O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que 15 mil crianças permanecem separadas de suas famílias ou desaparecidas, cinco anos depois do início do conflito no Sudão do Sul. O UNICEF disse que mais de 4 milhões de pessoas foram deslocadas pelos combates no país, a maioria crianças. Desde o início do conflito, a agência da ONU e parceiros reuniram cerca de 6 mil crianças com seus pais ou responsáveis. Ele disse que cada reunificação é o resultado de meses e, muitas vezes, anos de trabalho para rastrear integrantes desaparecidos da família.

No Sudão do Sul, 15 mil crianças estão separadas das famílias ou desaparecidas; vídeo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que 15 mil crianças permanecem separadas de suas famílias ou desaparecidas, cinco anos depois do início do conflito no Sudão do Sul.

O UNICEF disse que mais de 4 milhões de pessoas foram deslocadas pelos combates no país, a maioria crianças.

Desde o início do conflito, a agência da ONU e parceiros reuniram cerca de 6 mil crianças com seus pais ou responsáveis. Ele disse que cada reunificação é o resultado de meses e, muitas vezes, anos de trabalho para rastrear integrantes desaparecidos da família.

Navio no porto de Hodeida, única maneira de comida e combustível entrarem no país. Foto: PMA/Fares Khoailed

Equipe de monitoramento do cessar-fogo prepara início de operações no Iêmen

Uma equipe liderada pelas Nações Unidas com objetivo de supervisionar o cessar-fogo que entrou em vigor na terça-feira (18) em diversos portos no Iêmen iniciou suas operações de planejamento, incluindo acordo para um código de conduta, afirmou na quarta-feira (19) o porta-voz da ONU.

Em briefing na terça-feira, Dujarric afirmou que o secretário-geral da ONU, António Guterres, estava pressionando autoridades para garantir que observadores da ONU fossem enviados o mais rápido possível para monitorar o cessar-fogo.

Enviado especial para a Síria, Staffan de Mistura. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Enviado especial da ONU pede união do Conselho de Segurança pelos sírios

Responder aos problemas que cercam a Síria e levar anos de confrontos brutais a um fim exige mais “esforços genuínos” por parte de países influentes para conversar entre si e trabalhar construtivamente, disse o enviado especial das Nações Unidas para a Síria.

Em seu último briefing ao Conselho de Segurança antes de deixar o cargo, no dia 20 de dezembro, Staffan de Mistura lembrou o órgão de 15 membros da obrigação de facilitar um mapa para a paz liderado e detido por sírios.

Lançamento da pedra fundamental da sede permanente das Nações Unidas em Nova Iorque, em 24 de outubro de 1949. A cerimônia teve a presença do presidente norte-americano, Harry S. Truman, e do então secretário-geral da ONU, Trygve Lie (esquerda), que depositou cópias da Carta da ONU e da Declaração Universal dos Direitos Humanos na pedra fundamental. Na foto, à direita, está o arquiteto-chefe das obras, Wallace K. Harrison. Foto: ONU

Artigo 29: Deveres com a comunidade

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 29:

1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, em que o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.

2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar em uma sociedade democrática.

3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos propósitos e princípios das Nações Unidas.

A Administração Postal das Nações Unidas emitiu em 1968 um selo para comemorar o "Ano Internacional dos Direitos Humanos" e o aniversário de 20 anos da Declaração Universal. Em cerimônia de lançamento, o então secretário-geral da ONU, U Thant (esquerda), cumprimenta o designer do selo, Robert Perrot. Eles estavam acompanhados de Kamil Tooni, chefe de serviços gerais da ONU na época. Foto: ONU/Yutaka Nagata

Artigo 28: Direito a um mundo livre e justo

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 28: Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Seção eleitoral em Walikale, na República Democrática do Congo, durante eleições em 2011. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Conselho de Segurança pede diálogo na RD Congo após adiamento de eleições

Após o adiamento para 30 de dezembro das eleições presidenciais e parlamentares na República Democrática do Congo, o Conselho de Segurança da ONU pediu diálogos contínuos e transparência com todos os atores políticos do país. O pleito, que também incluía a votação para governantes nas províncias, estava previsto para domingo passado (23), mas foi postergado pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

Na fazenda ‘Nova Colômbia’, mais de 40 ex-combatentes das FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão trabalhando com agricultura enquanto alimentam escolas da região de La Guajira. A fazenda faz parte de um programa de reintegração supervisionado pela Missão das Nações Unidas na Colômbia. Após o acordo de paz assinado em 2016, a Missão está ajudando os ex-combatentes a se reintegrar à vida civil. Confira nesse vídeo especial

VÍDEO: Cultivando a paz na Colômbia

Na fazenda ‘Nova Colômbia’, mais de 40 ex-combatentes das FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão trabalhando com agricultura enquanto alimentam escolas da região de La Guajira.

