A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

VÍDEO — A pandemia das sombras: violência doméstica durante a COVID-19

Uma ‘pandemia das sombras’ mortal de violência doméstica está ocorrendo neste exato momento.

Desde o surgimento da COVID-19, a violência contra mulheres e meninas se intensificou em todo mundo. Embora as medidas de confinamento ajudem a limitar a disseminação do vírus, mulheres e meninas que sofrem violência em casa se encontram cada vez mais isoladas das pessoas e dos recursos que poderiam ajudá-las.

A ONU Mulheres une forças com Kate Winslet para iluminar essa ‘pandemia das sombras’ e descreve três coisas que você pode fazer para ajudar; acesse o vídeo.

Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Trabalho infantil na pandemia pode impedir retorno de crianças à escola

A pandemia de COVID-19 traz, como efeito secundário, o risco de aumento do trabalho infantil no Brasil. Com as escolas fechadas para prevenir a transmissão do vírus e a pobreza se acentuando, o trabalho pode parecer, equivocadamente, uma forma de meninas e meninos ajudarem suas famílias.

Mas ele impacta o desenvolvimento físico e emocional das crianças e pode impedir a continuidade da educação, reproduzindo ciclos de pobreza nas famílias – além de ser porta de entrada para uma série de outras violações de direitos, como a violência sexual. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Criança carrega embalagens de plástico em La Paz, Bolívia. Foto: OIT/Marcel Crozet

Crise pode lançar até 326 mil crianças ao trabalho infantil na América Latina e Caribe

O impacto devastador da COVID-19, que acarreta redução de renda e altos níveis de insegurança econômica, pode provocar aumento significativo no número de crianças e adolescentes em trabalho infantil nos países latino-americanos e caribenhos.

O alerta foi feito na quinta-feira (11) por análise da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que consideram imperativo adotar medidas para evitar esse cenário.

Evento online vai debater as relações entre o trabalho infantil e o racismo estrutural no Brasil. Foto: EBC

Webinário abordará trabalho infantil e racismo no contexto da pandemia de COVID-19

Organização Internacional do Trabalho (OIT) e parceiros realizam na sexta-feira (12), Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, o webinário “COVID-19: Agora mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil”.

A transmissão ocorre partir das 17h, no canal oficial do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no Youtube.

O evento integra a campanha nacional contra o trabalho infantil, e vai debater as relações entre o trabalho infantil e o racismo estrutural no Brasil, além de aspectos históricos, os mitos e os impactos da pandemia na exploração infantil.

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

OIM lança estudo que discute políticas de médio prazo para indígenas venezuelanos no Brasil

Para contribuir com a construção de alternativas de políticas públicas para os indígenas venezuelanos, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) lança na quarta-feira (10), em evento virtual às 14h, o estudo “Soluções duradouras para indígenas migrantes e refugiados no contexto do fluxo venezuelano no Brasil”.

O documento é produto de um amplo processo de consulta com indígenas Warao, Pemón e Eñepa nas cidades de Boa Vista, Pacaraima (RR) e Manaus (AM).

Nova música de Emicida integra campanha de combate ao trabalho infantil no Brasil

O cantor e rapper Emicida lançou nesta semana uma música para alertar para a exploração do trabalho infantil no Brasil e para a possibilidade de esse crime aumentar diante dos impactos da pandemia de COVID-19.

“Sementes” tem a participação da cantora Drik Barbosa e faz parte de campanha nacional contra o trabalho infantil realizada por Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Migrantes nicaraguenses na Costa Rica que trabalham na indústria da construção. Nas últimas três décadas, os fluxos migratórios da Nicarágua para a Costa Rica foram motivados por desastres naturais, conflitos políticos e desacelerações econômicas. Foto: OIM

OIM: trabalhadores migrantes são mais vulneráveis a abusos e exploração durante pandemia

Os trabalhadores migrantes podem ficar vulneráveis ​​a abusos e exploração durante a migração devido a fatores como recrutamento antiético, status da migração, medo de deportação ou incapacidade de encontrar emprego alternativo, particularmente durante a atual crise da COVID-19.

