Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pintados na praça da Entrada de Visitantes das Nações Unidas em Nova Iorque (2019) – Foto: Kim Haughton/Foto ONU

Mais de 2,3 mil profissionais brasileiros participam de curso a distância sobre objetivos globais

Mais de 2,3 mil gestoras e gestores públicos, representantes da sociedade civil organizada e do setor privado brasileiros participam na semana que vem do curso a distância “Integrando a Agenda 2030 para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”

Ao longo de quatro módulos, os participantes terão a oportunidade de adquirir conhecimentos sobre a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), bem como conhecer o processo de adoção da Agenda e os principais desafios para os próximos anos.

A ação é resultado do Projeto Territorialização e Aceleração dos ODS, uma parceria entre Petrobras e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Refugiados e migrantes venezuelanos cruzam a ponte Simon Bolívar, um dos sete pontos de entrada legal ao longo da fronteira entre Venezuela e Colômbia. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Iniciativa regional fortalece reassentamento de pessoas refugiadas na América do Sul

Com três anos de duração, um mecanismo conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) implementado em Argentina, Brasil e Chile fornece apoio técnico e financeiro aos países na criação e expansão de programas de reassentamento de pessoas refugiadas.

Muitos refugiados não podem ir para casa devido a conflitos persistentes, guerras e perseguições. Muitos também vivem em situações perigosas ou têm necessidades específicas que não podem ser atendidas no país onde buscaram proteção. Nessas circunstâncias, agências das Nações Unidas ajudam a reassentá-los em um terceiro país. Saiba mais na reportagem.

Uso de algoritmos visa dar mais eficiência ao planejamento do Judiciário no que se refere à distribuição de recursos, entre outros temas. Foto: CNJ

CNJ e PNUD investem em inteligência artificial para dar mais eficiência ao Judiciário

Instrumentos de inteligência artificial foram adotados por parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para auxiliar os tribunais na gestão da tramitação processual.

Para a oficial de programas do PNUD Moema Freire, os dados permitem elaborar projeções para apoiar o planejamento dos tribunais. “A partir da melhora da qualidade das informações obtidas, o tribunal poderá planejar a distribuição de recursos e tomar medidas para suprir gargalos processuais”, diz.

Jovens e crianças da comunidade foram beneficiados pela doação. Foto: ACNUR/Maria Carolina Baú

Crianças indígenas refugiadas recebem materiais escolares doados pelo ACNUR

Às 7h30 da manhã, os primeiros raios de sol invadem as frestas de madeira na escola municipal da aldeia de Tarau Paru, próxima de Pacaraima (RR). As crianças, a maioria refugiadas indígenas venezuelanas, se preparam para o início da aula. O chão ainda é batido e algumas cadeiras são improvisadas, mas nada disso tira o entusiasmo das que ali chegam para estudar.

Há mais de dois anos, bancos de madeira são o suficiente para que a aula ocorra nos três turnos da escola. Mas em busca de melhorar as condições de ensino, 160 mesas e cadeiras foram doadas às aldeias de Tarau Paru, Bananal, Ingarumã e Arai para auxiliar no conforto e nos estudos dos jovens e crianças da comunidade.

O projeto faz parte do Grupo de Trabalho de Educação de Pacaraima, criado por iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e que apoia o município na educação.

O tema do Dia Internacional do Acesso Universal à Informação deste ano é "não deixar ninguém para trás", missão na qual a tecnologia digital é recurso inestimável, segundo a UNESCO. Foto: ITU/V. Martin

Acesso universal à informação é direito humano fundamental, lembra UNESCO

O acesso universal à informação é um direito humano fundamental que desempenha papel central no empoderamento dos cidadãos, facilitando o debate justo e dando oportunidades iguais a todos. A avaliação é da diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, em mensagem para o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, lembrado em 28 de setembro.

“Em tempos de crescente desinformação e discurso de ódio, o direito de acessar informações de interesse público mantidas por governos e atores privados é mais importante do que nunca. Neste dia, portanto, vamos promover esse direito que é essencial para o nosso progresso no desenvolvimento sustentável”, declarou.

A cidade de Belo Horizonte, no Brasil. Foto: ONU-Habitat

ONU-HABITAT e parceiro lançam relatório sobre segurança das mulheres em BH

O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) e o Movimento Nossa BH lançam na segunda-feira (30) em Belo Horizonte (MG) relatório sobre a situação da segurança das mulheres no ambiente urbano, elaborado a partir de auditoria sobre o tema.

