‘A guerra não destrói só sua casa, ela destrói seu coração’, diz refugiada síria no Brasil

Rama caminhava por Damasco com suas duas filhas pequenas quando a família foi atingida por uma bomba. As meninas Lamar e Celin ficaram gravemente feridas, mas sobreviveram.

Depois do ataque, a mãe decidiu abandonar o país para buscar segurança no Brasil, onde as três vivem há dois anos e meio. Por meio de um programa de empregabilidade de agências da ONU e empresas brasileiras, Rama está reconstruindo sua vida e seus sonhos.

Foto: UNIC Rio/Arthur Bomfim

Centro da ONU promove cine-debate no Rio sobre consequências da escravidão

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) realizou na terça-feira (7) no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, um cine-debate sobre a história do tráfico de pessoas escravizadas e as consequências da escravidão para a formação da sociedade brasileira.

Após a exibição do filme “1620-1789: Do Açúcar à Revolta”, um dos episódios da série documental “Rotas da Escravidão”, palestrantes convidados participaram de uma mesa e de uma rodada de perguntas do público de cerca de 120 pessoas.

“O objetivo do cine-debate é preservar a memória, os efeitos históricos do tráfico de pessoas escravizadas, e discutir as conexões entre escravidão, desigualdade racial, étnica e social que ainda existem na sociedade brasileira”, afirmou Rachel Quintiliano, oficial do Programa para Gênero, Raça e Comunicação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). “Ou seja, olhar o passado e fazer uma conexão sobre o cenário atual.”

Cabul, no Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin Waezi

ONU Meio Ambiente alerta para altos níveis de poluição do ar em Cabul

No inverno, a capital do Afeganistão, Cabul, não é para os fracos — temperaturas abaixo de zero não são incomuns, nevascas são freqüentes e, às vezes, pesadas. Com uma temperatura média de -1°C, janeiro é o mês mais frio, com quedas ocasionais de temperatura para até -25°C. Localizada em uma altitude elevada de aproximadamente 1.800 metros acima do nível do mar, em um vale estreito entre as montanhas Hindu Kush, Cabul é uma das capitais mais altas do mundo.

O Afeganistão suportou por muitos anos o impacto de um conflito armado prolongado e muito divulgado. Enquanto isso, longe da divulgação, os afegãos — e, em particular, os 6 milhões de habitantes de Cabul – estão lutando com outro assassino silencioso, mas mortal: a poluição do ar. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Péricles Gasparini, chefe de escritório da MINUSCA, à direita, com o capacete azul da ONU. Foto: Arquivo pessoal

‘Trabalhar na ONU é sentir que você está fazendo algo para a humanidade’, diz brasileiro há 30 anos na Organização

O brasileiro Péricles Gasparini trabalha para as Nações Unidas há 30 anos. Desde 2017, é chefe de escritório na Missão de Paz da ONU na República Centro-Africana, a MINUSCA. A serviço da Organização, o profissional trabalhou em Berberati, uma cidade de 105 mil habitantes, a cerca de 300 quilômetros da capital, Bangui. Hoje, está alocado no município de Bouar.

Saiba mais na matéria especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Os acidentes de trânsito matam 1,35 milhão de pessoas por ano no mundo. Foto: Fotos Públicas/Paulo Pinto

Milhares se manifestam no mundo em favor da segurança no trânsito

Na Quinta Semana Mundial das Nações Unidas pela Segurança no Trânsito (6 a 12 de maio de 2019), milhares de defensores da segurança viária no mundo estão destacando a necessidade de uma liderança mais efetiva nesse tema. Líderes fortes – tanto governamentais quanto não governamentais – são aqueles que se manifestam sobre a segurança no trânsito e atuam sobre as intervenções concretas que comprovadamente salvam vidas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar do progresso, as mortes no trânsito continuam aumentando, com 1,35 milhão de mortes anuais. As lesões causadas pelo trânsito são hoje as principais causas de morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos. No mundo, de todas as mortes no trânsito, pedestres e ciclistas respondem por 26% e motociclistas e passageiros, por 28%. O risco de morte no trânsito continua a ser três vezes maior nos países de baixa renda do que nos países de alta renda, com taxas mais altas na África (26,6 por 100 mil habitantes) e menores na Europa (9,3 por 100 mil habitantes).

