Representante Especial da ONU no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert, visita a Praça Tahrir em Bagdá para conversar com manifestantes. Foto: UNAMI.

Iraquianos pagam ‘preço impensável’ para serem ouvidos, diz representante da ONU no Iraque

“O que testemunhei nas ruas nos últimos dias é um acúmulo de frustração com a falta de progresso nos últimos 16 anos”, relatou a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas no Iraque, Jeanine Hennis-Plasschaert.

A representante visitou, na última terça-feira (12), o Conselho de Representantes em Bagdá, capital do país. No encontro com as lideranças iraquianas, Hennis-Plasschaert, que também é a chefe da Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI), fez um minuto de silêncio pelas vidas que foram ceifadas durante os protestos.

O Iraque é palco, desde 1º de outubro, de intensas manifestações. A população reivindica desde o fim da corrupção nos serviços públicos até uma reforma mais ampla do sistema político, incluindo a alteração da Constituição. A representante da ONU lembrou aos parlamentares que, com total respeito à soberania do Iraque, a UNAMI propôs uma série de medidas concretas para a construção de confiança e uma reforma no país.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, em discurso no Fórum da Paz de Paris - Foto: Christelle Alix/UNESCO

Guterres: multilateralismo deve resistir aos desafios de hoje e do futuro

Em discurso no Fórum da Paz de Paris, na segunda-feira (11), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o multilateralismo deve se adaptar para responder aos desafios de hoje e de amanhã, lembrando que “os conflitos persistem, criando sofrimento e deslocamento”. Sua fala aconteceu enquanto celebrações do fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, aconteciam em diversos países.

Para ele, o multilateralismo deve estar em rede e próximo às pessoas, trabalhando de mãos dadas com organizações regionais, mas também com instituições financeiras internacionais, bancos de desenvolvimento e agências especializadas. Também deve ser inclusivo com a plena participação da sociedade civil, incluindo jovens, empresas, círculos acadêmicos e filantrópicos, e combater a desigualdade de gênero, com uma estratégia para alcançar a paridade bem antes de 2030.

Conselho de Segurança marca transição dos 15 anos das forças de paz da ONU no Haiti

Após 15 anos de manutenção da paz no país caribenho, o Conselho de Segurança da ONU mantém seu compromisso de fortalecer e estabilizar o país. Com foco no desenvolvimento sustentável, as Nações Unidas continuarão apoiando o Haiti e sua população, com uma transição ininterrupta de manutenção para a construção da paz.

O novo Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) trabalhará com o governo e parceiros em antigas questões herdadas do período de manutenção da paz, como a eliminação da cólera e a abordagem de casos de exploração e abuso sexual, incluindo casos de paternidade.

Fazem parte do Programa Paraná Seguro as cidades de Curitiba e Região Metropolitana, além de cidades do eixo Londrina e Maringá e da região de fronteira do estado. Foto: Augusto Janiscki Junior/CC.

UNODC participa do primeiro Workshop do Programa Paraná Seguro

Realizado em 30 de outubro na sede da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária em Curitiba (PR), primeiro workshop do Programa Paraná Seguro reuniu representantes da Secretaria da Segurança Pública; da Guarda Municipal de São José dos Pinhais; da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho; do 6º Comando Regional da Polícia Militar; e das corregedorias das polícias Civil e Militar.

O Programa Paraná Seguro é executado pelo estado com o apoio técnico do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa tem como objetivo contribuir para a redução dos índices de criminalidade violenta de jovens entre 15 a 24 anos, localizados em 27 municípios paranaenses.

Evento foi o primeiro dos cinco workshops que o Paraná vai realizar para discutir resultados. Segundo o analista de programa do UNODC, Eduardo Pazinato, iniciativa também está em fase de implantação no estado do Espírito Santo.

Emebet e seus filhos retornaram à Etiópia. Foto: OIM.

OIM lança Manual da Reintegração para auxiliar assistência aos retornados

A Organização Internacional para Migrações (OIM) lançou hoje (7) um guia sobre reintegração para auxiliar profissionais e organizações na oferta de assistência aos migrantes que optam ou necessitam retornar aos seus países.

