A pandemia da COVID-19 está causando enorme sofrimento humano e devastação econômica em todo o mundo. E, para muitas mulheres e meninas, a maior ameaça está justamente naquele que deveria ser o mais seguro dos lugares: as suas próprias casas. Confira o alerta do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre o aumento expressivo da violência doméstica em todo o mundo em meio à pandemia.

VÍDEO: Chefe da ONU alerta para aumento da violência contra mulheres em meio à pandemia

A pandemia da COVID-19 está causando enorme sofrimento humano e devastação econômica em todo o mundo. E, para muitas mulheres e meninas, a maior ameaça está justamente naquele que deveria ser o mais seguro dos lugares: as suas próprias casas.

Confira o alerta do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sobre o aumento expressivo da violência doméstica em todo o mundo em meio à pandemia.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, realiza coletiva de imprensa virtual sobre o impacto de seu apelo por um cessar-fogo global durante a pandemia de COVID-19. Foto: ONU/Loey Felipe

Chefe da ONU pede mais esforços diplomáticos para atingir cessar-fogo em meio à pandemia

Há dez dias, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um cessar-fogo global imediato para que pessoas em regiões devastadas por guerras recebam ajuda para combater a pandemia do novo coronavírus.

Segundo Guterres, o apelo foi endossado até agora por 70 Estados-membros, parceiros regionais, atores não estatais e outros.

Mas ele reconheceu as “enormes dificuldades” na implementação de uma trégua para deter conflitos que se deterioram há anos, nos quais “a desconfiança é profunda”.

UNAIDS elogia decisão de Portugal de conceder residência temporária a migrantes

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) elogiou a decisão tomada pelo governo português de conceder direitos de residência temporária a todos os migrantes e solicitantes de refúgio que solicitaram residência no país antes de 18 de março de 2020, quando foi anunciado o estado de emergência da COVID-19.

Esses direitos darão aos migrantes e solicitantes de refúgio acesso a benefícios sociais e de saúde, incluindo acesso ao serviço nacional de saúde, contas bancárias e contratos de trabalho e aluguel, até pelo menos 1 de julho de 2020.

ONU-HABITAT lista 5 ações que promovem cidades mais inclusivas e seguras para mulheres

Diante da urgência de alcançar a igualdade de gênero, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) listou iniciativas implementadas pela organização e parceiros com o objetivo de transformar a realidade das mulheres nas cidades brasileiras.

Os projetos são realizados em Rio de Janeiro, Alagoas, Pernambuco, Piauí e Minas Gerais, envolvendo temas de inclusão social, moradia adequada e uso misto do solo, resiliência urbana, espaços públicos e mobilidade urbana.

COVID-19: Sanções econômicas devem ser retiradas para evitar crises de fome, diz especialista da ONU

Uma especialista em direitos humanos da ONU pediu o fim imediato de sanções internacionais para evitar crises de fome nos países atingidos pela pandemia de COVID-19.

“A imposição contínua de sanções econômicas prejudiciais a Síria, Venezuela, Irã, Cuba e, em menor grau, ao Zimbábue, para citar os casos mais importantes, prejudica severamente o direito fundamental dos cidadãos comuns a alimentos suficientes e adequados”, disse Hilal Elver, relatora especial da ONU para o direito à alimentação.

Funcionário do ACNUR constrói enfermaria ao lado do hospital Erasmo Meoz, em Cúcuta, na Colômbia, como parte da intensificação da resposta à COVID-19. O local tem capacidade de atender 72 pacientes. Foto: ACNUR

COVID-19 e o fluxo venezuelano: necessidades de refugiados e migrantes aumentam e medidas de ajuda são essenciais

Com a pandemia de coronavírus testando os sistemas de saúde em todo o mundo, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estão chamando a atenção para os desafios que os refugiados e migrantes da Venezuela enfrentam.

“Pedimos à comunidade internacional que aumentem seu apoio a programas humanitários, de proteção e integração, dos quais a vida e o bem-estar de milhões de pessoas dependem, incluindo das comunidades que os acolhem”, afirmou Eduardo Stein, representante especial conjunto ACNUR-OIM para refugiados e migrantes da Venezuela.

