Um observador da Missão de Verificação da ONU na Colômbia conversa com moradores. Foto: Missão da ONU na Colômbia

ONU dá início a nova missão na Colômbia para reintegrar ex-combatentes das FARC

Tiveram início nesta semana (26) as operações da Missão de Verificação da ONU na Colômbia, a segunda a operar no país após os acordos de paz entre governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP). O novo organismo substitui seu antecessor — responsável por monitorar o cessar-fogo e a entrega de armamento — para verificar a execução de compromissos sobre a reintegração de combatentes das FARC e sobre medidas de proteção para populações vulneráveis.

Países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se comprometeram a combater o tráfico de pessoas. Foto: EBC

Secretário-geral da ONU pede união dos países contra o tráfico de pessoas

Em conferência sobre o tráfico de pessoas, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na quarta-feira (27) que a comunidade internacional se una para eliminar essa “prática abominável”.

O dirigente máximo das Nações Unidas participou de um encontro com representantes dos Estados-membros e alertou que esse tipo de violação ocorre em todos os cantos do planeta — o que exige parcerias entre países para o enfrentamento do crime.

Zeid Ra'ad Al-Hussein, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Tortura em interrogatórios não é apenas errada como contraproducente, alerta ONU

A tortura e os maus-tratos de pessoas suspeitas de crimes não são apenas “profundamente errados”, mas, do ponto de vista de um interrogador, são contraproducentes, alertou na sexta-feira (22) o alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos durante evento realizado em Nova Iorque.

“Abundantes evidências científicas e históricas demonstram que a informação produzida por pessoas que estão sendo submetidas à violência não é confiável”, disse Zeid Ra’ad Al Hussein no evento “Tortura durante interrogatórios – Ilegal, Imoral e Ineficaz”.

Um homem rohingya carrega seu filho recém-nascido enquanto sua família estava se escondendo na selva, após terem sido forçados a fugir da violência em Rakhine, no norte de Mianmar. A família desafiou o mar agitado da Baía de Bengala para chegar a Teknaf, região no sudeste de Bangladesh. Foto: ACNUR/Vivian Tan

Relatores da ONU condenam perseguição a minoria muçulmana em Mianmar

Sete especialistas independentes da ONU pediram ao governo de Mianmar, em uma declaração conjunta nesta terça (26), o fim de toda a violência contra a minoria muçulmana Rohingya. O grupo é vítima de perseguições e de graves violações de direitos humanos, que o alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Al Hussein, descreveu como uma limpeza étnica.

“Houve alegações confiáveis de violações graves de direitos humanos e abusos contra a população Rohingya. Elas incluem execuções extrajudiciais, uso excessivo da força, tortura e maus-tratos, bem como violência sexual e de gênero e deslocamento forçado. Houve ainda a queima e destruição de mais de 200 aldeias Rohingya e de dezenas de milhares de casas”, disseram os especialistas.

Manifestantes revoltados apedrejam policiais no centro de Cairo, no segundo aniversário da revolução de 2011 que derrubou o presidente Hosni Mubarak do poder. Foto: IRIN/Amr Emam (foto de arquivo)

Defensores dos direitos humanos sofrem represálias por cooperar com a ONU, diz relatório

Um novo relatório das Nações Unidas alertou para o crescente número de defensores dos direitos humanos que estão enfrentando represálias globalmente por cooperar com a ONU. O documento afirma que indivíduos e grupos sofreram intimidações que variaram de proibições a viagens e congelamento de ativos até detenção e torturas.

O oitavo relatório do tipo cita 29 países onde casos de represália e intimidação foram documentados — um número significativamente maior frente ao relatório do ano passado, que citava 20 países. Entre os países citados, estão China, Cuba, Egito, Honduras, Índia, Irã, Israel, México, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.

