Vice-chefe do contingente militar, major general Bayarsaikhan Dashdondog, entrega Medalha das Nações Unidas a militares brasileiros. Foto: UNMISS

Militares brasileiros recebem medalha por trabalho em missão da ONU no Sudão do Sul

Sete militares brasileiros receberam em setembro a Medalha da ONU por seu trabalho na Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), durante cerimônia militar em Juba, capital do país.

Discursando durante a cerimônia, o oficial de ligação sênior, coronel Ivan Correa Filho, do Exército brasileiro, citou “alegria e orgulho” em servir à missão da ONU no Sudão do Sul e em apoiar a população do país. Ele afirmou que o Brasil estava comprometido em ajudar a construir uma paz duradoura na jovem nação.

A segregação socioeconômica nas cidades contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência, alertou a CEPAL. Foto: OMS

CEPAL: segregação socioeconômica das cidades latino-americanas aprofunda violência

A segregação residencial e socioeconômica aprofunda as desigualdades e contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência que caracterizam muitas cidades latino-americanas e caribenhas, disse a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

Segundo dados da ONU, quase 80% da população da América Latina e do Caribe vivia em áreas urbanas em 2014, percentual que deve chegar a 85% em 2050. Trata-se da região mais urbanizada do mundo, com 68 cidades de mais de 1 milhão de habitantes que apresentam grandes desafios de gestão urbana.

Kuñangue Aty Guasu, grande assembleia das mulheres Kaiowá e Guarani, teve a presença de delegação da ONU Brasil. Foto: UNIC Rio/Natália da Luz

ONU participa do Aty Kuña, grande assembleia das mulheres indígenas, em Mato Grosso do Sul

Encontro é um dos principais atos políticos do calendário de mobilização das mulheres Kaiowá e Guarani. Neste ano, reuniu cerca de 300 participantes. Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil e coordenadora do Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU Brasil, liderou a delegação da ONU no Aty Kuña.

“A presença da ONU Brasil no Aty Kuña expressa o compromisso das Nações Unidas em aprofundar o trabalho com as mulheres indígenas e de elaborar um plano de emergência frente ao agravamento da situação relatada pelas lideranças indígenas”, disse Nadine.

Saiba mais nesta matéria e confira vídeo especial da ONU Brasil.

Os três irmãos pediram refúgio no México após sofrer com a violência das gangues em El Salvador. Foto: ACNUR

Jovens salvadorenhos fogem da violência das gangues; buscam proteção no México

Para chegar à escola todos os dias, os irmãos salvadorenhos Anderson, de 17 anos, e Jairo, de 14, tinham que pegar ônibus no território de uma perigosa gangue de rua e chegar a outro de uma gangue rival, correndo o risco de serem assaltados, mortos ou forçados a se juntar a ela.

Para sobreviver, buscaram refúgio no México. Assim como eles, milhares de crianças e adolescentes fogem do norte de El Salvador, de Honduras e da Guatemala, países marcados por níveis crescentes de violência, em busca de proteção. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Agência da ONU apoia evento em São Paulo sobre saúde da população trans

A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) promove no início de novembro (1 a 4) na capital paulista o I Encontro Brasileiro de Saúde Trans, que reunirá pessoas trans, profissionais de saúde, gestores públicos e especialistas nacionais e internacionais.

O evento é realizado em parceria com o Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil. “A população trans é, sem dúvida, uma das mais desprovidas de direitos, principalmente quando constatamos que até mesmo o próprio direito de existir lhe é negado na maioria das vezes”, disse Georgiana Braga-Orillard, diretora do UNAIDS no Brasil.

Protesto em São Paulo inspirado pelo movimento 'NiUnaMenos' pede fim da violência de gênero. Foto: Agência Brasil / Rovena Rosa

Observadores de direitos humanos são essenciais para realização livre de protestos, diz ONU

Os observadores de direitos humanos contribuem para o exercício livre e pleno das manifestações e protestos, segundo diretrizes lançadas em português na quinta-feira (5) em São Paulo pelo Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Tais observadores são indivíduos ou grupos cuja tarefa é observar manifestações e protestos para verificar se direitos essenciais estão sendo respeitados, e elaborar um relatório descritivo sobre os eventos. “Ao longo da história, as manifestações e protestos sociais se consagraram como instrumentos essenciais para a reivindicação, a proteção e a promoção da mais ampla gama de direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais”, diz o documento.