A fazenda faz parte de um programa de reintegração supervisionado pela Missão das Nações Unidas na Colômbia. Após o acordo de paz assinado em 2016, a Missão está ajudando os ex-combatentes a se reintegrar à vida civil. Confira nesse vídeo especial.

Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller

Relator da ONU pede investigação da morte de menina migrante em centro de detenção nos EUA

Um especialista da ONU expressou nesta segunda-feira (24) sua profunda preocupação com a morte de uma menina migrante guatemalteca de 7 anos, enquanto ela estava sob a custódia de autoridades de imigração nos Estados Unidos.

O relator especial da ONU para os direitos humanos dos migrantes, Felipe González Morales, pediu uma investigação completa sobre como Jakelin Ameí Caal morreu. Ele também enfatizou que os EUA deveriam parar de deter crianças com base em seu status migratório.

Delegada lidera ações de combate ao feminicídio no Piauí

A delegada Eugênia Villa, de 55 anos, é um rosto conhecido no enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil. De Teresina (PI), ela lidera as ações do estado para reduzir os feminicídios e outras formas de violência baseadas em gênero.

Há quatro anos na Secretaria de Segurança Pública, ela acumula importantes feitos, como a criação da primeira delegacia de investigação de feminicídios do Brasil e de um aplicativo de celular por meio do qual vítimas de violência podem acionar um botão de pânico e pedir socorro direto às forças policiais.

Leia a entrevista completa, feita pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no contexto do #DiaLaranja pelo fim da violência contra mulheres e meninas, promovido pela ONU Brasil.

Jovens em Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino de Sergipe, construída com o apoio do UNOPS. Foto: UNOPS

ONU apoia construção e reforma de unidades de atendimento socioeducativo no Brasil

O Ministério dos Direitos Humanos e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) realizaram na terça-feira (18) reunião para dar início aos trabalhos referentes ao acordo de cooperação assinado este mês.

O acordo prevê a construção e/ou reforma e ampliação de três unidades de atendimento socioeducativo em diferentes estados do país, buscando diminuir o tempo de obra e o custo de operação.

O projeto tem duração prevista de três anos e seis meses e deve criar pelo menos 250 novas vagas, contribuindo para a redução do déficit existente nesse tipo de centro.

Eleanor Roosevelt e Charles Malik (Líbano), presidente da 13ª sessão da Assembleia Geral da ONU, são entrevistados por Sonny Fox (esquerda), apresentador do programa de TV da ONU "Dateline: UN", na ocasião do aniversário de dez anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1958. Foto: ONU

Artigo 27: Direito à vida cultural, artística e científica

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 27:

1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de desfrutar das artes e de participar do processo científico e de seus benefícios.

2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica, literária ou artística da qual seja autor.

Estudantes protestam na capital nicaraguense, Manágua, em julho deste ano. Foto: Artículo 66

ONU diz estar ‘alarmada’ com expulsão de equipes de direitos humanos da Nicarágua

Depois de o governo nicaraguense anunciar a expulsão de importantes instituições do país, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse nesta sexta-feira (21) estar “extremamente alarmada” com a decisão que significa que “não há organizações independentes de direitos humanos em funcionamento na Nicarágua”.

Segundo Bachelet, as duas organizações de direitos humanos sem fins lucrativos expulsas foram criadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) “em plena cooperação com o governo após a violência e a agitação no início do ano”.

Idosa em vilarejo de Krymskoe, afetado pelo conflito armado, recebe assistência financeira da OIM. Foto: OIM/Konstantin Skomorokh

Em quinto inverno de conflito, violações de direitos ainda ocorrem na Ucrânia

Violações de direitos humanos continuam sem interrupções e sem respostas na Ucrânia, e pessoas estão morrendo em meio a conflitos em andamento entre forças do governo e separatistas armados no leste do país, disse na quarta-feira (19) uma autoridade sênior das Nações Unidas.

Falando a Estados-membros no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, a vice-alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Kate Gilmore, alertou que além das perdas de vida, confrontos fizeram com que comunidades se “fraturassem”, prejudicando as perspectivas de uma paz sustentável.

Mãe, avó e netos indígenas na Guatemala. Foto: OPAS

Relatores especiais expressam preocupação com prisão de líder indígena na Guatemala

Especialistas das Nações Unidas expressaram na quarta-feira (19) preocupações com a prisão de um líder indígena e defensor dos direitos humanos na Guatemala após oposição ao projeto de uma barragem hidrelétrica.

Bernardo Caal Xól, sentenciado em novembro a sete anos e quatro meses de prisão, representava as comunidades q’eqchí’ na região de Santa Maria Cahabón em ações legais contra o projeto da companhia Oxec desde 2015.