De acordo com a agência, os “retornados” muitas vezes sofrem para se readaptar enquanto reconstroem suas vidas de volta ao país de origem. O “Manual da Reintegração: um guia prático para a concepção, implementação e o monitoramento da assistência à reintegração” compartilha as experiências da agência e de seus parceiros no auxílio aos retornados.

O guia contou com o apoio financeiro do Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e inclui módulos em níveis individual, comunitário e estrutural que focam nas dimensões econômicas, sociais e psicossociais da reintegração.

Mahamadou Sankareh, da Gâmbia, mora em Roma, na Itália, e trabalha no Centro de Refugiados Joel Nafuma. Foto: PNUD | Lena Mucha.

Novo relatório do PNUD revela dados do perfil dos jovens que migram irregularmente da África para Europa

Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entrevistou 1.970 migrantes de 39 países africanos vivendo em 13 países europeus. O objetivo era esclarecer por que as pessoas migram por canais irregulares e o que vivenciam quando o fazem.

Intitulado ‘Escalando Muros: Vozes de migrantes africanos irregulares para a Europa’, o documento foi produzido para preencher lacunas na base de dados global e mostrar uma imagem mais clara do motivo pelo qual os migrantes irregulares se mudam da África para a Europa.

Esse é o segundo de uma série de relatórios do PNUD que documentam as jornadas das jovens e dos jovens africanas e africanos. O primeiro explorou o que leva alguns migrantes aos braços do extremismo violento.

Exposição “Ojidu – Árvore da Vida Warao” em cartaz no museu A CASA com abertura no dia 7 de novembro e visitação até 20 de dezembro. Foto: Benjamin Mast.

São Paulo recebe exposição com artesanato de indígenas venezuelanas Warao vivendo no Brasil

Realizada pelo museu A CASA em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR); Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI); União Europeia e governo federal, a exposição “Ojidu – Árvore da Vida Warao” reúne artesanato indígena venezuelano produzido pelas mulheres Warao vivendo no Brasil.

Entre 7 de novembro e 20 de novembro, museu A CASA exibe as peças feitas em palha de buriti, árvore nativa da Amazônia brasileira e venezuelana de importância central na vida dos Warao. As peças estarão à venda no museu e o dinheiro arrecadado apoiará novas ações de geração de renda para essa população.

Desde 2016, venezuelanos Warao chegam ao Brasil em busca de proteção e refúgio. Atualmente, estima-se que pelo menos 4.500 indígenas dessa etnia vindos da Venezuela encontram-se refugiados no Brasil.

Distribuição de alimentos na Venezuela. Foto: NRC | Ingebjørg Kårstad.

Chefe de Ajuda Humanitária da ONU chega à Venezuela

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, chega nesta segunda-feira (04) à Venezuela para avaliar a situação no país, que enfrenta crise política desde 2015. O objetivo é reforçar a colaboração entre vários parceiros humanitários.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 4,5 milhões de pessoas já deixaram suas casas na Venezuela. Esta crise político-econômica gerou a segunda maior leva de refugiados do mundo, atrás apenas da Síria.

António Guterres defende mediação para reduzir conflitos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a mediação e o diálogo estão tendo resultados positivos na redução de conflitos, sobretudo no continente africano. Nesta quinta-feira (31), ele participou da abertura da 6ª Conferência de Mediação de Istambul, na Turquia, onde citou como exemplos os casos do Sudão, Sudão do Sul, Etiópia, Eritreia, Madagáscar e República Centro-Africana.

O secretário-geral destacou, porém, os muitos desafios ainda existentes, como divisões na comunidade internacional, que contribuem para a imprevisibilidade e a insegurança; além de nacionalistas e extremistas que estão explorando divisões entre pessoas para aumentar o risco de confrontos violentos.

Naledi Pandor, ministra da África do Sul, Nadia Murad, Nobel da Paz, Pramila Patten, representante especial do secretário-geral para violência sexual em conflito, e Denis Mukwege, Nobel da Paz. Foto: Mark Garten/ONU

ONU lança fundo global para vítimas de violência sexual em conflito

Em evento comemorativo aos 10 anos do mandato do Conselho de Segurança para ajudar a prevenir violência sexual em conflito, a ONU lançou um fundo global para vítimas. A cerimônia aconteceu na sede da ONU nesta quarta-feira (30), em Nova Iorque.