Família de refugiadas reassentadas em Portugal há mais de um ano. Foto: ACNUR/Bruno Galan Ruiz

Ministro português diz que país poderá receber mais 8,5 mil refugiados

Portugal está de portas abertas para receber mais 8,5 mil refugiados, disse na sexta-feira (22) o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Augusto Santos Silva, em entrevista à ONU News sobre a participação de seu país na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Atualmente, o país acolhe cerca de 1,5 mil refugiados. Silva afirmou que a decisão de dobrar o número de refugiados recebidos, estabelecido inicialmente em 5 mil conforme acordado com a União Europeia, foi tomada pelo país para cumprir um direito humanitário.

Mulheres palestinas andam perto do muro que separa a Cisjordânia de Israel. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Enviado da ONU condena assassinato de oficiais de segurança israelenses na Cisjordânia

O enviado das Nações Unidas para os esforços de paz entre Israel e Palestina condenou o ataque de um palestino contra oficiais de segurança israelenses na Cisjordânia, afirmando que tal ato mina as perspectivas de um futuro pacífico para as duas partes.

De acordo com informações preliminares, um policial israelense e dois guardas foram assassinados e outro ficou seriamente ferido em um ataque ocorrido na manhã desta terça-feira (26) no assentamento de Har Adar, no território palestino ocupado.

Repressão a manifestação no Complexo da Maré, em 2015, no Rio de Janeiro. Foto: Mídia Ninja

ONU lança em SP diretrizes para proteção de observadores dos direitos humanos em protestos

O Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e parceiros lançam no início de outubro (5) em São Paulo a versão em português de um guia de assistência prática aos observadores de direitos humanos no contexto de manifestações e protestos sociais.

Segundo o ACNUDH, a atuação dos observadores é importante em um contexto em que os Estados têm ampliado a utilização de meios para desarticular os movimentos sociais, mediante o uso da força de forma desproporcional e não focalizada, a realização de ações destinadas a desencorajar a participação cidadã, e a criminalização dos protestos sociais e de defensores e defensoras de direitos humanos.

Refugiada síria, Lucia Loxca recebe seu diploma em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Paraná. Foto: Grupo MARIOS/Divulgação.

Refugiada síria se forma em arquitetura na Universidade Federal do Paraná

Refugiada no Brasil desde 2013, Lucia Loxca, de 26 anos, é uma das mais de 5,5 milhões de pessoas forçadas a deixar a Síria devido ao conflito no país. Ela vivia em Alepo e cursava o terceiro ano de arquitetura quando sua faculdade foi bombardeada.

Agora, recém-graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Lucia pretende usar sua experiência para ajudar outras pessoas em situação semelhante. Em seu trabalho de conclusão de curso, ela desenvolveu o projeto de um Centro de Acolhimento, pensando nos refugiados que chegam ao Brasil. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Mulher iraquiana de Mossul carrega filho no campo de Garmava, localizado perto de uma rodovia entre Mossul e Duhok, no Curdistão iraquiano. Foto: ACNUR/S. Baldwin

ONU manifesta preocupação com efeitos ‘potencialmente desestabilizadores’ de referendo curdo

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com os efeitos “potencialmente desestabilizadores” do referendo desta segunda-feira (25) na região do Curdistão no Iraque.

“O secretário-geral respeita a soberania, a integridade territorial e a unidade do Iraque, e considera que todas as questões pendentes entre o governo federal e o governo regional do Curdistão devem ser resolvidas por meio de um diálogo estruturado e de um compromisso construtivo”, disse o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, em comunicado.

A consultoria jurídica contará com a presença de estudantes graduandos e graduados da Faculdade de Direito da Universidade de La Salle. Foto: ACNUR

Com apoio da ONU, Costa Rica ganha 1ª assessoria jurídica especializada em refúgio

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na Costa Rica e a Universidade de La Salle inauguraram no início de setembro (6) a primeira assessoria jurídica especializada em refúgio e apatridia no país. Escritório terá a participação de estudantes graduandos e graduados em Direito, que prestarão serviços gratuitos para refugiados, solicitantes de refúgio e pessoas que correm o risco de ficar sem nacionalidade.

Casa abandonada no distrito de La Era, na capital hondurenha Tegucigalpa, onde a violência de gangues está forçando os moradores a fugir. Foto: ACNUR/Tito Herrera.

