Secretário-geral da ONU anuncia nova iniciativa de ação climática para o emprego

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou uma nova iniciativa que visa garantir que a criação de emprego decente e a proteção dos meios de subsistência estejam no centro dos esforços dos países para impulsionar a ação climática, e instou os países a aderir à iniciativa.

A “Ação Climática para o Emprego” será apresentada na Cúpula de Ação Climática do Secretário-Geral da ONU, a ser realizada na segunda-feira (23) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A iniciativa foi desenvolvida pela Cúpula de Ação Climática, juntamente à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a outros membros da Área de Ação dos Impulsionadores Sociais e Políticos da Cúpula, co-liderada por Espanha e Peru.

Usina eólica em Icaraí, no Ceará. Foto: Ministério do Planejamento

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou uma nova iniciativa que visa garantir que a criação de emprego decente e a proteção dos meios de subsistência estejam no centro dos esforços dos países para impulsionar a ação climática, e instou os países a aderir à iniciativa.

A “Ação Climática para o Emprego” será apresentada na Cúpula de Ação Climática do Secretário-Geral da ONU, a ser realizada na segunda-feira (23) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A iniciativa foi desenvolvida pela Cúpula de Ação Climática, juntamente à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a outros membros da Área de Ação dos Impulsionadores Sociais e Políticos da Cúpula, co-liderada por Espanha e Peru.

A proposta é elaborar um plano para garantir que os empregos e o bem-estar social das pessoas estejam no centro da transição para uma economia neutra em emissões de carbono.

“Hoje, juntamente à Organização Internacional do Trabalho e aos parceiros Espanha e Peru, estamos lançando a Ação Climática para o Emprego, uma iniciativa que busca colocar a criação de empregos e a proteção dos meios de subsistência no centro dos planos nacionais de mudança climática”, disse Guterres na quarta-feira (18).

Ele acrescentou que “cerca de 1,2 bilhão de empregos, ou 40% do emprego global, depende diretamente de um ambiente saudável e estável. As empresas não podem prosperar em um planeta doente. Os empregos não podem ser mantidos em um planeta que está morrendo”, alertou o secretário-geral da ONU.

“Precisamos que os governos, as empresas e as pessoas em toda as partes unam-se a estes esforços a fim de garantir que possamos acelerar a Ação Climática.”

A nova iniciativa pede que os países formulem planos nacionais para uma transição justa, criando trabalho decente e empregos verdes, e estabeleçam medidas específicas para a serem incluídas nesses planos.

Entre essas medidas, está avaliar os impactos sociais, econômicos e de emprego da ação climática; implementar medidas de desenvolvimento e atualização de habilidades; formular políticas inovadoras de proteção social para proteger trabalhadores e grupos vulneráveis; aumentar a transferência de tecnologia e conhecimento para os países em desenvolvimento, inovação e investimento responsável.

Outras ações incluem promover um ambiente de negócios propício que permita às empresas, particularmente pequenas e médias, adotar processos de produção com baixas emissões de carbono; elaborar políticas econômicas e incentivos para apoiar e incentivar a transição das empresas rumo à produção ambientalmente sustentável de bens e serviços; criar mecanismos para o diálogo social inclusivo, a fim de alcançar um consenso em favor de mudanças transformadoras e sustentáveis.

As Diretrizes da OIT para uma Transição Justa, adotadas por meio de consenso tripartite, oferecem uma estrutura para orientar a transição rumo a economias com baixas emissões de carbono da qual os países podem fazer uso.

Segundo a OIT, medidas para tornar a produção e o uso de energia mais sustentáveis resultarão em ganhos líquidos de cerca de 24 milhões de empregos até 2030.

À medida que as emissões crescem a níveis recordes e as temperaturas globais continuam aumentando, a Cúpula de Ação Climática visa galvanizar ações que reduzirão as emissões e aumentar a resiliência climática.

Durante a Cúpula, serão lançadas iniciativas concretas às quais governos, empresas e pessoas de todo o mundo podem se unir para impulsionar a ação climática.

“Os atores do mundo do trabalho — governos, empregadores e trabalhadores — têm um papel fundamental a desempenhar no desenvolvimento de novas formas de trabalhar, que salvaguardem o meio ambiente para as gerações presentes e futuras, erradiquem a pobreza e promovam a justiça social ao fomentar empresas sustentáveis e ao criar trabalho decente para todos”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

A iniciativa será implementada sob a direção da OIT, com o apoio de outros parceiros da Área de Ação dos Impulsionadores Sociais e Políticos, incluindo a iniciativa B-Team, a Confederação Sindical Internacional e a Organização Internacional dos Empregadores.

Países interessados em aderir à iniciativa em qualquer momento — inclusive após a Cúpula — ou em receber maiores informações, podem entrar em contato pelo e-mail: spdcast@un.org .