Médico mede o braço de menino iemenita de 12 anos que sofre de desnutrição, num centro de tratamento em Sanaa. Foto: UNICEF/Huwais

Iêmen: ONU elogia diálogo para redistribuir tropas em polo de recursos humanitários

O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Martin Griffiths, afirmou nesta semana (19) que “progresso significativo” está sendo feito para implementar o acordo de redistribuição de tropas na cidade portuária de Hodeida, a principal porta de entrada da assistência humanitária no país. Em dezembro, o governo iemenita e lideranças houthis, atualmente em conflito, concordaram com um cessar-fogo na região.

Onze venezuelanos foram interiorizados para Montes Claros, no norte do estado de MG, inclusive o pequeno Dylan, de apenas 1 mês. Foto: Exército/Comunicação Social 12 de Guerra

Interiorização chega a MG; rede se mobiliza para acolhida de refugiados venezuelanos

A interiorização de venezuelanos chegou a Minas Gerais no último fim de semana. Na sexta-feira (15), desembarcaram no estado 37 dos 226 venezuelanos que participaram da estratégia do governo federal apoiada por agências da ONU no Brasil e por organizações da sociedade civil.

O trabalho de acolhimento foi articulado pela rede Acolhe Minas, liderada pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com apoio da Arquidiocese de Belo Horizonte, da Paróquia da Igreja da Boa Viagem e do Exército Brasileiro, entre outros atores.

Porta-voz do escritório da ONU para os direitos humanos, Rupert Colville. Foto: ONU

ONU condena ataques contra forças de segurança indianas na Caxemira

A chefe de direitos humanos das Nações Unidas condenou fortemente nesta terça-feira (19) o ataque suicida contra forças de segurança indianas no distrito de Pulwama, na Caxemira, na semana passada, e pediu às autoridades que levem os responsáveis à Justiça.

“Esperamos que uma escalada das tensões entre as duas potências nucleares vizinhas não adicione mais insegurança à região”, disse o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Crianças refugiadas sírias olham paisagem de sua nova residência na cidade de Gänserndorf, na Áustria. Elas fazem parte de um programa de reassentamento para refugiados sírios em cooperação com o ACNUR. Foto: ACNUR

Menos de 5% dos refugiados que buscam reassentamento foram atendidos em 2018

Novos dados divulgados pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mostraram que, apesar dos níveis recorde de deslocamento forçado no mundo, apenas 4,7% dos refugiados que buscam reassentamento foram atendidos em 2018.

Os dados sobre os reassentamentos facilitados pelo ACNUR foram divulgados neste mês e mostram que dos 1,2 milhão de refugiados que necessitavam de reassentamento no ano passado, apenas 55.692 realmente conseguiram.

O maior número de saída de pessoas para reassentamentos facilitados pelo ACNUR foram dos principais países que acolhem refugiados no mundo: Líbano (9,8 mil), Turquia (9 mil), Jordânia (5,1 mil) e Uganda (4 mil).

Crianças estão particularmente vulneráveis em Rukban, na Síria. Foto: OCHA

ONU alcança 40 mil pessoas em maior entrega de ajuda humanitária na Síria

Na fronteira sul da Síria, o maior comboio humanitário da ONU a operar dentro do país distribuiu com sucesso ajuda para 40 mil pessoas, anunciou na sexta-feira passada (15) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Em Rukban, região que recebeu a assistência, pelo menos oito crianças morreram recentemente por causa do inverno rigoroso e da falta de serviços médicos. No local, algumas mulheres estavam se prostituindo para sobreviver.

Palestina vende azeitonas e outros alimentos em Jerusalém em novembro de 2018. Foto: ONU/Reem Abaza

Guterres reitera defesa à solução de dois Estados para conflito Israel-Palestina

Uma solução pacífica e justa para o conflito entre Israel e Palestina só pode ser alcançada por meio de dois Estados “vivendo lado a lado em paz e segurança”, reiterou na sexta-feira (15) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Em discurso ao Comitê das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, criado pela Assembleia Geral da ONU em 1975, Guterres afirmou que “com base em resoluções relevantes da ONU, princípios de longa data, acordos prévios e lei internacionais”, Jerusalém deve ser a capital de ambos os Estados.

