Mulheres e crianças congolesas chegam a um ponto fronteiriço em Chissanda, na província de Lunda Norte, em Angola, depois de fugirem dos ataques de milícias em Kasai, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/ Pumla Rulashe

Mais de 3 mil refugiados da República Democrática do Congo chegaram a Angola no início de maio, alerta ACNUR

Mais de 20 mil refugiados da República Democrática do Congo já fugiram para Angola desde o início de abril. Violência na província congolesa de Kasai tem se espalhado por regiões da nação africana, provocando novas ondas de deslocamento forçado. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está no terreno levando assistência humanitária para os refugiados vivendo em centros de recepção angolanos.

A instalação solar se estende pelo deserto ao norte da Jordânia. Foto: Fundação IKEA/Vingaland AB

Campo de refugiados na Jordânia se torna o primeiro no mundo a funcionar com energia limpa

O campo de refugiados de Azraq, na Jordânia, é o primeiro no mundo a ser abastecido com fontes de energia renováveis. O feito é fruto de uma parceria entre a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e a Fundação IKEA, que disponibilizou 8,75 milhões de euros para a construção de uma usina solar de dois megawatts. A central foi inaugurada em maio (17) pelo organismo da ONU e beneficiará 20 mil refugiados.

Realizada pelo ACNUR, a mostra de filmes “Olhares sobre o Refúgio” trará para os cinemas de cinco capitais brasileiras diferentes perspectivas sobre a vida de vítimas de deslocamento forçado. Foto: ACNUR/Sebastian Rich

Mostra de cinema inaugura celebrações do Dia Mundial do Refugiado no Brasil

Neste ano, as celebrações do Dia Mundial do Refugiado — lembrado em 20 de junho — começarão mais cedo no Brasil. Na próxima quinta-feira (1º), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros inauguram a mostra de cinema internacional “Olhares sobre o Refúgio”. Iniciativa ocupará salas de cinema de Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Brasília. Entrada para todos os filmes do circuito é gratuita.

Brasil deve aproveitar lições da MINUSTAH em futuras operações de paz, dizem especialistas

O Brasil deve aproveitar a experiência adquirida durante os 13 anos de Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), assim como lições de outras operações mais recentes no mundo, para pensar o futuro de sua contribuição para as operações de paz.

A análise foi feita por representantes de ONU, academia e Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), do Ministério da Defesa, presentes em workshop ocorrido na segunda-feira (29) na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), no Rio de Janeiro.

O alto-comissário assistente para Proteção do ACNUR, Volker Türk, participa da inauguração da Oficina Local de Atenção a Vítimas junto ao vice-presidente de El Salvador, Óscar Ortiz e autoridades do governo. Foto: ACNUR/ Óscar Ramirez

‘O que temos em países da América Central não é um problema de migração, é uma crise de refugiados’

No final de 2016 foram registrados mais de 180 mil refugiados e solicitantes de refúgio de El Salvador, Guatemala e Honduras, representando um aumento de 68% em comparação aos números registrados no ano anterior. Além disso, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), cerca de 216 mil pessoas foram deportadas para esses países vindas do México e Estados Unidos, criando pressão nas capacidades de recepção e proteção de seus direitos.

Foto: Logan Abassi/ONU/MINUSTAH

Brasil é um dos 124 países que oferece militares para as missões de paz da ONU

O Brasil é um dos 124 Estados-membros que fornecem tropas para as missões de paz das Nações Unidas. Atualmente, o país contribui com 1.279 militares – dos quais 23 são especialistas que não atuam em batalhões – e 5 policiais.

Conheça nesse vídeo especial do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio) a história de uma brasileira que decidiu entrar para as Forças Armadas para ajudar o povo do Haiti na missão da ONU instalada no país.

Foto: ONU/MINUSTAH

Quem são os observadores militares da ONU?

