Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

Mundo precisa transformar forma como responde à situação dos refugiados, diz Guterres

O mundo precisa transformar a maneira como responde à situação dos refugiados e fazer mais pelos países que abrigam a maioria deles, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, na terça-feira (17), no primeiro Fórum Global sobre Refugiados. Realizado em Genebra, o encontro busca soluções para uma década de aumento dos fluxos migratórios.

“É o momento de deixar para trás um modelo de apoio que muitas vezes deixou refugiados por décadas com suas vidas em espera: confinados em acampamentos, apenas sobrevivendo, incapazes de progredir ou contribuir. É o momento de construir uma resposta mais igualitária através da partilha de responsabilidades”, declarou.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Gestores são capacitados a prevenir e responder à violência de gênero em RR e AM

O escritório regional do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) para América Latina e Caribe realizou em novembro oficina de formação de combate à violência de gênero para gestores que trabalham na assistência humanitária em Manaus (AM), Boa Vista e Pacaraima (RR).

“Temos observado que, com a resposta ao atual fluxo migratório proveniente da Venezuela, o número de pessoas enfrentando incidentes de violência baseada em gênero tem aumentado consideravelmente”, disse Victoria Laroche, especialista em violência baseada em gênero em emergência do escritório regional do UNFPA.

“Por isso a importância de fortalecer as capacidades de resposta em cada país que recebe pessoas deste fluxo migratório, para que a prevenção e a resposta seja a mais adequada possível”, completou.

Serão interiorizados aqueles que já conseguiram emprego ou possuem família ou amigos em outras municípios brasileiros, mas não têm meios para viajar. Foto: OIM

OIM inicia interiorização de migrantes em Manaus nesta terça-feira (17)

A partir desta terça-feira (17), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) inicia o processo de interiorização de venezuelanos que vivem atualmente em Manaus (AM). No total, 58 pessoas estão incluídas nos primeiros embarques, que acontecerão entre os dias 17 e 20 de dezembro para várias cidades do Brasil.

A partir deste primeiro grupo, a meta da OIM é apoiar pelo menos 100 refugiados e migrantes por mês a buscar novas oportunidades em todas as regiões do país. São venezuelanos que estão nos abrigos, em situação de rua ou mesmo vivendo em moradias alugadas em bairros da cidade.

A estratégia de interiorização é realizada pelo governo federal com apoio de agências da ONU e sociedade civil e segue regras nacionais. No Amazonas, os principais parceiros são o governo do estado e a Prefeitura de Manaus. As duas esferas governamentais atuam para acolher e facilitar o trabalho de todos que fazem parte da Operação Acolhida.

Brasília recebe última etapa do Cine Migração com oito filmes na programação e atividades culturais

O festival internacional de cinema sobre migração, o Cine Migração, chega à tela do Cine de Brasília no próximo domingo (22). A capital do Brasil é a última etapa do festival que passou também por Roraima, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Amazonas.

Realizado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), o festival, gratuito, ocorre paralelamente em 100 países e ativa as comemorações do dia internacional dos migrantes, festejado em 18 de dezembro.

Mulheres venezuelanas escrevem suas histórias de vida durante atividade em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Luxemburgo apoia programa da ONU para empoderamento de mulheres venezuelanas no Brasil

Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, liderado por ONU Mulheres, em parceria com Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em Roraima.

O acordo foi assinado este mês (12) pela secretária-geral assistente das Nações Unidas e diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres, Åsa Regnér, e pelo embaixador Christian Braun. A assistência humanitária tem duração estimada de dois anos, com contribuição de 600 mil euros do governo de Luxemburgo ao programa conjunto implementado pelas três agências da ONU no Brasil.

