Requerentes de refúgio e migrantes em embarcação próximo à costa da Líbia em novembro de 2016. Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto

Ao menos 40 refugiados e migrantes desaparecem em naufrágio na costa da Líbia

Ao menos 40 pessoas desapareceram na costa da Líbia no mais recente naufrágio envolvendo barco que transportava refugiados e migrantes para a Europa, informou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na terça-feira (27). A organização renovou seu pedido para que os países tomem medidas com o objetivo de salvar vidas.

“Não podemos conceber estas tragédias como inevitáveis”, disse o enviado especial do ACNUR para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel. “A solidariedade precisa se transformar em ações que previnam mortes no mar e a perda de esperança que leva pessoas a arriscar suas vidas.”

Agência da ONU instala bombas d’água no maior campo de refugiados do mundo

Três horas. Este era o tempo que a refugiada rohingya Sura, de 35 anos, levava para coletar água para sua família. Todos os dias, ela atravessava o terreno montanhoso do assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh, caminhando por trajetos íngremes até alcançar uma bomba d’água.

Nos últimos 22 meses, porém, o cenário mudou. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros construíram 679 poços tubulares com bombas d’água fáceis de usar. “Hoje, levo um pouco mais de um minuto para caminhar da minha casa até o ponto de água”, contou Sura.

Desde agosto de 2017, milhares de refugiados rohingya foram forçados a fugir de Mianmar com destino ao sudeste de Bangladesh para escapar de ataques brutais contra suas aldeias promovidos pelas forças de segurança birmanesas. A aldeia em que Sura morava foi um dos alvos desses ataques.

Florence Idiongo, refugiada de Lotuko, no Sudão do Sul, em frente a uma de suas casas recém-construídas no assentamento de Kalobeyei, no Quênia. Foto: ACNUR/Will Swanson

Agência da ONU financia construção de casas em campo de refugiados do Quênia

Quando a sul-sudanesa Florence Idiongo se uniu aos milhares de refugiados que buscavam proteção no Quênia há três anos, ela teve que viver em uma barraca de plástico com 12 pessoas, incluindo seus filhos, irmãos e outros parentes.

O ambiente era quente, superlotado e oferecia o mínimo de proteção para sua família, que precisava vigiar constantemente alimentos e pertences. “Às vezes, tínhamos que cozinhar dentro da barraca durante as temporadas de chuvas e era muito arriscado para a saúde das crianças”, contou.

Mas a situação mudou. Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela teve acesso a recursos para se juntar a outros 1 mil refugiados que estavam construindo suas próprias casas, mais seguras, no assentamento de Kalobeyei.

Em 20 de agosto, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) participou de audiência pública na Câmara dos Deputados organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Foto: Câmara dos Deputados/Luis Macedo

ONU participa de audiência na Câmara sobre políticas públicas para refugiados

A resposta humanitária do Brasil e a solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela têm sido positivas. E apenas com o trabalho de todos os atores envolvidos será possível manter uma resposta que atenda às crescentes necessidades de proteção destas pessoas. Esta foi a mensagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 20 de agosto, em Brasília (DF).

No entanto, embora o Brasil venha sendo considerado um país referência na forma como tem respondido ao fluxo de venezuelanos, ainda há grande dificuldade de conseguir inserir essa população no mercado de trabalho nacional, alertou a agência da ONU.

“Os dados sobre a população de refugiados reconhecidos no Brasil nos permitem afirmar que (eles) têm alto nível de educação. É uma população majoritariamente masculina e jovem, e que já vem com diploma de seu país de origem”, disse o oficial de meios de vida do ACNUR no Brasil, Paulo Sérgio Almeida. No entanto, 25% deles estão desempregados ou desocupados, segundo estudo da organização.

Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. Foto: Johney Lindoso Tavares

Manaus realiza encontro estadual de adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal

Manaus (AM) sediou esta semana (26 e 27) o Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. O evento é parte de uma estratégia global do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) de engajamento e mobilização para a participação de adolescentes e jovens na defesa de seus direitos.

