Fionnuala Ni Aolain, relatora especial da ONU para a promoção e proteção dos direitos humanos no combate ao terrorismo. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Relatores especiais instam Emirados Árabes a libertar mulher em estado terminal

Relatores especiais de direitos humanos das Nações Unidas instaram na terça-feira (26) os Emirados Árabes Unidos a libertar da prisão uma mulher em estado de doença terminal. Segundo os especialistas independentes, a mulher estaria sendo “alvo de tratamento desumano e degradante”, e o pedido tem o objetivo de fazer com que ela “viva seus últimos dias em dignidade”.

Em comunicado, os relatores afirmaram que Alia Abdulnoor, que sofre de câncer de mama, estaria sendo mantida em um quarto de hospital sem janelas e sem ventilação, acorrentada à sua cama e sob guarda armada.

Ela foi presa em julho de 2015, acusada de financiamento ao terrorismo após ter ajudado a arrecadar fundos para famílias sírias em necessidade nos Emirados Árabes e para mulheres e crianças afetadas pela guerra na Síria, disseram os especialistas.

Crianças têm aulas em tenda em Idlib, norte da Síria. Emergências humanitárias privam crianças de saúde, nutrição, acesso a água e saneamento, educação e outras necessidades básicas. Foto: UNICEF/Watad

Síria: mais de 11 milhões de pessoas precisarão de ajuda humanitária em 2019

Níveis desconcertantes de necessidades humanitárias ainda persistem na Síria, afirmou na terça-feira (26) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) a membros do Conselho de Segurança.

De janeiro a dezembro do ano passado, cerca de 25 mil pessoas foram deslocadas da província de Deir-ez-Zor, no sudeste do país, para o acampamento de Al Hol. A situação humanitária em Rukban também continua se deteriorando. Assistência humanitária adicional está sendo preparada para acomodar 42 mil pessoas.

Além disso, intensas inundações no nordeste e noroeste destruíram abrigos em acampamentos para pessoas deslocadas internamente. Em Idlib, mudanças de controle em algumas áreas levaram à suspensão de fundos, reduzindo serviços de saúde para alguns civis.

A iniciativa do PNUD envolve os municípios de Teresina, Timon, Demerval Lobão, José de Freitas e Nazária. Foto: Rômulo Piauilino

Estado e prefeituras do Piauí aderem a projeto de políticas para mulheres do PNUD

O governo do Piauí e cinco prefeituras da Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo Grande Teresina formalizaram na segunda-feira (25) seu compromisso e engajamento com as ações desenvolvidas no estado pelo projeto “Mulheres Resilientes = Cidades Resilientes”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A iniciativa envolve os municípios de Teresina, Timon, Demerval Lobão, José de Freitas e Nazária.

Com o objetivo de orientar sobre o fortalecimento de políticas públicas a partir de uma perspectiva de gênero, a iniciativa desenvolverá, junto aos governos estadual e municipais, sugestões de ação em cinco áreas: educação para o trabalho e inclusão produtiva; enfrentamento à violência contra as mulheres; promoção da saúde das mulheres; melhoria da transversalidade de gênero nos equipamentos públicos; políticas de cuidados para redução da sobrecarga de responsabilidades concentradas nas mulheres.

Chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Evan Schneider

Crise prolongada leva a ‘alarmante escalada de tensões’ na Venezuela, diz ONU

A “crise prolongada” na Venezuela levou a uma “escalada alarmante de tensões”, alertou na terça-feira (26) a chefe de Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo. Em pronunciamento no Conselho de Segurança, a dirigente anunciou que as Nações Unidas têm agora um esforço coordenado, em andamento, para entregar assistência humanitária o mais perto dos venezuelanos que passam necessidade, com foco em nutrição, saúde e proteção.

A taxa de mortalidade materna entre as mulheres indígenas continua mais alta do que no restante da população do Peru. Foto: UNFPA/Juan Pablo Casapia

Peru adapta serviços de saúde para acolher mulheres indígenas com apoio do Fundo de População da ONU

No Peru, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estimulou diálogos entre agentes de saúde e comunidades indígenas para ajudar as autoridades a entender por que tão poucas mulheres grávidas dos povos originários frequentavam as clínicas de saúde.

O resultado foi a descoberta de tradições e costumes próprios dessas comunidades, que foram incorporados aos serviços de atenção materna e neonatal. Adaptação contribuiu para reduzir os índices de mortes entre gestantes e recém-nascidos.

