Fundo de População da ONU e SESC unem-se para enfrentar violência de gênero no Brasil

O SESC e o Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) deram início a uma parceria de longo prazo para enfrentar a violência de gênero no Brasil, problema que se agravou durante a pandemia de COVID-19.

A primeira ação da parceria é o lançamento da campanha “Você não está sozinha” nas redes sociais, que lembra a importância de não se omitir e denunciar esse crime, principalmente em um momento em que as vítimas têm mais dificuldade para buscar ajuda.

Homem compra produtos frescos num Mercado no Quênia. Foto: Sambrian Mbaabu/Banco Mundial

Chefe da ONU defende ação conjunta para saída fortalecida da crise de COVID-19

Enquanto o maior fórum das Nações Unidas se prepara para avaliar o progresso rumo a um futuro mais justo para as pessoas e o planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que cada um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem sido impactado pela pandemia da COVID-19.

O Fórum Político de Alto Nível, que começa formalmente nesta terça-feira (7), é um encontro anual de levantamento dos progressos mundiais em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste ano, representantes seniores de governos se encontram virtualmente, através de programas de vídeo conferência, para discutir e debater meios de enfrentar alguns dos maiores desafios do mundo: pobreza, mudança climática, paz e segurança e igualdade de gênero.

Conselho de Segurança endossa apelo por cessar-fogo global imediato

O Conselho de Segurança aprovou, por unanimidade, nessa quarta-feira (1) uma resolução sobre um cessar-fogo global imediato para combater a pandemia. A medida apoia os apelos feitos, em abril, pelo secretário-geral António Guterres e pela Assembleia Geral.

A resolução manifestou grande preocupação com o impacto arrasador da COVID-19, especialmente em países onde ocorrem conflitos armados, que vivem um pós-conflito ou crises humanitárias.

O Conselho de Segurança exigiu o fim imediato de confrontos e apelou a todas as partes em conflito que façam, imediatamente, uma pausa humanitária de pelo menos 90 dias consecutivos.

Pessoas refugiadas no Brasil já contam com esforços adicionais do ACNUR e de seus parceiros para garantir os mecanismos de acesso e de permanência de estudantes nas universidades brasileiras. Foto: ACNUR/Fellipe Abreu

ACNUR e parceiros fortalecem integração de refugiados nas universidades brasileiras

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem ampliado suas respostas às demandas das pessoas refugiadas em face da realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. Duas delas se referem a quem está no ambiente acadêmico ou já têm formação superior.

Como as aulas em universidades estão suspensas ou sendo realizadas de maneira virtual, tornou-se fundamental garantir meios complementares de integração destes estudantes refugiados e migrantes.

Para isso, o ACNUR apoiou a produção e lançamento do livro “Passarela – português como língua de acolhimento para fins acadêmicos”, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um material didático inédito em sua proposta pedagógica.

Prêmio de jornalismo reconhece reportagens sobre cobertura humanitária focadas nas vítimas

Estão abertas a partir desta quarta-feira (1) as inscrições para o Prêmio CICV de Cobertura Humanitária, uma iniciativa do Comitê Internacional da Cruz Vermelha para dar voz às vítimas.

Este ano há a categoria especial “ACNUR 70 anos”, que premiará produtos jornalísticos ou de caráter documental voltados exclusivamente a temas relacionados a refúgio e apatridia.

A categoria é oferecida pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), parceira do prêmio, que neste ano completa 70 anos. O período de inscrição vai até 1° de setembro.

Uma das consequências do casamento infantil é a gravidez, e consequentemente o parto, precoce. Foto: EBC

UNFPA: 1 em cada 4 meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil; reverter tal situação é urgente

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta terça-feira (30) relatório global sobre a Situação da População Mundial, que chama atenção para a desigualdade de gênero e as práticas nocivas contra mulheres e meninas, como a mutilação genital feminina, a preferência por filhos do sexo masculino e o casamento infantil.

