Coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic (ao centro), celebra Dia do Orgulho LGBTI com funcionárias e funcionários das Nações Unidas no país. Foto: UNFPA

ONU Brasil lembra 50 anos da Batalha de Stonewall, a origem do orgulho LGBTI

No dia em que o levante de Stonewall completou 50 anos, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, assim como funcionárias e funcionários da Organização no país, lembraram em Brasília (DF) o Dia do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Pessoas Trans e Intersexo) com a Campanha Livres & Iguais.

Em 28 de junho de 1969, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBTI contra uma invasão da polícia de Nova Iorque ao bar Stonewall Inn, em Manhattan, marcou simbolicamente o início do movimento, que tem demandado reconhecimento e direitos em todo o mundo.

O evento deu destaque às mulheres que atuaram em Forças de Paz da ONU. Foto: UNIC Rio/Arthur Bomfim

No Rio, ONU homenageia profissionais das missões de paz

Em comemoração ao Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz da ONU (29 de maio), o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e instituições parceiras reuniram no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (RJ), brasileiros que integraram missões da Organização e especialistas em manutenção da paz.

O evento homenageou os soldados que servem sob a bandeira das Nações Unidas. Os chamados capacetes-azuis da Organização são militares que ajudam a levar a paz e a estabilidade a regiões do mundo afetadas por guerras. Esses profissionais atuam em funções que vão desde a prevenção de conflitos até a proteção de civis nos territórios em crise, contribuindo assim com a manutenção da paz.

Ativistas protestam contra a tortura em frente ao presídio central de Mogadíscio, na Somália. Foto: ONU/Tobin Jones

Em dia internacional, chefe da ONU reafirma repúdio à tortura em qualquer circunstância

Enquanto a proibição da tortura é “absoluta, sob quaisquer circunstâncias”, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou na quarta-feira (26) o fato de “esse princípio ser violado todos os dias” em prisões, centros de detenções, delegacias, instituições psiquiátricas e outros lugares no mundo todo.

As Nações Unidas há tempos condenam a tortura como um dos atos mais perversos perpetrados pela humanidade, à medida que busca “aniquilar a personalidade da vítima” e nega sua dignidade inerente. Apesar da proibição absoluta sob a lei internacional, torturas continuam ocorrendo em todas as regiões do mundo e o ato é frequentemente usado sob o argumento da segurança nacional e fronteiriça.

Em Tijuana, no México, a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, reúne-se em junho de 2019 com uma jovem mãe e sua filha, que fugiram de sua cidade natal no México após ameaças de extorsão. Foto: UNICEF/Balam-ha Carrillo

UNICEF pede que países de origem, trânsito e destino protejam migrantes vulneráveis

A chocante imagem de um migrante da América Central e de sua filha pequena afogados nas margens do rio na fronteira entre México e Estados Unidos continua gerando fortes reações, a mais recente delas da chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“A foto de partir o coração mostrando os corpos sem vida da pequena salvadorenha Valeria e de seu pai, Oscar, na margem do Rio Grande, é um duro lembrete dos perigos enfrentados por migrantes que tentam chegar aos EUA”, disse Henrietta Fore. “É uma imagem dura que deveria perturbar todos nós”.

Em pedido para que países de origem, trânsito e destino aumentem a proteção de migrantes vulneráveis, a diretora-executiva do UNICEF alertou sobre as condições dos abrigos governamentais na fronteira entre EUA e México.

Líderes da cúpula do G20 em Osaka, no Japão. Foto: G20 Osaka Summit 2019

Chefe da ONU pede maior compromisso do G20 com ação climática e cooperação

O encontro anual do G20, grupo das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, começou nesta sexta-feira (28) em Osaka, no Japão, em meio ao que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, descreveu como “um momento de altas tensões políticas”.

“Temos o aquecimento global, mas também temos o aquecimento político global, e isso pode estar relacionado a conflitos comerciais e tecnológicos, a situações em diversas partes do mundo, como no Golfo”, disse Guterres a jornalistas, antes de discursar à cúpula. Ele se referia aos recentes ataques a petroleiros em torno do Estreito de Ormuz e do Golfo do Omã.

