Violência na República Centro-Africana deslocou 60 mil cidadãos do país, que fugiram para a vizinha República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/John Wessels

Refugiados da República Centro-Africana sonham com retorno para aldeia ribeirinha

À beira do rio Ubangi, Jean-Pierre Rondossi aponta para a margem oposta e mostra onde está sua casa e seu coração. A cerca de dez minutos de canoa, estão as ruínas carbonizadas da aldeia de Wapale, na República Centro-Africana.

Foi de lá que ele e sua família fugiram em maio do ano passado, devido aos confrontos entre grupos armados. Para escapar, cruzaram o curso d’água que separa o país da vizinha República Democrática do Congo, destino de outros 60 mil refugiados centro-africanos.

No Sudão do Sul, a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta H. Fore, e o chefe de nutrição da agência, Joseph Senesie (de azul), falam com pacientes no Hospital Al Sabbah, na capital Juba, onde o UNICEF está implementando um programa de nutrição. Foto: UNICEF/Prinsloo

Conflito no Sudão do Sul afeta futuro de milhões de crianças, alerta chefe do UNICEF em visita ao país

Após uma visita de dois dias ao Sudão do Sul, país africano devastado pelo conflito e onde 250 mil crianças estão severamente desnutridas e em risco iminente de morte, a chefe do UNICEF disse que apenas o fim das hostilidades pode trazer esperança e segurança para as crianças e os jovens.

Henrietta H. Fore observou que os combates não mostram sinais de diminuir e as necessidades humanitárias são enormes: 2,4 milhões de crianças foram forçadas a fugir de suas casas.

A maioria das famílias que fogem para Kananga, na província do sudoeste de Kasai-Central, na República Democrática do Congo, sofre com uma árdua caminhada de uma semana. Eles embalam seus pertences e colocam as crianças em bicicletas em busca de segurança. Foto: OCHA/Otto Bakano

Em meio a ‘deterioração dramática’ na RD Congo, ONU e parceiros lançam pedido de ajuda humanitária

Alertando sobre uma “dramática deterioração” na crise humanitária da República Democrática do Congo (RDC) nos últimos 12 meses, agências das Nações Unidas e parceiros humanitários lançaram o maior pedido de financiamento já feito em toda a história para o vasto país da África Central.

De acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA), o apelo de 2018 – US$ 1,68 bilhão – visa alcançar 10,5 milhões de pessoas vulneráveis em todo o país, onde mais de 13 milhões precisam de assistência.

Uma mulher deslocada pela guerra e sua filha olham a cidade de Sanaa, no Iêmen, a partir do telhado de um prédio onde estão abrigadas. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU entrega assistência para mais de 1 milhão de vítimas da guerra e do frio no Iêmen

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciou na quarta-feira (17) a entrega assistência emergencial para mais de 1 milhão de pessoas que tiveram de abandonar suas casas em meio à guerra no Iêmen. Nos últimos dois meses, outras 32 mil pessoas foram deslocadas devido ao aumento da violência. A crise recente também elevou as necessidades humanitárias no país, onde 75% dos 22 milhões de iemenitas precisam de ajuda humanitária.

Mulher e seu filho em barco de resgate que os salvou durante travessia do Mar Mediterrâneo fazendo percurso Líbia-Itália. Foto: ACNUR/Francesco Malavolta

ONU reforça apelo por mais vagas para refugiados em países seguros

Na semana passada, cerca de 160 pessoas foram consideradas mortas ou desaparecidas após três fatalidades envolvendo travessias no Mar Mediterrâneo. Em resposta ao cenário de óbitos crescentes, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) cobrou da comunidade internacional que promova mais reassentamentos de pessoas deslocadas por guerras. Países devem garantir alternativas seguras de proteção, incluindo programas de reunificação familiar, para evitar novas tragédias.

Cate Blanchett em visita à sede do ACNUR, em Genebra. Foto: ACNUR/Susan Hopper

Atriz Cate Blanchett critica falta de empenho global para resolver crises de refugiados

Em visita à sede da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), em Genebra, a atriz australiana Cate Blanchett defendeu os serviços prestados pela organização aos 65,6 milhões de pessoas deslocadas por guerras e violações de direitos humanos. Para intérprete, instituição funciona como um “compasso moral” da nossa época, marcada por migrações forçadas recordes, mas também pela falta de empenho global em solucionar crises.

Usina nuclear iraniana de Busher. Foto: AIEA/Paolo Contri

Chefe da ONU celebra 2 anos da implementação de acordo nuclear do Irã

Em 16 de janeiro de 2016, data conhecida como o “Dia da Implementação”, o Conselho de Segurança das Nações Unidas recebeu um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) atestando a adoção pelo país de ações previstas no acordo sobre seu programa nuclear.

Para chefe da ONU, António Guterres, tratado é “melhor maneira de garantir a natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear do Irã”.

Mulheres e crianças buscam segurança e abrigo na cidade Paoua, na República Centro-Africana. Foto: OCHA/Yaye Nabo Sène

Missão da ONU dá ultimato para grupos armados deixarem região da República Centro-Africana

ONU quer que combatentes liberem até amanhã (19) um perímetro de 50 quilômetros próxima à cidade de Paoua, onde 100 mil vivem com medo dos confrontos entre a entidade Justiça e Revolução e o Movimento Nacional para a Liberação do país.

Município é palco de uma ‘verdadeira catástrofe’, segundo a ONU, pois população está ficando sem água e comida. Entre os moradores, estão crianças e centenas de mulheres grávidas.

UNRWA presta assistência para 5 milhões de refugiados palestinos vivendo na Jordânia, Líbano, Síria, Gaza e Cisjordânia. Foto: UNRWA

Após cortes dos EUA, ONU pede apoio global para refugiados da Palestina

Após o anúncio dos Estados Unidos de cortar 65 milhões de dólares das suas contribuições para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), o comissário-geral da instituição, Pierre Krähenbühl, fez um chamado global por apoio nesta quarta-feira (17).

Supressão orçamentária foi descrita como “a crise financeira mais dramática” na história da agência. Decisão norte-americana ameaça a continuidade de serviços de saúde e educação e das doações de alimentos do organismo, que atende 5 milhões de palestinos.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Respeito pela diversidade étnica e religiosa será pilar das minhas ações, diz chefe da ONU

Em reunião com os Estados-membros da Assembleia Geral da ONU, o chefe da Organização, António Guterres, apresentou na terça-feira (16) 12 áreas que merecerão atenção do organismo ao longo de 2018. Entre as prioridades, estão a resolução de crises no Oriente Médio e na Europa, o combate às mudanças climáticas e a promoção da migração segura. Um 13º ponto elencado pelo dirigente como transversal a todas as temáticas é o empoderamento das mulheres.

Em coletiva de imprensa após o pronunciamento, Guterres afirmou que “o respeito pelos migrantes e o respeito pela diversidade, étnica e religiosa, é um pilar fundamental das Nações Unidas e será um pilar fundamental” de suas ações.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Mianmar: crianças rohingya estão em condições ‘assustadoras’, alerta UNICEF

Porta-voz do UNICEF, Marixie Mercado, passou quase um mês no país; ela falou sobre 60 mil crianças rohingya “esquecidas”. Milhares não recebem tratamento para desnutrição; abrigos estão perto de depósito de lixo; pessoas não conseguem viajar para obter ajuda médica.

Iniciativa do Programa Mundial de Alimentos da ONU garante a 90 mil refugiados um cartão de débito pré-pago que pode ser utilizado para comprar uma variedade de alimentos, fornecidos às mulheres para que elas possam decidir por suas famílias o que comprar.

Com até 20 pessoas compartilhando uma sala, doenças como o sarampo e as infecções respiratórias são uma ameaça significativa no Iêmen, especialmente para crianças que estão sofrendo de desnutrição e lidam com instalações inadequadas de água e saneamento. Foto: OCHA / Eman

No Iêmen, quase todas as crianças precisam de ajuda humanitária; conflito completará três anos

“Uma geração inteira de crianças no Iêmen está crescendo sem saber nada além da violência”, disse a chefe das operações do UNICEF no país devastado pela guerra, sublinhando a gravidade da crise.

Hospitais, instalações médicas e sistemas de água e saneamento foram tornados inoperantes em grandes partes do país. A assistência humanitária é o que salva a vida de três quartos da população do Iêmen.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, em pronunciamento para Estados-membros da Assembleia Geral. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Guterres defende fim de armamentos nucleares na Península Coreana para evitar ‘catástrofe’

Em reunião nesta terça-feira (16) com os Estados-membros da Assembleia Geral, o chefe das Nações Unidas, António Guterres, elencou 12 prioridades para 2018 — entre elas, o apaziguamento das tensões na Península Coreana. Em coletiva de imprensa após o pronunciamento, o secretário-geral da ONU afirmou que uma guerra é “evitável”, mas enfatizou a necessidade de acabar com os armamentos nucleares na região, afim de evitar uma “catástrofe potencial”.

Uma menina rohingya de sete anos carrega um jarro d'água para o abrigo improvisado de sua família, no assentamento de Bormapara , em Ukhia, na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Sujan

Ciclones na Ásia podem levar a ‘catástrofe’ entre refugiados rohingya, alerta UNICEF

Com a chegada das estações de ciclones e monções ao Sul Asiático, mais de 500 mil crianças rohingya — que já vivem precariamente como refugiadas em Bangladesh — correm novos riscos de saúde e deslocamento forçado. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que chamou atenção para possíveis surtos de cólera, malária, hepatite E, bem como para a destruição de casas e infraestrutura.

