Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – nossa visão compartilhada sobre como acabar com a pobreza, garantir um futuro saudável para o planeta e construir um mundo pacífico – estão ganhando impulso global. Com apenas 10 anos à frente, um ambicioso esforço global está em andamento para cumprir a promessa da #Agenda2030 – mobilizando mais governos, sociedade civil, empresas e convidando todas as pessoas a tomarem para si os #ObjetivosGlobais.

VÍDEO: uma década de ação pelas pessoas e pelo planeta

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – nossa visão compartilhada sobre como acabar com a pobreza, garantir um futuro saudável para o planeta e construir um mundo pacífico – estão ganhando impulso global.

Com apenas 10 anos à frente, um ambicioso esforço global está em andamento para cumprir a promessa da Agenda 2030 – mobilizando mais governos, sociedade civil, empresas e convidando todas as pessoas a tomarem para si os Objetivos Globais.

Uma menina de 7 anos recebe triagem médica da Dra. Antonella Tochiaro em um assentamento informal onde mora em Roma, uma das milhões de crianças durante a pandemia que estão fora da escola. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

Como as escolas podem abrir novamente com segurança? ONU publica novas diretrizes

Enquanto os países enfrentam graves interrupções na educação causadas pela COVID-19, várias agências da ONU – como parte da Coalizão Global de Educação – emitiram novas diretrizes na quinta-feira (29) para ajudar os governos a tomar decisões sobre a reabertura de escolas com segurança para os 1,3 bilhão de estudantes do mundo afetados por fechamentos em andamento.

Lançada em março por Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Programa Mundial de Alimentos (WFP) e Banco Mundial, a Coalizão trabalha para promover oportunidades de aprendizado inclusivas.

Crianças e adolescentes têm os mesmos direitos que a condição de refugiado confere a seus pais e mães, podendo tirar a Carteira de Registro Nacional Migratório e pedir a naturalização brasileira em quatro anos. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Em reunião online, Brasil reconhece 772 crianças e adolescentes venezuelanos como refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) elogiou o governo brasileiro pelo reconhecimento, na terça-feira (28), da condição de refugiado de 772 crianças e adolescentes venezuelanos.

As crianças e adolescentes beneficiadas pela decisão são filhos ou dependentes de venezuelanos que já haviam sido reconhecidos como refugiados pelo governo brasileiro – e que solicitaram a extensão deste reconhecimento aos seus familiares com menos de 18 anos.

COVID-19: Refugiados sírios se adaptam ao isolamento em campos da Jordânia

Mesmo sem ter casos confirmados da COVID-19 até agora, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está ajudando cerca de 120 mil refugiados que vivem nos maiores campos da região, fazendo o possível para mitigar ameaças.

Conheça um pouco os desafios enfrentados por dois refugiados que vivem em campos da Jordânia e estão isolados desde 21 de março. Com tantas pessoas vivendo tão próximas e com acesso apenas às instalações básicas de saúde e saneamento, muitos temem o que acontecerá se o vírus chegar aos campos.

Com apoio da ONU Mulheres, Isa Bot ganha novos conteúdos para enfrentar violência doméstica

A organização Think Olga e o Mapa do Acolhimento, projeto do Nossas.Org, anunciaram na terça-feira (28) uma atualização da ISA.bot, robô para Messenger e Google Assistente lançado no fim de 2019 com recursos para segurança online das mulheres.

A ISA.bot apresentará dicas e orientações para mulheres que estejam vivendo essa situação ou para pessoas que possam estar em condições de ajudar. São informações e dicas para se manter segura, como, por exemplo, informar alguém de confiança sobre o que está acontecendo, ou pedir que ligue diariamente para saber como está.

OIM e Cáritas trabalham juntas para apoiar a integração econômica de migrantes no Paraná

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Cáritas Brasileira Regional Paraná assinam acordo para promover a inserção econômica e laboral de migrantes vulneráveis, incluindo venezuelanos, no estado do Paraná. O projeto pretende beneficiar 400 migrantes em três frentes principais de ação: capacitação profissional, empreendedorismo e economia solidária.