O evento é uma realização do programa Justiça Presente, parceria entre Conselho Nacional de Justiça (CNJ), PNUD e Ministério da Justiça e Segurança Pública para enfrentar os problemas estruturais do sistema carcerário. Foto: Agência Brasil/Wilson Dias

Projeto de melhorias no sistema carcerário apresenta resultados após 1 ano de trabalho

A modernização e unificação do acervo de penas cumpridas no país, a identificação biométrica da população prisional, além de ações para reinserir na vida em sociedade os presos que deixam a prisão todos os dias são algumas das 19 iniciativas realizadas pelo Programa Justiça Presente, fruto de uma parceria entre Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Refugiado sírio de Deir ez-Zor carrega cobertores após distribuição do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Foto: ACNUR/Diego Ibarra Sánchez

Encontro global sobre refugiados começa em Genebra após década de deslocamento

Um encontro global de três dias, destinado a transformar a maneira como o mundo responde às situações de refugiados, começa nesta segunda-feira (16) em Genebra, na Suíça.

O objetivo do Fórum é gerar novas abordagens e compromissos de longo prazo de vários atores para ajudar os refugiados e as comunidades em que vivem.

Em todo o mundo, mais de 70 milhões de pessoas foram deslocadas por guerras, conflitos e perseguições. Mais de 25 milhões deles são refugiados, tendo sido forçados a cruzar fronteiras internacionais e impossibilitados de voltar para suas casas.

No Rio de Janeiro, oficinas com trabalhos manuais e rodas de conversas propiciaram a construção de vínculos entre mulheres que vivenciaram relacionamentos abusivos. Foto: CARJ/Luiza Trindade.

ACNUR e parceiros promovem atividades em SP e Rio sobre prevenção à violência de gênero

No contexto da campanha dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, mobilização global liderada pelas Nações Unidas anualmente entre 25 de novembro e 10 de dezembro, a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e parceiros promoveram debates e capacitações em prevenção à violência de gênero.

Oficinas ocorreram nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para as equipes de trabalho e a população refugiada e migrante, com o intuito de assegurar os direitos e a participação de mulheres cis, trans e travestis nos espaços onde circulam.

Iniciativa também promoveu atividades culturais, em que mulheres refugiadas e migrantes puderam se expressar artisticamente, compartilhar histórias e superar traumas relacionados à violência de gênero. No Rio, resultado do trabalho poderá ser conferido no Sesc Madureira, a partir do dia 21 de dezembro.

Nurul Salam, de 35 anos, senta-se com Janatara, sua filha de 8 anos, na loja de chá que administra em Kutupalong, no assentamento de refugiados de Bangladesh. Foto: ACNUR / Caroline Gluck

ACNUR promove em Genebra primeiro Fórum Global sobre Refugiados

O primeiro Fórum Global sobre Refugiados, um encontro mundial com a presença de líderes e ministros de várias partes do mundo, acontecerá entre os dias 16 e 18 de dezembro de 2019 em Genebra, Suíça.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Governo da Suíça sediarão conjuntamente essa reunião global no Palácio das Nações, sede do Escritório das Nações Unidas em Genebra.

Os três dias do Fórum Global sobre Refugiados apresentarão compromissos e contribuições significativas, além de promover o intercâmbio de boas práticas que envolvem os Estados, as pessoas refugiadas, o setor privado, entidades das Nações Unidas, organizações da sociedade civil, ONGs, academia e líderes religiosos, entre outros, para desempenhar ações de forma coordenada e articulada.

Agência da ONU para as migrações (OIM) promove junto com seus parceiros a inclusão socioeconômica dos venezuelanos interiorizados no Brasil. Foto: OIM.

OIM realiza oficina no Rio para inclusão de migrantes no mercado de trabalho

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza na terça-feira (17) mais uma capacitação voltada à implementação de políticas para migrantes em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho. Nesta última edição de 2019, a atividade acontece no Rio de Janeiro (RJ), e é aberta ao público.

O objetivo do evento é sensibilizar o setor privado para a inserção laboral de pessoas refugiadas e migrantes. Na capital carioca, também serão dados esclarecimentos sobre a estratégia de interiorização dos venezuelanos e venezuelanas, que os leva voluntariamente de Roraima a outros estados do Brasil visando uma melhor integração socioeconômica.

Aung San Suu Kyi, líder de Mianmar, compareceu ao Tribunal Internacional de Justiça da ONU (ICJ) em 11 de dezembro de 2019. Foto: ONU/ ICJ-CIJ/Frank van Beek.

