A bordo de um navio italiano, sírio segura o filho de um ano que aguarda atendimento médico. Eles foram resgatados no meio do Mediterrâneo. Foto: A. D´Amato/ ACNUDH

Uma criança migrante morre ou desaparece todos os dias no mundo, diz relatório da ONU

Em torno de 1,6 mil crianças migrantes foram consideradas mortas ou desaparecidas entre 2014 e 2018, afirma um levantamento recente publicado por agências das Nações Unidas. Número indica que, por dia, quase um menino ou menina perdeu a vida ou sumiu durante deslocamentos. Organismos internacionais alertaram que a quantidade real de óbitos e desaparecimentos deve ser mais alta devido à subnotificação.

Representantes de países-membros do Conselho de Segurança da ONU reúne-se com chanceler do Iraque. Foto: UNAMI

Conselho de Segurança visita Iraque, 5 anos após proclamação de ‘califado’ do Estado Islâmico

O Conselho de Segurança das Nações Unidas concluiu no final do mês passado (30) sua primeira visita ao Iraque, cinco anos após a proclamação feita pelo grupo terrorista Estado Islâmico de um “califado” no país.

Durante a visita, que também contou com uma passagem pelo Kuwait, membros do Conselho se encontraram com autoridades seniores, oficiais humanitários e da ONU para discutir o desenvolvimento do Iraque, a situação humanitária e os recorrentes desafios de segurança enfrentados pelo país.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) declarou Bosco Ntaganda culpado de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. Foto: TPI

TPI condena ex-líder rebelde da RD Congo por crimes de guerra

O Tribunal Penal Internacional (TPI) considerou culpado na segunda-feira (8) o ex-líder rebelde congolês Bosco Ntaganda por 18 crimes de guerra e crimes contra a humanidade no distrito de Ituri, na República Democrática do Congo, entre 2002 e 2003.

A conclusão foi tomada durante audiência pública em Haia, na Holanda, após a Câmara revisar todas as evidências apresentadas durante o julgamento, incluindo documentos e relatos de testemunhas.

Bigoa Choul fugiu do Sudão do Sul quando era criança e foi reassentada pelo ACNUR na Austrália com 11 anos. A poesia a ajuda a dar sentido à sua vida. Foto: ACNUR/Heidi Woodman

Poeta sul-sudanesa reflete sobre décadas de exílio e fuga da violência

A sul-sudanesa Bigoa Chuol, de 28 anos, não sabe detalhes sobre como sua família foi forçada a sair de casa, mas ouviu histórias sobre como foi colocada em um balde e carregada na cabeça de parentes mais velhos enquanto se afastavam dos tiros.

A poeta nasceu em 1991, durante uma difícil jornada que levou sua família de uma guerra brutal no sul do que então era o Sudão para a segurança na Etiópia e, posteriormente, para o Quênia e o reassentamento na Austrália. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças paquistanesas manipulam restos de bomba encontrada após conflitos com a Índia na região da Caxemira. Foto: IRIN/Sumaira Jajja (arquivo)

Relatório critica falta de ações de Índia e Paquistão sobre violações na Caxemira

O escritório de direitos humanos das Nações Unidas afirmou em relatório publicado nesta segunda-feira (8) que a Índia e o Paquistão não adotaram quaisquer medidas concretas para responder a preocupações levantadas anteriormente sobre a situação na Caxemira.

Segundo o relatório sobre a situação na Caxemira governada pela Índia e sobre a Caxemira governada pelo Paquistão, que cobre o período de maio de 2018 a abril de 2019, o número de mortes civis foi o mais alto em mais de uma década.

O novo relatório, publicado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH), descreve como tensões sobre a Caxemira continuam afetando severamente os direitos humanos de civis, incluindo o direito à vida. Tensões se intensificaram acentuadamente após um ataque-suicida à bomba em fevereiro, mirando forças da segurança indianas em Pulwama.