A ferramenta possibilita avaliação crítica do ambiente urbano, dando legitimidade às preocupações das mulheres, aumentando a conscientização da violência contra grupos vulneráveis e possibilitando que tomadores de decisão entendam as maneiras diferentes que homens e mulheres experienciam o ambiente urbano.

Com base nos resultados, recomendações podem ser feitas para aumentar a sensação de segurança das mulheres nesses espaços.

Mulheres de diversas nacionalidades se reuniram para o começo de mais uma edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Fellipe Abreu

Projeto Empoderando Refugiadas realiza workshop sobre mercado de trabalho em SP

Na próxima quinta-feira (26), as novas participantes do Empoderando Refugiadas irão se reunir no Espaço Fit Carrefour, em São Paulo (SP), para um treinamento sobre mercado de trabalho brasileiro. O evento faz parte da quarta edição do projeto – iniciativa conjunta da Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres, com foco no acesso de mulheres refugiadas ao mercado de trabalho no Brasil.

O trabalho é uma das principais formas de integração de pessoas refugiadas nos países de acolhida. Porém, ainda são várias as dificuldades que estas pessoas encontram na busca por emprego. De acordo com o estudo Perfil Socioeconômico dos Refugiados no Brasil de 2019, publicado pelo ACNUR, a taxa de desemprego entre refugiados no país é de 19% — índice maior que a média nacional.

Agatha Félix, de 8 anos, morava no Complexo do Alemão. Foto: Acervo Pessoal

Declaração do UNICEF sobre a morte de Ágatha Félix

A morte da menina Ágatha Félix, assassinada por um tiro nas costas durante uma ação da Polícia Militar no Rio de Janeiro (RJ), nos revela a dor profunda das famílias, os sorrisos e os sonhos interrompidos de 32 crianças e adolescentes assassinados por dia no Brasil, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em comunicado.

“Continuamente, a violência armada afeta a vida de centenas de milhares de crianças e adolescentes, famílias, professores, policiais e toda a comunidade. Todos somos afetados. Mas é possível prevenir novas mortes e romper o ciclo da violência. É urgente desnaturalizar essas mortes e investir em políticas e ações que protejam e permitam o desenvolvimento pleno de cada pessoa.” Leia o texto completo.

Banners sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na frente da sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Conor Lennon

Chefe da ONU pede globalização justa em primeira cúpula dos objetivos globais

Precisamos de mais investimentos, mais ação política, mais prioridade para uma globalização justa, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em entrevista na quinta-feira (19), quando questionado sobre suas expectativas para a Cúpula dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que ocorre até quarta-feira (25) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Guterres enfatizou que, com mais de 10 anos de prazo, o mundo não está no caminho de atingir as metas relativas ao desenvolvimento sustentável. Ele pediu aos líderes mundiais que “tomem as decisões necessárias para se unir de maneira mais efetiva e garantir que a Agenda 2030 seja implementada de forma bem sucedida”.

Embaixador Tijjani Mohammad Bande foi eleito presidente da 74ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Evan Schneider

Presidente eleito da Assembleia Geral da ONU defende paz e prosperidade para mais vulneráveis

O alcance global da ONU a torna a principal esperança para um mundo de paz e segurança, desenvolvimento sustentável e promoção e proteção dos direitos humanos e do progresso social, disse nesta terça-feira (24) o nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, presidente eleito da Assembleia Geral das Nações Unidas, durante abertura do debate de alto nível, em Nova Iorque.

Na abertura dos debates da 74ª sessão da Assembleia Geral, ele se comprometeu a “promover parcerias necessárias com todos os atores para atingir nossos objetivos, e em última análise garantir que estejamos fazendo o melhor para garantir paz e prosperidade, particularmente, para os mais vulneráveis”.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, abre os debates da 74a Assembleia Geralda ONU - Foto: Cia Pak/ONU

Em discurso, António Guterres lembra que diversidade é uma riqueza e não uma ameaça

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu nesta terça-feira (24), em Nova Iorque, o debate de alto nível da Assembleia Geral afirmando que a diversidade é uma riqueza e não uma ameaça e defendendo o multilateralismo.

