Manifestação em abril de 2016 pelo assassinado de Berta Cáceres, em Honduras. Foto: Flickr(CC)/CIDH/Daniel Cima

Defensoras dos direitos humanos enfrentam aumento de violência, alerta relator especial

Mulheres, meninas e pessoas em não conformidade de gênero que defendem os direitos humanos estão enfrentando crescente repressão e violência no mundo. Estados devem respeitar, proteger e assegurar o direito de defensoras de promover os direitos humanos sem discriminação, disse um especialista das Nações Unidas na semana passada (28).

O relator destacou que mulheres enfrentam os mesmos riscos que homens defensores dos direitos humanos, mas deixa claro que mulheres enfrentam ameaças adicionais e diferentes, que são moldadas por estereótipos de gênero e percepções sociais acerca de mulheres.

“Documentamos como os obstáculos e riscos enfrentados por defensoras dos direitos humanos são moldados pelo gênero. Mulheres são atacadas por promover e proteger direitos humanos simplesmente por conta de suas identidades como mulheres e por conta do que fazem”, disse o especialista.

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Foto: UNAIDS

UNAIDS incentiva fortalecimento de ações para proteger mulheres e meninas

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Em 2017, 66% das novas infecções por HIV no mundo, entre jovens de 10 a 19 anos, ocorreram entre mulheres — na África Oriental e Meridional, 79% das novas infecções por HIV entre os jovens de 10 a 19 anos ocorreram entre mulheres.

“Há um ciclo vicioso de desigualdade de gênero, violência baseada em gênero e infecção por HIV em muitas partes do mundo”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS. “Os desequilíbrios de opressão e poder devem ser revertidos, e masculinidades nocivas devem ser abordadas para garantir que as mulheres e meninas tenham controle total sobre sua saúde e direitos sexuais”.

As mulheres do mundo não estão se beneficiando de forma plena da revolução tecnológica, de acordo com a UNESCO. Foto: OIT/Marcel Crozet

UNESCO pede maior participação das mulheres na inovação digital global

No Dia Internacional das Mulheres deste ano, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) celebra as contribuições das mulheres para a sociedade – em particular, no espaço digital – e reflete sobre como podemos assegurar que elas exerçam totalmente seus direitos.

Em mensagem para a data, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, lembrou que as tecnologias digitais têm afetado as formas como trabalhamos, aprendemos, ensinamos e vivemos juntos.

“Contudo, infelizmente, as mulheres não estão se beneficiando de forma plena dessa revolução tecnológica”, declarou.

A iniciativa "Mulheres Artesãs", implementada pela funcionária pública Janir Gonçalves Leite, foi uma das vencedoras do prêmio Viva Voluntário 2018. Foto: Acervo Pessoal

Voluntária lidera projeto de geração de renda para mulheres indígenas no MS

Mais que colares e pulseiras, o artesanato trouxe reconhecimento para a aldeia urbana Tico Lipú, localizada em Aquidauana (MS), e que enfrentava dificuldades para acessar serviços públicos.

A iniciativa “Mulheres Artesãs”, implementada pela funcionária pública Janir Gonçalves Leite, foi uma das vencedoras do prêmio Viva Voluntário 2018, na categoria Líder Voluntário, e receberá um financiamento de 50 mil reais da Fundação Banco do Brasil para próximos projetos. O relato é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O documento apresenta e analisa os mais recentes dados disponíveis sobre a saúde de jovens que vivem em 48 países e territórios das Américas. Foto: EBC

Metade das mortes de jovens nas Américas poderia ser evitada, diz OPAS

Metade de todas as mortes de jovens entre 10 e 24 anos nas Américas se deve a homicídios, mortes no trânsito e suicídios, todas elas evitáveis, revela novo relatório lançado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O documento apresenta e analisa os mais recentes dados disponíveis sobre a saúde de jovens que vivem em 48 países e territórios das Américas. Inclui informações sobre causas de morte, doenças com as quais sofrem, saúde sexual e reprodutiva, uso de substâncias, nutrição e níveis de atividade física.