Esta iniciativa é realizada no marco do projeto “Oportunidades – Integração no Brasil”, implementado pela OIM e realizado com o financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

COVID-19: Combate ao crime relacionado a produtos médicos falsificados

A falsificação de produtos médicos é um crime que afeta todas as regiões do mundo e são uma ameaça à vida das pessoas. Durante a crise da COVID-19, os grupos de crime organizado se envolvem em crimes relacionados a produtos médicos falsificados, utilizando as mesmas técnicas empregadas no tráfico de outras mercadorias ilícitas. Eles se aproveitam do desejo das pessoas de encontrar uma cura para a COVID-19 e praticam a venda on-line destes produtos.

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apoia a integridade do sistema de fornecimento de produtos médicos, prevenindo e combatendo crimes relacionados a produtos médicos falsificados.

Oito filmes para entender os desafios enfrentados pelos refugiados

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o mercado cinematográfico tem buscado alternativas para sobreviver à crise. Pela primeira vez, o cearense Karim Aïnouz lançou o filme “TFH: Aeroporto Central” online e disponibilizou nos serviços de streaming. A obra resgata a importância do extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, que teve seus hangares usados como abrigos de emergência para refugiados que buscavam asilo, entre 2015 e 2019.

Além do longa “Aeroporto Central”, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) fez uma lista com mais oito filmes que refletem a dura realidade de milhões de pessoas em todo o mundo que foram forçadas a deixar suas casas para sobreviver.

'Cooperação internacional deve se adaptar aos novos tempos', diz chefe da ONU

‘Cooperação internacional deve se adaptar aos novos tempos’, diz chefe da ONU

Marcando o Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia pela Paz, lembrado neste 24 de abril, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que a cooperação internacional deve se adaptar aos novos tempos.

“Não basta proclamar as virtudes do multilateralismo; devemos continuar a evidenciar o seu valor acrescentado”, disse, em uma mensagem em vídeo especial para a data.

“A pandemia da COVID-19 lembra-nos de forma trágica como estamos profundamente conectados. O vírus não conhece fronteiras e é um desafio global por excelência. Para combatê-lo, precisamos trabalhar juntos como uma família humana”, ressaltou; confira aqui o vídeo.

Presidente da Assembleia Geral fará um evento nesta sexta-feira (24) para marcar a data.

Em uma mensagem em vídeo em que destacou o vínculo entre os direitos humanos e a resposta e recuperação da crise provocada pela pandemia da COVID-19, o secretário-geral das Nações Unidas destacou que “a ameaça é o vírus, não as pessoas”. (Foto: CIDH/OEA)

COVID-19: ‘a ameaça é o vírus, não as pessoas’, diz secretário-geral da ONU

Em uma mensagem em vídeo em que destacou o vínculo entre os direitos humanos e a resposta e recuperação da crise provocada pela pandemia da COVID-19, o secretário-geral das Nações Unidas destacou que “a ameaça é o vírus, não as pessoas”.

“Os direitos humanos não podem ser negligenciados em tempos de crise, e agora enfrentamos a maior crise internacional das últimas gerações”, afirmou António Guterres, ressaltando que a melhor resposta “é a que responde de forma proporcional a ameaças imediatas, protegendo os direitos humanos e o Estado de Direito”.

“O vírus é uma ameaça para todos. Os direitos humanos trazem dignidade para todos”, acrescentou. “Respeitando os direitos humanos em tempos de crise, construiremos soluções mais eficazes e inclusivas para a emergência de hoje e para a recuperação de amanhã.”

Confira aqui a mensagem na íntegra e acesse o relatório sobre o tema lançado por Guterres.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enviou uma mensagem em vídeo marcando o início do Ramadã, tradicional mês sagrado para os muçulmanos, lembrando que milhões de fiéis estão prontos para as celebrações deste ano.

Em mensagem em vídeo, secretário-geral da ONU saúda início do Ramadã

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enviou uma mensagem em vídeo marcando o início do Ramadã, tradicional mês sagrado para os muçulmanos, lembrando que milhões de fiéis estão prontos para as celebrações deste ano.

Guterres lembrou que este será um Ramadã diferente, já que muitas atividades comunitárias serão naturalmente afetadas pelas medidas de combate à pandemia da COVID-19.

“O Ramadã é também sobre apoiar os mais vulneráveis. Agradeço a todos os governos e pessoas em todo o mundo muçulmano que vivem a sua fé, apoiando aqueles que fogem do conflito na melhor tradição muçulmana de hospitalidade e generosidade – uma lição notável neste mundo onde tantas portas se têm fechado aos que precisam de proteção, mesmo antes da COVID-19”, disse.