Segundo o relatório, um em cada quatro meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil, um índice de 26%. A média mundial é de 20% (uma em cada cinco). A agência da ONU afirma que ação urgente é necessária, aqui e agora, para combater esta e outras violências contra mulheres e meninas.

Mulheres parlamentares afegãs chegam à cerimônia de posse em Cabul, Afeganistão, em 2010; naquele ano, 69 dos 249 candidatos eleitos eram mulheres no país do Oriente Médio. Foto: ONU/Eric Kanalstein

Em dia especial, ONU destaca papel central dos parlamentos nas políticas inclusivas

Marcando o Dia Internacional do Parlamentarismo – lembrado anualmente em 30 de junho –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que a data é uma ocasião oportuna para honrar o “papel central dos parlamentos em dar às pessoas voz e influência para moldar as políticas”.

Como ex-parlamentar, Guterres se disse “profundamente consciente” da responsabilidade e privilégio de representar as pessoas e cumprir suas aspirações.

“Os parlamentos têm o dever especial de promover os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Mais do que nunca, a pandemia da COVID-19 nos lembra essas tarefas vitais”, acrescentou.

Crianças migrantes, como estes meninos da Venezuela, serão beneficiários do programa. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

ONU se une à Prefeitura de São Paulo para apoiar crianças migrantes na educação a distância

A Prefeitura de São Paulo (SP) está apoiando crianças migrantes e refugiadas durante a pandemia de COVID-19 com material especial de educação a distância.

Em parceria com Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a cidade divulgou um programa para ajudar especialmente os alunos que ainda não têm fluência na língua portuguesa.

O projeto de integração inclui crianças de até 8 anos que estejam matriculadas na rede pública de ensino.

Voluntários da ONU Zâmbia em Lusaka compartilham informações sobre o novo coronavírus como parte dos esforços de sensibilização da comunidade. Foto: PNUD Zâmbia

ONU lista ações realizadas para combater COVID-19; estabelece roteiro para saída da pandemia

Em meio à crise causada pela pandemia de COVID-19, a ONU se mobilizou para salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências econômicas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a jornalistas na quinta-feira (25), falando no lançamento virtual de seu relatório de resposta da Organização à crise.

O relatório não apenas descreve as ações tomadas desde que a pandemia foi declarada, disse ele, como também oferece um roteiro para reconstruir melhor por meio de solidariedade e unidade global.

Prudence teve que interromper o sonho de ser uma artista famosa em seu país de origem depois de ser vítima de perseguição política. Foto: Acervo Pessoal

Refugiada negra comandará redes sociais do ACNUR Brasil durante o fim de semana

Mulher, mãe de cinco filhos e avó. É assim que Prudence Kalambay gosta de se apresentar. Se a vida de qualquer pessoa com essa biografia já seria cheia de histórias e desafios, imagina quando se trata de uma mulher negra, nascida na República Democrática do Congo, que chegou ao Brasil grávida, com uma criança de colo, sem falar português e sem conhecer ninguém.

Prudence teve que interromper o sonho de ser uma artista famosa em seu país de origem depois de ser vítima de perseguição política. É nas mãos dessa mulher que a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deixará suas redes sociais durante este final de semana (27 e 28 de junho).

Foto: Reprodução

OIT, UNAIDS e MPT lançam vídeo sobre direitos da população LGBTI+ em meio à pandemia

Para marcar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, celebrado em 28 de junho, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e Ministério Público do Trabalho (MPT) lançam campanha em vídeo para garantir direitos e proteção da população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersex (LGBTI+) no Brasil.

Em meio à crise de saúde da COVID-19 e seus impactos sobre sociedade, economia e mundo do trabalho, as agências afirmam ser fundamental voltar a atenção para as pessoas historicamente excluídas por preconceitos e discriminação em relação à sua orientação sexual e identidade de gênero.

