Jovens durante evento da ONU realizado na FIOCRUZ em 2016 para o Dia Internacional da Juventude. Foto: UNIC Rio/Matheus Otanari

UNESCO: desenvolvimento de qualquer sociedade depende do estímulo aos mais jovens

Às vésperas do Dia Internacional da Juventude, lembrado neste sábado (12), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, afirmou que o desenvolvimento de qualquer sociedade depende da forma como ela estimula seus jovens.

“O mundo nunca foi tão jovem e está se tornando ainda mais jovem a cada dia que passa. O desenvolvimento de qualquer sociedade depende da forma como ela estimula seus jovens – mulheres e homens, da forma como são apoiados”, disse Irina em comunicado.

Jovens negros são as principais vítimas e estão em situação de maior vulnerabilidade à violência no Brasil. Foto: EBC

Com apoio da UNESCO, governo federal relança plano de combate à violência contra jovens

A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) relançou no escritório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Brasília (DF), o Plano Juventude Viva, cujo objetivo é reduzir a vulnerabilidade de jovens expostos à violência no Brasil. Também foi iniciada a atualização do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e à Desigualdade Social (IVJ), indicador criado em 2014 que comprovou que jovens negros são as principais vítimas da violência.

Os jovens representam 26% da população brasileira, mas somam 58% das vítimas por arma de fogo no período de 1980 a 2014, segundo o Mapa da Violência. Os jovens negros representam a maior parte das vítimas.

Daniel, migrante camaronês, é fotografado em Agadez, no Níger. Ele saiu de seu país com o irmão e seu tio, mas foi detido e torturado na Líbia. Foto: ACNUR/Louise Donovan

Refugiados e migrantes são vítimas de trabalho forçado e cárcere em rotas que levam à Líbia

Daniel conhece bem os perigos das estradas que levam para a Líbia. Desde que saiu do Camarões com destino à Europa, no início do ano, sua vida se transformou em uma jornada arriscada. Acompanhado do tio e do irmão gêmeo, esse camaronense de 26 anos conversou com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) sobre os caminhos que teve de percorrer e sobre os abusos por que passou para tentar atravessar o Mediterrâneo.

Mercado no leste de Mossul, no Iraque. Foto: OCHA/Kate Pond

Iraque: coordenadora da ONU destaca contraste da recuperação no leste e oeste de Mossul

Enquanto no leste da cidade iraquiana de Mossul escolas e mercados começam a reabrir, bairros inteiros do oeste permanecem destruídos, e aproximadamente 250 mil pessoas não têm para onde retornar, disse uma oficial das Nações Unidas.

“A parte oriental é a cidade que está se recuperando, onde as pessoas estão em casa, as escolas estão abertas, assim como os negócios e os mercados. As condições não são ótimas, mas é uma cidade que está em reparação”, disse. Entretanto, a situação é muito diferente em Mossul ocidental: “nos 15 bairros completamente destruídos, há 230 mil civis oriundos desses distritos que não voltarão para casa em um futuro próximo”, declarou.

Em uma resolução aprovada por unanimidade, o órgão de 15 membros aprovou resolução para interromper fluxo de armas a organizações terroristas. Foto: ONU/Kim Haughton

Conselho de Segurança aprova resolução que visa a interromper fluxo de armas para terroristas

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na quarta-feira (2), de forma unânime, nova resolução que visa a prevenir a aquisição de armas por terroristas, particularmente armas leves e de pequeno porte.

O Conselho de Segurança “condenou veementemente” o contínuo fluxo de armas, equipamento militar, sistemas de aeronaves não tripuladas e artefatos explosivos improvisados enviados a grupos como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS), Al-Qaeda, entre outros.

David Shearer, representante especial do secretário-geral e chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS, na sigla em inglês) em Juba na chegada da força regional mandatada pela ONU no país. Foto: ONU/Isaac Billy

Sudão do Sul: iniciada fase de mobilização de força de proteção autorizada pela ONU

Foi iniciada a implantação progressiva da Força de Proteção Regional autorizada pelas Nações Unidas no Sudão do Sul. A chegada de novas tropas permite que forças de paz existentes ampliem sua presença às áreas afetadas pelo conflito para além da capital, Juba.