Uma nova campanha liderada por funcionários do Citi ajudará a OIM a fornecer apoio essencial para salvar vidas e suprimentos essenciais para os migrantes e comunidades anfitriãs mais vulneráveis ​​da América Latina. Foto: OIM/Paula Vásquez

OIM e Citi unem-se para apoiar resposta à COVID-19 na América Latina

A instituição financeira Citi anunciou na segunda-feira (20) que selecionou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas como um dos quatro parceiros de uma nova campanha de doação de chamada “Double the Good” (duplique o bem).

Para cada 1 dólar doado por um funcionário do Citi em apoio ao combate à COVID-19, a instituição financeira doará 1 dólar para ajudar na resposta da OIM à pandemia na América Latina.

ONG apoia mulheres vivendo com a HIV a alcançar a estabilidade financeira no Quênia

A atual pandemia da COVID-19 preocupa Karambu Ringera, fundadora e presidente da ONG Iniciativas Internacionais pela Paz, que ajuda órfãos, mulheres vivendo com o HIV e sobreviventes de violência a realizarem iniciativas sustentáveis para que alcancem estabilidade e autossuficiência.

Uma das iniciativas da ONG – a Casa Kithoka Amani – abriga 76 crianças e oferece três refeições diárias, mas está fechada desde o início da pandemia do coronavírus. “Sinto que cada vez mais as pessoas precisam criar seus próprios sistemas sustentáveis onde elas estão, para que durante desafios como esse, pelo menos possam ter sua própria alimentação”. Leia o relato do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Cessar-fogo global serviria de modelo de cooperação para combater COVID-19, diz UNICEF

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, pede que as partes em guerra atendam ao chamado do secretário-geral da ONU de depor suas armas como parte de um cessar-fogo global para enfrentar a pandemia da COVID-19. “Um cessar-fogo global protegeria as crianças de serem mortas, mutiladas ou forçadas a partir de suas casas por causa dos conflitos”.

“Um cessar-fogo não apenas melhoraria significativamente nossas chances de derrotar a doença a curto prazo, como também poderia estabelecer as bases para uma paz estável e duradoura – e isso seria decisivo para as crianças e seu futuro”. Leia o artigo na íntegra.

Fatima, 16, e seu filho recém-nascido em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt

Relatora da ONU recebe informações sobre violência contra mulheres durante crise de COVID-19

A relatora especial da ONU sobre violência contra a mulher deseja receber informações relevantes de todos os países sobre o aumento dos casos de violência de gênero no contexto da pandemia de COVID-19. As informações podem ser enviadas por organizações da sociedade civil, Estados, instituições nacionais de direitos humanos, organizações internacionais, academia e outras partes interessadas. O prazo de submissões é 30 de junho.

Fundo de População da ONU lança podcast sobre saúde sexual e igualdade de gênero

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta sexta-feira (17) o podcast “Fala, UNFPA”, uma iniciativa criada para dar visibilidade às ações da organização no Brasil.

O objetivo é discutir questões fundamentais sobre saúde sexual e reprodutiva, equidade de gênero, raça e etnia, população e desenvolvimento, juventude, cooperação entre países do Hemisfério Sul e assistência humanitária, assuntos abordados a partir de uma perspectiva de direitos humanos.

O primeiro episódio, já disponível nas principais plataformas de streaming, aborda a violência contra a mulher em contextos de crise, como a pandemia da COVID-19.

Um apelo revisado foi lançado nesta sexta-feira (17) por 499 milhões de dólares para apoiar atividades vitais de preparação, resposta e recuperação em mais de 140 países. Foto: OIM

OIM lança plano de US$499 milhões para apoiar países frente a impactos da pandemia

À medida que o número de novos casos de doença por coronavírus (COVID-19) continua aumentando, a Organização Internacional para Migrações (OIM) ampliou o escopo do seu Plano Estratégico Global de Preparação e Resposta (SPRP) para incluir intervenções de longo alcance que visam mitigar os terríveis impactos socioeconômicos e de saúde da pandemia.

Um apelo revisado foi lançado nesta sexta-feira (17) por 499 milhões de dólares para apoiar atividades vitais de preparação, resposta e recuperação em mais de 140 países.

