Foto: Leo Pinheiro / Fotos Públicas

Relator da ONU para direitos LGBT abre consulta para desenvolver estratégia de trabalho

O relator independente das Nações Unidas para o combate à violência e discriminação baseada em orientação sexual e identidade de gênero realizará consulta pública na semana que vem em Genebra para engajar Estados, mecanismos de direitos humanos, agências da ONU, ativistas da sociedade civil e outros para discutir seu trabalho, estabelecer prioridades e desenvolver estratégias efetivas para os próximos anos.

O evento será transmitido pelo YouTube, e o especialista receberá informações e questões por e-mail.

O Brasil é um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher: uma mulher é morte a cada 2 horas e atacada a cada 15 segundos. Sueny é uma ativista brasileira que luta para acabar com a violência contra as mulheres em uma comunidade no Rio de Janeiro.

No Brasil, uma mulher é assassinada a cada 2 horas; vídeo

O Brasil é um dos lugares mais perigosos do mundo para ser mulher: uma mulher é morte a cada 2 horas e atacada a cada 15 segundos. Sueny é uma ativista brasileira que luta para acabar com a violência contra as mulheres em uma comunidade no Rio de Janeiro.

Ela é uma das participantes de um programa da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA), organização apoiada pelo Fundo Fiduciário das Nações Unidas pelo Fim da Violência contra a Mulher, gerido pela ONU Mulheres. Confira nessa matéria especial.

Manifestações de 2014 em Gâmbia. Violações dos direitos humanos no país já preocupavam as Nações Unidas nessa época. Foto: UNFPA Gâmbia

Cerca de 45 mil pessoas deixaram a Gâmbia em meio à incerteza política no país

Cerca de 45 mil pessoas saíram da Gâmbia rumo ao Senegal nos últimos dias em meio à contínua incerteza política e a entrada de tropas senegalesas e da África Ocidental no país na quinta-feira (19).

O clima político ficou tenso depois que o presidente Yahya Jammeh, há 22 anos no poder, anunciou no fim do ano passado que não aceitaria os resultados eleitorais de dezembro que deram vitória a Adama Barrow.

Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/JC McIlwaine

Conselho de Segurança apoia esforços regionais para garantir transferência de poder na Gâmbia

O Conselho de Segurança da ONU pediu nesta quinta-feira (19) que todas as partes respeitem o resultado das eleições de 1º de dezembro na Gâmbia, reconhecendo Adama Barrow como presidente eleito.

O presidente eleito tomou posse na embaixada da Gâmbia no Senegal, uma vez que o atual presidente Yahya Jammeh, no poder há 22 anos, recusa-se a sair. Segundo informações da imprensa internacional, tropas senegalesas adentraram o país.

Isidro Baldenegro López recebe Goldman Prize em 2005. Foto: The Goldman Environmental Prize

Agência da ONU condena assassinato de líder indígena mexicano

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) condenou nesta quinta-feira (19) o assassinato do ativista mexicano Isidro Baldenegro López, líder de uma comunidade indígena mexicana que promoveu uma campanha pacífica contra a destruição de florestas ancestrais.

Baldenegro foi homenageado em 2005 com o mais prestigiado prêmio ambiental do mundo, o Goldman Environmental Prize. Ele é o segundo vencedor a ser morto em menos de um ano. Em março do ano passado, homens armados assassinaram a ativista indígena Berta Cáceres, líder do povo Lenca em Honduras.

Grupo de mulheres internamente deslocadas no campo de deslocados de Tharawan, nos arredores de Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF / Moohialdin Fuad

Em meio a conflito, Iêmen recebe milhares de migrantes por mês

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que fornece assistência humanitária no país, até 12 mil migrantes chegam todos os meses às costas do país do Golfo de Áden com a esperança de chegar à Arábia Saudita.

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) informou que cerca de 105 mil pessoas chegaram ao Iêmen a partir do Chifre da África nos últimos dois meses, a maioria da Etiópia e da Somália.

Jovem deslocado de Mossul fala sobre tortura sofrida na mão de extremistas. Foto: ACNUR

Iraque: jovens deslocados de Mossul dizem ter sido torturados por extremistas

Mais de 100 mil moradores de Mossul e arredores fugiram desde que as forças do governo iraquiano lançaram uma ofensiva, em 17 de outubro de 2016, para retomar a segunda maior cidade do Iraque, ocupada pelo Estado Islâmico.

Os irmãos Haidar e Zaineb, de 20 e 23 anos, foram alguns dos jovens sequestrados e torturados pelas milícias extremistas que ocuparam o país. Eles agora vivem com a família em um assentamento construído pela Agência da ONU para Refugiados em Dohuk, no Iraque.

Foto: MINUSMA/Marco Dormino

Missão da ONU no Mali: promovendo o desenvolvimento e protegendo civis (vídeo)

Estabelecida pelo Conselho de Segurança da ONU em 2013, a missão da ONU no Mali – conhecida pela sua sigla, MINUSMA – oferece apoio a processos políticos e ajuda a estabilizar o país. Aproximadamente 12 mil capacetes-azuis de mais de 50 países foram mobilizados para a região, uma das mais perigosas do mundo. Mesmo em meio ao conflito e à instabilidade, a MINUSMA apoia projetos de base que estimulam o desenvolvimento social e econômico das comunidades em que atua. Confira nessa matéria especial.