Jornalistas em serviço. Foto: EBC

ONU pede proteção de jornalistas e da liberdade de imprensa no mundo

Em homenagem a jornalistas do mundo todo que “colocam suas vidas em jogo” para contar histórias importantes, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou na segunda-feira (25) que a liberdade de imprensa esteja diminuindo, e pediu aos tomadores de decisão que protejam jornalistas e trabalhadores da mídia.

Guterres destacou que a maioria dos jornalistas detidos e atacados no mundo é formada por repórteres que trabalham em seus próprios países e comunidades. No geral, “a maioria dos jornalistas e membros da mídia mortos, feridos ou detidos estavam cobrindo política, crime, corrupção e direitos humanos”, e não conflitos, declarou.

Mulher em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, capital da Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt

ONU e Cruz Vermelha denunciam que violência sexual é usada como ‘arma de guerra’ em conflitos armados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu urgência no combate à violência sexual em conflitos armados, uma prática que tem sido usada como “arma de guerra” por grupos em confronto. As Nações Unidas e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha lançaram na segunda-feira (25) um apelo humanitário de 27 milhões de dólares para financiar a resposta ao problema em 14 países.

Testatem de HIV. Foto: Abr/Marcelo Camargo

Especialistas alertam para criminalização e estigma contra populações que vivem com HIV

Em reunião em Genebra, a vice-chefe de Direitos Humanos da ONU, Kate Gilmore, afirmou neste mês que a “epidemia de HIV é uma epidemia de perda de direitos e, em alguns casos, de abusos e violações”.

Em encontro de especialistas e ativistas dos movimentos pelo fim da AIDS, a dirigente e outros participantes alertaram que o estigma e a discriminação continuam prejudicando o acesso à saúde para quem é soropositivo.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

ONU destaca luta dos movimentos sociais em reunião do Conselho de Direitos Humanos

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou na segunda-feira (25) ao Conselho de Direitos Humanos que os direitos estão sob ataque em muitas partes do mundo, insistindo que ainda não perdeu esperança graças a poderosos movimentos populares por justiça social.

Em discurso ao fórum sediado em Genebra na abertura de sua 40ª sessão, Guterres destacou o importante papel do Conselho como “epicentro” para diálogo e cooperação em todas as questões de direitos humanos: civis, políticas, econômicas, sociais e culturais.

Porta-voz do escritório da ONU para os direitos humanos, Rupert Colville. Foto: ONU

Após acusações de tortura, ONU pede que Egito suspenda execuções de presos

Quinze condenados ao corredor da morte foram executados no Egito até o momento neste mês, apesar de acusações segundo as quais muitos teriam sido torturados até confessar os crimes, afirmou na sexta-feira (22) o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Em apelo para que autoridades egípcias suspendam todas as execuções, o porta-voz do ACNUDH insistiu que, nos locais onde a pena de morte ainda é permitida, os julgamentos “precisam cumprir os padrões mais altos de justiça e devido processo” para prevenir erros.

“Ao longo dos últimos anos, houve uma sucessão de casos de indivíduos sendo condenados em circunstâncias similares no Egito, em meio a relatos preocupantes de falta dos devidos processos legais”, disse Rupert Colville a jornalistas em Genebra.

Centenas de pessoas tomam as ruas de Manágua, na Nicarágua, para exigir justiça para as vítimas da repressão violenta aos protestos do ano passado. Foto: Escritório Regional do ACNUDH para a América Central

Chefe de direitos humanos da ONU critica criminalização da oposição na Nicarágua

A alta-comissária Michelle Bachelet expressou preocupação na sexta-feira passada (22) com a criminalização de dissidentes políticos na Nicarágua, onde prisões e condenações de opositores têm, na avaliação da dirigente, dificultado a criação de um ambiente de diálogo. A chefe de Direitos Humanos da ONU denunciou que alguns integrantes da oposição foram detidos em represália por sua cooperação com a própria Organização.

Damares discursou no primeiro dia da 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Foto: Reprodução/ONU News

Na ONU, ministra diz que Brasil se compromete com ‘mais altos padrões de direitos humanos’

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do Brasil, Damares Alves, disse esta segunda-feira (25) que o Brasil se compromete com “os mais altos padrões de direitos humanos”.

Damares discursou no primeiro dia da 40ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. A representante destacou temas como direitos das mulheres, dos povos indígenas e da população LGBTI. Ela também comentou o rompimento da barragem de mineração em Brumadinho (MG) e a situação na Venezuela.

