Primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. Foto: ONU/Cia Pak

Na ONU, Canadá reconhece que país falhou historicamente em proteger direitos dos indígenas

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reconheceu na quinta-feira (21) que governos sucessivos de seu país foram incapazes de respeitar os direitos dos indígenas. Para muitos integrantes dos povos originários, abusos persistem até hoje, afirmou o dirigente. Segundo Trudeau, erros históricos e um legado negativo do colonialismo privaram o Canadá das contribuições que essas populações poderiam ter dado para o desenvolvimento da nação.

Ministra da Cooperação para o Desenvolvimento, Ulla Tøernæs, da Dinamarca. Foto: ONU/ Cia Pak

Na Assembleia Geral, UE reforça compromissos com a prevenção de conflitos e proteção de refugiados

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, presidentes e ministros europeus discursaram em favor de formas estruturadas e justas de prevenção de conflitos. As preocupações em comum foram os ataques terroristas e a ameaça do uso de armas nucleares.

Diante da maior crise migratória desde a segunda guerra mundial, os líderes pediram tratamento humano para centenas de milhares de refugiados que chegam ao continente, bem como a gestão ordenada dos fluxos de migrantes.

Um estudante nas ruínas de uma de suas antigas salas de aula, que foi destruída em junho de 2015, na escola Aal Okab em Saada, no Iêmen. Os alunos agora frequentam aulas nas barracas do UNICEF. Foto: UNICEF/Clarke para o UNOCHA

Conflitos mantêm 27 milhões de crianças fora da escola, alerta UNICEF

Segundo relatório do UNICEF, as 27 milhões de crianças que estão fora da escola e meninas enfrentam um maior risco de violência sexual e de gênero devido aos conflitos.

“Sem educação, como eles ganharão conhecimento e habilidades para reconstruir suas vidas? Como eles serão capazes de traçar um caminho para um futuro mais pacífico e próspero para eles mesmos, suas famílias, suas comunidades e o mundo?”, questionou a agência da ONU.

Sigmar Gabriel, ministro das Relações Exteriores da Alemanha. Foto: ONU/Cia Pak

Alemanha critica nacionalismo ‘egoísta’ e pede mais cooperação entre países durante debate na ONU

Representando a Alemanha no debate anual da Assembleia Geral da ONU, o ministro das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, alertou na quinta-feira (21) para uma crescente onda de nacionalismo radical, que pode gerar novos conflitos no mundo. Lembrando que a cooperação internacional não equivale à perda de soberania, o dirigente criticou quem usa o lema “nosso país primeiro”.

Migrantes e refugiados se deslocam por rota nos Bálcãs. Foto: ACNUR/Mark Henley

Dirigentes da ONU defendem novos acordos globais sobre refúgio e migração

Em meio ao encontro de chefes de Estado na sede da ONU, dirigentes das Nações Unidas defenderam novos acordos globais sobre fluxos migratórios. Tratados devem oferecer garantias para proteger as pessoas que se deslocam pelo mundo. Em pronunciamento para marcar um ano da adoção da Declaração de Nova Iorque para os Refugiados e Migrantes, na quarta-feira (20), oficiais do organismo internacional explicam o desdobramento político desse documento.

Campanha digital conta a estória de uma família de refugiados

A estória de uma família fictícia fugindo de uma zona de conflito até conseguir refúgio em outro país mobilizou a atenção dos seguidores do perfil ONU Brasil no Facebook nos últimos 21 dias.

Para promover uma contagem regressiva pela paz, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) elaborou uma campanha digital narrada por Anna, personagem de 11 anos.

Desde o dia 1º até 21 de setembro – Dia Internacional da Paz –, a campanha #21DiasPelaPaz contou a saga de uma família de refugiados. Confira aqui.

Primeira-ministra Sheikh Hasina, de Bangladesh, durante pronunciamento no debate anual de chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Bangladesh pede criação de zonas sob supervisão da ONU para proteger rohingyas em Mianmar

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, criticou na quinta-feira (21) as violações de direitos humanos enfrentados pelo povo Rohingya em Mianmar. Denunciando o que chamou de limpeza étnica na província mianmarense de Rakhine, a dirigente pediu ao chefe da ONU que crie, dentro de Mianmar, zonas supervisionadas pelas Nações Unidas, a fim de garantir a segurança dos rohingyas.