Apesar do acordo de paz de agosto de 2015, o Sudão do Sul voltou a entrar em conflito devido a confrontos entre forças rivais — o braço do Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA, na sigla em inglês), fiel ao presidente Salva Kiir, e o braço do SPLA na oposição, apoiando o antigo primeiro vice-presidente, Riek Machar.

Declaração, adotada pela Assembleia Geral da ONU em 13 de setembro de 2007, estabelece diretrizes universais de padrões mínimos de sobrevivência para a dignidade e o bem-estar dos povos indígenas do mundo. Foto: PNUD / Tiago Zenero

ONU: proteger os direitos dos povos indígenas é proteger os direitos de todos

Dez anos depois da adoção da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, diversos países avançaram em reconhecê-los formalmente, mas, frequentemente, eles continuam a enfrentar discriminação, marginalização e grandes desafios na garantia de seus direitos básicos.

“Enquanto os povos indígenas realizaram significativos avanços em defender seus direitos nos fóruns internacionais e regionais, a implementação da Declaração é obstruída pela persistente vulnerabilidade e exclusão, particularmente de mulheres, crianças, jovens e pessoas indígenas com deficiência”, disseram 40 entidades do Sistema ONU e outras organizações internacionais em comunicado conjunto emitido para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, lembrado nesta quarta-feira (9).

Especialistas de direitos humanos das Nações Unidas pediram ao governo peruano suspender as negociações sobre um novo contrato de exploração de petróleo, numa das áreas mais ricas do país, até que os direitos dos povos indígenas locais estejam protegidos. Foto: CIDH/Daniel Cima

Peru deve suspender novo contrato de petróleo até que indígenas sejam protegidos, dizem relatores da ONU

O governo peruano deve suspender as negociações sobre um novo contrato de exploração de uma das áreas petrolíferas mais ricas do país até que os direitos dos povos indígenas locais sejam protegidos, pediram em meados de julho (13) especialistas em direitos humanos das Nações Unidas.

Tuncak e Tauli-Corpuz ressaltaram a obrigação do governo do Peru de respeitar, proteger e cumprir com os direitos das populações da região, como também de responsabilizar as empresas por quaisquer violações aos direitos humanos que tenham cometido, antes de conceder um novo licenciamento para a exploração de terras.

O Protocolo é destinado a policiais, médicos, advogados, funcionários judiciais, ONGs e outros envolvidos em investigações de homicídios. Foto: EBC

Nações Unidas atualizam protocolo global para investigação de homicídios

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lançou no fim de maio (24) em Genebra, na Suíça, diretrizes atualizadas para a investigação de homicídios em todo o mundo.

Entre outros pontos, as diretrizes preveem que as investigações de assassinatos cometidos por policiais devem ser livres de qualquer influência indevida que possa surgir das cadeias institucionais de comando; e que elas devem ser livres de interferências de partidos políticos ou grupos sociais poderosos. O protocolo enfatiza que a preservação da vida é primordial em todos os momentos.

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

UNESCO lembra contribuição dos povos indígenas para o desenvolvimento sustentável

Às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou a contribuição singular desses povos para o entendimento mútuo, a paz e o desenvolvimento sustentável.

Irina lembrou que apesar de sua diversidade cultural e de seus territórios que se estendem por mais de 90 países, os povos indígenas têm dificuldades comuns, relacionadas à proteção dos seus direitos como povos únicos. Os 370 milhões de indígenas compõem menos de 5% da população mundial, mas, entre os mais pobres, correspondem a 15%.

Protesto ocorrido no início de 2014 na Venezuela. Foto: EBC

ONU denuncia uso excessivo da força, prisões arbitrárias e tortura na Venezuela

Entrevistas conduzidas remotamente pela equipe de direitos humanos da ONU descrevem um cenário de uso disseminado, sistemático e excessivo da força e detenções arbitrárias contra manifestantes na Venezuela. As conclusões da equipe também indicam outras violações aos direitos humanos no país, incluindo buscas e apreensões violentas e sem mandado em residências, além de torturas e maus-tratos de pessoas detidas por participar de protestos.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar acompanhando a situação e pediu que o governo venezuelano e a oposição retomem as negociações em benefício da população do país.