A respeito das “incertezas sobre a economia global”, Guterres destacou conflitos comerciais, altos índices de dívidas, mercados financeiros possivelmente instáveis e o risco de desaceleração do crescimento mundial.

Reunidos ao redor do monumento “Abertura dos Portos”, no centro de Manaus, venezuelanos e brasileiros transmitem mensagens de paz em celebração ao Dia Mundial do Refugiado. Foto: ACNUR/César Nogueira

Caminhada e festas marcam Dia Mundial do Refugiado em Manaus

Dança tradicional venezuelana, brincadeiras para crianças e músicas típicas trouxeram alegria e marcaram a comemoração do Dia Mundial do Refugiado no sábado (22) na capital amazonense.

Cerca de 100 venezuelanos indígenas e não indígenas que moram em Manaus participaram da ação promovida por Cáritas Arquidiocesana de Manaus e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). As ações tiveram início no Largo São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Em uma mistura de espanhol, português e warao, frases de agradecimento e mensagens sobre direitos humanos estampavam cartazes que transmitiram a gratidão de refugiados e migrantes pela acolhida no país e, ao mesmo tempo, a dor de ter deixado tudo para trás.

Grupo reúne-se aos sábados em oficinas que durarão até o próximo mês. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Projeto discute violência de gênero e direitos das mulheres em Roraima

Realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com o Núcleo de Mulheres de Roraima (NUMUR) e o Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), o projeto Promotoras Legais Populares completou três semanas de oficinas voltadas para a capacitação de mulheres em Boa Vista (RR).

A iniciativa pretende empoderar e formar 30 lideranças comunitárias, entre brasileiras, refugiadas e migrantes, sobre direitos, conceitos e políticas públicas relacionados ao combate à violência de gênero.

No sábado (22), as participantes aprenderam sobre os diversos serviços e instituições que atuam no processo de enfrentamento à violência contra a mulher, como o Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), o Disque 100 (Disque Direitos Humanos), o 190 (Polícia Militar), a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM).

Participantes do workshop em frente ao restaurante Congolinária, do refugiado congolês Pitchou Luambo. Foto: ACNUR/Miguel Pachioni

ACNUR e IFC promovem encontro com instituições de microcrédito em São Paulo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o apoio da International Finance Corporation (IFC), organismo do Grupo Banco Mundial, realizaram em São Paulo, nos dias 11 e 12 de junho, um workshop de inclusão financeira voltado para facilitar o acesso ao microcrédito por parte das pessoas refugiadas que vivem no Brasil.

De acordo com uma recente pesquisa publicada pelo ACNUR sobre o perfil socioeconômico da população refugiada no país, verificou-se que os refugiados têm capacidade escolar acima da média brasileira e mais de 79% dos entrevistados afirmaram ter disposição para empreender, sendo que 22% já realizam atividades empresariais.

Participantes de edições anteriores do programa Embaixadores da Juventude. Foto: UNODC

UNODC abre inscrições para quarta edição do Programa Embaixadores da Juventude

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Instituto Caixa Seguradora abriram na quarta-feira (26) as inscrições para a quarta edição do Programa Embaixadores da Juventude, que ocorrerá de 24 a 28 de julho de 2019, em Belém (PA).

Esta é a primeira vez, desde o lançamento do programa, em 2016, que uma edição é direcionada à juventude da região Norte. Podem se inscrever jovens entre 18 e 25 anos, que tenham ao menos concluído o Ensino Médio e, sobretudo, que possuam espírito de liderança e papel transformador em suas comunidades.

A iniciativa visa capacitar jovens e adolescentes com perfil de liderança e impacto social em temas e agendas internacionais, fortalecendo o poder de advocacy de seus participantes em defender suas pautas em agendas nacionais e internacionais. As inscrições podem ser feitas até 6 de julho.

Festival Rio Refugia atrai multidão e celebra integração entre brasileiros e refugiados

O dicionário define: um dos significados da palavra “troca” é “transformação”. Por meio da partilha, as pessoas mudam, crescem, evoluem. Foi o que aconteceu na terceira edição do festival Rio Refugia, realizado na última quinta-feira (20), no SESC Tijuca, zona norte da cidade.