Os vencedores do prêmio Nobel da Paz Nadia Murad e Dennis Mukwege participaram no evento. Nadia foi a primeira vítima de tráfico a servir como embaixadora da Boa Vontade da ONU, depois de ter sido sequestrada pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Dennis Mukwege é um médico congolês que se especializou no tratamento de mulheres violadas por milícias durante a guerra civil.

Crianças venezuelanas na praça Simon Bolívar, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e UE reafirmam compromisso de proteger refugiados e migrantes venezuelanos

A Conferência Internacional de Solidariedade sobre a crise de refugiados e migrantes venezuelanos, realizada em Bruxelas na segunda e terça-feira (28 e 29), enviou uma forte mensagem de apoio a essa população, bem como aos países e comunidades anfitriões de América Latina e Caribe.

Embora tenham reconhecido o direito soberano dos Estados de administrar suas fronteiras, os participantes enfatizaram a importância de preservar o acesso ao asilo, fortalecendo mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.

Também defenderam a necessidade de os países manterem políticas flexíveis de entrada, continuando a regularização e o fornecimento de documentos aos refugiados e migrantes venezuelanos, facilitando o reagrupamento familiar. A conferência foi presidida por União Europeia, ACNUR e OIM.

Encontro do Comitê Constitucional da Síria acontece no Palais Wilson, em Genebra. Foto: ONU | Jean-Marc Ferré.

Comitê Constitucional da Síria é “momento histórico”, afirma enviado especial da ONU

Em processo apoiado pelas Nações Unidas, 150 representantes – 50 do governo, 50 da oposição e 50 da sociedade civil – começaram hoje (30) a discutir, em Genebra, bases para a nova constituição da Síria.

Através do Comitê, os representantes sírios irão discutir a nova lei fundamental do país árabe, que enfrenta uma guerra desde 2011. O papel da ONU será somente facilitar o processo, com apoio do Secretariado e relatórios apresentados ao Conselho de Segurança.

Em nota, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse esperar que “as partes cooperem com boa fé para uma solução”; que respeitem as resoluções das Nações Unidas; e que demonstrem “um forte compromisso com a soberania, independência, unidade e integridade territoriais do país”.

Programa de Controle de Contêineres do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) celebra 15 anos de comércio global mais seguro. Foto: Alexander Kliem/CC.

ONU comemora comércio global mais seguro nos 15 anos do Programa de Controle de Contêineres

O Programa de Controle de Contêineres (CCP, na sigla em inglês), implementado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pela Organização Mundial de Aduanas (OMA), comemora 15 anos de combate ao movimento transfronteiriço de mercadorias ilícitas.

O programa auxilia os governos na construção das capacidades de seus órgãos localizados na fronteira em detectar mercadorias ilícitas; apoia na arrecadação justa de impostos, por meio da detecção de um grande número de bens comerciais não declarados ou declarados falsamente; e assegura a aplicação dos instrumentos da ONU, incluindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Desde sua criação, em 2004, as mais de 100 unidades do CCP em todo o mundo apreenderam uma grande variedade de bens ilegais, incluindo carregamentos relacionados à pesca, à floresta, à vida selvagem e a outros crimes ambientais. Neste ano, o programa foi vencedor do prestigiado prêmio “Prémio Bureau International des Containers (BIC)”.

Abeer Khreisha, vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen, do ACNUR, em sua casa na Jordânia. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

ONU premia voluntária jordaniana pelo seu trabalho em auxílio a refugiados sírios

Abeer Khreisha é conhecida como “mãe dos sírios” por ajudar refugiados que chegam à Jordânia escapando do conflito na Síria.

A senhora de 50 anos trabalha há 20 como voluntária em um centro comunitário na cidade de Madaba, ajudando jordanianos e sírios em situação de vulnerabilidade. Ela mantém contato regular com as famílias que apoiou e realiza doze visitas domiciliares por dia para se certificar de que estão bem.

