Mãe e filha usam máscaras para se proteger contra o coronavírus em um centro de saúde em Abidjan, Costa do Marfim. Foto: UNICEF/Frank Dejongh

Mulheres e meninas devem estar no centro dos esforços de resposta à COVID-19

Mulheres são desproporcionalmente afetadas pelas consequências da pandemia de COVID-19, tanto por conta do aumento da violência doméstica devido ao isolamento social como pelo fato de serem maioria entre trabalhadores informais e de saúde.

Nesse cenário, uma mesa-redonda virtual reuniu lideranças femininas do mundo todo, incluindo chefes de Estado e de governo, para discutir a importância de mulheres e meninas estarem no centro da resposta à pandemia. O evento foi presidido por Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.

Desaceleração econômica mundial, que se traduz em um aumento acentuado do desemprego, pode aumentar o tráfico transfronteiriço de pessoas provenientes de países que registram quedas duradouras das taxas de emprego. Foto: ONU

Pandemia pode provocar aumento do tráfico de pessoas no mundo, alerta relatório do UNODC

O fechamento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas pode resultar em um aumento do tráfico de pessoas no mundo, segundo relatório publicado este mês (14) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Isso ocorre porque migrantes passam a ter uma necessidade ainda maior de serviços de contrabandistas para atravessar fronteiras. Os fechamentos e restrições também resultam no uso de rotas e condições mais arriscadas e a preços mais altos, expondo refugiados e migrantes a abusos e exploração.

Além disso, é provável que a desaceleração econômica global amplie o tráfico transfronteiriço de pessoas fugindo de países que sofrem quedas duradouras no emprego, de acordo com o documento.

João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, foi morto na segunda-feira (18), na comunidade do Complexo do Salgueiro. Foto: Arquivo Pessoal

Sistema ONU lamenta a morte do menino João Pedro e faz apelo pela vida da juventude negra

As agências do Sistema ONU se solidarizam com os familiares, amigas e amigos do estudante João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto na última segunda-feira (18), na comunidade do Complexo do Salgueiro, na cidade de São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro.

“Cada vida conta e a violência letal contra adolescentes e jovens não deve ser naturalizada, transformando-se em lamentável estatística.” Leia o comunicado completo.

Taís Araújo e Fórum Nacional das Mulheres Negras fazem live sobre violência doméstica na pandemia

Taís Araújo, defensora da ONU Mulheres Brasil para os Direitos das Mulheres Negras, conversará com Clátia Vieira, do Fórum Nacional de Mulheres Negras, nesta quinta-feira (21), às 19h, pela conta da atriz (@taisdeverdade) e de Clátia Vieira (@clatiavieira) no Instagram.

O bate-papo abordará a violência doméstica com foco na situação das mulheres negras, que são as que mais sofrem violência doméstica no Brasil. Segundo o Atlas da Violência de 2019, mais de 60% das mulheres assassinadas no país são negras.

60% das crianças em todo o mundo não estão recebendo educação, um nível nunca visto desde os anos 1980. Foto: PNUD Uruguai

COVID-19: Desenvolvimento Humano deve retroceder no mundo pela primeira vez desde 1990

O desenvolvimento humano global – medida combinada dos níveis mundiais de educação, saúde e padrão de vida – pode retroceder este ano pela primeira vez desde que o conceito foi desenvolvido, em 1990, alerta o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Quedas nos níveis fundamentais do desenvolvimento humano estão sendo sentidas na maioria dos países – ricos e pobres – em todas as regiões.

O número global de mortes causadas pela COVID-19 soma mais de 300 mil, ao passo que a renda per capita global neste ano deve cair 4%.

Valéria Rodrigues, presidenta do Instituto Nice, e Abigaill Santos, coordenadora do Programa Transcidadania, ao centro da foto, apoiam em 2019 a primeira capacitação do ACNUR sobre o atendimento à população refugiada e migrante trans e travesti. Foto: ACNUR

ACNUR e Prefeitura de SP lançam guia de atendimento à população trans e travesti refugiada e migrante

No marco do Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, comemorado globalmente no dia 17 de maio, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Prefeitura de São Paulo lançaram virtualmente na segunda-feira (18) um Protocolo Operacional Padrão (POP) que orienta o atendimento humanizado à população refugiada e migrante trans e travesti vivendo na capital paulista.

