O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz. Foto: CIASC

Diretor do UNIC Rio defende maior participação de mulheres em operações de paz

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, fez no início de dezembro (5) uma palestra sobre operações de paz da ONU no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na capital fluminense. A palestra fez parte do Primeiro Estágio de Operações de Paz para Mulheres, iniciativa da Marinha do Brasil em parceria com o UNIC Rio.

O estágio visa estimular a participação das mulheres nestas missões, em concordância com os esforços das Nações Unidas de obter, até 2020, ao menos 15% do efetivo feminino nas operações de paz.

Radovan Karadžić em audiência que analisou recurso sobre sua sentença em 20 de março de 2019. Foto: ONU/Leslie

Corte de apelações aumenta sentença de ex-líder sérvio-bósnio para prisão perpétua

Uma corte de apelações das Nações Unidas aumentou na quarta-feira (20) para prisão perpétua a sentença de 40 anos imposta inicialmente para o ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadžić por sua responsabilidade nos crimes cometidos na Guerra da Bósnia (1992-1995).

Em 2016, o Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) concluiu que Karadžić era culpado de genocídio e crimes de guerra, incluindo o planejamento do massacre de Srebrenica, em 1995, no qual cerca de 8 mil bósnios muçulmanos foram assassinados.

Refugiados e migrantes venezuelanos cruzam a ponte Simon Bolívar, um dos sete pontos de entrada legal ao longo da fronteira entre Venezuela e Colômbia. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Chefe de direitos humanos da ONU diz que Venezuela é fator desestabilizador na região

Expressando profunda preocupação com a “magnitude e a gravidade do impacto em direitos humanos” da atual crise na Venezuela, a chefe do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou na quarta-feira (20) que o país se tornou um “preocupante fator desestabilizador na região”.

Em tom similar, especialistas em direitos humanos das Nações Unidas disseram nesta quinta-feira (21) que as violações relatadas durante manifestações no país são “sistemáticas e difusas”.

Mulheres se manifestam em Brasília na Marcha das Mulheres Negras (2015) pelo fim do racismo e do machismo. Foto: Ministério da Cultura

UNESCO: discriminação racial continua a se manifestar nos esportes, na mídia, nas ruas

A discriminação racial ainda não foi banida dos livros de história. Essa forma perversa de exclusão e intolerância continua a se manifestar nos esportes, na mídia, nas ruas, nos locais de trabalho e até mesmo nos bastidores do poder.

A afirmação é da diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, em comunicado para a ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, lembrado nesta quinta-feira (21).

“Infelizmente, mais uma vez, nós estamos vendo a face horrenda da discriminação sendo apresentada no discurso público. É por isso que, este ano, o tema do Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial é ‘Mitigar e combater o populismo nacional e a ideologia supremacista extremista'”, disse Audrey.

O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Foto: UNAIDS

Projeto na África do Sul ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade

O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciar conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos em cidades da África do Sul.

A desigualdade de gênero é uma barreira para que adolescentes e jovens tenham acesso a serviços de HIV e de saúde sexual e reprodutiva, além de educação sexual abrangente. Também coloca as meninas em maior risco de violência baseada em gênero.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

UNAIDS delineou um conjunto de recomendações que os países podem adotar para uma resposta ao uso de drogas com uma abordagem voltada à saúde pública e direitos humanos. Foto: IRIN/Sean Kimmons

UNAIDS: pessoas que usam drogas ainda estão sendo deixadas para trás

Enquanto a incidência de infecção pelo HIV em todo o mundo para todas as idades diminuiu 22% entre 2011 e 2017, as infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis ​​parecem estar aumentando, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Há evidências convincentes e abrangentes de que a redução de danos — incluindo terapia de substituição de opiáceos e programas de agulhas e seringas — previne infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis. No entanto, leis discriminatórias, o estigma generalizado, a discriminação e violência, dificultam o acesso a serviços de saúde e redução de danos.

Abordagens que violam os direitos humanos e fracassam em diminuir o tráfico ilícito de drogas deixam um rastro de sofrimento humano, disse Mandeep Dhaliwal, diretor do Grupo de HIV, Saúde e Desenvolvimento do PNUD. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ONU lança diretrizes internacionais para políticas de drogas baseadas em direitos humanos

Uma coalizão de Estados-membros das Nações Unidas, organismos da ONU e especialistas em direitos humanos reuniu-se esta semana na Comissão sobre Narcóticos em Viena, na Áustria, e lançou um conjunto de padrões legais internacionais para transformar e reformular as respostas ao problema mundial das drogas.

