O analista do Banco Central Fabiano Alberton deu orientações sobre como organizar gastos e receitas mensais, de forma a evitar o endividamento. Foto: Cáritas RJ/Diogo Felix

Palestra sobre educação financeira reúne refugiados e migrantes no Rio

Quais são as formas de crédito existentes? Como elaborar um orçamento doméstico? Quais documentos são necessários para se abrir uma conta bancária? Essas e outras dúvidas comuns para quem vem de outro país foram tema da palestra “Educação Financeira para Imigrantes”, realizada na última sexta-feira (12) na sede do Banco Central no Rio de Janeiro (RJ).

O evento teve apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas RJ. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Maria e sua família no abrigo em Boa Vista. Foto: ACNUR/ Victor Moriyama

Sem dinheiro para sustentar filhos na Venezuela, professora retoma vida em Boa Vista

Ao lado de sua família, a venezuelana Maria percorreu um longo caminho até Boa Vista (RR). No percurso, foi roubada e teve que dormir por um mês na rua com seu neto de 20 dias até conseguir ser acolhida em um abrigo apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Hoje, está reconstruindo sua vida, sendo uma das fundadoras de um projeto de educação para crianças.

Professora há 16 anos, Maria, de 45 anos, dava aula em uma cidade rural da Venezuela até que viu seu salário mensal equivaler a 60 reais por conta da inflação. Sem meios para sustentar a família, ela deixou tudo para trás em busca de uma vida digna e segura. Emocionada, compartilhou com o ACNUR como tomou a decisão impossível que envolveu deixar dois filhos para trás. Leia o relato completo.

A brasileira Eloá Prado, de 33 anos, trabalha há dez meses como assistente de proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Funcionária da ONU em Pacaraima relata momentos marcantes do acolhimento de venezuelanos

A brasileira Eloá Prado, de 33 anos, trabalha há dez meses como assistente de proteção da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Pacaraima, na fronteira entre Brasil e Venezuela. Ao longo dos últimos meses, ela já viveu momentos intensos por conta da situação na Venezuela. Na cidade, ela compartilhou alguns momentos marcantes de seu trabalho no ACNUR salvando vidas.

“Ao longo desses dez meses de operação, tenho uma coletânea de histórias marcantes. Foram nascimentos, restauração de laços familiares, empoderamento e superação, além de confrontação com a miséria humana. Ver uma mãe que não conseguia amamentar seu filho porque estava desnutrida me abalou. Ver a fome, mesmo com tanto desenvolvimento no mundo, mexe comigo.” Leia o relato completo.

Capa de relatório da UNAMA sobre campanha de violência e intimidação promovida pelo Talibã no Afeganistão. Foto: UNAMA

Conselho de Segurança condena anúncio do Talibã de mais ofensivas no Afeganistão

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou na terça-feira (16) o anúncio de militantes do grupo Talibã no Afeganistão de uma nova ofensiva, dizendo que o ato irá resultar em mais “sofrimento desnecessário e destruição para o povo afegão”.

De acordo com a mídia internacional, o anúncio — que aconteceu após a ONU suspender proibições de viagens de líderes sênior do grupo para facilitar conversas de paz lideradas pelos Estados Unidos — sinaliza que, embora as negociações estejam avançando, é possível que confrontos se intensifiquem no país.

A rua em que Heni vivia. Foto: ACNUR/Christopher Reardon

ARTIGO: Passei pela sua casa na Síria hoje, mas ninguém estava lá

Em carta, o chefe de conteúdo multimídia da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Christopher Reardon, fala sobre sua ida a Homs, na Síria, onde visitou as ruínas do que um dia foi a casa de seu amigo Hani Al Muliam, que hoje vive como refugiado no Canadá.

“Na sua rua, não havia nenhum cachorro ou gato perdido. Nem mesmo pássaros. O único som era o zumbido distante de uma serra cortando metal. Seu bairro, Hani, é uma cidade-fantasma”, contou.

Após oito anos de conflito, metade da população do país saiu de casa. Hoje, 5,6 milhões de sírios ainda estão vivendo como refugiados em países vizinhos. Outros milhões continuam deslocados dentro da Síria. Leia a carta completa.