Venezuelanos vêm ao Rio em busca de proteção e oportunidades de emprego. Foto: UNIC Rio/Victoria Macdonogh

Venezuelanos chegam ao Rio em busca de proteção e melhores condições de vida

Formado em Direito, Filosofia e Computação, Rafael*, de 39 anos, tornou-se crítico ao governo venezuelano e, nos últimos anos, passou a ser perseguido por defender opositores nos tribunais. Carmen, de 37, é professora, casada com o administrador de alfândega Francisco, de 27. Recentemente, passaram a ter dificuldades para comprar alimentos em Caracas, onde viviam.

Rafael, Carmen e Francisco estão entre os cerca de 30 mil venezuelanos que vieram ao Brasil em busca de proteção e melhores condições de vida diante da crise política e econômica na Venezuela. Mais de 16 mil pediram refúgio, concedido àqueles que sofrem perseguições ou ameaças. Leia o relato completo.

Crianças refugiadas sírias em acampamento no Líbano. Foto: ACNUR/Sam Tarling

Mais de 8 mil crianças foram mortas ou mutiladas em conflitos armados em 2016, diz ONU

Mais de 8 mil crianças foram mortas ou mutiladas em situações de conflito armado no ano passado, de acordo com novo relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgado nesta quinta-feira (5), em Nova Iorque.

Crianças de países como Afeganistão, República Democrática do Congo, Iraque, Somália, Sudão do Sul, Síria e Iêmen sofreram um nível alarmante de violações durante conflitos no ano passado, com ao menos 4 mil violações cometidas por forças governamentais e mais de 11,5 mil por grupos armados não estatais nos 20 países analisados pelo relatório.

Crianças participam de aula em escola patrocinada pelo UNICEF em Dikwa, estado de Borno, na Nigéria. Foto: UNICEF/Naftalin (arquivo)

Crise humanitária ameaça futuro de gestantes e crianças na Nigéria, alerta ONU

A insurgência do grupo terrorista Boko Haram na Nigéria provocou uma crise humanitária sem precedentes na região. Grupos em situação de vulnerabilidade são os mais afetados, com quase 3 milhões de crianças fora da escola e um crescente número de mortes de bebês ainda em gestação por conta da epidemia de cólera.

Desde 2009, mais de 2.295 professores foram mortos e 19 mil deslocados no nordeste do país. Quase 1,4 mil escolas foram destruídas, e a maioria não tem condições de operar devido a extensos danos ou por conta da situação de insegurança na região.

Manifestantes protestam nas ruas de Barcelona após prisão de políticos catalães às vésperas de referendo marcado para 1º de outubro. Foto: Toshiko Sakurai/ Flickr (CC)

Especialistas da ONU pedem que governo espanhol mantenha diálogo aberto sobre votação na Catalunha

Especialistas independentes da ONU manifestaram preocupação com a truculência policial durante a consulta pública sobre a independência da Catalunha no domingo (1). Em comunicado, pediram que as autoridades espanholas respeitem os direitos humanos e mantenham diálogo aberto sobre o tema.

“Um caminho adiante deve ser encontrado por meio da mediação política. Pedimos às autoridades espanholas que respeitem plenamente os direitos humanos fundamentais, incluindo os direitos à liberdade de reunião e associação pacíficas, a participação nos assuntos públicos e a liberdade de expressão”, acrescentaram os especialistas.

Mulher na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh, recebe alimentos da ONU e de parceiros humanitários após fugir da violência em Mianmar. Foto: PMA/Saikat Mojumder

Violações em Mianmar podem constituir crimes contra a humanidade, dizem relatores da ONU

O Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) e o Comitê para os Direitos da Criança (CRC) pediram que as autoridades de Mianmar interrompam imediatamente a violência no estado de Rakhine, norte do país, e investiguem de forma rápida e efetiva os casos de violência contra mulheres e crianças na região.

“Tais violações podem representar crimes contra a humanidade e estamos profundamente preocupados com a falha do Estado em colocar um fim a essas chocantes violações dos direitos humanos, cometidas sob o comando de militares e outras forças de segurança, e das quais mulheres e crianças continuam a sofrer as consequências”, disseram os especialistas das Nações Unidas.