O projeto foi iniciado sem consultas e consentimento das comunidades afetadas e teve impacto negativo sobre o meio ambiente, recursos naturais, acesso à água e saúde das comunidades q’eqchí’, disseram os especialistas.

Um migrante senta-se em um ponto de luz entrando por uma das duas únicas janelas em um centro de detenção, localizado na Líbia, em 1º de fevereiro de 2017. Na época da visita do UNICEF, 160 homens estavam detidos no local. Foto: UNICEF/Romenzi

Relatório coloca luz sobre horrores enfrentados por refugiados e migrantes na Líbia

Refugiados e migrantes estão sendo alvo de “horrores inimagináveis” a partir do momento que entram na Líbia, durante a estadia no país e – se conseguirem chegar tão longe – suas tentativas de cruzar o Mediterrâneo, de acordo com um relatório divulgado na quinta-feira (20) pela missão política nas Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) e pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Estudante discursa em evento de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 2008 em Genebra, na Suíça. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Artigo 26: Direito à educação

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 26:

1. Todo ser humano tem direito à educação. A educação será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A educação elementar será obrigatória. A educação técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

2. A educação será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A educação promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre as nações e grupos raciais ou religiosos, e deve desenvolver as atividades da ONU em prol da manutenção da paz.

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do tipo de educação que será fornecida a seus filhos.

Debate sobre assédio sexual reuniu estudantes de escola pública em março na Pinacoteca, em São Paulo. Essa foi a primeira atividade da Agenda O Mundo que Queremos. Foto: Governo do Estado de São Paulo

Pacto Global lembra importância dos direitos humanos em série de eventos em São Paulo

O programa “O Mundo que Queremos”, da Rede Brasil do Pacto Global, foi encerrado este mês (10), dia de comemoração dos 70 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos.

Sua agenda de atividades incluiu ao longo do ano discussões temáticas realizadas em São Paulo sobre racismo, diversidade LGBTI+ e comunidades indígenas, com o objetivo de incentivar a criação de políticas públicas e privadas nessas áreas. Saiba mais sobre os eventos realizados este ano.

Os colombianos Boris e Miguel descobriram nas redes sociais da PARES Cáritas RJ, parceiro do ACNUR, a oferta de graduação gratuita oferecida pela UNISANTOS a pessoas em situação de refúgio. Foto: ACNUR

Irmãos colombianos concluem faculdade em Santos (SP) com bolsa integral para refugiados

Os irmãos colombianos Boris e Miguel descobriram nas redes sociais da organização Cáritas no Rio de Janeiro, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a oferta de graduação gratuita destinada a pessoas em situação de refúgio.

Agora, eles estão prestes a ser formar, juntos, em Relações Internacionais, graças a uma bolsa de estudos oferecida pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS).

O Pacto Global para a Migração foi adotado na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (20), com 152 votos a favor, cinco contra e 12 abstenções. Foto: ONU/Manuel Elias

Assembleia Geral da ONU adota oficialmente Pacto Global para a Migração

A Assembleia Geral das Nações Unidas endossou oficialmente na quarta-feira (19) o Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, um acordo não vinculante adotado em Marrakesh em 20 de dezembro por 164 Estados-membros e descrito pelo chefe da ONU, António Guterres, como um “mapa para prevenir sofrimento e caos”.

O secretário-geral da ONU explicou em comunicado divulgado após a votação que o documento “reafirma os princípios fundamentais de nossa comunidade global, incluindo soberania nacional e direitos humanos universais, enquanto aponta o caminho em direção à ação humana e sensata para beneficiar países de origem, de trânsito e de destino, assim como os próprios migrantes”.

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”. Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Permitir o comércio de itens de tortura não é uma opção, diz chefe de direitos humanos da ONU

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”.

Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Refugiados rohingya em centro de trânsito em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU presta apoio a quase 80 milhões de refugiados e deslocados no mundo

No começo do ano, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) prestava assistência a um número inédito de pessoas forçadas a abandonar suas comunidades e países — 71,4 milhões de indivíduos, entre deslocados internos, solicitantes de refúgio, refugiados e pessoas sem nacionalidade (apátridas). A menos de duas semanas para o fim de 2018, o organismo deve bater um novo recorde — o contingente de indivíduos que recebe ajuda deve chegar a 79,8 milhões.

Mulher foge da violência em El Salvador por meio de trilhos de trem em Chiapas, no México. Foto: ONU

FAO identifica razões de principais fluxos migratórios de América Latina e Caribe

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a migração está intimamente relacionada com os territórios rurais, onde as pessoas enfrentam mais pobreza e menos oportunidades, problemas de violência e de execução da Justiça, bem como os efeitos da mudança climática.