Com um público estimado em quase 4 mil visitantes, o evento para o Dia Mundial do Refugiado reuniu pessoas em situação de refúgio e brasileiros que celebraram juntos suas semelhanças e compartilharam experiências por meio da arte e da gastronomia.

O objetivo do Rio Refugia, organizado por Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas RJ, SESC RJ, Abraço Cultural e feira Chega Junto, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), é valorizar os talentos das pessoas refugiadas e chamar atenção para os desafios que elas enfrentam, como a integração econômica e social.

Time do UNFPA em ação na comunidade indígena Sakaumotá, em março deste ano. Foto: UNFPA Brasil

Fundo de População da ONU completa um ano de atividades em Pacaraima

Há um ano, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) chegava a Pacaraima, município na fronteira do Brasil com a Venezuela, para integrar os serviços de ordenamento de fronteira da Operação Acolhida, iniciativa do governo federal e das Forças Armadas para coordenar a resposta e atendimento às pessoas refugiadas e migrantes que chegam ao país.

Desde então, o UNFPA lidera as ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva e de prevenção da violência baseada em gênero no contexto de assistência humanitária. “É fundamental a atuação do Fundo de População neste cenário: para garantir que cada gestação seja desejada, cada parto seja seguro e cada pessoa jovem possa atingir o seu potencial, inclusive em situações de crises humanitárias”, disse o chefe do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller

ACNUR: foto de migrantes afogados mostra necessidade de medidas de prevenção

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse nesta quarta-feira (26) estar profundamente chocada ao ver a devastadora foto dos corpos de Oscar Alberto Martinez Ramirez e de sua filha Valeria, de 23 meses, ambos de El Salvador, afogados nas margens do Rio Grande, na fronteira entre Estados Unidos e México.

“As mortes de Oscar e Valeria representam um fracasso em lidar com a violência e o desespero que levam as pessoas a trilharem jornadas perigosas pela perspectiva de uma vida em segurança e dignidade”, afirmou o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. “Isso é agravado pela ausência de caminhos seguros para as pessoas buscarem proteção, deixando-as sem outra opção senão arriscar suas vidas”.

A ciência forense nuclear ajuda a detectar materiais radioativos perdidos ou roubados e pode deter o contrabando e o terrorismo. O material radioativo é amplamente usado em energia, na medicina e na indústria. No entanto, se cair em mão erradas pode causar um dano sério. Quando qualquer material radioativo suspeito é descoberto, por exemplo, em uma fronteira ou em uma operação policial, é a hora de chamar os especialistas em ciência forense nuclear. Saiba mais nesse vídeo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)

Agência da ONU apoia rastreamento de material radioativo por meio da ciência forense nuclear; vídeo

A ciência forense nuclear ajuda a detectar materiais radioativos perdidos ou roubados e pode deter o contrabando e o terrorismo. O material radioativo é amplamente usado em energia, na medicina e na indústria. No entanto, se cair em mão erradas pode causar um dano sério.

Quando qualquer material radioativo suspeito é descoberto, por exemplo, em uma fronteira ou em uma operação policial, é a hora de chamar os especialistas em ciência forense nuclear.

Saiba mais nesse vídeo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

ONU pede alternativas à prisão para quem sofre com dependência das drogas

Em mensagem para o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito, lembrado nesta quarta-feira (26), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que governos implementem serviços baseados em direitos humanos para prevenir e tratar o uso indevido de drogas. Por ano, mais de 500 mil pessoas morrem em todo o mundo devido ao consumo abusivo de drogas.

Também por ocasião da data, o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, pediu respostas que promovam alternativas à prisão de quem sofre com transtornos devido ao uso de drogas.

Qual é a educação que protege contra a violência? As alternativas a essa questão foram discutidas neste mês de junho, durante o seminário “Educação é proteção contra a violência”, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Cidade Escola Aprendiz no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ).

UNICEF: educação é estratégia crucial de proteção de crianças e adolescentes contra a violência

Qual é a educação que protege contra a violência? As alternativas a essa questão foram discutidas neste mês de junho, durante o seminário “Educação é proteção contra a violência”, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Cidade Escola Aprendiz no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ).