Buscando promover o Estado de Direito, as diretrizes apresentam recomendações sobre a administração da justiça — abordando temas como práticas discriminatórias de policiamento, prisão e detenção arbitrária e descriminalização de drogas para uso pessoal — e articulam o estado global da legislação sobre direitos humanos em relação à política de drogas, que inclui acabar com a pena de morte por delitos relacionados a drogas.

Pelo menos 25 governos — da Argentina à África do Sul — já revogaram penalidades criminais por posse de drogas para uso pessoal não médico, seja na lei ou na prática, dando um exemplo a ser seguido por outros. O Sistema das Nações Unidas convocou conjuntamente a descriminalização como uma alternativa à condenação e punição em casos apropriados. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Funcionários que trabalham na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) organizam evento com estudantes para discutir crimes de exploração e abuso sexual em Bangui. Foto: ONU/Hervé Serefio

ONU recebeu 259 acusações de exploração e abuso sexual em 2018

As Nações Unidas receberam 259 acusações de exploração e abuso sexual em 2018, de acordo com relatório mais recente apresentado à Assembleia Geral pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. Embora os números tenham aumentado em relação aos dois anos anteriores, o documento mostrou a existência de uma conscientização maior entre funcionários, além das melhoras nas ferramentas de denúncia.

De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018, a ONU recebeu um total de 148 acusações de exploração e abuso sexual envolvendo diretamente funcionários da ONU e 111 envolvendo funcionários de organizações parceiras que implementam programas das Nações Unidas. Isso representa um aumento no número de incidentes relatados em comparação com 2017, quando 138 acusações foram feitas. Em 2016, 165 acusações foram registradas.

Oficina em Brasília (DF) discutiu o fortalecimento de políticas públicas para combater a escravidão moderna na região latino-americana e caribenha. Foto: OIM

OIM realiza oficina em Brasília (DF) sobre políticas de combate à escravidão moderna

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na semana passada (12 e 13) em Brasília (DF) uma oficina para discutir o fortalecimento de políticas públicas para combater a escravidão moderna na região latino-americana e caribenha.

A iniciativa contou com a participação de representes governamentais de Brasil e Colômbia, bem como de representantes de OIM, Embaixada Britânica, Organização dos Estados Americanos (OEA) e pesquisadores de Brasil, Colômbia e Venezuela.

A Enviada Especial do ACNUR, Angelina Jolie (à direita) conversa com refugiados sírios na fronteira da Jordânia em 18 de junho de 2013. Foto: ACNUR/O. Laban-Mattei

Violência e destruição continuam provocando sofrimento entre sírios, diz Angelina Jolie

A violência e a destruição na Síria continuam a infligir sofrimento a milhões de pessoas, alertou nesta sexta-feira (15) a enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, no aniversário de oito anos do conflito.

Desde o início da crise, em março de 2011, metade da população da Síria foi deslocada à força. Mais de 5,6 milhões de sírios vivem como refugiados em toda a região e milhões estão deslocados internamente.

“Ao chegarmos a mais um ano desse conflito devastador, meus pensamentos estão com o povo sírio. Penso, especialmente, nos milhões de sírios que sofrem com a condição de refugiado na região, nas famílias deslocadas no interior do país e em todos que sofrem com ferimentos, traumas, fome e a perda de familiares”, disse a enviada especial do ACNUR em comunicado.

Bandeira da Nova Zelândia vista na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Guterres pede que países se posicionem contra ódio após ataques em mesquitas na Nova Zelândia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou a comunidade internacional a se posicionar contra o “ódio antimuçulmano”, após ataques a tiros em massa na sexta-feira (15) na Nova Zelândia. Os ataques miraram duas mesquitas e deixaram ao menos 49 mortos e diversos feridos, alguns em estado crítico.

“Estou entristecido e condeno veementemente os ataques a tiros contra pessoas inocentes, conforme rezavam pacificamente em mesquitas na Nova Zelândia”, tuitou o chefe da ONU, expressando suas “mais profundas condolências às famílias das vítimas”.

