Andry Nirina Rajoelina presidente eleito de Madagascar, na Assembleia Geral da ONU, quando ainda servia como presidente do governo de transição. Foto: ONU/Ryan Brown

Chefe da ONU elogia eleição ‘histórica’ de novo presidente em Madagascar

Na sequência do segundo turno da eleição presidencial de Madagascar, que viu o ex-presidente Andry Rajoelina ser declarado chefe de Estado nesta terça-feira (8), o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou todos os que contribuíram para votações “pacíficas e ordenadas”. País atravessou uma crise política de cinco anos, que se encerrou em 2014. Rajoelina foi presidente durante o governo de transição.

À extrema direita, Nicholas Haysom, ex-representante especial do secretário-geral para a Somália, desembarca em um aeroporto do país com dois colegas, em novembro de 2018. Foto: UNSOM

Guterres expressa ‘total confiança’ em representante na Somália após expulsão do diplomata pelo governo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que “lamenta profundamente” a decisão do governo da Somália de expulsar seu representante especial no país, acrescentando ter “total confiança” nas habilidades e no histórico do sul-africano Nicholas Haysom como funcionário internacional.

O advogado trabalhou como enviado especial para o Sudão e para o Sudão do Sul, foi chefe da missão da ONU no Afeganistão e também comandou a equipe de apoio constitucional da ONU no Iraque. Na década de 1990, Haysom trabalhou como chefe legal e assessor constitucional do escritório do presidente Nelson Mandela.

Policial patrulha distrito da zona 1, na Cidade da Guatemala. Foto: Banco Mundial/Jesus Alfonso

Guterres critica decisão da Guatemala de acabar com órgão anticorrupção

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “rejeitou fortemente” a decisão do governo guatemalteco de acabar unilateralmente com a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), órgão independente criado pela ONU e pelo país para investigar corrupção e grupos ilegais.

O mandato da Comissão estava agendado para acabar em 3 de setembro de 2019, e a ONU espera que o governo da Guatemala “cumpra inteiramente suas obrigações legais” sob o acordo e “obedeça seus compromissos internacionais para garantir proteção de funcionários da CICIG, tanto internacionais quanto nacionais”.

A queniana Purity Soinato Oiyie escapou de uma mutilação genital e do casamento infantil quando tinha apenas 10 anos. Hoje, ela sonha em abrir uma escola para meninas em sua comunidade, Maasai. Foto: ONU Mulheres

Seis coisas que aprendemos com a luta das mulheres em 2018

O ano de 2018 foi marcado pela resistência das mulheres. Do lançamento do fundo de amparo jurídico #TimesUp para combater o assédio sexual nos locais de trabalho nos Estados Unidos, ao prêmio Nobel da Paz entregue àqueles que combatem o uso da violência sexual como arma de guerra, o ano passado teve como tema central a defesa dos direitos das mulheres. Ativistas da igualdade de gênero do mundo todo estão levantando suas vozes para denunciar a desigualdade e unir as comunidades por um futuro melhor para todas a todos.

Com o encerramento de 2018, a ONU Mulheres lembrou histórias de algumas das ativistas que se levantaram contra injustiças, desafiaram estereótipos e inspiraram a todos. Leia a reportagem completa.

Eleitores olham nomes em listas de votação durante eleições presidenciais e legislativas na República Democrática do Congo, em 30 de dezembro de 2018. Foto: MONUSCO/Alain Likota

Relator da ONU pede que República Democrática do Congo restaure serviços de Internet no país

Um relator de direitos humanos das Nações Unidas pediu na segunda-feira (7) a retomada “urgente” dos serviços de telecomunicações na República Democrática do Congo, mais de uma semana depois de eleitores irem às urnas para escolher um novo presidente e sem que os resultados tenham sido anunciados até o momento.

“Um desligamento geral de redes é uma clara violação da lei internacional e não pode ser justificado”, disse David Kaye, relator especial da ONU sobre liberdade de expressão, em comentário sobre o apagão de informações em vigor desde 30 de dezembro.

De acordo com uma autoridade governamental, a Internet e os serviços de mensagens foram cortados supostamente para preservar a ordem pública após “resultados fictícios” terem sido divulgados nas redes sociais. Segundo as autoridades, os serviços seriam retomados após a divulgação de resultados preliminares, o que aconteceria em 6 de janeiro. No entanto, a divulgação foi adiada.