Equipes de resgate da Defesa Civil trabalham em escombros após bombardeios na província síria de Idlib. Foto: Civil Defense Idlib

Síria: Bachelet manifesta preocupação com aumento de mortes de civis em Idlib

Os intensos bombardeios na região síria de Idlib por forças do governo e aliados, junto a uma série de ataques de atores não estatais, provocaram várias mortes de civis e deixaram cerca de 1 milhão de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. O alerta foi feito nesta terça-feira (19) pela chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet.

“Um grande número de civis, incluindo centenas de milhares de pessoas deslocadas, em Idlib e no norte de Aleppo, está vivendo uma existência intolerável, disse Bachelet. “Elas estão presas entre o agravamento de hostilidades e bombardeios de um lado, e, do outro, são forçadas a viver sob o regime extremista do Hay’at Tahrir Al-Sham e outros combatentes extremistas que frequentemente realizam assassinatos, sequestros e detenções arbitrárias”.

Crianças deslocadas internamente em Bangui, na República Centro-Africana. Foto: ONU/Evan Schneider

UNICEF lista passos concretos para garantir proteção de crianças na República Centro-Africana

Elogiando o recente acordo de paz assinado por 15 partes conflitantes na República Centro-Africana (RCA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) destacou na segunda-feira (18) que “agora é hora para ação” e listou passos concretos que grupos armados, autoridades judiciais e governo podem dar para que o futuro de milhões de crianças seja protegido.

“O acordo de paz assinado pelo governo da República Centro-Africana e outras partes do conflito é um passo bem-vindo em direção à paz duradoura e à esperança de um futuro melhor para as crianças do país”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, em comunicado.

Conversas de paz começaram em 24 de janeiro deste ano e um acordo foi alcançado dez dias depois sob mediação da Iniciativa Africana para Paz e Reconciliação na RCA, liderada pela União Africana, com apoio da ONU. O acordo foi formalmente assinado em 6 de fevereiro.

Café da manhã gratuito em paróquia de Pacaraima, município de Roraima na fronteira com a Venezuela, que recebe centenas de migrantes. Foto: UNICEF/João Laet

Agências da ONU visitam Pará para verificar acolhimento de migrantes venezuelanos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam de 18 a 22 de fevereiro missão conjunta para conhecer a resposta dada pelos municípios de Belém e Santarém (PA) ao acolhimento de migrantes venezuelanos, em sua maioria indígenas da etnia warao.

A agenda da missão será composta de reuniões com equipes municipais e estaduais de Assistência Social, Saúde e Educação, de visitas aos espaços de acolhimento, além de realização de oficinas focadas em abrigamento e proteção.

O objetivo é fazer um diagnóstico de campo e elaborar um Plano de Ação por meio do fortalecimento e da articulação da rede local com os atores envolvidos na resposta aos fluxos migratórios.

A cada ano, mais de 2,7 mil toneladas de ouro são mineradas no mundo. Vinte por cento desse total — mais de 500 toneladas anuais — são produzidos pela mineração artesanal de pequena escala. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lança programa de combate aos efeitos tóxicos da mineração de pequena escala

Ação urgente é necessária para proteger milhões de homens, mulheres e crianças expostos a níveis tóxicos de mercúrio na produção de ouro todos os anos no mundo, de acordo com os apoiadores de um novo programa de 180 milhões de dólares destinado a reformar a mineração artesanal e de pequena escala (ASGM, na sigla em inglês).

Abrangendo oito países, o programa de cinco anos é uma parceria entre Fundo Mundial para o Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ONU Meio Ambiente, Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), Conservação Internacional e governos de Burkina Faso, Colômbia, Guiana, Indonésia, Quênia, Mongólia, Filipinas e Peru.