Tribunal da ONU analisa acusação contra Mianmar sobre possível genocídio do povo rohingya

Na quinta-feira (12) terminaram as primeiras audiências públicas na Corte Internacional de Justiça, em Haia, sobre a acusação contra Mianmar referente à possível violação da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.

O caso foi levado ao principal órgão judicial das Nações Unidas pela Gâmbia, em nome da Organização para a Cooperação Islâmica, e refere-se ao ano de 2017, quando uma onda de violência forçou mais de 700 mil pessoas da minoria rohingya, majoritariamente muçulmana, a abandonar o país.

Audiências começaram na terça-feira (10), depois que o Tribunal Penal Internacional, que tem a responsabilidade de julgar indivíduos, autorizou, em novembro, sua própria investigação sobre supostos crimes contra a humanidade e deportações cometidas contra membros da etnia rohingya por Mianmar.

Mulheres empreendedoras posam em frente aos produtos feitos a partir de figuras femininas histórias e atuais. Foto: ACNUR/Alan Azevedo

Campanha pelo fim da violência de gênero dá voz a refugiadas e migrantes venezuelanas

“Vivi muitos anos sofrendo violência, sem ao menos perceber”. “Não entendia que os gritos e palavras rudes eram também um tipo de violência”. “O que mais me doía era quando ele usava meus filhos contra mim”. “Nós mulheres somos penalizadas por tentar manter a família unida, por tentar fazer o certo”.

As autoras destas frases são refugiadas e migrantes venezuelanas que participaram, no último dia 10, em um dos eventos promovidos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros para marcar o fim dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” em Boa Vista, capital de Roraima.

Samuda, refugiada rohingya e mãe solo de 35 anos, recebe assistência financeira do ACNUR em Bangladesh, em abril de 2018. Foto: ACNUR/Caroline Gluck

Assistência em dinheiro ajuda refugiados a suprir necessidades básicas

Com seu cartão, a viúva síria Manar Al Sayer vai até um caixa eletrônico em Beirute, no Líbano, digita um código PIN e saca algumas libras libanesas. Com dinheiro na mão, ela é capaz de priorizar os gastos mensais de sua família. Ela tem três filhos: Aseel, de 6 anos, Abdullah, de 9, e Osaima, de 12.

A jovem de 29 anos está entre os milhões de refugiados em vários países do mundo que conseguiram administrar melhor suas vidas desde que o ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, começou a expandir seu programa de assistência financeira em 2016.

Promotores são grupo de voluntários que disseminam informações para a comunidade refugiada na cidade. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Refugiadas e migrantes venezuelanas acessam rede de proteção para mulheres no Amazonas

Refugiadas e migrantes venezuelanas em Manaus podem acessar uma rede de serviços de proteção para casos de violência contra a mulher. Uma oficina realizada na semana passada por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Instituto Mana e Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc-AM) apresentou a promotores comunitários venezuelanos e de outras nacionalidades o sistema local de assistência e combate à violência de gênero, disponível gratuitamente na cidade.

O evento faz parte da campanha 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero, promovido pela Nações Unidas com o objetivo de conscientizar sobre a erradicação da violência sexual e de gênero e alertar sobre suas graves consequências.

Through the Lens of the Favela: Human Rights and Sustainable Development

Matheus Affonso is a 20-year-old photographer and graphic designer who lives in Nova Holanda neighborhood, a part of the Maré favela (slum) complex, in the north of Rio de Janeiro, Brazil. His work focuses on the LGBT community which continues to struggle for recognition.

Jacqueline Fernandes is a 33-year-old journalist who maintains a community website in the Riachuelo neighborhood, which is also located on the outskirts of the city. Both are young photographers that portray, with a new view, the daily life of these carioca communities despite the inherent socioeconomic inequalities within.