Trânsito intenso em Brasília. Foto: ABr/Fabio Rodrigues Pozzebom

Brasil, México e Uruguai mostram como segurança no trânsito pode ser melhorada

Brasil, México e Uruguai: esses três países latino-americanos implementaram medidas para reduzir a velocidade nas vias, limitar a direção sob efeito de bebida alcoólica, tornar obrigatório o uso do capacete para motociclistas, garantir que os condutores e passageiros usem o cinto de segurança e transportem crianças em equipamentos de retenção (cadeirinhas infantis). Também sancionaram e fizeram cumprir leis para reduzir as lesões e mortes no trânsito.

Esses são os exemplos destacados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na Quinta Semana Mundial das Nações Unidas pela Segurança no Trânsito, que acontece entre 6 e 12 de maio com o tema “lideranças em segurança no trânsito”.

Trabalho de restauração realizado em área afetada pelo desastre de Chernobyl, 33 anos depois. Foto: PNUD Belarus/Siarhei Hapon

Chernobyl 33 anos depois: áreas afetadas por desastre renascem

Mais de três décadas após a devastadora explosão da usina nuclear ucraniana de Chernobyl, em 1986, partes das regiões vizinhas de Belarus voltaram à vida. A maior delas, Homiel, se tornou um grande destino para investidores nacionais e internacionais.

Sessenta por cento da produção de Homiel – carnes, laticínios e artesanatos – são exportados para regiões e países vizinhos. A região de Homiel atraiu 17,7 bilhões de dólares em investimentos internos e estrangeiros entre 2011 e 2017, representando pouco mais de 15% dos investimentos diretos totais do país durante o período.

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

OIM lança versão em inglês de relatório sobre migração indígena da Venezuela para o Brasil

O fluxo de venezuelanos para o Brasil ocorrido nesta década continua sendo um dos eventos migratórios mais importantes da América Latina e uma das histórias de mobilidade humana mais impactantes de todos os tempos na região. Cerca de 3,7 milhões de venezuelanos abandonaram seu país nos últimos quatro anos, incluindo centenas de indígenas.

Essa população — suas características e necessidades específicas — é foco de uma publicação da Organização Internacional para as Migrações (OIM), cuja versão em inglês foi publicada esta semana.

Crianças e suas famílias que vivem em um campo improvisado em uma área de difícil acesso na zona rural ocidental de Alepo, na Síria. Foto: UNICEF/Watad

Aumento da violência em região da Síria é ‘grande preocupação’, diz chefe da ONU

O chefe das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta terça-feira (7) que está acompanhando “com grande preocupação” a intensificação dos confrontos no noroeste da Síria, que provocaram ainda mais perdas de vidas e deslocaram milhares nos últimos dias.

Os comentários do secretário-geral vêm em meio a relatos de ataques aéreos em centros populacionais e prédios civis dentro de uma zona desmilitarizada, desde setembro do ano passado sob a guarda da Rússia e da Turquia, no sul de Idlib e no norte rural de Hama.

Em Cúcuta, na Colômbia, todos os dias por volta das 5 da manhã, centenas de crianças cruzam a fronteira com a Venezuela para pegar ônibus que levam para escolas em Cúcuta. Foto: UNICEF/Santiago Arcos

Cerca de 300 mil crianças venezuelanas precisam de assistência humanitária na Colômbia

Sem mais apoio, a saúde, a educação e o bem-estar de ao menos 327 mil crianças venezuelanas que vivem como migrantes e refugiadas na Colômbia estarão em risco, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A situação econômica e política na Venezuela fez com que cerca de 3,7 milhões de venezuelanos deixassem suas casas e viajassem para o Brasil, Colômbia, Equador, Peru e outros países da região.

Cerca de 1,2 milhão destes venezuelanos estão na Colômbia, muitos deles vivendo em comunidades vulneráveis e que já estão com recursos sobrecarregados, segundo o UNICEF.