Menino de sete anos observa destruição promovida pelo furacão Irma na República Dominicana. Foto: UNICEF

Chefe da ONU alerta para recentes eventos climáticos: ‘cientistas previram’

António Guterres anunciou que visitará a região e lembrou que não se deve vincular “qualquer evento climático com as mudanças climáticas”, acrescentando: “Mas os cientistas sabem que esse clima extremo é precisamente o que seus modelos preveem, e eles preveem que será o novo normal de um mundo que está se aquecendo”.

O secretário-geral agradeceu o apoio humanitário aos países do Caribe, mas classificou a resposta da comunidade internacional como “fraca”.

A ONU forneceu 18 toneladas de alimentos; 3 milhões de comprimidos de purificação de água; 3 mil tanques de água; 2,5 mil tendas; 2 mil mosquiteiros e kits escolares; 500 cartões de débito para assistência em dinheiro. As Nações Unidas dependem, no entanto, da ampliação do financiamento para manter ajuda.

'Não Violência', escultura de Carl Fredrik Reuterswärd, fica na frente da sede da ONU, em Nova York. Foto: ONU/ Rick Bajornas

Nada duradouro pode ser construído com violência, diz oficial da ONU citando Gandhi

Lembrando que no mundo atual a violência se tornou uma ferramenta escolhida por muitos, e que essa escolha tem causado destruição e sofrimento, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajčák, pediu mais esforços para evitar conflitos e para a promoção da não violência.

“A mediação é uma das ferramentas mais efetivas de não violência. Pode retirar as partes do conflito, rumo a um acordo”, disse Lajčák, falando em um evento em Nova Iorque no Dia Internacional da Não Violência, lembrado na segunda-feira (2).

Membros do Conselho de Direitos Humanos precisam reforçar ligação entre direitos humanos, paz, segurança e desenvolvimento, disse Ban Ki-moon. Foto: ONU.

Brasil e países aprovam resolução sobre igualdade de gênero no Conselho de Direitos Humanos

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou na sexta-feira (29) resolução de iniciativa do Brasil e de outros países sobre a importância das mulheres e meninas para o desenvolvimento sustentável. A medida solicita ao alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Al Hussein, que organize um painel de especialistas para avaliar lacunas na promoção dos direitos e liberdades fundamentais das mulheres e meninas.

Refugiadas sírias participam de feira gastronômica no Rio de Janeiro. Foto: ACNUR/Diogo Felix

Guerra na Síria aumentou número de solicitações de refúgio no Brasil, diz estudo do IPEA

As revoltas da chamada “Primavera Árabe” e os conflitos dela decorrentes, entre eles o da Síria, ampliaram o número de solicitações de refúgio no Brasil principalmente a partir de 2012, segundo livro sobre o perfil dos refugiados no país lançado na semana passada (26) em Brasília pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

“No Brasil, neste ano de 2017, há cerca de 10 mil refugiados. Apesar da pequena parcela, vemos que o país está de braços abertos para recebê-los”, declarou o oficial de meios de vida do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil (ACNUR), Paulo Sergio Almeida.

Mulheres e meninas compartilham refeição na casa de ex-refugiada Angelica Ballesteros em Cúcuta, Colômbia. Foto: ACNUR/Paul Smith

Colombiana abriga refugiados e migrantes venezuelanos em sua casa em Cúcuta

Angélica Ballesteros, de 51 anos, se sentiu acolhida pela Venezuela quando teve que abandonar a Colômbia devido a grupos armados no montanhoso departamento no norte de Santander. Tendo retornado a seu país, ela hoje abre as portas de sua casa para venezuelanos que enfrentam momentos de necessidade.

“É hora de retribuir”, diz Angélica, em sua residência localizada no subúrbio de Cúcuta, cidade colombiana no oeste do rio Tachira.

Crianças refugiadas e migrantes brincam em abrigo administrado pelo ACNUR na Guatemala. Foto: ACNUR/ Santiago Escobar-Jaramillo

Famílias fogem da violência em El Salvador e buscam proteção na Guatemala

Ameaçados e assediados por perigosas gangues de rua em El Salvador, Juan Pablo e Cecilia* foram obrigados a se mudar de casa diversas vezes. A perspectiva de que seus filhos Juan, de 5 anos, e Alma, de 1, tivessem a educação interrompida os levou a abandonar o país e a se estabelecer na Guatemala.

