Criança sul-sudanesa atrás de soldados da Gâmbia que integram a Missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS). Foto tirada num acampamento improvisado próximo à base da operação das Nações Unidas, em Leer, onde cerca de 2 mil pessoas buscaram abrigo devido a conflitos armados recentes. Foto: UNMISS/Eric Kanalstein

Conselho de Segurança aprova embargo de armas contra Sudão do Sul

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na sexta-feira (13) um embargo de armas contra o Sudão do Sul. Com vigência até 31 de maio do próximo ano, a medida obriga todos os países da ONU a impedir a entrada de armamentos no país africano, incluindo munição, veículos, equipamentos militares e paramilitares. Decisão do organismo não foi unânime, com seis abstenções, incluindo da China e Rússia.

Debora Diniz é internacionalmente reconhecida por seu trabalho e ativismo em questões relacionadas à saúde e direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Foto: TV Brasil

ONU repudia ameaças à pesquisadora e defensora dos direitos humanos Debora Diniz

O Sistema das Nações Unidas no Brasil expressa a sua preocupação e repudia as manifestações de ódio e ameaças direcionadas à pesquisadora e professora da Universidade de Brasília (UnB), Debora Diniz. Ativista de longa data pela saúde pública e universal, é internacionalmente reconhecida por seu trabalho e ativismo em questões relacionadas à saúde e direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Assento vago pelos Estados Unidos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Islândia ocupa lugar deixado pelos EUA no Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Islândia foi pela primeira vez eleita para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, preenchendo a vaga deixada pelos Estados Unidos, que se retirou no mês passado citando suposto viés político do órgão.

A Islândia não herda responsabilidades dos EUA, o que levanta questões sobre ações futuras em temas fundamentais de direitos humanos promovidos especificamente por Washington, como Sudão, Sudão do Sul e direito à liberdade de expressão.

Louise Arbour (esquerda), representante especial do secretário-geral da ONU para a migração internacional; a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed (centro), e o presidente da 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajčák, (direita), participam de evento especial para aprovação do texto do pacto global para a migração. Foto: ONU/Mark Garten

Estados-membros da ONU aprovam primeiro pacto global sobre migração

Pela primeira vez, os Estados-membros das Nações Unidas concordaram com um Pacto Global abrangente para gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Depois de mais de um ano de discussões e consultas entre Estados-membros, autoridades locais, sociedade civil e migrantes, o texto do Pacto Global por uma Migração Ordenada, Regular e Segura foi finalizado nesta sexta-feira (13).

Brigada trabalha para limpar as ruas de Porto Príncipe, no Haiti, após três dias de protestos violentos. Foto: MINUJUSTH/Leonora Baumann

Conselho de Segurança da ONU pede calma após protestos violentos no Haiti

Embora reconheça o direito à reunião pacífica, o Conselho de Segurança da ONU condenou veementemente na quinta-feira (12) a recente violência no Haiti, desencadeada por protestos contra um anúncio feito na semana passada pelo governo de aumento de até 50% dos preços dos combustíveis.

A proposta de aumento provocou saques generalizados na capital, Porto Príncipe, e em outras cidades durante o fim de semana, quando ao menos três pessoas morreram.

“Nunca poderíamos imaginar que eles sequestrariam nossos filhos”, diz Faiza (no centro, de saia vermelha), sentada com outras mães que tiveram suas crianças raptadas. “Eles devem estar mortos agora”. Foto: ACNUR/Colin Delfosse

Mães de crianças desaparecidas quebram silêncio na República Democrática do Congo

“Os rebeldes invadem as nossas aldeias, levam nossos filhos e desaparecem com eles”, conta Augustine. “Eles estupram as meninas e as cortam em pequenos pedaços com facões.”