A iniciativa teve a finalidade de fortalecer os processos de mobilização de adolescentes nos municípios que participam da edição 2017-2020 do Selo UNICEF. Hoje, na Amazônia Legal, 429 Núcleos Adolescentes foram formalizados, com a mobilização de mais de 5 mil meninos e meninas.

ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

Criança iemenita sofre de desnutrição grave aos quatro meses de idade. Foto: Giles Clarke | OCHA.

ONU encerra programas humanitários no Iêmen devido à falta de recursos

As Nações Unidas anunciaram na semana passada (21) que estão sendo forçadas a encerrar diversos programas humanitários no Iêmen, devido ao fato de o dinheiro prometido pelos Estados-membros não ter sido efetivamente pago à Organização.

“Estamos desesperados pelo financiamento prometido”, disse Lise Grande, a coordenadora humanitária das Nações Unidas para o Iêmen. “Quando o dinheiro não chega, pessoas morrem”, completou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e outros membros da organização posam com as três vítimas de terrorismo que falaram em evento oficial do Dia Internacional. Foto: UN Photo | Eskinder Debebe.

Cicatrizes do terrorismo ‘são profundas’, diz chefe da ONU ao prestar homenagem às vítimas

As cicatrizes do terrorismo “são profundas” e, por mais que possam diminuir com o passar do tempo, “elas nunca desaparecem”, disse o chefe da ONU na última quarta-feira (21), em sua mensagem para marcar o segundo Dia Internacional de Lembrança e Tributo às Vítimas de Terrorismo.

Na estreia da exposição fotográfica para marcar a data, na sede da ONU em Nova Iorque, o secretário-geral disse que a ameaça terrorista e o extremismo violento estão “entre os nossos desafios mais complexos”.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua deve cessar represálias contra jornalistas, dizem especialistas em direitos humanos

O governo da Nicarágua deve cessar represálias contra funcionários da Radio Dario e acabar com a censura a outros trabalhadores da mídia, disseram nesta segunda-feira (26) relatores de direitos humanos das Nações Unidas.

“Alegações recentes mostram a repressão sistemática de jornalistas e trabalhadores da mídia, que relataram terem sido assediados, silenciados, ameaçados e agredidos”, disseram os especialistas.

Ataques contra a mídia e os defensores de direitos humanos aumentaram consideravelmente desde abril de 2018. Especialistas da área estão preocupados com o impacto que tais ações têm não só nas liberdades de expressão e de reunião pacífica mas também na redução acelerada do espaço cívico em um momento crítico para a sociedade nicaraguense.

Projeto em polo gesseiro de PE fica em 2º lugar em prêmio do Ministério Público

O projeto “Neve no sertão: a experiência do MPT na (re)configuração do ambiente do trabalho do maior polo gesseiro do mundo” conquistou o segundo lugar na categoria “Transformação Social” do Prêmio CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

No âmbito desse projeto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) tem apoiado uma série de iniciativas de diálogo social.

O MPT acompanha a situação de trabalho na localidade, por meio de inspeções, audiências públicas, assinatura de compromissos de ajustamento de conduta e o ajuizamento de demandas coletivas contra empresas, com o intuito de garantir melhorias no meio ambiente de trabalho no setor.

O UNICEF solicitou mais de US$ 70 milhões para fornecer assistência humanitária vital para 900 mil crianças em toda a Venezuela até o final do ano. Foto: UNICEF

Venezuela: UNICEF busca US$70 milhões para dar assistência humanitária a 900 mil crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) solicitou mais de 70 milhões de dólares para fornecer assistência humanitária vital a 900 mil crianças em toda a Venezuela até o final do ano. Novos financiamentos nas próximas semanas são essenciais para que o UNICEF e seus parceiros atendam às necessidades humanitárias essenciais de crianças e famílias dentro do país.