Para proteger os recém-chegados, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e organizações da sociedade civil criaram uma rede de espaços seguros para os solicitantes de refúgio, caso eles escolham permanecer na Guatemala ou seguir para outro país.

Manifestações em Barcelona em meados de setembro (20) após prisão de autoridades durante operações policiais contra o referendo. Foto: Toshiko Sakurai/Flickr (CC)

Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação de violência na Catalunha

O alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, disse em comunicado divulgado nesta segunda-feira (2) estar “muito perturbado” com a violência policial na região da Catalunha no domingo (1).

“Com centenas de pessoas feridas, peço que as autoridades espanholas garantam investigações completas, independentes e imparciais sobre todos os atos de violência. A resposta da polícia precisa ser sempre proporcional e necessária”, declarou.

Enquanto mais de 1 bilhão de pessoas carecem de moradias adequadas no mundo, o estoque de moradias desocupadas está gradualmente aumentando, lembrou o diretor-executivo do ONU-Habitat. Foto: EBC

Em dia mundial, ONU-Habitat defende políticas habitacionais e moradias acessíveis

No Dia Mundial do Habitat, lembrado na primeira segunda-feira de outubro, o diretor-executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, afirmou que o acesso a moradias é essencial para uma nova visão da urbanização como motor do desenvolvimento sustentável.

“Hoje, 1,6 bilhão de pessoas vivem em moradias inadequadas, das quais 1 bilhão vive em favelas e assentamentos informais”, afirmou. “Assegurar a acessibilidade das moradias é, portanto, um desafio complexo de importância estratégica para desenvolvimento, paz e igualdade”, completou.

Vista da sede da UNESCO em Paris, na França. Foto: ONU/Mark Garten

França precisa ajustar lei antiterror às obrigações de direitos humanos, dizem relatores

Dois especialistas em direitos humanos das Nações Unidas manifestaram preocupação com um projeto de lei francês que permite estabelecer um estado de emergência permanente no país. Eles alertaram sobre possíveis “repercussões discriminatórias”, especialmente contra muçulmanos.

“A normalização dos poderes de emergência tem graves consequências para a integridade da proteção de direitos na França, tanto dentro como além do contexto de contraterrorismo”, disse a relatora especial para a proteção dos direitos humanos no contexto do combate ao terrorismo, Fionnuala Ní Aoláin.

Meninos recolhem água imprópria para o consumo em Al-Tabqa. Em maio de 2017, a cidade estava sem eletricidade e os sistemas de bombeamento de água operavam em sua capacidade mínima. Foto: UNICEF/Souleiman

Partes no conflito sírio precisam negociar ‘sem pré-condições’, diz enviado da ONU

As Nações Unidas devem realizar a próxima etapa de negociações entre as partes envolvidas no conflito sírio em Genebra, na Suíça, no fim de outubro ou início de novembro, disse o mediador da ONU ao Conselho de Segurança na quarta-feira (27).

“É hora de focar no retorno a Genebra e às negociações sob os auspícios das Nações Unidas”, disse o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, pedindo que o governo e a oposição abordem a situação com realismo e responsabilidade e se preparem para participar das conversas “sem pré-condições”.

Assembleia Geral da ONU. Foto: Mark Garten/ONU (arquivo)

Na ONU, líderes africanos pedem comprometimento no combate ao terrorismo e desastres climáticos

Grande parte dos deslocamentos forçados na África têm duas razões principais: ataques de grupos extremistas e problemas causados pelo clima. Destacando os perigos colocados pelo terrorismo na região subsaariana e pela falta de comprometimento com os acordos climáticos, líderes africanos subiram palanque da Assembleia Geral das Nações Unidas pedindo maiores recursos e atenção da comunidade internacional para o continente.

Major Fernanda Santos tem experiência de 26 anos na Polícia Militar do estado de São Paulo. Foto: UNMISS

Brasileira ajuda missão da ONU a combater criminalidade no Sudão do Sul

A major brasileira Fernanda Santos é uma das cerca de 260 oficiais mulheres que atuam na força policial da Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS). Uma parte dessas militares realiza operações de busca de armas ilegais no entorno dos campos de proteção de civis.

Em entrevista para o repórter das Nações Unidas Daniel Dickinson em Juba, capital do país africano, Fernanda fala sobre os desafios das operações de paz.