“Hoje, e todos os dias, devemos nos posicionar contra ódio antimuçulmano e todas as formas de intolerância e terror”, afirmou.

Fundação Goi Peace recebe até 15/6 inscrições de jovens para concurso internacional de redação

Jovens do mundo todo estão convidados a se inscrever até 15 de junho do Concurso Internacional de Redação 2019 organizado pela Fundação Goi Peace. O concurso também está sendo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Podem participar candidatos que tenham até 25 anos completados até o prazo de inscrição.

O tema deste ano é “Criando uma sociedade cheia de bondade”. Os candidatos são incentivados a responder as seguintes perguntas em suas redações: “O que bondade significa para você?”, “Na sua opinião, como poderemos criar uma sociedade com mais bondade?”.

Grandi conversa com crianças na escola Al-Shuhada em Souran, na Síria. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Família síria volta para casa e encontra cidade destruída pela guerra

A vida como refugiada nunca foi fácil para Zahida, de 35 anos. Mãe de cinco filhos, ela cuida sozinha das crianças desde que seu marido desapareceu há alguns anos na guerra da Síria.

No Líbano, onde vivia após fugir da guerra, ela diz que as ofertas de trabalho eram escassas e o valor do aluguel, muito alto. No entanto, ao voltar para sua terra natal, Zahida se deparou com novas dificuldades.

Após oito anos de conflito, refugiados retornam aos poucos para regiões da Síria onde se sentem seguros. Para muitos deles, o retorno é difícil e repleto de desafios. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Susan estoca as prateleiras com sabão em suas instalações em Zarqa, na Jordânia. Foto: ACNUR/Mohammad Hawari

Refugiada síria recomeça vida na Jordânia com fabricação de sabão

“Minha história começa com 20 dinares (R$ 110) e uma lata de azeite”, diz Najwa, de 42 anos, descrevendo como um simples ato de bondade a ajudou a superar a tragédia pessoal e recuperar o controle de sua vida como refugiada síria na Jordânia.

Dessa pequena doação inicial, Najwa construiu um negócio de fabricação de sabão que fornece a ela e a outras quatro mulheres uma renda vital, e que recentemente começou a exportar suas primeiras encomendas para a China. Leia o relato completo feito pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fatima com os filhos Lawand, de 15 anos, Laith, de 7, e Simaf, de 4. Foto: ACNUR/ Érico Hiller

Família síria retoma vida em São Paulo após viver quatro anos na Jordânia

Fatima e sua família fugiram da guerra na Síria. Eles viveram por quatro anos na Jordânia, em condições precárias, esperando a guerra acabar. Até que decidiram viajar ao Brasil e recomeçar suas vidas em São Paulo. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A guerra na Síria continua a provocar a maior crise de deslocamento do mundo. Mais de 12 milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas: metade da população. São oito anos de guerra, mais de 5,6 milhões de refugiados sírios registrados e mais de 6 milhões de pessoas deslocadas dentro da Síria.

Manifestação durante o Dia Internacional das Mulheres em São Paulo (SP) em 2019. Foto: Ian Maenfeld (CC)

Centro de pesquisa vinculado à ONU seleciona artigos dedicados à igualdade de gênero

Para lembrar o Dia Internacional da Mulher, o Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG) selecionou artigos dedicados ao empoderamento das mulheres e à igualdade de gênero.

O tema escolhido este ano para lembrar a data foi “Pensar igual, construir de forma inteligente, inovar para mudar”, cujo objetivo é buscar formas inovadoras de avançar na igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres, particularmente nas áreas de sistemas de proteção social, acesso a serviços públicos e infraestrutura sustentável.