Mariam Walate Intanere, de 25 anos, fugiu do Mali para o Níger com seu tio e quatro filhos. Ela e sua família receberão uma das 1 mil casas em Ouallam que estão sendo construída para refugiados e seus anfitriões. Foto: ACNUR/Sylvain Cherkaoui

Direitos e saúde de refugiados e migrantes devem ser protegidos em meio à pandemia

Diante da crise de COVID-19, todos somos vulneráveis. O vírus mostrou que não discrimina – mas muitos refugiados, deslocados à força, apátridas e migrantes estão em maior risco.

O alerta foi feito em comunicado conjunto publicado na terça-feira (31) por Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

ONU lança plano para ‘derrotar o vírus e construir um mundo melhor’

Para combater as devastadoras dimensões socioeconômicas da crise da COVID-19, o chefe da ONU se concentrou nos mais vulneráveis, elaborando políticas que, entre outras coisas, apoiam o fornecimento de seguro de saúde e desemprego e proteções sociais, além de fortalecer as empresas para evitar falências e perdas de empregos.

O alívio de dívidas soberanas também deve ser uma prioridade, disse António Guterres, observando que a ONU está “totalmente mobilizada” e está estabelecendo um novo Fundo Fiduciário para a Resposta e Recuperação frente à COVID-19, formado por múltiplos parceiros, para responder à emergência e promover a recuperação após o choque socioeconômico.

“Quando superarmos esta crise, o que acontecerá, teremos uma escolha”, disse. “Podemos voltar ao mundo como era antes ou lidar de maneira decisiva com os problemas que nos tornam desnecessariamente vulneráveis ​​a crises.”

Julienne Lusenge, diretora-executiva do Fundo para Mulheres Congolesas, uma donatária do Fundo Fiduciário da ONU, lidera workshop antes da pandemia na República Democrática do Congo. Foto: Jonathan Torgovnik

COVID-19: Fundo da ONU apoia mulheres em risco de violência na Índia e na RDC

Diante da atual pandemia de COVID-19, o Fundo Fiduciário da ONU para Acabar com a Violência contra as Mulheres (UNTF, na sigla em inglês) e as instituições donatárias reconhecem as dimensões de gênero dos impactos do novo coronavírus no mundo.

Isso inclui aumento do risco de violência doméstica e diminuição da capacidade das pessoas prestadoras de serviços de responder a casos de violência. Leia o relato da ONU Mulheres.

A recomendação do órgão da ONU para reduzir a propagação da COVID-19 em prisões incluem reduzir a população carcerária por meio de esquemas de libertação antecipada, provisória ou temporária de infratores de baixo risco. Foto: Pixabay

Órgão de prevenção à tortura recomenda ações para proteger pessoas privadas de liberdade

O Subcomitê das Nações Unidas para Prevenção da Tortura (SPT) publicou nesta segunda-feira (30) recomendações detalhadas sobre uma série de ações que governos e órgãos independentes de monitoramento devem adotar para proteger as pessoas privadas de liberdade durante a pandemia de COVID-19.

O documento cita medidas a serem tomadas pelas autoridades em todos os locais de privação de liberdade, incluindo prisões, centros de detenção de imigrantes, campos de refugiados fechados e hospitais psiquiátricos, a fim de mitigar os riscos à saúde criados pelo novo coronavírus.

Entre as ações realizadas pela OIM em Roraima estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio com profissionais de saúde e doação de equipamentos para a rede pública de saúde. Foto: OIM

OIM apoia venezuelanos e comunidade de acolhida com ações frente à COVID-19

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o financiamento do governo do Japão, está promovendo ações de saúde em Roraima, apoiando a Operação Acolhida, resposta humanitária do governo federal em parceria com agências da ONU e sociedade civil.

Entre as ações realizadas estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio a profissionais de saúde e a doação de equipamentos para a rede pública de saúde de Roraima, assim como o compartilhamento e produção de conteúdo informativo e preventivo sobre o coronavírus.

Secretário-geral da ONU foi um dos participantes da cúpula virtual do G20 sobre a pandemia de COVID-19. Foto: ONU

Uma economia global sustentável precisa surgir após pandemia, diz chefe da ONU ao G20

Os líderes mundiais reunidos na cúpula virtual do G20, realizada na quinta-feira (26), comprometeram-se a injetar mais de 5 trilhões de dólares na economia global para combater os impactos da pandemia de COVID-19.