Manifestantes reúnem-se na frente da sede do exército sudanês na capital do país, Cartum. Foto: Masarib/Ahmed Bahhar

Chefe das Nações Unidas elogia acordo entre militares e oposição no Sudão

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse na sexta-feira (5) estar “encorajado” por relatos de um novo acordo de partilha de poder entre as Forças da Liberdade e da Mudança — uma coligação de oposição e grupos de protesto — e o conselho militar do Sudão.

Os dois lados concordaram em dividir o poder por três anos e depois realizar eleições para o retorno ao governo civil. Guterres elogiou a decisão de se estabelecer órgãos de governo transitórios, e felicitou a União Africana, a Etiópia e a Autoridade Intergovernamental Regional para o Desenvolvimento (IGAD) por seu papel nas negociações.

Refugiados e migrantes detidos na fronteira com os Estados Unidos. Foto: EPA-EFE/Office of Inspector

Bachelet diz estar ‘chocada’ com condições em centros de detenção de migrantes nos EUA

As condições em que refugiados e migrantes estão sendo detidos nos Estados Unidos são terríveis, disse a chefe de direitos humanos da ONU nesta segunda-feira (8), ressaltando que crianças nunca deveriam ser mantidas em centros de migração ou separadas de suas famílias.

“Como pediatra, mas também como mãe e ex-chefe de Estado, fico profundamente chocada com o fato de crianças estarem sendo forçadas a dormir no chão em instalações superlotadas, sem acesso a cuidados de saúde ou alimentação adequados, e com más condições de saneamento”, disse a alta-comissária para os direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet.

Ela afirmou que, de acordo com vários órgãos de direitos humanos da ONU, a detenção de crianças migrantes pode constituir um tratamento cruel, desumano ou degradante, proibido pelo direito internacional.

Silhuetas de corpos desenhadas no Largo da Carioca alertam para assassinatos de jovens no Rio. Foto: TV Brasil

Brasil tem segunda maior taxa de homicídios da América do Sul, diz relatório da ONU

O Brasil tem taxa de 30,5 homicídios a cada 100 mil pessoas, a segunda maior da América do Sul, depois da Venezuela, com 56,8. No total, cerca de 1,2 milhão de pessoas perderam a vida por homicídios dolosos no Brasil entre 1991 e 2017.

O país registrou taxas crescentes nos últimos anos, oscilando de 20 e 26 a cada 100 mil habitantes em 2012, para mais de 30 em 2017. No mesmo período, a Venezuela também viu aumento dramático, de uma taxa de 13 para 57 para cada 100 mil habitantes em 2017.

Um dos gráficos do estudo alertou para alto número de homicídios cometidos por policiais no Brasil na comparação com outros países das Américas. Segundo o UNODC, em 2015, a polícia brasileira assassinou 1.599 pessoas, na comparação com 218 em El Salvador, 442 nos Estados Unidos e 90 na Jamaica. No mesmo ano, 80 policiais foram mortos no Brasil, comparados com 33 em El Salvador, 41 nos Estados Unidos e oito na Jamaica.

Em Boa Vista, migrantes e refugiados venezuelanos que viviam acampados na praça Simón Bolívar foram transferidos para dois abrigos temporários. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Países latino-americanos adotam plano para integração de refugiados e migrantes venezuelanos

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebraram nesta segunda-feira (8) a adoção de um plano para facilitar a integração de refugiados e migrantes venezuelanos na região.

O plano foi adotado durante a 4ª Reunião Técnica Internacional do Processo de Quito, realizada em 4 e 5 de julho em Buenos Aires, Argentina.

Representantes de 14 governos latino-americanos e caribenhos, assim como de agências das Nações Unidas, organizações de cooperação internacional, organismos regionais, bancos de desenvolvimento e entidades da sociedade civil participaram da reunião, convocada pelo governo argentino.

Tenente Coronel Vandernilson Peres da Silva fala sobre a atuação dos bombeiros em Moçambique após os ciclones. Foto: UNIC Rio/Naiara Azevedo

ONU homenageia bombeiros brasileiros que apoiaram Moçambique após ciclones

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) homenageou os bombeiros brasileiros que atuaram em Moçambique após a passagem de dois ciclones pelo país africano no primeiro semestre de 2019 — o Idai e o Kenneth.

