Foto: iranhumanrights.org

Irã: especialistas da ONU alertam para relatos de defensoras de direitos humanos espancadas em cadeia

Especialistas em direitos humanos da ONU expressaram em março preocupação com a contínua perseguição aos defensores dos direitos humanos no Irã, inclusive sobre relatos de que duas mulheres, renomadas defensoras dos direitos humanos, foram espancadas.

Atena Daemi está cumprindo pena de sete anos por seu trabalho em prol dos direitos humanos, incluindo acusações relacionadas à distribuição de panfletos contra a pena de morte e postagens no Facebook e Twitter criticando o histórico de execuções do país. Golrokh Ebrahimi Iraee está cumprindo pena de três anos por escrever uma história fictícia sobre o apedrejamento de mulheres à morte por adultério.

Gianluigi Buffon, goleiro da Juventus, em foto de 2016. Foto: Wikimeadia Commons/Doha Stadium Plus Qatar (CC)

UNESCO e Juventus lançam concurso de fotografia sobre futebol

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o clube italiano Juventus lançaram nesta semana um concurso de fotografias com o objetivo de retratar formas com as quais o futebol promove a inclusão, supera estereótipos e reverte discriminações.

Para participar do concurso, é necessário enviar uma fotografia retratando esse potencial do esporte, com uma mensagem de paz e tolerância. Os vencedores receberão prêmios e participarão de uma campanha em vídeo. As inscrições vão até 6 de maio.

Mulher refugiada da Eritreia consola amiga em um ônibus em aeroporto na Itália. Foto: ACNUR/Alessandro Penso

Relatório do ACNUR revela mudanças no movimento migratório para a Europa

Apesar da queda do número de refugiados e migrantes que chegaram à Europa no ano passado, os perigos que muitos enfrentam ao longo do caminho aumentaram em alguns casos, segundo um novo relatório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que revela novos padrões de movimento.

A jornada até a Itália, por exemplo, mostrou-se cada vez mais perigosa. A taxa de mortalidade entre os que saem da Líbia rumo ao continente europeu por via marítima aumentou para uma em cada 14 pessoas nos primeiros três meses de 2018, em comparação com uma em cada 29 no mesmo período de 2017.

Uma mãe síria deslocada internamente fugiu de combates e bombardeios pesados dentro e ao redor da Ghouta Oriental, Síria; aqui, ela usa lenha e papelão para ferver ovos para seus filhos no abrigo coletivo de Herjelleh, na zona rural de Damasco. Foto: ACNUR/Bassam Diab

Síria: Conselho de Segurança da ONU falha e não adota três resoluções sobre armas químicas

Dias depois do alegado ataque de armas químicas no subúrbio de Douma, em Damasco, o Conselho de Segurança da ONU não adotou duas resoluções concorrentes que estabeleceriam um mecanismo para investigar o uso de tais armas na Síria, bem como outra proposta sobre uma missão de investigação no país devastado pela guerra.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, repetiu o seu apelo ao órgão de 15 membros para “encontrar unidade” na questão do uso de armas químicas na Síria e garantir a responsabilização. “As normas contra armas químicas devem ser respeitadas. Eu apelo ao Conselho de Segurança para que cumpra sua responsabilidade e encontre unidade nesta questão.”

Crianças em uma escola da ONU em Gaza. Foto: UNRWA/Rushdi Al Saraj

ONU condena resposta de Israel a protestos de palestinos em Gaza

Forças israelenses usaram munição real e gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que se reuniram em Gaza por ocasião do Dia da Terra para pedir seu direito de voltar para suas casas. A maioria da população de Gaza – submetida a um bloqueio aéreo, terrestre e marítimo abrangente por Israel nos últimos 10 anos – é composta por palestinos que foram expulsos à força de suas casas e terras desde 1948.

“Lembramos a Israel de suas obrigações de garantir que não seja empregada força excessiva contra os manifestantes e que, no contexto de uma ocupação militar, como é o caso em Gaza, o recurso injustificado e ilegal a armas de fogo por parte da lei, resultando em morte, pode significar um assassinato intencional, uma grave violação da Quarta Convenção de Genebra”, acrescentou o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Relator pediu diretrizes legais globais para proteger privacidade online. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Relator da ONU pede ação conjunta dos países para proteger privacidade online

Ação internacional é necessária para proteger a privacidade no ciberespaço, disse o relator especial da ONU para o direito à privacidade ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, no início de março (6).

O relator enfatizou sua crença de que a comunidade global precisa tomar medidas urgentes para desenvolver uma estrutura legal clara e abrangente sobre privacidade e vigilância no ciberespaço, a fim de que o direito à privacidade seja respeitado dentro de cada país e além das fronteiras nacionais.

Adama Dieng realizou uma visita oficial a Cox’s Bazar, em Bangladesh, para ver de perto as condições de vida de refugiados rohingya. Foto: ONU/Claudia Diaz

‘Genocídio é um processo. Requer recursos, planejamento e tempo’

Declaração é do conselheiro especial da ONU para Prevenção do Genocídio, Adama Dieng. Após visitar refugiados rohingya em Mianmar, ele diz que já é hora de a Ásia promover sociedades inclusivas. No último 7 de abril, mundo lembrou os 24 anos do genocídio em Ruanda.

Conselheiro das Nações Unidas diz que o genocídio é um processo que requer recursos, planejamento e tempo. Na Europa dos anos 30, por exemplo, já se poderiam ver os sinais. E que naquele momento alguém poderia ter tomado uma ação para evitar o Holocausto. Dieng lembrou que o Holocausto não começou com as câmaras de gás, mas sim com o discurso de ódio com a desumanização dos judeus.

Solicitante de refúgio entra nas antigas instalações do centro de triagem de refugiados da Austrália, mantido na ilha de Manus, na Papua Nova Guiné. Foto: ACNUR/Vlad Sokhin

ONU denuncia danos psicológicos causados por política de refúgio da Austrália

Em 25 anos de carreira, nunca vi uma situação tão ruim quanto em Nauru e na Ilha Manus, da Papua Nova Guiné. É assim que o oficial sênior da ONU, Indrika Ratwatte, descreve as condições de vida de solicitantes de refúgio que buscavam asilo na Austrália, mas foram detidos em países insulares, para triagem fora do território australiano. Precariedade causou problemas psicológicos e doenças mentais.

Manifestantes em Barcelona protestam contra prisão do ex-presidente catalão Carles Puigdemont na Alemanha. Foto: Flickr (CC)/Jordi Ventura

Relator da ONU pede que governo espanhol retire acusações de ‘rebelião’ contra políticos catalães

O relator especial da ONU, David Kaye, pediu neste mês (6) que as autoridades espanholas retirem acusações do crime de “rebelião” contra personalidades políticas e manifestantes catalães. Decisão traz risco para direitos à manifestação pública e à dissidência política na Espanha, segundo o especialista. Liberdade de expressão foi lembrada como pilar das democracias e sociedades livres.

Em Pequim, secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com o presidente chinês, Xi Jinping. Foto: ONU/Zhao Yun

Em Pequim, Guterres elogia apoio diplomático da China para uma solução na Península Coreana

Durante visita oficial, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reuniu-se no domingo (8) com o presidente chinês, Xi Jinping, e cumprimentou o mandatário por sua recente reeleição.

Guterres manifestou sua apreciação pelo apoio do presidente chinês ao trabalho da ONU e disse a ele que as Nações Unidas continuam contando com a liderança e compromisso da China para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. O secretário-geral da ONU também elogiou o país por seu apoio consistente e construtivo a uma solução diplomática para a situação a Península Coreana.

Amer Almohibany Ru’a, de 18 meses, é transportado na moto de seu avô em Mesraba, Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF

ONU manifesta preocupação com informações sobre ataques químicos contra civis na Síria

Após um período de relativa calmaria em Ghouta Oriental, na Síria, o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou no domingo (8) profunda preocupação com a retomada da violência em Douma, particularmente com as alegações de que armas químicas teriam sido usadas contra civis.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, o secretário-geral da ONU pediu que todas as partes interrompam os confrontos e obedeçam totalmente a resolução 2401 do Conselho de Segurança, adotada em fevereiro e que pediu um cessar-fogo por toda a Síria.

Resposta humanitária no Brasil se intensifica diante da crescente chegada de venezuelanos

Mais de 800 venezuelanos cruzam a fronteira brasileira todos os dias, de acordo com as estimativas mais recentes do governo federal. À medida que a complexa situação política e socioeconômica na Venezuela piora, os venezuelanos que chegam ao Brasil precisam urgentemente de comida, abrigo e assistência médica. Também são muitos que demandam proteção internacional.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está trabalhando com autoridades para identificar os venezuelanos dispostos a se mudar voluntariamente de Roraima para outras partes do Brasil. A interiorização fornecerá soluções de longo prazo às pessoas necessitadas e trará alívio a pressão sobre as comunidades e serviços locais no estado. Dois voos, operados pela Força Aérea Brasileira, partiram de Boa Vista esta semana. O primeiro transportou 104 venezuelanos para São Paulo (SP). O segundo deve ocorrer nesta sexta-feira (6) com destino a São Paulo e Cuiabá (MT).

Membro do Serviço de Ação de Minas da ONU (UNMAS) atua em Juba, Sudão do Sul. Foto: ONU/Eric Kanalstein

Combate às minas terrestres é passo concreto pela paz, diz chefe da ONU

No dia em que a comunidade internacional lembra a ameaça de minas terrestres, granadas não detonadas e outras munições que impedem o retorno à vida normal depois de um conflito, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na quarta-feira (4) que os governos forneçam apoio político e financeiro para manter o trabalho vital contra esses armamentos onde for necessário.

“Um volume sem precedentes de minas terrestres e armas não detonadas contamina regiões de guerra rurais e urbanas, mutilando e matando civis inocentes muito depois de o conflito ter terminado”, disse Guterres em sua mensagem para o Dia Internacional de Sensibilização sobre Minas e Assistência à Desminagem, 4 de abril.

Jesse Jackson (esquerda) conversa com Joseph N. Garba, então representante permanente da Nigéria nas Nações Unidas e presidente do Comitê Especial de Combate ao Apartheid. Foto: ONU/Milton Grant (arquivo)

Reverendo Jesse Jackson fala sobre avanços e retrocessos rumo à igualdade racial nos EUA

Defensor de direitos humanos, o pastor norte-americano Jesse Jackson fazia parte do grupo que acompanhava Martin Luther King no hotel Lorraine, em Memphis, Tennessee, onde o reverendo foi baleado e morto em 4 de abril de 1968.

Em entrevista ao UN News, Jackson falou sobre os avanços dos direitos civis nos Estados Unidos nos últimos 50 anos, lembrando que, no entanto, também estão ocorrendo retrocessos.

Ele destacou as desigualdades sociais nos EUA, onde “poucos têm muito e muitos têm pouco”, e que apesar de haver o princípio da igualdade racial para afro-americanos no país, “não temos igualdade econômica, e a raça foi usada para nos oprimir e nos negar acesso a recursos”.

Nickolay Mladenov, coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio. Foto: ONU/Loey Felipe

Enviado da ONU pede moderação antes de novos protestos na Faixa de Gaza

Antes dos protestos planejados para esta sexta-feira (6) na fronteira entre Gaza e Israel, o enviado das Nações Unidas no processo de paz do Oriente Médio pediu às forças israelenses que exercitem o máximo de contenção e aos palestinos para evitar atritos na Faixa de Gaza.

A área foi cenário de violência letal – com pelo menos 15 palestinos mortos – em meio a manifestações similares na última sexta-feira (30).

A vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro há cerca de 20 dias, foi homenageada por seu trabalho exponencial com as populações negras e periféricas. Foto: UNFPA/Thaís Rodrigues

Fundo da ONU discute questões populacionais e presta homenagem a Marielle em Brasília

Com o intuito de discutir os desafios da pauta populacional, o evento “I Diálogos Brasileiros em População e Desenvolvimento – Marielle Franco, presente” iniciou suas atividades na quarta-feira (4) em Brasília (DF). O debate foi aberto pela ex-presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento e conselheira do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Elza Berquó, que falou sobre a atual conjuntura sociopolítica do país e a importância de abordar a situação dos refugiados em âmbito mundial.

O evento também prestou homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada mês passado no Rio de Janeiro. “Marielle foi um marco pela sua participação, renovação e nos lembra as bandeiras da ONU perante o combate ao racismo, ao machismo e a todas as opressões”, disse o representante do UNFPA Brasil, Jaime Nadal.

A ativista antiapartheid Winnie Mandela. Foto: ONU

ONU diz que Winnie Mandela será lembrada como símbolo da resistência

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou na segunda-feira (2) que Winnie Mandela, ativista antiapartheid e ex-mulher do primeiro presidente negro sul-africano, Nelson Mandela, deixa um legado de resistência e de luta por direitos iguais para todos.

Winnie Mandela morreu na segunda-feira (2) aos 81 anos em Johannesburgo. Segundo agências de notícias, ela enfrentava problemas de saúde devido a uma longa doença.

Neste documentário, acompanhamos os bastidores das investigações sobre as violências sexuais cometidas durante os recentes conflitos na Síria e no Iraque. Mostramos a busca por justiça por três mulheres iazidis e uma ativista síria que foram sequestradas pelo ISIL, bem como os desafios enfrentados pelas e pelos investigadores internacionais para localizar as vítimas e coletar evidências.

Evidências de esperança: investigadores da ONU buscam justiça para vítimas de violência sexual

Neste documentário, acompanhamos os bastidores das investigações sobre as violências sexuais cometidas durante os recentes conflitos na Síria e no Iraque. Mostramos a busca por justiça por três mulheres iazidis e uma ativista síria que foram sequestradas pelo ISIL, bem como os desafios enfrentados pelas e pelos investigadores internacionais para localizar as vítimas e coletar evidências.

Suad, de 18 anos, implora no meio da estrada entre a capital do Iêmen, Sana'a, e Saada com seu sobrinho de apenas 4 anos, cuja mãe foi morta no conflito. Em todo o país, que está em guerra desde 2015, mais de 22 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária. Foto: Giles Clarke/OCHA

Iêmen: doadores prometem US$ 2 bi em apoio humanitário; ONU pede solução política

Um apelo que levantou cerca de 2 bilhões de dólares para ajudar milhões de pessoas no Iêmen foi um “notável sucesso de solidariedade internacional” para uma população “cansada da guerra” no Iêmen. No entanto, a ajuda por si só não fornecerá uma solução para o conflito, disse nesta terça-feira (3) António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas.

Em 2017, o pior surto de cólera do mundo até hoje afetou 1 milhão de iemenitas, e a difteria está agora em alta no que já era um dos países mais pobres e vulneráveis da região antes do início dos combates. Os últimos dados da ONU indicam que um recorde de 22,2 milhões de pessoas – cerca de 75% da população – agora precisam de ajuda humanitária.

A nova subsecretária-geral para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

ONU nomeia primeira mulher como chefe de assuntos políticos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, nomeou na semana passada (28) a diplomata norte-americana Rosemary DiCarlo para o cargo de subsecretária-geral para Assuntos Políticos. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo.

Como subsecretária e chefe do Departamento de Assuntos Políticos, ela irá assessorar o secretário-geral da ONU sobre questões de paz e segurança globalmente; supervisionará iniciativas e missões políticas de campo para a paz e ações de diplomacia preventiva. Ela também irá supervisionar a assistência eleitoral fornecida pela ONU a dezenas de Estados-membros anualmente. 

Escolas queimadas pela Boko Haram em 2013 em Maiduguri, capital do estado de Borno, nordeste da Nigéria. A violência na região já custou mais de 20 mil vidas e milhares de meninas, meninos, mulheres e homens foram sequestrados por grupos armados. Foto: IRIN/Aminu Abubaka

ONU condena ataque a civis no nordeste da Nigéria; 34 pessoas foram mortas

Denunciando um ataque contra civis na região nordeste da Nigéria, um funcionário humanitário das Nações Unidas pediu a todas as partes envolvidas no conflito que cessem imediatamente as hostilidades e garantam a proteção dos civis.

Segundo os últimos relatos, pelo menos 34 pessoas foram mortas e mais de 90 ficaram feridas no ataque que ocorreu em 1º de abril próximo a Belle Village, na periferia de Maiduguri, capital do estado de Borno.

Pessoas trans retomam estudos em centro comunitário de Buenos Aires

Kimi Avalos é uma jovem trans que mora em Buenos Aires, na Argentina. Por causa do estigma e da discriminação, ela não pôde continuar seus estudos e concluir o ensino médio.

Ela é uma das 30 alunas trans que iniciaram programa educacional implementado na Casa Trans, um centro comunitário para treinamento e capacitação de pessoas trans fundado na capital argentina. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Foto: UNAIDS

Ativistas defendem direitos das pessoas trans em Belize, Tailândia e Índia

Para o Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) conversou com defensores dos direitos das pessoas trans sobre os desafios que enfrentam e a importância de melhorar a visibilidade dessa população.

Na opinião de Erika Castellanos, mulher trans de Belize que se mudou recentemente para a Holanda, muitas pessoas não entendem o que são pessoas trans, o que se traduz em medo que causa estigma e discriminação. Leia a entrevista completa.

Bandeira venezuelana. Foto: EBC

ONU pede investigação ‘rápida e completa’ sobre mortes em prisão na Venezuela

O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou estar “chocado” com as “mortes horríveis” de pelo menos 68 pessoas na Venezuela depois que um incêndio atingiu uma prisão de uma delegacia de polícia na quarta-feira (28), em meio a confrontos entre detidos e forças de segurança.

“Há uma superlotação generalizada e condições terríveis nas prisões da Venezuela e também nas cadeias policiais, que são frequentemente usadas como centros de detenção permanentes”, alertou o comunicado. “Estas condições, que muitas vezes causam violência e tumultos, são exacerbadas por atrasos judiciais e pelo uso excessivo da prisão preventiva.”

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Chefe da ONU pede investigação sobre mortes na fronteira entre Israel e Gaza

“Esta tragédia sublinha a urgência de revitalizar o processo de paz, visando criar as condições para um retorno a negociações significativas para uma solução pacífica que permita aos palestinos e israelenses viverem lado a lado pacificamente e em segurança”, disse o chefe da ONU, António Guterres, reafirmando a prontidão das Nações Unidas para apoiar o processo.

Um representante da ONU pediu que Israel defenda suas responsabilidades sob o direito internacional, enfatizando que a força letal só deve ser usada como último recurso, com quaisquer fatalidades resultantes devidamente investigadas pelas autoridades.

Refugiada de Mianmar trabalha com costura em campo de Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR

Mulheres refugiadas de Mianmar tecem novas vidas em Bangladesh

Em uma sala lotada no campo de refugiados de Nayapara, em Bangladesh, há uma concentração intensa em meio ao zumbido de máquinas de costura.

Quarenta mulheres jovens trabalham duro, produzindo itens que fazem parte dos kits de higiene feminina distribuídos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) duas vezes por ano para refugiadas em idade reprodutiva, incluindo roupas íntimas e absorventes reutilizáveis.

Mais de 688 mil refugiados foram forçados a fugir para Bangladesh desde que a violência eclodiu na região de Maungdaw, no norte do estado de Rakhine, em Mianmar, há seis meses. Há registros de que tropas e multidões atacaram e mataram moradores e atearam fogo em suas aldeias.