“Cerca de 3,2 milhões de crianças na Venezuela precisam de ajuda humanitária, pois as condições em todo o país continuam a se deteriorar”, disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “Estamos aumentando nosso trabalho para ajudar crianças e famílias que estão lutando contra a escassez de alimentos e o acesso limitado a serviços essenciais como saúde, água potável e educação”.

Evento de lavagem do Cais do Valongo, em 2015. Foto: Milton Guran

Em dia internacional, UNESCO lembra que luta contra escravidão é universal e contínua

Em mensagem para o Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, disse honrar a memória de homens e mulheres que revoltaram-se no atual Haiti em 1791 e abriram caminho para o fim da escravidão. “Honramos a memória deles e a de todas as outras vítimas da escravidão, as quais eles representam”, declarou.

“A luta contra o tráfico e a escravidão é universal e contínua. É a razão pela qual a UNESCO liderou os esforços para lançar o Dia Internacional para Relembrar o Tráfico de Escravos e sua Abolição. Este dia especial reconhece a luta decisiva daqueles que, submetidos à negação de sua própria humanidade, triunfaram sobre o sistema escravista e afirmaram a natureza universal dos princípios da dignidade humana, liberdade e igualdade.”

Teste rápido de HIV. Foto: UNICEF/Sewunet

ONU lança guia sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram um guia técnico sobre prevalência de HIV entre pessoas que usam drogas estimulantes. O documento traz informações sobre prevenção, redução de danos e tratamento ao HIV, cuidado e apoio a essas pessoas, além de dados estatísticos.

Foto: Marília Capellini, Assessoria de Imprensa TJMS

ONU e CNJ lançam edital para identificação biométrica de presos

O programa Justiça Presente — parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para atuar em problemas estruturais do sistema prisional brasileiro — publicou nesta semana edital para aquisição de kits para coleta biométrica da população privada de liberdade em todo o país.

A identificação biométrica facilitará a individualização da pena e permitirá uma padronização nacional dos dados, melhorando a gestão prisional e evitando erros nas informações sobre as mais de 800 mil pessoas sob custódia do Estado.

Secretário-geral da ONU lembra Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença. Foto: Mark Garten/UN Photo

‘Mundo precisa acabar com perseguição a grupos religiosos’, diz chefe da ONU em Dia Internacional

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu na quinta-feira (22) o fim da perseguição a grupos religiosos em todo o mundo. Esta é a primeira vez que a data é lembrada como o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença.

Aprovada em maio pela Assembleia Geral da ONU, a resolução que instaurou o Dia Internacional contou com o apoio do Brasil e de outros sete países, que alertaram para o aumento de atos de intolerância e de violência com base na religião e na crença das vítimas.

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA promove sessão sobre aleitamento materno em centro para migrantes de Boa Vista

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

Yumiko aprende sobre algumas das atividades neste centro infantil em Alepo. Foto: ACNUR/Hameed Maarouf

Trabalhadora humanitária escreve diário sobre vida cotidiana em Alepo, na Síria

A japonesa Yumiko Takashima trabalha para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na Síria — a mais de 8,7 mil km de sua cidade natal, Tóquio. Ela se juntou à organização vinte anos atrás e trabalhou em lugares como Timor Leste, Sudão, Tailândia, Afeganistão, entre outros. Desde 2018, está em Alepo.

Mais de 5,6 milhões de pessoas fugiram da guerra na Síria desde 2011, buscando segurança em Turquia, Líbano, Jordânia e outros países. Milhões estão deslocados dentro da Síria.

Yumiko contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) como é viver e trabalhar em um país que enfrenta um dos mais sangrentos conflitos armados do mundo.

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Em 1947, 17 países-membros se reuniram para assinar protocolos para retificar as Convenções de Genebra - Foto UN Photo

Convenções de Genebra completam 70 anos

Lembrando o aniversário de 70 anos das Convenções de Genebra, o presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Jacek Czaputowicz , as descreveu como “peças vitais para limitar brutalidade em conflitos armados”. Czaputowicz é ministro das Relações Exteriores da Polônia, país que está na presidência do Conselho durante o mês de agosto.