Daniel Craig, embaixador global da ONU pela eliminação de minas e ameaças explosivas, falou sobre os resultados das ações até o momento e destacou a campanha “Terreno Seguro”, no Dia Internacional de Sensibilização sobre Minas e Assistência à Desminagem (4 de abril). Estabelecido em 1997, o Serviço das Nações Unidas de Desminagem (UNMAS) comanda, coordena e implementa atividades para diminuir a ameaça representada pelas minas, restos explosivos de guerra e aparelhos explosivos improvisados.

VÍDEO: Daniel Craig, embaixador da ONU pela eliminação de minas e ameaças explosivas

Daniel Craig, embaixador global da ONU pela eliminação de minas e ameaças explosivas, falou sobre os resultados das ações até o momento e destacou a campanha “Terreno Seguro”, no Dia Internacional de Sensibilização sobre Minas e Assistência à Desminagem (4 de abril).

Estabelecido em 1997, o Serviço das Nações Unidas de Desminagem (UNMAS) comanda, coordena e implementa atividades para diminuir a ameaça representada pelas minas, restos explosivos de guerra e aparelhos explosivos improvisados.

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana. Foto: UNAIDS

Missão da ONU destaca necessidade de ação urgente para HIV na República Centro-Africana

Fazendo fronteira com Sudão do Sul e República Democrática do Congo, Haut-Mbomou é a província mais afetada pelo HIV na República Centro-Africana, com a prevalência do vírus em 11,9%, em comparação com uma média nacional de 4%.

Alertados por relatos de falta persistente de medicamentos, atendimento precário e barreiras de acesso a serviços de saúde e HIV devido à insegurança, uma missão conjunta do Ministério da Saúde da República Centro-Africana, Conselho Nacional de AIDS, Organização Mundial da Saúde (OMS), Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) visitaram Haut-Mbomou de 8 a 12 de abril.

Localizada a 1.000 km da capital Bangui, a província é uma das mais carentes em serviços sociais e de saúde. Metade dos serviços de saúde da província estão fechados devido à falta de profissionais ou instalações degradadas.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua: após um ano de crise, mais de 60 mil pessoas foram forçadas a fugir do país

Após um ano de crise política e social da Nicarágua, 62 mil pessoas já foram forçadas a deixar seus lares em busca de refúgio em países vizinhos, sobretudo na Costa Rica, que abriga 55,5 mil nicaraguenses.

Muitas das pessoas que compõem os fluxos de refugiados recorreram a travessias irregulares para evitar a detenção. Muitas vezes, nicaraguenses andam horas a fio por caminhos perigosos, expostos ao calor, à umidade e ao risco de malária. Inicialmente, grande parte dos fluxos eram compostos por adultos, mas famílias, incluindo crianças pequenas, também estão atravessando as fronteiras.

A Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) elogia os esforços da Costa Rica em permitir que as pessoas entrem em seu território e iniciem o pedido de refúgio. Estes esforços são ainda mais louváveis dada a pressão significativa sobre o sistema de refúgio no país e as comunidades locais.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil. Foto: OIM

OIM recebe inscrições para terceira edição de curso sobre migrações internacionais

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Defensoria Pública da União (DPU) recebem até 18 de abril inscrições para a terceira edição do curso de educação a distância “Uma Introdução às Migrações Internacionais”.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT). Foto: OIT

OIT e MPT treinam membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizou no início de abril (3 e 4) em São Luís (MA) oficina de treinamento para capacitar 28 membros da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE/MA) no uso de um sistema que monitora o atendimento a trabalhadores resgatados e populações vulneráveis.

A capacitação foi realizada por meio de uma parceria entre OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT), e contou com a participação da procuradora regional do trabalho Virgínia de Azevedo Neves. Participaram representantes de organizações governamentais, da sociedade civil, do próprio MPT e da OIT.