No atual contexto de pandemia causada pela COVID-19, as dificuldades existentes são agravadas e ocasionam demandas crescentes para o acesso à serviços de assistência social, incluindo acolhimento e recebimento de alimentos.

"Não conseguimos pagar o aluguel e fomos expulsos”, conta Orlando Martinez sobre os impactos econômicos enfrentados por ele e outros indígenas venezuelanos da etnia Warao em Belém (PA) durante a pandemia. ACNUR/Camila França

Coronavírus ameaça indígenas venezuelanos que buscam segurança no Brasil

Enquanto quase metade dos quase 5 mil refugiados indígenas venezuelanos que vivem no Brasil está em abrigos de Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Pacaraima (RR), muitos outros permanecem em situações de insalubridade, vivendo em moradias superlotadas – ou mesmo nas ruas – sem saneamento básico, o que dificulta a prevenção contra a infecção. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Projeto oferece cursos de capacitação para incluir no mercado de trabalho seguro pessoas em situação de vulnerabilidade. Foto: Jason Lowe/Cozinha&Voz.

OIT reforça missão de promover justiça social e trabalho decente para todas as pessoas

No Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, 17 de maio, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reforça sua missão de promover a justiça social e o trabalho decente para todas, todes e todos.

Uma importante iniciativa para a promoção da empregabilidade de pessoas em situação de exclusão socioeconômica, incluindo as pessoas transexuais, é o projeto Cozinha&Voz, que capacita profissionais como assistente de cozinha.

Lançado em 2018, o Cozinha&Voz faz parte de uma ampla ação de promoção do trabalho decente para pessoas em situação de vulnerabilidade, desenvolvida por OIT e Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da cozinheira Paola Carosella e da Casa Poema.

Sala de aula no campo de Kutupalong. Foto: UNICEF/Patrick Brown

VÍDEO: Coronavírus chega ao maior campo de refugiados do mundo, em Bangladesh

Agências humanitárias das Nações Unidas confirmaram o primeiro caso de COVID-19 no maior assentamento de refugiados do mundo, Kutapalong, em Bangladesh, que acolhe 860 mil pessoas da minoria rohingya que fugiram da perseguição em Mianmar, país vizinho.

Uma pessoa da comunidade de acolhimento também testou positivo. Os dois pacientes estão isolados, sendo tratados, e todos os seus contatos estão sendo rastreados, testados e colocados em isolamento.

Em entrevista à ONU News, a coordenadora de Gestão e Desenvolvimento de Campo da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Kerry McBroom, explicou os três maiores desafios atuais.

Rádio comunitária engaja refugiados e migrantes indígenas em Manaus

A pandemia do novo coronavírus é a principal pauta dos programas de rádios comunitárias, que ajudam a reforçar as medidas de prevenção divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e reportam o número de pessoas infectadas e óbitos. Também há espaço para músicas e assuntos diversos, como futebol e a vida de celebridades.

Esta é uma das estratégias da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para fortalecer a proteção das populações indígenas venezuelanas no Norte do país. Em parceria com o Instituto Mana e Secretaria Municipal da Mulher Assistência Social e Cidadania de Manaus (SEMASC), as rádios comunitárias nos dois abrigos compartilham informações confiáveis e atualizadas sobre a COVID-19. A ação conta com participação da organização Médico Sem Fronteiras (MSF).

Diversas empresas têm desenvolvido ações específicas para atrair pessoas trans para suas vagas, buscando, ao mesmo tempo,  sensibilizar seus funcionários para a importância desse acolhimento. Foto: Reprodução

ONU defende proteção e promoção de empregos para pessoas LGBTI+ em meio à pandemia

A marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia de COVID-19.