Nesse cenário, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) publicou na segunda-feira (8) novas orientações para os Estados-membros sobre a regulamentação do recrutamento internacional e a proteção dos trabalhadores migrantes.

Consumidores tem temperatura verificada na entrada das lojas em Kiev, na Ucrânia. Foto: ONU Ucrânia/Volodymyr Shuvayev

COVID-19: OMS diz que situação melhora na Europa, mas piora no resto do mundo

A pandemia da COVID-19 está piorando globalmente, com mais de 136 mil casos registrados no domingo (7), o número mais alto em um único dia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Mais de seis meses nesta pandemia, não é o momento de nenhum país tirar o pé do freio”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falando na segunda-feira (8) durante seu briefing regular sobre a crise.

“É a hora de os países continuarem trabalhando duro, com base na ciência, soluções e solidariedade.”

UNICEF retoma campanha de prevenção ao racismo com foco em crianças e adolescentes

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reativou a campanha “Por uma infância sem racismo” nos seus canais de mídias sociais. Baseada na ideia de ação em rede, a iniciativa reúne 10 ações ou comportamentos que cada pessoa pode adotar para assegurar o respeito e a igualdade étnica e racial desde os primeiros anos de vida.

Confira as 10 maneiras de contribuir para uma infância sem racismo.

São necessárias medidas urgentes para enfrentar as consequências da pandemia entre os povos indígenas, segundo a OIT. Foto: PNUD/Tiago Zenero

OIT: 55 milhões de indígenas latino-americanos e caribenhos estão vulneráveis à COVID-19

As vulnerabilidades existentes antes da atual crise se traduzem em consequências particularmente graves durante a pandemia de COVID-19 para 55 milhões de mulheres e homens indígenas que vivem na América Latina e no Caribe. 

A conclusão é de análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicada na quarta-feira (3), fazendo um apelo para enfrentar a emergência de saúde e reduzir “uma marginalização centenária”.

Protestos contra a brutalidade policial vêm ocorrendo em diversas cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova Iorque. Foto: ONU/Shirin Yaseen

Manifestantes precisam se proteger da COVID-19, diz agência de saúde da ONU

Os manifestantes que desejam ir às ruas para fazer suas vozes serem ouvidas precisam tomar todas as precauções para não pegar ou transmitir o novo coronavírus, já que a pandemia está longe de terminar, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (5).

A mensagem da agência da ONU foi publicada em meio a protestos em andamento nos Estados Unidos após o assassinato de um homem negro, George Floyd, cujo pescoço foi prensado por um policial branco, e preocupações de uma “segunda onda” de infecções em países onde o lockdown foi aliviado.

Irving cultiva sua muda em frente a unidade habitacional no abrigo Rondon 2, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Lucas Novaes

‘Cuidando do meio ambiente cuidamos de nós mesmos’, diz voluntário venezuelano em Roraima

Desde fevereiro, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em colaboração com a Operação Acolhida e seus parceiros da sociedade civil, promove um projeto-piloto de introdução de áreas verdes em um abrigo para refugiados e migrantes em Boa Vista (RR).

A iniciativa promove ações educativas e de conscientização ambiental por meio do cultivo de hortas, jardins medicinais e árvores no abrigo, que é moradia para 615 venezuelanos.

COVID-19 é uma das maiores ameaças aos modos de vida dos povos indígenas da Amazônia. Foto: ACNUDH

Indígenas amazônicos estão em grave risco diante da COVID-19, alertam ONU Direitos Humanos e CIDH

A COVID-19 é uma das maiores ameaças aos modos de vida dos povos indígenas da Amazônia, alertaram na quinta-feira (4) os Escritórios de Direitos Humanos da ONU para a América do Sul, Colômbia e a Missão na Bolívia, juntamente com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Em comunicado divulgado às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, as entidades instaram os Estados da região a proteger a sobrevivência e os direitos dos povos indígenas na bacia amazônica, particularmente aqueles em isolamento voluntário ou contato inicial.

