Secretário-geral da ONU diz acompanhar crise política no Sri Lanka com preocupação

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse no domingo (28) estar acompanhando com “grande preocupação” a crise política que se aprofunda no Sri Lanka, após um homem ser morto por seguranças de um político, que segundo relatos atiraram contra um grupo de manifestantes.

O presidente do Sri Lanka, Mathripala Sirisena, suspendeu o Parlamento nacional por duas semanas no sábado, em um esforço de conseguir apoio para sua decisão do dia anterior de remover o primeiro-ministro depois de meses de desentendimentos, de acordo com relatos da imprensa internacional.

Parentes de pessoas desaparecidas durante a guerra civil no Sri Lanka mostram fotos durante reunião na capital do país, Colombo. Foto: IRIN/Amantha Perera

Parentes de pessoas desaparecidas durante a guerra civil no Sri Lanka mostram fotos durante reunião na capital do país, Colombo. Foto: IRIN/Amantha Perera

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse no domingo (28) estar acompanhando com “grande preocupação” a crise política que se aprofunda no Sri Lanka, após um homem ser morto por seguranças de um político, que segundo relatos atiraram contra um grupo de manifestantes.

O presidente do Sri Lanka, Mathripala Sirisena, suspendeu o Parlamento nacional por duas semanas no sábado, em um esforço de conseguir apoio para sua decisão do dia anterior de remover o primeiro-ministro depois de meses de desentendimentos, de acordo com relatos da imprensa internacional.

Muitos membros do Parlamento e ministros do governo denunciaram a ação como inconstitucional, e Sirisena empossou o controverso ex-presidente Mahinda Rajapaksa como novo primeiro-ministro.

A morte no domingo aconteceu em meio a protestos nas ruas que resultaram em uma multidão tentando impedir um agora despossado ministro de entrar em seu escritório. Relatos dizem que a vítima morreu após ser levada para hospital e que duas outras pessoas ficaram feridas.

O primeiro-ministro destituído, Ranil Wickramasinghe, se recusa a aceitar a decisão, e pede apoio entre membros do Parlamento, argumentando que ainda comanda a maioria parlamentar, segundo relatos da imprensa. Até agora, ele se recusou a deixar a residência oficial.

Em comunicado, o secretário-geral da ONU pediu que o governo “respeite os valores democráticos e as exigências e processos constitucionais, mantenha o Estado de Direito e garanta a segurança de todo o povo cingalês”.

Ele pediu para “todas as partes manterem controle e abordarem a situação em andamento de maneira pacífica”.