Os 193 Estados-membros da ONU participarão em sessões presididas pelo diplomata nigeriano Tijjani Muhammad-Bande. A 74ª sessão terá como prioridades paz e segurança, erradicação da pobreza, fome zero, educação de qualidade, ação climática e inclusão. As reuniões também darão ênfase aos direitos humanos e à paridade de gênero.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente norte-americano, Donald Trump, participam de encontro sobre liberdade religiosa em Nova Iorque. Foto: ONU/Manuel Elias

Paralelamente à cúpula do clima, Trump pede proteção da liberdade religiosa

Enquanto líderes globais se reuniam na sede da ONU nesta segunda-feira (23) para apresentar seus planos de combate às mudanças climáticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a necessidade de salvaguardar a liberdade religiosa em todo o mundo, em evento com a presença do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

“Lamentavelmente, a liberdade religiosa de que gozam os cidadãos norte-americanos é rara no mundo. Aproximadamente 80% da população mundial vive em países onde a liberdade religiosa é ameaçada, restrita ou mesmo proibida”, afirmou Trump.

Guterres disse lamentar ver um número crescente de pessoas sendo humilhadas publicamente, assediadas e atacadas por causa de sua religião ou crença. “A melhor maneira de promover a liberdade religiosa internacional é unindo nossas vozes para o bem, combatendo mensagens de ódio com mensagens de paz, abraçando a diversidade e protegendo os direitos humanos em todos os lugares”, afirmou.

Livro “Entre-lugares” recebeu apoio da ONU e retrata a vida de homens e mulheres migrantes que tiveram como destino o Brasil. Foto: Divulgação.

Em Minas, ONU apoia publicação de livro sobre migração, refúgio e apátridas

Livro “Entre-lugares”, lançado na quinta-feira (19) em Belo Horizonte pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Minas), contou com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e apresenta relatos de homens e mulheres migrantes que tiveram como destino o Brasil.

Com narrativas que mesclam literatura e jornalismo, a obra aborda a jornada de pessoas migrantes nascidas no Peru, Palestina, Argentina, Haiti, Bolívia, China, República Democrática do Congo, Líbano e Síria.

Entre as histórias está a de Maha Mamo e Souad Mamo – nascidas no Líbano, porém sem pátria – que se refugiaram no Brasil. As irmãs foram as primeiras pessoas reconhecidas como apátridas na história brasileira, tendo conquistado a nacionalidade brasileira em 2018.

O secretário-geral da ONU visita o assentamento de Mandruzi, em Moçambique. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Ação coletiva é única maneira de enfrentar desafios globais, diz Guterres

Os desafios globais de nosso tempo demandam soluções globais, e devemos demonstrar continuamente os méritos da cooperação multilateral, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (23), ao lançar o relatório anual de 2019 das Nações Unidas.

O relatório de 120 páginas documenta o progresso da Organização no ano passado no que se refere a desenvolvimento sustentável, paz e segurança; desenvolvimento da África, direitos humanos, assistência humanitária, direito internacional, desarmamento e prevenção ao crime, juntamente à luta contra o terrorismo.

Japurá (AM), região amazônica próxima à fronteira com a Colômbia. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

UNODC dá seguimento à parceria com centro do sistema de proteção da Amazônia

Representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) foram recebidos na semana passada (12), na sede do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) em Brasília (DF) para uma reunião técnica com o objetivo de dar seguimento à formalização da parceria entre as duas instituições para o combate ao cultivo de drogas na Amazônia.

Para o coordenador da unidade de Estado de Direito e oficial encarregado do UNODC, Nívio Nascimento, o cenário de cultivo de drogas ilícitas na região amazônica exige resposta integrada com órgãos de governo, sendo necessário saber quais outras atividades ilegais estão sendo realizadas na região e quais são as organizações criminosas atuantes.

Sede da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

Líderes de todo mundo se reúnem para cinco grande eventos na sede da ONU

Mais de uma centena de líderes de todo o mundo se reúnem na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque neste mês para sinalizar como irão acelerar ações para responder a temas de preocupação global.

Em cinco grandes eventos ocorrendo entre os dias 23 e 27 de setembro, chefes de Estado e de governo devem se comprometer e mobilizar ações que levarão à transformação necessária para assegurar vidas saudáveis, pacíficas e prósperas para todas e todos.

Os encontros deste ano devem ser o pontapé inicial da ambiciosa década de ação para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030.