Protestos contra a brutalidade policial vêm ocorrendo em diversas cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova Iorque. Foto: ONU/Shirin Yaseen

EUA precisam ouvir demandas de manifestantes para superar história de racismo e violência, diz ONU

As vozes que pedem o fim do “racismo endêmico e estrutural que arruína a sociedade norte-americana” precisam ser ouvidas e compreendidas, para que o país supere sua “história trágica de racismo e violência”, disse a chefe de Direitos Humanos da ONU na quarta-feira (3).

Em todos os momentos, mas especialmente durante uma crise, “um país precisa de seus líderes para condenar o racismo de forma inequívoca”, destacou Bachelet.

Ela disse que as autoridades ​​também devem “refletir sobre o que levou as pessoas ao ponto de ebulição; ouvir e aprender; e agir de forma a realmente combater as desigualdades”.

ACNUR: 65% dos indígenas venezuelanos  no Brasil são solicitantes de refúgio

A primeira edição do  Relatório de Atividades para Populações Indígenas  da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR),  referente a março,  aponta que  aproximadamente 5 mil  refugiados e migrantes indígenas  foram  registrados  em território brasileiro.  Desde 2018, o ACNUR registra a entrada no Brasil de indígenas vindos da Venezuela. 

Desse  total, 3,2 mil  são solicitantes da condição de refugiado, ou seja, se enquadram legalmente como indivíduos que  deixaram  seu país e território  forçadamente  devido a fundado  temor  de perseguição ou contínua violação de direitos humanos. 

Missão da ONU no Darfur (UNAMID) organiza sessão sobre Agenda de Mulheres e Segurança. Foto: UNAMID/Albert Gonzalez Farran

Em vídeo, líderes da ONU reforçam papel das mulheres para paz e cessar-fogo global

Três funcionários do alto escalão da ONU se uniram ao apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, por um cessar-fogo global, destacando a importância das mulheres nesse processo.

A mensagem é da subsecretária-geral da ONU para os Assuntos Políticos e Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo; do subsecretário-geral das Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e da subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Segundo as lideranças, com a participação de mulheres, a probabilidade é que os resultados da paz sejam sustentáveis e duradouros.

Concurso fotográfico do aplicativo Agora marca os 75 anos da ONU

Aplicativo Agora lança concurso fotográfico para aniversário de 75 anos da ONU

Fotógrafos de todo o mundo estão convidados a submeter seus pontos de vista sobre o futuro que queremos para as próximas gerações, em comemoração aos 75 anos da ONU. Os selecionados terão a chance de participar de uma série de exposições ao redor do mundo.

As inscrições no aplicativo Agora estão abertas até 24 de julho. No Brasil, o aplicativo está disponível apenas para o sistema Android (Google Play).

Propostas de organizações de mulheres negras são bem-vindas na chamada de financiamento. Foto: UNFPA/Solange Souza

ONU Mulheres abre chamada de financiamento a organizações defensoras dos direitos humanos no Brasil

A ONU Mulheres Brasil tornou pública na terça-feira (2) uma chamada para apoio financeiro a organizações defensoras dos direitos humanos diante dos desafios impostos pela pandemia de COVID-19.

São convidadas a enviar propostas organizações lideradas por mulheres e voltadas à promoção dos direitos das mulheres. A iniciativa conta com o apoio da União Europeia e se destina a organizações não estatais e sem fins lucrativos. As propostas podem ser enviadas até 21 de junho.

O trabalho infantil na América Latina e no Caribe caiu pela metade desde 2000, mas avanços estão sob risco por conta da pandemia. Foto: EBC

Campanha alerta para risco de aumento do trabalho infantil diante dos impactos da pandemia

Começa nesta quarta-feira (3) a campanha nacional contra o trabalho infantil, realizada por Ministério Público do Trabalho (MPT), Justiça do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

A iniciativa alerta para o risco de crescimento da exploração do trabalho infantil diante dos impactos da pandemia. Entre as ações, os rappers Emicida e Drik Barbosa lançam na semana que vem (9) nos aplicativos de streaming música inédita sobre o tema, intitulada “Sementes”. Um videoclipe será lançado no canal de Emicida no Youtube.