Por esse trabalho, ela foi a vencedora regional do Oriente Médio do Prêmio Nansen 2019, concedido anualmente pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em reconhecimento àqueles que se esforçam para apoiar refugiados e pessoas deslocadas ao redor do mundo.

Campanha de vermifugação foi uma das iniciativas de conscientização sobre hábitos de higiene para a população indígena do abrigo Pintolândia. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR difunde hábitos de saúde em contextos urbanos para indígenas venezuelanos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) juntamente com a Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI) têm formulado campanhas de conscientização para difundir hábitos de saúde em contextos urbanos para indígenas Waraos e Eñepá vivendo em Roraima.

Nas cidades de Boa Vista e Pacaraima vivem mais de mil indígenas venezuelanos em centros de abrigamento emergencial para refugiados e migrantes. As campanhas do ACNUR visam auxiliar o processo de adaptação desses povos à nova realidade que os cerca.

Em Pintolândia, abrigo dedicado exclusivamente a indígenas em Boa Vista, os trabalhos de conscientização envolveram atividades artísticas, como a produção e a exposição de desenhos seguida de debate, e uma campanha de vermifugação apoiada por entidades parceiras.

Durante o segundo semestre de 2019, o Empoderando Refugiadas promove workshops temáticos para mulheres refugiadas em São Paulo (SP) e Boa Vista (RR). Foto: Fellipe Abreu

Refugiadas são treinadas em leis trabalhistas e canais de denúncia de violência de gênero em SP

A conscientização sobre o direito trabalhista brasileiro e as possibilidades de enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil foram temas de workshop realizado no escritório de advocacia Mattos Filho, em São Paulo (SP), na última terça-feira (22).

O encontro reuniu profissionais do Direito e as participantes da quarta edição do projeto Empoderando Refugiadas – iniciativa de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres, com foco na empregabilidade de mulheres em situação refúgio no Brasil.

Vista panorâmica do Salão da Assembleia Geral da ONU durante as deliberações e a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança em 20 de novembro de 1989. Foto: UNICEF

UNICEF abre exposição ’30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança’ no Congresso Nacional

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) inaugura na semana que vem (30) uma exposição no Congresso Nacional sobre os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC). O público é convidado a conhecer a história da Convenção mais ratificada no mundo, assinada por 196 países, e como ela vem impactando a vida de meninas e meninos no Brasil.

Os 100 metros de exposição — localizada no corredor de acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados — estampam depoimentos de crianças e adolescentes do Brasil e do mundo que lutam ativamente por seus direitos. O expectador é convidado a reviver os eventos históricos que levaram à assinatura da Convenção, se familiarizar com os princípios que regem a CDC, conhecer todos os direitos nela expressos e interagir com painéis de som para ouvir histórias reais de meninos e meninas.

Forças Especiais de Policiais vigiam protesto em Santiago, no Chile, em 19 de outubro de 2019. Foto: Wikimedia Commons/Jorge Morales Piderit (CC)

Escritório de direitos humanos da ONU investigará denúncias no Chile

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) anunciou nesta sexta-feira (25) que realizará missão no Chile para analisar denúncias de violações nos recentes protestos ocorridos no país.

“Acompanhamos de perto a crescente crise no Chile, incluindo denúncias de violações e abusos aos direitos humanos no contexto das recentes manifestações e da declaração de estado de emergência” no país, afirmou o ACNUDH em comunicado.

Na Bolívia, o ACNUDH manifestou preocupação com as denúncias de violência e uso excessivo da força durante manifestações após as eleições de domingo passado (20).

Mylena Pereira, Brenda Ramos e Vitor Terra, alunos da pós-graduação em Oceanografia, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), falaram sobre os ODS. Foto: UNIC Rio | Naiara Azevedo.

Jovens demandam desenvolvimento sustentável com inclusão social no aniversário da ONU

O futuro que desejamos é baseado em crescimento econômico acompanhado de inclusão social e proteção do meio ambiente. Esta é a avaliação de jovens universitários que se reuniram nesta quinta-feira (24) na sede do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) na capital fluminense para lembrar o aniversário de 74 anos da Organização.