Neste mês, o cordelista Tião Simpatia (de camisa branca, no centro) iniciou mais uma etapa do projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas escolas da rede estadual de ensino do Ceará. Foto: Tião Simpatia Blog Oficial

Poeta cearense transforma Carta da ONU em cordel

Apesar de o Artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos prever que “todo ser humano tem direito à educação”, o cordelista cearense Tião Simpatia teve este direito negado. Analfabeto até os 15 anos, não conseguiu estudar porque não havia escola perto de sua casa, na zona rural da cidade de Granja (CE). Hoje, ele conscientiza jovens por meio da literatura de cordel.

Após visitar dezenas de escolas no Ceará para mostrar o Cordel da Lei Maria da Penha, Tião lançou no fim de 2018 o Cordel da Carta das Nações Unidas, inspirado no tratado que fundou a Organização, em 1945. Segundo o poeta popular, o objetivo é popularizar e facilitar a compreensão do texto da Carta. Leia a entrevista completa.

Criança em campo de Al Rebat, onde cerca de 60 famílias deslocadas estão vivendo após fugir de zonas de conflito em Taiz e Hodeida, no Iêmen. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: 80% da população precisa de assistência e proteção humanitária

As Nações Unidas alertaram na quinta-feira (14) que uma estimativa de 24 milhões de pessoas – perto de 80% da população – precisam de assistência e proteção no Iêmen. Conforme a fome ameaça centenas de milhares de vidas, a ajuda humanitária se torna cada vez mais a única forma de sobrevivência para milhões no país.

Dados da agência da ONU mostram que um total de 17,8 milhões de pessoas não têm acesso a água segura e saneamento e que 19,7 milhões não têm acesso adequado à saúde. Condições sanitárias ruins e doenças transmitidas por água, incluindo cólera, deixaram centenas de milhares de pessoas doentes no ano passado.

Famílias venezuelanas participam de mais uma etapa de interiorização em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Interiorização de venezuelanos ultrapassa 4,7 mil pessoas beneficiadas

Um total de 226 venezuelanos abrigados em Boa Vista (RR) serão interiorizados para oito cidades brasileiras nesta sexta-feira (15) e sábado (16). Eles serão acolhidos por 11 abrigos dirigidos por seis instituições da sociedade civil localizados em Porto Alegre (RS), Caxias do Sul (RS), Goioerê (PR), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Guarulhos (SP) e Belo Horizonte (MG). Este será o 40º voo da Força Aérea Brasileira (FAB) na 24ª etapa do processo de interiorização.

Ao todo, 4.564 pessoas já foram transferidas de Roraima para 17 estados brasileiros, por meio da estratégia de interiorização, um dos pilares da Operação Acolhida – lançada em fevereiro do ano passado pelo governo federal para coordenar a ajuda humanitária aos solicitantes de refúgio e migrantes oriundos da Venezuela. A Operação Acolhida reúne as Forças Armadas, ministérios da Esplanada, agências do Sistema ONU no Brasil e entidades da sociedade civil organizada.

Do Sistema ONU, estão diretamente envolvidas a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou workshop em Brasília (DF) para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar documento de recomendações. Foto: OIM

OIM realiza workshop para discutir combate à escravidão moderna no Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na quinta-feira (14), em Brasília (DF), workshop para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar recomendações para fortalecer políticas públicas relacionadas ao tema. Na semana anterior (7), um workshop semelhante foi realizado em São Paulo (SP).

A escravidão moderna é um problema invisível que afeta a vida e a liberdade de milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com Fundação Walk Free, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e OIM, cerca de 40,3 milhões de homens, mulheres, meninos e meninas foram vítimas da escravidão moderna no mundo em 2016, dos quais 1,9 milhão estão nas Américas.

