O refugiado sírio Firas al Ahmad olha pela janela da casa de seu pai em Irbid, na Jordânia, um dia antes de partir com a família para os Estados Unidos. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Família síria deixa a Jordânia para recomeçar a vida nos Estados Unidos

“Estou indo embora por causa dos meus filhos, pelo futuro deles. Espero que eles possam receber uma boa educação e ter uma vida melhor do que a que eu vivi”, conta Firas al Ahmad, um refugiado sírio que tem três filhos. Ele e a família serão reassentados da Jordânia para Dallas, no Texas, onde poderão recomeçar a vida.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), menos de 1% dos refugiados de todo o mundo conseguem ser realocados por programas de reassentamento de países desenvolvidos.

Garoto de 14 anos libertado de um grupo armado no Sudão do Sul, onde passou três anos. Foto: UNICEF

UNICEF: 65 mil crianças foram libertadas de grupos armados em 10 anos

Ao menos 65 mil crianças foram libertadas de forças e grupos armados nos últimos 10 anos. A declaração foi feita por Anthony Lake, diretor-executivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), durante as comemorações do aniversário dos Compromissos de Paris.

O UNICEF estima que 17 mil crianças foram recrutadas no Sudão do Sul e mais de 10 mil na República Centro-Africana. Na Nigéria e países vizinhos, o Boko Haram recrutou quase duas mil crianças. No Iêmen, a ONU já documentou 1,5 mil casos desde a escalada do conflito, em março de 2015.

Mulher segurando criança em Bambari, na província de Ouaka, na República Centro-Africana, onde a violência perpetrada por grupos armados causou o deslocamento de várias pessoas. Foto: OCHA / Gemma Cortes

República Centro-Africana: quatro soldados da paz da ONU são feridos em emboscada com rebeldes

Missão da ONU na República Centro-Africana reportou nessa semana que quatro integrantes das forças de paz da Organização ficaram feridos em uma emboscada promovida por grupos armados próximo a Ippy, na prefeitura de Ouaka. Missão da ONU impediu entrada de combatentes em campo para deslocados, enquanto em outras regiões a situação também permanece tensa.

Confrontos entre a coalizão ex-Séléka, majoritariamente muçulmana, e a milícia anti-Balaka, de maioria cristã, colocaram o país de 4,5 milhões de pessoas em conflito civil desde 2013.

Segundo UNICEF, 1,4 milhão de crianças estão em risco iminente de morte por desnutrição aguda grave na Somália, Sudão do Sul, Iêmen e Nigéria. Foto: UNICEF

ONU precisa de US$ 4,4 bilhões para atender 20 milhões de pessoas que passam fome em 4 países

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou na quarta-feira (22) que mais de 20 milhões de pessoas estão passando fome no Sudão do Sul, na Somália, no Iêmen e na região nordeste da Nigéria. O chefe das Nações Unidas informou que, para ‘evitar uma catástrofe’, o organismo internacional precisa de pelo menos 4,4 bilhões de dólares até o final de março. ONU só recebeu 90 milhões de dólares.

Organização de megaeventos esportivos por abrir brechas para corrupção. Foto: PEXELS

Sediar eventos esportivos pode abrir brechas para corrupção em larga escala, diz UNODC

Em participação no II Fórum Internacional para a Integridade do Esporte, realizado na semanada passada (15), em Lausanne, o diretor-executivo do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), Yury Fedotov, alertou que práticas ilícitas, como partidas arranjadas e apostas ilegais, ameaçam a credibilidade das competições e estão associadas a lavagem de dinheiro e outras formas de crime organizado.

Pecuarista no norte da Somália, região atingida duramente pela seca. Ele perdeu quase metade de seu rebanho de ovelhas, de um total de 70 animais. Foto: UNICEF / Sebastian Rich

‘Não há tempo a perder’ em meio a avanço de catástrofe humanitária na Somália, alerta ONU

Alerta é do UNICEF e do Programa Mundial de Alimentos. A situação das crianças é particularmente preocupante: estima-se que 1 milhão delas estejam desnutridas só esse ano, incluindo 185 mil desnutridas e com necessidade de apoio imediato. Há também temores graves de que este número poderia aumentar para 270 mil nos próximos meses. António Guterres pediu luta contra a fome no topo da agenda do novo governo.

Assim como centenas de milhares de idosos em Luhansk, Hanna e seu marido Oleksiy enfrentam dificuldades financeiras e médicas desde que a guerra começou no leste da Ucrânia, em abril de 2014. Foto: ACNUR/Anastasia Vlasova

Casal de idosos depende da ajuda humanitária para sobreviver na Ucrânia

Hanna e Oleksiy Huzovskiy não têm forças para deixar a casa onde moram. Vivendo perto da linha de frente das batalhas do conflito na Ucrânia, o casal de idosos tem problemas de saúde e depende da ajuda humanitária, que dá dinheiro para a aquisição de alimentos e remédios. São os vizinhos e profissionais de assistência que vão à rua comprar comida para o casal. “Deus não deveria permitir que alguém passasse por duas guerras em uma mesma vida”, comenta Oleksiy, que testemunhou a Segunda Guerra Mundial.