Mulheres e meninas da Libéria protestam pacificamente contra violência baseada em gênero. Foto: ONU/Eric Kanalstein

UNESCO lembra importância da solidariedade mundial para construir mundo pacífico

Em mensagem para o Dia Internacional da Paz, lembrado nesta quinta-feira (21), a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou o poder da solidariedade mundial para construir um mundo pacífico e sustentável.

“Isso nunca foi tão importante como agora, em um momento de desafios sem precedentes. Novas forças que visam à divisão surgiram, espalhando o ódio e a intolerância”, declarou Irina em comunicado para a data.

Jovens participam de cerimônia pelo Dia Internacional da Paz na sede da ONU em Nova Iorque na semana passada (15). Foto: ONU/Kim Haughton

Secretário-geral da ONU pede engajamento da juventude na prevenção de conflitos

Os jovens precisam ser parceiros significativos na prevenção de conflitos e na manutenção da paz, e as Nações Unidas precisam pensar “fora da caixa” sobre como se relacionar com a juventude globalmente, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante evento ministerial realizado nesta quinta-feira (21) paralelamente ao debate geral da Assembleia Geral.

Na semana passada (15), a sede das Nações Unidas em Nova Iorque comemorou o Dia Internacional da Paz com com o toque anual do sino da paz, pedindo que combatentes em todo o mundo derrubassem suas armas e cumprissem um dia de cessar-fogo e não violência.

Especialistas da ONU pedem melhor regulamentação de empresas militares e de segurança

Um grupo de especialistas independentes das Nações Unidas pediu aos governos que estabeleçam um instrumento abrangente e juridicamente válido para regulamentar as empresas militares privadas e de prestação de serviços de segurança.

O pedido do Grupo de Trabalho da ONU sobre o uso de mercenários vem após um estudo global que constatou que as leis nacionais não são fortes ou consistentes para lidar com o problema.

Militares norte-americanos e iraquianos realizam treinamento conjunto em Ramadi, no Iraque, em 2009. Foto: WikiCommons / The U.S. Army

No Dia Internacional da Paz, relator da ONU pede redução dos gastos militares

O relator independente da ONU para a promoção da democracia e da ordem internacional igualitária, Alfred de Zayas, chamou os Estados a transformar economias de guerra em economias da paz. O apelo foi feito em comunicado para o Dia Internacional da Paz, lembrado nesta quinta-feira (21).

“O lobby em benefício de empresas militares e industriais está impulsionando guerras no mundo todo e frustrando a aspiração da humanidade de viver em paz. Em vez de reduzir o orçamento militar, muitos Estados estão aumentando seus gastos militares e reduzindo investimentos em saúde, educação e serviços sociais”, afirmou o relator.

Brasil recebeu uma série de recomendações de Estados-membros da ONU para reformar seu sistema prisional. Foto: José Cruz/ABr

Brasil aceita mais de 200 recomendações de direitos humanos da ONU; rejeita quatro

O governo brasileiro informou no início deste mês (6) ter aceitado a maior parte das mais de 200 recomendações de direitos humanos feitas pelos Estados-membros da ONU ao país na Revisão Periódica Universal (RPU), espécie de sabatina na qual os países são avaliados pelos membros das Nações Unidas. Quatro recomendações, no entanto, foram rejeitadas.

Em documento, o governo brasileiro reconheceu a necessidade de melhorar seu sistema penitenciário e disse estar tomando uma série de ações para reduzir a população prisional. Também reconheceu a necessidade de evitar mortes em operações policiais, mas preferiu não estabelecer metas de redução.

Ao centro, Eurídice Márquez, oficial de justiça criminal e prevenção de crimes do UNODC. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Desemprego e cortes no gasto público aumentam risco de tráfico de pessoas, diz especialista da ONU

Em situações de crise econômica, como a vivida pelo Brasil, o desemprego elevado e cortes em investimentos nos serviços públicos agravam o risco de populações vulneráveis serem vítimas do tráfico de pessoas. A avaliação é de Eurídice Márquez, especialista do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Em visita ao Rio de Janeiro para um seminário internacional sobre tráfico humano e contrabando de migrantes, ela ressaltou na terça-feira (19) a necessidade de combater essas violações por meio da garantia de direitos.