Eles também expandirão a capacidade industrial para atender à enorme e crescente demanda por suprimentos médicos, que serão disponibilizados a um preço acessível e no menor tempo possível, segundo compromisso das principais potências econômicas do mundo.

OIM participa de resposta humanitária global diante do novo coronavírus

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) uniu-se na quarta-feira (25) à comunidade humanitária e da saúde para lançar o Plano Global de Resposta Humanitária (HRP) interinstitucional COVID-19.

“A COVID-19 está tendo um impacto sem precedentes na saúde, economia e bem-estar das pessoas em todo o mundo”, disse o diretor-geral da OIM, António Vitorino.

“Não devemos esquecer o impacto devastador que esta doença terá nas dezenas de milhões de pessoas que já vivem em terríveis situações humanitárias.”

No abrigo de Pintolândia, em Boa Vista, funcionários do ACNUR compartilham, em warao, informações de prevenção à COVID-19. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

ACNUR busca US$255 milhões para responder ao surto de COVID-19

A pandemia de coronavírus acelera, matando milhares de pessoas todos os dias. A população mais vulnerável a este surto inclui 70 milhões de crianças, mulheres e homens a deslocados à força por guerras e perseguições.

Entre eles, estão cerca de 25,9 milhões de refugiados, dos quais mais de três quartos vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia. Com sistemas de saúde fracos, alguns desses países já estão enfrentando crises humanitárias.

Sessões informativas em abrigos e assentamentos informais fazem parte da estratégia de contenção à COVID-19 entre a população refugiada, migrante e brasileira. Foto: ACNUR/Paulo Lugoboni

COVID-19: ACNUR e parceiros apoiam refugiados e comunidades de acolhida na emergência

As ações de prevenção e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus que estão sendo adotadas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil estão beneficiando pessoas refugiadas e as comunidades que as acolhem, evitando a transmissão da COVID-19 nestas populações.

Entre as atividades estão o compartilhamento de informações sobre como se prevenir contra a COVID 19, a distribuição de kits de higiene e limpeza para grupos mais vulneráveis e o fortalecimento da capacidade de atendimento em saúde à população.

Parceria entre UNICEF e MPT visa superar todas as formas de violência contra crianças e adolescentes na região. Foto: Mélanie Layet/UNICEF

UNICEF: 7 municípios de SP aderem a iniciativa de proteção de crianças e adolescentes contra violência

Os municípios de Cananeia, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá e Praia Grande, do litoral da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (SP), acabam de aderir ao projeto “Protegendo as crianças e os adolescentes do Litoral Sul de São Paulo”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O projeto desenvolverá diferentes ações integradas a fim de prevenir e enfrentar todas as formas de violência contra crianças e adolescentes na região.

Foto: ONU/Martine Perret

ONU divulga recomendação do CNJ sobre prevenção do coronavírus em prisões

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está divulgando internacionalmente as recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para prevenir a propagação do novo coronavírus no sistema de justiça penal e socioeducativo brasileiro.

A recomendação traz orientações ao Judiciário em cinco pontos principais: redução do fluxo de ingresso no sistema prisional e socioeducativo; medidas de prevenção na realização de audiências judiciais nos fóruns; suspensão excepcional da audiência de custódia, mantida a análise de todas as prisões em flagrante realizadas; entre outros pontos.

Combate ao racismo passa pela luta por propriedade, diz ativista brasileiro

Há 20 anos, o ativista brasileiro Damião Braga, 53, luta pelo direito dos afrodescendentes à propriedade de terras e imóveis na cidade do Rio de Janeiro.

Na ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, cujo foco deste ano é o combate ao racismo e à discriminação, Braga concedeu entrevista às Nações Unidas.

“Para nós, a titulação dos territórios quilombolas é uma forma de reparação, frente a tudo aquilo que foi a escravidão”, disse Braga. “O território não foi titulado justamente em função desse racismo estrutural”.

Funcionário do ACNUR inspeciona e embala itens de ajuda, incluindo sabão, toalhas de papel descartáveis e termômetros, para distribuir aos assentamentos de refugiados no Irã como parte da resposta à COVID-19. Foto: ACNUR/Farha Bhoyroo

COVID-19: Agência da ONU para Refugiados envia 4 toneladas de ajuda humanitária ao Irã

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) transportou na segunda-feira (23) cerca de 4,4 toneladas de itens essenciais de ajuda médica, incluindo suprimentos para apoiar a resposta à COVID-19 no Irã. Foram entregues máscaras, luvas e medicamentos essenciais para ajudar a resolver a crítica escassez no sistema de saúde do país.