Prince-Bonheur e Gothier são primos e melhores amigos. Costumavam ser inseparáveis, até que um conflito em seu país os obrigou a trilhar caminhos opostos. Foto: ACNUR.

Separados por um conflito, primos centro-africanos anseiam por estudar juntos novamente

Gothier e Prince-Bonheur cresceram juntos, mas um conflito os separou; enquanto Gothier pôde retornar ao seu país e aos seus estudos, com o auxílio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Prince permanece no exílio – e fora da escola.

“Eu sei que preciso de educação. A escola é o meu futuro. A vida sem escola não é vida”, pontuou Prince.

À medida que mais centro-africanos retornam do exílio, o país precisará de dinheiro para construir e expandir escolas, treinar mais professores e fornecer materiais de aprendizado adicionais, avalia o ACNUR.

Quando o conflito armado começou no Iêmen, em 2015, o país já era considerado um dos mais pobres do mundo. Foto: PMA/Reem Nada

UNICEF: 29 milhões de bebês nasceram em áreas de conflito em 2018

Mais de 29 milhões de bebês nasceram em áreas afetadas por conflitos armados em 2018, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta sexta-feira (20). A violência armada em países como Afeganistão, Iêmen, Síria, Somália e Sudão do Sul significou que, durante o ano passado, ao menos um em cada cinco bebês em todo o mundo passou seus primeiros momentos em comunidades afetadas por conflitos, muitas vezes em ambientes profundamente inseguros e altamente estressantes.

“Todos os pais e mães deveriam poder valorizar os primeiros momentos do seu bebê, mas, para milhões de famílias que vivem em meio a conflito, a realidade é muito mais sombria”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF.

Quando crianças pequenas experimentam eventos adversos e traumáticos prolongados ou repetidos, o sistema de gerenciamento de estresse do cérebro é ativado sem pausas, causando “estresse tóxico”. Com o tempo, as substâncias químicas do estresse quebram as conexões neurais existentes e inibem a formação de novas, levando a consequências duradouras para o aprendizado, o comportamento e a saúde física e mental das crianças.

Protocolo de Nagoia estabelece disposições sobre acesso aos conhecimentos tradicionais de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que estejam associados a recursos genéticos, melhorando a perspectiva de que essas comunidades se beneficiem do uso de seus conhecimentos e práticas. Foto: Ministério do Meio Ambiente/Paulo de Araújo

Seminário em Brasília discute acesso e repartição de patrimônio genético natural no Brasil

Representante-residente assistente do PNUD no Brasil, Maristela Baioni destacou a relevância social, econômica e ambiental do acesso e repartição dos benefícios (ABS, na sigla em inglês) do patrimônio genético natural para o Brasil.

Em 2014, entrou em vigor o Protocolo de Nagoia, que detalha as obrigações referentes ao tema e fornece estrutura para a implementação e repartição justa e equitativa dos benefícios resultantes da utilização dos recursos genéticos.

Além disso, estabelece disposições sobre acesso aos conhecimentos tradicionais de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que estejam associados a recursos genéticos, melhorando a perspectiva de que essas comunidades se beneficiem do uso de seus conhecimentos e práticas. O Brasil, embora tenha legislação nacional sobre ABS desde 2001, ainda não ratificou o Protocolo de Nagoia.

A ativista LGBT Bianka Rodriguez nos escritórios da COMCAVIS Trans, em San Salvador. Foto: ACNUR/Tito Herrera

Mulher trans desafia perigos e lidera luta pelos direitos LGBTI em El Salvador

A salvadorenha Bianka Rodriguez estava saindo de um shopping em San Salvador quando um homem armado se aproximou e a forçou a entrar num carro. O homem dirigia sem rumo e dizia que iria matá-la. Após algum tempo, ele decidiu libertá-la. Para Bianka, o episódio mostrou os riscos que ela, como pessoa transgênero, sofria em seu país.

Hoje, Bianka Rodriguez, de 26 anos, preside a organização COMCAVIS Trans, que protege pessoas LGBTI obrigadas a se deslocar devido a ameaça de gangues em El Salvador. Por esse trabalho, ela foi a vencedora nas Américas do Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Maranhão leva projeto de combate ao trabalho escravo a todos os municípios do estado

O governo do Maranhão e a ONG Repórter Brasil lançaram na terça-feira (17) a terceira fase do projeto “Escravo, Nem Pensar!”, cujo objetivo é combater e prevenir o trabalho escravo por meio de ações educativas em escolas da rede estadual de ensino.