Debate trouxe à tona a necessidade de maior participação de mulheres e meninas nas ciências. Foto: ONU Mulheres

Desigualdades de gênero afastam mulheres e meninas da ciência, dizem especialistas

Há poucas mulheres atuando nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês), em todos os países do mundo. Nas universidades, as mulheres representam apenas 35% dos alunos matriculados nesses campos do conhecimento – o percentual é ainda menor nas engenharias (de produção, civil e industrial) e em tecnologia, não chegando a 28% do total.

“É um quadro preocupante, sobretudo porque são essas áreas que vêm gerando mais oportunidades de trabalho”, disse Adriana Carvalho, gerente da ONU Mulheres para os Princípios de Empoderamento Econômico das Mulheres, durante evento realizado no Rio de Janeiro no início do mês (11). “Não é possível avançar na igualdade de gênero sem atentar para o hiato em carreiras tão promissoras”, completou.

Refugiados e migrantes venezuelanos cruzam a ponte Simon Bolívar, um dos sete pontos de entrada legal ao longo da fronteira entre Venezuela e Colômbia. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

ONU pede que governo venezuelano suspenda uso excessivo da força contra cidadãos

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse no domingo (24) estar chocado e triste com a morte de civis na Venezuela em meio à escalada de tensões registrada no sábado em vários pontos da fronteira com a Colômbia e o Brasil e também dentro do território venezuelano.

A chefe de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, condenou o uso excessivo da força por oficiais de segurança venezuelanos. Segundo o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas (ACNUDH), a resposta violenta levou a pelo menos quatro mortes confirmadas e a mais de 300 casos de pessoas feridas na sexta-feira e no sábado.

Construído de forma colaborativa, plataforma disponibiliza acesso ao Currículo da Cidade de modo dinâmico. Foto: EBC

América Latina e Caribe alinham ações para cumprir metas globais de educação

Garantir progresso regional para atingir as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 4 — assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos — foi o norte do 1º Encontro do Comitê Regional de Gestão do ODS-E2030 para a América Latina e o Caribe, concluído no início de fevereiro em Santiago, no Chile.

A reunião apresentou avanços em relação aos mecanismos de monitoramento, acompanhamento e relato das metas do ODS 4 realizadas pelo Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e pelo Laboratório Latino-Americano de Avaliação da Qualidade da Educação (LLECE).

De manhã cedo, no condado de Leer, no Sudão do Sul, famílias aguardam cadastramento para uma distribuição de comida realizada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA). Foto: UNICEF/Modola

Escravidão sexual e estupros coletivos viraram ‘lugar comum’ no Sudão do Sul, diz comissão

Investigadores das Nações Unidas denunciaram na quarta-feira (20) uma série de violações de direitos humanos no Sudão do Sul, onde casos de estupros aumentaram ao longo do ano passado e sequestros, escravidão sexual e assassinatos brutais “se tornaram lugar comum”.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 25% dos alvos de violência sexual no país são crianças, incluindo meninas de até sete anos de idade.

De acordo com dados das autoridades nacionais de migração e outras fontes, os países da América Latina e do Caribe abrigam cerca de 2,7 milhões de venezuelanos. Foto: OIM

Número de refugiados e migrantes da Venezuela no mundo atinge 3,4 milhões

O número de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo atualmente é de 3,4 milhões, informaram nesta sexta-feira (22) a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela, com mais de 1,1 milhão. O país é seguido por Peru, com 506 mil; Chile, 288 mil; Equador, 221 mil; Argentina, 130 mil; e Brasil, 96 mil. México e países da América Central e do Caribe também recebem um número significativo de refugiados e migrantes venezuelanos.

“Os países da região demonstraram uma tremenda solidariedade aos refugiados e migrantes da Venezuela e implementaram soluções engenhosas para ajudá-los. Mas esses números ressaltam a pressão sobre as comunidades anfitriãs e a necessidade contínua de apoio da comunidade internacional, num momento em que a atenção mundial está voltada para os acontecimentos políticos dentro da Venezuela”, disse Eduardo Stein, representante especial de ACNUR-OIM para refugiados e migrantes venezuelanos.

Mulher papuana na Indonésia extrai sagu de palmeira. Foto: USAID Indonesia

Relatores da ONU condenam racismo e violência policial contra aborígenes papuanos na Indonésia

Relatores da ONU pediram nesta quinta-feira (21) investigações rápidas e imparciais de assassinatos, prisões indevidas e casos de tratamento desumano contra aborígenes papuanos na Indonésia.