O evento com a presença de 17 estudantes da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) debateu formas de os países alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos próximos 11 anos, prazo estabelecido pela comunidade internacional para atingir metas como erradicação da pobreza, redução das desigualdades e combate às mudanças climáticas.

Capacetes-azuis da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) durante patrulha em Rumaysh, sul do país, em dezembro de 2017. Foto: UNIFIL/Pasqual Gorriz

Carta da ONU permanece como âncora em meio às turbulências globais, diz secretário-geral

Em sua mensagem anual para o Dia da ONU nesta quinta-feira (24), o secretário-geral António Guterres lembrou o papel que a Organização deve desempenhar, concentrando-se nos problemas reais das pessoas reais, como uma “âncora moral compartilhada” em meio a “mares globais tempestuosos”.

“Estamos trabalhando para uma globalização justa e uma ação climática ousada”, disse o chefe da ONU. “Estamos pressionando pelos direitos humanos e pela igualdade de gênero — e dizendo ‘não’ ao ódio de qualquer tipo. E estamos nos esforçando para manter a paz — ao mesmo tempo em que levamos ajuda para salvar vidas a milhões de pessoas envolvidas em conflitos armados.”

Foto: José Manuel Infante / Unsplash

Diálogo universal sobre o futuro do mundo marcará 75 anos da ONU em 2020

O Dia da ONU – 24 de outubro – foi marcado com o anúncio do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, de que a comemoração dos 75 anos das Nações Unidas terá um grande e inclusivo diálogo sobre o papel da cooperação global na construção do futuro que queremos.

Com início em janeiro de 2020, as Nações Unidas promoverão diálogos ao redor do mundo e através de todas as fronteiras, setores e gerações. O objetivo é alcançar o público global, ouvir suas esperanças e medos e aprender com suas experiências.

Vista de La Paz, Bolívia. Foto: Carakan/Flickr/CC

ONU manifesta preocupação com atos de violência na Bolívia após eleições

A ONU anunciou nesta terça-feira (22) estar acompanhando de perto os últimos acontecimentos na Bolívia, e manifestou preocupação com relatos de uso da violência após o pleito de domingo (20) que reelegeu o presidente Evo Morales.

Durante seu encontro diário com a imprensa em Nova Iorque, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, instou todos os líderes políticos bolivianos e seus seguidores a reduzir as tensões no país. Pediu o fim de atos violentos e a utilização de meios legais para a resolução de disputas eleitorais.

Gelson Henrique, de 20 anos, é estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Foto: UNICEF/Rafael Duarte

‘Quero uma cidade que garanta nosso direito de viver’

Morador da periferia do Rio de Janeiro, Gelson Henrique, de 20 anos, percebeu na adolescência que não estava exercendo seu direito de aproveitar plenamente a cidade em que morava. Não conhecia, por exemplo, os museus, inacessíveis para famílias pobres que moram longe das regiões centrais. “Descobri que há toda uma estrutura que não quer que a gente ascenda. Mas também percebi que não existo sozinho. A pele preta traz toda uma ancestralidade”, declara.

A convite do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Gelson participou este mês da Conferência sobre as Cidades Amigas da Criança, realizada em Colônia, na Alemanha. Junto a outros jovens e adolescentes do mundo, ele discutiu formas de as cidades garantirem o pleno desenvolvimento de cada criança e adolescente.

“Para mim, cidade amiga da criança é uma cidade que não viole nossos direitos, começando pelo direito à vida, que hoje está ameaçado para um jovem negro”, afirma Gelson.

Vista da cidade de Quito, no Equador. Foto: Flickr (CC) / David Berkowitz

Missão no Equador investiga alegações de violação de direitos humanos em protestos

Uma equipe de três pessoas do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) chegou no domingo (20) ao Equador para investigar até 8 de novembro alegações de violações e abusos de direitos humanos cometidos no país no contexto dos recentes protestos.

Durante sua visita, a equipe se reunirá com oficiais do governo, líderes indígenas, representantes da sociedade civil, jornalistas e outras partes interessadas para coletar informações em primeira mão sobre as circunstâncias da violência que se espalhou pelo país a partir de 3 de outubro.

