Segundo a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) precisam ter enfoque racial para eliminar o racismo. Foto: EBC

ONU Mulheres chama de ‘escândalo’ morte de 23 mil jovens negros por ano no Brasil

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. São 63 mortes por dia, que totalizam 23 mil vidas negras perdidas pela violência letal por ano, conforme destacado pela campanha Vidas Negras, lançada pelas Nações Unidas no país em novembro de 2017.

“Vinte e três mil assassinatos de jovens por ano é um escândalo. A sociedade brasileira, os governos e cada um de nós temos de fazer a nossa parte. (A campanha) Vidas Negras fala do reconhecimento da importância dos jovens negros. Chama à responsabilidade social e política de fazer algo já”, declarou Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, em entrevista ao programa Artigo 5º, da TV Justiça, a ser veiculado na próxima terça-feira (13), às 12h.

Secretário-geral da ONU pediu que países do mundo observem a trégua olímpica. Foto: ONU

Chefe da ONU diz que chama olímpica deve ser ‘farol para a solidariedade humana’

Esta semana o mundo se reunirá em PyeongChang, na Coreia do Sul, para os Jogos Olímpicos de Inverno, no que o secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou de “espírito olímpico, respeito mútuo e competição amigável”.

Uma antiga tradição grega denominada “ekekheiria”, ou “trégua olímpica”, começou no século 8 a.C., e serve como um princípio sagrado dos Jogos Olímpicos. O Comitê Olímpico Internacional renovou sua tradição em 1992, pedindo que todas as nações observassem a trégua.

Vista aérea de Malé, capital das Maldivas. Foto: Nattu

ONU alerta para ‘completo ataque contra a democracia’ nas Maldivas

A declaração de estado de emergência nas Maldivas pelo presidente Abdulla Yameen e a resultante suspensão das garantias constitucionais destruíram o sistema de pesos e contrapesos e a separação de poderes necessária para qualquer democracia funcional, levando potencialmente a um maior número de violações dos direitos da população do país, disse nesta quarta-feira (7) o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“O presidente Yameen, francamente, usurpou a autoridade das instituições de Estado de Direito do país e sua capacidade de trabalhar de maneira independente do Executivo”, disse Zeid. “As Maldivas viram nos últimos anos ataques contra oponentes políticos, jornalistas, sociedade civil e defensores dos direitos humanos, e o que está acontecendo agora é o equivalente a um completo ataque contra a democracia”.

Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller

Número de migrantes mortos na fronteira entre México e EUA permanece alto, diz ONU

O número de migrantes que morreram ao tentar atravessar a fronteira entre México e Estados Unidos em 2017 permaneceu alto apesar da forte queda do número de prisões, disse a agência de migrações das Nações Unidas na terça-feira (6).

Em comunicado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que os números da Patrulha de Fronteiras norte-americana indicam que 341.084 migrantes foram presos na fronteira sul do país em 2017, contra 611.689 em 2016 — uma queda de cerca de 44%. No entanto, o ano de 2017 registrou 412 mortes, comparadas a 398 em 2016.

“O aumento das mortes é especialmente preocupante, já que os dados disponíveis indicam que bem menos migrantes entraram nos EUA via fronteira com o México no ano passado”, disse Frank Laczko, diretor do centro global de análises de dados sobre migração da OIM.

Refugiados recém-chegados do Sudão do Sul contam ao chefe do ACNUR, Filippo Grandi, e ao chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, as razões de sua fuga. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Crise de refugiados do Sudão do Sul deve se tornar a maior do mundo este ano, alerta ONU

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, e o coordenador de ajuda de emergência, Mark Lowcock, lançaram na quinta-feira (1) um apelo para arrecadar 1,5 bilhão de dólares para ajudar refugiados forçados a deixar a grave situação humanitária no Sudão do Sul, e 1,7 bilhão de dólares para atender as necessidades da população do país.

Com o conflito chegando a seu quinto ano, aproximadamente 2,5 milhões de sul-sudaneses foram forçados a deixar o país em direção a cinco nações vizinhas — Uganda, Quênia, Sudão, Etiópia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana. O conflito e a insegurança já forçaram uma em cada três pessoas a se deslocar – seja dentro do Sudão do Sul ou para além de suas fronteiras. Dentro do país, 7 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária.

Refugiados que fugiram da violência na República Democrática do Congo descansam em centro de recepção em Uganda. Foto: ACNUR/Hannah Maule-ffinch.