Em episódio mais recente de violência, um vídeo na internet mostra um menino papuano algemado sendo interrogado pela polícia da Indonésia com uma cobra em volta do corpo. O menino pode ser ouvido gritando, enquanto policiais, rindo, empurram a cabeça da cobra na direção do seu rosto.

Equipes móveis acompanham situação de mulheres que sobreviveram a casos de violência doméstica e de gênero e buscam recomeçar. Foto: UNFPA/Maks Levin

Ucrânia: vítimas de violência de gênero recebem apoio de equipes itinerantes do Fundo de População da ONU

Na Ucrânia, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) leva apoio psicossocial para mulheres que sobreviveram a violência doméstica e de gênero. Com equipes móveis, a agência da ONU alcança vítimas em regiões rurais e acompanha de perto a situação das famílias, encaminhando casos de agressão para o governo e ajudando mulheres a encontrar uma nova casa e emprego.

Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

ONU Mulheres lista cinco formas de acabar com o comportamento tóxico

Todos os dias temos a oportunidade de defender a igualdade de gênero, de grandes e pequenas maneiras. Mas, em alguns dias, muitos de nós escorregamos quando não prestamos atenção às nossas próprias atitudes e às ações que disseminam estereótipos e desigualdade.

Das palavras que usamos no trabalho ou com nossos entes queridos até as suposições que fazemos sobre estranhos, todos nós podemos ser melhores em promover a igualdade em nosso cotidiano.

Pensando nisso, a ONU Mulheres listou cinco maneiras de romper com comportamentos tóxicos e promover a igualdade de gênero na vida.

Médico vacina profissional de saúde na cidade de Mbandaka, em junho deste ano. Foto: OMS/Lindsay Mackenzie

Despesas particulares com saúde levam 100 milhões de pessoas à pobreza extrema por ano no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou nesta quinta-feira (21) que mais 35% das despesas de saúde no mundo são pagas pelas próprias pessoas que precisam de cuidados — um gasto que leva, em média, 100 milhões de indivíduos para condições de extrema pobreza.

Em novo levantamento sobre os gastos com saúde, a agência da ONU alerta que serviços de atendimento continuam pesando no bolso dos cidadãos, mesmo com o aumento do investimento público em países de média e baixa renda.

Participantes da sessão de 2016 do Fórum Permanente das Nações Unidas para Questões Indígenas. Foto: ONU

UNESCO: todas as línguas maternas merecem ser conhecidas e reconhecidas

Todas as línguas maternas merecem ser conhecidas e reconhecidas, além de ter maior importância em todas as esferas da vida pública. A declaração foi feita pela diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, para a ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, lembrado em 21 de fevereiro.

De acordo com a UNESCO, quase 40% das pessoas em todo o mundo não têm acesso à educação em uma língua que elas falem ou entendam. Essa situação persiste, apesar de estudos que mostram que o domínio de uma língua materna facilita a aprendizagem geral e a aprendizagem de outras línguas.

Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, fala ao Conselho de Segurança sobre a situação na região, incluindo a questão palestina. Foto: ONU/Loey Felipe/Arquivo

Perspectiva de paz ‘se apaga a cada dia’ em Gaza e Cisjordânia, diz enviado da ONU

A presença de violência e radicalismo no Território Palestino Ocupado está crescendo, e a perspectiva de paz sustentável está se apagando a cada dia, disse nesta quarta-feira (20) um enviado sênior das Nações Unidas para a região ao Conselho de Segurança.

Numa avaliação em tom sombrio, Mladenov caracterizou a esperança de uma solução pacífica de dois Estados como “escassa”. Segundo ele, o extremismo está em crescimento e o risco de guerra aumentou.

O enviado especial condenou a violência e o terror na região ao longo dos últimos meses, que resultaram na morte de 40 crianças assassinadas por forças israelenses, e no disparo de 18 foguetes de militantes palestinos em direção a Israel. Houve uma onda em violência envolvendo colonos no último ano, disse ele, com 20 incidentes registrados de colonos israelenses ferindo palestinos ou danificando suas propriedades.

Médico mede o braço de menino iemenita de 12 anos que sofre de desnutrição, num centro de tratamento em Sanaa. Foto: UNICEF/Huwais

Iêmen: ONU elogia diálogo para redistribuir tropas em polo de recursos humanitários

O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Martin Griffiths, afirmou nesta semana (19) que “progresso significativo” está sendo feito para implementar o acordo de redistribuição de tropas na cidade portuária de Hodeida, a principal porta de entrada da assistência humanitária no país. Em dezembro, o governo iemenita e lideranças houthis, atualmente em conflito, concordaram com um cessar-fogo na região.