Refugiados e migrantes na fronteira de Pazarkule, perto de Edirne, na Turquia, na esperança de viajar para a Grécia. Foto: UNICEF

Refugiados e migrantes enfrentam ‘três crises de uma só vez’, alerta secretário-geral da ONU

A pandemia de COVID-19 continua arrasando vidas e meios de subsistência em todo o mundo – atingindo de forma mais dura os mais vulneráveis. Isso é particularmente verdade para os milhões de pessoas que estão em movimento – como refugiados e pessoas deslocadas internamente forçados a fugir de suas casas por causa da violência e calamidades, ou migrantes em situações precárias.

“Agora, elas enfrentam três crises de uma só vez”, alertou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma mensagem nesta quarta-feira (3) ao lançar um relatório com recomendações de políticas públicas sobre o tema. As três crises envolvem os âmbitos socioeconômico, de saúde e de proteção; acesse aqui o vídeo e o relatório.

Os protestos estão ocorrendo em cidades dos Estados Unidos, inclusive na cidade de Nova York. Foto: ONU/Shirin Yaseen

ONU pede moderação e coesão social, enquanto continuam protestos nos EUA

Respondendo aos protestos em andamento que geraram violência de todos os lados em dezenas de cidades dos Estados Unidos, o porta-voz da ONU reiterou na segunda-feira (1) o apelo do secretário-geral para que as queixas sejam manifestadas de “maneira pacífica”, recebidas com moderação pelas forças policiais e de segurança.

A indignação começou depois que imagens de vídeo se tornaram virais nas mídias sociais no início da semana passada, mostrando um policial branco na cidade de Mineápolis ajoelhado no pescoço do afro-americano de 46 anos George Floyd por mais de oito minutos, durante os quais ele aparentemente ficou inconsciente, morrendo sob custódia policial.

A Convenção contra a Corrupção, com 186 Estados Partes, é o único instrumento anticorrupção universal juridicamente vinculativo. Foto: PNUD

UNODC: flexibilização de processos administrativos na pandemia pode ampliar risco de corrupção

Documento publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) reconhece a necessidade de os países tomarem medidas urgentes para prestar apoio financeiro, médico e social a indivíduos e empresas em meio à pandemia.

Entretanto, alerta que a flexibilização de mecanismos de responsabilização administrativa e de supervisão na alocação de recursos e aquisição de materiais pode aumentar o risco de corrupção e fraude, o que poderia enfraquecer o impacto das medidas em curso e resultar na falta de ajuda aos mais vulneráveis.

Seis anos antes de George Floyd ser assassinado sob custódia policial na cidade de Minneapolis, manifestantes em Nova Iorque protestavam contra o assassinato de Michael Brown, cometido por policiais. Foto: ONU/Loey Felipe

ONU pede ações sérias dos EUA para acabar com violência policial contra afrodescendentes

A chefe de direitos humanos da ONU condenou na quinta-feira (28) o assassinato do norte-americano George Floyd, de 46 anos, que estava sob custódia policial na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos.

Michelle Bachelet lembrou que o crime se soma à longa lista de assassinatos de afrodescendentes norte-americanos cometidos por policiais no país.

Ela disse que as autoridades precisam tomar “ações sérias” para impedir tais assassinatos e garantir que a justiça seja feita quando ocorrerem.

Em uma cerimônia online, o secretário-geral entregará o Prêmio Defensor Militar da Igualdade de Gênero da ONU à capacete-azul brasileira Carla Monteiro de Castro Araújo, que atua na República Centro-Africana. Foto: ONU

VÍDEO: brasileira vence prêmio global de capacetes-azuis da ONU

“Mulheres na Manutenção da Paz” é o tema do Dia Internacional das Forças de Paz da ONU, celebrado neste 29 de maio. A comemoração de 2020 destaca o papel das mulheres nessas operações, onde atuam 95 mil civis, policiais e militares de todo o mundo.

Para marcar a data, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, divulgou um vídeo elogiando a atuação das forças de paz femininas e lembrou que elas têm mais acesso às comunidades, ajudando assim a melhorar a proteção de civis, promover direitos humanos e reforçar o desempenho da organização em geral.