No período seguinte à Segunda Guerra Mundial, o tratado, composto por quatro Convenções e três Protocolos Adicionais, estabeleceu os padrões legais internacionais para tratamento humanitário durante tempos de guerra. Os padrões foram aceitos em 12 de agosto de 1949 e, com algumas exceções, ratificados por 196 países ao redor do mundo.

Equipe do Líbano posa para foto coletiva com medalhas de campeão da etapa Porto Alegre. Foto: ASAV/Matheus Kiesling

Porto Alegre conhece vencedores da Copa dos Refugiados e Imigrantes 2019

Mais que um torneio de futebol, a 3ª Copa dos Refugiados e Imigrantes Porto Alegre (RS) fez do Estádio Passo D’Areia um verdadeiro palco de confraternização entre povos e culturas. A competição foi realizada no domingo (18), reunindo cerca de 200 participantes entre refugiados e migrantes representando Angola, Chile, Colômbia, Costa do Marfim, Guiné Bissau, Haiti, Líbano, Nigéria, Palestina, Peru, Senegal e Venezuela.

A equipe do Líbano conquistou o torneio, mas foram as arquibancadas, com centenas de pessoas torcendo e incentivando, que fizeram um espetáculo à parte no qual a solidariedade e a integração social mostraram que todos saíram vencedores. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Maikel José Yepez, de 23 anos, trabalha como monitor no Espaço Amigo da Criança que o UNICEF mantém em Roraima para atender crianças em situação de rua. Foto: UNICEF/João Laet

Monitor do UNICEF relata atendimento a crianças venezuelanas que chegam a Roraima

Era manhã quando um menino venezuelano de 7 anos chegou sozinho à Rodoviária Internacional de Boa Vista (RR). Ele havia pegado carona da Venezuela até o Brasil e desembarcado na capital roraimense com sintomas de malária.

Ao chegar à rodoviária – um dos principais pontos de informação para refugiados e migrantes em Boa Vista –, encontrou ajuda no Espaço Amigo da Criança, montado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela organização Visão Mundial.

“Graças a Deus não aconteceu nada, porque, se esse menino chega aqui e não entra no espaço, ele estaria nas ruas correndo muitos riscos”, contou o venezuelano Maikel José Yepez, de 23 anos, monitor do espaço responsável pelo atendimento das crianças. Leia o relato completo.

Convidados estavam em um casamento em Cabul quando um homem-bomba detonou explosivos, matando e ferindo civis.

Massacre no Afeganistão ofusca 100 anos de independência

Cem anos após sua independência, o Afeganistão encontra-se em um “momento decisivo” de sua história, disse o chefe da missão da ONU no país na segunda-feira (19) após uma série de ataques terroristas nos últimos dias, entre eles um atentado suicida que matou 63 civis e feriu mais de 180 pessoas durante um casamento.

Tadamichi Yamamoto, chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), disse que apesar de décadas de conflito, a população afegã continua comprometida em ter uma nação pacífica, próspera, estável e que defenda os direitos humanos tanto de homens como de mulheres.

Doryit e seus dois filhos vivem em abrigo da Operação Acolhida, em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Venezuelana cria rede de apoio para proteção de mulheres em abrigos de Roraima

Doryit é uma mulher venezuelana de 41 anos formada em contabilidade e administração de empresas, mãe de dois meninos de 10 e 11 anos. Chegou ao Brasil em junho de 2018 com seu marido e filhos, em busca de abrigo e acesso a serviços básicos.

A venezuelana trouxe consigo grande capacidade de mobilização e ativismo que, com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mantém viva em solo brasileiro. Ela criou um grupo em um abrigo para refugiados e migrantes em Boa Vista (RR), com o objetivo de estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres que compartilham o mesmos espaços.