Esther Mujawayo-Keiner, sobrevivente do genocídio de 1994 em Ruanda, conta sua história durante evento em Nova Iorque. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Sobrevivente do genocídio em Ruanda reconta sua história 25 anos depois

“Milagrosamente não tenho marcas de machete”, disse uma sobrevivente do genocídio contra os tutsis em Ruanda, 25 anos depois do sistemático massacre de mais de 1 milhão de pessoas em cerca de três meses. Em evento solene nesta sexta-feira (12) em Nova Iorque, no salão da Assembleia Geral das Nações Unidas, Esther Mujawayo-Keiner disse que “a maior parte dos sobreviventes que temos hoje foi quebrada em seus corpos ou em suas almas”.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se referiu ao genocídio como “um dos capítulos mais sombrios da história humana recente”, que mirou em grande parte a etnia tutsi, mas também hutus moderados e outros grupos que se opuseram.

Manifestantes protestam do lado de fora da sede das Forças Armadas na capital do Sudão, Cartum, em 11 de abril de 2019. Foto: ONU Sudão/Ayman Suliman

Desejos democráticos do povo sudanês devem ser atendidos, diz Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou na quinta-feira (11) que as “aspirações democráticas do povo sudanês” precisam ser transformadas em realidade através de um processo de transição apropriado, após a queda do presidente Omar al-Bashir, preso por ordens do novo conselho militar que passou a governar o país.

Em comunicado emitido em Nova Iorque por seu porta-voz, Guterres disse que irá continuar monitorando de perto os desdobramentos da situação no Sudão, e reiterou seu pedido de calma.

Mais de 20 pessoas foram assassinadas e mais de 100 ficaram feridas desde 6 de abril em protestos no país, segundo relatores independentes da ONU. Eles acrescentaram ter recebido informações de prisões disseminadas e ataques contra jornalistas cometidos pelas forças de segurança.

A terceira reunião técnica internacional sobre mobilidade humana de venezuelanos nas Américas (Quito III) foi concluída na quinta-feira (11). Foto: OIM

Países latino-americanos destacam importância da cooperação na acolhida de venezuelanos

A terceira reunião técnica internacional sobre mobilidade humana de venezuelanos nas Américas (Quito III) foi concluída na quinta-feira (11) com uma declaração que destaca a importância da cooperação internacional e da coordenação, comunicação e articulação entre os governos dos países receptores de refugiados e migrantes na região.

“Os esforços de apoio no nível regional devem ser redobrados em vários aspectos, mas especialmente no contexto da assistência humanitária e na cooperação internacional”, disse Eduardo Stein, representante especial conjunto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes da Venezuela.

Organizações de cooperação internacional e organismos financeiros como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial participam do processo de Quito. Um tema prioritário identificado foi a necessidade de uma maior cooperação internacional e participação de mecanismos de cooperação financeira.

Na atividade, foram discutidos assuntos relacionados ao sistema internacional de direitos humanos. Foto: ACNUDH

ONU realiza oficina de direitos humanos para negras e indígenas em Montevidéu

O Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) realizou esta semana (9 e 10) uma oficina em Montevidéu, no Uruguai, destinada a representantes de organizações de mulheres afrodescendentes e indígenas dos países do Mercosul.

Dirigida a mais de 40 mulheres integrantes e representantes de organizações da sociedade civil, mulheres indígenas e afrodescendentes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, a oficina teve como objetivo fornecer ferramentas para fortalecer ações de incidência e demandas em direitos humanos.

“Uma Vitória Leva à Outra” é um programa conjunto entre a ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres promove igualdade de gênero no Congresso Olímpico Brasileiro em SP

A ONU Mulheres estará presente na primeira edição do Congresso Olímpico Brasileiro, que acontece no no sábado (13), no WTC, em São Paulo, e é organizado pelo Instituto Olímpico Brasileiro, área de Educação do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Em seu estande, além de apresentar os resultados do bem-sucedido programa de esportes voltado para meninas adolescentes, Uma Vitória Leva à Outra, a ONU Mulheres promoverá diálogos e distribuirá materiais informativos para atletas, treinadores, dirigentes, gestores e demais participantes do congresso.

