Secretário-geral da ONU condena veementemente assassinato de jornalista norte-americano

Nesta terça-feira (19), um vídeo enviado pelo Estado Islâmico mostrou a decapitação do jornalista norte-americano James Foley.

Funcionários da ONU descarregam caminhões com centenas de tendas para as famílias deslocadas no Iraque. Foto: ACNUR/E. Colt

Funcionários da ONU descarregam caminhões com centenas de tendas para as famílias deslocadas no Iraque. Foto: ACNUR/E. Colt

Uma agência da ONU está impulsado uma de suas maiores campanhas de entrega de ajuda humanitária no Iraque em resposta à situação agravante no país, onde quase meio milhão de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas e estão necessitando urgentemente de ajuda. O anúncio dessa operação terrestre, aérea e marítima foi feito pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) nesta última terça-feira (19).

Por outro lado, o grupo armado Estado Islâmico continua a aterrorizar a população iraquiana e causar novos deslocamentos. O representante especial da ONU para o Iraque, Nickolay Mladenov, mostrou “grave preocupação” com os relatos de sequestros e mortes na província de Basra. Segundo a Missão da ONU no Iraque (UNAMI), desde 23 de junho ao menos 19 homens sunitas foram mortos e outros 19 feridos. As testemunhas dos incidentes afirmaram que “as vítimas foram alvos dos ataques por nenhuma outra razão que não fosse sua fé”.

“Ameaças anônimas têm sido enviadas para várias mesquitas e organizações proeminentes sunitas, alertando-os para que deixem Basra ou enfrentem a morte”, disse o comunicado da UNAMI. “Nos últimos dias, as casas de cidadãos sunitas em algumas áreas do distrito de Abu Khaseeb, na governação de Basra, foram marcadas com um ‘X’ e a iluminação externa pintada de preto. Como resultado das ameaças, muitos sunitas estão deixando a área.”

Nesta terça-feira, um vídeo enviado pelo Estado Islâmico mostrou a decapitação do jornalista norte-americano James Foley. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou veementemente o “crime abominável que sublinha a campanha de terror que o Estado Islâmico continua a empreender contra a população no Iraque e na Síria”. Ban enviou condolências à família do jornalista e insistiu que os “perpetradores desse e outros crimes horrendos sejam julgados”.