Refugiados e migrantes venezuelanos perto da fronteira entre Colômbia e Venezuela. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Venezuela deve garantir imparcialidade do Judiciário, diz relator especial da ONU

Conforme tensões políticas continuam se agravando na Venezuela, um relator especial das Nações Unidas pediu nesta sexta-feira (1) que o governo do país “adote todas as medidas necessárias para garantir independência do Judiciário”, após relatos de pressões sobre a Justiça do país para agir “contra a oposição política”.

Tensões começaram a se agravar no final de janeiro, quando Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional do país, desafiou a legitimidade do presidente eleito, Nicolás Maduro, e foi declarado presidente interino pela Assembleia Nacional. O presidente Maduro está no poder desde 2013 e foi empossado em segundo mandato em 10 de janeiro.

“As medidas adotadas contra Guaidó e a pressão sendo exercida sobre ele são inaceitáveis”, afirmou o relator especial, criticando a investigação criminal que está sendo realizada. Segundo ele, a investigação criminal pode ser politicamente motivada.

No Iêmen, 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas, dentre as quais 360 mil sofrem de desnutrição aguda severa. A cada 10 minutos, uma criança morre de causas evitáveis. A desnutrição aguda é a origem, direta ou indiretamente, de quase metade dessas mortes. Em 2018, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alcançou 939 mil crianças menores de cinco anos e 670 mil mulheres grávidas e lactantes para prevenir a desnutrição aguda. O PMA está trabalhando para aumentar os esforços e alcançar mais crianças e mulheres grávidas. Mas, sem recursos adequados e acesso seguro, é difícil alcançar crianças cujas vidas estão em risco.

Iêmen: 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas

No Iêmen, 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas, dentre as quais 360 mil sofrem de desnutrição aguda severa. A cada 10 minutos, uma criança morre de causas evitáveis. A desnutrição aguda é a origem, direta ou indiretamente, de quase metade dessas mortes.

Em 2018, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alcançou 939 mil crianças menores de cinco anos e 670 mil mulheres grávidas e lactantes para prevenir a desnutrição aguda. O PMA está trabalhando para aumentar os esforços e alcançar mais crianças e mulheres grávidas. Mas, sem recursos adequados e acesso seguro, é difícil alcançar crianças cujas vidas estão em risco. Confira nesse vídeo.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Venezuela. Foto: ONU/Evan Schneider

Resoluções de EUA e Rússia sobre Venezuela são rejeitadas no Conselho de Segurança

O segundo encontro da semana sobre a situação na Venezuela ocorreu na quinta-feira (28) no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, durante o qual resoluções concorrentes foram apresentadas por Estados Unidos e Rússia. Nenhum texto foi adotado, uma vez que o projeto dos EUA foi vetado e o da Rússia não conseguiu votos suficientes.

A reunião desta semana foi a terceira em busca de soluções para a crise na Venezuela, desde que tensões começaram a se agravar em janeiro. Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional do país, desafiou a legitimidade do presidente Nicolás Maduro, no poder desde 2013 e empossado novamente para segundo mandato em 10 de janeiro.

O acordo entre o UNOPS e o governo mexicano visa promover mais transparência, eficiência e eficácia na gestão de contratos públicos e projetos de infraestrutura. Foto: Governo do México

UNOPS e México assinam acordo para impulsionar combate à corrupção no país

O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e o governo do México assinaram este mês um acordo com o objetivo de combater a corrupção no país.

O acordo visa promover mais transparência, eficiência e eficácia na gestão de contratos públicos e projetos de infraestrutura.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, destacou o compromisso do governo em combater a corrupção. “Queremos que os senhores nos ajudem para que as empresas que participem destas licitações sejam empresas de prestígio com uma dimensão ética”, declarou.

O Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 5 prevê alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Foto: EBC

ONU Mulheres e STJ firmam cooperação técnica pela igualdade de gênero

Às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, a ONU Mulheres Brasil e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmaram na quinta-feira (28), em Brasília (DF), cooperação técnica para desenvolvimento da equidade de gênero, da promoção de ações para a redução das desigualdades de gênero, raça e etnia e da colaboração para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O acordo inclui adesão do STJ ao movimento ElesPorElas (HeForShe), estudos sobre a participação das mulheres no STJ, ações de prevenção ao assédio sexual, identificação de decisões emblemáticas do tribunal nos temas de gênero, raça e etnia e ações internas para o empoderamento das mulheres e igualdade de gênero.