Como parte das celebrações do Dia Internacional contra a LGBTIfobia (17), a ONU Brasil reforça seu compromisso com a proteção dos direitos humanos das pessoas LGBTI+ e com a promoção do acesso dessas populações ao mercado de trabalho, através de empregos dignos e do respeito à diversidade.

É tempo de se afastar das pessoas para salvar a humanidade. Para aliviar o sofrimento e salvar vidas em meio à pandemia, a OMS está focada em cinco ações-chave

VÍDEO: Cinco coisas que a OMS está fazendo contra o coronavírus

Em maio, o mundo já tinha confirmado mais de 4 milhões de casos de COVID-19, com uma perda de mais de quase 300 mil vidas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Mas esses não são apenas números – todos os casos são mães, pais, filhos, filhas, irmãos, irmãs ou amigos”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da agência.

É tempo de se afastar das pessoas para salvar a humanidade. Para aliviar o sofrimento e salvar vidas em meio à pandemia, a OMS está focada em cinco ações-chave; saiba aqui quais são.

Horário de visita na prisão de Ngaragba, em Bangui, República Centro-Africana, durante a pandemia de COVID-19. Foto: MINUSCA

ONU: governos devem tomar todas as medidas para proteger saúde de pessoas privadas de liberdade

Chefes de agências da ONU destacaram na quarta-feira (13) a maior vulnerabilidade à COVID-19 de pessoas privadas de liberdade, pedindo aos governos que tomem “todas as medidas adequadas de saúde pública” para mantê-las protegidas de doenças mortais.

Eles também pressionaram pela libertação de detentos não violentos, bem como daqueles com doenças pré-existentes e idosos, e advogaram por maior higiene para impedir ou limitar a disseminação do novo coronavírus nas prisões.

Ação social de CBF e UNESCO apoia crianças em situação de vulnerabilidade

Implementado há pouco mais de um ano, o projeto Gol do Brasil, ação social da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) voltada para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos em situação de vulnerabilidade, acaba de ganhar um reforço: a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Na última segunda-feira (12), as duas instituições celebraram o acordo de cooperação, em uma reunião realizada por meio de videoconferência.

Fotos: ONU/Rick Bajornas

Chefe da ONU apela à ‘humanidade comum’ em todas as religiões para combater coronavírus

Nossa vulnerabilidade compartilhada diante da pandemia de coronavírus revela “nossa humanidade comum”, disse o chefe da ONU na terça-feira (12), durante uma reunião online com líderes religiosos sobre o importante papel que eles podem desempenhar na limitação dos danos causados ​​pela COVID-19.

Reunido com líderes das religiões judaica, cristã e muçulmana, o chefe da ONU citou crises de saúde pública anteriores, incluindo HIV/AIDS e ebola, observando como a liderança espiritual foi positiva em termos de valores, atitudes e ações da comunidade.

Vídeo foi produzido em parceria com a Rede Globo. Foto: Reprodução

Campanha discute necessidade de eliminar expressões racistas do vocabulário popular

Nesta semana, o Brasil lembra os 132 anos da abolição da escravatura, ocorrida em 13 de maio de 1888. A data é uma oportunidade de revisitar as cicatrizes deixadas pela escravidão, ainda sentidas na sociedade atual: racismo, discriminação e iniquidades.

A Rede Globo começa a veicular nesta quarta-feira (13) um vídeo produzido em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) que reflete sobre o racismo a partir de frases do cotidiano.

Desde o surgimento da COVID-19, refugiados e migrantes da Venezuela agora enfrentam uma miríade de desafios, incluindo a perda de meios de subsistência, despejos e o aumento da estigmatização. Foto: OIM Brasil/Bruno Mancinelle

Organizações buscam apoio urgente a refugiados e migrantes da Venezuela em meio à pandemia

Com a pandemia da COVID-19 ameaçando a segurança e o futuro de milhões de refugiados e migrantes da Venezuela e de suas comunidades anfitriãs, mais de 150 organizações que trabalham em 17 países da América Latina e no Caribe estão apelando à comunidade internacional para um aumento urgente de apoio.

