A ONU reviu para cima a projeção de crescimento da economia brasileira, e agora estima expansão de 2% em 2018. Foto: EBC

ONU prevê crescimento de 2% para economia brasileira em 2018

As Nações Unidas projetam crescimento de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano que vem, com previsão de avanço de 0,7% este ano, segundo o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas (WESP, na sigla em inglês) lançado na segunda-feira (11) em Nova Iorque.

Em 2019, a projeção é de avanço de 2,5%. A retomada ocorre após forte queda de 3,8% e 3,6% em 2015 e 2016, respectivamente. “Enquanto o crescimento médio na região deve se fortalecer gradualmente, permanecerá bem abaixo das taxas observadas durante o boom das commodities dos anos 2000”, disse o documento.

Voluntariado traz soluções em momentos de crise, avaliam especialistas

Para celebrar o Dia Internacional do Voluntário, lembrado anualmente pela ONU em dezembro (5), o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) e a organização não governamental Atados reuniram 180 pessoas nesta segunda-feira (11), no Rio de Janeiro, para uma manhã de debate sobre a importância do voluntariado em situações de crise — sejam elas humanitárias, políticas ou econômicas.

“Em tempos de crise, normalmente, a gente culpa o governo ou alguma empresa que causou algum problema. As pessoas que não são parte desse contexto que criou a crise podem ajudar a solucioná-la”, defendeu Daniel Morais, fundador da Atados.

‘O documento mais importante do mundo’, diz autora de livro sobre Declaração dos Direitos Humanos

Para a escritora Ruth Rocha, falar mal dos direitos humanos é um atestado de desinformação. Em 1986, em coautoria com o ilustrador Otavio Roth, ela lançou o livro voltado para crianças “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, adaptação do documento que completou 69 anos no último domingo (10) e que Rocha considera como um “alicerce da humanidade”. Obra já está na 11a edição.

Governo federal solicitou em 2015 ao Banco Mundial relatório sobre gastos públicos. Foto: Sesc SP/Julia Parpulov

Banco Mundial: adiar reforma da previdência só aumentaria ajuste a ser feito no futuro

O aumento do gasto previdenciário no Brasil é motor de um forte desequilíbrio fiscal. Diante disso, mesmo o país enfrentando uma dura crise econômica, é necessário resolver esse problema estrutural uma vez que adiá-lo só aumentaria o tamanho do ajuste a ser feito no futuro, na opinião do diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser.

Para ele, a reforma tributária também deve ser prioridade, uma vez que a alta carga recai principalmente sobre os mais pobres, com baixa tributação sobre a renda, particularmente grandes fortunas.

Manifestantes em São Paulo, na Segunda Marcha Internacional pelo Fim do Extermínio do Povo Negro. Foto: Fotos Públicas/Oswaldo Corneti

Jovem negra tem 2 vezes mais chance de ser assassinada no Brasil, revela UNESCO

Em todos os estados do país e no Distrito Federal, com exceção do Paraná, as jovens negras têm 2,19 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio do que as jovens brancas. No Rio Grande do Norte, diferença chega a oito vezes. Crime é a principal causa de morte entre brasileiros e brasileiras dos 15 aos 29 anos.

Dados foram divulgados no Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017, lançado nesta segunda-feira (11) pela UNESCO e pela Secretaria Nacional de Juventude. Pela primeira vez, relatório abordou diferenças de gênero nas taxas de assassinato de jovens.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

UNESCO e parceiros lançam na segunda (11) índice de vulnerabilidade juvenil à violência

A Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República e a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com apoio técnico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançam na segunda-feira (11) o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017.

O estudo é lançado por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, celebrado em 10 de dezembro, e no âmbito da Campanha Vidas Negras das Nações Unidas pelo fim da violência contra jovens negros.

A atriz Taís Araújo participa da campanha #VidasNegras, que busca sensibilizar a sociedade pelo fim da violência contra a juventude negra no Brasil. Foto: Reprodução

Campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem ampla repercussão nas redes sociais

Desde o lançamento no início de novembro, mês da Consciência Negra, a campanha Vidas Negras passou a ser um dos motes do debate sobre desigualdades raciais nas redes sociais. Os quatro vídeos produzidos pela iniciativa da ONU Brasil provocaram uma série de conversas sobre o tema.

As peças abordam diferentes impactos do racismo na experiência da juventude negra no Brasil, com a participação de Taís Araújo, Érico Brás, Kênia Maria, Elisa Lucinda e o grupo Dream Team do Passinho. Todo o material audiovisual da campanha fala da necessidade de superar o racismo para garantir igualdade, inclusive no direito à vida.

Ministro da Justiça, Torquato Jardim, durante lançamento do Selo Resgata, que certifica empresas que contribuem para a reintegração de presos. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Selo reconhece empresas que colaboram com reintegração de ex-detentos

Um dos principais desafios de quem acaba de cumprir pena em regime fechado é encontrar emprego. Merecem, portanto, reconhecimento, incentivo e visibilidade instituições que colaboram com a reintegração de ex-detentos ao mercado de trabalho e à sociedade.

Essa é a ideia por trás do Selo Resgata, lançado pelo Ministério da Justiça. A proposta é reconhecer empresas e instituições que contratam pessoas privadas de liberdade e egressos do sistema penitenciário. A iniciativa recebeu apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Idoso na vila de Nongma, no sudoeste da China. Foto: Banco Mundial/Steve Harris

Países dos BRICS terão 940 milhões de idosos até 2050

Para discutir os desafios sociais trazidos pelo envelhecimento, o Fundo de População da ONU (UNFPA) foi a Pequim com uma delegação brasileira para participar nos dias 6 e 7 de dezembro da primeira Reunião dos BRICS sobre Envelhecimento. Segundos os organizadores do evento, em 2015, Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul eram o lar de mais de 380 milhões de idosos com 60 anos ou mais. Até 2050, contingente chegará a cerca de 940 milhões.