Violência das gangues força hondurenhos a abandonar casas e terras

Nos morros da capital hondurenha, Tegucigalpa, Cecilia segue em direção a uma casa vazia, com passos instáveis em uma subida. Assim como muitas outras casas no bairro, esta foi esvaziada após ameaças armadas contra os moradores.

O abandono de terras e de casas em Honduras, e seu impacto nas comunidades, é objeto de preocupação por parte da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “É importante reconhecer que o deslocamento está afetando particularmente as comunidades já tradicionalmente marginalizadas e excluídas”, disse Andrés Celis, representante do ACNUR em Honduras.

Os cineastas receberam a homenagem após exibição dos filmes na principal sala de cinema do CCBB, com a presença de representantes das Nações Unidas e de membros do júri. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Cineastas são premiados em evento da ONU pelo Dia Internacional da Paz

Três vídeos foram premiados na noite de quinta-feira (21) durante evento organizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, para a ocasião do Dia Internacional da Paz.

Os filmes “Afronte Negra!”, de Carina Aparecida dos Santos; “Tecendo a Liberdade”, de Luíza Matravolgyi Damião; e “Onde a Música Transforma”, de Pedro Ferrarini e Rodrigo Cabral; foram os vencedores do I Concurso de Vídeos da ONU Nelson Mandela, cujo tema foi “a luta contra a pobreza é uma questão de justiça, não é um gesto de caridade”. Leia entrevista com os realizadores e assista aos filmes.

Primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. Foto: ONU/Cia Pak

Na ONU, Canadá reconhece que país falhou historicamente em proteger direitos dos indígenas

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reconheceu na quinta-feira (21) que governos sucessivos de seu país foram incapazes de respeitar os direitos dos indígenas. Para muitos integrantes dos povos originários, abusos persistem até hoje, afirmou o dirigente. Segundo Trudeau, erros históricos e um legado negativo do colonialismo privaram o Canadá das contribuições que essas populações poderiam ter dado para o desenvolvimento da nação.

Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento, Ulla Tøernæs, da Dinamarca. Foto: ONU/ Cia Pak

Na Assembleia Geral, UE reforça compromissos com a prevenção de conflitos e proteção de refugiados

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, presidentes e ministros europeus discursaram em favor de formas estruturadas e justas de prevenção de conflitos. As preocupações em comum foram os ataques terroristas e a ameaça do uso de armas nucleares.

Diante da maior crise migratória desde a segunda guerra mundial, os líderes pediram tratamento humano para centenas de milhares de refugiados que chegam ao continente, bem como a gestão ordenada dos fluxos de migrantes.

Um estudante nas ruínas de uma de suas antigas salas de aula, que foi destruída em junho de 2015, na escola Aal Okab em Saada, no Iêmen. Os alunos agora frequentam aulas nas barracas do UNICEF. Foto: UNICEF/Clarke para o UNOCHA

Conflitos mantêm 27 milhões de crianças fora da escola, alerta UNICEF

Segundo relatório do UNICEF, as 27 milhões de crianças que estão fora da escola e meninas enfrentam um maior risco de violência sexual e de gênero devido aos conflitos.

“Sem educação, como eles ganharão conhecimento e habilidades para reconstruir suas vidas? Como eles serão capazes de traçar um caminho para um futuro mais pacífico e próspero para eles mesmos, suas famílias, suas comunidades e o mundo?”, questionou a agência da ONU.

Sigmar Gabriel, ministro das Relações Exteriores da Alemanha. Foto: ONU/Cia Pak

Alemanha critica nacionalismo ‘egoísta’ e pede mais cooperação entre países durante debate na ONU

Representando a Alemanha no debate anual da Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, alertou na quinta-feira (21) para uma crescente onda de nacionalismo radical, que pode gerar novos conflitos no mundo. Lembrando que a cooperação internacional não equivale à perda de soberania, o dirigente criticou quem usa o lema “nosso país primeiro”.