Menina de 4 anos caminha por campo de Bardarash, em Duhok, no Iraque. Ela é um dos milhares de refugiados que fugiram dos confrontos no nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Hossein Fatemi

Conflito no nordeste da Síria já deslocou 180 mil pessoas; necessidades se multiplicam

Depois de quase duas semanas de combates no nordeste da Síria, agências humanitárias da ONU estimam que cerca de 180 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas ou abrigos, incluindo 80 mil crianças, todas necessitando desesperadamente de assistência.

As chegadas de refugiados ao norte do Iraque continuam. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que mais de 7,1 mil chegaram desde segunda-feira passada (14). A maioria está abrigada no campo de Bardarash, cerca de 140 km a leste da fronteira Iraque-Síria.

A ONU e seus parceiros estão ampliando a assistência para salvar vidas, apesar dos contínuos obstáculos de segurança. Alimentos e cobertores estão sendo distribuídos a cerca de 580 mil civis nas províncias de Raqqa e Hasakeh, e estão sendo feitos esforços para fornecer serviços essenciais, em preparação para o início do inverno.

Mãe e filha em centro de saúde apoiado pelo UNFPA. Agência presta serviços de saúde reprodutiva, sexual, materna e neo-natal. Foto: UNFPA Namíbia/Emma Mbekele

UNFPA lança ‘Jornada Zero Violência contra Mulheres e Meninas’ no Distrito Federal

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) tem trabalhado no mundo para alcançar a meta de três zeros até 2030: zero necessidades insatisfeitas de contracepção, zero mortes maternas evitáveis e zero violências ou práticas nocivas contra mulheres e meninas.

Nesse sentido, o UNFPA Brasil, a Secretaria da Mulher e outros órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) lançaram no início de outubro (9) o programa “Jornada Zero Violência contra mulheres e meninas” no Paranoá (DF).

O objetivo é mobilizar a sociedade e articular uma rede de enfrentamento à violência contra a mulher nas regiões administrativas do Distrito Federal.

Conheça a rotina de trabalho da equipe da Empodera, que se desloca pelo município do Rio de Janeiro, para acompanhar de perto a implementação do programa Uma Vitória Leva à Outra, garantindo continuamente sua qualidade. Foto: ONU Mulheres

ONU Mulheres conta rotina de implementadoras do programa ‘Uma Vitória Leva à Outra’

“Uma Vitória Leva à Outra” é um programa conjunto da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera. Ele visa garantir que meninas e mulheres possam participar, trabalhar com, governar e desfrutar do esporte em igualdade de condições.

O programa foi reconhecido como um legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e, em sua segunda fase, de 2018 a 2021, treina organizações a trabalhar com o empoderamento de meninas por meio do esporte e, assim, garantir resultados de longo prazo na quebra do ciclo da violência.

A ONU Mulheres detalhou a rotina de quatro profissionais que acompanham a implementação do programa no Rio de Janeiro (RJ). Leia a reportagem completa.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Bachelet pede diálogo imediato para resolver crise no Chile

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, pediu nesta segunda-feira (21) a todos os atores políticos e da sociedade civil do Chile que se envolvam em um diálogo imediato e evitem polarizar ainda mais a situação com palavras ou atos, após a violência e a agitação que assolaram o país nos últimos dias.

“É preciso haver um diálogo aberto e sincero entre todos os atores envolvidos para ajudar a resolver essa situação, incluindo um exame profundo da ampla gama de questões socioeconômicas subjacentes à crise atual”, disse.

A alta-comissária alertou que “o uso de retórica inflamatória servirá apenas para agravar ainda mais a situação, arriscando criar medo generalizado”.

UNFPA participa de Semana Acadêmica em comemoração aos 25 anos da Conferência do Cairo

A Universidade Federal de Roraima (UFFR) sediará, entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, a 5ª Semana Acadêmica de Relações Internacionais. O evento é fruto da parceria entre o Curso de Relações Internacionais da UFFR e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O encontro deste ano vai lembrar os 25 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo, Egito, em 1994.