Jovem saudita Rahaf Mohammed Al-qunun comunicou-se por meio do Twitter a partir de quarto de hotel em Bangcoc. Foto: Reprodução

Saudita que buscava refúgio e se barricou em hotel na Tailândia está ‘em lugar seguro’, diz ACNUR

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (7) que a jovem saudita de 18 anos Rahaf Mohammed Al-gunun, que estava presa no aeroporto de Bangcoc após fugir de sua família no Kuwait — alegando que seria morta se fosse forçada a voltar —, está “agora em um lugar seguro”.

O ACNUR defende consistentemente o princípio de não devolução, que diz que qualquer pessoa com confirmação ou queixa de necessidade de proteção internacional não pode ser devolvida a um território onde sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. Este princípio é reconhecido como lei internacional e está enraizado em outras obrigações de tratados assinados pela Tailândia, de acordo com o ACNUR.

Mulheres iemenitas caminham diariamente por horas para conseguir água. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Desvio de assistência alimentar no Iêmen precisa acabar imediatamente, diz PMA

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas exigiu na sexta-feira (4) que o desvio de alimentos por parte de facções conflitantes no Iêmen chegue imediatamente a um fim e elogiou um comunicado de líderes rebeldes houthis, no qual afirmaram que a situação está sob investigação.

De acordo com relatos da imprensa internacional, facções e milícias de ambos os lados do conflito bloquearam assistência alimentar para grupos suspeitos de deslealdade, desviando-a para unidades de combate ou vendendo-a no mercado ilegal.

Campo de algodão. Foto: Arquivo/Agência Brasil

OIT, Brasil e Peru promovem trabalho decente na cadeia de produção de algodão

Com o objetivo de promover o trabalho decente na produção de algodão no país, os governos de Brasil e Peru, entidades de cooperação internacional dos dois países e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinaram no início de dezembro (10) acordo para desenvolvimento do projeto “Promoção de trabalho decente na cadeia do algodão no Peru”.

O projeto inclui Ministério do Trabalho e Promoção do Emprego do Peru, Ministério do Trabalho do Brasil, Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI), Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil (SENAI) e o escritório da OIT para os países andinos.

Favorecer o acesso e a adaptação de jovens refugiados no ambiente escolar é uma importante diretriz do ACNUR, dialogando com as políticas públicas implementadas pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Foto: ACNUR/Gabo Morales

SP lança documentos para orientar acolhimento de alunos refugiados e migrantes

Integrar alunos refugiados e migrantes nas escolas estaduais é uma das responsabilidades da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Além de culturas e tradições diferentes, as crianças e adolescentes de fora do país dão maior pluralidade à rede de ensino.

A pasta desenvolveu documentos para nortear o atendimento desses estudantes dentro das unidades escolares. Lançados em 2018, os materiais contribuem para auxiliar as escolas desde o momento da matrícula até o acolhimento em sala de aula.

“O ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, reconhece a importância da produção destes materiais para facilitar o ingresso e adaptação de crianças e jovens refugiados ao contexto escolar, sendo a escola um espaço fundamental de aprendizados e sociabilidades para o desenvolvimento humano integral”, afirma Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório do ACNUR em São Paulo.

Família coleta água em Burkina Faso. Foto: OCHA/Otto Bakano

ONU condena onda de violência em Burkina Faso; conflitos deixaram mais de 40 mortos

Mais de 40 civis foram mortos ao longo da semana passada no norte de Burkina Faso, devido a confrontos intercomunitários. A onda de violência levou o secretário-geral da ONU, António Guterres, a condenar na sexta-feira (4) os episódios de conflito e a deterioração das condições de segurança.

De acordo com a imprensa, o país africano tem visto o avanço da violência de cunho jihadista em meses recentes, um problema que já afeta o vizinho Mali e constitui uma ameaça em toda a região do Sahel.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

ONU cita falta de independência em julgamento do assassinato de jornalista saudita

O julgamento criminal na Arábia Saudita de suspeitos de envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi não cumpre as exigências de um inquérito independente e internacional solicitado pela alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, informou seu escritório na sexta-feira (4).