Migrantes e refugiados se deslocam por rota nos Bálcãs. Foto: ACNUR/Mark Henley

Dirigentes da ONU defendem novos acordos globais sobre refúgio e migração

Em meio ao encontro de chefes de Estado na sede da ONU, dirigentes das Nações Unidas defenderam novos acordos globais sobre fluxos migratórios. Tratados devem oferecer garantias para proteger as pessoas que se deslocam pelo mundo. Em pronunciamento para marcar um ano da adoção da Declaração de Nova Iorque para os Refugiados e Migrantes, na quarta-feira (20), oficiais do organismo internacional explicam o desdobramento político desse documento.

Campanha digital conta a estória de uma família de refugiados

A estória de uma família fictícia fugindo de uma zona de conflito até conseguir refúgio em outro país mobilizou a atenção dos seguidores do perfil ONU Brasil no Facebook nos últimos 21 dias.

Para promover uma contagem regressiva pela paz, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) elaborou uma campanha digital narrada por Anna, personagem de 11 anos.

Desde o dia 1º até 21 de setembro – Dia Internacional da Paz –, a campanha #21DiasPelaPaz contou a saga de uma família de refugiados. Confira aqui.

Primeira-ministra Sheikh Hasina, de Bangladesh, durante pronunciamento no debate anual de chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Bangladesh pede criação de zonas sob supervisão da ONU para proteger rohingyas em Mianmar

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, criticou na quinta-feira (21) as violações de direitos humanos enfrentados pelo povo Rohingya em Mianmar. Denunciando o que chamou de limpeza étnica na província mianmarense de Rakhine, a dirigente pediu ao chefe da ONU que crie, dentro de Mianmar, zonas supervisionadas pelas Nações Unidas, a fim de garantir a segurança dos rohingyas.

Mulheres e meninas da Libéria protestam pacificamente contra violência baseada em gênero. Foto: ONU/Eric Kanalstein

UNESCO lembra importância da solidariedade mundial para construir mundo pacífico

Em mensagem para o Dia Internacional da Paz, lembrado nesta quinta-feira (21), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou o poder da solidariedade mundial para construir um mundo pacífico e sustentável.

“Isso nunca foi tão importante como agora, em um momento de desafios sem precedentes. Novas forças que visam à divisão surgiram, espalhando o ódio e a intolerância”, declarou Irina em comunicado para a data.

Jovens participam de cerimônia pelo Dia Internacional da Paz na sede da ONU em Nova Iorque na semana passada (15). Foto: ONU/Kim Haughton

Secretário-geral da ONU pede engajamento da juventude na prevenção de conflitos

Os jovens precisam ser parceiros significativos na prevenção de conflitos e na manutenção da paz, e as Nações Unidas precisam pensar “fora da caixa” sobre como se relacionar com a juventude globalmente, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante evento ministerial realizado nesta quinta-feira (21) paralelamente ao debate geral da Assembleia Geral.

Na semana passada (15), a sede das Nações Unidas em Nova Iorque comemorou o Dia Internacional da Paz com com o toque anual do sino da paz, pedindo que combatentes em todo o mundo derrubassem suas armas e cumprissem um dia de cessar-fogo e não violência.

Especialistas da ONU pedem melhor regulamentação de empresas militares e de segurança

Um grupo de especialistas independentes das Nações Unidas pediu aos governos que estabeleçam um instrumento abrangente e juridicamente válido para regulamentar as empresas militares privadas e de prestação de serviços de segurança.

O pedido do Grupo de Trabalho da ONU sobre o uso de mercenários vem após um estudo global que constatou que as leis nacionais não são fortes ou consistentes para lidar com o problema.

Militares norte-americanos e iraquianos realizam treinamento conjunto em Ramadi, no Iraque, em 2009. Foto: WikiCommons / The U.S. Army

No Dia Internacional da Paz, relator da ONU pede redução dos gastos militares

O relator independente da ONU para a promoção da democracia e da ordem internacional igualitária, Alfred de Zayas, chamou os Estados a transformar economias de guerra em economias da paz. O apelo foi feito em comunicado para o Dia Internacional da Paz, lembrado nesta quinta-feira (21).