ONU alerta para aumento da violência na República Democrática do Congo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse na segunda-feira (5) estar preocupada com o recente aumento de violência no leste da República Democrática do Congo (RDC), que tem forçado um grande número de congoleses a se deslocar para o leste, em direção a países como Burundi, Tanzânia e Uganda.

A situação na República Democrática do Congo piorou em virtude do recrudescimento dos conflitos locais. No início de 2018, existiam cerca de 5 milhões de congoleses deslocados: aproximadamente 674.879 refugiados em outros países africanos e cerca de 4,35 milhões de deslocados internos.

Na imagem, da esquerda para a direita, Victor Bet Tamraz, Amin Afshar Naderi e Hadi Asgari. Foto: RFE/RL

Irã deve garantir direitos da minoria cristã e julgamento justo, alertam especialistas da ONU

Três cristãos iranianos estão recorrendo em um processo que os condenou a dez anos de prisão por “praticar evangelismo” e por “atividades ilegais da igreja em casa”. Um deles recebeu mais cinco anos por “blasfêmia”.

Segundo os especialistas da ONU, vários outros casos relatados mostram que membros da minoria cristã receberam sentenças pesadas depois de terem sido acusados de “ameaçar a segurança nacional” – seja por converter pessoas, seja por participar de igrejas domésticas.

“Isso mostra um padrão perturbador de indivíduos sendo alvo por causa de sua religião ou crenças, neste caso uma minoria religiosa no país.”

Refugiados da Palestina em abrigos temporários construídos pela UNRWA. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

Solução de dois Estados é mais importante do que nunca no Oriente Médio, diz secretário-geral da ONU

O consenso internacional sobre uma solução de dois Estados para acabar com o conflito entre Israel e Palestina pode erodir “em um momento em que é mais importante do que nunca”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça-feira (6), chamando a “questão palestina” de um dos temas não resolvidos há mais tempo na agenda das Nações Unidas.

Após décadas, “a convergência e o consenso global podem estar ruindo, tornando a ação conjunta mais difícil”, enfatizou Guterres, lembrando que a expansão ilegal de assentamentos na Cisjordânia ocupada é “um importante obstáculo para a paz” que precisa ser “interrompida e revertida”.

Foto: Paula Molina e Henrique Fernandes/Divulgação

ARTIGO: A responsabilidade sobre o assédio é do assediador

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, afirma que quando as mulheres compartilham suas histórias de assédio sexual e criam uma rede de apoio, mostrando para o mundo a dimensão do problema, o papel dos homens é ouvir.

Segundo ela, apenas ouvindo, reconhecendo o problema e se responsabilizando por ajudar a eliminá-lo, que os homens poderão apoiar as mulheres. Leia o artigo completo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante coletiva de imprensa na sede da ONU. Foto: ONU/Mark Garten

ONU não vai tolerar assédio sexual na organização, diz António Guterres

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as Nações Unidas não tolerarão o assédio sexual “a qualquer tempo e em qualquer lugar” dentro da organização.

Segundo Guterres, o assédio sexual está enraizado nos desequilíbrios de poder históricos entre homens e mulheres. O chefe da ONU disse que tem plena consciência da cultura machista que permeia os governos, o setor privado, as organizações internacionais e mesmo áreas da sociedade civil.

Uma das medidas das Nações Unidas já foi colocada em prática: pela primeira vez na história, as mulheres são maioria nos cargos de direção do Secretariado da ONU.

Segundo a OIT, as dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente educação e outros direitos, aumentam a situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores. Foto: EBC

OIT pede apoio socioeconômico a resgatados de trabalho escravo no Brasil

Dados extraídos do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil mostram que quase 2% dos trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão no país nos últimos 15 anos foram vítimas desse crime ao menos duas vezes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o retorno ao ciclo de escravidão é maior entre aqueles com baixo grau de instrução — a taxa entre analfabetos é duas vezes maior.

Tal cenário aponta a necessidade de fortalecimento de medidas de apoio socioeconômico aos resgatados, de acordo com a agência das Nações Unidas.

Ponto de recepção para refugiados rohingya em Teknaf Upazila, em Bangladesh. Foto: OCHA/Anthony Burke

Operações de segurança em Mianmar são agressão contra grupos étnicos, diz especialista da ONU

O que o governo de Mianmar alega serem operações militares e de segurança são “na verdade, um padrão estabelecido” de dominação e agressão contra grupos étnicos, disse na quinta-feira (1) a especialista independente das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos em Mianmar, Yanghee Lee, sobre sua visita a países vizinhos, entre eles Bangladesh, que abriga aproximadamente 900 mil refugiados rohingya.