Myshara, de 13 anos, refugiada rohingya de Mianmar, com suas amigas no programa de saúde mental para crianças no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/Will Swanson

Projeto da ONU promove saúde mental de jovens rohingya em Bangladesh

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, participou na semana passada (2) em Kutupalong, Bangladesh, de uma rodada de atividades com 18 crianças refugiadas rohingya com idade entre 12 e 17 anos, que fizeram perguntas, intercaladas com danças e exercícios.

A maioria foi forçada a fugir com suas famílias das violências e atrocidades cometidas contra sua comunidade em Mianmar. Elas participam de um projeto inovador de saúde mental cujo objetivo é ajudá-las a falar sobre preocupações e tristezas. A ação, que teve início com apenas dois grupos, hoje reúne mais de 40.

Escombros das casas palestinas demolidas em Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, com vista para o assentamento de Pisgat Ze'ev. Foto: UNRWA/Marwan Baghdadi

Ausência de solução política para Israel-Palestina prejudica esforços da ONU para encerrar crise

A chefe de Assuntos Políticos das Nações Unidas afirmou que, apesar das contínuas respostas à crise humanitária, econômica e política no Território Palestino Ocupado, esforços estão sendo continuamente enfraquecidos pela falta de progresso político em direção a uma solução de dois Estados.

Em atualização ao Conselho de Segurança sobre a situação mais recente no Oriente Médio, Rosemary DiCarlo disse que esperanças para dois Estados vivendo lado a lado em paz “continuam sendo substituídas por crescentes temores de futura anexação”.

Os militares devem iniciar suas atividades na MONUSCO em junho. Foto: Forças Armadas Brasileiras

Brasil enviará oficiais do Exército para missão da ONU na República Democrática do Congo

O Brasil enviará em junho 13 oficiais e sargentos do Exército para atuarem na Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO).

Os militares vão treinar tropas da missão, especialmente as que compõem a Brigada de Intervenção (FIB, na sigla em inglês).

Os três objetivos da missão são a proteção de civis, estabilização do país e o apoio à implementação de paz, segurança e cooperação na República Democrática do Congo e na região.

Prédios destruídos em Trípoli, na Líbia. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU renova pedido de trégua humanitária da Líbia

Desde que os confrontos começaram no início de abril em torno da capital da Líbia, Trípoli, mais de 42 mil pessoas foram deslocadas e milhares ainda podem estar presas dentro da cidade.

Enquanto equipes humanitárias das Nações Unidas trabalham incansavelmente para fornecer assistência vital, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, destacou a necessidade urgente de um cessar-fogo imediato e de corredores humanitários para civis.

“O agravamento de ataques em áreas residenciais, incluindo o uso de artilharia, foguetes e ataques aéreos, é profundamente preocupante. Milhares de crianças, mulheres e homens estão com suas vidas em risco”, afirmou Bachelet.

UNAIDS participa de encontro sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife. Foto: UNAIDS

UNAIDS discute implementação de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Recife

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) participou no fim de abril (30) em Recife (PE) do 1º Diálogo Público sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O evento foi organizado pela ONG Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, como co-facilitadora do Grupo Temático (GT) da Sociedade Civil para Agenda 2030, em parceria com a Associação Brasileira de ONGs (ABONG).

O objetivo do encontro foi fortalecer o diálogo entre organizações da sociedade civil, gestão pública, academia, imprensa e outros grupos sobre a importância dos objetivos que compõem a Agenda 2030.  

Manifestantes e jornalistas brasileiros correm de ataques no Brasil. Foto: INSI

Com apoio da UNESCO, Ministério Público lança relatório sobre violência contra comunicadores no Brasil

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) promoveram nesta semana (30), em parceria com a UNESCO no Brasil, evento em celebração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3).

No encontro, em Brasília (DF), foi lançado o relatório “Violência contra comunicadores no Brasil: um retrato da apuração nos últimos 20 anos”, com informações sobre o andamento de casos de jornalistas brasileiros assassinados nos últimos 23 anos.