Mais de 500 mil refugiados rohingya recebem documento de identidade em Bangladesh

Mais de 500 mil refugiados rohingya de Mianmar foram registrados em um exercício conjunto das autoridades de Bangladesh e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), informou na semana passada (16) o porta-voz da organização, Andrej Mahecic, em Genebra.

Para muitos desses refugiados, é a primeira vez que têm um cartão de identidade. Os cartões biométricos, à prova de fraude, estão sendo emitidos conjuntamente pelas autoridades de Bangladesh e pelo ACNUR a todos os refugiados com mais de 12 anos de idade.

Existem mais de 900 mil refugiados rohingya vivendo em assentamentos no sudeste de Bangladesh, dos quais aproximadamente 741 mil fugiram de uma violenta repressão por parte das forças armadas de Mianmar desde agosto de 2017.

Prestes a serem interiorizados, venezuelanos recebem o cartão com assistência financeira fornecido pelo ACNUR em parceria com o Social Bank. Foto: ACNUR/Aline Maccari

Cartão Apoio do ACNUR ajuda integração de refugiados no Brasil

Após dois anos vivendo em Boa Vista (RR), o venezuelano Mateus, de 38 anos, conseguiu trabalho em Fortaleza (CE) por meio do programa de interiorização voluntária da Operação Acolhida, resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada pelo governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil. E até receber o primeiro salário na sua nova cidade de moradia, ele poderá cobrir despesas imediatas com um apoio adicional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Por meio de um inovador programa de proteção social, Mateus e sua família receberam o cartão Apoio ACNUR, uma espécie de cartão pré-pago com o qual é possível fazer diferentes tipos de pagamentos ou sacar dinheiro para cobrir despesas básicas, como aluguel, alimentação e transporte.

Carla é uma personagem fictícia que retrata a trajetória de milhares de mulheres migrantes e refugiadas. Foto: Reprodução

Fundo de População da ONU cria animação sobre direitos de migrantes venezuelanas

Carla é uma jovem mulher venezuelana migrante que chegou sozinha ao Brasil como consequência do deslocamento forçado e passou por diversas situações de risco ao longo de sua trajetória, as quais são retratadas em uma animação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A personagem fictícia representa uma das milhares de mulheres que sofrem diferentes tipos de violência no seu processo de deslocamento. Assista ao vídeo feito pela agência da ONU.

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Agências da ONU assinam acordo para proteger direito humano a um meio ambiente saudável

As ameaças a indivíduos e comunidades que defendem seus direitos ambientais e fundiários se intensificam em muitas partes do mundo. Neste contexto, a ONU Meio Ambiente e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) uniram esforços para promover e proteger os direitos humanos e ambientais por meio de um novo acordo de cooperação assinado na sexta-feira (16).

As duas organizações trabalharão mais próximas para monitorar ameaças contra defensores dos direitos ambientais, advogar por melhor proteção, apelar para uma responsabilização mais eficaz dos perpetradores de violência e intimidação, desenvolver redes de defensores de direitos humanos ambientais e promover a participação significativa na tomada de decisões ambientais.

A brasileira Tainanda Oliveira, de 26 anos, trabalha há dois anos na região Norte do Brasil com os venezuelanos que chegam a Boa Vista e Pacaraima (RR). Foto: ACNUR

Trabalhadora humanitária fala sobre experiência de apoiar venezuelanos em Roraima

A brasileira Tainanda Oliveira, de 26 anos, trabalha há dois na região Norte do Brasil com os venezuelanos que chegam a Boa Vista e Pacaraima (RR). Ela sentiu necessidade de ajudar os refugiados e migrantes ao ver tantas pessoas chegando ao país em busca de apoio.