Ex-militar Chelsea Manning divulgou informações diplomáticas e militares norte-americanas ao site Wikileaks. Foto: torbakhopper/Flickr (CC)

Relator da ONU elogia redução da pena de Manning e pede fim da perseguição a informantes

O relator independente das Nações Unidas para a promoção da democracia e da ordem internacional igualitária, Alfred de Zayas, elogiou a redução da pena de Chelsea Manning, ex-militar norte-americana condenada por vazar informações diplomáticas e militares ao site Wikileaks.

O relator da ONU pediu ainda que os governos interrompam campanhas de difamação e perseguição contra “whistleblowers” (informantes) como Julian Assange e Edward Snowden.

Mais de 100 jornalistas foram mortos no mundo em 2016, alertou UNESCO. Foto: Esther Vargas/Flickr (CC)

Mais de 100 jornalistas foram assassinados no mundo em 2016, alerta UNESCO

Mais de 100 jornalistas foram assassinados no mundo no ano passado enquanto realizavam suas funções, o equivalente a um a cada quatro dias, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A maior parte dos crimes ocorreu em países como Síria, Iraque e Iêmen. A América Latina e o Caribe é a segunda região com maior número de mortes, com um total de 28 jornalistas assassinados.

‘Regra de ouro’ (em inglês, ‘Golden Rule’), mosaico baseado em uma obra do artista norte-americano Norman Rockwell, é uma das atrações favoritas da visitação na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. A obra foi um presente do governo norte-americano à ONU em 1985. O mosaico retrata pessoas de diferentes nacionalidades de pé, com os dizeres da chamada regra de ouro: ‘faça aos outros o que gostaria que fizessem a você’. Crédito da imagem: Norman Rockwell (1894-1978), Golden Rule, 1961. Oil on canvas, 44 1/2” x 39 1/2”. Story illustration for The Saturday Evening Post, April 1, 1961. Norman Rockwell Museum Collections. ©SEPS: Curtis Licensing, Indianapolis, IN.

Diversidade ‘é riqueza, não ameaça’, diz Guterres em fórum sobre discriminação contra muçulmanos

Em vídeo para evento em Nova York, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou para que sejam reforçados os princípios da inclusão, da tolerância e do entendimento mútuo na luta contra a discriminação antimuçulmana – também chamada de islamofobia – e contra o ódio em distintos contextos. O encontro foi promovido pelo Canadá, EUA, União Europeia e a Organização para a Cooperação Islâmica.

No Brasil, os casos de islamofobia não são isolados. Essa realidade é destaque do relatório ‘Intolerância Religiosa no Brasil’, que será lançado nessa semana (19) no Rio de Janeiro. Confira o vídeo de António Guterres e todas as informações na reportagem especial.

Menino empurrando uma cadeira de rodas em meio a edificações destruídas em uma rua em Al-Mashatiyeh, próximo à cidade de Alepo, na Síria. Foto: ACNUR/Bassam Diab

‘Não podemos deixar que 2017 repita tragédias que aconteceram na Síria em 2016’, alerta ONU

Cinco agências humanitárias da ONU emitiram comunicado alertando que, atualmente, há 15 áreas sitiadas no país, onde 700 mil civis – incluindo cerca de 300 mil crianças – ainda permanecem presos. Além disso, devido à luta, à insegurança e o acesso restrito, quase 5 milhões de pessoas e mais de 2 milhões de crianças e adolescentes vivem em locais extremamente difíceis para o acesso humanitário.

Mais de 3 milhões de pessoas estão deslocadas no Iraque. As crianças são as mais afetadas. No norte do país, a ‘Terre des Hommes’, uma organização apoiada pelo UNICEF, ajuda meninos a se recuperarem de experiências traumáticas em meio à violência extrema. Mais de 300 meninos receberam assistência nos últimos seis meses. As atividades do centro os ajudam a pensar em um futuro melhor.

Iraque: com apoio do UNICEF, organização apoia crianças em meio à violência extrema (vídeo)

Mais de 3 milhões de pessoas estão deslocadas no Iraque. As crianças são as mais afetadas. No norte do país, a ‘Terre des Hommes’, uma organização apoiada pelo UNICEF, ajuda meninos a se recuperarem de experiências traumáticas em meio à violência extrema. Mais de 300 meninos receberam assistência nos últimos seis meses. As atividades do centro os ajudam a pensar em um futuro melhor.

Um terço dos entrevistados disse acreditar que sofrer bullying é normal e, por isso, não contou a ninguém. Foto: Shutterstock / CC

Pesquisa da ONU mostra que metade das crianças e jovens do mundo já sofreu bullying

Pesquisa realizada pelas Nações Unidas no ano passado com 100 mil crianças e jovens de 18 países mostrou que, em média, metade deles sofreu algum tipo de bullying por razões como aparência física, gênero, orientação sexual, etnia ou país de origem.

No Brasil, esse percentual é de 43%, taxa semelhante a outros países da região: Argentina (47,8%), Chile (33,2%), Uruguai (36,7%) e Colômbia (43,5%).

Vista de Kandahar, no Afeganistão. Foto: UNAMA

Milhares de crianças no Afeganistão sofrem de desnutrição; 9,3 milhões de pessoas precisam de ajuda

Nos primeiros nove meses de 2016, a luta armada no país matou o número recorde de 8.397 pessoas e descolou meio milhão em novembro. Mais da metade dos civis deslocados são crianças que, além da desnutrição, enfrentam maus-tratos e exploração, incluindo casamento forçado, abuso sexual e trabalho infantil.

Na terça (10), atentados terroristas deixaram dezenas de mortos e muitos outros feridos, incluindo o governador de Kandahar e o embaixador dos Emirados Árabes Unidos.