O iraquiano Ali, que ficou cinco horas soterrado sob os escombros de sua casa após ataque do Estado Islâmico, retornou recentemente com sua família ao oeste de Mossul. Foto: OIM Iraque/Sarah Ali Abed

Iraque: impasse político e crise humanitária prejudicam estabilização, diz representante da ONU

Apesar de alguns acontecimentos positivos após anos de conflito brutal, o Iraque está sendo afetado por um impasse político e uma contínua crise humanitária que estão prejudicando a estabilização, disse a chefe da missão de assistência da ONU no país (UNAMI), Jeanine Hennis-Plasschaert, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na quarta-feira (13).

A representante especial iniciou seu primeiro briefing ao Conselho explicando que apesar de um novo primeiro-ministro ter sido nomeado, o governo iraquiano permanece incompleto devido a “fortes desentendimentos entre partidos políticos”, com quatro posições de alto escalão ainda vagas, incluindo as pastas de Interior, Defesa e Justiça.

Brasil é um dos países que registram mais agressões contra pessoas LGBTI

O 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, tem como objetivo dar visibilidade à população trans, que inclui travestis, mulheres transexuais e homens trans. Essa visibilidade se faz necessária principalmente porque o Brasil é um dos países que mais agridem pessoas LGBTI, sobretudo travestis e transexuais.

Nesse contexto, um desafio se levanta: como garantir a sobrevivência dessa população? Como tornar a sociedade mais inclusiva e plural, garantindo o cumprimento de direitos e adotando políticas que reconheçam o outro em sua cidadania, especialmente em relação ao atendimento na rede de saúde pública? Leia mais na reportagem especial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Vista de bandeiras na sede da ONU em Genebra, na Suíça. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Chefe da ONU elogia acordo ‘histórico’ sobre nomenclatura da Macedônia do Norte

O acordo mediado pelas Nações Unidas entre Atenas e Escópia para reconhecer formalmente a “República da Macedônia do Norte” é um passo “histórico” que deve ser apoiado por Estados-membros regionais e internacionais, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Guterres elogiou os dois lados e os primeiros-ministros Alexis Tsipras, da Grécia, e Zoran Zaev, da Macedônia do Norte, “pela determinação em criar uma visão de futuro para relações entre os dois países e reconciliação na região dos Bálcãs e além.

Foto: UNFPA/Werbert da Cruz

ONU recebe inscrições para projeto Trans-Formação em Salvador e região metropolitana

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, lançou na quarta-feira (13) a primeira edição do projeto Trans-Formação em Salvador (BA) e região metropolitana do município. O objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans.

As inscrições podem ser feitas até 21 de fevereiro pelo público trans soteropolitano que queira participar do projeto ou ser consultor para sua implementação.

As duas primeiras edições do Trans-Formação ocorreram no Distrito Federal e entorno em 2017 e 2018 e formaram mais de 40 pessoas trans – entre travestis, mulheres e homens trans e pessoas não binárias – com idade entre 17 e 55 anos. A iniciativa promoveu oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social, acompanhadas em programas de mentoria.

Da esquerda para a direita, os refugiados sírios Taha, seu pai Samir e a irmã Wafika, no Cairo. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Reassentamento é a última esperança para irmãos sírios tetraplégicos

Com paralisia cerebral, os irmãos sírios Wafika e Taha precisam de cuidados médicos especializados, além de um local de moradia com acessibilidade. A família dos dois vivendo há seis anos no Egito, com poucos serviços adequados aos filhos.

A mãe Mayssa vê no reassentamento – a transferência para um terceiro país com capacidade para atender às suas necessidades – uma última esperança. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Yanghee Lee, relatora especial da ONU para a situação dos direitos humanos em Mianmar. Foto: ONU/Kim Haughton

Mianmar: relatora especial da ONU alerta para violência contra manifestantes de etnia Karenni

Uma relatora especial das Nações Unidas lamentou na terça-feira (12) a violenta resposta policial a protestos em Mianmar contra uma estátua do general Aung San, importante figura da independência do país.