O criador do WikiLeaks, Julian Assange, em foto de arquivo. Foto: Wikicommons/Embaixada do Equador

Relatores especiais alertam que prisão de Assange cria risco de violações de direitos humanos

Relatores de direitos humanos das Nações Unidas afirmaram nesta quinta-feira (11) que a prisão de Julian Assange, cofundador do Wikileaks, o expõe ao risco de sérias violações de direitos humanos se houver extradição aos Estados Unidos. Assange foi preso pela polícia do Reino Unido após o governo do Equador decidir interromper o asilo em sua embaixada em Londres.

A relatora especial sobre execuções extrajudiciais, Agnes Callamard, disse em publicação no Twitter que “expulsar Assange da embaixada” e permitir sua prisão o deixou “um passo mais perto da extradição”. Ela acrescentou que o Reino Unido deteve o jornalista e ativista arbitrariamente, “possivelmente colocando sua vida em perigo”.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

ONU ajuda países a administrar impactos ambientais dos deslocamentos de população

Em janeiro de 2018, a ONU Meio Ambiente, em colaboração com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), lançaram um projeto com o objetivo de fortalecer a capacidade dos países de enfrentar os impactos ambientais das respostas humanitárias a populações deslocadas em Guatemala, Líbano e Nigéria. As atividades do projeto também foram ampliadas para Brasil, Turquia e Vanuatu.

Em 2016, na 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Estados-membros, por meio da Declaração de Nova Iorque para Refugiados e Migrantes, se comprometeram a fornecer assistência a comunidades anfitriãs para proteger e reabilitar o meio ambiente em áreas afetadas por amplos movimentos de pessoas deslocadas, assim como garantir cooperação e encorajar o planejamento conjunto entre atores humanitários e outros, como trabalhadores de desenvolvimento.

Escultura "O Bem derrota o Mal", na sede da ONU em Nova Iorque, foi entregue pela então União Soviética para a ocasião do aniversário de 45 anos da Organização. Criada por Zurab Tsereteli, da Geórgia, a escultura mostra São Jorge matando o dragão. Foto: ONU/Rick Bajornas

Possibilidade de uso de armas nucleares é ‘maior do que já foi há gerações’, alerta ONU

A alta representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento alertou o Conselho de Segurança de que a ameaça de armas nucleares serem utilizadas é “maior do que já foi há gerações”, à medida que existe “competição em vez de cooperação”.

O alerta de Izumi Nakamitsu foi feito no início de abril (2), em encontro convocado em apoio ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), antes da próxima conferência para revisar o acordo histórico, marcada para 2020.

Jornalistas da agência internacional Reuters, Kyaw Soe Oo e Wa Lone, de Mianmar, compartilharão prêmio de liberdade de imprensa da UNESCO. Foto: UNESCO

Jornalistas presos em Mianmar receberão prêmio mundial de liberdade de imprensa

Os jornalistas Kyaw Soe Oo e Wa Lone irão receber o Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa UNESCO – Guillermo Cano, após escolha de um júri internacional de profissionais da mídia. Os repórteres da agência de notícias Reuters estão presos desde 12 de dezembro de 2017 por relatarem violações de direitos humanos no estado de Rakhine, em Mianmar.

“Eles foram presos porque documentaram um assunto considerado tabu a respeito de crimes cometidos contra rohingyas. A escolha final de Wa Lone e Kyaw Soe Oo presta uma homenagem à coragem, à resistência e ao compromisso com a liberdade de expressão”, disse Wojciech Tochman, presidente do júri.

Casamento precoce permanece um sério problema no Chade e na região do Sahel, na África. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Quatro em cada dez mulheres têm medo de negar exigências sexuais de parceiros, diz estudo

Quatro em cada dez mulheres em 51 países sentem não ter escolha a não ser concordar com as exigências sexuais de seus parceiros, informou nesta quarta-feira (10) o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Segundo a agência de saúde sexual e reprodutiva da ONU, estas mulheres também não têm a tomada de decisões sobre questões de gravidez e acesso a serviços de saúde.

O relatório estimou que 214 milhões de mulheres no mundo não têm acesso fácil a métodos contraceptivos por conta de obstáculos culturais e econômicos – apesar de sua disponibilidade cada vez maior. Além disso, mais de 800 mulheres morrem diariamente de causas tratáveis durante a gravidez e o parto.