Crianças no campo de concentração Buchenwald, na Alemanha, logo após a liberação. A foto é de 11 de abril de 1945. Crédito da imagem: Federation Nationale des Deportes et Internes Resistants et Patriots

ONU promove concurso internacional de pôsteres sobre o Holocausto

O Yad Vashem, em parceria com o Programa das Nações Unidas para Divulgação do Holocausto, está promovendo um concurso internacional de pôsteres em memória do Holocausto.

Para participar do concurso, estudantes de Artes, Design Gráfico e áreas afins devem submeter pôsteres abordando as lições do Holocausto para o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) até o dia 5 de outubro de 2017.

Cerca de 275 refugiados e migrantes aguardam para o desembarque no porto de Pozzalo, na Itália, após serem resgatados alguns dias antes. Foto: ACNUR/F.Malavolta

Contribuição dos migrantes é ‘esmagadoramente positiva’, diz secretário-geral da ONU

Durante um encontro na sede da ONU em Nova Iorque nesta quarta-feira (20), representantes das Nações Unidas destacaram a necessidade de continuar trabalhando em conjunto para promover formas mais justas de compartilhar a responsabilidade dos refugiados, bem como alcançar uma migração segura e ordenada.

“A migração não é um fenômeno novo; nem está criando a ameaça dramática de que muitos falam. A maioria dos migrantes se move de forma ordenada entre os países e dá uma contribuição esmagadoramente positiva para seus países anfitriões e seus países de origem”, destacou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares foi assinado por vários chefes de Estado e ministros. Foto: ONU/Kim Haughton

Chefes de Estado assinam tratado sobre armas nucleares na sede da ONU

Na sede da ONU, em Nova Iorque, o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares foi aberto nesta quarta-feira (20) para receber assinaturas dos Estados-membros. Esse é o primeiro acordo legalmente vinculante sobre restrições ao uso de armamentos atômicos. Em cerimônia para marcar a abertura do documento a compromissos de cada nação, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lembrou que existem 15 mil armas nucleares espalhadas pelo mundo.

Malvina Tuttman foi homenageada durante evento para lembrar 13 anos de parceria entre o IFEC e o UNIC Rio. Foto: UNIC Rio/Victoria Macdonogh

Desigualdades de gênero permanecem nos lares e nas escolas brasileiras, alerta pedagoga

As desigualdades de gênero continuam existindo nos lares, no ambiente escolar e na sociedade brasileira como um todo, tendo como uma de suas consequências a violência contra as mulheres, lembrou Malvina Tuttman, pedagoga, ex-reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atual membro do Conselho Nacional de Educação.

As declarações foram feitas durante evento no Rio de Janeiro para lembrar os 13 anos de parceria entre o Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (IFEC) e o Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio). A palestra ocorreu diante de uma plateia de representantes de setor público e privado, sociedade civil e academia.

Imagem: Agência Brasil

Reduzir maioridade penal não resolve problema da violência, diz UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou que acompanha com preocupação a tramitação no Senado de proposta para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.

“Reduzir a maioridade penal não resolverá o problema de segurança e dos altos índices de violência. No Brasil, os adolescentes são hoje mais vítimas do que autores de atos de violência”, disse a agência da ONU em nota. “O país precisa se comprometer com a garantia de oportunidades para que suas crianças e seus adolescentes se desenvolvam plenamente, sem nenhum tipo de violência”.

A violência contra as mulheres – particularmente a violência por parte de parceiros e a violência sexual – é um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Foto: George Campos/USP Imagens

ONU destaca importância das parcerias para acabar com a violência de gênero

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacaram nesta terça-feira (19) a importância das parcerias para acabar com a violência contra a mulher, durante a abertura do Fórum da Iniciativa para Pesquisa em Violência Sexual 2017, que ocorre até quinta-feira (21) no Rio de Janeiro.