O projeto é fruto de uma parceria entre Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT), Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE) e Secretarias Estaduais de Direitos Humanos e Participação Popular (SEDIHPOP) e de Educação (SEDUC).

Em 2015, o Maranhão foi o primeiro estado a aderir ao projeto “Escravo, Nem Pensar!”. Agora, com a implementação dessa última etapa, será o primeiro a alcançar todos os municípios com ações educativas em escolas estaduais voltadas à prevenção e ao combate ao trabalho escravo.

Desde 2000, as mortes infantis diminuíram quase a metade e as mortes maternas em mais de um terço, principalmente devido ao acesso melhorado a serviços de saúde disponíveis e de qualidade. Foto: UNICEF

ONU: uma grávida ou um recém-nascido morre a cada 11 segundos no mundo

Novas estimativas de grupo liderado por Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 6,2 milhões de crianças menores de 15 anos morreram em 2018 e mais de 290 mil mulheres morreram devido a complicações durante a gravidez e o parto em 2017. Do total de mortes infantis, 5,3 milhões ocorreram nos primeiros 5 anos, com quase metade delas no primeiro mês de vida.

As mulheres na África ao sul do Saara enfrentam um risco de morte de 1 em 37 durante a gravidez ou o parto. Em comparação, esse risco para uma mulher na Europa é de 1 em 6.500. A África ao sul do Saara e a Ásia Meridional são responsáveis por cerca de 80% das mortes maternas e infantis globais.

A meta global prevista nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 por 100 mil nascidos vivos até 2030. O mundo ficará aquém dessa meta em mais de 1 milhão de vidas se o ritmo atual de progresso se mantiver.

Foto: Tribunal de Justiça do Espírito Santo

Projeto que apoia retorno de egressos do sistema prisional à sociedade é expandido no Brasil

O Escritório Social, que aposta na articulação entre Executivo, Judiciário e sociedade civil organizada para qualificar o retorno de egressos do sistema prisional à sociedade, chegará a 12 estados brasileiros até o fim deste ano.

Presente no Espírito Santo e no Paraná, o Escritório Social reúne em um mesmo local serviços como atendimento psicossocial, saúde, educação e oportunidades de emprego.

Segundo a representante residente assistente do PNUD no Brasil, Maristela Baioni, os programas considerados prioritários pela instituição ganham projeção e interesse de atores nacionais e internacionais.

A atividade é co-organizada pela Africa Teen Geeks, UNODC e Banco Mundial. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

UNODC seleciona jovens para participar de ‘Hackathon for Justice’ nos EUA

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) abre inscrições para evento de programação “Hackathon for Justice”, a ser realizado na sede do Banco Mundial, em Washington, DC. O Brasil está na lista de países prioritários, e podem se candidatar jovens entre 13 e 18 anos, matriculados no enino fundamental e médio, com habilidades em programação e conhecimento da língua inglesa. O UNODC financiará a participação da delegação selecionada.

Até 30 jovens programadores serão selecionados para colaborar no desenvolvimento de soluções tecnológicas para acelerar a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – ODS16 (Paz, Justiça e Instituições Fortes). Eles terão a oportunidade de demonstrar suas habilidades e receberão orientação de engenheiros experientes e especialistas da ONU.

Fundo ELAS e parcerias promovem, de 24 a 27 de setembro de 2019, o III Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais. Foto: ONU Mulheres

Encontro internacional no Rio de Janeiro reúne mulheres para alianças globais

Fundo ELAS e parcerias promovem de 24 a 27 de setembro no Rio de Janeiro (RJ) o 3º Diálogo Mulheres em Movimento: Fortalecendo Alianças Globais, que vai reunir mais de 120 mulheres de Brasil, de outros países da América Latina e do Reino Unido para criar e fortalecer parcerias e ações coletivas pelos direitos humanos das mulheres e pela defesa de seus corpos e territórios.

O encontro é resultado de uma aliança formada por Fundo ELAS, British Council, ONU Mulheres, Fundação Ford, Global Fund for Women, Open Society Foundations, Instituto Ibirapitanga, OAK Foundation e Women’s Foundation of Minnesota.

Foto: StockSnap/Creative Commons.

Iniciativa acadêmica da ONU dobra número de refugiados matriculados no Brasil

Dados globais da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) sobre inclusão de pessoas refugiadas no ensino superior revelam preocupantes discrepâncias: apenas 3% das pessoas refugiadas em idade condizente estão matriculadas em universidades.