Evento promovido pela instituição da ONU no Rio de Janeiro (RJ) reuniu as duas equipes de bombeiros militares que atuaram na primeira missão humanitária da Força Nacional.

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, em 5 de julho de 2019. Foto: UN News/Reprodução

Venezuela: única forma de sair da crise é pelo diálogo, diz chefe de direitos humanos da ONU

“A única maneira de sair desta crise é se unir, dialogar”. Esta foi a mensagem entregue por Michelle Bachelet, chefe de direitos humanos da ONU, ao governo da Venezuela nesta sexta-feira (5), durante discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, coincidindo com a publicação de um novo relatório das Nações Unidas sobre o país.

O relatório, publicado pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), foi pedido pelo Conselho de Direitos Humanos, em resposta às preocupações de longa data dos Estados-membros.

Além de detalhar como as instituições do Estado têm sido “progressivamente militarizadas” na última década, o documento afirma que as forças civis e militares venezuelanas teriam sido responsáveis ​​por “detenções arbitrárias, maus-tratos e tortura” de críticos do governo; violência sexual e de gênero nas prisões e “uso excessivo da força durante manifestações”.

Carol Correa, de 17 anos, recebe certificado das mãos da assistente sênior de soluções duradouras do ACNUR, Marília Cintra Correa. Foto: ACNUR/Allana Ferreira.

Cursos capacitam jovens venezuelanos para mercado de trabalho no norte do Brasil

Mesa posta, microfones ligados, pais ansiosos com os celulares nas mãos e prontos para registrarem o momento mais esperado do dia. Após um mês de aulas, seus filhos concluíam cursos profissionalizantes para ingressar no mercado de trabalho brasileiro. Todos os alunos e alunas, assim como seus pais, são oriundos da Venezuela e chegaram ao Brasil em busca de assistência e proteção.

Em uma cerimônia simples, a primeira turma de capacitação para jovens refugiados e migrantes venezuelanos da capital roraimense recebeu seus certificados de conclusão de curso. Ao todo, 20 alunos participaram das atividades em Boa Vista.

As Oficinas de Orientação para o Mundo do Trabalho são uma iniciativa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Serviço Jesuíta a Migrante e Refugiados (SJMR), que identificou e selecionou todos os participantes.

Os sírios deslocados internamente coletam itens de socorro distribuídos pelo ACNUR e por ONGs locais na vila de Babnes, perto de Alepo. Foto: ACNUR/Antwan Chnkdji

ONGs parceiras são mais cruciais do que nunca, diz alto-comissário do ACNUR

O alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, convocou organizações não governamentais de todo o mundo a trabalharem juntas para combater discursos “tóxicos” que representam um perigo não apenas para os refugiados, mas também para “as próprias fundações de nossa sociedade global”.

“Precisamos fornecer uma resposta moral e estratégica a essas tendências”, disse Grandi a 500 representantes de cerca de 300 organizações da sociedade civil que trabalham em mais de 80 países.

Ele discursava na sessão de abertura da Consulta Anual da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com Organizações Não Governamentais, na última quarta-feira (4), uma reunião de três dias em Genebra, na Suíça.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Bachelet pede que Venezuela ponha fim às graves violações de direitos humanos no país

As autoridades venezuelanas precisam tomar passos imediatos para interromper as disseminadas violações contra a população do país e trabalhar para resolver a crise, disse a alta-comissária da ONU para os direitos humanos nesta quinta-feira (4).

O apelo de Michelle Bachelet ao governo de Nicolás Maduro ocorre às vésperas de seu discurso diante do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra na sexta-feira (5) e depois de sua visita oficial à Venezuela no fim de junho.

Manifestantes protestam do lado de fora da sede das Forças Armadas na capital do Sudão, Cartum, em 11 de abril de 2019. Foto: ONU Sudão/Ayman Suliman

Chefe de direitos humanos da ONU condena violência contra manifestantes no Sudão

A alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos pediu na quarta-feira (3) para autoridades do Sudão suspenderem restrições sobre redes de internet e realizarem investigações independentes sobre todos os atos de violência contra manifestantes. Além disso, Michelle Bachelet também pediu investigações sobre uso excessivo de força, incluindo ataques contra hospitais, após protestos em todo o país no domingo (30).