Globalmente, o ACNUR está buscando urgentemente 33 milhões de dólares para aumentar as atividades de preparação, prevenção e resposta para atender às necessidades imediatas de saúde pública de refugiados e comunidades anfitriãs, motivadas pela disseminação da COVID-19 em todo o mundo.

Foto: UNICEF/Frank Dejongh

COVID-19: Crianças enfrentam risco maior de abuso e negligência em meio a medidas de contenção

Centenas de milhões de crianças em todo o mundo provavelmente enfrentarão ameaças crescentes a sua segurança e a seu bem-estar – incluindo maus-tratos, violência de gênero, exploração, exclusão social e separação de cuidadores – por causa de ações tomadas para conter a propagação da pandemia de COVID-19.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está pedindo aos governos que garantam a segurança e o bem-estar das crianças em meio à intensificação das consequências socioeconômicas da doença.

As irmãs gêmeas Emeline e Eveline lavam as mãos em uma estação pública instalada como medida preventiva contra o coronavírus no Nyabugogo Bus Park, em Ruanda. Foto: Ritzau Scanpix

ACNUR: fechamento de fronteiras dos países não pode bloquear direito de solicitar refúgio

Em comunicado publicado na quinta-feira (19), o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, lembra que, diante da disseminação do novo coronavírus, muitos países têm adotado, com razão, medidas excepcionais de limitação de viagens aéreas e dos movimentos transfronteiriços.

No entanto, ele alerta para os efeitos dessas medidas sobre as pessoas que precisam de proteção. “Guerras e perseguições não pararam – e hoje, em todo o mundo, as pessoas continuam fugindo de suas casas em busca de segurança. Estou cada vez mais preocupado com as medidas adotadas por alguns países que poderiam bloquear totalmente o direito de solicitar refúgio.”

Naleen, refugiada síria de 15 anos, e seu tanbur. Foto: ACNUR/Firas Al-Khateeb

Refugiada síria reflete sobre impactos da guerra por meio da música

Com graça e confiança, a síria Naleen, de 15 anos, dedilha seu tanbur, um instrumento tradicional de cordas que parece uma extensão de seu corpo. Por meio da música, ela conta sua história para o mundo.

Para Naleen, a arte reflete a realidade: seu tanbur foi uma das únicas coisas que foi capaz de levar consigo quando fugiu da Síria há menos de seis meses.

Hoje, ela mora com a mãe no campo de refugiados de Bardarash, no Iraque. A música a mantém conectada com a vida que ela foi forçada a deixar para trás. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Agências da ONU recebem famílias de refugiados reassentados no Rio Grande do Sul. Foto: ASAV/Matheus Kiesling

Agências da ONU anunciam suspensão temporária de viagens para reassentamento de refugiados

Diante da pandemia de COVID-19, Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estão tomando medidas para suspender as viagens para o reassentamento de refugiados. Esta é uma medida temporária, a ser aplicada apenas até quando for necessário.

Lembrando que o reassentamento é uma medida que salva vidas, ACNUR e OIM convocam os Estados a trabalhar em estreita colaboração com as Nações Unidas para garantir que as transferências possam continuar nos casos urgentes mais graves, quando possível.

Para ajudar sua família, a síria Naamat, de 11 anos, assumiu responsabilidades que vão muito além de sua pouca idade. Foto: ACNUR

O peso de nove anos de conflito sobre os ombros de uma criança síria

O mês de março marca o início do conflito na Síria, que este ano completou nove anos. Durante todos esses anos, milhões de sírios viram suas casas destruídas, perderam seus parentes, se separaram de suas famílias e tiveram suas vidas adiadas.

A guerra obrigou Naamat, uma refugiada de apenas 11 anos que hoje vive na Jordânia, a assumir responsabilidades muito além de sua pouca idade. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

ONU Mulheres recomenda que igualdade de gênero seja incluída na resposta à pandemia

Trabalhadoras do setor de saúde, trabalhadoras domésticas, mulheres na economia informal, refugiadas, migrantes e em situação de violência são algumas das mulheres mais expostas à COVID-19 e precisam ser envolvidas em todas as fases da resposta e na tomada de decisão local e nacional.

