança no país, onde o estado de emergência foi declarado em partes do nordeste.

“O secretário-geral continua muito preocupado com a violência contínua e a deterioração da segurança no nordeste da Nigéria, o que representa uma ameaça à paz e à segurança nacional”, disse seu porta-voz na quarta-feira (15), em um comunicado aos correspondentes.

“O secretário-geral reitera a sua convicção de que nenhum objetivo pode justificar tal uso da violência. Ele ressalta a necessidade de que todos os envolvidos respeitem plenamente os direitos humanos e protejam as vidas de todos os nigerianos”, acrescentou o porta-voz.

Em um discurso na terça-feira (14) à noite, o presidente Goodluck Jonathan disse que havia começado a implantação de tropas adicionais para a região nordeste do país.

Nas últimas semanas, mais de 220 pessoas foram mortas em confrontos violentos entre as forças militares e o grupo islâmico Boko Haram.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) pediu que o governo nigeriano respeite os princípios dos direitos humanos durante as patrulhas de segurança, afirmando que está preocupado com o grande número de vítimas, incluindo muitos civis, e a destruição em massa de casas e propriedades.