“Este é mais um exemplo de marginalização dos direitos de minorias étnicas e do fracasso do governo em fazer verdadeiramente o que é necessário para unir o país e gerar paz e democracia”, disse Yanghee Lee, relatora especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar.

Pirataria no Golfo da Guiné preocupa autoridades regionais e internacionais. Foto: Eunavfor

Pirataria e crimes em alto-mar estão mais sofisticados, alerta agência da ONU

Crimes marítimos internacionais estão se tornando cada vez mais sofisticados, com grupos criminosos explorando impasses de jurisdição e desafios na aplicação da lei em alto-mar. A avaliação é do chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, que alertou o Conselho de Segurança neste mês (5) sobre os perigos da pirataria e outras atividades ilícitas para a vida de pessoas inocentes.

Condições de vida da população ucraniana que vive próximo a áreas de conflito têm se agravado. Foto: ACNUR/Anastasia Vlasova

Civis ‘continuam pagando preço mais alto’ de conflito na Ucrânia

Civis continuam “pagando o preço mais alto” do conflito em andamento na Ucrânia envolvendo rebeldes separatistas no leste do país, afirmou a vice-chefe humanitária das Nações Unidas ao Conselho de Segurança na terça-feira (12).

“Mais de 3.300 civis foram mortos e até 9 mil ficaram feridos desde que o conflito começou, em 2014”, disse Ursula Mueller, secretária-geral assistente das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, a membros do Conselho, acrescentando que até 1,5 milhão de pessoas foram deslocadas internamente.

Em 2019, disse Mueller, 3,5 milhões de pessoas precisarão de serviços de assistência humanitária e proteção, “muitas delas idosas, mulheres e crianças”.

Uma mulher com duas crianças caminha rumo a um posto de checagem ao sul de Mossul. Foto: UNICEF/Romenzi

ONU alerta para ameaça global do Estado Islâmico mesmo após derrotas no Iraque e Síria

O Escritório de Contraterrorismo da ONU afirmou na segunda-feira (11) que a célula central do grupo Estado Islâmico, localizada em regiões fronteiriças da Síria e Iraque, continua a influenciar articulações dos extremistas em outras partes do mundo, mesmo com as perdas territoriais e materiais nesses dois países do Oriente Médio.

“Apesar das atividades mais escondidas ou implantadas localmente das células do ISIL, a sua liderança central retém uma influência e mantém o intento de gerar ataques internacionalmente direcionados e, portanto, ainda desempenhar um papel importante em avançar os objetivos do grupo”, explicou o chefe do escritório antiterror da ONU, Vladimir Voronkov.

Caminhões no posto fronteiriço entre Chungara e Tambo Quemado, entre Chile e Bolívia. Foto: Wikimedia Commons/ Roman Bonnefoy (CC)

ONU e Bolívia inauguram em La Paz unidade de combate a contrabando e narcotráfico

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o governo boliviano inauguraram na semana passada (6) em La Paz uma sala de trabalho da Unidade de Controle Portuário, do Programa de Controle de Contêineres, cujo objetivo é combater o tráfico de entorpecentes, contrabando, entre outros crimes.

Globalmente, o UNODC e a Organização Mundial de Aduanas (OMA) estabeleceram o Programa de Controle de Contêineres com o objetivo de ajudar os governos a criar controles eficazes de contêineres, mediante o melhoramento das capacidades das aduanas nacionais, das polícias e das autoridades encarregadas de aplicar a lei. Esses controles servem para prevenir o tráfico de drogas e outros ilícitos, assim como para facilitar o comércio legal e aumentar a arrecadação dos Estados.

Vista aérea de Porto Príncipe, capital do Haiti. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Protestos e violência no Haiti geram pedido internacional de soluções duradoras à crise

Protestos liderados pela oposição no Haiti exigindo a renúncia do presidente, e que provocaram violência na semana passada, fizeram com que um grupo de diplomatas, incluindo o representante das Nações Unidas no país, emitisse um comunicado lamentando mortes e pedindo diálogo para encerrar a crise.