Direitos humanos: jovens fotógrafos retratam uma outra favela

Matheus Affonso é um fotógrafo e designer gráfico de 20 anos que mora no bairro de Nova Holanda, parte do complexo de favelas da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. Ele retrata a comunidade LGBT do entorno onde vive. Jacqueline Fernandes é uma jornalista de 33 anos que vive no bairro Riachuelo, também localizado em uma região periférica da cidade. Ela mantém um portal de comunicação comunitária. Os dois são jovens fotógrafos que registram, com um novo olhar, o dia a dia das comunidades cariocas.

Ambos participaram em novembro das oficinas de fotografia do projeto Imagens do Povo, uma iniciativa da organização não governamental Observatório de Favelas que visa criar novas representações de territórios periféricos e desconstruir estigmas.

O resultado desse trabalho fez parte de uma exposição no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ), realizada por Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) para celebrar o Dia dos Direitos Humanos.

Phumzile Mlambo-Ngcuka é subsecretária geral da ONU e diretora executiva da ONU Mulheres. Foto: ONU

ARTIGO: Estupro — um custo intolerável à sociedade

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka afirma que, em muitos países, as mulheres sabem que são mais propensas a serem consideradas culpadas do que vítimas quando denunciam a violência sexual e precisam lidar com o sentimento injustificado de vergonha.

“Junto com a criminalização do estupro, precisamos colocar a vítima no centro da questão e responsabilizar os estupradores. Isso significa fortalecer a capacidade das autoridades responsáveis para investigar esses crimes e apoiar as sobreviventes por meio do processo de justiça criminal, com acesso à assistência jurídica, polícia e serviços de justiça, bem como serviços de saúde e sociais, especialmente para as mulheres marginalizadas.” Leia o artigo completo.

No último mês de março, milhares de jovens foram às ruas em 123 países para pedir medidas urgentes contra as mudanças climáticas. O Brasil não ficou de fora da paralisação, conhecida pelo nome “Fridays for Future” (Sextas pelo futuro).

No Dia dos Direitos Humanos, Nações Unidas celebram ativismo de jovens do mundo todo

As Nações Unidas estão enfatizando a importância dos jovens em liderar o caminho para um futuro melhor para todos no Dia dos Direitos Humanos deste ano, celebrado nesta terça-feira (10).

Os jovens estão “dando vida aos direitos humanos”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem para a data.

“Globalmente, os jovens estão protestando, se organizando e se manifestando: em defesa do direito a um ambiente saudável, pela igualdade de direitos de mulheres e meninas, de participar da tomada de decisões e de expressar suas opiniões livremente”, afirmou.

“Quando encontramos as pessoas, nossa esperança é renovada. É uma força inspiradora”, Gustavo Barreto. Crédito: Arquivo pessoal.

Oficial do ACNUR em Damasco conta sobre uma das operações humanitárias mais complexas do mundo

O Oficial de Informação Pública da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) na Síria compartilhou a experiência de trabalhar numa das operações humanitárias mais complexas do mundo – cerca de 12 milhões de pessoas (o que representa bem mais da metade da população) precisam do apoio da ONU e de seus parceiros humanitários no país que enfrenta uma guerra desde 2011.

Em entrevista ao ACNUR no Brasil, Gustavo Barreto, que trabalha nas Nações Unidas há dez anos e que desde o mês de agosto integra o grupo de comunicação do escritório do ACNUR em Damasco, conta que todo dia supera obstáculos “para contar estas histórias de incrível resiliência e superação que são difíceis até mesmo de ouvir”.

A Convenção contra a Corrupção, com 186 Estados Partes, é o único instrumento anticorrupção universal juridicamente vinculativo. Foto: PNUD

ONU reforça importância da luta contra corrupção em dia internacional

Em sua declaração para o Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado anualmente em 9 de dezembro, o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, lembrou que “a corrupção afeta as pessoas no seu dia a dia”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou: “as pessoas têm razão em ficar com raiva. A corrupção ameaça o bem-estar de nossas sociedades, o futuro de nossos filhos e a saúde de nosso planeta. Deve ser combatida por todos, para todos”.