“A violência contra a mulher é um tema complexo que precisa de soluções complexas. Nenhum ator sozinho conseguirá resolver isso. Precisamos de uma ação conjunta para conseguir acabar com esse problema de saúde pública”, disse Claudia Garcia-Moreno, coordenadora da área de violência contra a mulher no Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa da sede da OMS.

Presidente brasileiro, Michel Temer, fala durante a 72ª sessão do debate geral da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Foto: ONU

Brasil chama países a assinarem Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares

O presidente brasileiro, Michel Temer, disse nesta terça-feira (19) que o Brasil assinará amanhã o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, chamando outras nações a também se unir ao compromisso pelo desarmamento.

“Eu terei a honra de assinar, amanhã, o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares. O Brasil esteve entre os artífices do tratado. Será um momento histórico”, disse Temer em discurso para líderes mundiais na abertura da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Adotado em julho deste ano, o tratado para a proibição de armas nucleares é o primeiro instrumento multilateral vinculativo negociado em 20 anos para o desarmamento nuclear.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, apresenta relatório anual sobre o trabalho da Organização na Assembleia Geral. Foto: ONU/Cia Pak

Na Assembleia Geral da ONU, Guterres pede união dos países pela paz

Em seu discurso para a reunião anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou nesta terça-feira (19) as diversas ameaças — incluindo o perigo nuclear, a mudança climática e os conflitos em andamento — que precisam ser superadas para criar um mundo melhor para todos.

Guterres disse que a migração segura não pode ser limitada a uma elite global, e enfatizou a necessidade de se fazer mais para enfrentar seus desafios. Refugiados, pessoas deslocadas internamente e migrantes não são o problema, e sim os conflitos, as perseguições e a pobreza, declarou. Diante desse cenário, disse Guterres, a ONU lançou iniciativas de reforma da própria Organização.

Central nuclear de Bushehr no Irã. Foto: AIEA/Paolo Contri

Irã está cumprindo seus compromissos nucleares, diz agência da ONU

O Irã está implementando seus compromissos sob “o mais robusto regime de verificação nuclear do mundo”, disse a agência de energia atômica das Nações Unidas na segunda-feira (18), enquanto ao mesmo tempo lembrava a “grave preocupação” com o programa nuclear da Coreia do Norte.

“Os compromissos nucleares adotados pelo Irã sob o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global) estão sendo implementados”, disse o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, na abertura da conferência geral anual da agência em Viena, na Áustria.

Escravidão moderna afeta 40 milhões de pessoas no mundo; trabalho infantil atinge 152 milhões

Uma nova pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), revela a verdadeira escala da escravidão moderna em todo o mundo.

Os dados, lançados nesta terça-feira (19) durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, mostram que mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão moderna em 2016 globalmente. Além disso, a OIT também lançou uma nova estimativa de que cerca de 152 milhões de crianças entre 5 e 17 anos foram submetidas ao trabalho infantil no mesmo ano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre a reforma da organização durante encontro na sede em Nova Iorque ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump (à direita), e a chefe de gabinete de Guterres, a brasileira Maria Luiza Ribeiro Viotti (à esquerda). Foto: ONU/Mark Garten

Mais de 128 países se comprometem com reformas para uma ‘ONU do século 21’

Comprometendo-se a tornar as Nações Unidas uma organização mais forte e mais responsiva às pessoas que apoia, o secretário-geral, António Guterres, participou na segunda (18) de uma reunião de alto nível sobre a reforma da organização global.

O encontro foi presidido pelos Estados Unidos e contou com a presença de Donald Trump; o presidente norte-americano afirmou que as Nações Unidas foram fundadas sob ‘objetivos nobres’, mas que ‘nos últimos anos não alcançou seu pleno potencial’.

Mustapha entre seus alunos. Foto: ACNUR/Rahima Gambo

ONU premia professor nigeriano que leva educação para vítimas do Boko Haram

Levar educação para todas as crianças, incluindo as que são forçadas a abandonar suas comunidades por conta da violência. Essa é a incansável missão perseguida há quase uma década por Zannah Mustapha, professor nigeriano que foi anunciado nesta segunda-feira (18) vencedor do Prêmio Nansen da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Em 2007, o docente fundou uma escola na cidade de Maiduguri, capital do estado do Borno e epicentro dos confrontos provocados pelo grupo extremista Boko Haram.