“É essencial que haja investigações rápidas, transparentes e independentes sobre como estas pessoas perderam suas vidas, assim como sobre as causas de um número tão grande de feridos”, disse Bachelet.

Ela instou autoridades a respeitarem o direito do povo de protestar pacificamente e de garantir uma transição suave para um governo civil. A transição é desejada por grande parte da população e pela União Africana, que tenta mediar um acordo.

Doação de alimentos promovida pelo PMA na província de Ituri. Foto: PMA/Jacques David

República Democrática do Congo vive segunda pior crise de fome do mundo, diz PMA

A ONU anunciou na terça-feira (2) que vai triplicar as doações de comida e a assistência alimentar para a região de Ituri, na República Democrática do Congo, que é palco do que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) descreveu como a segunda pior crise de fome do mundo, depois do Iêmen. Congoleses estão falecendo porque não têm o que comer, segundo o organismo internacional.

Um representante da agência da ONU explicou que, embora não haja um dado preciso sobre o número de mortes por fome em Ituri, existem atualmente 13 milhões de pessoas na RD Congo com dificuldades em obter comida suficiente para se manter. Desse contingente, 5 milhões são crianças agudamente malnutridas.

Gonzalez conversa com os atuais moradores do Centro Transitório de Acolhimento (CTA), em São Paulo, onde morava. Foto: ACNUR/Gabo Morales

Mais de 40% dos refugiados no Brasil dizem ter sofrido discriminação, revela pesquisa

Um levantamento realizado por universidades parceiras da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mostra que 41% dos refugiados vivendo no Brasil já sofreram algum tipo de discriminação. Das vítimas de preconceito e agressões, 73,5% associaram o episódio ao fato de serem estrangeiros. Questões raciais também apareceram como causa da discriminação — em 52% dos casos relatados.

Os números fazem parte do Perfil Socioeconômico dos Refugiados no Brasil, a primeira pesquisa em escala nacional que retrata as condições de vida de pessoas em situação de refúgio no território brasileiro. Para a elaboração do estudo, foram realizadas 487 entrevistas em oito estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Amazonas — e no Distrito Federal.

Etíopes vivendo como deslocados internos na região de Kercha, na Etiópia. Foto: UNOCHA/Tinago Chikoto

Chefe da ONU condena assassinato de autoridades etíopes em tentativa de golpe

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou os assassinatos do chefe do Estado-Maior do Exército da Etiópia, Seare Mekonnen, e do governador da região de Amhara, Ambachew Mekonnen. Ambas as vítimas eram aliados do primeiro-ministro Abiy Ahmed. Homicídios aconteceram na semana passada, em meio ao que as autoridades do país africano descreveram como uma tentativa fracassada de golpe regional.

ONU: ataque contra centro que abrigava refugiados na Líbia pode constituir crime de guerra

Um ataque a míssil contra um centro de detenção em Trípoli, que matou dezenas de refugiados e migrantes, “merece mais do que condenação”, afirmaram agências das Nações Unidas nesta quarta-feira (3). Tanto a alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos quanto o chefe da Missão da ONU na Líbia (UNSMIL) insistiram que o ataque pode se constituir um crime de guerra.

De acordo com um relato, uma cela com mais de 120 pessoas foi atingida. No total, mais de 600 homens, mulheres e crianças estavam no centro.

O ataque aconteceu apesar de as coordenadas do local e de a informação de que este abrigava civis terem sido comunicadas às partes do conflito, disse a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, em referência ao governo reconhecido pela comunidade internacional e às forças de oposição leais ao general Khalifa Haftar.

Atriz Cate Blanchett detalha experiências durante visitas a campos de refugiados do ACNUR

Em entrevista exclusiva, a atriz australiana Cate Blanchett fala sobre suas experiências com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), as pessoas que conheceu durante suas visitas de campo e sobre como ser mãe colaborou e inspirou seu trabalho com refugiados.