Interiorização de venezuelanos no Brasil. Foto: Casa Civil/Governo Federal

Estão abertas inscrições para evento em Porto Alegre sobre acolhimento de refugiados

Entre os dias 18 a 20 de março, a cidade de Porto Alegre (RS) receberá o evento “Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil”, organizado pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

O ciclo de atividades terá início com a oficina “Imprensa no Combate à Xenofobia contra Refugiados e Migrantes”, promovida por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Conectas Direitos Humanos.

As inscrições para o simpósio e as oficinas vão até as 12h do dia 1º de março.

Patrulha do MINUSCA em Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina (arquivo)

Novo acordo de paz na República Centro-Africana é apenas um passo, diz enviado

Apesar da assinatura de um recente acordo de paz entre o governo da República Centro-Africana (RCA) e 14 grupos armados, “não devemos esquecer que a situação no país continua séria”, disse um enviado da ONU ao Conselho de Segurança na semana passada (21).

“O mais difícil está por vir. O teste real será a implementação plena e de boa fé do acordo”, disse Parfait Onanga-Anyanga, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão das Nações Unidas na RCA.

Jovem empurra carrinho com doações de comida do PMA na capital do Iêmen, Sana'a. Foto: PMA/Annabel Symington

Iêmen: ONU chega a armazém de comida após quase 5 meses sem acesso

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) afirmou que conseguiu chegar na terça-feira (26) aos Moinhos do Mar Vermelho, um depósito de comida no Iêmen que estava inacessível desde setembro devido a confrontos armados no país. Armazém abriga trigo suficiente para alimentar 3,7 milhões de pessoas por mês. ONU avalia agora o impacto do conflito no prédio e potenciais pestes que contaminaram os alimentos.

Fionnuala Ni Aolain, relatora especial da ONU para a promoção e proteção dos direitos humanos no combate ao terrorismo. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Relatores especiais instam Emirados Árabes a libertar mulher em estado terminal

Relatores especiais de direitos humanos das Nações Unidas instaram na terça-feira (26) os Emirados Árabes Unidos a libertar da prisão uma mulher em estado de doença terminal. Segundo os especialistas independentes, a mulher estaria sendo “alvo de tratamento desumano e degradante”, e o pedido tem o objetivo de fazer com que ela “viva seus últimos dias em dignidade”.

Em comunicado, os relatores afirmaram que Alia Abdulnoor, que sofre de câncer de mama, estaria sendo mantida em um quarto de hospital sem janelas e sem ventilação, acorrentada à sua cama e sob guarda armada.

Ela foi presa em julho de 2015, acusada de financiamento ao terrorismo após ter ajudado a arrecadar fundos para famílias sírias em necessidade nos Emirados Árabes e para mulheres e crianças afetadas pela guerra na Síria, disseram os especialistas.

Crianças têm aulas em tenda em Idlib, norte da Síria. Emergências humanitárias privam crianças de saúde, nutrição, acesso a água e saneamento, educação e outras necessidades básicas. Foto: UNICEF/Watad

Síria: mais de 11 milhões de pessoas precisarão de ajuda humanitária em 2019

Níveis desconcertantes de necessidades humanitárias ainda persistem na Síria, afirmou na terça-feira (26) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) a membros do Conselho de Segurança.

De janeiro a dezembro do ano passado, cerca de 25 mil pessoas foram deslocadas da província de Deir-ez-Zor, no sudeste do país, para o acampamento de Al Hol. A situação humanitária em Rukban também continua se deteriorando. Assistência humanitária adicional está sendo preparada para acomodar 42 mil pessoas.

Além disso, intensas inundações no nordeste e noroeste destruíram abrigos em acampamentos para pessoas deslocadas internamente. Em Idlib, mudanças de controle em algumas áreas levaram à suspensão de fundos, reduzindo serviços de saúde para alguns civis.

A iniciativa do PNUD envolve os municípios de Teresina, Timon, Demerval Lobão, José de Freitas e Nazária. Foto: Rômulo Piauilino

Estado e prefeituras do Piauí aderem a projeto de políticas para mulheres do PNUD

O governo do Piauí e cinco prefeituras da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo Grande Teresina formalizaram na segunda-feira (25) seu compromisso e engajamento com as ações desenvolvidas no estado pelo projeto “Mulheres Resilientes = Cidades Resilientes”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A iniciativa envolve os municípios de Teresina, Timon, Demerval Lobão, José de Freitas e Nazária.