Onze venezuelanos foram interiorizados para Montes Claros, no norte do estado de MG, inclusive o pequeno Dylan, de apenas 1 mês. Foto: Exército/Comunicação Social 12 de Guerra

Interiorização chega a MG; rede se mobiliza para acolhida de refugiados venezuelanos

A interiorização de venezuelanos chegou a Minas Gerais no último fim de semana. Na sexta-feira (15), desembarcaram no estado 37 dos 226 venezuelanos que participaram da estratégia do governo federal apoiada por agências da ONU no Brasil e por organizações da sociedade civil.

O trabalho de acolhimento foi articulado pela rede Acolhe Minas, liderada pelo Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com apoio da Arquidiocese de Belo Horizonte, da Paróquia da Igreja da Boa Viagem e do Exército Brasileiro, entre outros atores.

Porta-voz do escritório da ONU para os direitos humanos, Rupert Colville. Foto: ONU

ONU condena ataques contra forças de segurança indianas na Caxemira

A chefe de direitos humanos das Nações Unidas condenou fortemente nesta terça-feira (19) o ataque suicida contra forças de segurança indianas no distrito de Pulwama, na Caxemira, na semana passada, e pediu às autoridades que levem os responsáveis à Justiça.

“Esperamos que uma escalada das tensões entre as duas potências nucleares vizinhas não adicione mais insegurança à região”, disse o porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Crianças refugiadas sírias olham paisagem de sua nova residência na cidade de Gänserndorf, na Áustria. Elas fazem parte de um programa de reassentamento para refugiados sírios em cooperação com o ACNUR. Foto: ACNUR

Menos de 5% dos refugiados que buscam reassentamento foram atendidos em 2018

Novos dados divulgados pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) mostraram que, apesar dos níveis recorde de deslocamento forçado no mundo, apenas 4,7% dos refugiados que buscam reassentamento foram atendidos em 2018.

Os dados sobre os reassentamentos facilitados pelo ACNUR foram divulgados neste mês e mostram que dos 1,2 milhão de refugiados que necessitavam de reassentamento no ano passado, apenas 55.692 realmente conseguiram.

O maior número de saída de pessoas para reassentamentos facilitados pelo ACNUR foram dos principais países que acolhem refugiados no mundo: Líbano (9,8 mil), Turquia (9 mil), Jordânia (5,1 mil) e Uganda (4 mil).

Palestina vende azeitonas e outros alimentos em Jerusalém em novembro de 2018. Foto: ONU/Reem Abaza

Guterres reitera defesa à solução de dois Estados para conflito Israel-Palestina

Uma solução pacífica e justa para o conflito entre Israel e Palestina só pode ser alcançada por meio de dois Estados “vivendo lado a lado em paz e segurança”, reiterou na sexta-feira (15) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Em discurso ao Comitê das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, criado pela Assembleia Geral da ONU em 1975, Guterres afirmou que “com base em resoluções relevantes da ONU, princípios de longa data, acordos prévios e lei internacionais”, Jerusalém deve ser a capital de ambos os Estados.

Equipes de resgate da Defesa Civil trabalham em escombros após bombardeios na província síria de Idlib. Foto: Civil Defense Idlib

Síria: Bachelet manifesta preocupação com aumento de mortes de civis em Idlib

Os intensos bombardeios na região síria de Idlib por forças do governo e aliados, junto a uma série de ataques de atores não estatais, provocaram várias mortes de civis e deixaram cerca de 1 milhão de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. O alerta foi feito nesta terça-feira (19) pela chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet.

“Um grande número de civis, incluindo centenas de milhares de pessoas deslocadas, em Idlib e no norte de Aleppo, está vivendo uma existência intolerável, disse Bachelet. “Elas estão presas entre o agravamento de hostilidades e bombardeios de um lado, e, do outro, são forçadas a viver sob o regime extremista do Hay’at Tahrir Al-Sham e outros combatentes extremistas que frequentemente realizam assassinatos, sequestros e detenções arbitrárias”.

Crianças deslocadas internamente em Bangui, na República Centro-Africana. Foto: ONU/Evan Schneider

UNICEF lista passos concretos para garantir proteção de crianças na República Centro-Africana

Elogiando o recente acordo de paz assinado por 15 partes conflitantes na República Centro-Africana (RCA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) destacou na segunda-feira (18) que “agora é hora para ação” e listou passos concretos que grupos armados, autoridades judiciais e governo podem dar para que o futuro de milhões de crianças seja protegido.