Foi divulgado também, pela primeira vez em português, o resumo executivo do relatório da diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, sobre assassinatos de jornalistas em todo o mundo, intitulado “Punir o crime, não a verdade: destaques do relatório de 2018 da diretora-geral da UNESCO sobre segurança dos jornalistas e o perigo da impunidade”.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

Responsabilização e exposição da ‘verdade para o poder’ dependem de imprensa livre, diz ONU

Em um momento em que a desinformação e a desconfiança na mídia estão crescendo, a liberdade de imprensa é “essencial para a paz, a justiça, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em mensagem para o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, lembrado nesta sexta-feira (3).

A chefe da UNESCO, Audrey Azoulay, disse em mensagem para o dia que é essencial “garantir liberdade de opinião através da livre troca de ideias e de informações, com base em verdades factuais”. Ela afirmou que sociedades que valorizam a liberdade de expressão precisam ser constantemente vigilantes.

Migrantes venezuelanos na Colômbia em abril de 2019; cerca de 5 mil pessoas têm cruzado a fronteira venezuelana todos os dias, segundo a ONU. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

ONU expressa preocupação após relatos de uso excessivo de força na Venezuela

O escritório de direitos humanos das Nações Unidas expressou preocupação nesta quarta-feira (1) com relatos de uso excessivo de força, na Venezuela, por parte de forças da segurança leais ao presidente Nicolás Maduro, um dia após um levante malsucedido liderado pela oposição.

O líder da oposição, Juan Guaidó, que se declarou presidente interino em janeiro, apareceu nas redes sociais cercado de membros das forças armadas na terça-feira (30), pedindo ação para retirar Maduro do poder. O presidente eleito acusou seu rival de uma “tentativa de golpe”.

Foto: PG Alves/Assessoria de Imprensa do MP/RS

PNUD visita iniciativas de Justiça Restaurativa e estratégias de acompanhamento escolar na região Sul

Uma comitiva do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) esteve no início de abril nas cidades de Porto Alegre, Caxias do Sul e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, para conhecer a experiência local no âmbito da Justiça Restaurativa e estratégias em prol da permanência dos alunos nas escolas.

Há cerca de 15 anos, o PNUD apoiou o início da aplicação da metodologia de Justiça Restaurativa no Brasil. Na ocasião, foram feitos pilotos de introdução do tema nas cidades de Porto Alegre, São Paulo e Brasília.

A Justiça Restaurativa é uma metodologia de resolução de conflitos que privilegia o diálogo e a responsabilização do praticante do delito. Ela valoriza a construção de soluções a partir de conversas com as partes envolvidas, tanto para ouvir e atender as necessidades da vítima, como para responsabilizar o agressor, resolvendo questões de forma colaborativa.

Líder de projeto sobre saúde reprodutiva e adolescentes de Gana discursando na ONU. Foto: UNDESA/S. Nijam

ONU procura ONGs para ajudar a realizar sua missão; prazo é 1º de junho

A divisão de organizações não governamentais (ONGs) do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA) está convidando todas as organizações interessadas a trabalhar em estreita colaboração com o Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) para solicitar um status consultivo. Dia 1º de junho de 2019 é o prazo para recebimento de pedidos, que serão revisados durante o ano seguinte.

Para apoiar no processo, a ONU realizará um seminário online no próximo 3 de maio (sexta-feira), das 11h às 12h30 (horário de NY) – no horário de Brasília, de 12h às 13h30. Segundo a organização, essa é uma boa oportunidade para candidatos(as) fazerem perguntas sobre o processo de inscrição. O espaço é limitado. Saiba como se inscrever aqui.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

Venezuela: ONU pede medidas ‘imediatas’ para restaurar a calma

O secretário-geral da ONU, António Guterres, está acompanhando os últimos acontecimentos na Venezuela “de muito perto e com preocupação”, informou nesta terça-feira (30) seu porta-voz. Segundo ele, a ONU está em contato “com as partes” em “diferentes níveis” dentro das Nações Unidas e no país.

O porta-voz esclareceu que “não cabe ao secretário-geral dar seu apoio a uma ou outra parte” e que se concentra no bem-estar do povo venezuelano, fazendo todo o possível para evitar a violência. Guterres disponibilizou mais uma vez apoio às partes, se assim fosse solicitado.