De acordo com a imprensa local, ao menos quatro pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas durante quatro dias de protestos na capital, Porto Príncipe, e em outras cidades no país.

Os manifestantes protestam diante da crise crise econômica que levou a forte queda do padrão de vida, inflação em torno de 15%, crescimento da dívida interna, além de acusações de corrupção contra o presidente Jovenel Moise, antes de ele assumir.

Cereais armazenados em Dhubab, província de Taiz, no Iêmen. Cereais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) armazenados nos arredores da cidade de Hodeida estão inacessíveis há mais de cinco meses e correm o risco de apodrecer. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: alimentos para milhões correm risco de apodrecer em porto do Mar Vermelho

Assistência alimentar para milhões de iemenitas “corre risco de apodrecer” em um importante armazém no Mar Vermelho porque não há condições seguras para se chegar ao local, disseram na segunda-feira (11) o enviado especial das Nações Unidas, Martin Griffiths, e o coordenador de assistência humanitária da ONU, Mark Lowcock.

Com alimentos suficientes para 3,7 milhões de pessoas por um mês, os grãos armazenados podem ajudar o Programa Mundial de Alimentos (PMA) a intensificar assistência alimentar para quase 12 milhões de pessoas no país, em um aumento de 50% em relação a 2018.

Camponesa no Senegal. Foto: FAO

FAO busca US$940 mi para combater insegurança alimentar no mundo

À medida que os números globais da fome continuam a subir, impulsionados pela proliferação de conflitos e choques climáticos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) busca 940 milhões de dólares para salvar as vidas e os meios de subsistência de algumas das populações mais expostas à insegurança alimentar no mundo.

Em 2019, a FAO espera alcançar mais de 32 milhões de pessoas que dependem da agricultura para sua sobrevivência e sustento através de uma série de intervenções que visam impulsionar a produção local de alimentos e melhorar a nutrição, fortalecendo a resistência das comunidades às crises.

No campo de refugiados de Chakmarkul, em Bangladesh, Angelina Jolie conversa com mulheres rohingya que sobreviveram à violência sexual em Mianmar. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

Jolie pede fim às injustiças que levaram 1 milhão de rohingyas ao exílio em Bangladesh

A atriz norte-americana Angelina Jolie, enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ouviu na semana passada depoimentos de refugiados rohingya que suportaram anos de perseguição e discriminação em Mianmar e sobreviveram a uma jornada desesperada através da fronteira.

Dirigindo-se aos refugiados rohingya no acampamento, a Jolie declarou: “quero dizer que me sinto honrada e orgulhosa de estar com vocês hoje. Vocês têm todo o direito de viver em segurança, de serem livres para praticar sua religião e de coexistir com pessoas de outras religiões e etnias. Vocês têm todo o direito de não serem apátridas, e o modo como vocês foram tratados envergonha a todos nós”.

Policial patrulha distrito da zona 1, na Cidade da Guatemala. Foto: Banco Mundial/Jesus Alfonso

Guatemala deve garantir Judiciário independente no combate à corrupção, dizem relatores

A proteção dos direitos humanos na Guatemala e um Poder Judiciário independente devem ser o centro dos esforços do Estado para combater a impunidade e a corrupção, disse um grupo de especialistas das Nações Unidas nesta segunda-feira (11).

A preocupação dos relatores se deve à decisão do governo da Guatemala de colocar fim unilateralmente a um acordo com a ONU que criou a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala.

Em 9 de janeiro, a Corte Constitucional suspendeu a decisão do governo de se retirar do acordo, mas as ações para colocar fim ao trabalho da comissão continuaram. Além disso, as declarações do governo de que não acataria às resoluções da Corte Constitucional contribuem para o enfraquecimento do Estado de Direito no país, afirmaram os especialistas.