“O lobby em benefício de empresas militares e industriais está impulsionando guerras no mundo todo e frustrando a aspiração da humanidade de viver em paz. Em vez de reduzir o orçamento militar, muitos Estados estão aumentando seus gastos militares e reduzindo investimentos em saúde, educação e serviços sociais”, afirmou o relator.

Brasil recebeu uma série de recomendações de Estados-membros da ONU para reformar seu sistema prisional. Foto: José Cruz/ABr

Brasil aceita mais de 200 recomendações de direitos humanos da ONU; rejeita quatro

O governo brasileiro informou no início deste mês (6) ter aceitado a maior parte das mais de 200 recomendações de direitos humanos feitas pelos Estados-membros da ONU ao país na Revisão Periódica Universal (RPU), espécie de sabatina na qual os países são avaliados pelos membros das Nações Unidas. Quatro recomendações, no entanto, foram rejeitadas.

Em documento, o governo brasileiro reconheceu a necessidade de melhorar seu sistema penitenciário e disse estar tomando uma série de ações para reduzir a população prisional. Também reconheceu a necessidade de evitar mortes em operações policiais, mas preferiu não estabelecer metas de redução.

Ao centro, Eurídice Márquez, oficial de justiça criminal e prevenção de crimes do UNODC. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Desemprego e cortes no gasto público aumentam risco de tráfico de pessoas, diz especialista da ONU

Em situações de crise econômica, como a vivida pelo Brasil, o desemprego elevado e cortes em investimentos nos serviços públicos agravam o risco de populações vulneráveis serem vítimas do tráfico de pessoas. A avaliação é de Eurídice Márquez, especialista do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Em visita ao Rio de Janeiro para um seminário internacional sobre tráfico humano e contrabando de migrantes, ela ressaltou na terça-feira (19) a necessidade de combater essas violações por meio da garantia de direitos.

Crianças no campo de concentração Buchenwald, na Alemanha, logo após a liberação. A foto é de 11 de abril de 1945. Crédito da imagem: Federation Nationale des Deportes et Internes Resistants et Patriots

ONU promove concurso internacional de pôsteres sobre o Holocausto

O Yad Vashem, em parceria com o Programa das Nações Unidas para Divulgação do Holocausto, está promovendo um concurso internacional de pôsteres em memória do Holocausto.

Para participar do concurso, estudantes de Artes, Design Gráfico e áreas afins devem submeter pôsteres abordando as lições do Holocausto para o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) até o dia 5 de outubro de 2017.

Cerca de 275 refugiados e migrantes aguardam para o desembarque no porto de Pozzalo, na Itália, após serem resgatados alguns dias antes. Foto: ACNUR/F.Malavolta

Contribuição dos migrantes é ‘esmagadoramente positiva’, diz secretário-geral da ONU

Durante um encontro na sede da ONU em Nova Iorque nesta quarta-feira (20), representantes das Nações Unidas destacaram a necessidade de continuar trabalhando em conjunto para promover formas mais justas de compartilhar a responsabilidade dos refugiados, bem como alcançar uma migração segura e ordenada.

“A migração não é um fenômeno novo; nem está criando a ameaça dramática de que muitos falam. A maioria dos migrantes se move de forma ordenada entre os países e dá uma contribuição esmagadoramente positiva para seus países anfitriões e seus países de origem”, destacou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares foi assinado por vários chefes de Estado e ministros. Foto: ONU/Kim Haughton

Chefes de Estado assinam tratado sobre armas nucleares na sede da ONU

Na sede da ONU, em Nova Iorque, o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares foi aberto nesta quarta-feira (20) para receber assinaturas dos Estados-membros. Esse é o primeiro acordo legalmente vinculante sobre restrições ao uso de armamentos atômicos. Em cerimônia para marcar a abertura do documento a compromissos de cada nação, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lembrou que existem 15 mil armas nucleares espalhadas pelo mundo.

