Secretário-geral da ONU elogia estratégias para acabar com a pirataria no Golfo da Guiné

Países da região se reuniram no Camarões e adotaram um código de conduta para prevenir a pirataria, o rouba à mão armada nos navios e atividades marítimas ilegais.

aíses do Golfo da Guiné se reuniram para debater a pirataria na região. Foto: Eunavfor

aíses do Golfo da Guiné se reuniram para debater a pirataria na região. Foto: Eunavfor

O secretário-geral da ONU Ban Ki-moon elogiou na quinta-feira (27) a adoção de estratégias regionais contra atividades marítimas ilegais, pirataria e outras atividades clandestinas na África Ocidental e Central. As decisões foram tomadas pela Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do Golfo da Guiné, que se reuniu na capital do Camarões, Yaoundé.

A reunião, que durou dois dias, incluiu os Estados-Membros da região, a Comunidade Econômica dos Estados da África Central (CEEAC), a Comunidade Econômica dos Estados do Oeste Africano (ECOWAS) e a Comissão do Golfo da Guiné (CGG).

Em um comunicado divulgado pelo porta-voz de Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU elogiou todos os participantes pelo seu alto nível de engajamento e esforços coletivos para enfrentar e evitar a pirataria, “que continua sendo uma séria ameaça para as atividades econômicas e de segurança dos países afetados”.

Ele também saudou a adoção do “código de conduta da prevenção e repressão da pirataria, roubo à mão armada contra navios e atividades marítimas ilegais na África Ocidental e Central”, que define a estratégia regional e abre o caminho para um instrumento juridicamente vinculativo.

“Ele incentiva todos os Estados da região a assinar e implementar (o código) e pede para os parceiros bilaterais, regionais e internacionais proporcionarem os recursos necessários”, disse o comunicado, acrescentando que a ONU está pronta para continuar a apoiar este processo, incluindo a ajuda do representante especial do secretário-geral da ONU para a África Central e Ocidental.

No comunicado, Ban Ki-moon ainda lembrou que há menos de dois anos o Conselho de Segurança da ONU já havia pedido uma posição dos países do Golfo da Guiné sobre a pirataria recorrente na região. Mais uma vez ele elogiou os Estados-Membros por terem reconhecido o desafio e estabelecido metas para acabar com o problema.