ONU Mulheres e parceiros impulsionam empoderamento de meninas por meio do esporte

O Fundo ELAS, a ONU Mulheres e a ONG Empodera anunciaram na sexta-feira (8) uma nova parceria para empoderar meninas por meio do esporte — o projeto “ELAS nos Esportes – Uma Vitória Leva à Outra”.

A parceria faz parte do programa conjunto entre ONU Mulheres e Comitê Olímpico Internacional (COI), criado em 2016 e denominado “Uma Vitória Leva à Outra”, que oferece uma formação interdisciplinar para meninas e jovens mulheres do Rio de Janeiro, com uma série de oficinas temáticas e esportivas.

Podem participar do edital organizações do Rio de Janeiro que realizaram o treinamento UVLO, desenvolvido pela ONU Mulheres e a ONG Empodera. Serão investidos 575 mil reais em até dez projetos.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala à imprensa em Addis Ababa, na Etiópia, após reunião com presidente da União Africana no sábado (9). Foto: Reprodução

Continente africano é exemplo de solidariedade a refugiados e migrantes, diz Guterres

Países africanos estão dando o exemplo para as nações mais riscas no que se refere ao tratamento de refugiados e migrantes, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa no sábado (9) após se reunir com o presidente da Comissão da União Africana em Addis Ababa, na Etiópia.

O chefe da ONU está na capital da Etiópia para participar da cúpula da União Africana, que reúne chefes de Estado do continente. O evento deste ano, que começou no domingo (10), tem como foco refugiados e pessoas deslocadas internamente.

Foto: Palácio Piratini/Laura Guerra

Agência da ONU apresenta ações para monitorar uso da força policial no RS

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apresentou na quinta-feira (7) no Rio Grande do Sul um trabalho sobre monitoramento do uso da força policial e aprimoramento da qualidade da gestão da informação da segurança pública.

Nos próximos dias, o UNODC pretende iniciar nas corregedorias da Polícia Civil e da Brigada Militar do estado a coleta de dados e indicadores sobre abusos na atividade policial. O objetivo é alimentar o Índice de Compliance da Atividade Policial (ICAP), concebido e desenvolvido pela ONU no estado para mensurar e aperfeiçoar a interface entre polícias e cidadãos dos municípios beneficiados pelo programa.

Em agosto de 2018, em Rumichaca, na fronteira entre Equador e Colômbia, a venezuelana Laila Dalila Leon, de 3 anos, olha para autoridades de fronteira nos ombros de seu pai, Jose Ramon Leon. Foto: UNICEF

Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária a venezuelanos

A situação da população venezuelana está cada vez mais crítica, e as Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária com base em “necessidade, e apenas necessidade”, disse nesta sexta-feira (8) uma autoridade sênior da Organização.

Falando a jornalistas em Genebra, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) destacou estar observando acontecimentos na fronteira entre Venezuela e Colômbia, aonde um comboio de ajuda humanitária chegou na quinta-feira (7).

“Sobre a situação na fronteira, a ONU está monitorando a situação de perto”, disse Jens Laerke, do OCHA. “O cenário ideal é que ajuda humanitária seja fornecida, independentemente de quaisquer considerações políticas e outras que não sejam puramente humanitárias, e isto é baseado em necessidade, e apenas necessidade”.

Conflito armado impede acesso da ONU a armazém de alimentos no Iêmen

O chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, expressou preocupação nesta sexta-feira (8) com as quase 10 milhões de pessoas no Iêmen “a um passo de distância da fome”, mesmo com a disponibilidade de alimentos em um depósito de agências humanitárias.

“Grãos suficientes para alimentar 3,7 milhões de pessoas por um mês ficaram inutilizados e possivelmente estragando em silos nos moinhos por mais de quatro meses”, disse o dirigente sobre o armazém localizado nos arredores da cidade de Hodeida, mas inacessível devido aos conflitos armados.