Sede do Tribunal Penal Internacional em Haia, Holanda. Foto: ONU/Rick Bajornas

Ataques dos EUA contra Tribunal Penal Internacional ameaçam independência judicial, dizem especialistas

A decisão sem precedentes do governo dos Estados Unidos de atacar e promover sanções contra funcionários individuais do Tribunal Penal Internacional (TPI) é um ataque direto à independência judicial da instituição e pode prejudicar o acesso das vítimas à justiça, disseram nessa quinta-feira (25) especialistas independentes de direitos humanos da ONU.

No total, 34 especialistas independentes da ONU assinam o comunicado.

“A implementação de tais políticas pelos EUA tem o único objetivo de exercer pressão sobre uma instituição cujo papel é buscar justiça contra crimes de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão”, disse Diego García-Sayán, relator especial da ONU sobre a independência de juízes e advogados.

Após uma decisão de 5 de março de 2020 da Câmara de Apelações do TPI, que autorizou uma investigação de supostos crimes de guerra no Afeganistão cometidos por todos os lados em conflito, incluindo as forças americanas, o governo dos EUA anunciou neste mês que estava lançando uma ofensiva econômica e legal contra o Tribunal.

Relatório mundial aponta aumento do consumo de drogas e impactos da COVID-19 neste mercado

Relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgado nesta quinta-feira (25) analisou o impacto da COVID-19 nos mercados de drogas e, embora seus efeitos ainda não sejam totalmente conhecidos, o fechamento de fronteiras e outras restrições relacionadas à pandemia já causaram escassez de drogas nas ruas, levando ao aumento de preços e à redução da pureza.

O documento mostrou ainda que cerca de 269 milhões de pessoas usaram drogas no mundo em 2018 – aumento de 30% em comparação com 2009. Mais de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos associados ao uso de drogas.

Carta da ONU

‘Carta da ONU foi assinada há 75 anos – e seus princípios continuam verdadeiros’

No dia 26 de junho de 1945 – há exatos 75 anos –, 50 países se comprometiam com os 19 capítulos e 111 artigos da Carta das Nações Unidas, o documento que fundou a ONU. Entre os valores descritos no documento, se destacam uma visão de paz mundial, a promoção dos direitos humanos universais e justiça para todos.

Em uma mensagem em vídeo marcando a data, o secretário-geral da organização, António Guterres, afirmou que os seus princípios continuam a ser verdadeiros hoje em dia. Ele classificou o documento como um “guia atemporal” que ainda é válido para enfrentar os desafios atuais.

Crianças refugiadas no campo de Zaatari, na Jordânia. Foto: ONU/Sahem Rababah

Pedido de cessar-fogo global em meio à crise de COVID-19 tem adesão de 170 países

Estados-membros da ONU, observadores e outros enviaram uma forte mensagem política nesta semana, com o anúncio de que 170 signatários já endossaram o chamado das Nações Unidas para silenciar as armas e garantir a união contra a ameaça global da pandemia de COVID-19.

A iniciativa, incentivada pela Malásia, mostra que a maioria das nações, incluindo o Brasil, apoia o pedido global de cessar-fogo que o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez em março, quando a pandemia estava ganhando velocidade.

Pabllo Vitar conversa com refugiado venezuelano Elvis Messias sobre os desafios da comunidade LGBTQIA+ especialmente no contexto da pandemia do novo coronavírus. Foto: Divulgação

Pabllo Vittar e Liberatum se unem ao ACNUR em apoio a refugiados e lançam vídeo

Como parte de projeto humanitário global e das celebrações do Dia Mundial do Refugiado, a organização internacional Liberatum lança na quarta-feira (24), em apoio à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), um episódio em vídeo sobre os desafios de pessoas LGBTIQIA+ e refugiadas no Brasil e no mundo, especialmente em tempos de pandemia.