De acordo com a análise, a ausência de direitos reprodutivos e sexuais tem grandes repercussões negativas sobre a educação, a renda e a segurança das mulheres, fazendo com que elas fiquem “incapazes de moldar seus próprios futuros”.

Filippo Grandi, alto-comissário da ONU para Refugiados, em pronunciamento no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Evan Schneider

ONU critica linguagem tóxica contra refugiados

Em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, o alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, alertou na terça-feira (9) para a linguagem tóxica disseminada na imprensa, nas redes sociais e entre políticos para falar sobre refugiados, migrantes e estrangeiros.

Dirigente cobrou respostas do Conselho a diferentes conflitos armados, que estão por trás do deslocamento forçado de quase 70 milhões de pessoas no planeta.

Takasu participou no Rio de Janeiro (RJ) da Assembleia Geral do Comitê Permanente da América Latina para Prevenção do Crime (COPLAD). Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Segurança deve ser garantida com respeito à vida e à dignidade, diz assessor especial da ONU

A violência e a criminalidade na América Latina devem ser combatidas não apenas com a aplicação da lei, mas com a garantia de mais qualidade de vida à população, incluindo o combate a violações de direitos humanos e às desigualdades. Além disso, as políticas de segurança pública devem ser baseadas em evidências científicas e elaboradas em consulta às comunidades locais.

A avaliação é do assessor especial da ONU para a segurança humana, Yukio Takasu, que esteve em evento no Rio de Janeiro (RJ) na segunda-feira (8).

Em entrevista ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), Takasu explicou que as Nações Unidas têm adotado oficialmente desde 2012 o conceito de “segurança humana”, que para além das políticas de repressão ao crime, visa tratar a segurança como algo mais abrangente do ponto de vista do desenvolvimento sustentável.

Foto: Capa do relatório "Situação da População Mundial 2019"

Países devem redobrar esforços para garantir direitos sexuais e reprodutivos para todos, diz relatório

O movimento global de direitos reprodutivos, que começou na década de 1960, transformou a vida de centenas de milhões de mulheres, de modo que elas pudessem ter informações e meios necessários para decidir sobre seus corpos e seu futuro.

No entanto, apesar dos avanços desde a criação da agência da ONU especializada em saúde sexual e reprodutiva, há um longo caminho a percorrer até que todas as pessoas possam reivindicar seu direitos e a liberdade de decidir. A conclusão é do relatório “Situação da População Mundial 2019: Um Trabalho Inacabado”, publicado nesta quarta-feira (10) pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Crianças são as vítimas mais vulneráveis de conflitos. A ONU e o governo internacionalmente reconhecido da Líbia lançaram um plano de resposta humanitária para o país que pretende arrecadar 202 milhões de dólares. Foto: UNOCHA/Giles Clarke

Milhares de civis fogem na Líbia após novo agravamento de confrontos

Mais de 3.400 pessoas fugiram de confrontos perto da capital da Líbia, Trípoli, nos últimos dias, alertaram as Nações Unidas nesta segunda-feira (8), pedindo para partes conflitantes cessarem atividades militares para que serviços de emergência possam resgatar civis.

De acordo com relatos, ao menos 32 pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas desde os confrontos na quinta-feira (4) entre forças do governo reconhecido internacionalmente e forças do comandante Khalifa Haftar no leste do país.

Thânisia Cruz é bacharel em Letras pela Universidade de Brasília (UnB). Atua como professora na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Foto: UNODC

Jovens brasileiros participam de fórum da ONU em Nova Iorque

Quatro jovens brasileiros participarão esta semana (8 e 9) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, do Fórum da Juventude do Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC), no qual discutirão temas como promoção da paz e de espaços urbanos seguros.

Thânisia Cruz, do Distrito Federal, Maria Eduarda Couto, de Pernambuco, Mauricio Peixoto, de Brasília, e Caio Medina, da Bahia, participaram do Programa Embaixadores da Juventude.

A iniciativa do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) tem o objetivo de fortalecer a representação de jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica em espaços políticos de debate e negociação.