Rayanne Cristine Maximo Franca. Foto: ONU Mulheres

‘É hora de o mundo ouvir nossa voz’, diz ativista indígena brasileira

Rayanne França, de 25 anos, é uma ativista brasileira da juventude indígena. Desde que deixou sua casa aos 17 anos, embarcou na luta por direitos e reconhecimento. Ela faz parte da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) e participou recentemente da 61ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher e da 16ª sessão do Fórum Permanente da ONU para Questões Indígenas, realizados em Nova Iorque.

Às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), Rayanne conversou com a ONU Mulheres sobre as principais preocupações das jovens mulheres indígenas no Brasil. Leia o depoimento.

Marcha das Margaridas de Brasília em 2015. Foto: ONU Mulheres/Isabel Clavelin

Lei Maria da Penha completa 11 anos; especialistas analisam avanços e desafios

A Lei Maria da Penha completa 11 anos nesta segunda-feira (7). Formulada sob a perspectiva feminista, a lei foi pioneira no Brasil em demarcar o caráter específico da violência de gênero, explicitando a desigualdade entre homens e mulheres como o grande motivador do problema. O marco vem modificando a compreensão da violência contra as mulheres, desnaturalizando a violência como parte das relações familiares e de intimidade.

Em entrevista à ONU Mulheres, a pesquisadora e socióloga Wânia Pasinato e a jornalista Amanda Kamanchek analisam a importância da lei para a consolidação dos direitos humanos das mulheres, levando em conta desigualdades estruturais de gênero na sociedade brasileira.

ACNUR trabalha com o Sistema Nacional Para o Desenvolvimento Integral da Família (DIF), no México, nos centros de atenção à infância na fronteira sul. Foto: ACNUR/Jordan Hay

União Europeia e ACNUR lançam projeto para prestar assistência a mais de 14 mil crianças na América Central

A União Europeia e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deram início recentemente ao projeto “Melhoria dos Direitos e da Proteção de Crianças Deslocadas por Violência na Guatemala, Honduras e El Salvador”. Com investimentos de 1,95 milhão de euros, iniciativa visa dar assistência a mais de 14 mil meninos, meninas e adolescentes afetados por violações de seus direitos nesses três países da América Central.

Próxima Cúpula Ibero-americana, que terá apoio do PNUD e da SEGIB, acontece na Colômbia. Foto: ACNUR / B. Heger

Direitos indígenas ainda são violados 10 anos depois de declaração histórica, dizem especialistas da ONU

Os povos indígenas do mundo ainda enfrentam enormes desafios uma década depois da adoção da histórica declaração sobre seus direitos, alertaram nesta segunda-feira (7) um grupo de especialistas independentes e órgãos especiais das Nações Unidas.

Em comunicado divulgado às vésperas do Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto), o grupo de especialistas afirmou que, dez anos depois da declaração, “os povos indígenas enfrentam maiores dificuldades e violações de direitos”, ressaltando o aumento do número de assassinatos de indígenas e defensores dos direitos humanos no mundo todo.

Um antigo campo para refugiados perto de Kalemie, República Democrática do Congo (RDC). O local foi incendiado durante um ataque promovido por um grupo de milícias no início de julho. Foto: OCHA/Ivo Brandau.

Relatório da ONU indica participação do governo congolês em massacres na RDC

A violência nas províncias de Kasai, na República Democrática do Congo (RDC), parece assumir uma dimensão étnica cada vez mais perturbadora, alertou o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), citando acusações segundo as quais forças governamentais teriam liderado ataques com motivações étnicas.

Pessoas entrevistadas por equipes das Nações Unidas no país indicaram que as forças de segurança locais e outros oficiais fomentaram ativamente e ocasionalmente lideraram ataques com base em etnia.

Mulher yazidi curda de Sinjar que foi sequestrada pelo ISIL é fotografada no campo de Mamilyan em Akre, no Iraque. Foto: Giles Clarke/Getty Images Reportage

Painel da ONU denuncia genocídio promovido pelo Estado Islâmico contra minoria yazidi

No aniversário de três anos do ataque do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Daesh) contra a minoria yazidi em uma região de fronteira entre Síria e Iraque, um inquérito das Nações Unidas pediu à comunidade internacional medidas de justiça e resgate.

Os combatentes do ISIL invadiram em agosto de 2014 a região de Sinjar, no norte do Iraque, próxima à fronteira da Síria e lar ancestral da comunidade religiosa yazidi. O grupo terrorista executou centenas de homens e sequestrou milhares de mulheres e crianças.

Protesto estudantil em 2014 na Venezuela. Foto: Kira Kariakin/Flickr/CC

Venezuela precisa interromper prisões e julgamentos militares de manifestantes, dizem relatores da ONU

O governo da Venezuela precisa interromper sistematicamente a detenção de manifestantes e acabar com o crescente uso de tribunais militares para julgar civis, disse um grupo de especialistas das Nações Unidas nesta sexta-feira (4).

“Estamos muito preocupados com as alegações de prisões arbitrárias e uso indiscriminado e excessivo da força no contexto de protestos públicos, assim como o uso de tribunais militares para perseguir civis”, enfatizaram os relatores.

Crianças refugiadas da Síria, da República Democrática do Congo e de Angola entram em campo ao lado dos jogadores profissionais do Santos FC. Foto: Santos FC/Ivan Stortis

Crianças refugiadas entram em campo com jogadores do Santos em partida do Brasileirão

Estava difícil de acreditar, mas o que era sonho tornou-se realidade. Crianças refugiadas que vivem em São Paulo pisaram no histórico gramado do Estádio Pacaembu de mãos dadas com os jogadores do Santos Futebol Clube, na abertura da partida contra o Flamengo disputada na noite de quarta-feira (2) pelo Campeonato Brasileiro de Futebol – o Brasileirão.

“Não acreditei que aqueles jogadores de futebol que eu gosto tanto estavam ao meu lado, dentro do estádio. Caramba, que legal foi segurar a mão deles e entrar no campo com a torcida gritando. Foi a realização de um sonho”, resumiu o angolano Miguel, que com 7 anos sonha ser jogador de futebol, assim como a maioria dos garotos da sua idade.

Jovens da Gâmbia em Pozzallo, na Sicília. Foto: UNICEF/Gilbertson

UNICEF: perigos na terra natal são principal causa de movimentos migratórios de crianças

Em relatório que avalia as variáveis por trás da migração infantil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que 75% dos jovens migrantes e refugiados vivendo na Europa decidiram deixar seus países de origem desacompanhados. Para a maioria, porém, a viagem não tinha como destino inicial o continente. Documento aponta que deslocamento é motivado mais por perigos nas comunidades de origem do que por desejo de ir para o território europeu.

Entrada do estádio do Pacaembu, em São Paulo. Foto: Heitor Carvalho Jorge/Wikimedia Commons (CC)

Crianças refugiadas entram em campo com jogadores do Santos FC no Pacaembu

A noite desta quarta-feira (2) será especial para cerca de 20 crianças nascidas na Síria, na República Democrática do Congo e em Angola. Elas foram selecionadas para entrar no gramado do Pacaembu, em São Paulo, junto com os jogadores do Santos Futebol Clube, que disputam o Campeonato Brasileiro contra o Flamengo.

Além de realizar o sonho destas crianças, a ação quer sensibilizar a opinião pública sobre a presença de pessoas em situação de refúgio no país, buscando oportunidades de trabalho, continuidade dos estudos e promoção de atividades de trocas culturais e sociais. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Manifestações da oposião em Caracas. Foto: EBC

Chefe da ONU pede a venezuelanos que retomem o diálogo político e evitem novas mortes

Em pronunciamento nesta terça-feira (1º), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a todos venezuelanos, em especial os que representam o Estado, que evitem recorrer à violência e que façam todo o esforço possível para retomar o diálogo político. O dirigente informou ter tomado conhecimento da decisão do Judiciário de revogar os mandados de prisão dos líderes da oposição Leopoldo López e Antonio Ledezma, detidos ontem por forças de segurança.

Conrado Dess, Elise Garcia e Ériko Carvalho estrelam a peça São Paulo Refúgio. Foto: Vitor Manon

Estreia na quinta-feira (3) peça sobre refugiados vivendo em São Paulo

Estreia na próxima quinta-feira (3) a peça ‘São Paulo Refúgio’, espetáculo da trupe Performatron que aborda os desafios de #refugiados vivendo no Brasil. A obra foi produzida a partir de pesquisas com estrangeiros vítimas de deslocamento forçado. Os atores brasileiros Elise Garcia, Ériko Carvalho e Conrado Dess dividem o palco da Sala Carlos Miranda da Funarte, na capital paulista, com o migrante congolês Tresor Muteba.