O seminário, que contou com a leitura do manifesto jovem #EndViolence, reuniu especialistas, autoridades, sociedade civil e lideranças adolescentes para discutir o impacto da violência na vida de crianças e adolescentes.

O seminário reuniu especialistas, autoridades, sociedade civil e lideranças adolescentes para discutir o impacto da violência na vida de crianças e adolescentes – e como a educação pode ser uma estratégia crucial de proteção.

Confira nessa matéria em vídeo do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU

Conselho de Segurança pede contenção em meio a tensões no Golfo entre Irã e EUA

Após as conversas a portas fechadas, o embaixador Mansour al-Otaibi, do Kuwait, que assumiu a presidência do Conselho de Segurança durante o mês de junho, leu uma declaração informal em nome do órgão de 15 membros, condenando os ataques a petroleiros no Golfo.

Segundo a declaração, os ataques representam “uma séria ameaça à navegação marítima e ao fornecimento de energia”, assim como uma ameaça à paz e à segurança internacional. A declaração se referia a uma série de incidentes no Golfo Pérsico ou no Golfo de Omã, atribuídos pelos Estados Unidos ao Irã, que negou envolvimento.

“Os membros do Conselho instam partes envolvidas e todos os países na região a exercerem contenção máxima e adotarem medidas e ações para reduzir agravamentos e encerrar tensões”, disse.

Brigada de Intervenção atua na área de Beni com militares de Malauí, Tanzânia e África do Sul. Foto: MONUSCO/FIB/Mohammed Mkumba

Militares brasileiros treinarão soldados de operação de paz na República Democrática do Congo

O Brasil enviará peritos militares para treinar o primeiro grupo especial de capacetes-azuis autorizado pela ONU a realizar operações ofensivas para neutralizar e desarmar grupos rebeldes na República Democrática do Congo.

As forças brasileiras serão enviadas da Amazônia para apoiar a Brigada de Intervenção, que combate milícias que “ameaçam a autoridade do Estado e a segurança civil” em Beni, no leste do país. Nessa área, atua o grupo armado ADF, enquanto no país existem 70 grupos armados em atividade.

A informação foi dada à ONU News, em Nova Iorque, pelo comandante da Missão da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), o general brasileiro Elias Rodrigues Martins Filho, que lidera mais de 15 mil militares, de 49 países.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala durante 108ª Sessão da Conferência Internacional do |Trabalho, em 21 de junho de 2019. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Chefe da ONU elogia convenção histórica contra assédio sexual no ambiente de trabalho

Um histórico acordo internacional que proíbe violência e assédio no ambiente de trabalho foi elogiado pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, após ser adotado na sexta-feira (21) na Conferência do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra.

Em discurso aos participantes do evento na cidade suíça, Guterres cumprimentou Estados-membros por “construírem um legado de conquistas, guiado por essa antiga visão de justiça social através de diálogos sociais e de cooperação internacional”.

Ao assinarem a convenção, Estados-membros têm responsabilidade de promover um “ambiente geral de tolerância zero” à violência e assédio sexual, além de proteger trainees, estagiários, voluntários, pessoas que buscam empregos e funcionários, “independentemente de suas situações contratuais”.

Migrante venezuelana na Colômbia. Cerca de 5 mil pessoas atravessaram a fronteira da Venezuela diariamente no último ano, de acordo com dados da ONU. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Na Venezuela, chefe de direitos humanos da ONU pede que governo liberte manifestantes presos

Falando ao final da primeira missão oficial à Venezuela de uma chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet pediu ao governo que liberte todos os manifestantes pacíficos detidos, e anunciou que uma equipe de seu escritório permanecerá em Caracas para monitorar a situação dos direitos humanos no país.

A alta-comissária da ONU chegou à Venezuela na quarta-feira (20) a convite do governo de Nicolás Maduro. Ela já havia manifestado profunda preocupação com a deterioração dramática do cenário no país em discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra em março, no qual também mencionou a “contínua criminalização de protestos e dissidências pacíficas”.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ACNUR: 8 fatos sobre refugiados que você precisa conhecer

Em junho, a Agência da ONU para Refugiados lançou seu relatório anual Tendências Globais, que aponta um número recorde de pessoas forçadas a se deslocar no mundo. São 70,8 milhões de indivíduos que tiveram de abandonar suas casas por causa de conflitos armados, violência e perseguições.