A situação de insegurança em Mianmar para a minoria muçulmana rohingya está gerando uma das maiores crises humanitárias do mundo. Foto: ACNUR

Rejeição de recurso de jornalistas presos em Mianmar é ‘grave injustiça’, alertam relatores da ONU

Especialistas das Nações Unidas em direitos humanos expressaram preocupação com a rejeição da apelação final de dois jornalistas da agência de notícias Reuters pela Suprema Corte de Mianmar. Os relatores especiais definiram a decisão como uma “grave injustiça”, dizendo representar um momento sombrio para a liberdade de imprensa e para a democracia do país.

Na terça-feira (23), a mais alta Corte de Mianmar rejeitou o recurso de Wa Lone e de Kyaw Soe Oo, presos por sete anos por investigarem o massacre de homens e meninos rohingyas no vilarejo de Inn Din, no estado de Rakhine, em 2017. Na semana anterior, eles haviam recebido o Prêmio Pulitzer, um dos mais reconhecidos no jornalismo mundial, pelas reportagens investigativas.

Vista da cidade de Poway, na Califórnia. Foto: Wikicommons (CC)/Perdelsky

ONU condena ataque em sinagoga na Califórnia

A principal autoridade da Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) condenou veementemente o ataque no sábado (27) contra uma sinagoga no sul da Califórnia, denunciando o incidente como um crime de ódio contra fiéis no último dia da Pessach, a “Páscoa judaica”.

Segundo relatos da imprensa, um atirador armado com um rifle semiautomático entrou em uma sinagoga em Poway, na Califórnia, gritando frases antissemitas antes de abrir fogo. O ataque deixou uma mulher morta. O rabino e duas outras pessoas ficaram feridas.

Antigo Parlamento em Trípoli, na Líbia. Foto: UNOCHA/Giles Clarke

Milhares se abrigam em clínicas em Trípoli; confrontos recentes já deixaram mais de 260 mortos

Três semanas após o começo de conflitos perto da capital líbia, Trípoli, a agência de saúde das Nações Unidas alertou que um grande número de pessoas está se abrigando em clínicas médicas, enquanto civis continuam sendo mortos e feridos. Segundo dados mais recentes, 264 pessoas foram mortas e 1.266 ficaram feridas.

Porta-voz da Agência Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu acesso humanitário para milhares de refugiados e migrantes que podem estar presos em centros de detenção administrados pelo Estado ao sul da capital. Para responder às crescentes necessidades de cerca de 32 mil pessoas deslocadas pela violência, a OMS está recrutando mais equipes médicas especializadas em emergência para serem enviadas a hospitais em Trípoli.

Uma vítima de estupro no Sudão do Sul narra os ataques em um local não revelado perto da cidade de Bentiu. Foto: UNMISS/Isaac Billy (dezembro de 2018)

Direitos de mulheres precisam ser protegidos ‘antes, durante e após conflitos’

O Conselho de Segurança adotou na terça-feira (23) uma resolução apresentada pela Alemanha para reduzir violência sexual em conflitos e acabar com o uso de estupros como arma de guerra.

O encontro de alto nível marcou os 10 anos da adoção da resolução 1888, que criou o mandato da representante especial sobre violência sexual em conflito.

Segundo o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao longo desta última década houve uma “mudança de paradigmas” no entendimento do impacto devastador da violência sexual em conflitos, no âmbito da paz e da segurança internacionais.

Crianças caminham por uma parte do centro de Craiter, em Aden, no Iêmen. A área foi seriamente danificada pelos ataques aéreos em 2015, quando os houthi foram expulsos da cidade pelas forças da coalizão. Foto: OCHA / Giles Clarke

Iêmen: plano para retirada de tropas de porto é aceito, mas confrontos aumentam em outras áreas

Um plano de retirada de forças de linhas da frente dentro e em torno do porto iemenita de Hodeida foi aceito por forças pró-governo e por rebeldes houthis, afirmou na semana passada (15) ao Conselho de Segurança o enviado especial das Nações Unidas para o país.

No entanto, a guerra que deixou 80% da população iemenita em necessidade de ajuda humanitária não mostra sinais de diminuição em outras partes do país, alertou Martin Griffiths.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Chefe de direitos humanos da ONU condena execuções em massa na Arábia Saudita

A alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos condenou nesta quarta-feira (24) a decisão da Arábia Saudita de seguir em frente com a decapitação de 37 homens, apesar dos apelos do Sistema ONU.