Brigada trabalha para limpar as ruas de Porto Príncipe, no Haiti, após três dias de protestos violentos. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Bachelet pede proteção dos direitos humanos no Haiti para evitar retrocessos

Com o fim da presença das forças de paz das Nações Unidas no Haiti à vista, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse na quarta-feira (3) ao Conselho de Segurança que o país está agora “em uma encruzilhada entre manutenção da paz e desenvolvimento”. Ela pediu que todas as partes “continuem construindo a partir do progresso já alcançado, em meio ao risco de retrocessos”.

A alta-comissária encorajou o Conselho a dar aos haitianos o “apoio necessário para fortalecer instituições, lutar contra impunidade e promover e proteger direitos humanos como uma base para estabilidade e desenvolvimento”.

Mais de 200 milhões de meninas e mulheres não estão usando contraceptivos modernos, apesar de não quererem engravidar, reportou a 52º Comissão de População e Desenvolvimento. Na foto, um abrigo de emergência para adolescentes grávidas na Tailândia apoiado pelo UNFPA. Foto: UNFPA/Ruth Carr

Países aprovam declaração sobre direitos sexuais e reprodutivos de mulheres e meninas

Ministros e representantes de diversos países aprovaram na segunda-feira (1) na sede da ONU, em Nova Iorque, uma declaração política que reafirma o apoio ao Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que estabeleceu que a saúde reprodutiva, os direitos individuais e o empoderamento das mulheres são cruciais para atingir o desenvolvimento sustentável.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, juntos, monitoram a dinâmica populacional e os progressos feitos de forma a atingir os objetivos do CIPD. Relatórios entregues à Comissão mostraram que progressos foram feitos para expandir o acesso à saúde reprodutiva, reduzindo a mortalidade materna, combatendo práticas nocivas e a violência contra a mulher.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Ferramenta da ONU aponta falhas no destino de investimentos para combate à escravidão

Uma nova ferramenta interativa de dados das Nações Unidas mostrou um desencontro entre locais onde a escravidão contemporânea ocorre e onde governos estão gastando recursos para responder a esse crime.

A ferramenta, desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Políticas da Universidade das Nações Unidas, pode ajudar os debates sobre o tema. Atualmente, mais de 40 milhões de pessoas vivem em situação de escravidão contemporânea.

Após oito anos de guerra, 6,6 milhões de sírios permanecem deslocados internamente e outros 5,6 milhões estão refugiados. A maior parte dos que voltam para suas cidades não tem casas ou trabalhos, nem meios para alimentar e educar as crianças. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) fornece refeições escolares como incentivo para crianças voltarem à escola. E entrega assistência alimentar para mais de três milhões de pessoas.

Após oito anos de guerra na Síria, mais de 12 milhões permanecem deslocados; vídeo

Após oito anos de guerra, 6,6 milhões de sírios permanecem deslocados internamente e outros 5,6 milhões estão refugiados. A maior parte dos que voltam para suas cidades não tem casas ou trabalhos, nem meios para alimentar e educar as crianças.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) fornece refeições escolares como incentivo para crianças voltarem à escola. E entrega assistência alimentar para mais de três milhões de pessoas.

Confira nesse vídeo.

Bandeira da Argélia (centro), na sede da ONU em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Chefe da ONU elogia argelinos por natureza pacífica de atos pela renúncia de presidente

O secretário-geral das Nações Unidas elogiou na quarta-feira (3) a “natureza madura e calma” de protestos envolvendo centenas de milhares de cidadãos da Argélia que foram às ruas nas últimas semanas para pedir a saída do então presidente Abdelaziz Bouteflika. O líder, que havia anunciado no fim de fevereiro que iria buscar seu quinto mandato, deixou o cargo na terça-feira (2).

Em comunicado emitido por seu porta-voz, António Guterres destacou a decisão do presidente de 82 anos de renunciar, após 20 anos no poder. Bouteflika era raramente visto em público desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), em 2013.

Jogadores celebram prêmio de competição de futebol em campo de refugiados no norte de Darfur. Foto: ONU/Albert González Farran

Vice-chefe da ONU exalta esporte como meio de fortalecer laços e promover a paz

Celebrando o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz (6 de abril), a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse em evento em Nova Iorque na quarta-feira (3) que o “esporte ajuda a encontrar lugar comum” durante tempos de divisões. A data é lembrada em 6 de abril e tem o objetivo de fortalecer laços sociais e promover os ideais de paz, fraternidade, tolerância e justiça.