A boa notícia é que, no Brasil, o número de refugiados e solicitantes de refúgio matriculados nos institutos de ensino superior que integram a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) dobrou em 2019, em comparação ao número do ano anterior.

A CSVM é uma iniciativa do ACNUR que desde 2003 atua no âmbito de pesquisa e ensino sobre refúgio e migração. A Cátedra atua em cooperação com instituições de ensino superior nacionais e com o Comitê Nacional para Refugiados (CONARE).

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: TASS/UN DPI

Secretário-geral da ONU enfatiza importância dos países lusófonos para a diplomacia global

As nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm importante papel para a diplomacia global e como parceiras das Nações Unidas, disse o secretário-geral da ONU nesta quarta-feira (18), durante coletiva de imprensa para marcar abertura da 74ª sessão da Assembleia Geral, em Nova Iorque.

“A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como a Commonwealth e a francofonia, tem um papel muito importante no quadro das Relações Internacionais, são parceiros das Nações Unidas”, disse Guterres.

O evento, que foi realizado pela primeira vez no DEGASE em 2016, tem o objetivo de valorizar a proteção da primeira infância. Foto: Rio Solidário/Marcia Costa

UNICEF apoia ações de proteção da primeira infância em unidades socioeducativas do RJ

O Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE) do estado do Rio de Janeiro recebe até quinta-feira (19) a Semana do Bebê, agenda proposta pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceria com estados e municípios.

A intenção é mobilizar as unidades socioeducativas a promover atividades sobre maternidade, paternidade e a primeira infância com os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e suas famílias.

O refugiado sírio Fahed participa de aulas no Ouzai Center, uma escola informal em uma favela do sul de Beirute. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

Amizades são uma ponte para crianças refugiadas estudarem, aponta ACNUR

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a ONG Centro Sem Fronteiras oferece chances para crianças refugiadas sírias retomarem os estudos em Beirute, Líbano.

“A educação é uma salvação para todos nós, mas especialmente para os jovens no momento certo”, apontou a co-fundadora do projeto, Lina Lina Attar Ajami.

A iniciativa faz parte de um esforço conjunto para retirar crianças sírias que vivem no Líbano do trabalho infantil, inserindo-as na escola.

Espetáculo de balé em São José do Rio Preto (SP) destina renda ao UNICEF

A Virtual Companhia de Dança realiza pela primeira vez no Brasil o “Dançar pela Paz”, uma celebração de caráter beneficente que reúne artistas do balé clássico de vários países em único palco.

O espetáculo é apresentado desde 2014 e já passou por países como Argentina, Chile e Estados Unidos. A companhia tem a direção artística do fundador do Dançar Pela Paz, Leonardo Reale, coreógrafo e gestor cultural argentino.

A edição brasileira será realizada no Teatro Municipal Paulo Moura, em São José do Rio Preto (SP), e destinará toda a renda ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A venezuelana Yianela e seu filho estão abrigados em Roraima. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Com apoio da ONU, venezuelana recebe informações sobre cuidados de pré-natal

Proveniente da cidade venezuelana de Tigre, Yianela Brizuela, de 18 anos, cruzou a fronteira com o Brasil quando estava em seu terceiro mês de gravidez e levava seu filho de 3 anos no colo. Sua principal motivação era ter melhores condições de vida.

Atualmente no oitavo mês de gestação, ela lembra ter tido contato com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio de uma sessão informativa em Roraima sobre saúde sexual e reprodutiva. Na ocasião, estavam sendo discutidos cuidados de pré-natal.

“Não me esqueço desse dia, porque aprendemos muitas coisas novas. Uma mãe pode acreditar que, por já ter tido um filho, sabe tudo, mas me dei conta de que havia muitas coisas a aprender em relação à gravidez”, explica. Leia o relato completo.

Em 1 de julho de 2016, Amaia, de 11 anos, uma menina inuíte, pisa em bloco de gelo no Oceano Ártico, em Barrow, Alasca (EUA). O derretimento anômalo do gelo do Ártico é um dos muitos efeitos do aquecimento global que tem sério impacto na vida dos seres humanos e na natureza. Foto: UNICEF

UNICEF: conflitos armados, crise climática e notícias falsas são ameaças às crianças do mundo

Conflitos prolongados, agravamento da crise climática, aumento do nível de doenças mentais entre jovens e desinformação online são algumas das ameaças globais emergentes mais preocupantes para as crianças, disse nesta quarta-feira (18) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em carta aberta da diretora-executiva da organização, Henrietta Fore.