“É fundamental mostrar que eles podem começar uma nova vida aqui. E que todos têm direito a regularização migratória, podem obter documentos, como refúgio, CPF, Carteira de trabalho e cartão do SUS (Sistema Único de Saúde)”, disse. Leia a entrevista completa feita pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Agências de publicidade e anunciantes de toda América Latina e Caribe são convidadas pela ONU Mulheres para inscrever, até 6 de setembro, campanhas originais, empáticas e estratégicas que transformam os estereótipos de gênero. Foto: EBC

ONU Mulheres abre convocação para prêmio de publicidade não sexista

Agências de publicidade e anunciantes de toda América Latina e Caribe são convidados pela ONU Mulheres a inscrever, até 6 de setembro, campanhas originais, empáticas e estratégicas que transformam os estereótipos de gênero.

Poderão participar as campanhas produzidas e veiculadas entre 1º de agosto de 2018 e 6 de setembro 2019, que tiveram como objetivo posicionar produtos e/ou serviços em qualquer formato comunicativo: TV, rádio, jornalismo impresso ou plataformas digitais, entre outras.

Chefe de agência da ONU pede apoio internacional para ajuda a venezuelanos no Brasil

O alto-comissário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Filippo Grandi, concluiu uma visita de quatro dias ao Brasil com um apelo urgente por maior engajamento internacional, inclusive por instituições financeiras e agentes de desenvolvimento, nas comunidades que abrigam refugiados e migrantes venezuelanos.

“A solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela tem sido exemplar. Mas o impacto sobre as comunidades anfitriãs em estados como Roraima e Amazonas tem sido avassalador”, disse Grandi, durante visita a Brasília (DF) no domingo (18).

Voluntária atende refugiados em centro de saúde em campo de Cox's Bazar em Bangladesh. Foto: UNICEF/Brown

Dia Mundial presta tributo a mulheres que trabalham com ajuda humanitária no mundo

A atuação das trabalhadoras humanitárias faz uma enorme diferença para as vidas de milhões de mulheres, homens e crianças em necessidade urgente, disse o chefe da ONU em sua mensagem para o Dia Mundial Humanitário, lembrado nesta segunda-feira (19).

Marcando o décimo aniversário do dia oficial, a ONU está homenageando a contribuição de dezenas de milhares de trabalhadoras humanitárias que fornecem suporte para salvar vidas de pessoas vulneráveis ​​em meio a crises em alguns dos lugares mais perigosos do mundo.

O dia é lembrado todos os anos em 19 de agosto de 2003, quando a sede da ONU em Bagdá foi alvo de um ataque com caminhão-bomba que matou 22 pessoas, incluindo o brasileiro Sergio Vieira de Mello, o então principal representante das Nações Unidas no Iraque.

Ann Encontre visita o assentamento de refugiados Mulongwe, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/ Georgina Goodwin

Representante regional do ACNUR fala sobre seu trabalho com ajuda humanitária

Ann Encontre é a atual representante regional da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Kinshasa, na República Democrática do Congo. Ann fez uma corajosa mudança profissional — trocou o Direito corporativo e passou a trabalhar com a proteção de refugiados. Há 23 anos, integra a equipe do ACNUR, tendo trabalhado em Serra Leoa, Chade, Sudão do Sul e Suíça.

“Como profissional de ajuda humanitária feminina, vi como as mulheres são julgadas de maneira diferente quando trabalham em zonas de guerra ou em lugares onde não podem levar seus filhos. Invariavelmente, você encontra funcionários da própria organização que te perguntam: ‘Você está sozinha? Onde está sua família? O seu marido deixou você vir aqui sozinha?’. Eu enfrentei essas perguntas o tempo todo sobre minhas responsabilidades como mãe”. Leia a entrevista completa.

O Estado tem a obrigação de proteger os direitos humanos, principalmente das pessoas que estão sob sua custódia, segundo representante da ONU Direitos Humanos na América do Sul. Foto: EBC

ARTIGO: Prisões e insegurança no Brasil — efeito dominó

Em artigo publicado na imprensa, a representante da ONU Direitos Humanos na América do Sul, Birgit Gerstenberg, afirma que a recente chacina de presos em Altamira (PA) evidenciou uma realidade chocante de condições subumanas, caos, crime organizado, tortura e morte nos presídios brasileiros.