“Nós, como vocês sabem, estamos pressionando por justiça no caso Khashoggi há meses. Estamos pedindo uma investigação, uma investigação independente, com envolvimento internacional, e isto ainda não aconteceu”, disse a porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Centro em Almaty, no Cazaquistão, oferece assistência a crianças vítimas de tráfico humano. Foto: UNICEF/Pirozzi

Crianças são quase um terço das vítimas de tráfico humano no mundo, diz ONU

Um novo relatório da ONU revelou nesta segunda-feira (7) que o tráfico de pessoas está avançando no mundo, com a exploração sexual das vítimas sendo a principal causa por trás do fenômeno. Segundo o levantamento, que analisou dados de 142 países, as crianças representam 30% de todos os indivíduos traficados, com o número de meninas afetadas sendo bem maior que o de meninos. Em 2016, em torno de 25 mil pessoas foram traficadas no planeta.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ONU pede esclarecimento da Índia sobre retorno de família rohingya a Mianmar

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lamentou na sexta-feira (4) a decisão da Índia de repatriar um grupo de muçulmanos rohingya para Mianmar, no segundo retorno do tipo em três meses.

A estimativa é de que haja 18 mil refugiados e solicitantes de refúgio rohingya registrados no ACNUR indiano, vivendo em diferentes lugares do país. Eles fogem de perseguições das forças de segurança principalmente no estado de Rakhine, em Mianmar.

Estudantes das escolas de Ar Rimal e A-Zeitoun em entrevista à ONU. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

Cortes no financiamento fragilizam assistência da ONU a estudantes palestinos

Para os alunos das escolas que são financias pela Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), a incerteza quanto ao futuro se tornou uma preocupação constante, afirmou neste mês (4) o diretor de Operações do organismo internacional em Gaza, Matthias Schmale.

A instituição enfrentou uma crise financeira sem precedentes em 2018, remediada com contribuições de doadores. Mas para 2019, não há garantias de que a precariedade orçamentária vá melhorar.

Capacetes-azuis da ONU fazem segurança de comboio do UNICEF em Bambari, na República Centro-Africana, em setembro de 2018. Foto: UNICEF/Ashley Gilbertson

Desarmamento para mundo pacífico define trabalho do Primeiro Comitê da Assembleia Geral

Todos os meses de setembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas ganha as manchetes conforme líderes mundiais se reúnem na sede da ONU para estabelecer a agenda do próximo ano. Mas para as discussões mais fundamentais sobre como transformar decisões em ações, Estados-membros se dividem em seis “Comitês Principais” especializados. Analisaremos nesta reportagem o primeiro deles, encarregado de assuntos envolvendo desarmamento e segurança internacional.

Como garantir que autores de ataques com armas químicas sejam responsabilizados? Como impedir que tecnologias digitais sejam usadas para propósitos malignos ao redor do mundo? Como criar um mundo livre de armas nucleares, colocando todos os países a bordo, e quais limites devem ser estabelecidos para uso de poderosas novas “armas autônomas”? Como conter as vendas de armas ilegais? Leia a reportagem completa.

Mulheres e crianças internamente deslocadas em um centro do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Mogadíscio, na Somália. Foto: Giles Clarke for Getty/OCHA

Esforços para paz na Somália tiveram ‘progresso significativo’, diz representante especial

Esforços do governo da Somália para alcançar uma paz duradoura por meio de reformas e transformações políticas progrediram ao longo de uma “trajetória positiva”, mas todos os envolvidos no processo precisam “seguir na mesma direção”, disse na quinta-feira (3) o representante especial das Nações Unidas no país ao Conselho de Segurança.

Nicholas Haysom elogiou o escritório do primeiro-ministro do país por “liderar esforços do governo para combater a corrupção” e elogiou melhoras no gerenciamento das finanças públicas, que levaram a um superávit de 8 milhões de dólares em setembro do ano passado.

Mas sobre o complexo processo de reformas do “Mapa sobre Políticas Inclusivas” na Somália, Haysom afirmou que um “marco importante” foi perdido após não cumprimento de um prazo em dezembro para esboço da nova lei eleitoral. Apesar disso, a Comissão Eleitoral Nacional Independente realizou progressos em planejamento de registros de eleitores e 35 partidos políticos foram registrados oficialmente.

Criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, a OIT irá completar 100 anos trabalhando por justiça social. Foto: OIT

OIT completa 100 anos de lutas por justiça social

Criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos atuando por justiça social no mundo.

Em mensagem de vídeo celebrando o centenário, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, destacou que a visão da Organização é mais que necessária para garantir um futuro com empregos decentes para todos, em um momento de mudanças.

Quando a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram formalmente adotados pela comunidade internacional, em 2015, o trabalho decente foi um componente crucial, especialmente para o Objetivo 8, que busca “promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos e todas”.