Meninos e meninas da equipe de futebol de La Victoria se sentem orgulhosos de suas conquistas dentro e fora de campo. Foto: ACNUR/ Regina de la Portilla

Colombiano cria escola de futebol em comunidade afetada por conflito armado

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), colombiano criou uma escola de futebol em La Victoria, sul da Colômbia, para engajar meninos e meninas com os esportes e evitar que eles sejam recrutados para atividades ilegais, em uma comunidade fortemente afetada pelo conflito armado.

Após assinar histórico acordo, a Colômbia passa por um processo de construção da paz que visa a encerrar 52 anos de conflito que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou mais de 7,6 milhões de colombianos.

A irmã Angélique Namaika em Dungu, na província de Orientale, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/B.Sokol

A freira e a bicicleta: apoio a mulheres e meninas congolesas

A irmã Angélique Namaika recebeu o Prêmio Nansen para os refugiados em 2013 por ajudar mulheres e meninas deslocadas na República Democrática do Congo. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está à procura de uma nova heroína ou herói que apoie os refugiados.

O Prêmio Nansen do ACNUR visa reconhecer o trabalho de indivíduos e/ou grupos para ajudar pessoas em situação de refúgio. Você conhece alguém com esse perfil? As inscrições vão até dia 8 de fevereiro; saiba mais.

Tosha e seu bebê, Marian: "a vida está difícil, mas me sinto muito grata pela assistência do ACNUR e dos trabalhadores do centro médico”. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Com poucos recursos, hospital em campo de refugiados na Tanzânia salva vidas

A pequena Marian tem apenas 30 segundos de vida. Envolvida em um fino xale ao lado da mãe, deitada em uma cama de ferro, ela nasce já enfrentando dificuldades.

Sua mãe, Tosha Sangan, de 32 anos, foi forçada a deixar a violência da República Democrática do Congo (RDC) há 15 anos, encontrando segurança no campo de refugiados improvisado de Nyarugusu, na Tanzânia. O hospital no qual elas foram atendidas está em situação precária por falta de recursos. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Alunos da Escola Municipal Lindolfo Collor em Maceió, Alagoas. Foto: Pei Fon/ Secom Maceió

UNICEF alerta para necessidade de reverter evasão escolar no Brasil

Mais de 180 mil escolas brasileiras iniciaram um novo ano letivo na segunda-feira (29) em todo o país. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2015, 6,5% das crianças e adolescentes com idade entre 4 e 17 anos, ou mais de 2,8 milhões de meninos e meninas, estão fora da sala de aula.

“Reverter a exclusão escolar é urgente. A cada ano que passam fora da escola, crianças e adolescentes têm seu direito de aprender negado e ficam ainda mais longe da garantia de outros direitos. A exclusão afeta justamente meninos e meninas vindos das camadas mais vulneráveis da população”, explica Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil.

Salim teve que deixar a capital da Síria, Damasco, devido à guerra. Refugiado no Brasil há três anos, hoje ele atua em sua área de formação profissional. Foto: ACNUR/Gabo Morales.

ONG apoia revalidação dos diplomas de refugiados sírios no Brasil

Parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a organização não governamental Compassiva tem apoiado refugiados sírios na revalidação de seus diplomas quando chegam ao Brasil, com o objetivo de ajudá-los a retomar suas carreiras.

“Não é apenas um pedaço de papel”, diz André Leitão, presidente executivo da Compassiva. “Revalidar o diploma é o primeiro passo para que essas pessoas possam recuperar a sua dignidade, sua identidade”.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida em 2015, em Brasília. Foto: ONU Mulheres/Bruno Spada

Tema do Dia Internacional da Mulher deste ano celebra ativistas rurais e urbanas

A ONU Mulheres anunciou na quarta-feira (30) que o tema do Dia Internacional da Mulher deste ano é “o tempo é agora: ativistas rurais e urbanas transformam a vida das mulheres”. Em 2018, o 8 de março ocorre em meio a um movimento global sem precedentes por direitos, igualdade e justiça. Assédio sexual, violência e discriminação contra as mulheres capturaram as atenções e o discurso público, com crescente determinação em favor da mudança, disse a agência da ONU.