Em conversa com a drag queen e cantora Pabllo Vittar, o assistente de laboratório e refugiado venezuelano Elvis Messias fala sobre a realidade de seu país de origem, as barreiras que encontrou quando chegou ao Brasil e como o ACNUR contribuiu para que hoje tenha uma vida digna e já consiga ajudar outros em situação similar. Pabllo Vittar, por sua vez, conta e compartilha suas vivências como pessoa queer.

Protestos têm ocorrido na cidade de Nova Iorque contra o racismo e a violência policial, após a morte de George Floyd. Foto: ONU/Evan Schneider

ONU produzirá relatório sobre relação entre racismo, violência policial e caso Floyd

Embora alguns delegados do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, tenham pedido na semana passada uma investigação internacional sobre os assassinatos de negros nos Estados Unidos e a violência contra manifestantes, outros sustentaram que o problema tem impacto em todas as nações e exigiram uma abordagem mais ampla.

De acordo com a versão final da resolução aprovada, a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, deverá preparar um relatório sobre racismo sistêmico, violações dos direitos humanos de africanos e pessoas de ascendência africana por órgãos policiais, especialmente aquelas que resultaram na morte do norte-americano George Floyd.

Meninas na vila de Danja, no Níger, durante campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas. Foto: UNFPA/Ollivier Girard

‘Não há desculpa. E deve haver tolerância zero’, diz vice da ONU sobre violência de gênero

Em meio ao aumento da violência contra mulheres e meninas em todo o mundo – incluindo o estupro –, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, enviou uma forte mensagem nessa segunda-feira (22) alertando para o frequente hábito de culpar as vítimas da violência de gênero.

Na mensagem em vídeo, Amina pediu que os homens e meninos se tornem aliados no enfrentamento desse tipo de violência.

Williams com seu desenho sobre o que ele deseja para seu futuro no Brasil. Foto: ACNUR/ Allana Ferreira

Por meio da arte, venezuelanos revelam o que esperam de seu futuro no Brasil

Cores e palavras marcaram as produções artísticas feitas por refugiados e migrantes venezuelanos em celebração ao Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) nos abrigos temporários das cidades de Boa Vista, Pacaraima (RR) e Manaus (AM).

A data homenageia a força, coragem e resiliência de milhões de pessoas que foram forçadas a se deslocar de suas cidades e países por causa de guerras, conflitos e perseguições, deixando sonhos e vidas para trás. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Doação de equipamentos de proteção reforça segurança de agentes que atuam na Tríplice Fronteira em Foz do Iguaçu (PR). Foto: OIM

COVID-19: agentes que atuam na Tríplice Fronteira recebem equipamentos de proteção

Agentes públicos da Polícia Federal e da Secretaria de Saúde de Foz do Iguaçu (PR) que atuam na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai receberam esta semana uma doação de 80 termômetros infravermelhos e 2.160 máscaras N-95 para se proteger da COVID-19.

A doação foi feita pelo projeto de cooperação EUROFRONT, financiado pela União Europeia e implementado por Organização Internacional para as Migrações (OIM) e parceiros.

Cestas básicas, kits de higiene e de limpeza são distribuídos a famílias de pessoas refugiadas e migrantes em Boa Vista e Pacaraima (RR). Foto: UNFPA Brasil

Em parceria com SESC, UNFPA entrega 1 mil cestas básicas a refugiados e migrantes em Roraima

Em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) começou a entregar nesta sexta-feira (19) 1 mil cestas básicas e 700 kits de higiene a famílias de pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas em Roraima.

O objetivo é ajudar a minimizar o impacto da pandemia de COVID-19 entre esses grupos, que se encontram em situação de vulnerabilidade, além de oferecer produtos que os auxiliem a se proteger da doença, como sabonetes e álcool em gel.