Refugiados e migrantes venezuelanos cruzam a ponte Simon Bolívar, um dos sete pontos de entrada legal ao longo da fronteira entre Venezuela e Colômbia. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Duas casas de acolhimento para crianças venezuelanas serão inauguradas em Roraima

Duas novas casas de acolhimento serão inauguradas em Roraima na segunda quinzena de dezembro para receber crianças e adolescentes venezuelanos que chegam ao Brasil desacompanhados de pais e responsáveis, informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em nota publicada nesta segunda-feira (9).

A iniciativa é fruto de uma parceria entre UNICEF, governo de Roraima e Ministério da Cidadania, no contexto da Operação Acolhida. Também teve apoio para mobiliário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Durante o segundo semestre de 2019, o Empoderando Refugiadas promove workshops temáticos para mulheres refugiadas em São Paulo (SP) e Boa Vista (RR). Foto: Fellipe Abreu

Empresas e mulheres refugiadas reúnem-se em dinâmica de empregabilidade em SP

De um lado, empresas que buscam diversidade de talentos. De outro, mulheres refugiadas que necessitam de uma colocação no mercado de trabalho brasileiro. Foram estas necessidades que possibilitaram o encontro destes dois grupos para uma dinâmica de empregabilidade em São Paulo, na última segunda-feira (2).

O Empoderando Refugiadas está em sua quarta edição e trabalha a empregabilidade de mulheres em situação de refúgio em São Paulo (SP) e Boa Vista (RR), além do engajamento de empresas sobre a contratação de refugiadas e migrantes. O projeto é uma parceria entre a Rede Brasil do Pacto Global, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a ONU Mulheres.

Grupos de voluntários podem ser agentes de mudanças por meio do engajamento da comunidade e atuação das pessoas. Foto: Allyson Pallisser/UNV Brasil

ARTIGO: Voluntários oferecem tempo, habilidades e entusiasmo às comunidades do mundo

Em artigo, o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, fala sobre a importância do trabalho dos voluntários para o combate às mudanças climáticas, para a prestação de cuidados e saúde e para a criação de oportunidades para as pessoas mais marginalizadas no mundo todo.

“Os notáveis resultados já alcançados pelas voluntárias e voluntários todos os dias mostram como é possível desempenhar um papel ativo na formação de um futuro mais brilhante, sustentável e inclusivo.” Leia o artigo completo.

Os venezuelanos Ricardo e Maria e seu filho de um mês moram em um abrigo em Manaus (AM). Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ACNUR elogia decisão do Brasil de reconhecer milhares de venezuelanos como refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou a decisão do Brasil de reconhecer a condição de refugiado de milhares de venezuelanos solicitantes desta situação. Cerca de 21 mil venezuelanos vivendo no país se beneficiaram da decisão tomada na quinta-feira (5) pelo Comitê Nacional de Refugiados (CONARE).

A partir de agora, venezuelanos e venezuelanas solicitantes da condição de refugiado que atenderem os critérios necessários terão seu procedimento acelerado, sem a necessidade de entrevista.

UNICEF pede urgência na investigação das mortes de adolescentes e jovens em Paraisópolis

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu na quarta-feira (4) a apuração das circunstâncias e da responsabilidade pelas mortes de nove adolescentes e jovens durante baile na favela de Paraisópolis, em São Paulo (SP), na madrugada de domingo (1º).

“Diante da morte brutal de nove adolescentes e jovens na favela de Paraisópolis, em São Paulo, é necessário reafirmar: nenhuma vida vale menos”, disse o UNICEF em comunicado.

“Uma vida sem medo, sem racismo, sem violência é direito de cada criança, adolescente e jovem, independente do local onde more. Uma cidade que vem reduzindo os homicídios entre a sua população não pode aceitar a morte violenta de seus meninos e meninas. É urgente prevenir novas mortes”, disse o UNICEF.

Durante os 11 dias de protestos, pelo menos nove pessoas morreram e 1.507 ficaram feridas no Equador. Foto: EPA-EFE/Paola Aguilar.

Bachelet pede diálogo para evitar novos conflitos no Equador

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, denunciou na última sexta-feira (29) o “alto custo humano” dos recentes conflitos no Equador. Durante os protestos ocorridos entre os dias 3 e 13 de outubro, pelo menos nove pessoas morreram e 1.507 ficaram feridas.