Migrantes e refugiados cruzam Mediterrâneo para chegar à Europa. Foto: Marinha Italiana/M. Sestini

ONU pede compromisso com produção de estatísticas de qualidade sobre migrações

Em pronunciamento na segunda-feira (15), o chefe da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing, defendeu um plano global para a produção de dados sobre deslocamentos humanos. Dirigente explicou que estatísticas precisas e completas são fundamentais para o desenvolvimento de políticas adequadas, além de informar os debates sobre migração por fatos concretos, e não por medos e estereótipos.

Família deixa bairro da Ghouta Oriental por causa de conflitos na região. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Ataques a civis na Síria podem ser crimes de guerra, alerta chefe de direitos humanos da ONU

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, condenou neste mês o aumento dos ataques a civis na Síria. Desde 31 de dezembro de 2017 até 10 de janeiro, pelo menos 85 civis morreram na Ghouta Oriental, zona que é palco de uma investida por ar e por terra conduzida pelo governo de Bashar al-Assad e seus aliados. Manobras podem ter sido crimes de guerra, segundo dirigente.

Civis afetados por conflitos armados no Afeganistão recebem assistência humanitária em Kunduz. Foto: UNAMA

ONU pede US$ 430 mi para prestar assistência humanitária no Afeganistão

Soma será utilizada para para levar ajuda a 2,8 milhões de pessoas vulneráveis — entre elas, indivíduos afetados por conflitos e desastres naturais e grupos de expatriados que viviam no Irã e no Paquistão, mas estão retornando ao país.

Em 2017, foi registrado o número mais alto de confrontos dos últimos dez anos. A quantidade de pessoas mortas e feridas também atingiu níveis próximos aos recordes. Embates afetaram diretamente 2 milhões de pessoas, das quais 500 mil eram deslocadas internas.

Ru'a, de apenas 18 meses, anda na motocicleta de seu avô enquanto ele atravessa Mesraba, no Leste de Ghouta, na Síria. Foto: UNICEF/2018/Amer Almohibany

Um início de ano ‘sangrento’ na Síria: mais de 30 crianças mortas em duas semanas, alerta UNICEF

Somente nos primeiros 14 dias do ano, mais de 30 crianças foram mortas em uma escalada de violência no Leste de Ghouta, na Síria, onde cerca de 200 mil crianças estão sitiadas pelos conflitos desde 2013.

“É vergonhoso que quase sete anos após o conflito, uma guerra contra as crianças continue enquanto o mundo observa. Milhões de crianças em toda a Síria e em países vizinhos sofreram as devastadoras consequências dos níveis de violência em várias partes do país”, disse o chefe do UNICEF na Síria, Fran Equiza.

Países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se comprometeram a combater o tráfico de pessoas. Foto: EBC

Facebook tem ‘responsabilidade cívica’ em divulgar perigos do tráfico de pessoas, diz ONU

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) quer a ajuda das redes sociais para combater o tráfico de seres humanos. Um crime que, segundo a agência, está ocorrendo também através dessas plataformas. Em entrevista ao serviço de notícias das Nações Unidas, a ONU News, o diretor de Mídia e Comunicação da OIM, Leonard Doyle, alertou que muitas vítimas são abordadas em sites como o Facebook.

Cerca de 130 mil congoleses e burundeses dependem de assistência humanitária em Ruanda. Foto: ACNUR/S. Masengesho

ONU pede mais financiamento para evitar corte de 25% na comida para refugiados em Ruanda

Agências de assistência humanitária da ONU fizeram um apelo na quinta-feira (11) por mais financiamento para programas que levam comida e renda a refugiados vivendo em Ruanda. Falta de verba levou a uma redução de 25% na quantidade de alimentos e de recursos financeiros disponibilizados para 100 mil estrangeiros no país. Cerca de 11 milhões de dólares são necessários para retomar prestação adequada de serviços.

Foto: UNESCO

Guia de educação em sexualidade da ONU enfatiza igualdade de gênero e direitos humanos

Perto de completar dez anos, o guia “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade”, voltado para legisladores que trabalham na elaboração de currículos escolares no mundo todo, teve esta semana sua edição atualizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Com base em uma análise das melhores práticas no mundo, o guia mostra que a educação em sexualidade ajuda os jovens a se tornar mais responsáveis em sua atitude e comportamento no que se refere à saúde sexual e reprodutiva. Também é essencial no combate à evasão escolar de meninas provocada por gravidez ou casamento precoce.