A Estratégia de Igualdade de Gênero 2018-2021, a terceira do tipo elaborada pelo PNUD, fornece um roteiro para ampliar e integrar a igualdade de gênero em todos os aspectos do trabalho da organização. Foto: Thiago Siqueira

PNUD Brasil adota nova estratégia para impulsionar igualdade de gênero

A igualdade de gênero é um direito humano básico e uma necessidade na busca por um mundo sustentável. Ao lado do empoderamento das mulheres, ela é vital para o alcance da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que prevê o respeito universal pela dignidade e pelos direitos humanos em um mundo onde todas as mulheres e meninas experimentem a igualdade de gênero completa em que todas as barreiras legais, sociais e econômicas sejam removidas.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está empenhado em fazer desse cenário uma realidade. A Estratégia de Igualdade de Gênero 2018-2021, a terceira do tipo elaborada pela agência da ONU, fornece um roteiro para ampliar e integrar a igualdade de gênero em todos os aspectos do trabalho da Organização a fim de reduzir a pobreza, construir resiliência e alcançar a paz em comunidades e territórios, ajudando a acelerar o desenvolvimento sustentável.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, da 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW63). Foto: ONU News

Ministra dos Direitos Humanos diz que objetivo do Brasil é erradicar violência contra mulheres

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, da 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW63), que ocorre até 22 de março com foco em temas de proteção social, acesso a serviços públicos e infraestrutura sustentável para mulheres e meninas do mundo todo.

Em entrevista à ONU News, a ministra afirmou que o combate à violência contra a mulher é um objetivo definido no Brasil. Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o país lidera a taxa de feminicídios entre 23 países da região. Em 2017, foram confirmadas 1.333 vítimas.

Para a ministra, deve haver reforço e coesão de uma série de serviços envolvendo setores de polícia, Justiça e segurança para proteção das mulheres.

A iniciativa atende à resolução nº 2242/2015 do Conselho de Segurança da ONU que estipula o aumento do efetivo feminino empregado em operações de paz em 15% até 2020. Foto: ONU

Programa de estágio visa ampliar participação de mulheres em operações de paz da ONU

Teve início nesta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro (RJ) o Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres na Escola de Operações de Paz de Caráter Naval do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), uma parceria da Marinha do Brasil e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Além de estimular o crescimento quantitativo, o estágio visa melhorar qualitativamente a participação das mulheres nas missões, contribuindo para que ocupem postos de liderança, reforcem o empoderamento feminino e contribuam para a não violência contra a mulher, de modo a atender à demanda por considerações de gênero em toda a programação humanitária.

Pescador no Lago Iranduba, em Manaus. Foto: Banco Mundial/Julio Pantoja

Relatora da ONU denuncia condições precárias de trabalho no setor pesqueiro global

Baixos salários e terríveis condições de trabalho em barcos de pesca, criadouros de peixes e fábricas de processamento têm sério impacto nas vidas diárias de famílias de trabalhadores no mundo todo, disse Hilal Elver, relatora especial das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, durante apresentação na quinta-feira (28) ao Conselho de Direitos Humanos.

Cerca de 24 mil trabalhadores da indústria da pesca morrem todos os anos e muitos outros ficam seriamente feridos, até mesmo permanentemente. Pessoas que trabalham em criadouros de peixes frequentemente enfrentam sérios problemas de saúde por exposição a produtos químicos tóxicos. Ainda assim, eles e suas famílias não recebem compensação, à medida que tendem a trabalhar informalmente fora de esquemas nacionais de proteção trabalhista e social, levando suas famílias à pobreza.

Trabalhador de saúde cuida de criança em isolamento em centro de tratamento do ebola em Beni, Kivu do Norte, República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Guy Hubbard

Ataques significam que ebola continuará se espalhando na RD Congo, diz OMS

O agravamento dos problemas de segurança no leste da República Democrática do Congo, marcado por ataques contra clínicas para tratamento do ebola, indica que o vírus mortal irá se espalhar ainda mais, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no início deste mês (1º).

De acordo com autoridades da saúde da República Democrática do Congo, o surto mais recente de ebola, que começou em 1º de agosto de 2018, deixou 555 mortos.

Houve 885 casos do vírus – que é endêmico no vasto país, causando febre alta, hemorragias e morte em cerca de 60% dos casos. No total, foram 820 infecções confirmadas e 65 prováveis casos.

Protestos na Faixa de Gaza no dia 14 de maio de 2018. Foto: OCHA

Violações de Israel em Gaza podem constituir crimes de guerra, diz comissão

A comissão independente das Nações Unidas sobre protestos no Território Palestino Ocupado afirmou no fim de fevereiro (28) que soldados israelenses cometeram violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional, algumas destas possivelmente representando crimes contra a humanidade.