Há seis anos, a congolesa não vê sua filha. No província de Tanganyika, na República Democrática do Congo, a história se soma a de outras mães que tiveram seus filhos raptados. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Centenas de refugiados e migrantes a bordo de um barco de pesca momentos antes de serem resgatados pela Marinha italiana, como parte de sua operação Mare Nostrum, de junho de 2014. Foto: Marinha italiana/Massimo Sestini

Chefe da ONU diz que migração não é crime e cobra apoio a novo pacto global

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta quinta-feira (12), em Nova Iorque, que migrar não é crime e sim, um “motor de crescimento” das economias de todo o mundo. Em coletiva de imprensa, o chefe da Organização pediu apoio da comunidade internacional ao novo pacto global sobre migração segura, ordenada e regular. Amanhã (13), o documento será avaliado para aprovação pela Assembleia Geral.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ARTIGO: os rohingya são vítima de limpeza étnica; o mundo está falhando

Em artigo publicado no jornal The Washington Post, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fala sobre os relatos assustadores que ouviu este mês em Bangladesh por parte de refugiados rohingya, que fugiram da violência generalizada no estado de Rakhine, em Mianmar.

“Os abusos sistemáticos dos direitos humanos pelas forças de segurança em Mianmar no ano passado foram projetados para incutir terror na população rohingya, deixando-a com uma escolha terrível — ficar, temendo a morte, ou deixar tudo para sobreviver”, disse Guterres. Leia o artigo completo.

Programado para os próximos quatro anos, o plano tem 58 metas destinadas à prevenção e à repressão desse crime no território nacional, assim como responsabilização dos autores e atenção às vítimas. Foto: UNODC

Novo plano nacional visa reforçar ações de combate ao tráfico de pessoas no Brasil

Com o objetivo de aperfeiçoar e reforçar as ações de combate ao tráfico de pessoas, foi lançado no Ministério da Justiça, em Brasília (DF), na semana passada (5), o 3º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Programado para os próximos quatro anos, o plano tem 58 metas destinadas à prevenção e à repressão desse crime no território nacional, assim como responsabilização dos autores e atenção às vítimas.

O evento de lançamento teve a presença de representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes no Brasil (UNODC).

Marta, jogadora de futebol. Foto: PNUD

ONU Mulheres anuncia jogadora Marta como embaixadora global da Boa Vontade

A ONU Mulheres anunciou nesta quinta-feira (12) a nomeação da renomada jogadora de futebol brasileira Marta Vieira da Silva como Embaixadora da Boa Vontade para mulheres e meninas no esporte.

Marta dedicará seus esforços a apoiar o trabalho pela igualdade de gênero e empoderamento em todo o mundo, inspirando mulheres e meninas a desafiar estereótipos, superar barreiras e seguir seus sonhos e ambições, inclusive no esporte.

Maurizio Giuliano, diretor do UNIC Rio, participa de simulação em Pernambuco sobre o funcionamento da ONU com estudantes e graduandos. Foto: PEMUN

Simulação de reuniões da ONU é realizada pela primeira vez no estado de Pernambuco

Foi realizado no fim de junho (27), na Escola de Inovação e Políticas Públicas da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife (PE), a primeira edição no estado do Modelo da Organização das Nações Unidas, ou MONU, simulação realizada por estudantes do ensino secundário ou universitários para simular o funcionamento da ONU e, assim, desenvolverem suas habilidades de falar em público.

“É excelente ver que estudantes tão variados em termos de gênero, idade e etnias, estão entusiasmados com o trabalho da ONU”, disse o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano.

O evento de encerramento ocorreu no Museu de Imagem e Som (MIS) em São Paulo. Foto: Léu Britto.

Como as empresas brasileiras podem apoiar a agenda LGBTI?

“Parem de nos matar e comecem a nos contratar” é o lema do filme TRAN$RICO, do diretor Ariel Nobre, exibido durante o encerramento da Mostra TransDocumenta na segunda-feira (9), em São Paulo. Ao trazer à tona o universo trans e seus desafios, o evento mostrou a importância de estimular a inclusão de pessoas LGBTI no mercado de trabalho do país que mais mata pessoas trans no mundo em números absolutos.

A Rede Brasil do Pacto Global da ONU lembra que as empresas brasileiras podem ajudar a agenda LGBTI apoiando e participando de iniciativas que traçam como meta o fim da discriminação. São a partir de ações simples e conscientes que pessoas trans podem se sentir menos marginalizadas, tanto social quanto profissionalmente.