A marroquina Nuzha tinha 6 anos quando seu pai a forçou a trabalhar em casa para sustentar seus irmãos. "Eu era responsável por alimentar toda a família", disse ao UNFPA. Foto: UNFPA Marrocos

Centro apoiado pela ONU no Marrocos ajuda mulheres vítimas de violência de gênero

A violência contra mulheres e meninas é uma das violações de direitos humanos mais frequentes no mundo. No Marrocos, estima-se que 63% das mulheres entre 18 e 64 anos tenham sofrido alguma forma de violência baseada em gênero.

Nesse cenário, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoia no Marrocos o Centro Al-Bathaa, destinado a fornecer aconselhamento psicológico e legal para sobreviventes desse tipo de violência, dando a elas importantes ferramentas para recomeçar. Leia o relato completo.

Menino de nove meses pesando 3 kg é tratado por desnutrição em hospital de Sanaa. Foto: OCHA/ Charlotte Cans

Nações Unidas denunciam desvio de ajuda humanitária no Iêmen

Após descobrir evidências de que entregas de alimentos estão sendo desviadas em Sanaa, capital do Iêmen controlada pelos rebeldes houthis, e em outras partes do país, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas exigiu o fim imediato desta prática.

“Esta conduta equivale a roubar comida da boca das pessoas mais famintas”, disse o diretor-executivo do PMA, David Beasley, na segunda-feira (31).

A inspeção descobriu fraude em ao menos uma organização parceira local afiliada ao Ministério da Educação em Sanaa e que administrava e distribuía a assistência alimentar do PMA.

Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Foto: AIEA/Dean Calma

ONU ajudará a verificar programa nuclear norte-coreano se acordo político for alcançado

O programa nuclear em andamento da Coreia do Norte é claramente uma violação das resoluções do Conselho de Segurança e é “profundamente lamentável”, afirmou a principal autoridade nuclear das Nações Unidas no início de novembro (9).

Em briefing à Assembleia Geral, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukia Amano, disse que a agência da ONU permanece pronta para auxiliar na verificação do programa nuclear da Coreia do Norte “se um acordo político for alcançado entre países interessados”.

Cenário de destruição após ataque terrorista em Mopti, no Mali. Foto: MINUSMA/Harandane Dicko

ONU lança nova estrutura para fortalecer combate ao terrorismo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou no início de dezembro (6) uma nova estrutura que engloba toda a ONU para coordenar esforços nos setores de paz, segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.

Chamada de Pacto Global da ONU de Coordenação Contraterrorismo, a estrutura é um acordo entre o chefe de ONU, 36 entidades organizacionais, a Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL) e a Organização Mundial das Alfândegas para atender melhor as necessidades de Estados-membros no combate ao terrorismo internacional.

Mural em Mogadíscio, capital da Somália, financiado pela ONU e inaugurado em 2014. Foto: ONU/Ramadan M. Hassan

Guterres condena ataque a funcionários e instalações da ONU na Somália

Em Mogadíscio, capital da Somália, sete morteiros aterrissaram dentro do complexo da ONU na terça-feira (1º), deixando três funcionários feridos. Segundo relatos, o grupo Al-Shabaab reivindicou a responsabilidade pelo crime, que foi duramente criticado por autoridades das Nações Unidas.

Condenando o atentado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que ataques intencionais a profissionais da Organização podem constituir “uma violação do direito humanitário internacional”. O dirigente pediu que as autoridades somalis “investiguem os ataques e levem os responsáveis rapidamente à justiça”.

Diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, entrega diploma à vencedora do Nobel da Paz Nadia Murad. Foto: FAO

Vencedora do Nobel da Paz se une à FAO no combate à fome

A ativista iraquiana yazidi vencedora do Nobel da Paz de 2018, Nadia Murad, se uniu em dezembro (10) aos esforços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para atacar a fome e a violência ao se tornar nova integrante da Aliança de Laureados do Nobel da Paz para a Segurança Alimentar e a Paz, da FAO.

O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, entregou a Murad um diploma de participação paralelamente à cerimônia do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo.

Crianças se abrigam em casa em meio ao fogo cruzado em cidade síria afetada pelo conflito. Foto: UNICEF/Romenzi

Mais de 4 milhões de crianças sírias só conhecem a guerra, diz UNICEF

Metade das crianças da Síria, em torno de 4 milhões, cresceu conhecendo apenas uma vida de violência, conforme o país entra em seu oitavo ano de conflito, informou em dezembro (13) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Toda criança de oito anos na Síria está crescendo em meio a perigo, destruição e morte”, explicou a diretora-executiva da agência, Henrietta Fore, após uma visita de cinco dias ao país.