“O coronavírus está pressionando nossas sociedades de maneiras que nunca poderíamos imaginar. Para os refugiados e migrantes venezuelanos, a pandemia os expõe a dificuldades ainda maiores, já que muitos estão lutando para sobreviver fora de casa”, disse Eduardo Stein, representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes da Venezuela.

Foto: OIM

OIM e DPU mapeiam rede de assistência jurídica a migrantes no Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU), apresentou na segunda-feira (11) um mapeamento sobre a rede de assistência jurídica aos migrantes vulneráveis no Brasil.

A ação ocorreu durante oficina online promovida por parceiros, que contou com 27 organizações. Elas comporão uma rede de trabalho conjunto para fortalecer a assistência jurídica aos migrantes.

Isolamento social provocado pela pandemia piora desigualdades de gênero. Foto: AGECOM/Ronaldo Silva

COVID-19: especialistas discutem ações efetivas para enfrentamento da violência contra a mulher

Para a representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Junia Quiroga, a pandemia de COVID-19 acirra as desigualdades de gênero. “Sabemos que os surtos de doenças afetam mulheres e homens de maneiras diferentes, e as pandemias tornam mais agudas as condições que determinam desigualdades desfavoráveis a mulheres e meninas.”

“Com a suspensão de serviços ou maior dificuldade de acesso de estruturas institucionais e comunitárias que protegem mulheres e meninas, medidas de proteção específicas devem ser implementadas”, disse.

Refugiados fazem máscaras faciais para ajudar na crise da COVID-19

Com o avanço da pandemia da COVID-19, medidas básicas de proteção se tornam regra para tentar diminuir a curva de contaminação da doença. Uma delas é o uso de máscaras de proteção quando há necessidade de sair em público ou ao interagir com outras pessoas além daquelas que vivem juntas, rotina muito comum na vida de quem está acolhido em algum abrigo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil e no mundo.

Maombi Samil, refugiado de 24 anos da República Democrática do Congo, percebeu uma oportunidade de reinventar suas habilidades. “Eu queria usar meu talento e tecidos disponíveis na comunidade para mostrar que nós, refugiados, também podemos contribuir para o combate à pandemia, não apenas contar com assistência”. Conheça a história de Maombi e de outros refugiados que estão ajudando na crise do novo coronavírus.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante reunião no Conselho de Segurança. Foto: ONU

UNODC abre chamada para Modelo Nações Unidas online em português

Diante da pandemia global da COVID-19 e do consequente distanciamento social recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e autoridades locais, a iniciativa Educação para a Justiça (E4J), do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), abre processo de candidatura para o I UNODC e-MUN– primeiro Modelo das Nações Unidas virtual e de alcance internacional. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de maio.

Secretário-geral da ONU homenageia vítimas da segunda guerra mundial

Secretário-geral da ONU homenageia vítimas da segunda guerra mundial; vídeo

Em mensagem para o momento de lembrança e reconciliação para aqueles que perderam suas vidas durante a Segunda Guerra Mundial – marcado anualmente em 8 e 9 de maio –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prestou uma homenagem aos milhões de pessoas que perderam a vida no conflito encerrado há 75 anos.

“Nunca devemos esquecer o Holocausto e os outros crimes graves e horrendos cometidos pelos nazistas. A vitória sobre o fascismo e a tirania em maio de 1945 marcou o início de uma nova era”, destacou Guterres.

António Guterres disse que o mundo precisa agir imediatamente para “fortalecer a imunidade das nossas sociedades contra o vírus do ódio”. Foto: Dimitri Karastelev via Unsplash

ONU: ‘Devemos agir para fortalecer a imunidade das sociedades contra o vírus do ódio’

“Para a COVID-19 não interessa quem somos, onde vivemos, em que acreditamos ou qualquer outra diferença.”

Foi assim que o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, iniciou sua mensagem em vídeo em que pede solidariedade para lidar com o que classificou de “tsunami de ódio e de xenofobia, de bodes expiatórios e de disseminação do medo” em meio à pandemia.

No vídeo, divulgado nesta sexta-feira (8), Guterres alertou que o sentimento de xenofobia – a aversão a pessoas de outras nacionalidades, culturas, etnias ou credos – aumentou na internet e nas ruas nos últimos meses.

Guterres disse que o mundo precisa agir imediatamente para “fortalecer a imunidade das nossas sociedades contra o vírus do ódio”. Acesse aqui a mensagem.

As medidas dos governos para combater a pandemia da COVID-19 afetaram todos os aspectos dos mercados de drogas ilegais, da produção e do tráfico ao consumo. Foto: UNODC/ Ioulia Kondratovitch

Medidas contra COVID-19 provocam alta dos preços de drogas ilícitas no mundo

Medidas dos governos no mundo todo para conter a pandemia da COVID-19 levaram à interrupção generalizada das rotas de tráfico de drogas ilegais, principalmente por via aérea e terrestre, elevando alguns preços, de acordo com um novo relatório da ONU publicado na quinta-feira (7).

O relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) disse haver indicações de escassez de cocaína fora dos países produtores. Dados dos Estados Unidos indicaram escassez de cocaína nas ruas e informações do Brasil indicaram aumentos nos preços no atacado devido à falta de produtos traficados da Colômbia ou do Peru, segundo o documento.

COVID-19: UNODC alerta sobre maiores riscos para as vítimas de tráfico de pessoas

As medidas para conter a propagação do coronavírus estão expondo as vítimas de tráfico de pessoas a uma maior exploração e limitando seu acesso a serviços essenciais.

Nova análise feita pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) mostra como os bloqueios, restrições de viagem, limitações de trabalho e cortes de recursos estão tendo um impacto negativo e muitas vezes perigoso na vida dessas pessoas já vulneráveis.

Juliana Paes e Think Olga fazem ‘live’ sobre violência contra mulheres e uso da robô Isa.bot

A defensora da ONU Mulheres Brasil para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres, Juliana Paes, e a diretora da organização Think Olga, Maíra Liguori, participam, nesta sexta-feira (8), a partir das 19h30, da live “Violência Doméstica em tempos de pandemia”.

A conversa será transmitida pelos perfis @julianapaes e @think_olga no Instagram e terá duração estimada de 30 minutos.

Menina no campo de deslocados internos Khair Al-Sham, na Síria. Foto: OCHA

COVID-19: ONU e parceiros lançam apelo de US$6,7 bi para ajudar países mais vulneráveis

O Plano Global de Resposta Humanitária de 6,7 bilhões de dólares exige ações rápidas e determinadas para evitar os efeitos mais debilitantes da pandemia em 63 países de baixa e média renda.

Embora a maioria desses países tenha um baixo número de casos de COVID-19 até agora, sua vigilância, exames laboratoriais e sistemas de saúde são fracos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foto: CCJ/MA

CNJ publica manuais sobre alternativas penais e atenção a egressos do sistema penitenciário

Para apoiar a difusão de conhecimento técnico voltado aos desafios no campo penal, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou novas versões do Manual de Gestão de Alternativas Penais e da Política Nacional de Atenção às Pessoas Egressas.

Os documentos são resultado de consultorias promovidas pelo Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A publicação desse material pelo CNJ decorre das ações do programa Justiça Presente, que desde 2019 reúne as três instituições para enfrentar problemas estruturais no sistema prisional e no sistema socioeducativo do país.

Em 2019, ocorreram mais de 700 exibições de 32 filmes selecionados em 108 países, com uma audiência global de cerca de 60 mil pessoas. Foto: OIM

OIM abre inscrições para festival internacional de cinema sobre migrações

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) abriu inscrições para o Festival Global de Cinema sobre Migração. O evento de 2020 ocorre de 28 de novembro a 18 de dezembro e é a principal iniciativa cultural do mundo sobre o tema. O prazo para envio dos filmes é dia 21 de junho de 2020.

Em 2019, ocorreram mais de 700 exibições de 32 filmes selecionados em 108 países, com uma audiência global de cerca de 60 mil pessoas.