Em uma cerimônia online, o secretário-geral entregará o Prêmio Defensor Militar da Igualdade de Gênero da ONU à capacete-azul brasileira Carla Monteiro de Castro Araújo, que atua na República Centro-Africana, e à major militar indiana Suman Gawani, que serviu no Sudão do Sul.

As irmãs gêmeas Emeline e Eveline lavam as mãos em uma estação pública instalada como medida preventiva contra o coronavírus no Nyabugogo Bus Park, em Ruanda. Foto: Ritzau Scanpix

Número de crianças vivendo na pobreza deve subir 15% no mundo até o fim do ano

As consequências econômicas da pandemia de COVID-19 podem levar até 86 milhões de crianças à pobreza domiciliar até o fim de 2020, um aumento de 15%, de acordo com uma nova análise divulgada na quinta-feira (28) por Save the Children e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Para abordar e mitigar o impacto da COVID-19 nas crianças de famílias pobres, as organizações pedem a expansão rápida e em larga escala dos sistemas e programas de proteção social, incluindo transferências de renda, alimentação escolar e benefícios para as crianças.

A live será transmitida pelos perfis de Instagram da @xuxamenegheloficial e @arealspiller. Imagem: ACNUR/Divulgação

Xuxa e Letícia Spiller fazem live para ajudar refugiados no Brasil

Xuxa Meneghel e Letícia Spiller fazem live nesta sexta-feira (29), às 18h, para reviver velhos tempos e chamar a atenção do público para os impactos da pandemia do novo coronavírus em uma população especialmente vulnerável: os refugiados.

No encontro, que será transmitido pelos perfis de Instagram de ambas, elas fazem um apelo para que os fãs se sensibilizem com a causa e contribuam para o trabalho da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

ACNUR: direitos humanos dos refugiados devem ser garantidos durante pandemia

A pandemia do coronavírus tornou ainda mais difícil a situação das pessoas que fogem de guerras, conflito e perseguição. Enquanto os países lutam para proteger suas populações e economias, normas fundamentais das leis de refugiados e direitos humanos estão em risco.

A Agência das ONU para Refugiados (ACNUR) estima que 167 países até agora fecharam suas fronteiras total ou parcialmente para conter a propagação do vírus. Pelo menos 57 estados não estão abrindo exceção para pessoas que procuram asilo.

As Nações Unidas marcam nessa sexta-feira (29) o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz lembrando que as mulheres possuem um papel central nas operações de pacificação da organização.

Mulheres são fundamentais para operações de paz, diz ONU

As Nações Unidas marcam nessa sexta-feira (29) o Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz lembrando que as mulheres possuem um papel central nas operações de pacificação da organização.

Duas “capacetes-azuis” – como são conhecidos os e as trabalhadoras de paz da ONU – foram homenageadas nesse ano, incluindo uma brasileira.

Servindo na operação da República Centro-Africana, a comandante Carla Monteiro de Castro Araújo, oficial da Marinha, ganhou o Prêmio de Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU ao lado da indiana Suman Gawani, observadora militar que serviu na missão no Sudão do Sul.

Acesse a mensagem em vídeo do secretário-geral para a data.

Refugiada cega supera desafios para seguir estudando

Em um caminho longo e sinuoso, duas meninas caminham juntas para a escola. Uma guiando a outra. Margetu carrega folhas grandes e grossas de papel em uma das mãos enquanto a outra segura firmemente a mão de sua melhor amiga Natasha.

Essas folhas de papel significam tudo para Margetu. São seus materiais em braille. Sem eles, a menina de 14 anos não consegue estudar. Margetu perdeu a visão por razões desconhecidas ainda bebê, quando sua família morava na Etiópia. Graças ao apoio recebido pelo ACNUR, Margetu frequenta a escola desde que chegou ao campo de refugiados de Kakumam, no Quênia.

ACNUR e OIM agradecem doações para refugiados e migrantes da Venezuela

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) comemoram hoje os compromissos assumidos pelos doadores no valor de 2,79 bilhões de dólares, incluindo 653 milhões em doações, durante a Conferência Internacional de Doadores em Solidariedade a Refugiados e Migrantes Venezuelanos na América Latina e Caribe.