Após analisar as informações coletadas pela missão de investigação do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) no país, Bachelet encorajou que todos os atores sociais do país sul-americano dialoguem, a fim de evitar novos embates e criar uma sociedade inclusiva “com total respeito por sua natureza multicultural”.

“É de suma importância que a sociedade como um todo, com o governo como uma força orientadora, se reúna em busca de caminhos de entendimento mútuo com o objetivo de construir uma sociedade inclusiva, multicultural e pacífica”, ressaltou a liderança.

Curso é oportunidade de geração de renda para pessoas como Odris Carolina, de 30 anos, engenheira industrial venezuelana que agora mora no Brasil. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

Curso de manicure oferece alternativa de geração de renda para venezuelanas em Manaus

Como dizer “rojo” ou “amarillo” em português? Aprender cores e tintas em um novo idioma, além de técnicas básicas e avançadas de manicure e pedicure, tem sido a nova rotina de 25 venezuelanas moradoras do bairro do Coroado, na zona leste de Manaus (AM).

Uma parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM) promoveu em outubro e novembro um curso de qualificação profissional para refugiadas e migrantes moradoras do bairro, com o objetivo de gerar renda e facilitar sua integração local, econômica e social.

A situação de insegurança em Mianmar para a minoria muçulmana rohingya está gerando uma das maiores crises humanitárias do mundo. Foto: ACNUR

Nações Unidas pedem US$29 bilhões para ajuda humanitária em 2020

Uma em cada 45 pessoas do planeta precisará de proteção humanitária em 2020. Para isso, são necessários 29 bilhões de dólares. O apelo está no Panorama Global Humanitário, lançado simultaneamente nesta quarta-feira (4) em Genebra, Berlim, Bruxelas, Londres e Washington.

As Nações Unidas, em colaboração com centenas de organizações humanitárias não governamentais, apresentou o resumo de seus planos para assistir 109 milhões de pessoas mais vulneráveis vivendo em crises humanitárias em todo o mundo.

São pessoas que precisam de comida, abrigo, atendimento médico, educação emergencial, proteção ou outra assistência básica em 53 países, do Afeganistão à Zâmbia.

Protestos têm sido liderados por jovens que expressam frustração com más perspectivas econômicas, sociais e políticas. Foto: ACNUDH.

Mais de 400 pessoas são mortas e 19 mil ficam feridas durante protestos no Iraque

Manifestantes protestam nas ruas do Iraque desde a primeira semana de outubro exigindo eleições livres, fim da corrupção generalizada, emprego e crescimento econômico. Mais de 400 pessoas foram mortas e 19 mil ficaram feridas durante as manifestações.

A representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, falou ao Conselho de Segurança da ONU a partir de Bagdá na terça-feira (3). Segundo ela, as regras de atuação das forças de segurança no país foram alteradas para garantir a segurança dos manifestantes, mas “a realidade é que o uso de munição real continua, dispositivos não letais continuam sendo usados ​de forma ​indevida, e prisões e detenções ilegais ocorrendo”.

No domingo (1), o Parlamento iraquiano aceitou o pedido de renúncia do primeiro-ministro, Adel Abdel Mahdi. As Nações Unidas pedem que os responsáveis pelas mortes durante os protestos sejam identificados e julgados.

Eventos climáticos extremos atingem o mar Adriático em Ražanac, na Croácia. Foto: OMM/Aleksandar Gospić

Década atual deve ser a mais quente já registrada, diz agência meteorológica da ONU

Impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa, o aquecimento global excepcional significa que esta década provavelmente será a mais quente já registrada, de acordo com a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), que divulgou dados provisórios sobre o clima global na terça-feira (3).

A agência também descobriu que 2019 caminha para se tornar o segundo ou terceiro ano mais quente da história, com a temperatura média global de janeiro a outubro cerca de 1,1 grau Celsius acima da era pré-industrial.

Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) em patrulha. Foto: MONUSCO / Sylvain Liechti

Brasileiro assume Missão da ONU no Congo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou a nomeação do general brasileiro Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves como comandante do componente militar da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO). Ele sucede o general Elias Rodrigues Martins Filho, também brasileiro, que concluiu seu mandato em 31 de outubro.