Trata-se do maior contingente já verificado pelo organismo internacional nas quase sete décadas de sua existência — a instituição foi criada em 1950.

O ACNUR separou oito fatos sobre quem são e onde vivem essas pessoas forçadas a deixar tudo para trás:

“No Dia Mundial do Refugiado, os meus pensamentos estão com os mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens – refugiados e deslocados internos – que foram forçados a fugir da guerra, do conflito e da perseguição. Este é um número surpreendente – o dobro do que era há 20 anos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem especial para a data (20 de junho).

‘Temos de restabelecer regime de proteção internacional’, diz chefe da ONU no Dia Mundial do Refugiado

“No Dia Mundial do Refugiado, os meus pensamentos estão com os mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens – refugiados e deslocados internos – que foram forçados a fugir da guerra, do conflito e da perseguição. Este é um número surpreendente – o dobro do que era há 20 anos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem especial para a data (20 de junho).

A maioria dos deslocados à força veio de apenas alguns países: Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália. Nos últimos 18 meses, outros milhões fugiram da Venezuela.

“Eu quero reconhecer a humanidade dos países que abrigam refugiados, mesmo quando eles enfrentem seus próprios desafios econômicos e preocupações de segurança. Devemos combinar sua hospitalidade com desenvolvimento e investimento. É lamentável que o exemplo deles não seja seguido por todos. Temos de restabelecer a integridade do regime de proteção internacional”, acrescentou.

O UNDSS realizou nos dias 11 e 12 de junho o curso "Segurança para mulheres, WSAT - Women's Security Awareness Training" no Rio de Janeiro (RJ). Foto: UNDSS

Departamento da ONU promove treinamento de segurança para mulheres no Rio

O Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas no Brasil (UNDSS) realizou nos dias 11 e 12 de junho o curso “Segurança para mulheres, WSAT – Women’s Security Awareness Training” no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro (RJ).

O módulo prático foi realizado no Batalhão de Polícia de Choque da Polícia Militar do estado. Participaram do treinamento 25 mulheres, entre funcionárias de Sistema ONU e de instituições parceiras.

Estudantes no Sudão do Sul montam peça de teatro que discute o tema da violência sexual em conflito. Foto: UNMISS/Isac Billy

Em dia mundial, chefe da ONU denuncia uso da violência sexual como ‘tática de guerra’

Em mensagem para o Dia Internacional para Eliminação da Violência Sexual em Conflito, lembrado nesta quarta-feira (19), o chefe da ONU, António Guterres, alertou que a prática é usada como “tática de guerra para aterrorizar as pessoas e desestabilizar as sociedades”. Descrevendo essas violações como uma “mancha em nossa humanidade comum”, o secretário-geral pediu justiça para as vítimas.

Uma mãe rohingya atravessa um rio com seu filho no colo em busca de segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Relatório independente destaca falhas estruturais e sistêmicas da ONU em Mianmar

Uma análise independente sobre como o Sistema ONU operou em Mianmar nos anos que antecederam o êxodo em massa de rohingya após sérias violações de direitos humanos concluiu que houve “falhas sistêmicas e estruturais” que impediram a implementação de uma estratégia unificada.

O relatório do ex-ministro guatemalteco de Relações Exteriores Gert Rosenthal, ex-embaixador da ONU e oficial da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), disse que o Sistema ONU foi “relativamente impotente para trabalhar efetivamente com as autoridades de Mianmar para reverter as tendências negativas nas áreas de direitos humanos e consolidar as tendências positivas em outras áreas”.

Cerca de 400 famílias se abrigavam em acampamento improvisado no norte de Idlib, Síria, após fugirem da violência no sul da cidade no começo de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Síria: coordenador humanitário da ONU alerta para situação de crescente violência em Idlib

O coordenador humanitário das Nações Unidas, Mark Lowcock, alertou na terça-feira (18) o Conselho de Segurança sobre a crescente violência, destruição e disseminação do desespero entre moradores de Idlib, noroeste da Síria, onde pessoas estão presas em meio ao conflito armado. Ele afirmou que “um desastre humanitário está ocorrendo diante de nossos olhos”.