“Por ser mãe, você cria uma conexão imediata e empática com a experiência das mães refugiadas e o que elas precisam fazer, os extremos pelos quais precisam passar para tentar normalizar suas experiências, tão frágeis para elas quanto para seus filhos”.

UNESCO denuncia assassinato de jornalista em Maricá (RJ) e pede fim da impunidade

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, condenou o assassinato do jornalista Romário da Silva Barros, ocorrido na cidade de Maricá (RJ), em 18 de junho.

“A Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece a liberdade de expressão como um direito humano fundamental, e é imperativo que as pessoas que usam a violência para enfraquecer esse direito sejam levadas à Justiça. Não se deve permitir que a impunidade prevaleça, uma vez que ela autoriza a continuidade de ataques violentos à mídia”, disse Azoulay.

Romário da Silva Barros, fundador e diretor do site de notícias Lei Seca Maricá, que cobre política, criminalidade e cultura locais, foi morto em seu carro.

Unidade de habitação utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência é apresentada na exposição “Em casa, no Brasil”, no Rio de Janeiro. Foto: ACNUR/Diogo Felix.

Exposição no Rio mostra modelo de casas utilizadas como abrigo para venezuelanos em Roraima

Exposição no Centro Cultural Correios mostra até domingo (7) no Rio de Janeiro (RJ) a Unidade de Habitação para Refugiados (RHU, na sigla em inglês), um modelo de casa sustentável utilizado em Roraima para abrigar atualmente cerca de 3 mil pessoas venezuelanas.

Além de ver a residência — concebida por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), empresa social Better Shelter e Fundação IKEA —, os visitantes podem ler e ouvir depoimentos de pessoas refugiadas que vieram para o Brasil e responderam à pergunta: “o que lhe faz se sentir em casa, estando longe de casa?”.

A exposição seguirá posteriormente para várias unidades do Sesc no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a casa segue exposta até o dia 10 de julho no Sesc Osasco.

Mulheres palestinas andam perto do muro que separa a Cisjordânia de Israel. Foto: IRIN/Shabtai Gold

Anexações violam direito internacional, diz relator da ONU sobre Cisjordânia

Declarações recentes de líderes políticos israelenses e de diplomatas norte-americanos em apoio à anexação de partes — ou de todo o território — da Cisjordânia ocupada por Israel vão contra a proibição absoluta da anexação dos territórios ocupados, afirmou um especialista das Nações Unidas em direitos humanos.

Michael Lynk pediu para a comunidade internacional afirmar agora, de forma clara e abrangente, que quaisquer novas anexações do território palestino ocupado por Israel serão condenadas e não serão reconhecidas.

Jesus Villarroel e Ricardo Alfonzo Roca, fundadores do grupo. Foto: UNFPA/Débora Rodrigues

Venezuelanos LGBTI montam grupo de arte em abrigo da Operação Acolhida em Roraima

Jovens venezuelanos LGBTI que cantam, dançam, interpretam e desenham encontraram, dentro de um abrigo da Operação Acolhida em Roraima, uma forma de se unirem durante o difícil processo de deslocamento ao Brasil, seja como migrante ou como refugiado.

Com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), eles batizaram o coletivo de “DiverTsarte”. “É um grupo, mas somos família, união e estabilidade. Essa sigla significa diversidade, diversão e arte”, justifica o representante, Jesus Daniel Villaroel, de 26 anos.

Foto: PEXELS (CC)/Adrianna Calvo

Relator da ONU pede proibição imediata de tecnologias de vigilância

Tecnologias de vigilância precisam ser banidas imediatamente até que controles nacionais e internacionais eficazes entrem em vigor, defendeu o relator especial das Nações Unidas sobre liberdade de opinião e expressão, David Kaye.

Segundo o especialista, empresas de vigilância privada parecem atuar “num ambiente em que Estados e a indústria estão colaborando na disseminação de tecnologias que estão causando danos imediatos e regulares a indivíduos e organizações essenciais à vida democrática – jornalistas, ativistas, figuras da oposição, advogados e outros”.