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

Rede de Juventude Indígena reúne lideranças em Brasília para fortalecer diálogo

A Rede de Juventude Indígena (REJUIND) reúne até quinta-feira (12), em Brasília (DF), lideranças indígenas e apoiadores das cinco regiões do Brasil e de países da América Latina para o encontro nacional dos colaboradores da rede.

O objetivo é fazer uma avaliação da trajetória de dez anos da entidade e pensar estratégias para o futuro. A atividade tem o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a partir de um projeto voltado para o fortalecimento institucional da REJUIND.

Região de Afar, na Etiópia, na fronteira com a vizinha Eritreia. Imagem de fevereiro de 2018. Foto: UNICEF/Mulugeta Ayene

ONU celebra declaração de paz entre Eritreia e Etiópia

O Conselho de Segurança da ONU celebrou nesta semana (10) a “histórica” declaração de paz anunciada pela Eritreia e Etiópia, que não mantinham relações diplomáticas há duas décadas. Na segunda-feira (9), o primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed e o presidente eritreu Isaias Afwerki assinaram um documento que prevê ainda a reabertura do espaço aéreo entre os dois países e a criação de embaixadas, segundo a imprensa internacional.

Homem próximo a sua casa destruída em Baga, estado de Borno, na Nigéria, após os intensos combates entre as forças militares da Nigéria, Níger e Chade e o Boko Haram. Foto: IRIN/Aminu Abubakar

Chefe da ONU diz que combate ao terrorismo na África traz proteção para cidadãos de todo mundo

Em Adis Abeba, na Etiópia, para a conferência anual da ONU e da União Africana, o secretário-geral António Guterres cobrou na segunda-feira (9) mais apoio da comunidade internacional para a África, sobretudo nas áreas de combate ao terrorismo. Dirigente lembrou que a ascensão de grupos armados, como o Boko Haram, trouxe desafios de segurança que não podem ser enfrentados com abordagens tradicionais de promoção da paz.

Em Atenas, Grécia, uma mulher carrega uma caixa, enquanto refugiados e migrantes fazem fila perto de contentores no campo de refugiados Skaramagas. Foto: UNICEF / Gripiotis

Estados usam leis de migração para justificar políticas racistas, diz especialista da ONU

A relatora especial das Nações Unidas, Tendayi Achiume, afirmou na semana passada (2), em Genebra, que muitos políticos e partidos constantemente aproveitam o descontentamento econômico e os medos relacionados à segurança pública para promover ideologias racistas e xenofóbicas contra estrangeiros, povos indígenas e minorias sociais.

No relatório apresentado ao Conselho de Segurança, Achiume chama alguns Estados e atores dentro do Sistema das Nações Unidas de “corajosos” por terem condenado publicamente a xenofobia.

“No entanto, na maioria dos casos de racismo, nacionalismo étnico e xenofobia, muitos Estados permanecem em silêncio”, criticou a especialista, acrescentando que o silêncio de alguns países equivale à cumplicidade.

O objetivo do encontro foi discutir pesquisas realizadas pelos grupos de trabalho da rede e revisar problemas e sucessos das últimas operações de paz da ONU. Foto: UNIC Rio/Gael Moraes

Encontro no Rio discute conquistas e desafios de operações de paz da ONU

O II Encontro Anual da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Operações de Paz (REBRAPAZ) reuniu na quinta-feira (5) profissionais e pesquisadores civis e militares, generais do exército, diplomatas e membros de organizações da sociedade civil na Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME), no Rio de Janeiro.

O objetivo foi discutir pesquisas realizadas pelos grupos de trabalho da rede e revisar problemas e sucessos das últimas operações de paz da ONU, especialmente a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), da qual o Brasil fez parte e comandou o componente militar por 13 anos (2004–2017).

Promover sociedades pacíficas e inclusivas, garantindo o acesso à justiça para todas e todos é condição essencial para o alcance do desenvolvimento humano sustentável nos próximos anos. Foto: PNUD

PNUD: implementação dos objetivos globais ajuda a fortalecer segurança pública

A metodologia de Segurança Cidadã, desenvolvida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), enfatiza a importância de ações multissetoriais, com foco no território, para a prevenção e controle da violência. A iniciativa é um exemplo de como a cooperação técnica pode apoiar ações voltadas à promoção da paz e do desenvolvimento humano.

Gestores de segurança pública de dez estados já foram formados para desenvolvimento de políticas públicas de segurança cidadã e mais de 7 mil policiais participaram das Jornadas de Direitos Humanos, com foco na abordagem cidadã para a garantia da segurança.

Famílias deslocadas da área rural de Quneitra, sudoeste da Síria, para áreas próximas às colinas de Golã. Famílias estão buscando abrigo em áreas abertas e passam por necessidade de abrigo. Foto: UNICEF/Alaa Al-Faqir

Síria: ONU pede que Jordânia abra suas fronteiras para proteger civis do fogo cruzado

O chefe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apelou na quinta-feira (5) para que a Jordânia abra sua fronteira com o sudoeste da Síria para ajudar a proteger cerca de 750 mil civis que estão em meio ao fogo cruzado e a ataques aéreos.

“Mais de 320 mil pessoas estão desalojadas e a maioria vive em condições precárias e inseguras, incluindo cerca de 60 mil pessoas acampadas na fronteira entre Nasib e Jaber, na Jordânia”, disse Filippo Grandi, alto-comissário das Nações Unidas para os refugiados.

O casal de venezuelanos Ernesto e Nancy busca oportunidade no Rio de Janeiro para se recolocar no mercado de trabalho, preferencialmente dentro da suas áreas de formação. Foto: ACNUR/Diogo Felix

Rio aprova isenção de taxas para revalidação de diplomas de refugiados

Foi promulgada na quarta-feira (4) a lei 8.020, que isenta refugiados residentes no estado do Rio de Janeiro do pagamento de taxas para revalidação de diplomas de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado nas universidades estaduais.

A iniciativa foi elogiada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), assim como por organizações da sociedade civil, por beneficiar pessoas em situação de refúgio que buscam vagas de trabalho condizentes com suas formações e/ou desejam prosseguir suas trajetórias acadêmicas no Brasil.

Mais de 1 milhão de venezuelanos deixaram o país para fugir da violência política, das altas taxas de criminalidade e da falta de produtos básicos. Muitos, como a família da imagem, buscaram abrigo na Praça Simon Bolívar, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Evento em Boa Vista discute formas de garantir direitos de migrantes venezuelanos em Roraima

Cerca de 150 pessoas participaram do seminário “Migração, Refúgio e Violência de Gênero: promovendo o direito de todas e todos”, realizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a ONU Mulheres. O seminário contou com a participação de migrantes de seis abrigos de Boa Vista.

Durante o seminário, o representante no Brasil do UNFPA, Jaime Nadal, reforçou a importância de fortalecer políticas públicas para reduzir as violações aos direitos humanos de migrantes.

Equipe do curta "Alma Crespa". Foto: Alma Crespa

‘Alma Crespa’ e quatro curtas brasileiros vencem prêmio em parceria com UNESCO

O programa de cooperação intergovernamental IberCultura Viva divulgou no início de junho (8) os dez vencedores do concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, que teve mais de 130 inscritos.

Entre os vencedores, está o curta “Alma Crespa”, de Rebecca Joviano e Paulo China, que conta a história de Iza, uma jovem carioca cujo sonho é ser reconhecida por sua alma, e não por sua cor. Leia entrevista que os realizadores concederam ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

António Guterres se encontra com autoridades russas. Foto: Ministério das Relações Exteriores da Rússia

ONU destaca importância do multilateralismo para enfrentar desafios globais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reconheceu o multilateralismo como a chave para vencer os desafios dramáticos que o mundo enfrenta, como a mudança climática e o terrorismo: “Nós precisamos de uma abordagem global que reafirme a importância do multilateralismo e a importância de um conjunto de relações internacionais baseadas em regras, no Estado de Direito e de acordo com a Carta da ONU”.

Placa do lado de fora de um hospital em Monróvia, capital da Libéria, alerta aos pacientes para que não subornem médicos por seus serviços. O hospital financiado pelo UNICEF oferece cuidados gratuitamente. Foto: UNICEF/Pirozzi

Combate à corrupção ‘do topo para baixo’ é essencial, diz chefe da ONU

Corrupção e cumplicidade não conhecem fronteiras geográficas. De acordo com representantes das Nações Unidas, os frágeis são aqueles que mais sofrem com as consequências da prática.