De acordo com o escritório regional da ONU Mulheres, a redução da atividade econômica afeta, em primeira instância, trabalhadoras informais que perdem seus meios de sustento de vida quase imediatamente, sem nenhuma rede ou possibilidade de substituir a renda diária.

Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. Foto: Johney Lindoso Tavares

Governadores da Amazônia Legal assinam pacto pela proteção de crianças e adolescentes

Governadores da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e Maranhão) assinaram na semana passada (12) em Belém (PA) um pacto proposto pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para garantir os direitos de crianças e adolescentes.

A Agenda propõe cinco compromissos relacionados aos temas de saúde, educação, proteção, participação de adolescentes e questão migratória e seus impactos na região.

O gerenciamento correto de resíduo biomédico e de serviços hospitalares requer identificação, coleta, separação, armazenamento, transporte, tratamento e descarte apropriados. Foto: pixabay/leo2014

Países não devem abusar de medidas emergenciais que possam violar direitos humanos

Especialistas em direitos humanos da ONU pediram na segunda-feira (16) aos Estados que evitem o excesso de medidas de segurança em sua resposta à pandemia de coronavírus, e lembraram que os poderes de emergência não devem ser usados ​​para conter dissidência política.

“Declarações de emergência baseadas no surto de COVID-19 não devem ser usadas como base para atingir grupos, minorias ou indivíduos específicos. Não deve servir de cobertura para ações repressivas sob o pretexto de proteger a saúde, nem deve ser usado para silenciar o trabalho dos defensores dos direitos humanos.”

#ParaCadaCriança, todos os direitos | UNICEF

VÍDEO: Vozes de crianças e adolescentes devem ser ouvidas e seus direitos protegidos

Crianças, adolescentes e jovens de todo o mundo têm exigido seus direitos.

Embora cada contexto seja único, os jovens estão pedindo ação em relação à crise climática, pelo fim da corrupção e da desigualdade, por uma melhor educação e oportunidades de emprego – e por um mundo mais justo para todas e todos, em qualquer lugar.

Em apelo aos governos de todo o mundo, a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, lembrou que vozes de crianças e adolescentes devem ser ouvidas e seus direitos protegidos, inclusive onde houver agitação civil ou conflito armado.

Criança caminha na neve em um assentamento informal recentemente estabelecido que continua a receber famílias deslocadas do sul de Idlib e das províncias rurais de Alepo, no noroeste da Síria. Foto: UNICEF/Baker Kasem

Síria: 5 milhões de crianças nasceram durante a guerra; 1 milhão nasceram como refugiadas em países vizinhos

Cerca de 4,8 milhões de crianças nasceram na Síria desde o início do conflito, nove anos atrás. Outras 1 milhão nasceram como refugiadas nos países vizinhos. Elas continuam a enfrentar as consequências devastadoras de uma guerra brutal, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no domingo (15).

“A guerra na Síria tem mais um marco vergonhoso hoje”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, que esteve na Síria na semana passada. “Quando o conflito entra no seu décimo ano, milhões de crianças estão entrando na segunda década de vida, cercadas por guerra, violência, morte e deslocamento. A necessidade de paz nunca foi tão urgente”.

Jovens da ilha caribenha de Dominica. Foto: UNDPLAC

Racismo e xenofobia também são ‘assassinos contagiosos’, diz Bachelet

O surto de coronavírus pode ter forçado milhões ao redor do mundo a se “distanciar socialmente”, mantendo um metro de distância para impedir a propagação, mas isso não impedirá as pessoas de se unirem contra o racismo, declarou em Genebra nesta sexta-feira (13) a alta-comissária da ONU para os direitos humanos.

Michelle Bachelet dirigia-se ao Conselho de Direitos Humanos, cujos membros reuniram-se para para debater o progresso desde o lançamento da Década Internacional de Afrodescendentes, em 2014.

“Como a COVID-19, o racismo e a xenofobia são assassinos contagiosos”, disse ela. “No contexto atual, neste Conselho, precisamos nos unir e trabalhar pelo bem comum, mantendo distâncias físicas entre nós. Mas nossa convicção e nossa determinação em promover os direitos humanos são tão fortes quanto sempre foram.”