“Ao longo das últimas seis semanas, as hostilidades deixaram mais de 230 civis mortos, incluindo 69 mulheres e 81 crianças”, detalhou ao Conselho. “Centenas de pessoas ficaram feridas” e, desde 1º de maio, “estima-se que 330 mil pessoas tenham sido forçadas a deixar suas casas”. O número é quase o dobro do relatado no último briefing feito por Lowcock ao Conselho.

Para se distrair dos obstáculos que sua família enfrentava, Roberth aprendeu a fazer origami, a jogar xadrez e rúgbi. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

Venezuelano de 17 anos retoma estudos e práticas esportivas no Brasil

O venezuelano Roberth Anzoategui, de 17 anos, jogava beisebol em uma academia de seu país e estava a dois meses de assinar um contrato profissional quando sua vida tomou rumos inesperados.

A casa onde ele morava com mãe, pai e dois irmãos foi alvo de um assalto à mão armada. A família teve todos os seus pertences roubados, foi ameaçada de morte e, para sobreviver, precisou fugir.

Quando chegou a Pacaraima (RR), cidade na fronteira entre Venezuela e Brasil, em outubro de 2018, o adolescente encontrou conforto no atendimento do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

As especialistas em violência baseada em gênero e em saúde sexual e reprodutiva, Patrícia Ludmila e Leila Rocha, organizaram a roda de conversa em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA Brasil/Rafael Sanz

Mulheres indígenas em Boa Vista recebem orientações sobre saúde sexual e reprodutiva

A equipe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) visitou na semana passada (10) a ocupação Kau’banoko, que abriga mulheres venezuelanas refugiadas e migrantes dos povos indígenas Warao e Inepá em Boa Vista (RR).

Saúde sexual e reprodutiva é um dos eixos do trabalho UNFPA no programa de assistência humanitária. Em contextos de emergência, pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, são mais vulneráveis à violência sexual, infecções sexualmente transmissíveis e gestações não intencionais. Na ausência de serviços adequados de obstetrícia, há um alto índice de mortes maternas e complicações relacionadas ao parto.

Diversidade social e cultural é ‘enorme riqueza, não uma ameaça’, diz chefe da ONU

Assim como uma orquestra bem ensaiada, sociedades modernas bem sucedidas têm um equilíbrio de diversidade e cultura, que é fonte de uma “enorme riqueza, não de uma ameaça”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no fim de maio (27).

Ao lado do aclamado violoncelista Yo-Yo Ma, mensageiro da ONU para a Paz, Guterres disse aos presentes no evento em Viena que é preciso adotar “uma perspectiva universal para a paz, para a dignidade humana, para os direitos humanos” nos debates atuais da Europa.

Especialistas da ONU condenam assassinato de ex-combatente das FARC na Colômbia

Seis especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram no início de junho (4) o assassinato de um ex-membro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em meio a desafios para implementar o processo de paz no país. Segundo os especialistas, o assassinato constitui uma violação das garantias feitas pelo governo no acordo de paz de 2016.

Dimar Torres Arévalo, membro desmobilizado da guerrilha, foi encontrado morto em 22 de abril do lado de fora de um acampamento do Exército Nacional em Norte de Santander, próximo à fronteira com a Venezuela. As FARC lutaram contra forças do governo por mais de 50 anos.

O ataque, que segundo especialistas da ONU foi uma execução extrajudicial, representa “um risco ao processo de paz, à medida que não respeita o acordo final que pede respeito às vidas de todos os ex-combatentes que abandonaram suas armas”, disseram em comunicado. Segundo eles, isto representa, portanto, “uma violação das garantias feitas pela Colômbia”.

Migrante do Níger em centro de detenção na Líbia em 2017. Ele foi detido antes de embarcar em barco rumo à Itália. Foto: UNICEF

Refugiados com tuberculose são deixados para morrer em centros de detenção na Líbia

Refugiados e migrantes que sofrem de tuberculose estão sendo deixados “efetivamente para morrer” em um centro de detenção a sul de Trípoli, na Líbia, afirmou no início de junho (7) o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), segundo o qual pessoas que foram levadas à costa pela guarda costeira desapareceram ou foram vendidas a traficantes.