Embora quase todos os países (88%) possuam leis importantes para proteger as crianças da violência, menos da metade dos países (47%) afirmou que essas legislações estavam sendo consistentemente aplicadas. Foto: UNICEF/Watad

Países estão falhando em prevenir violência contra crianças, alertam agências da ONU

Metade das crianças do mundo – ou aproximadamente 1 bilhão – é afetada por violência física, sexual ou psicológica a cada ano, sofrendo lesões, incapacidade e morte em razão do não cumprimento por parte dos países das estratégias estabelecidas para protegê-las.

A informação está em novo relatório publicado na quarta-feira (17) por Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a violência contra as crianças e End Violence Partnership.

Vítimas de violência sexual em um abrigo em Goma, República Democrática do Congo. Foto: ONU/Marie Frechon

ONU: violência sexual em conflitos se aprofunda durante pandemia

O secretário-geral das Nações Unidas alertou para um tipo de crime brutal que pode aumentar durante a pandemia de COVID-19: a violência sexual em situações de conflito.

“A violência sexual em conflito é um crime brutal, praticado principalmente contra mulheres e meninas, mas que também afeta homens e meninos. Esta violência se repete em todas as comunidades e sociedades, perpetuando ciclos de violência e ameaçando a paz e a segurança internacionais”, alertou António Guterres.

A ONU marca nessa sexta-feira (19) o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflito.

Famílias de refugiados chegam ao aeroporto de Beirute, no Líbano, antes de serem reassentadas em países terceiros. Foto: OIM/Angela Wells

OIM e ACNUR anunciam retomada das viagens de reassentamento para refugiados

Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciaram na quinta-feira (18) a retomada das partidas de reassentamento de refugiados.

A suspensão temporária das viagens de reassentamento, necessária devido a interrupções e restrições às viagens aéreas internacionais causadas pela pandemia de COVID-19, atrasou a saída de cerca de 10 mil refugiados para os países de reassentamento.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

Decisão da Suprema Corte dos EUA torna ilegal demissão com base em orientação sexual

Um especialista da ONU elogiou na quarta-feira (17) uma sentença histórica emitida pela Suprema Corte dos Estados Unidos em 15 de junho segundo a qual demitir uma pessoa com base em orientação sexual ou identidade de gênero é ilegal.

Victor Madrigal-Borloz, especialista independente da ONU em proteção contra violência e discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero, chamou a decisão de “um passo muito significativo para romper o ciclo de discriminação que frequentemente condena lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e pessoas de gênero diverso à exclusão social e, finalmente, à pobreza”.

Segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negros e negras, o que inclui pardos e pretos, compõem 53,6% da população brasileira.

Nove em cada dez brasileiros dizem que negros têm mais chance de serem abordados de forma violenta pela polícia

O primeiro webinário Fórum Data Favela, com a organização da Central Única das Favelas (CUFA), do Instituto Locomotiva e da UNESCO no Brasil, apresentou na quarta-feira (17) dados inéditos da pesquisa “As Faces do Racismo”.

O levantamento aponta as desigualdades que os negros enfrentam para entrar no mercado de trabalho e para ter acesso e oportunidades de estudo. Também revela que nove em cada dez brasileiros reconhecem que pessoas negras têm mais chance de serem abordados de forma violenta pela polícia.

George Floyd morreu após ter o pescoço prensado por um policial branco nos EUA. Foto: ONU/Daniel Dickinson

Irmão de George Floyd pede ao Conselho de Direitos Humanos ação da ONU contra o racismo

O Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, ouviu na quarta-feira (17) um poderoso testemunho do irmão de George Floyd, um homem negro norte-americano cuja morte capturada em vídeo após asfixia por um policial branco em Mineápolis provocou protestos em todo o mundo.

Em um pedido gravado para que o Conselho estabeleça uma comissão internacional com o objetivo de investigar assassinatos de negros nos Estados Unidos e a violência contra manifestantes, Philonise Floyd instou a ONU a agir.