Ativistas feministas defendem direitos das mulheres durante a passeata no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Agência da ONU discute combate à violência contra as mulheres em fórum no Rio

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participa da quinta edição do Fórum Sexual Violence Research Initiative — SVRI (Iniciativa de Pesquisa sobre Violência Sexual), que ocorre até quinta-feira (21), no hotel Sheraton Grand Rio Hotel & Resort, no Rio de Janeiro.

No evento, a agência da ONU divulgará informações sobre como identificar a violência por parte de um parceiro íntimo durante a gestação e compartilhará experiências para combate à violência de gênero em situações de emergência, como desastres naturais, conflitos armados e instabilidades sociais e políticas.

Frei Tomás González Castillo, diretor do La 72, abrigo para refugiados em Tenosique, no México, defende direitos dos solicitantes de refúgio, incluindo pessoas da comunidade LGBTI. Foto: ACNUR/Markel Redondo.

Trabalhos que transformam vidas; conheça indicados ao Prêmio Nansen 2017

Da educação para refugiados no oeste de Uganda ao acolhimento de solicitantes de refúgio LGBTI que fogem de perseguições na América Central, os cinco indicados ao Prêmio Nansen da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) deste ano representam o empenho de todos aqueles que apoiam pessoas deslocadas por guerras e violência no mundo todo.

O prêmio humanitário foi criado em 1954 em memória do primeiro alto-comissário para refugiados, Fridjtof Nansen, e será entregue em 2 de outubro em Genebra, na Suíça.

Manifestação democrática em São Paulo, no Brasil, em maio de 2017. Foto: Mídia Ninja

Especialista da ONU pede democratização da mídia

A democracia e a autodeterminação são essenciais para a prevenção de conflitos nacionais, regionais e internacionais, mas estão sob ataque das notícias falsas – em inglês “fake news” –, notícias incompletas e politicamente direcionadas.

O entendimento é do professor de direito internacional e especialista independente das Nações Unidas, Alfred de Zayas, em uma declaração para marcar o Dia Internacional da Democracia (15 de setembro).

Entre 2015 e 2016, mais 2,4 milhões de pessoas sofreram com a subnutrição na América Latina e no Caribe. Foto: EBC

FAO vê alta da fome na América Latina e no Caribe; 42,5 milhões estão subnutridos

O número de pessoas que sofrem com a fome na América Latina e no Caribe aumentou em 2,4 milhões de 2015 a 2016, alcançando um total de 42,5 milhões de pessoas, segundo relatório das Nações Unidas, que alertou para uma deterioração da situação, especialmente na América do Sul.

Segundo o representante regional da FAO, a desaceleração econômica da região, resultado da queda dos preços das commodities e do encolhimento econômico global, tem afetado a segurança alimentar na América Latina e no Caribe.

Bandeiras da Coreia do Norte na capital Pyongyang. Foto: Flickr/Stephan (CC)

Disparo de míssil pela Coreia do Norte é ‘evidente violação’, diz secretário-geral da ONU

Condenando o lançamento de mais um míssil balístico pela Coreia do Norte, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que os líderes do país asiático interrompessem tais atividades e explorassem a retomada de um diálogo sincero sobre a desnuclearização.

O novo lançamento, citado pelo comunicado como uma “evidente violação” das resoluções do Conselho de Segurança, ocorre alguns dias depois de o país realizar seu sexto teste nuclear.

Metade da população centro-africana passa fome devido à intensificação de conflitos internos, desde setembro de 2015. Foto: ACNUR / H. Caux

ONU: após uma década de queda, fome volta a crescer no mundo

Após um declínio constante por mais de uma década, a fome no mundo está novamente em ascensão, impulsionada por conflitos e mudanças climáticas. Em 2016, a fome afetou 815 milhões de pessoas ou 11% da população global.

Os dados constam na nova edição do relatório anual das Nações Unidas sobre segurança alimentar e nutricional. O documento alertou também que múltiplas formas de má nutrição ameaçam a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo.