Membro da tribo Tariana, na região amazônica do Brasil. Foto: Julio Pantoja/Banco Mundial

Dez anos após declaração internacional, indígenas sofrem exclusão, desrespeito e assassinatos

Em seu décimo aniversário, a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas enfrenta sérios obstáculos para proteger populações tradicionais em todo o mundo.

Segundo a relatora especial da ONU para os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, a expansão das indústrias extrativistas, do agronegócio e dos ‘megaprojetos’ de desenvolvimento e infraestrutura que invadem as reservas ainda permanecem como as principais ameaças para a maioria dos povos indígenas.

Crianças se alimentam em uma escola no Timor-Leste, com refeições fornecidas pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU, PMA, e o Ministério da Educação do país asiático. Foto: ONU/Martine Perret

Na ONU, países reafirmam compromisso com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Reunidos em Nova Iorque, líderes de mais de 70 países se reuniram no Fórum Político de Alto Nível da ONU para debater os progressos e desafios da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

Relatório do secretário-geral da organização sobre os progressos realizados em prol dos ODS mostrou que, apesar de o progresso global ter sido evidente em muitos casos, foi desigual nos países e regiões. Além disso, os avanços foram considerados insuficientes em diversos objetivos.

Foto: UNIFIL/Pasqual Gorriz

VÍDEO: Conheça a Força-Tarefa Marítima da Missão da ONU no Líbano

Em 2006, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou a resolução 1701 para promover a paz e a estabilidade no sul do Líbano.

As Forças Armadas Libanesas têm a responsabilidade primária de garantir a segurança na área, enquanto a Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) – comandada pela Marinha do Brasil desde 2011 – opera em apoio às forças libanesas. Conheça os detalhes nesse vídeo da ONU.

Rua movimentada de Cabul, a capital do Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin

No Afeganistão, ataques suicidas continuam causando ‘danos extremos’ a civis

Um relatório da ONU divulgado nesta semana (17) aponta que os números de civis mortos ou feridos no conflito do Afeganistão continuam aterrorizantes por conta do aumento de ataques suicidas realizados por forças opositoras ao governo. Cerca de 40% das fatalidades ocorridas nos primeiros 6 meses de 2017 foram causadas pelos grupos opositores.

Dados da ONU mostram que, desde 2009, mais de 26,5 mil civis foram mortos e pouco menos de 49 mil foram feridos no conflito.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura. Foto: ONU/Violaine Martin

Rodada de negociações sobre Síria termina com ‘crescente progresso’, afirma enviado da ONU

Enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou que a última rodada de negociações sobre o país do Oriente Médio terminou com “crescente progresso”.

“Fizemos, assim como esperávamos, maior progresso. Sem avanços, sem interrupções, sem desistências”, disse Staffan de Mistura em uma coletiva de imprensa, seguida da conclusão da rodada de negociações facilitadas pela ONU com o objetivo de pôr fim ao conflito de seis anos na Síria.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Violaine Martin

Acordo nuclear do Irã é ‘conquista da diplomacia multilateral’ e deve resistir a transições, diz chefe da ONU

Para marcar os dois anos de assinatura do acordo nuclear do Irã, firmado em 14 de julho de 2015, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou no último sábado (15) os esforços do país para implementar os compromissos assumidos no âmbito do tratado. O dirigente máximo das Nações Unidas defendeu que os Estados-membros que integram a negociação devem continuar dando apoio ao mecanismo.

Foto: GrahamPics1/Flickr/CC

Especialistas da ONU pedem libertação imediata de ativistas presos na Turquia

Grupo de especialistas independentes em direitos humanos das Nações Unidas pediu que governo turco liberte imediatamente nove ativistas e outros dois instrutores, interrogados por suposto envolvimento em um grupo terrorista.

Dez dos detidos, incluindo a diretora da ONG Anistia Internacional na Turquia, Idil Eser, participavam de um workshop para defensores dos direitos humanos no início de julho quando foram presos.

Crianças aguardando a refeição em uma escola em Bandarero, no norte do Quênia. Foto: OCHA/Daniel Pfister

Relatório da ONU pede ‘esforços acelerados’ para alcançar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Se o mundo quiser erradicar a pobreza, enfrentar as mudanças climáticas e construir sociedades pacíficas e inclusivas para todos até 2030, são necessários mais esforços para acelerar o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A informação consta em um relatório das Nações Unidas apresentado nessa segunda-feira (17) pelo secretário-geral da organização, António Guterres.

Relatores da ONU pedem que Israel reconsidere acusações contra ativista palestino

Expressando preocupação com a retomada de acusações, algumas muito antigas, contra o ativista de direitos humanos palestino Issa Amro, dois relatores independentes das Nações Unidas pediram que Israel siga estritamente as leis internacionais.

“Segundo as informações que nos foram disponibilizadas, muitas das acusações contra (Issa) Amro parecem ser direcionadas ao seu direito garantido por lei de protestar pacificamente contra a ocupação quinquagenária israelense”, disseram Michael Lynk e Michel Forst.

A Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não são apenas itens de uma lista. Representam uma abordagem holística para a compreensão e a resolução de problemas da atualidade, ao nos orientar a fazer as perguntas certas no momento certo. Precisamos considerar vários desafios para descobrir como eles se conectam e se impactam. Mas como isso funciona? Confira neste vídeo do Centro de Conhecimento para o Desenvolvimento Sustentável do UNSSC, a instituição de ensino dos funcionários da ONU, em parceria com a Fundação Simpleshow.

VÍDEO: Compreendendo as dimensões do desenvolvimento sustentável

A Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável não são apenas itens de uma lista. Representam uma abordagem holística para a compreensão e a resolução de problemas da atualidade, ao nos orientar a fazer as perguntas certas no momento certo.

Precisamos considerar vários desafios para descobrir como eles se conectam e se impactam. Mas como isso funciona? Confira neste vídeo do Centro de Conhecimento para o Desenvolvimento Sustentável do UNSSC, a instituição de ensino dos funcionários da ONU, em parceria com a Fundação Simpleshow.

Iêmen enfrenta guerra, escassez de alimentos e água e surto de cólera. Foto: OMSIêmen enfrenta guerra, escassez de alimentos e água e surto de cólera. Foto: OMS

Dirigentes da ONU pedem a lideranças políticas do Iêmen que busquem a paz

Em pronunciamento no Conselho de Segurança sobre a conjuntura no Iêmen, dirigentes da ONU cobraram nesta semana (10) que lideranças políticas locais ouçam os apelos da sociedade civil por paz. O país vive uma crise humanitária descrita como o “resultado direito” do conflito civil que debilitou o acesso a serviços básicos. Atualmente, mais de 20 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária e 7 milhões correm risco de passar fome.

Rabah Mahmoud Ali (à direita) e sua família ao lado de fora da casa destruída no leste de Mossul, no Iraque. Foto: ACNUR/Caroline Gluck.

Em meio a ruínas da guerra em Mossul, moradores começam a reconstruir suas vidas

No ano passado, enquanto a batalha de Mossul, no Iraque, devastava tudo ao seu redor, Rabah Mahmoud Ali e sua família foram expulsos de casa por militantes armados. Depois que as forças iraquianas retomaram o controle da cidade, eles retornaram e se defrontaram com uma triste realidade: o telhado e o primeiro piso de sua casa haviam sido danificados por bombas, seus pertences saqueados e todas as vidraças estavam quebradas. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Protesto ocorrido no início de 2014 na Venezuela. Foto: EBC

ONU pede diálogo urgente entre governo e oposição na Venezuela

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta sexta-feira (14) que um diálogo nacional entre governo e oposição é urgentemente necessário na Venezuela para atingir dois importantes objetivos: erradicação da violência, abusos e fanatismo; e a preservação de um pacto constitucional consensual.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) também pediu nesta sexta-feira (14) que autoridades venezuelanas respeitem o desejo daqueles que desejarem participar do plebiscito convocado pela oposição no domingo (16) e garantam o direito à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica.

O alto-comissário do ACNUR, Filippo Grandi, se encontra com Masoota Hatu, de 55 anos. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Alto-comissário da ONU para refugiados encoraja reconciliação entre comunidades de Mianmar

Em outubro de 2016, cerca de 20 mil pessoas foram deslocadas nos arredores de Maungdaw, em Mianmar, em uma operação de segurança organizada em resposta a diversos ataques a postos de fronteira. Também no mesmo país, na região de Sittwe, 120 mil indivíduos ainda moram em campos para deslocados internos. Esse contingente teve de deixar seus lares durante uma onda de violência cujo estopim foi em 2012.

Malala conversa com Anwar Ahmad Ayesh sobre suas experiências. Foto: ACNUR/Cengiz Yar

Malala alerta para necessidade de investimento em educação nos países em conflito

Durante sua primeira visita à região do Curdistão no Iraque na terça-feira (11), a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai fez um apelo aos líderes mundiais para que invistam na educação das crianças que vivem em países atingidos por conflitos.

“A educação não pode ser deixada de lado. Especialmente em países que estão enfrentando conflitos. A educação é um direito humano básico. Todos os líderes globais provêm educação às suas crianças, então, precisamos provê-la a essas crianças também”, disse a Mensageira da Paz da ONU, durante visita a campo de deslocados iraquianos. O relato foi feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Foto: Liu Xia

ONU lamenta morte de ativista perseguido por autoridades da China

O chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Zeid Ra’ad Al Hussein, expressou nesta terça-feira (13) “profunda tristeza” com a notícia de que o chinês Liu Xiaobo, um ativista pela democracia no país asiático, morreu aos 61 anos.

“O movimento dos direitos humanos na China e em todo o mundo perdeu um campeão de princípios, alguém que dedicou sua vida a defender e promover os direitos humanos, de forma pacífica e consistente, e que foi encarcerado por defender suas crenças”, disse Zeid sobre o ativista ganhador do Nobel da Paz.

Menina palestina dentro da casa parcialmente destruída de sua família, olha a destruição no bairro de Shejaiya, em Gaza. Foto: UNICEF

Condições de vida em Gaza estão ‘cada vez mais deploráveis’, alerta ONU

Dez anos após a ocupação do Hamas na Faixa de Gaza, as condições de vida de 2 milhões de pessoas no enclave palestino têm se deteriorado ainda mais rápido do que a previsão feita em 2012. À época, um documento da ONU afirmara que o território se tornaria “inabitável” até 2020.

As informações são do relatório “Gaza – 10 anos depois”, divulgado pelas Nações Unidas nesta semana.

Um menino caminha em um banco de areia em torno de um campo de refugiados em M'bera, na Mauritânia. Foto: UNICEF / Dragaj

ONU alerta para recorde de deslocamento forçado de crianças na África Ocidental e Central

Com mais de 7 milhões de crianças na África Ocidental e Central arrancadas de suas casas todos os anos devido à violência, à pobreza e às mudanças climáticas – e com projeções de que esse número continuará a aumentar –, o UNICEF pediu mais esforços para garantir que as crianças migrantes e deslocadas sejam protegidas da exploração e do abuso. A agência da ONU observou que quase um terço desse número permaneceu na África Subsaariana, e menos de uma em cada cinco foi para a Europa.

Em 1995, um soldado do governo lê os nomes de soldados sobreviventes ou que conseguiram fugir de Srebrenica. Foto: UNICEF/LeMoyne

Srebrenica 22 anos depois: ONU pede reconhecimento de genocídio e garantia de não repetição

No vigésimo segundo aniversário do massacre de Srebrenica – a maior atrocidade em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou todos a “olhar com honestidade” para o passado, reconhecendo os crimes e a falta de ação que permitiu esses crimes ocorressem. Ele também pediu a garantia de que tais atrocidades nunca mais se repitam. A data é lembrada no dia 11 de julho.