Além das ameaças às pessoas mais jovens — como dificuldades de acesso à educação, pobreza, desigualdade e discriminação —, a carta alerta para ameaças emergentes aos direitos das crianças, e descreve um caminho para enfrentá-las. O texto foi publicado como parte das comemorações do UNICEF para o 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança – o tratado de direitos humanos mais amplamente ratificado no mundo.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

UNICEF e parceiros promovem formação para pedagogos de escolas em Roraima

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Secretaria de Educação e Desportos do Estado de Roraima (SEED) e outras instituições, realiza desde quarta-feira (11) cursos de formação continuada para o contexto de migração emergencial. Os encontros ocorrem até 13 de novembro e devem qualificar 230 profissionais da rede estadual e municipal de educação de Boa Vista e Pacaraima.

Família de migrantes em Miratovac, Sérvia. Foto: ONU

Estudo da ONU aponta aumento da população de migrantes internacionais

O número de migrantes internacionais alcançou 272 milhões de pessoas em 2019, um aumento de 51 milhões desde 2010: atualmente, somam 3,5% da população global, comparado com 2,8% em 2000, de acordo com novas estimativas divulgadas pela Organização das Nações Unidas nesta terça-feira (17).

O Inventário de Migração Internacional 2019, conjunto de dados divulgados pela Divisão de População do Departamento de Economia e Assuntos Sociais (DESA) da ONU, fornece as últimas estimativas sobre o número de migrantes internacionais por idade, sexo e origem, para todos os países em todas as áreas do mundo.

Magdali e seus filhos, felizes em solo brasileiro. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Em Roraima, Espaço Amigável acolhe, escuta e encaminha mulheres venezuelanas a serviços públicos

Em 2018, Magdali Bronn e sua família iniciaram uma luta para ter acesso a serviços de saúde na Venezuela. Os empecilhos, no entanto, foram muitos. Seu marido faleceu de malária no fim de 2018, e sua filha mais nova contraiu otite aguda, que agora precisa ser operada.

Magdali chegou ao Brasil em 14 fevereiro de 2019, quando se celebra, na Venezuela, o Dia do Amor e da Amizade. “Fui recebida pelas pessoas do UNFPA no Espaço Amigável, que me trataram muito bem. Expliquei minha situação e da minha filha, e soube que a operação dela seria possível aqui”, contou.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) dá apoio a mulheres que chegam em situação de extrema vulnerabilidade ao Brasil, oferecendo um espaço de escuta sensível nos ‘Espaços Amigáveis’, em Roraima.

Aline Maccari, 42, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública do ACNUR em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR | Santiago Escobar-Jaramillo.

‘Aqui se chora de tristeza e de alegria no mesmo dia’, diz funcionária do ACNUR em Boa Vista

Aline Maccari, de 42 anos, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Boa Vista (RR). Seu trabalho é oferecer informação e suporte para a mídia acerca da situação dos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil, garantindo que este cenário e estas pessoas sejam registrados de forma responsável e justa.

Ela compartilhou com a agência momentos marcantes de sua experiência e os principais desafios e alegrias do dia a dia em uma emergência humanitária.

“A parte mais gratificante sem dúvida é perceber que parte do meu trabalho ajudou alguém a melhorar sua vida, minimizar seu sofrimento ou criar empatia com o público. Além disso, o mundo precisa saber da resposta exemplar que estamos oferecendo aos refugiados no Brasil”, contou Maccari. Leia mais na entrevista.

O objetivo do concurso é estimular o jornalismo de qualidade sobre questões relacionadas à migração laboral. Foto: Banco Mundial

Concurso global da OIT premia coberturas jornalísticas sobre migração laboral

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou o quinto Concurso Mundial de Meios de Comunicação como forma de reconhecer publicamente coberturas jornalísticas exemplares sobre migração laboral.

Os temas da edição deste ano são “contratação equitativa” e o “futuro da migração laboral”. Pela primeira vez, o concurso terá uma categoria para estudantes e a opção de receber o prêmio na forma de uma bolsa de estudo. O prazo de inscrição é 31 de outubro. Saiba como participar.