“O fato de que vários dos casos mais brutais de violência carcerária derivem de confrontos entre internos — relacionados a causas estruturais mais amplas e abrangentes — não dispensa o Estado de sua responsabilidade de proteger a vida e integridade das pessoas presas e, certamente, a de seus agentes penitenciários.” Leia o artigo completo.

A iniciativa, de acesso gratuito, busca tornar-se referência na cooperação entre agentes públicos, organizações sociais e mercado privado. Foto: Adriana Duarte

Evento em Boa Vista fomenta desenvolvimento local em contexto de fluxos migratórios

A inclusão socioeconômica de parcela da comunidade em situação de vulnerabilidade, composta principalmente por brasileiros e migrantes venezuelanos, foi o foco do evento Inspira Boa Vista, realizado no início de agosto (3 e 4) na capital de Roraima.

Promovido pelo Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e pela Funcação IOCHPE, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), entre outros parceiros, o encontro promoveu atividades diversas nas áreas de inovação, criatividade, economia colaborativa e economia digital.

Centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima (RR) identifica e emite documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU Mulheres e organizações parceiras prestaram apoio humanitário a 235 mil pessoas em 2018

A ONU Mulheres e suas organizações parcerias estiveram presentes em 33 países para o desenvolvimento de ações humanitárias e atividades de redução de risco e recuperação de desastres. Cerca de 235 mil mulheres e meninas e 89 mil homens e meninos foram atendidos. Do total de mulheres, 61,5 mil receberam apoio para subsistência e 35,2 mil foram beneficiadas com programas de liderança em contextos de crise.

O Brasil é parte desta resposta com ações humanitárias, a exemplo do apoio prestado a refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio da Venezuela. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), em todo o mundo, 132 milhões de pessoas precisaram de assistência humanitária devido a conflitos, repressões e desastres naturais. Metade desse grupo é representado por meninas e mulheres que diariamente enfrentam discriminação e violência.

Seminário realizado em Esteio contou com público de mais de 200 pessoas. Foto: Prefeitura de Esteio/Luciana Abdur

Eventos no RS discutem acolhimento de refugiados e migrantes

Com cerca de 270 participantes, o Seminário de Engajamento Humanitário e Atendimento a Migrantes e Refugiados, realizado na semana passada (7), na cidade de Esteio (RS), proporcionou um dia de reflexão e debate sobre temas que envolvem a realidade dos refugiados e o reassentamento dessa população.

O evento foi promovido pela Prefeitura de Esteio, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho e Empreendedorismo (SMCTE), e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Esteio é uma cidade que hoje serve como referência ao se falar de interiorização de venezuelanos – o município já recebeu mais de duzentos refugiados e migrantes da Venezuela.

Acordo entre ONU Mulheres e Prefeitura de Itabira visa enfrentamento à violência contra as mulheres, impulso ao empoderamento econômico, à participação política e à governança. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres e Prefeitura de Itabira firmam cooperação técnica pela igualdade de gênero

A ONU Mulheres e a Prefeitura de Itabira (MG) firmaram nesta quinta-feira (15) acordo de cooperação técnica para enfrentamento à violência contra as mulheres, impulso ao empoderamento econômico, à participação política e à governança, com ações previstas até abril de 2020 e investimento de cerca de 700 mil reais.

Com mais de 100 mil habitantes, sendo 52% mulheres e 48% homens, o município passará a reforçar medidas para eliminar as desigualdades de gênero. De acordo com dados da RAIS 2018 (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério da Economia, o rendimento das mulheres de Itabira era 25% menor do que o dos homens. Entre os cargos de nível superior, os salários das mulheres correspondiam a 51,93% do salário dos homens.