Presidente dos EUA, Donald Trump, e líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, encontram-se na Zona Desmilitarizada, que separa a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, em 30 de junho de 2019. Foto: Casa Branca/Shealah Craighead

Guterres elogia possibilidade de EUA e Coreia do Norte retomarem negociações nucleares

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou total apoio na segunda-feira (1º) a uma possível retomada das relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, com o objetivo de promover a desnuclearização da Península Coreana.

No domingo (31), ao se encontrar com o líder Kim Jong-Un na cidade norte-coreana de Panmunjom, Donald Trump se tornou o primeiro presidente em exercício dos EUA a entrar no país asiático.

A professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos, foi atendida pela equipe do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU apoia saúde mental de refugiados e migrantes venezuelanos

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realiza atendimento a refugiados e migrantes que enfrentam difíceis jornadas até chegar ao Brasil. Esse foi o caso da professora venezuelana Asia Jiménez, de 27 anos.

“As pessoas do Fundo de População das Nações Unidas me ajudaram muito, com rodas de conversa, com um lugar onde eu pudesse falar. Estou muito grata por toda ajuda”, resume.

A professora não pretende regressar à Venezuela. Ela e a família conseguiram uma vaga em um dos abrigos da Operação Acolhida em Boa Vista (RR) e agora estão na fila por uma oportunidade de interiorização. “Só espero me recuperar, e que meus filhos cresçam bem”, afirma.

Evento do UNICEF no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Reprodução

Evento do UNICEF no Rio apresenta manifesto contra violência dentro e no entorno de escolas

“Nós, jovens, queremos o fim da violência nas escolas.” Com essa frase, a jovem Lays dos Santos abriu o seminário nacional Educação é Proteção contra Violência, no último 17 de junho, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ).

Para uma plateia de mais de 300 educadores, gestores e autoridades públicas e representantes da sociedade civil, Lays apresentou os principais pontos do Manifesto Jovem #EndViolence nas Escolas, escrito por 100 meninas e meninos de diferentes países, pedindo o fim da violência dentro e no entorno das escolas.

O manifesto faz parte da publicação “A educação que protege contra a violência”, apresentada durante o evento pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Yasir está se recuperando no campo de Mecanismo de Trânsito de Emergência do ACNUR, próximo a Niamey, no Niger. Yasir, um solicitante de refúgio sudanês, foi transferido para o campo após sua detenção ilegal na Líbia, onde foi baleado e espancado. Foto: ACNUR/ John Wendle

Refugiados e migrantes somalis relatam rotina de torturas e estupros na Líbia

Mantida em cativeiro por contrabandistas armados em um depósito no sul da Líbia, a refugiada somali Maryam foi separada de seu marido Ahmed e repetidamente estuprada durante vários meses, até que engravidou. Seu marido foi severamente espancado.

O pesadelo vivido por Maryam e Ahmed está se tornando cada vez mais comum para milhares de refugiados e migrantes que arriscam suas vidas nas mãos de traficantes e contrabandistas em viagens perigosas da África subsaariana para o norte da África, muitos em busca de segurança na Europa.

Em uma tentativa de salvar vidas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nesta terça-feira (2) sua estratégia Rotas para o Mediterrâneo, buscando 210 milhões de dólares para ajudar milhares de pessoas a escapar de abusos terríveis cometidos por traficantes e contrabandistas.

O refugiado sírio Mohamad Hamza Alemam (à esquerda) recebe aulas de panificação com o padeiro Bjorn Wiese, em Eberswalde, na Alemanha. Foto: ACNUR/Gordon Welters

ACNUR: mais de 1,4 milhão de refugiados vão precisar de reassentamento em 2020

O reassentamento é a transferência de indivíduos em situação de refúgio numa nação para um terceiro país, que aceita receber a garantir a permanência desses refugiados em seu território.

De acordo com um novo relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), entre os que mais precisam da realocação, estão cidadãos da Síria (40%), Sudão do Sul (14%) e República Democrática do Congo (11%).