Atualmente Diretor de Avaliação e Promoção no Comando do Exército Brasileiro, Costa Neves tem uma destacada carreira militar de mais de 30 anos, incluindo o Comando da Academia Militar.

Protagonistas do filme contaram suas trajetórias no evento de lançamento em São Luiz (MA). Foto: OIT

Produzido por OIT e MPT, documentário ‘Precisão’ emociona plateia no Maranhão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram na semana passada (28) em São Luís (MA) o documentário “Precisão”, que mostra a história de trabalhadores(as) resgatados(as) de condições análogas à escravidão.

Parte de um projeto de promoção dos princípios e direitos fundamentais do trabalho, o filme narra a trajetória de seis pessoas que decidiram contar suas experiências para alertar sobre esse crime. Dezenas de estudantes, autoridades e especialistas no tema participaram do evento.

Elitânia de Souza da Hora, 25 anos, era ativista dos direitos humanos e uma promissora liderança jovem da Comunidade Quilombola do Tabuleiro da Vitória, no município de Cachoeira, na Bahia. Foto: Reprodução internet.

Agências da ONU pedem que caso de jovem assassinada na Bahia seja investigado e solucionado

Representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil e da ONU Mulheres divulgaram nesta terça-feira (3) uma nota sobre o assassinato da estudante Elitânia de Souza da Hora, de 25 anos, na cidade de Cachoeira, Bahia.

Elitânia era uma liderança da Comunidade Quilombola do Tabuleiro da Vitória, localizada na mesma cidade em que foi violentamente assassinada a tiros na última quarta-feira (27), a despeito de uma medida protetiva concedida pela Justiça em prol de sua segurança. A suspeita é de que a jovem tenha sido vítima de feminicídio.

Cerimônia de encerramento do Festival Cine Migração 2018, no Cairo, capital do Egito. Foto: OIM.

Festival Cine Migração da OIM exibe filmes em sete cidades brasileiras

Organização Internacional para as Migrações (OIM) inaugura nesta terça-feira (3) o Festival Global de Cinema sobre Migração (ou Cine Migração).

Realizado pela OIM desde 2016, o festival deste ano apresenta no Brasil uma seleção de nove filmes (três longas e seis curtas) “que abordam os desafios da migração e as contribuições únicas que os migrantes trazem para suas novas comunidades”, contou o chefe de missão da OIM no Brasil, Stéphane Rostiaux.

Com exibições em cinemas, auditórios e até abrigos para refugiados, a programação vai até 22 de dezembro e ocorre em sete cidades brasileiras: Curitiba, que sedia nesta terça-feira (3) o evento de abertura, Boa Vista, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, São Paulo e Pacaraima, em Roraima, que abriga grande número de venezuelanos que chegam ao Brasil.

Departamento da ONU promove treinamento de segurança a funcionários e parceiros no Rio de Janeiro

O Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas (UNDSS) no Brasil ofereceu, entre 26 e 28 de novembro, o XII Treinamento SSAFE (Secure Approaches in Field Environments ) no Rio de Janeiro. Objetivo do treinamento é garantir a segurança dos funcionários do Sistema ONU e capacitá-los a enfrentar situações de risco em suas atividades.

Participaram 32 funcionários das Nações Unidas no Brasil, representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs) parceiras e outras instituições estaduais – entre as quais a Cruz Vermelha Brasileira (CVB); Processo APELL; Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ); e Escola de Defesa Civil.

Quando mulheres e meninas não têm acesso a serviços de saúde reprodutiva, insumos e informações, têm menos poder de escolha sobre seus corpos. Foto: UNFPA/Solange Souza

UNFPA: equidade de gênero é chave para desenvolvimento sustentável

A uma plateia de defensores públicos e procuradores, a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Astrid Bant, afirmou que a equidade de gênero é chave para alcançar o desenvolvimento sustentável e a defesa dos direitos humanos.