Em meio acusações de que confissões foram obtidas através de torturas, Michelle Bachelet expressou preocupação com a falta do devido processo legal e de garantias de julgamentos justos. No momento da sentença, ao menos três dos executados eram menores de idade.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi estabelecida pelos países-membros da ONU no fim de 2015. Foto: ONU

‘Histórico comprovado’ de sucessos do multilateralismo é foco de data especial na ONU

O Dia Internacional do Multilateralismo e da Diplomacia para a Paz “destaca os valores da cooperação internacional para o bem comum”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas na quarta-feira (24), na primeira celebração da data.

Citando o direito internacional, os avanços em igualdade de gênero, a proteção ambiental e a limitação da proliferação de armas letais e doenças mortais, António Guterres afirmou que “o multilateralismo e a diplomacia têm um histórico comprovado de serviços às pessoas em todos os lugares”.

O Kenneth é a primeira tempestade com intensidade de ciclone já registrada no nordeste do país. Imagem: OMM

ONU ajuda Moçambique a se preparar para chegada de novo ciclone

Agências da ONU anunciaram nesta quinta-feira (25) uma ampliação das medidas de emergência para apoiar Moçambique a enfrentar mais um ciclone, que já atingiu o nordeste do país. A tempestade tropical conhecida pelo nome Kenneth chegou pouco mais de um mês após a passagem do Idai pela nação africana.

“Estamos esperando que chuvas torrenciais provocarão enchentes súbitas e deslizamentos de terra, com impacto nas províncias do nordeste”, afirmou o porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Herve Verhoosel.

Catedral na capital do Sri Lanka, Colombo. Foto: Bevan/Wikipedia/CC

Comunidade internacional condena ataques que deixaram pelo menos 290 mortos no Sri Lanka

Pelo menos 290 pessoas foram mortas e mais de 500 ficaram feridas em uma série de explosões dentro de igrejas e hotéis no Sri Lanka, conforme cristãos se reuniam para celebrar a Páscoa.

Em comunicado, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse estar “chocado com os ataques terroristas” e pediu que os responsáveis sejam “rapidamente levados à justiça”.

De acordo com a imprensa internacional, três igrejas foram alvos, nas cidades de Batticaloa, Negombo e na capital, Colombo. Quatro hotéis, todos na capital, também foram atingidos.

Trabalhadoras sírias processam folha de tabaco no Líbano. Foto: OIT/Arquivo

Estresse, doenças e longas jornadas contribuem para 2,8 milhões de mortes por ano, indica OIT

Estresse, longas jornadas de trabalho e doenças contribuem para mortes de quase 2,8 milhões de trabalhadores todos os anos. Além disso, 374 milhões de pessoas ficam doentes ou feridas por conta de seus empregos, afirmou na quinta-feira (18) a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“O mundo do trabalho mudou, estamos trabalhando de forma diferente, estamos trabalhando mais horas, estamos usando mais tecnologias”, disse Manal Azzi, especialista da OIT em segurança ocupacional. “O relatório mostra que 36% dos trabalhadores estão em jornadas excessivamente longas de trabalho, de mais de 48 horas por semana”.

Adolescentes participantes de projeto na Ilha de Cotijuba, em Belém (PA), recebem certificado do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Foto: UNFPA Brasil

Projeto em ilha no Pará apoia saúde sexual e reprodutiva de adolescentes ribeirinhas

Um projeto transformador na vida de 30 mulheres e adolescentes ribeirinhas foi concluído na terça-feira (16) na Ilha de Cotijuba, em Belém (PA), com uma cerimônia de encerramento e entrega de certificados.

A iniciativa “Rompendo Barreiras e Construindo Respeito” promoveu, ao longo de cinco meses, oficinas de capacitação, conhecimento e habilidades para a vida, abordando temas como gravidez na adolescência, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, uniões precoces e empoderamento feminino.

Alinhado com a campanha “Ela Decide”, o projeto foi realizado por meio de uma parceria entre Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Embaixada do Canadá no Brasil, Coletivo Mangueiras e Instituto Papai.