A Conferência, convocada pela União Europeia (UE) e Espanha, com o apoio do Canadá, Noruega, ACNUR e OIM, teve como objetivo mobilizar o apoio a uma das maiores crises de deslocamento do mundo, que agora é exacerbada pela pandemia da COVID-19.

Médico atende pacientes em unidade móvel de saúde da OIM em Boa Vista (RR). Foto: Bruno Mancinelle/OIM

Casos de COVID-19 na América do Sul representam 87% do total da América Latina; OIM pede recursos

A COVID-19 chegou à América do Sul mais tarde do que a outras regiões, mas, em 21 de maio, dos 563.550 dos casos da doença relatados na América Latina pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 491.499 estão nos países sul-americanos (87% do total).

O Brasil se tornou o país com o maior número de infecções pelo novo coronavírus na América Latina. Em todo o mundo, apenas os Estados Unidos e a Rússia registraram mais casos.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) lançou na semana passada (22) um apelo urgente, buscando 21,2 milhões de dólares para aliviar o impacto da pandemia de COVID-19 sobre os refugiados e migrantes mais vulneráveis ​​e suas comunidades anfitriãs em dez países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

Desaceleração econômica mundial, que se traduz em um aumento acentuado do desemprego, pode aumentar o tráfico transfronteiriço de pessoas provenientes de países que registram quedas duradouras das taxas de emprego. Foto: ONU

Pandemia pode provocar aumento do tráfico de pessoas no mundo, alerta relatório do UNODC

O fechamento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas pode resultar em um aumento do tráfico de pessoas no mundo, segundo relatório publicado este mês (14) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Isso ocorre porque migrantes passam a ter uma necessidade ainda maior de serviços de contrabandistas para atravessar fronteiras. Os fechamentos e restrições também resultam no uso de rotas e condições mais arriscadas e a preços mais altos, expondo refugiados e migrantes a abusos e exploração.

Além disso, é provável que a desaceleração econômica global amplie o tráfico transfronteiriço de pessoas fugindo de países que sofrem quedas duradouras no emprego, de acordo com o documento.

João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, foi morto na segunda-feira (18), na comunidade do Complexo do Salgueiro. Foto: Arquivo Pessoal

Sistema ONU lamenta a morte do menino João Pedro e faz apelo pela vida da juventude negra

As agências do Sistema ONU se solidarizam com os familiares, amigas e amigos do estudante João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto na última segunda-feira (18), na comunidade do Complexo do Salgueiro, na cidade de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro.

“Cada vida conta e a violência letal contra adolescentes e jovens não deve ser naturalizada, transformando-se em lamentável estatística.” Leia o comunicado completo.

Taís Araújo e Fórum Nacional das Mulheres Negras fazem live sobre violência doméstica na pandemia

Taís Araújo, defensora da ONU Mulheres Brasil para os Direitos das Mulheres Negras, conversará com Clátia Vieira, do Fórum Nacional de Mulheres Negras, nesta quinta-feira (21), às 19h, pela conta da atriz (@taisdeverdade) e de Clátia Vieira (@clatiavieira) no Instagram.

O bate-papo abordará a violência doméstica com foco na situação das mulheres negras, que são as que mais sofrem violência doméstica no Brasil. Segundo o Atlas da Violência de 2019, mais de 60% das mulheres assassinadas no país são negras.

60% das crianças em todo o mundo não estão recebendo educação, um nível nunca visto desde os anos 1980. Foto: PNUD Uruguai

COVID-19: Desenvolvimento Humano deve retroceder no mundo pela primeira vez desde 1990

O desenvolvimento humano global – medida combinada dos níveis mundiais de educação, saúde e padrão de vida – pode retroceder este ano pela primeira vez desde que o conceito foi desenvolvido, em 1990, alerta o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Quedas nos níveis fundamentais do desenvolvimento humano estão sendo sentidas na maioria dos países – ricos e pobres – em todas as regiões.

O número global de mortes causadas pela COVID-19 soma mais de 300 mil, ao passo que a renda per capita global neste ano deve cair 4%.