Malvina Tuttman foi homenageada durante evento para lembrar 13 anos de parceria entre o IFEC e o UNIC Rio. Foto: UNIC Rio/Victoria Macdonogh

Desigualdades de gênero permanecem nos lares e nas escolas brasileiras, alerta pedagoga

As desigualdades de gênero continuam existindo nos lares, no ambiente escolar e na sociedade brasileira como um todo, tendo como uma de suas consequências a violência contra as mulheres, lembrou Malvina Tuttman, pedagoga, ex-reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atual membro do Conselho Nacional de Educação.

As declarações foram feitas durante evento no Rio de Janeiro para lembrar os 13 anos de parceria entre o Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (IFEC) e o Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio). A palestra ocorreu diante de uma plateia de representantes de setor público e privado, sociedade civil e academia.

Imagem: Agência Brasil

Reduzir maioridade penal não resolve problema da violência, diz UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou que acompanha com preocupação a tramitação no Senado de proposta para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

“Reduzir a maioridade penal não resolverá o problema de segurança e dos altos índices de violência. No Brasil, os adolescentes são hoje mais vítimas do que autores de atos de violência”, disse a agência da ONU em nota. “O país precisa se comprometer com a garantia de oportunidades para que suas crianças e seus adolescentes se desenvolvam plenamente, sem nenhum tipo de violência”.

A violência contra as mulheres – particularmente a violência por parte de parceiros e a violência sexual – é um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Foto: George Campos/USP Imagens

ONU destaca importância das parcerias para acabar com a violência de gênero

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacaram nesta terça-feira (19) a importância das parcerias para acabar com a violência contra a mulher, durante a abertura do Fórum da Iniciativa para Pesquisa em Violência Sexual 2017, que ocorre até quinta-feira (21) no Rio de Janeiro.

“A violência contra a mulher é um tema complexo que precisa de soluções complexas. Nenhum ator sozinho conseguirá resolver isso. Precisamos de uma ação conjunta para conseguir acabar com esse problema de saúde pública”, disse Claudia Garcia-Moreno, coordenadora da área de violência contra a mulher no Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da sede da OMS.

Presidente brasileiro, Michel Temer, fala durante a 72ª sessão do debate geral da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU

Brasil chama países a assinarem Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares

O presidente brasileiro, Michel Temer, disse nesta terça-feira (19) que o Brasil assinará amanhã o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, chamando outras nações a também se unir ao compromisso pelo desarmamento.

“Eu terei a honra de assinar, amanhã, o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares. O Brasil esteve entre os artífices do tratado. Será um momento histórico”, disse Temer em discurso para líderes mundiais na abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Adotado em julho deste ano, o tratado para a proibição de armas nucleares é o primeiro instrumento multilateral vinculativo negociado em 20 anos para o desarmamento nuclear.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, apresenta relatório anual sobre o trabalho da Organização na Assembleia Geral. Foto: ONU/Cia Pak

Na Assembleia Geral da ONU, Guterres pede união dos países pela paz

Em seu discurso para a reunião anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou nesta terça-feira (19) as diversas ameaças — incluindo o perigo nuclear, a mudança climática e os conflitos em andamento — que precisam ser superadas para criar um mundo melhor para todos.

Guterres disse que a migração segura não pode ser limitada a uma elite global, e enfatizou a necessidade de se fazer mais para enfrentar seus desafios. Refugiados, pessoas deslocadas internamente e migrantes não são o problema, e sim os conflitos, as perseguições e a pobreza, declarou. Diante desse cenário, disse Guterres, a ONU lançou iniciativas de reforma da própria Organização.

Central nuclear de Bushehr no Irã. Foto: AIEA/Paolo Contri

Irã está cumprindo seus compromissos nucleares, diz agência da ONU

O Irã está implementando seus compromissos sob “o mais robusto regime de verificação nuclear do mundo”, disse a agência de energia atômica das Nações Unidas na segunda-feira (18), enquanto ao mesmo tempo lembrava a “grave preocupação” com o programa nuclear da Coreia do Norte.

“Os compromissos nucleares adotados pelo Irã sob o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global) estão sendo implementados”, disse o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, na abertura da conferência geral anual da agência em Viena, na Áustria.