Zahrah, uma viúva e mãe de oito filhos deslocadas pela guerra, senta em um abrigo improvisado em Sanaa, no Iêmen. Foto: ACNUR/Mohammed Hamoud

ACNUR: crise humanitária no Iêmen está ‘além de qualquer catástrofe já vista’

No Iêmen, 14,1 milhões de pessoas passam fome e 3,1 milhões de iemenitas são considerados deslocados internos por conta da guerra que afeta o país desde março de 2015. Dois terços da população de 27 milhões de habitantes dependem de assistência externa. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) recebeu apenas 1% dos 99,6 milhões de dólares solicitados a doadores internacionais para socorrer pessoas vulneráveis em 2017.

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UNICEF: número de mortes no Mediterrâneo Central aumenta quase 13 vezes em um ano

Pelo menos 1.354 migrantes e refugiados morreram afogados no Mediterrâneo de novembro de 2016 até o final de janeiro de 2017, um recorde de fatalidades. Entre as vítimas, estavam pelo menos 190 crianças.

A maioria dos falecimentos ocorreu na rota que passa pela região central do oceano e liga a Itália à Líbia. Foram 1.191 afogamentos, número quase 13 vezes maior que o registrado durante o mesmo período em 2015-2016.

Na cidade ucraniana de Avdiivka, Alexander, de 80 anos, limpa seu apartamento que foi atingido por bombardeios. Foto: ACNUR/Evgeny Maloletka

ACNUR aumenta assistência humanitária para vítimas do conflito no leste da Ucrânia

Desde o final de janeiro, uma nova onda de violência no leste da Ucrânia levou à destruição de 150 casas e 30 apartamentos na cidade de Avdiivka, localizada em região controlada pelo governo do país. Em Donetsk, sob o domínio de outras autoridades, mais de 20 aldeias estavam sem eletricidade no início de fevereiro. Em meio a temperaturas que poderiam chegar aos -20ºC, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) tem distribuído suprimentos, roupas, cobertores e materiais de abrigo.

Abdel Moein Al Abed, sua esposa Fatima, os gêmeos de oito anos, Mohamad e Jomaa, e Shahd, de cinco, preparam-se para deixar Kahlouneye, no Líbano, e viverem em Tampa, na Flórida. Foto: ACNUR/Lisa Abou Khaled

Família síria chega aos EUA após revogação de decreto que suspendia reassentamento de refugiados

Abdel Moein Al Abed, de 37 anos, sua esposa, Fatima, de 31, e os três filhos foram selecionados pelo ACNUR para serem reassentados para os Estados Unidos. A família também foi aprovada pelo governo norte-americano. No mês passado, porém, um decreto suspendeu os programas de transferência de refugiados e quase pôs um fim ao sonho desses sírios. Com revogação, eles puderam começar uma nova vida em território norte-americano.

VÍDEO: Resumo semanal da ONU em imagens #108

VÍDEO: Resumo semanal da ONU em imagens #108

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressa preocupação sobre a política norte-americana em relação ao reassentamento de refugiados; autoridades da ONU apelam pela paz na Síria, devastada pela guerra que completará, em breve, 7 anos; UNICEF lança campanha global para arrecadar 3 bilhões de dólares para ajudar as cerca de 50 milhões de crianças que vivem em países de conflito – estes são os destaques do resumo semanal da ONU em imagens.

Ato contra racismo e violência contra a população negra realizado na orla de Copacabana, Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tânia Rego

Brasil é 10º país que mais mata jovens no mundo; em 2014, foram mais de 25 mil vítimas de homicídio

Dados são do ‘Mapa da Violência’, lançado nesta semana (15) na Câmara dos Deputados, em cerimônia que contou com a participação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Relatório aborda letalidade das armas de fogo no Brasil e ranqueia país em uma lista de cem nações. Documento alerta para a vulnerabilidade da população negra brasileira: atualmente, morrem 2,6 vezes mais afrodescendentes do que brancos por homicídios cometidos com armas de fogo.

Shergo e Avin, uma de suas filhas, na porta de seu alojamento temporário. Foto: ACNUR/Ljubinka Brashnarska

Na Antiga República Iugoslava da Macedônia, refugiados sírios encontram esperança e liberdade pela arte

Vivendo em um abrigo em Skopje, capital da Antiga República Iugoslava da Macedônia, o casal de artistas e refugiados sírios Shergo Musa e Nazli Abdou conseguiu expor suas obras em uma mostra organizada com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). No país balcânico, eles têm a liberdade de movimento restrita e não podem deixar o centro onde moram à hora que quiserem.