“O acordo de paz assinado pelo governo da República Centro-Africana e outras partes do conflito é um passo bem-vindo em direção à paz duradoura e à esperança de um futuro melhor para as crianças do país”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, em comunicado.

Conversas de paz começaram em 24 de janeiro deste ano e um acordo foi alcançado dez dias depois sob mediação da Iniciativa Africana para Paz e Reconciliação na RCA, liderada pela União Africana, com apoio da ONU. O acordo foi formalmente assinado em 6 de fevereiro.

Café da manhã gratuito em paróquia de Pacaraima, município de Roraima na fronteira com a Venezuela, que recebe centenas de migrantes. Foto: UNICEF/João Laet

Agências da ONU visitam Pará para verificar acolhimento de migrantes venezuelanos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam de 18 a 22 de fevereiro missão conjunta para conhecer a resposta dada pelos municípios de Belém e Santarém (PA) ao acolhimento de migrantes venezuelanos, em sua maioria indígenas da etnia warao.

A agenda da missão será composta de reuniões com equipes municipais e estaduais de Assistência Social, Saúde e Educação, de visitas aos espaços de acolhimento, além de realização de oficinas focadas em abrigamento e proteção.

O objetivo é fazer um diagnóstico de campo e elaborar um Plano de Ação por meio do fortalecimento e da articulação da rede local com os atores envolvidos na resposta aos fluxos migratórios.

Criança em hospital de Maracaibo, na Venezuela. Imagem de 2013. Foto: Wikimedia (CC)/The Photographer

Agência alerta que câncer infantil é mais letal em países de média e baixa renda

A cada ano, uma média de 215 mil casos de câncer são diagnosticados em todo o mundo entre crianças com menos de 15 anos, afirmou neste mês a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC). Outras 85 mil ocorrências da doença são identificadas entre jovens com idade de 15 a 19 anos. Instituição alertou para diferença de até 60% nas chances de sobrevivência entre crianças de países ricos e pobres.

A cada ano, mais de 2,7 mil toneladas de ouro são mineradas no mundo. Vinte por cento desse total — mais de 500 toneladas anuais — são produzidos pela mineração artesanal de pequena escala. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lança programa de combate aos efeitos tóxicos da mineração de pequena escala

Ação urgente é necessária para proteger milhões de homens, mulheres e crianças expostos a níveis tóxicos de mercúrio na produção de ouro todos os anos no mundo, de acordo com os apoiadores de um novo programa de 180 milhões de dólares destinado a reformar a mineração artesanal e de pequena escala (ASGM, na sigla em inglês).

Abrangendo oito países, o programa de cinco anos é uma parceria entre Fundo Mundial para o Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ONU Meio Ambiente, Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), Conservação Internacional e governos de Burkina Faso, Colômbia, Guiana, Indonésia, Quênia, Mongólia, Filipinas e Peru.

Neste mês, o cordelista Tião Simpatia (de camisa branca, no centro) iniciou mais uma etapa do projeto Lei Maria da Penha em Cordel nas escolas da rede estadual de ensino do Ceará. Foto: Tião Simpatia Blog Oficial

Poeta cearense transforma Carta da ONU em cordel

Apesar de o Artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos prever que “todo ser humano tem direito à educação”, o cordelista cearense Tião Simpatia teve este direito negado. Analfabeto até os 15 anos, não conseguiu estudar porque não havia escola perto de sua casa, na zona rural da cidade de Granja (CE). Hoje, ele conscientiza jovens por meio da literatura de cordel.

Após visitar dezenas de escolas no Ceará para mostrar o Cordel da Lei Maria da Penha, Tião lançou no fim de 2018 o Cordel da Carta das Nações Unidas, inspirado no tratado que fundou a Organização, em 1945. Segundo o poeta popular, o objetivo é popularizar e facilitar a compreensão do texto da Carta. Leia a entrevista completa.

Palm Springs, na Califórnia. Foto: UNAIDS

Voluntários trabalham pelo fim da AIDS no deserto da Califórnia

Palm Springs, nos Estados Unidos, é conhecida por atrair celebridades e também pelos campos de golfe e hotéis luxuosos. Mas essa região no sul do deserto da Califórnia é também o berço de uma experiência comunitária e inovadora que garante serviços de saúde e HIV para cerca de 4 mil pessoas. O Desert AIDS Project oferece atendimento gratuito ou a preços acessíveis para qualquer um que precise. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).