Em meio a um conflito dentro e nos arredores da capital, o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, expressou profunda preocupação com as “condições pavorosas” em que refugiados e migrantes estão sendo detidos.

Manifestantes tomam as ruas da capital sudanesa, Cartum, em abril de 2019. Foto: Ahmed Bahhar/Masarib

Representante da ONU pede fim de violência e estupros contra manifestantes no Sudão

A representante especial das Nações Unidas sobre violência sexual em conflitos expressou profunda preocupação na semana passada (13) com relatos de ataques e estupros cometidos por forças da segurança e paramilitares contra manifestantes no Sudão. Pramila Patten pediu o fim “imediato e completo” da violência contra os manifestantes, que realizaram protestos do lado de fora da sede do Exército na capital, Cartum.

Paciente idoso recebe atendimento de reabilitação no Japão. Foto: OMS/Yoshi Shimizu

Especialista alerta para necessidade de proteger idosos expostos a abusos no mundo

Na ocasião do Dia Mundial da Conscientização Contra o Abuso de Idosos, lembrado no último sábado (15), a especialista independente das Nações Unidas para defesa dos direitos de pessoas idosas destacou que elas são frequentemente vítimas de abusos e estupros, que raramente são detectados, relatados ou expostos.

“Casos de abusos sexuais e estupros de pessoas idosas são um assunto raramente discutido, mas são uma realidade”, disse Rosa Kornfeld-Matte, em comunicado emitido na quinta-feira (13), pedindo para todos estarem “mais atentos e relatarem possíveis casos de abusos de pessoas idosas”.

Estados precisam responder à violência contra pessoas LGBTI, diz relator da ONU

Em comunicado emitido antes da apresentação neste mês de seu relatório mais recente ao Conselho de Direitos Humanos, o especialista das Nações Unidas Victor Madrigal-Borloz instou Estados a coletarem mais dados para entender as raízes da violência contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexo (LGBTI) em sociedades do mundo todo.

“Estados precisam responder adequadamente a este problema através de políticas públicas, do acesso à Justiça, de reformas nas leis ou ações administrativas”, disse Madrigal-Borloz. “Na maior parte dos contextos, legisladores estão tomando decisões no escuro, baseadas apenas em preconceitos pessoais”.

O albinismo é uma condição rara, não contagiosa e genética presente no nascimento. É encontrada em ambos os gêneros, independentemente de etnia, em todos os países. Foto: Corbis Images/Patricia Willocq

ONU: é preciso reconhecer, celebrar e se solidarizar com pessoas com albinismo

A cada 13 de junho, o mundo é lembrado de que pessoas com albinismo merecem ter seus direitos à vida e à segurança protegidos. Pessoas com albinismo frequentemente sofrem desafios e obstáculos para seus direitos humanos, de estigmas e discriminações a barreiras no acesso à saúde e à educação. No Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, é preciso “reconhecer, celebrar e se solidarizar com pessoas com albinismo ao redor do mundo”.

O albinismo é uma rara condição genética, não contagiosa, apresentada no nascimento. A condição é encontrada em ambos os sexos, independentemente de etnia, em todos os países.

A cada manhã, centenas de meninos e meninas atravessam a fronteira da Venezuela para entrar em ônibus que os levarão a uma escola em Cúcuta, na Colômbia. Abril de 2019. Foto: UNICEF/Arcos

Número recorde de venezuelanos chega ao Peru; ONU intensifica resposta

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) enviou equipes adicionais nesta semana à fronteira entre Peru e Equador para apoiar as autoridades, após um número sem precedentes de migrantes e refugiados venezuelanos – mais de 15 mil – entrarem no Peru esta semana.

Na sexta-feira (14), mais de 8 mil venezuelanos cruzaram a fronteira em Tumbes, o número mais alto já registrado em um único dia. Destes, 4.700 pediram refúgio no Peru, também um número sem precedentes em um único dia.