O objetivo do Festival é preparar o caminho para uma discussão maior sobre um dos maiores fenômenos do nosso tempo: a migração; saiba como enviar sua produção.

Presídio de Águas Lindas, em Goiás, em 2009. Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

ONU alerta para condições precárias nas prisões das Américas em meio à pandemia; cita Brasil

As condições em muitas prisões da região das Américas são profundamente preocupantes. Problemas estruturais preexistentes, como superlotação crônica e péssimas condições de higiene, juntamente com a falta de acesso adequado aos cuidados de saúde, permitiram a rápida disseminação da COVID-19 em muitas instalações.

O alerta foi feito pelo porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, em comunicado publicado na terça-feira (5).

“As condições nos centros de detenção e prisões e o tratamento dos detidos devem ser monitorados regularmente por órgãos independentes, e os prisioneiros que adoecem devem ser colocados em isolamento não punitivo ou quarentena em instalações onde possam receber cuidados médicos adequados.”

Conheça a história de mães refugiadas que fizeram o impossível pelos filhos

Elas cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Conheça a história de Christine, Opani, Maysaa, Jorina e Annabel. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Atletas com deficiências jogam basquete no Sudão do Sul em 2012. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Resposta à COVID-19 deve incluir pessoas com deficiência, diz relatório da ONU

A pandemia da COVID-19 está intensificando as desigualdades vivenciadas por 1 bilhão de pessoas com deficiência do mundo, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, ao lançar um relatório nesta quarta-feira (6) que pede que a recuperação e a resposta à crise incluam pessoas com deficiência.

Mesmo em circunstâncias normais, é menos provável que as pessoas com deficiência tenham acesso a oportunidades de educação, saúde e renda ou participem de suas comunidades, de acordo com Guterres.

Elas também são mais propensas a viver na pobreza e a sofrer taxas mais altas de violência, negligência e abuso. “A pandemia está intensificando essas desigualdades – e produzindo novas ameaças”, revelou.

Empreendedores refugiados se beneficiarão de informações sobre microcrédito por meio de acordo firmado entre ACNUR e ABCRED. Foto: Arquivo pessoal/Duchelier Mahonza Kinkani

ACNUR firma acordo para promover informações sobre microcrédito a refugiados empreendedores no Brasil

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (ABCRED) firmaram em abril (14) um acordo de cooperação que busca prover informações sobre o acesso ao microcrédito e microfinanças a refugiados que já são empreendedores ou que queiram abrir seu próprio negócio no Brasil.

A parceria é firmada em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus, na qual pequenos e médios empreendedores estão tendo dificuldades para manter seus negócios em funcionamento.

Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Tribunais debatem enfrentamento da COVID-19 em contextos de privação de liberdade

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza este mês, em parceria com agências das Nações Unidas, uma série de reuniões virtuais com magistrados da área carcerária e do sistema socioeducativo do Judiciário.

Os representantes dos tribunais discutem ações coordenadas para um posicionamento efetivo e uniforme do Judiciário diante do desafio do novo coronavírus para o sistema prisional e socioeducativo.

Uma das propostas da reunião será o fortalecimento dos fluxos de coleta de informação no Judiciário para o acompanhamento e fiscalização de medidas e monitoramento de casos de COVID-19 no sistema prisional.

Jean Pierre-Lacroix, chefe das Operações de Paz da Nações Unidas, em viagem oficial ao Mali. Foto: MINUSMA

ARTIGO: As Forças de Paz da ONU devem manter o curso

Em artigo, o subsecretário-geral do Departamento de Apoio Operacional da ONU e o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas afirmam que quando o vírus da COVID-19 se espalhar ainda mais em países já enfraquecidos pela guerra e pela pobreza, ele não apenas ameaçará a vida de milhares de pessoas, mas também poderá pender a frágil balança da paz de volta para o conflito e o desespero.

“Para essas comunidades, os riscos não poderiam ser maiores e a importância do apoio da ONU nunca foi tão grande.” Leia o artigo completo.