UNICEF dá dicas para proteger crianças e adolescentes da violência em tempos de coronavírus

Crianças e adolescentes se tornam especialmente vulneráveis no contexto da pandemia do coronavírus, ficando expostas a situação de violência física, sexual e psicológica. Mas a pandemia não pode ser justificativa para violar os direitos das crianças e dos adolescentes. Todos têm a responsabilidade compartilhada de protegê-los de quaisquer tipos de violências, abuso, exploração e negligência.

Pensando nisso, o UNICEF preparou cinco dicas para ajudar a proteger crianças e adolescentes durante a pandemia do coronavírus, seja em casa ou denunciando.

Um jovem de 19 anos senta-se em sua cama em um abrigo para crianças que vivem ou trabalham nas ruas em Odessa, Ucrânia. Ele é usuário de drogas e HIV positivo, mas não tem acesso a medicamentos antirretrovirais. Foto: UNICEF/Giacomo Pirozzi

COVID-19: UNODC lembra importância de tratar pessoas com transtornos associados ao uso de drogas

À medida que o mundo tenta combater a pandemia de COVID-19, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) lançou um chamado aos países ao publicar recentemente a nota “Sugestões sobre tratamento, cuidados e reabilitação de pessoas com transtornos associados ao uso de drogas no contexto da pandemia da COVID-19”.

O documento tem o objetivo de alertar os países-membros sobre os transtornos associados ao uso de drogas, que são frequentemente acompanhados por agravos em saúde, tais como HIV/AIDS, hepatites B e/ou C, tuberculose, doenças pulmonares ou cardiovasculares, acidente vascular cerebral, câncer e lesões e traumas, entre outros.

Elayne Sartori, assistente de campo do Fundo de População da ONU, foi uma das mediadoras da sessão. Foto: UNFPA Brasil/Igo Martini

UNFPA e ACNUR realizam primeiro treinamento online sobre prevenção ao abuso e à exploração sexual

Em razão da pandemia de COVID 19, foi realizada na segunda-feira (13) a primeira sessão remota da Oficina Proteção Contra a Exploração, Abuso Sexual e Assédio, com mediação de oficiais da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

A oficina teve como objetivo sensibilizar os trabalhadores e trabalhadoras da assistência humanitária sobre como os atos de exploração e abuso sexual afetam indivíduos e comunidades inteiras e o que fazer a respeito por meio de mecanismos de denúncia.

Em Manaus, ACNUR e parceiros realizam realocação de população indígena da etnia warao para abrigos temporários. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

COVID-19: ACNUR e parceiros intensificam resposta emergencial a indígenas venezuelanos

Enquanto a pandemia do novo coronavírus avança em todas as partes do mundo e afeta especialmente as populações mais vulneráveis, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil intensificam a resposta emergencial para prevenir a COVID-19 junto às populações indígenas em situação de refúgio nas regiões Norte e Nordeste do país.

Em conjunto com autoridades estaduais e municipais e com a Operação Acolhida (resposta federal ao fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil), o ACNUR e parceiros têm implementado ações que garantem abrigamento, segurança alimentar, acesso a serviços de saúde e informação de qualidade nos idiomas das etnias Warao e Eñepa.

OIM apoia implementação de área de proteção e cuidados para venezuelanos em Boa Vista

Para ampliar as estruturas de saúde na prevenção e enfrentamento à pandemia de COVID-19 e reforçar o atendimento aos refugiados e migrantes em Roraima, a Operação Acolhida, com apoio dos governos estadual e municipal, irá inaugurar em Boa Vista a Área de Proteção e Cuidados (APC).

A estrutura, montada por trabalhadores venezuelanos e brasileiros, começa a funcionar em breve na capital e conta com suporte da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

COVID-19: Bachelet pede aos países latino-americanos que autorizem retorno de seus cidadãos

Respondendo a um impasse de uma semana que se desenvolveu na fronteira entre a Bolívia e o Chile, a alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, Michelle Bachelet, pediu nesta quarta-feira (15) aos países da América Latina e de outras partes do mundo que abram suas fronteiras aos seus próprios cidadãos presos no exterior, muitos deles com pouco ou nenhum acesso a cuidados de saúde e outras necessidades básicas.

O secretário-geral das Nações Unidas destacou que as empresas de redes sociais precisam fazer mais para 'erradicar o ódio' e as afirmações prejudiciais sobre a COVID-19. Foto: pxhere.com

COVID-19: chefe da ONU alerta para ‘epidemia de desinformação’

À medida que o mundo combate a pandemia de COVID-19, o secretário-geral das Nações Unidas alertou nesta semana para uma “epidemia” paralela.

Segundo António Guterres, existe uma “perigosa epidemia de desinformação” que acompanha e ameaça o enfrentamento ao novo coronavírus. Ele alertou que o ódio está se tornando “viral”, com pessoas e grupos específicos sendo estigmatizados e difamados.

Guterres anunciou uma iniciativa de comunicação das Nações Unidas para “inundar a internet com fatos e com ciência, e combater o crescente flagelo da desinformação, um veneno que está colocando ainda mais vidas em risco”.

Ele também ressaltou a importância da confiança no próximo e da solidariedade. “O respeito mútuo e a proteção dos direitos humanos devem ser a nossa bússola para enfrentar esta crise. Juntos, rejeitaremos as mentiras e os disparates que circulam por aí.”

Assista ao vídeo aqui.

Duas mulheres caminham em uma estação de metrô na Cidade do México durante a crise do novo coronavírus. Foto: ONU México/Alexis Aubin

Especialistas da UNESCO pedem responsabilidade coletiva para proteger mais vulneráveis

Os especialistas apelam aos governos e à comunidade internacional para que tomem medidas urgentes, por meio da cooperação internacional e no espírito da solidariedade, e enfatizam a responsabilidade dos países mais ricos em ajudar os mais pobres na batalha contra a COVID-19.

Além disso, reconhece a situação particular daqueles privados de recursos básicos, como água e sabão, para manter a higiene básica; e chama atenção para a dificuldade de se realizar o distanciamento social em condições de superlotação, predominantes, por exemplo, nas favelas e nos campos de refugiados.

Fotos: ONU/Rick Bajornas

Chefe da ONU pede a líderes religiosos união e ‘fé na nossa humanidade comum’

Em uma mensagem em vídeo divulgada neste sábado (11), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, convocou líderes religiosos de todo o mundo e de todas as confissões a unir forças para trabalhar pela paz mundial ao “focar na nossa batalha comum para derrotar a COVID-19”.

Ao pedir a “renovação da fé na nossa humanidade comum diante da pandemia”, Guterres lembrou que este é um momento especial no calendário espiritual. “Para os cristãos, é a celebração da Páscoa. Os judeus estão a festejar o Pessach. E, em breve, os muçulmanos vão iniciar o mês sagrado do Ramadã”, destacou.

“Apresento os mais calorosos votos a todos quantos celebram esses importantes momentos. Sabemos que essas ocasiões são momentos de comunhão. De famílias reunindo-se. De abraços e apertos de mão e a união da humanidade. Mas este é um momento como nenhum outro”, afirmou o secretário-geral da ONU.

Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro da recuperação da COVID-19, diz chefe da ONU

Ganhos limitados em igualdade de gênero e direitos das mulheres conquistados ao longo de décadas correm o risco de serem revertidos devido à pandemia da COVID-19, disse nesta quinta-feira (9) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O alerta de Guterres foi apresentado em um documento que detalha como a nova doença está aprofundando as desigualdades preexistentes, que por sua vez estão ampliando seus impactos na vida de mulheres e meninas.

“Peço aos governos que coloquem mulheres e meninas no centro de seus esforços de recuperação da COVID-19. Isso começa com as mulheres como líderes, com igual representação e poder de decisão”, disse em uma mensagem em vídeo sobre o lançamento do documento; acesse aqui.

Representante do UNFPA no Brasil, Astrid Bant, em recente visita a Manaus para conhecer trabalho de assistência humanitária a pessoas refugiadas e migrantes. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU mobiliza R$467 mil para enfrentamento da COVID-19 no Brasil

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil está mobilizando 90,3 mil dólares, ou aproximadamente 467,2 mil reais, de recursos próprios em ações de curto e médio prazo para enfrentamento à pandemia de COVID-19.

O foco é nas populações mais vulneráveis, no apoio aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e prevenção da violência contra a mulher. Os recursos também serão direcionados a fomentar análises do impacto da doença em termos populacionais.