A comissão apresentou relatório focado em manifestações na Faixa de Gaza ocorridas de 30 de março a 31 de dezembro de 2018, durante as quais 189 palestinos foram assassinados, incluindo 35 crianças.

“A Comissão possui bases sensatas para acreditar que, durante a Grande Marcha do Retorno, soldados israelenses cometeram violações de lei internacional de direitos humanos e lei humanitária internacional. Algumas destas violações podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade, e devem ser imediatamente investigadas por Israel”, disse o presidente da Comissão, Santiago Canton, da Argentina.

A democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova Iorque, é a mais jovem deputada da história dos EUA, aos 29 anos. Foto: Flickr/Dimitri Rodriguez (CC)

Bachelet elogia aumento do número de congressistas mulheres nos EUA

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou na semana passada (6) que, apesar de progressos significativos em alguns países, desigualdades continuam impulsionando violações de direitos humanos em muitas regiões.

Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, Bachelet destacou preocupações no mundo todo, embora tenha elogiado conquistas importantes, como o número recorde de mulheres no Congresso dos Estados Unidos.

A nova onda de mulheres conquistando assentos no Congresso norte-americano em janeiro são “passos importantes para diversidade”, disse. “Ela inclui a primeira congressista norte-americana muçulmana, a primeira congressista nativo-americana e a mulher mais jovem eleita ao Congresso. Eu saúdo todas as mulheres poderosas do mundo e o modelo que apresentam à próxima geração”.

O enviado especial Geir O. Pedersen destacou a importância de construção de confiança entre o governo e a oposição na Síria. Foto: ONU/Loey Felipe

Novo enviado da ONU para Síria promete trabalhar de forma diligente pela paz

Com o marco de oito anos desde o início do brutal conflito na Síria se aproximando, o novo enviado especial das Nações Unidas para o país fez seu primeiro briefing ao Conselho de Segurança sobre o complexo mapa político para encerrar a guerra, prometendo trabalhar de forma imparcial e ativa.

O enviado especial Geir O. Pedersen destacou a importância de construção de confiança entre o governo e a oposição, dizendo que sírios de todos os lados “precisam se envolver no esforço para construir confiança e buscar a paz”.

Pedersen assumiu o cargo no final de dezembro, substituindo o diplomata italiano-sueco Staffan de Mistura.

Jovem de Bissau coloca voto em urna durante eleições legislativas. Foto: Alexandre Soares

ONU: eleição pacífica na Guiné-Bissau é novo capítulo para democracia no país

O vice-representante especial das Nações Unidas para Guiné-Bissau, no oeste da África, cumprimentou políticos, eleitores e autoridades do país pela realização pacífica da eleição para a Assembleia Nacional no domingo (10).

As Nações Unidas esperam que a eleição ajude a encerrar a crise política que tem abalado o país desde 2015. A expectativa foi expressa em recente relatório do secretário-geral da ONU, publicado em fevereiro, e em resolução aprovada na semana passada pelo Conselho de Segurança.

Membros da UNMISS fazem patrulha em Juba em maio de 2015. Foto: UNMISS

Enviado da ONU alerta para necessidade de ajuda humanitária no Sudão do Sul

O acordo de paz apoiado pelas Nações Unidas no Sudão do Sul está sendo mantido e resultou em mudanças positivas, mas dezenas de milhares de civis ainda precisam de assistência humanitária vital, afirmou na sexta-feira (8) o representante especial do secretário-geral da ONU no país.

Embora o Sudão do Sul esteja passando por relativa estabilidade há cerca de cinco meses, a população ainda enfrenta altos níveis de insegurança alimentar e falta de serviços de saúde e educação.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em Beni, Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (arquivo). Foto: MONUSCO/Michael Ali

OMS pede proteção a centros de tratamento do ebola após ataques na RDC

Em meio a um surto mortal de ebola, membros de uma milícia armada atacaram brutalmente no sábado (9) uma clínica para tratamento da doença na cidade de Butembo, leste da República Democrática do Congo, gerando um pedido do chefe de agência de saúde da ONU para “proteger os centros de tratamento”.

Horas após o ataque, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, visitou o centro, que também foi atacado na semana passada. Ele agradeceu funcionários pela dedicação inabalável.