O fenômeno migratório é particularmente intenso e complexo no México e nos países do Triângulo Norte das Américas: El Salvador, Guatemala e Honduras. Dos quase 30 milhões de migrantes internacionais latino-americanos, quase 15 milhões são desses países, dos quais 11 milhões vêm do México.

Feira gastronômica de refugiados e migrantes em Brasília. Foto: Instituto Migrações e Direitos Humanos

Reunião familiar, permissões para trabalho e estudo ajudam mais refugiados, diz pesquisa

Dados divulgados nesta quarta-feira (19) mostram que, nos últimos oito anos, os países membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm recebido mais pessoas advindas dos países com as maiores crises de refugiados da atualidade por meio de licenças não humanitárias do que por meio dos planos de reassentamento.

Um estudo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da OCDE, intitulado “Caminhos Seguros para Refugiados”, mostra que mais de 560 mil pessoas da Síria, Afeganistão, Iraque, Somália e Eritreia entraram nos países da OCDE por meio de reunião familiar e permissões para trabalho e estudo em um período de oito anos.

Acampamento nos arredores do Hospital Geral em Bunia, a capital da província de Ituri da República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Natalia Micevic

ONU pede fim da violência às vésperas de eleição na República Democrática do Congo

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, manifestou na sexta-feira (14) profunda preocupação com a violência contra comícios da oposição em ao menos três províncias da República Democrática do Congo, antes das eleições presidenciais marcadas para 23 de dezembro.

Segundo a imprensa internacional, mais de 100 pessoas morreram em confrontos entre grupos étnicos rivais no norte do país nesta semana, e o governador da capital Kinshasa, Andre Kimbuta, ordenou a suspensão da campanha na cidade antes da votação de domingo por razões de segurança.

Bachelet pede fim da repressão contra imprensa e sociedade civil na Nicarágua

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu no sábado (15) para o governo da Nicarágua cessar imediatamente intimidações e assédios contra a sociedade civil e a mídia.

“Apelo ao governo nicaraguense para cessar imediatamente a perseguição a defensores dos direitos humanos, organizações da sociedade civil, jornalistas e mídia crítica ao governo”, afirmou Bachelet.

Mãe e filha no estado de Unidade, do Sudão do Sul. Foto: OCHA/Jacob Zocherman

ONU investiga violência sexual sistemática no Sudão do Sul

A ampla e sistemática violência sexual no Sudão do Sul, poucos meses depois de os dois principais políticos do país assinarem um renovado compromisso de paz, esteve no topo da visita da Comissão das Nações Unidas sobre Direitos Humanos na sexta-feira (14).

Mais de 65% das mulheres e meninas no Sudão do Sul passaram por alguma violência sexual ao menos uma vez em suas vidas, de acordo com relatos. Dada a impunidade endêmica e o amplo e sistemático uso da violência sexual pelas partes em conflito no país, a responsabilização tem sido um elemento central do trabalho da Comissão.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Diálogo é recurso mais precioso de nossa época, diz Guterres no Fórum de Doha

Após duas semanas de diálogos globais entre as Nações Unidas e seus Estados-membros, por meio de governos e representantes, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou em Doha, capital do Qatar, a importância de cooperação internacional frente aos “enormes desafios” de nossos tempos, encerrando no domingo (16) os trabalhos do Fórum de Doha.

No fim de semana, líderes no Fórum de Doha discutiram alianças internacionais e tópicos envolvendo terrorismo, tecnologia cibernética, mídia, entre outros temas.

Restaurante na Itália administrado por refugiados e empreendedores locais na Catânia. Foto: ACNUR/Alessio Mamo

Saiba as diferenças entre os pactos globais para refugiados e migrantes

Os termos “refugiado” e “migrante” têm sido utilizados sem distinção para descrever as milhões de pessoas em todo o mundo que fogem de conflitos ou buscam melhores condições de vida.

Ao mesmo tempo em que as Nações Unidas se propõem a garantir pactos globais para melhor protegê-las, é essencial entender as diferenças que existem entre os dois grupos.

Um novo acordo internacional para desenvolver uma resposta mais forte e justa aos grandes movimentos de refugiados, conhecido como Pacto Global sobre Refugiados, foi endossado pelos membros da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (18). Saiba mais nesta reportagem especial.

Eleanor Roosevelt, delegada norte-americana da Comissão dos Direitos Humanos, dá coletiva de imprensa nas Nações Unidas em abril de 1952. Foto: ONU

Artigo 23: Direito ao trabalho

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 23:

1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.

2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.

3. Todo ser humano que trabalhe tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.

4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e neles ingressar para proteção de seus interesses.