Refugiada do Sudão do Sul coleta galões em campo de refugiados de Kakuma, no Quênia, parte do esforço global para proteger refugiados da pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Allan Kipotrich Cheruiyot

Sony Corporation doa US$3 milhões para fundo de proteção a refugiados frente à COVID-19

A Agência ONU para Refugiados (ACNUR) comemorou o anúncio da multinacional japonesa Sony Corporation de instituir o Fundo de Ajuda Global da Sony para COVID-19, através do qual uma contribuição de 3 milhões de dólares será feita para ajudar a proteger os refugiados da ameaça dessa pandemia.

Esta é a primeira grande contribuição do setor privado ao apelo lançado pelo ACNUR. Fundos oportunos e irrestritos como estes são essenciais para ajudar as operações de campo da agência a preparar e responder à pandemia da COVID-19 e impedir sua propagação entre refugiados e comunidades anfitriãs.

Em meio à pandemia da COVID-19, pandemia da violência contra as mulheres e meninas age nas sombras e nos silêncios, diz ONU Mulheres. Foto: Edwin J. Torres for the New Jersey Governor’s Office

ARTIGO: Violência contra mulheres e meninas é pandemia das sombras

Em artigo, a diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirma que, à medida que mais países relatam crescimento das infecções e bloqueios por conta do novo coronavírus, mais linhas de ajuda e abrigos para violência doméstica estão informando demanda crescente.

“O confinamento está promovendo tensão e tem criado pressão pelas preocupações com segurança, saúde e dinheiro. E está aumentando o isolamento das mulheres com parceiros violentos, separando-as das pessoas e dos recursos que podem melhor ajudá-las.” Leia o artigo completo.

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

ONU Mulheres checa ações governamentais para inclusão da perspectiva de gênero na resposta à COVID-19

Em geral, situações em que o movimento de pessoas é restringido por qualquer motivo faz com que a violência contra as mulheres aumente. O que os governos estão fazendo para garantir que as mulheres tenham acesso a recursos, linhas diretas e abrigos?

Em artigo, diretora-executiva adjunta da ONU Mulheres, Åsa Regnér, elenca dez perguntas para que governos identifiquem lacunas de gênero e definam ações para assegurar os direitos das mulheres na resposta à pandemia de COVID-19.

Uma criança durante a exibição de um documentário sobre o repatriamento de ex-combatentes para Ruanda. Foto: ONU/Marie Frechon

Genocídio em Ruanda nos lembra sobre importância de rejeitar o ódio e a xenofobia, diz ONU

Marcando o Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda – lembrado anualmente em 7 de abril –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a importância de rejeitar ativamente o ódio e a xenofobia, “e rejeitar as forças da polarização, do nacionalismo e do protecionismo”.

O genocídio em Ruanda foi um dos episódios mais tristes da história da humanidade, quando mais de um milhão de pessoas foram assassinadas de forma sistemática em apenas cem dias. Assista ao vídeo.

Foto: ACNUR/Martim-Gray-Pereira

Equidade e igualdade racial devem orientar ação dos Estados na resposta à COVID-19

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas disseram em comunicado divulgado nesta segunda-feira (6) que a discriminação estrutural pode exacerbar a desigualdade no acesso a cuidados de saúde e tratamento para a COVID-19, levando a disparidades raciais nos resultados de saúde e aumento da mortalidade e morbidade entre afrodescendentes.

Um número desproporcional de pessoas de ascendência africana trabalha em indústrias de serviços, vive em comunidades densamente povoadas, enfrenta insegurança alimentar e falta d’água e muitas vezes não tem acesso a moradias seguras.

Mulher segura sua filha mais nova no Wisdom Center, na área de Gurei, em Juba, no Sudão do Sul, depois de ser espancada pelo marido. Foto: UNICEF

Chefe da ONU alerta para aumento da violência doméstica em meio à pandemia do coronavírus

Para prevenir e combater a violência de gênero durante a pandemia, a ONU recomenda aos países aumentar o investimento em serviços online e em organizações da sociedade civil; garantir que os sistemas judiciais continuem processando os agressores; estabelecer sistemas de alerta de emergência em farmácias e mercados.

Também recomenda declarar abrigos para vítimas de violência de gênero como serviços essenciais; criar maneiras seguras para as mulheres procurarem apoio, sem alertar seus agressores; evitar libertar prisioneiros condenados por violência contra mulheres; ampliar campanhas de conscientização pública, principalmente as voltadas para homens e meninos.