Uma mãe cuida de seu bebê dentro de um ginásio que foi transformado em assentamento de refugiados em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Mundo tem recorde de quase 80 milhões de deslocados internos e refugiados

O deslocamento global atingiu impressionantes 79,5 milhões de pessoas no ano passado – quase o dobro do número registrado há uma década – devido a guerra, violência, perseguição e outras emergências, informou nesta quinta-feira (18) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Falando a jornalistas em Genebra, o chefe do ACNUR observou que, embora a questão do deslocamento afete todas as nações, os dados mostram que os países mais pobres hospedam 85% dos que foram expulsos de suas casas.

Foto: OIM/Amanda Nero

ONU pede apoio a migrantes em meio a queda das remessas internacionais devido à pandemia

Após um recorde de 554 bilhões de dólares enviados por migrantes para seus países de origem em 2019, o Banco Mundial estimou, em abril, que a crise econômica provocada pela pandemia da COVID-19 causaria o “declínio mais acentuado das remessas na história recente”, uma baixa de 19,7%. Milhões de trabalhadores migrantes perderam o emprego, empurrando as famílias dependentes abaixo da linha da pobreza.

Refugiados instalam pias para frear disseminação da COVID-19 na República Democrática do Congo

Uma iniciativa orientada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está ajudando refugiados na República Democrática do Congo a instalar dispositivos de lavagem de mãos artesanais para combater a COVID-19 no país.

Desde que o primeiro caso foi confirmado no país, em março, o ACNUR adotou medidas para impedir que o vírus se espalhasse entre refugiados, deslocados internos e comunidades que os acolhem.

Até o momento, mais de 300 torneiras foram instaladas nos assentamentos e 200 refugiados foram treinados para produzi-las.

Ferramenta permite aos governos e à sociedade comparar preços de medicamentos recomendados pela OMS para tratar efeitos da COVID-19. Foto: UNOPS

Ferramenta permite comparar preços de medicamentos para os efeitos da COVID-19

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) apresentou nesta segunda-feira (15) o Observatório Regional de Preços de Medicamentos durante evento online transmitido para a América Latina e o Caribe.

A plataforma virtual pode ser acessada em observatorio.unops.org. Ela permite aos governos e à sociedade comparar preços de medicamentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratar os efeitos da COVID-19. Também estão incluídos medicamentos que se encontram em fase de testes.

Um memorial improvisado para George Floyd no Harlem, em Nova Iorque. Foto: Hazel Plunkett

Grupo de 20 lideranças pede mais ações da ONU pelo fim do racismo no mundo

Um grupo de mais de 20 líderes da ONU, que se reportam diretamente ao secretário-geral António Guterres e são africanos ou de ascendência africana, assinaram uma declaração pessoal e contundente expressando indignação quanto ao racismo generalizado e sistêmico, destacando a necessidade de as Nações Unidas “irem além e fazerem mais” do que apenas manifestar repúdio.

Os líderes exortam a ONU a “intensificar e agir decisivamente para ajudar a acabar com o racismo sistêmico contra pessoas de ascendência africana e outros grupos minoritários”, citando o artigo 1 da Carta das Nações Unidas, que estipula que a ONU promove e incentiva o “respeito pelos direitos humanos e às liberdades fundamentais de todos, sem distinção de raça, sexo, idioma ou religião”.

Refugiados e migrantes venezuelanos indígenas Warao são realocados para um espaço seguro em Manaus (AM) durante a pandemia de COVID-19. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

ACNUR e parceiros promovem agenda nacional para celebrar Dia Mundial do Refugiado

Atividades artísticas e de entretenimento com a população refugiada, eventos virtuais nas redes sociais e a divulgação das tendências sobre o deslocamento forçado no mundo marcam, neste ano, as celebrações em torno do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) no Brasil.

A agenda está sendo organizada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros. O governo brasileiro estima que o Brasil tem cerca de 43 mil pessoas reconhecidas como refugiadas de mais de 50 nacionalidades, além de quase 300 mil solicitantes de refúgio.