“A sociedade não pode funcionar de maneira igualitária e eficiente quando oficiais públicos – desde médicos até policiais, passando por juízes e políticos – enriquecem em vez de realizarem seus deveres com integridade”, disse António Guterres, secretário-geral da ONU.

Dezenas de migrantes dormem em instalações apertadas no centro de detenção Tariq al-Sikka em Trípoli, Líbia. Foto: ACNUR/Iason Foounten

Agência da ONU alerta sobre situação humanitária em centro de detenção na Líbia

Mais de uma dúzia de pessoas foram mortas ou feridas por traficantes de pessoas ao tentar escapar de um centro de detenção na Líbia em maio, segundo informações da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), que descreveu o acontecimento como a “mais recente história de horror” a acontecer no país.

O porta-voz do ACNUR, William Spindler, afirmou a jornalistas em Genebra que os sobreviventes relataram a forma como “pessoas levaram tiros enquanto tentavam escapar, e durante tentativas de recaptura”. Sobreviventes foram transferidos para um centro de detenção próximo a Trípoli, onde receberam utensílios de primeiros socorros e apoio psicossocial.

Crianças vão à aula em uma escola temporária no vilarejo de Mulombela, região de Kasai. Foto: UNICEF/Vincent Tremeau

Mais de 400 mil crianças estão em risco de morte por malnutrição na RD Congo, alerta UNICEF

Mais de 400 mil crianças da República Democrática do Congo (RDC) estão “em risco de morte” na região do Kasai devido à escassez de comida causada por conflitos e deslocamentos, afirmou um funcionário sênior da ONU após uma visita ao local.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) emitiu o alerta em maio e, desde então, tem ampliado suas ações destinadas às pessoas atingidas.

Mulher durante protesto em Manágua, Nicarágua, em abril de 2018. Foto: Foto: Celia Mendoza/Voice Of America

Nicarágua: chefe de direitos humanos da ONU pede ação de autoridades para acabar com violência

Semanas de protestos e violência na Nicarágua revelaram a grave situação dos direitos humanos no país e a necessidade de o governo adotar medidas significativas para evitar novas mortes, combater a impunidade e garantir justiça às vítimas, disse o alto-comissário das Nações Unidas para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“Peço ao governo que ponha fim à violência do Estado e desmobilize os indivíduos armados pró-governo que têm sido cada vez mais responsáveis ​​pela repressão e pelos ataques. Aqueles que instigaram ou permitiram que tais elementos armados atuassem devem ser responsabilizados”, disse Zeid.

Comboio da MINUSMA passa por rua de Meneka, nordeste do Mali. A região testemunhou uma escalada da violência e da insegurança. Foto: MINUSMA/Marco Dormino

Relator da ONU alerta para aumento das violações de direitos humanos no Mali

No Mali, um especialista das Nações Unidas descreveu um cenário de deterioração “alarmante” da segurança, dos direitos humanos e da situação humanitária no norte e leste do país.

Os comentários de Alioune Tine foram feitos após dois ataques mortíferos nos últimos dias contra forças internacionais no Mali, incluindo um homem-bomba em Gao, que deixou ao menos dois civis mortos e mais de 15 feridos.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Chefe de direitos humanos da ONU pede investigação do TPI sobre crise rohingya em Mianmar

As autoridades de Mianmar deveriam ter vergonha depois de tentar convencer o mundo de que estão tentando receber de volta centenas de milhares de refugiados que fugiram de uma campanha de “limpeza étnica” no ano passado, dado que nenhum retornou oficialmente ao país, disse o chefe de direitos humanos da ONU nesta quarta-feira (4).

Falando ao Conselho de Direitos Humanos da ONU após uma atualização sobre a crise de refugiados que viu mais de 700 mil rohingya fugirem de Mianmar a Bangladesh para escapar de uma onda de violência por parte das forças militares, Zeid pediu que o Conselho de Segurança encaminhe o país ao Tribunal Penal Internacional (TPI) imediatamente.