Militares servindo em missões de paz da ONU podem atuar em contingentes – que são batalhões de infantaria enviados para garantir condições de segurança e estabilidade no terreno -, mas também como oficiais de Estado-Maior e observadores.

Esses últimos são responsáveis por monitorar acordos de cessar-fogo. São oficiais que andam desarmados e têm, como principal arma e escudo, a bandeira e o capacete azul das Nações Unidas.

Saiba mais nesse vídeo especial do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio).

Manifestações em Brasília, capital do Brasil, no dia 24 de maio de 2017. Foto: Midia NINJA

Escritório da ONU e CIDH condenam uso excessivo da força durante manifestações e operações de segurança no Brasil

“Instamos o Estado brasileiro a redobrar seus esforços para promover o diálogo e proteger o direito à manifestação pacífica”, disse o representante para América do Sul do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Amerigo Incalcaterra. “A manifestação pacífica é uma forma de participação própria das sociedades democráticas, onde as pessoas podem exigir seus direitos humanos e exercer ativamente suas liberdades de opinião e de expressão”, acrescentou.

Comunicado também afirmou preocupação com uso recorrente da violência em conflitos agrários, em especial contra trabalhadores sem-terra, bem como com as operações de segurança em São Paulo envolvendo dependentes químicos usuários de drogas ilícitas. Leia a nota na íntegra aqui.

Filme ‘Baixada Nunca Se Rende’ será exibido esta semana no interior de SP

Lançado este mês no Cine Odeon, no Rio, o filme do Centro RIO+ “Baixada Nunca se Rende” será exibido em diversas cidades brasileiras, começando por Botucatu, interior de São Paulo, e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O filme de Christian Tragni e Juliana Spinola faz parte de um projeto-piloto que tem como objetivo desenvolver nova metodologia de engajamento de cidadãos das periferias com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Veículo das forças de segurança israelenses em um muro que separa os agricultores de Biddu de suas terras em na Seam Zone, como é chamada a área entre a linha do armistício de 1949 e a Barreira da Cisjordânia. Foto: Alaa Ghosheh/UNRWA

ONU pede que Israel respeite direitos humanos de prisioneiros

Chefe de direitos humanos da ONU manifestou “grave preocupação” com a greve de fome generalizada promovida pelos prisioneiros palestinos, que entrou no 38º dia sem solução. Segundo a ONU, a saúde de centenas de prisioneiros começou a se deteriorar significativamente.

Os cerca de mil prisioneiros grevistas reivindicam, entre outras coisas, o fim da prisão administrativa, do isolamento e o aumento no número e na duração das visitas familiares, bem como melhor acesso a serviços de saúde. Organizações de direitos humanos israelenses e palestinas confirmam muitas das queixas dos prisioneiros, muitos detidos sem acusação ou julgamento.

Secretário-geral da ONU, António Guterres (direita) entrega guirlanda de flores em homenagem a membros das Forças de Paz mortos em serviço. Foto: ONU/Mark Garten

Em dia internacional, ONU presta homenagem a membros das Forças de Paz

Para marcar o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz, lembrado em 29 de maio, as Nações Unidas realizam nesta quarta-feira (24) uma cerimônia em sua sede em Nova Iorque para homenagear as mais de 3,5 mil pessoas que morreram em serviço desde 1948, reconhecendo sua dedicação e coragem.

“Todos os dias, soldados das Forças de Paz ajudam a trazer paz e estabilidade a sociedades afetadas pela guerra no mundo todo”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem para o dia. Assista ao vídeo.

Foto: ONU

ONU confirma evidências de ataques químicos na Síria em 2016 e 2017

Em reunião no Conselho de Segurança nessa terça (23), chefe de desarmamento da ONU confirmou evidências que ocorreu exposição a substâncias químicas como o composto Sarin na Síria, em 2016 e 2017.

“Este não é um problema para ser politizado”, disse a representante das Nações Unidas para o desarmamento, Izumi Nakamitsu, que destacou que a ONU “não pode ser neutra” nesse tema. A missão foi liderada pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que atua com a ONU nas investigações.