ACNUR distribui suprimentos às famílias rohingya que se refugiam na aldeia de Hindu Par, em Bangladesh. Foto: ACNUR / Roger Arnold

Refugiados muçulmanos de Mianmar já somam meio milhão, alertam agências da ONU

A minoria muçulmana rohingya protagoniza hoje a crise de refugiados que mais cresce em todo mundo. Segundo estimativas, já são pelo menos meio milhão de civis fugindo de suas casas no estado de Rakhine, norte de Mianmar, na busca por proteção em Bangladesh.

O grupo é vítima de perseguições e de graves violações de direitos humanos, que as Nações Unidas descrevem como uma “limpeza étnica”.

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, esta crise humanitária não só fornece um “terreno fértil” para a radicalização, mas também coloca pessoas já em situação de vulnerabilidade – incluindo crianças pequenas – em grave risco. Ele pediu “ação rápida” para evitar mais instabilidade e encontrar uma solução duradoura.

Expansão de assentamentos prejudica esforços de paz entre Israel e Palestina, alerta enviado da ONU

A expansão contínua dos assentamentos está tornando a solução de dois Estados entre Israel e Palestina cada vez mais inatingível, disse um alto funcionário das Nações Unidas ao Conselho de Segurança nesta semana.

“Além dos assentamentos ilegais, a prática de demolir estruturas palestinas na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, e o deslocamento de palestinos prejudicam as perspectivas de paz”, disse Nickolay Mladenov.

Vítimas de violência sexual em abrigo de Goma, República Democrática do Congo. Foto: ONU/Marie Frechon (arquivo)

Mais de 90 países apoiam pacto para acabar com a violência sexual em operações da ONU

Setenta e dois países, incluindo o Brasil, já assinaram o Pacto Voluntário do secretário-geral da ONU sobre Prevenção e Enfrentamento do Abuso e Exploração Sexuais. Documento prevê a implementação plena da política de tolerância zero que as Nações Unidas adotaram para combater casos de violações em suas missões de paz. Outros 19 Estados-membros já anunciaram formalmente a sua intenção de assinar o texto.

O número de nações apoiando o Pacto foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo escritório de António Guterres.

Nova missão da ONU no Haiti sucederá MINUSTAH e terá pouco mais de mil policiais em seu efetivo. Foto: ONU/Marco Dormino

Participação brasileira em missão de paz da ONU no Haiti chega ao fim

Todos os 816 militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB) que estavam na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) retornaram ao Brasil. O terceiro e último voo chegou na madrugada de terça-feira (26) a São Paulo (SP), trazendo também 72 militares da Companhia de Engenharia Paraguaia. Com o regresso do contingente, chega ao fim a participação do Brasil na MINUSTAH.

Ri Yong Ho, chanceler da Coreia do Norte, em discurso no debate geral da 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Coreia do Norte condena comentários ‘imprudentes e violentos’ de Trump

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, condenou, no último sábado (23), as “palavras imprudentes e violentas” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que o próprio líder norte-americano está em uma “missão suicida”.

Na última semana (19), Trump afirmou que os EUA são obrigados a se defender e a defender seus aliados. Ele chegou a dizer que “não teria escolha a não ser destruir totalmente a Coreia do Norte”.

Ondas recentes de violência levaram cerca de 17 mil pessoas a buscar abrigo no Centro de Proteção de Civis da ONU em Wau, no Sudão do Sul. Foto: ONU/Nektarios Markogiannis

ONU pede mais apoio internacional a processo de paz no Sudão do Sul

O representante especial das Nações Unidas para o Sudão do Sul, David Shearer, criticou na terça-feira (26) o desinteresse dos grupos em conflito no país pelo acordo de paz de 2015. Tratado pelo fim das hostilidades prevê um período de transição, que será concluído em poucos meses — e sem avanços significativos. Na nação africana, confrontos armados são responsáveis por deixar 7,6 milhões de pessoas precisando de assistência humanitária.

Sob ocupação russa, Crimeia é palco de ‘múltiplas e graves’ violações de direitos, aponta ONU

Sob ocupação russa, a região da Crimeia virou palco de “múltiplas e graves” violações de direitos humanos. É a conclusão de um relatório publicado nesta semana (25) pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Detenções arbitrárias, desaparecimento forçado, maus-tratos, tortura e pelo menos uma morte extrajudicial estão entre os crimes documentados.