Com o objetivo de orientar sobre o fortalecimento de políticas públicas a partir de uma perspectiva de gênero, a iniciativa desenvolverá, junto aos governos estadual e municipais, sugestões de ação em cinco áreas: educação para o trabalho e inclusão produtiva; enfrentamento à violência contra as mulheres; promoção da saúde das mulheres; melhoria da transversalidade de gênero nos equipamentos públicos; políticas de cuidados para redução da sobrecarga de responsabilidades concentradas nas mulheres.

Chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Evan Schneider

Crise prolongada leva a ‘alarmante escalada de tensões’ na Venezuela, diz ONU

A “crise prolongada” na Venezuela levou a uma “escalada alarmante de tensões”, alertou na terça-feira (26) a chefe de Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo. Em pronunciamento no Conselho de Segurança, a dirigente anunciou que as Nações Unidas têm agora um esforço coordenado, em andamento, para entregar assistência humanitária o mais perto dos venezuelanos que passam necessidade, com foco em nutrição, saúde e proteção.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

ONU pede proteção de jornalistas e da liberdade de imprensa no mundo

Em homenagem a jornalistas do mundo todo que “colocam suas vidas em jogo” para contar histórias importantes, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou na segunda-feira (25) que a liberdade de imprensa esteja diminuindo, e pediu aos tomadores de decisão que protejam jornalistas e trabalhadores da mídia.

Guterres destacou que a maioria dos jornalistas detidos e atacados no mundo é formada por repórteres que trabalham em seus próprios países e comunidades. No geral, “a maioria dos jornalistas e membros da mídia mortos, feridos ou detidos estavam cobrindo política, crime, corrupção e direitos humanos”, e não conflitos, declarou.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e Mark Lowcock, coordenador de ajuda de emergência das Nações Unidas, participam de conferência sobre o Iêmen em Genebra, na Suíça. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Doadores prometem US$2,6 bi para financiar ajuda humanitária no Iêmen

Doadores prometeram 2,6 bilhões de dólares para fornecer a urgentemente necessária ajuda a milhões de civis iemenitas que enfrentam uma “esmagadora calamidade humanitária” após quase quatro anos de guerra brutal, disse o secretário-geral da ONU nesta terça-feira (26).

Falando paralelamente à conferência de arrecadação de recursos em Genebra, na Suíça, Guterres elogiou a generosidade dos Estados-membros, que prometeram 30% mais do que na conferência do ano passado para a ajuda humanitária no Iêmen.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

ONU destaca luta dos movimentos sociais em reunião do Conselho de Direitos Humanos

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou na segunda-feira (25) ao Conselho de Direitos Humanos que os direitos estão sob ataque em muitas partes do mundo, insistindo que ainda não perdeu esperança graças a poderosos movimentos populares por justiça social.

Em discurso ao fórum sediado em Genebra na abertura de sua 40ª sessão, Guterres destacou o importante papel do Conselho como “epicentro” para diálogo e cooperação em todas as questões de direitos humanos: civis, políticas, econômicas, sociais e culturais.

A luta da Namíbia pela independência esteve na agenda da ONU por mais de 40 anos. Na foto, um trabalhador coloca um cartaz perto de Windhoek proclamando a independência do país. Foto: ONU/John Isaac

Guterres abre sessão de 2019 do Comitê Especial sobre Descolonização

Desde o início da década de 1960, o comitê de descolonização das Nações Unidas tem “acompanhado muitos territórios em suas jornadas”, disse na quinta-feira (21) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na abertura da sessão de 2019 do órgão em Genebra, na Suíça.

Como “um dos capítulos mais significativos da história da Organização”, Guterres descreveu a descolonização como elemento transformador das Nações Unidas, “impulsionando o crescimento da Organização dos 51 membros originais para os 193 atualmente”.