Capacetes azuis e uniformes dos representantes das forças de paz da ONU. Foto: ONU/Marco Dormino

Soldado brasileiro morto no Haiti será homenageado na ONU em Dia Internacional das Forças de Paz

A sede das Nações Unidas em Nova Iorque lembrará o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz na quarta-feira (24).

O secretário-geral da ONU, António Guterres, entregará uma guirlanda de flores em homenagem aos soldados mortos, e presidirá uma cerimônia na qual a medalha Dag Hammarskjöld será entregue postumamente a 117 militares, policiais e pessoal civil que perderam suas vidas enquanto serviam as operações de paz em 2016.

Um soldado brasileiro está entre os que serão homenageados postumamente com a medalha Dag Hammarskjöld — o sargento Vicente Medeiros, que perdeu sua vida enquanto servia à Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

Bora e seus filhos se preparam para deixar a África do Sul e ir para a França. Foto: ACNUR/James Oatway

Família congolesa deixa tragédia para trás e recomeça a vida na França

Depois de fugir da violência na República Democrática do Congo e de perder o marido e o irmão na África do Sul, Bora Riziki e seus filhos estão indo para a Europa em busca da oportunidade de recomeçar suas vidas em segurança.

Ela e os filhos Amina, de 5 anos, e Ibrahim, de 7, estão deixando uma casa perto da Cidade do Cabo para recomeçar a vida nova na França, por meio de um programa de reassentamento da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Escritório da ONU discute parceria com Recife para combater consumo de drogas

Para discutir parcerias pela prevenção do uso abusivo de substâncias ilícitas em Recife, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) reuniu-se na semana passada (10) com a Secretaria Executiva de Políticas sobre Drogas da capital pernambucana.

Durante o encontro, instituições avaliaram a possibilidade de cooperação no “Mobiliza Recife”, iniciativa que aposta no empoderamento de comunidades para combater o consumo de entorpecentes.

Imagem: UNICEF

UNICEF: 300 mil crianças refugiadas e migrantes viajaram desacompanhadas em 2015-2016

Em novo relatório, o Fundo das Nações para a Infância (UNICEF) aponta que o número global de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas atingiu um recorde, aumentando quase cinco vezes desde 2010.

Nos últimos dois anos, 200 mil crianças pediram refúgio, sozinhas, em 80 países. Segundo o UNICEF, no mesmo período, 100 mil menores desacompanhados foram presos na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Também no biênio 2015-2016, 170 mil adolescentes, meninos e meninas solicitaram asilo na Europa sem a companhia dos pais ou outros responsáveis.

Iniciativa do UNODC envolve comunidades locais, atuando em centros esportivos e escolas. Foto: UNODC

Agência da ONU reúne jovens em Brasília para discutir violência, criminalidade e uso de drogas

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) promoveu na segunda-feira (16) em Brasília o evento Diálogos da Juventude, que reuniu crianças e adolescentes de 11 a 17 anos em Brasília (DF) para compartilhar opiniões e experiências pessoais com relação a violência, criminalidade e drogas.

A atividade faz parte do programa “Vamos Nessa” (Line Up, Live Up, na versão em inglês), iniciativa global do UNODC para a prevenção da violência e da criminalidade entre jovens por meio da prática esportiva.

Parada do Orgulho Gay de São Francisco, em 2014. Foto: Flickr (CC)/Quinn Dombrowski

Países têm obrigação de combater transfobia, dizem relatores da ONU

Em comunicado divulgado na véspera do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, lembrado nesta quarta-feira (17), relatores independentes da ONU cobraram dos Estados-membros políticas que protejam os direitos das crianças trans. Para os especialistas, países devem implementar medidas pelo respeito à diversidade, como legislações contra a LGBTIfobia e a criação de programas educativos sobre orientação sexual e identidade de gênero.