A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. Foto: Flickr/ ilouque (CC)

Guia orientará órgãos públicos interessados em contratar migrantes para serviços terceirizados

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) assinaram em fevereiro (28) um acordo de cooperação para atividades e estudos em parceria. As duas organizações trabalharão em conjunto para melhor garantir os direitos dos migrantes e da comunidade brasileira em temas de suas esferas de atuação.

A primeira ação da parceria será a construção pela OIM de um guia com orientação para órgãos públicos que tenham interesse em incluir migrantes em seus quadros de serviço terceirizado. A demanda partiu de uma consulta formulada pelo TRF3 sobre boas práticas de diversidade no setor público.

Yenni com sua filha Branyelis, de sete dias, e seu filho Moises, de três anos, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Luxemburgo apoia projeto para empoderamento de mulheres venezuelanas em Roraima

Em crises humanitárias, as populações notadamente mais afetadas são de mulheres e crianças. O grau de vulnerabilidade dessas pessoas venezuelanas em Roraima é alto, pois elas acabam expostas a riscos maiores de violência.

Diante deste cenário, o Ministério da Cooperação de Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, que é implementado por ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no estado.

Um jovem refugiado lava as mãos em Mafraq, na Jordânia, onde um sistema de aquecimento movido a energia solar, instalado com o apoio da IKEA Foundation e da Practical Action, ajuda a fornecer água quente. Foto: ACNUR/Hannah Maule-ffinch

ARTIGO: Pandemia de coronavírus é um teste de nossos sistemas, valores e humanidade

Em artigo publicado na imprensa internacional, a alta-comissária da ONU para direitos humanos, Michelle Bachelet, e o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, afirmam que a doença provocada pelo novo coronavírus, a Covid-19, é um teste não apenas de nossos sistemas e mecanismos de assistência médica para responder a doenças infecciosas, mas também de nossa capacidade de trabalharmos juntos como uma comunidade de nações diante de um desafio comum.

“É um teste da cobertura dos benefícios de décadas de progresso social e econômico em relação aqueles que vivem à margem de nossas sociedades, mais distantes das alavancas do poder.” Leia o artigo completo.

Mãe segura seus dois filhos em Alepo, na Síria, cidade destruída pela guerra. Foto: UNICEF

Síria: Guterres pede fim da ‘carnificina’ e das violações do direito internacional

Agências da ONU enfatizaram seu compromisso de continuar apoiando civis afetados pela guerra na Síria, que neste mês entra em seu décimo ano. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou nesta quinta-feira (12) que “não podemos permitir que o décimo ano resulte na mesma carnificina, na mesma violação de direitos humanos e do direito internacional humanitário”.

“O conflito na Síria está entrando no seu décimo ano. Uma década de confrontos não trouxe nada além de ruína e miséria. E os civis estão pagando o preço mais alto. Não há solução militar. Agora é a hora de dar à diplomacia a chance de trabalhar.”

Crianças indígenas waraos brincam no Súper Panas apoiado pelo UNICEF no abrigo Janakoida, em Pacaraima, Roraima, perto da fronteira com a Venezuela. Crédito: UNICEF/Hiller.

Espaço de proteção a crianças e adolescentes venezuelanos é inaugurado em Manaus

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a organização não governamental Aldeias Infantis SOS inauguram nesta quarta-feira (11) o espaço “Súper Panas” no abrigo Alfredo Nascimento, em Manaus (AM).

O Súper Panas — que significa “super amigos” em espanhol — é uma estratégia de educação e proteção do UNICEF que visa desenvolver atividades de educação, prevenção, proteção e de resposta a vulnerabilidades, violências, abuso e exploração de crianças e adolescentes.

Vídeos protagonizados pela Turma da Mônica discutem as relações entre homens e mulheres desde a infância. Foto: Reprodução

Vídeos da Turma da Mônica ajudam a prevenir violência contra mulheres e meninas

Mesmo para os temas mais delicados, há formas variadas (e criativas) de chamar a atenção e promover o debate. Cientes disso, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) elegeram como um dos focos de sua parceria a prevenção da violência contra mulheres e meninas.

Entre as atividades promovidas, estão ações como um curso a distância voltado para as forças de segurança sobre o enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres; assim como vídeos protagonizados pela Turma da Mônica, que discutem as relações entre homens e mulheres desde a infância. Assista aos vídeos.