Crianças venezuelanas cantam músicas tradicionais de seu país. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Crianças venezuelanas participam de coral em abrigos de Boa Vista

Na semana que antecedeu o Natal, os Canarinhos da Amazônia, coral formado por 50 crianças e adolescentes venezuelanos, se apresentaram em seis dos dez abrigos de Boa Vista que acolhem refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia os Canarinhos da Amazônia desde 2017, quando estabeleceu seu escritório em Boa Vista para responder mais adequadamente ao fluxo de venezuelanos na região.

Desde julho de 2018, o ACNUR e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) têm aportado recursos adicionais no projeto em parceria com a União Europeia, por meio do seu Instrumento de Contribuição para a Estabilidade e a Paz (IcSP, da sigla em inglês).

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/Mark Garten

Em mensagem de Ano Novo, chefe da ONU alerta para perigos das mudanças climáticas e dos conflitos armados

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Sayid-Ali Abdullahi Salad lembra vivamente o dia fatídico, no auge da guerra civil na Somália, em 1997, quando sua vida mudou para sempre. Era uma reunião aparentemente rotineira para resolver uma disputa que acabou em violência e que quase custou ao mediador voluntário sua vida. Juntamente com outros ativistas pela paz, Sayid-Ali, então estudante da Universidade Nacional da Somália, acompanhou um ancião tradicional ao distrito de Wadajir, na capital de Mogadíscio, para ajudar a promover uma mediação entre dois clãs em guerra. Eles estavam ansiosos por um resultado positivo, mas, no meio das negociações, as tensões aumentaram repentinamente.

Na Somália, este ativista lidera a luta pelos direitos das pessoas com deficiência; vídeo

Sayid-Ali Abdullahi Salad lembra vivamente o dia fatídico, no auge da guerra civil na Somália, em 1997, quando sua vida mudou para sempre. Era uma reunião aparentemente rotineira para resolver uma disputa que acabou em violência e que quase custou ao mediador voluntário sua vida.

Juntamente com outros ativistas pela paz, Sayid-Ali, então estudante da Universidade Nacional da Somália, acompanhou um ancião tradicional ao distrito de Wadajir, na capital de Mogadíscio, para ajudar a promover uma mediação entre dois clãs em guerra. Eles estavam ansiosos por um resultado positivo, mas, no meio das negociações, as tensões aumentaram repentinamente.

Atingido por armas de fogo, Sayid-Ali, hoje com 41 anos, luta pelos direitos das pessoas com deficiência. “As pessoas que vivem com deficiências têm os mesmos direitos que todas as outras. Meu objetivo é ajudá-las a desfrutar desses direitos, assim como o resto das pessoas com deficiência no mundo”, diz o ativista.

Na ausência de estatísticas e informações confiáveis, os especialistas estimam que o número de pessoas com deficiência na Somália é superior à média global – de 15% da população –, devido ao prolongado conflito no país. Para essas centenas de milhares de somalis, o acesso a cuidados de saúde adequados, educação, inclusão social e oportunidades é crucial.

Confira nesse vídeo.

James Korok tem apenas 19 anos, mas já passou por toda uma vida de dor lutando como uma criança-soldado na guerra civil no Sudão do Sul. Ele teve sorte. Liberado pelas forças armadas na remota área de Pibor, James está de volta à escola e está aprendendo a ser um alfaiate. Membros do Conselho de Segurança das Nações visitou a região em novembro desse ano para ouvir histórias dessas crianças.

Agências humanitárias trabalham para resgatar infância perdida no Sudão do Sul; vídeo

James Korok tem apenas 19 anos, mas já passou por toda uma vida de dor lutando como uma criança-soldado na guerra civil no Sudão do Sul. Ele teve sorte. Liberado pelas forças armadas na remota área de Pibor, James está de volta à escola e está aprendendo a ser um alfaiate. Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas visitou a região em novembro desse ano para ouvir histórias dessas crianças. Confira nesse vídeo.