Porta-voz do escritório da ONU para os direitos humanos, Rupert Colville. Foto: ONU

Após acusações de tortura, ONU pede que Egito suspenda execuções de presos

Quinze condenados ao corredor da morte foram executados no Egito até o momento neste mês, apesar de acusações segundo as quais muitos teriam sido torturados até confessar os crimes, afirmou na sexta-feira (22) o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Em apelo para que autoridades egípcias suspendam todas as execuções, o porta-voz do ACNUDH insistiu que, nos locais onde a pena de morte ainda é permitida, os julgamentos “precisam cumprir os padrões mais altos de justiça e devido processo” para prevenir erros.

“Ao longo dos últimos anos, houve uma sucessão de casos de indivíduos sendo condenados em circunstâncias similares no Egito, em meio a relatos preocupantes de falta dos devidos processos legais”, disse Rupert Colville a jornalistas em Genebra.

Damares discursou no primeiro dia da 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Foto: Reprodução/ONU News

Na ONU, ministra diz que Brasil se compromete com ‘mais altos padrões de direitos humanos’

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, disse esta segunda-feira (25) que o Brasil se compromete com “os mais altos padrões de direitos humanos”.

Damares discursou no primeiro dia da 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. A representante destacou temas como direitos das mulheres, dos povos indígenas e da população LGBTI. Ela também comentou o rompimento da barragem de mineração em Brumadinho (MG) e a situação na Venezuela.

Quando o conflito estourou, em 2015, o Iêmen já era considerado um dos países mais pobres do mundo. Foto: PMA/Reem Nada

Conferência em Genebra busca US$4,2 bi para ajuda humanitária no Iêmen

Uma conferência a ser realizada na terça-feira (26) em Genebra, na Suíça, apresentará um pedido de 4,2 bilhões de dólares das Nações Unidas para intensificar a ajuda a milhões de pessoas no Iêmen, onde anos de guerra criaram a pior emergência humanitária do mundo.

Liderado pelos governos da Suécia e Suíça, e com participação do secretário-geral da ONU, António Guterres, o pedido para o Iêmen também busca aumentar a conscientização para as mais de 3 milhões de pessoas – incluindo 2 milhões de crianças – que estão em situação de má-nutrição aguda.

Rua movimentada de Cabul, a capital do Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin

Afeganistão tem número recorde de mortes de civis em 2018, indica relatório

Mais de 3,8 mil civis, entre eles mulheres, crianças e homens, morreram no Afeganistão em apenas um ano, segundo relatório divulgado no domingo (24) pela missão política das Nações Unidas no país (UNAMA) e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Violência brutal e confrontos mataram 3.804 civis em 2018 – incluindo 927 crianças, outro recorde trágico para o ano – de acordo com dados coletados pelas Nações Unidas. O número representa um aumento de 11% em relação a 2017. Além disso, 7.189 pessoas ficaram feridas em 2018, 5% a mais em relação ao ano anterior.

Encontro mundial do AIRCOP reúne especialistas para identificar boas práticas e desafios na detecção de tráfego ilícito por via aérea. Foto: Flickr (CC)/Dani Oliver

Encontro reúne especialistas em Lyon para discutir combate ao tráfego ilícito por via aérea

Noventa representantes de organizações internacionais e agências nacionais responsáveis pela aplicação da lei reuniram-se na sede da Interpol em Lyon, na França, para a cerimônia de abertura da 6ª Reunião Global do Projeto de Comunicações Aeroportuárias (AIRCOP), uma parceria entre Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Interpol e Organização Mundial de Aduanass (OMA).

O objetivo do encontro era reforçar as capacidades dos aeroportos internacionais em todo o mundo para detectar e interceptar drogas, produtos ilícitos e passageiros de alto risco nos países de origem, trânsito e destino.

Foto: Palácio Piratini/Laura Guerra

UNODC integra rede de observatórios de segurança pública no RS

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) esteve presente na quinta-feira (21), na sede da Secretaria Estadual da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP/RS), em Porto Alegre, para mais uma reunião de estruturação da Rede Estadual de Observatórios de Segurança Pública.

Os encontros, que ocorrem desde o final do ano passado, visam a fortalecer a integração sistêmica entre as bases de dados e informações do estado com as dos municípios gaúchos que possuem uma maior capacidade estatal de produção de informações e conhecimentos aplicados à dimensão do controle da criminalidade e de prevenção da violência.