Astrid lembrou que a igualdade de gênero é um dos principais temas que norteiam o Plano de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), ocorrida em 1994, no Cairo.

Na ocasião, 179 países concordaram que os direitos reprodutivos fazem parte dos direitos humanos, e que a desigualdade entre homens e mulheres são uma barreira para o exercício de ambos. Quando mulheres e meninas não têm acesso a serviços de saúde reprodutiva, insumos e informações, têm menos poder de escolha sobre seus corpos.

Menina nigeriana, grávida de gêmeos após ser forçada a se prostituir após sua chegada à Itália pela rota do Mar Mediterrâneo. Foto: Unicef | Alessio Romenzi.

ONU: Dia Internacional chama atenção para formas contemporâneas de escravidão

O Dia Internacional para a Abolição da Escravidão (2 de dezembro) deste ano foca na erradicação das formas contemporâneas desse tipo de crime. O dia internacional marca a data da adoção, pela Assembleia Geral da ONU, da Convenção das Nações Unidas para a Supressão do Tráfico de Pessoas e a Exploração da Prostituição.

De acordo com a ONU, o mundo tem mais de 40 milhões de vítimas da escravidão contemporânea – cerca de 25% das vítimas são crianças; e mulheres e meninas são as mais afetadas, representando 99% das vítimas na indústria comercial do sexo e 58% em outros setores.

Depois de comerem juntas, participantes do Femme Debout cantam e dançam em Bangui, República Centro-Africana. Foto: ACNUR | Adrienne Surprenant.

Com apoio do ACNUR, mulheres na República Centro-Africana criam grupo para superar efeitos da guerra

Na República Centro-Africana, um conflito entre grupos armados muçulmanos e cristãos se espalhou pelo país em 2013. Afetadas pelos traumas e perdas causados por anos de conflito no país, mulheres criaram um grupo para cuidar umas das outras e discutir seus problemas e conquistas.

Chamado “Femme Debout” (“Mulheres de Pé”, na tradução livre), o grupo se reúne semanalmente sob a liderança de Florence Atanguere, uma mãe e viúva de 51 anos centro-africana. Ela e as demais mulheres foram vítimas de terríveis atos de violência, incluindo assassinatos brutais de membros da família e violência sexual.

Apoiada pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), por meio da agência parceira PARET, a associação tem 175 integrantes, cristãs e muçulmanas, que convivem em paz. Na associação, elas aprendem habilidades diferentes e dispõem de um fundo financeiro que as auxilia em momentos de emergência.

Trabalhador de saúde cuida de criança em isolamento em centro de tratamento do ebola em Beni, Kivu do Norte, República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Guy Hubbard

Ataques matam agentes da saúde que combatiam ebola na República Democrática do Congo

Grupos armados reivindicaram os ataques que mataram quatro profissionais de saúde que combatiam o ebola e feriram outros cinco no leste da República Democrática do Congo.

O ataque aconteceu no campo de Biakato Mines e em um escritório de coordenação de resposta ao ebola. A informação foi confirmada pelo chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira (28).

A agência da ONU, que pediu o fim dos ataques, afirmou que os ataques podem reverter progressos significativos contra a epidemia que assola o país desde agosto de 2018. Nas últimas semanas, o número de infecções caiu.

A 2ª edição do Circuito Urbano terá como tema geral “Cidades Inovadoras e Inclusivas” e como pergunta inspiradora “Como a inovação pode aprimorar serviços e políticas urbanas de maneira inclusiva e sustentável?”. Foto: ONU-Habitat/Lucille Kanzawa

UNICEF alerta para alto número de homicídios de adolescentes no Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reuniu lideranças empresariais em São Paulo (SP) na quinta-feira (28) para discutir a importância de se garantir os direitos de crianças e adolescentes no país. Na ocasião, a representante da agência no Brasil, Florence Bauer, alertou sobre o alto número de assassinatos de adolescentes.

“São 32 adolescentes assassinados por dia. Nenhum país em guerra tem esses números. O Brasil é o país com mais homicídios de adolescentes no mundo”, alertou Bauer, defendendo políticas públicas que garantam a igualdade de direitos.