Nesta fotografia, tirada antes das eleições de 2014 na Guiné-Bissau, funcionários da educação cívica visitam as comunidades e explicam os procedimentos de votação para as populações locais. Foto: PNUD/Guiné-Bissau

Guiné-Bissau precisa de eleições livres e justas para quebrar ciclo de instabilidade, diz Conselho de Segurança

A não ser que atores políticos da Guiné-Bissau demonstrem boa fé renovada para realizar “eleições genuinamente livres e justas”, o país continuará enfrentando um ciclo contínuo de instabilidade, alertou na quinta-feira (27) o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em comunicado, o Conselho de Segurança lamentou o fato de o país não ter realizado eleições em 18 de novembro, como planejado, e expressou “profunda preocupação” com as preparações para as votações, agora marcadas para 10 de março de 2019.

Anuarite e Boniface foram obrigados a se casar prematuramente. Na República Democrática do Congo, a pobreza é tamanha que o casamento é visto pelas famílias como uma solução a curto prazo para aliviar a situação financeira. Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a situação é ainda pior na região de Tanganyika, onde milhares de mulheres e crianças foram obrigadas a abandonar suas casa. Confira no vídeo.

Na República Democrática do Congo, conflito e pobreza aumentam chance do casamento infantil

Anuarite e Boniface foram obrigados a se casar prematuramente. Na República Democrática do Congo, a pobreza é tamanha que o casamento é visto pelas famílias como uma solução a curto prazo para aliviar a situação financeira.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a situação é ainda pior na região de Tanganyika, onde milhares de mulheres e crianças foram obrigadas a abandonar suas casa. Confira no vídeo.

Capacete-azul da ONU patrulha a "Linha Azul" no sul do Líbano. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ONU confirma túneis clandestinos na fronteira Líbano-Israel; não há ponto de saída em território israelense

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) confirmou a existência de ao menos dois túneis cruzando a “Linha Azul” – demarcação fronteiriça entre Líbano e Israel –, mas acrescentou que eles “não parecem até agora” ter pontos de saída levando à superfície em território israelense, afirmou o chefe para operações de paz das Nações Unidas na quarta-feira (19) ao Conselho de Segurança.

O representante permanente de Israel na ONU, Danny Danon, falou ao Conselho de Segurança sobre o que seria uma ameaça em andamento pelo grupo militante Hezbollah, sediado no Líbano, ao seu país. Israel acusa o grupo de ter cavado os túneis.

Em 24 de janeiro, funcionários da Missão da ONU e da União Africana em Darfur (UNAMID) visitaram Anka e Umm Rai, no norte de Darfur, e interagiram com a população deslocada que falou sobre as suas preocupações quanto à falta de comida, abrigo, recursos hídricos e instalações médicas. Foto: UNAMID/Hamid Abdulsalam

Relatores da ONU pedem fim de uso excessivo da força contra manifestantes no Sudão

Especialistas das Nações Unidas expressaram preocupação nesta sexta-feira (28) com a crescente violência e relatos de mortes de manifestantes no Sudão durante protestos recentes em larga escala contra aumento de preços de alimentos e escassez de combustíveis.

Ele disse estar profundamente preocupado com relatos de forças da segurança do governo usando munição real durante protestos, que se espalharam pelo país desde 19 de dezembro. “O governo deve responder às queixas legítimas do povo sudanês”, disse o relator especial Clément Voule.

Crianças de famílias deslocadas coletam água em uma torneira em Maiduguri, no estado de Borno, nordeste da Nigéria. A crise humanitária na região forçou centenas de milhares a deixar suas casas e depender de assistência humanitária. Foto: UNICEF/Gilbertson VII Photo

Nigéria registra mais de 2 mil pessoas deslocadas internamente em 24 horas

Após fugirem de ataques terroristas, assim como confrontos entre forças do governo e milícias, mais de 2 mil nigerianos recém-deslocados chegaram ao já sobrecarregado acampamento conhecido como Teacher’s Village, em Maiduguri, capital do estado nigeriano de Borno.

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) relatou na quinta-feira (27) que o aumento de ataques cometidos por grupos armados não estatais no nordeste da Nigéria está provocando novos deslocamentos, especialmente em Borno.

Debate realizado em Genebra, em 2015, sobre “Desafios de Liderança em um Mundo em Desordem”, teve a presença de Christiane Amanpour (esquerda), correspondente internacional e chefe da CNN; Zeid Ra'ad Al-Hussein (centro), então alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos; e António Guterres (à direita), então alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Artigo 30: Direitos são inalienáveis

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicou nas últimas semanas textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série mostrou aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 30: Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.