“Parte meu coração pensar nos agentes de saúde feridos e no policial que morreu no ataque de hoje, à medida que continuamos em luto pelos que morreram nos ataques anteriores, enquanto defendemos o direito à saúde”, disse. “Mas não temos escolha, a não ser continuar servindo as pessoas aqui, que estão entre as mais vulneráveis do mundo”.

Representantes da sociedade civil Mary Fatiya (Sudão do Sul) e Muniba Mazari (Paquistão) falam durante a 63ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre a Situação das Mulheres (CSW) na sede da ONU em Nova Iorque. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Cúpula da ONU discute serviços e infraestruturas para a igualdade de gênero

Uma mãe paquistanesa cadeirante que deseja visitar um parque sem ter que se preocupar com rampas de acesso e uma jovem mulher do Sudão do Sul que sonha em ter assistência de saúde acessível estiveram entre as palestrantes na segunda-feira (11) em Nova Iorque do maior encontro anual das Nações Unidas sobre igualdade de gênero e direitos das mulheres.

Em discursos à 63ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre a Situação das Mulheres (CSW), Muniba Mazari e Mary Fatiya pediram que proteções sociais básicas sejam garantidas para mulheres e meninas no mundo todo, com base em necessidade e em linha com seus direitos humanos inalienáveis.

O ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sérgio Moro, durante coletiva de imprensa. Foto: MJSP/Isaac Amorim

Agência da ONU discute parceria com Ministério da Justiça para combate ao crime organizado

O representante regional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Rafael Franzini, reuniu-se na quinta-feira (7) com o ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sérgio Moro, para discutir parcerias no enfrentamento ao crime organizado, à violência e à corrupção.

Com a transição para o novo governo, a reunião teve o objetivo de identificar áreas de interesse comum no contexto das políticas públicas a serem implementadas pelo ministério nos próximos quatro anos.

Participantes de Assembleia da ONU para o Meio Ambiente fazem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da queda de um avião da Ethiopian Airlines. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lamenta queda de avião na Etiópia; 22 funcionários da Organização morreram

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente triste” com a queda neste domingo do avião da Ethiopian Airlines, que deixou todas as 157 pessoas a bordo mortas, incluindo pelo menos 22 funcionários das Nações Unidas.

Aeronave caiu logo após decolar da capital da Etiópia, Adis Abeba. O destino do voo era Nairóbi, no Quênia, onde teve início nesta segunda-feira a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente.

Filippo Grandi conversa com jovem sírio que voltou para Souran. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Alto-comissário alerta para necessidades humanitárias de sírios que estão voltando para casa

Durante passagem pela Síria, o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, explicou a oficiais do governo de Bashar Al-Assad que o acesso humanitário é importante para que a ONU leve assistência a pessoas que fugiram de suas casas por causa da guerra, mas estão retornando.

Estima-se que mais de 1,4 milhão de indivíduos internamente deslocados – que deixaram as comunidades onde viviam, mas não o território nacional – voltaram para os seus lares na Síria em 2018.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam a ponte Simon Bolívar rumo à Colômbia, um dos sete pontos de entrada legal da fronteira entre os dois países. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Pedidos de refúgio de venezuelanos sobem para mais de 400 mil no mundo

Em decorrência da situação na Venezuela, o número de pedidos de refúgio de cidadãos venezuelanos em todo o mundo aumentou exponencialmente. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) avalia que desde 2014 mais de 414 mil pedidos de refúgio foram apresentados por venezuelanos em todo o mundo, sendo que cerca de 60% (248 mil) apenas em 2018.

Dois terços dos pedidos de refúgio de venezuelanos foram feitos em países na América Latina. Os demais, se concentraram na América do Norte e na Europa.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam a ponte Simon Bolívar rumo à Colômbia, um dos sete pontos de entrada legal da fronteira entre os dois países. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Visita de equipe da ONU à Venezuela pode abrir caminho para missão oficial no país

Uma equipe de direitos humanos das Nações Unidas dará início a uma visita oficial à Venezuela na segunda-feira (11) a convite do governo, possivelmente abrindo caminho para uma missão oficial em Caracas conduzida pela alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Cinco membros da equipe irão viajar pelo país de 11 a 22 de março, afirmou nesta sexta-feira (8) o escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH), em meio a uma crise prolongada por conta de uma economia sem força, instabilidade política e violentas manifestações contra o governo.