De manhã cedo, no condado de Leer, no Sudão do Sul, famílias aguardam cadastramento para uma distribuição de comida realizada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA). Foto: UNICEF/Modola

Escravidão sexual e estupros coletivos viraram ‘lugar comum’ no Sudão do Sul, diz comissão

Investigadores das Nações Unidas denunciaram na quarta-feira (20) uma série de violações de direitos humanos no Sudão do Sul, onde casos de estupros aumentaram ao longo do ano passado e sequestros, escravidão sexual e assassinatos brutais “se tornaram lugar comum”.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 25% dos alvos de violência sexual no país são crianças, incluindo meninas de até sete anos de idade.

De acordo com dados das autoridades nacionais de migração e outras fontes, os países da América Latina e do Caribe abrigam cerca de 2,7 milhões de venezuelanos. Foto: OIM

Número de refugiados e migrantes da Venezuela no mundo atinge 3,4 milhões

O número de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo atualmente é de 3,4 milhões, informaram nesta sexta-feira (22) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela, com mais de 1,1 milhão. O país é seguido por Peru, com 506 mil; Chile, 288 mil; Equador, 221 mil; Argentina, 130 mil; e Brasil, 96 mil. México e países da América Central e do Caribe também recebem um número significativo de refugiados e migrantes venezuelanos.

“Os países da região demonstraram uma tremenda solidariedade aos refugiados e migrantes da Venezuela e implementaram soluções engenhosas para ajudá-los. Mas esses números ressaltam a pressão sobre as comunidades anfitriãs e a necessidade contínua de apoio da comunidade internacional, num momento em que a atenção mundial está voltada para os acontecimentos políticos dentro da Venezuela”, disse Eduardo Stein, representante especial de ACNUR-OIM para refugiados e migrantes venezuelanos.

Mulher papuana na Indonésia extrai sagu de palmeira. Foto: USAID Indonesia

Relatores da ONU condenam racismo e violência policial contra aborígenes papuanos na Indonésia

Relatores da ONU pediram nesta quinta-feira (21) investigações rápidas e imparciais de assassinatos, prisões indevidas e casos de tratamento desumano contra aborígenes papuanos na Indonésia.

Em episódio mais recente de violência, um vídeo na internet mostra um menino papuano algemado sendo interrogado pela polícia da Indonésia com uma cobra em volta do corpo. O menino pode ser ouvido gritando, enquanto policiais, rindo, empurram a cabeça da cobra na direção do seu rosto.

Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

ONU Mulheres lista cinco formas de acabar com o comportamento tóxico

Todos os dias temos a oportunidade de defender a igualdade de gênero, de grandes e pequenas maneiras. Mas, em alguns dias, muitos de nós escorregamos quando não prestamos atenção às nossas próprias atitudes e às ações que disseminam estereótipos e desigualdade.

Das palavras que usamos no trabalho ou com nossos entes queridos até as suposições que fazemos sobre estranhos, todos nós podemos ser melhores em promover a igualdade em nosso cotidiano.

Pensando nisso, a ONU Mulheres listou cinco maneiras de romper com comportamentos tóxicos e promover a igualdade de gênero na vida.

Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, fala ao Conselho de Segurança sobre a situação na região, incluindo a questão palestina. Foto: ONU/Loey Felipe/Arquivo

Perspectiva de paz ‘se apaga a cada dia’ em Gaza e Cisjordânia, diz enviado da ONU

A presença de violência e radicalismo no Território Palestino Ocupado está crescendo, e a perspectiva de paz sustentável está se apagando a cada dia, disse nesta quarta-feira (20) um enviado sênior das Nações Unidas para a região ao Conselho de Segurança.

Numa avaliação em tom sombrio, Mladenov caracterizou a esperança de uma solução pacífica de dois Estados como “escassa”. Segundo ele, o extremismo está em crescimento e o risco de guerra aumentou.

O enviado especial condenou a violência e o terror na região ao longo dos últimos meses, que resultaram na morte de 40 crianças assassinadas por forças israelenses, e no disparo de 18 foguetes de militantes palestinos em direção a Israel. Houve uma onda em violência envolvendo colonos no último ano, disse ele, com 20 incidentes registrados de colonos israelenses ferindo palestinos ou danificando suas propriedades.