O debate se concentrará nos temas: desenvolvimento sustentável com equidade para todas e todos por meio da promoção dos direitos humanos e da dignidade; igualdade de gênero e empoderamento; juventudes e direitos humanos na agenda global de desenvolvimento; e saúde sexual e reprodutiva.

Os assuntos serão analisados à luz do contexto migratório atual observado no norte do país, sobretudo no estado de Roraima.

A Missão das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) trabalha com membros do Conselho Eleitoral Provisional do Haiti para transportar as urnas de votação de todo o país para a capital, Porto Princípe, para contagem – Foto: Logan Abassi/ UN Photo

Haiti: secretário-geral da ONU promete compromisso contínuo para a paz

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, prometeu compromisso contínuo para apoiar os haitianos no caminho para a paz e o desenvolvimento. Este compromisso seria uma nova parceria, afirmou, ao reconhecer a substancial contribuição dada ao país caribenho ao longo dos 15 anos da Missão de Estabilização das Nações Unidas, MINUSTAH, e a Missão das Nações Unidas para Apoio à Justiça no Haiti (MINUJUSTH).

Guterres afirmou que o novo Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH), que iniciou suas atividades na última quarta-feira (16), trabalhará ao lado da equipe de país da ONU em atividades integradas “para apoiar os esforços nacionais para assegurar estabilidade duradoura e a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.”

“Uso a música para que elas se divirtam e não se sintam entediadas”, Koat Reath, professor sul-sudanês do campo de refugiados Jewi, na Etiópia. Foto: ACNUR | Eduardo Soteras Jalil.

Professor do Sudão do Sul dedica sua vida para ensinar crianças refugiadas

Mesmo com turmas superlotadas – às vezes com até 100 crianças em uma sala – e livros insuficientes, o professor Koat Reath (41) utiliza a música para conseguir manter a atenção dos estudantes. A energia do professor muitas vezes é a mesma de seus alunos, que possuem entre cinco e 15 anos de idade.

A precariedade do acesso à educação nos campos de refugiados na Etiópia é uma das preocupações do chefe do escritório da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Gambella, Patrick Kawuma.

Apenas dois terços das crianças do Sudão do Sul que estão na Etiópia têm acesso à escola primária e a grande maioria – 86% – não frequenta o ensino médio. A reportagem é do ACNUR.

Os venezuelanos Gabriel e Rosalva interpretam os personagens Javier e Alejandra na nova série da Globo, Segunda Chamada. Foto: Globo/Mauricio Fidalgo

Dupla da Venezuela se reinventa para atuar na série ‘Segunda Chamada’, da Globo

Rosalva e Gabriel tiveram que deixar a Venezuela em momentos distintos e, no Brasil, não imaginavam que teriam a oportunidade de contracenar com grandes nomes da teledramaturgia. Eles interpretam os personagens Javier e Alejandra na nova série da TV Globo, “Segunda Chamada”. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A série, escrita por Carla Faour e Julia Spadaccini, destaca a história de cinco professores que, dedicados à educação de jovens e adultos, superam dificuldades do ensino público para melhorar as condições de vida dos alunos.

O objetivo da capacitação é sensibilizar atores locais e parceiros para a questão do retorno, de modo que os brasileiros que regressaram ao país possam contar com uma rede mais ampla de serviços e iniciativas de seu interesse. Foto: OIM

OIM realiza em São Paulo primeira oficina de formação sobre emigração e retorno

Nos dias 21 e 22 de outubro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza a primeira oficina de formação para multiplicadores sobre o tema de emigração e retorno, em São Paulo (SP). A capacitação é destinada a parceiros da Rede de Referenciamento no Apoio e Reintegração de Brasileiros Retornados, formada por entidades públicas, privadas e ONGs de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, os principais estados de destino dos brasileiros retornados apoiados pela OIM.

A atividade vem em complemento à atuação da OIM de apoio ao retorno dos brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade no exterior. Nos últimos três anos, foram mais de 2 mil beneficiários, muitos dos quais receberam apoio direto para sua reintegração por meio da abertura de pequenos negócios, tratamentos de saúde ou educação profissionalizante.