Mutirão de atendimento a refugiados sírios que vivem em São Paulo. Foto: SECOM/Fabio Arantes

Agência da ONU para Refugiados apresenta campanha #GenteDaGente

Os refugiados são pessoas forçadas a deixar suas casas, famílias e amigos para trás, para sobreviver a uma situação de extrema violência, perseguição e violação de direitos humanos em seus países de origem. No entanto, mitos de que seriam “terroristas”, “fugitivos”, ou que “roubarão os nossos empregos” rodeiam a vida dessas pessoas que não tiveram escolha se não ser cruzar fronteiras para salvar sua própria vida e de seus familiares.

Para desmistificar esses estereótipos, a agência de marketing SunsetDDB criou uma campanha para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mostrando que, embora tenham passado por circunstâncias excepcionais, os refugiados são pessoas como quaisquer outras.

Empatia e solidariedade são as palavras que definem o conceito de comunicação da campanha, intitulada #GenteDaGente. A SunsetDDB uniu o potencial de solidariedade dos brasileiros a um recorte mais amplo da história de alguns refugiados, criando conexões interpessoais.

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Bachelet manifesta preocupação com morte de capitão que teria sido torturado na Venezuela

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou nesta segunda-feira (1) profunda preocupação com a morte na Venezuela do capitão da reserva Rafael Acosta Arévalo, que teria sido torturado enquanto estava sob custódia. Michelle Bachelet destacou ser imperativo que autoridades venezuelanas realizem uma investigação rápida, eficaz, independente, imparcial e transparente sobre o caso.

Presídio de Águas Lindas, em Goiás, em 2009. Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

Subcomitê da ONU de Prevenção à Tortura manifesta preocupação com Brasil

O Subcomitê da ONU para a Prevenção da Tortura pediu reuniões com a Missão Permanente do Brasil em Genebra para discutir um recente decreto que afetou o cargo de 11 membros do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, estabelecendo o fim da remuneração daqueles que trabalham para o mecanismo.

“O Subcomitê para a Prevenção da Tortura tem sérias preocupações de que essas medidas possam enfraquecer o mecanismo de prevenção brasileiro e, assim, a prevenção da tortura no país”, disse o órgão em nota.

Rede UN-GLOBE marcha na Parada do Orgulho LGBTI de 2019 em Nova Iorque. Foto: UN-GLOBE

Paradas LGBTI mostram que todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos

A poderosa mensagem da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) de que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos” foi ecoada no domingo (30) por membros da UN-Globe que participaram da parada do Orgulho Mundial, na cidade de Nova Iorque. A UN-Globe é uma rede de funcionários da ONU que defendem a igualdade e a não discriminação de pessoas LGBTI no Sistema das Nações Unidas.

Embora a atmosfera do dia tenha sido de exuberância e orgulho, o Banco Mundial destacou que, apesar de avanços nas últimas duas décadas, pessoas LGBTI continuam enfrentando ampla exclusão, discriminação e violência em muitos países.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU / Rick Bajornas

ARTIGO: As chamas do discurso do ódio

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que uma ameaçadora onda de intolerância e violência baseada no ódio está atingindo seguidores de muitas religiões em todo o planeta.

“Tristemente — e perturbadoramente — estes incidentes cruéis estão se tornando comuns. Nos últimos meses, temos visto judeus assassinados em sinagogas e seus túmulos desfigurados com suásticas; muçulmanos executados dentro de mesquitas e seus locais religiosos vandalizados; cristãos assassinados em oração e suas igrejas destruídas.” Leia o artigo completo.

A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, durante briefing ao Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Chefe de assuntos políticos da ONU pede continuidade de acordo nuclear do Irã

O acordo nuclear iraniano firmado em 2015 precisa “continuar funcionando para todos”, apesar de ações tanto dos Estados Unidos quanto do Irã para desestabilizá-lo, afirmou na quarta-feira (26) a chefe de assuntos políticos das Nações Unidas a membros do Conselho de Segurança.

Isso acontece em um momento em que os países continuam uma guerra diplomática por conta de ataques recentes em importantes rotas marítimas de petróleo no Golfo, disse a subsecretária-geral Rosemary DiCarlo, descrevendo os eventos como “um lembrete de que estamos em uma conjuntura crítica”.