Além de estarem mais expostos ao risco de morte violenta intencional, os negros e negras também integram o grupo de brasileiros que têm, em geral, piores indicadores de saúde. Foto: EBC

Negros têm maior incidência de problemas de saúde evitáveis no Brasil, alerta ONU

Mortalidade de recém-nascidos antes dos seis dias de vida, infecções sexualmente transmissíveis, mortes maternas, hanseníase e tuberculose. Estes são alguns dos problemas de saúde evitáveis mais frequentes entre a população negra, tanto em comparação ao contingente branco quanto em relação às médias nacionais, alertaram as Nações Unidas na segunda-feira (29), com base em dados oficiais.

“A população negra não é uma população doente”, explica Lúcia Xavier, coordenadora da organização de mulheres negras Criola. “O que acontece é que ela vive com menos qualidade. O grupo é mais vulnerável às doenças porque está sob maior influência dos determinantes sociais de saúde, ou seja, as condições em que uma pessoa vive e trabalha, a insalubridade, as baixas condições sanitárias às quais está submetida, por exemplo. E a soma desses diversos indicadores de vulnerabilidade aumenta também o risco de perder a vida”, afirma.

Freddy Glatt, sobrevivente do Holocausto. Foto: UNIC Rio/Luise Martins

No Rio, ONU lembra Holocausto com exposição de pôsteres e apelo contra o ódio

Para lembrar as vítimas do Holocausto, o Centro de Informação da ONU no Brasil (UNIC Rio) inaugurou nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, a exposição de pôsteres “Mantenha a Memória Viva — Nossa Responsabilidade Compartilhada”. Mostra reúne 12 obras feitas por designers que se inscreveram num concurso global das Nações Unidas sobre o tema. A vencedora foi a brasileira Julia Cristofi, que participou da abertura. Evento reuniu sobreviventes do regime nazista.

“Você nasceu quando? Eu nasci duas vezes, três vezes. Eu nasci várias vezes. Quem sobreviveu a um campo de concentração, como eu, só com muita sorte. Freddy Sobotka nasceu em 1928, na Tchecoslováquia, atual República Tcheca. Ele foi um dos entrevistados da reportagem especial em vídeo do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) que marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, lembrado em 27 de janeiro — data em que as tropas soviéticas libertaram o maior campo de extermínio nazista, Auschwitz-Birkenau.

‘Nasci várias vezes’ – sobreviventes do Holocausto contam suas histórias

“Você nasceu quando? Eu nasci duas vezes, três vezes. Eu nasci várias vezes. Quem sobreviveu a um campo de concentração, como eu, só com muita sorte.”

Freddy Sobotka nasceu em 1928, na Tchecoslováquia, atual República Tcheca. Ele foi um dos entrevistados da reportagem especial em vídeo do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) que marcou o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Exposição no Rio sobre o tema fica aberta até 28 de fevereiro; confira aqui o vídeo.

Campo de Auschwitz, na Alemanha. Foto: Arquivo Federal Alemão/WikiCommons

Memória do Holocausto deve fortalecer luta contra atuais violações de direitos, diz ONU

Em pronunciamento para lembrar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, observado em 27 de janeiro, o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, defendeu que a lembrança dos horrores passados deve reforçar a luta no presente contra “as atuais negações monstruosas” de direitos. Para dirigente, mundo vê nova movimentação de líderes nacionalistas que fomentam discriminação e ódio.

Oficiais da Missão da ONU na República Democrática do Congo fazem patrulha na selva. Foto: ONU/Sylvain Liecht

Missões da ONU devem usar força para combater violência, aponta relatório

Um relatório das Nações Unidas, coordenado pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, recomenda mudanças de mentalidade dos oficiais de missões de paz, que devem abandonar postura excessivamente defensiva e responder com uso da força, quando necessário. Publicação foi divulgada após ano de recordes de violência contra a ONU — 2017 viu 56 capacetes-azuis morrerem em serviço, o número mais alto já registrado para um ano.

Desde 1948, mais de 3,5 mil funcionários de missões de paz perderam suas vidas no trabalho. Desses óbitos, 943 foram causados por atos violentos. Desde 2013, houve um recrudescimento de ataques fatais contra militares, com 195 mortes — outro recorde, pois nunca antes num período de cinco anos havia sido contabilizado um número tão grande de falecimentos por violência.

Crianças da Mongólia, no condado de Dadal, zona rural. Foto: Banco Mundial/Khasar Sandag

Agências da ONU defendem investimento no meio rural para lidar com migrações

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciaram nesta semana (24) uma nova parceria para auxiliar países na criação de políticas que combinem gestão migratória e desenvolvimento agrícola. Para agências da ONU, países devem compreender as causas dos deslocamentos humanos, preservar direitos de migrantes e explorar seu potencial.