“O esporte tem o poder de alinhar nossa paixão, energia e entusiasmo em torno de uma causa coletiva”, afirmou. “E é precisamente quando a esperança pode ser nutrida e a confiança pode ser reconquistada”.

Novo código penal de Brunei impõe pena de morte para atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento. Foto: UNAIDS

Agências da ONU pedem que Brunei revogue disposições penais discriminatórias

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) manifestaram nesta quinta-feira (4) preocupação com as novas disposições do código penal de Brunei, que entraram em vigor na véspera.

O novo código, que impõem a pena de morte para a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, para adultério e por ter filho fora do casamento, violam várias normas internacionais de direitos humanos, incluindo o direito de viver livre da tortura, de penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. As disposições terão um significativo impacto negativo na saúde e bem-estar geral da população do país asiático, disseram as agências da ONU.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, cumprimenta pessoal nacional e internacional em sua chegada à sede da UNSMIL, na Líbia, em abril de 2019. Foto: ONU/Mohamed Alalem

Na Líbia, chefe da ONU expressa preocupação com relatos de avanços militares no país

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou profunda preocupação com relatos de avanço de forças militares em direção à capital da Líbia, Trípoli, declarando que “não há solução militar” para restaurar paz e estabilidade no país.

Guterres está em visita à Líbia, em apoio aos esforços do governo internacionalmente reconhecido para unir líderes rivais em todo o país para uma conferência nacional de reconciliação. Eleições democráticas serão realizadas posteriormente este ano.

Muçulmanos rohingya de Mianmar fogem da violência, considerada por investigadores da ONU crimes contra a humanidade. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Relatores especiais da ONU condenam deportações de rohingyas da Índia para Mianmar

Relatores especiais das Nações Unidas condenaram na terça-feira (2) em comunicado a decisão do governo da Índia de deportar mais três rohingyas para Mianmar, e instaram autoridades a cessar deportações forçadas, que são proibidas sob a lei internacional. Segundo relatório do escritório da ONU para direitos humanos, a minoria é vítima de um “exemplo clássico de limpeza étnica” em Mianmar.

“Estamos consternados com a decisão do governo indiano de continuar retornos forçados de rohingyas a Mianmar, onde enfrentam alto risco de ataques, represálias e outras formas de perseguição por conta de suas identidades étnicas e religiosas”, disseram os especialistas.

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet. Foto: ONU/Manuel Elias

Chefe de direitos humanos da ONU critica mudanças no código penal de Brunei

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, descreveu as mudanças no código penal de Brunei como revisões “draconianas”. As alterações, que entraram em vigor nesta quarta-feira (3), incorporam punições sob uma interpretação rígida da lei islâmica, incluindo morte por apedrejamento.

A chefe de direitos humanos da ONU havia pedido na segunda-feira (1) que o governo de Brunei desistisse das mudanças, dizendo que elas iriam “enraizar na legislação punições cruéis e desumanas que violam seriamente a lei internacional de direitos humanos”.

O país do sudeste asiático, rico em petróleo, tem sido governado pelo sultão Hassanal Bolkiah Mu’izzaddin Waddaulah há mais de 50 anos.

Secretário-geral da ONU faz discurso durante Cúpula da Liba Árabe em Túnis no fim de março (31). Foto: Reprodução

Secretário-geral pede mais cooperação entre ONU e Estados árabes

Na Cúpula da Liga Árabe, na Tunísia, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reconheceu no domingo (31) a importância da região para o cenário internacional, e pediu cooperação ainda maior entre a ONU e os Estados árabes.

“O Norte da África e o Oriente Médio são lar de memorável dinamismo e potencial. É uma região que há tempos busca construir paz e prosperidade. Acredito ser vital para esta região assumir este destino”, disse ao salão repleto de líderes políticos dos 22 Estados-membros da Liga. “As Nações Unidas não têm outra agenda além de apoiar estas aspirações, em espírito de solidariedade e união”.