Consulta médica em clínica no Espírito Santo. Foto: Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo

ONU firma acordo com Espírito Santo para melhorar sistema estadual de saúde

Parceria entre o estado e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) visa melhorar a gestão da saúde, adequando a rede de atendimento ao perfil epidemiológico de cada uma das regiões capixabas (Norte, Metropolitana, Sul e Central).

Colaboração também quer fortalecer o papel da atenção primária, além de propor a eliminação da sífilis congênita — quando a doença é transmitida da mãe para o filho durante a gravidez.

UNESCO lança em SP relatório global sobre economia criativa e políticas culturais

Em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Itaú Cultural, a UNESCO realiza na próxima terça-feira (6), em São Paulo, o lançamento da versão em português do relatório mundial ‘Repensar as Políticas Culturais: Criatividade para o Desenvolvimento’.

Pesquisa mostra que a economia criativa gera receitas de 2,25 bilhões de dólares por ano, além de exportações globais de mais de 250 bilhões de dólares. O ramo também responde por 30 milhões de empregos em todo o mundo.

Agricultora em Mbaiki, República Centro-Africana, em 2012. Foto: FAO/Riccardo Gangale

Trabalhadores rurais têm mais dificuldades para acessar alimentos, alerta relatora da ONU

Trabalhadores rurais têm mais dificuldade em acessar alimentos e são frequentemente excluídos de estruturas nacionais de trabalho e proteção social, disse na semana passada (23) uma especialista em direitos humanos das Nações Unidas.

“Trabalhadores rurais, incluindo mulheres, crianças e migrantes, enfrentam cada vez mais salários baixos, de meio expediente, informais e sem proteção econômica e social”, disse Hilal Elver, relatora especial da ONU sobre direito à alimentação, conforme apresentava seu relatório anual ao Terceiro Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) inspecionam usina nuclear de Fukushima em abril em 2013, em meio a planos do Japão de desativar a unidade. Foto: AIEA/Greg Webb

Especialistas da ONU afirmam que nível de radiação em Fukushima ainda é preocupante

Um especialista em direitos humanos da ONU pediu na semana passada (25) que o governo japonês interrompa a atual realocação de pessoas, principalmente crianças e mulheres, em áreas de Fukushima onde os níveis de radiação permanecem mais altos do que o considerado seguro ou saudável, após o desastre nuclear de sete anos atrás.

“A suspensão gradual de ordens de retirada criou enormes tensões em pessoas cujas vidas já haviam sido afetadas pelo pior desastre nuclear deste século. Muitas sentem que estão sendo forçadas a voltar para áreas inseguras, incluindo aquelas com níveis de radiação acima do que o governo considerava seguro anteriormente”, disse o relator da ONU.

Mulheres indígenas da Guatemala foram sistematicamente estupradas e escravizadas por militares na comunidade de Sepur Zarco durante o conflito de 36 anos no país. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Mulheres guatemaltecas escravizadas durante guerra civil aguardam reparação

Quinze mulheres guatemaltecas do grupo indígena Q’echi, que foram escravizadas e estupradas por militares durante o conflito civil de 36 anos no país da América Central, ainda esperam a materialização de reparações duramente conquistadas.

Com a ajuda de organizações locais de direitos das mulheres, incluindo a ONU Mulheres e outros parceiros das Nações Unidas, as mulheres de Sepur Zarco, no leste da Guatemala, conseguiram assegurar em 2016, após 22 audiências, a condenação de dois ex-militares por acusações de crimes contra a humanidade.

Crianças desacompanhadas estão entre os migrantes da América Central que caminham em direção aos Estados Unidos. Na foto, são retratados nas ruas de Tapachula, Chiapas, México, em 21 de outubro de 2018. Foto: UNICEF México

Comitês da ONU pedem proteção dos direitos humanos de migrantes da América Central

Estados de trânsito e de destino têm a obrigação de proteger os direitos humanos de migrantes da América Central, independentemente de seus status de migração, disseram na sexta-feira (26) dois comitês de especialistas das Nações Unidas sobre direitos humanos.

Durante os últimos dias, milhares de homens, mulheres e crianças estão caminhando rumo aos Estados Unidos pelo México, em busca de oportunidades e segurança. Durante a jornada, eles podem ser vítimas de extorsões cometidas por autoridades de segurança e grupos criminosos, assim como estar sob risco de roubos, violência sexual e morte.

Pessoas deslocadas internamente durante distribuição de alimentos no local de proteção de civis da ONU em Malakal, Sudão do Sul. Foto: OIM/Bannon

Campanha visa reduzir suicídios desencadeados pela guerra no Sudão do Sul

Especialistas em saúde mental acreditam que o impacto negativo na saúde mental dos civis afetados pelo conflito no Sudão do Sul tem sido devastador. Estima-se que 2 milhões de pessoas tenham fugido para países vizinhos e 1,9 milhão tenham sido internamente deslocados.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e parceiros estão desenvolvendo um plano de ação conjunto para prevenir a ocorrência de suicídios entre a população do país, detectando pessoas que estejam sob maior risco e construindo um sistema de referência.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

ONU pede investigação internacional do assassinato de jornalista saudita

Em novo pronunciamento sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, a chefe de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, cobrou nesta terça-feira (30) uma investigação independente e internacional do homicídio, descrito como “um crime revoltantemente descarado”.

A alta-comissária enfatizou que a autópsia do corpo é uma etapa “crucial” do inquérito. Até o momento, o local onde estaria o cadáver não foi divulgado pela Arábia Saudita.

A organização sem fins lucrativos Fixpunkt começou a oferecer um ambiente seguro para pessoas que usam drogas injetáveis em Berlim, na Alemanha. Foto: UNAIDS

Alemanha adota clínicas para uso controlado de drogas injetáveis

A Alemanha tem impulsionado seus esforços para adotar uma abordagem de saúde pública e de direitos humanos no tema das drogas. Nesse sentido, a organização sem fins lucrativos Fixpunkt oferece em Berlim um ambiente seguro para pessoas que usam drogas injetáveis.

O diretor-executivo adjunto interino do UNAIDS, Tim Martineau, visitou uma das instalações móveis da Fixpunkt no início de outubro (15).

“Ao adotar uma abordagem centrada nas pessoas e garantir que aquelas que usam drogas injetáveis tenham acesso à redução de danos e a outros serviços de saúde, Berlim poderá evitar novas infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis e reduzir os danos relacionados”, declarou.

O Centro de Excelência contra a Fome contribuiu para mudar o entendimento de governos de cerca de 30 países sobre o potencial da alimentação escolar. Foto: Jaelson Lucas/SMCS

Gastos com guerra no mundo são 3 mil vezes maiores que despesas com alimentação escolar, diz ONU

O chefe do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), David Beasley, cobrou neste mês (21) mais investimentos na alimentação escolar. Em participação no Fórum Global de Nutrição Infantil, na Tunísia, o dirigente lembrou que o mundo gastou com guerras em 2017 o valor estimado de 15 trilhões de dólares. Montante é 3 mil vezes mais alto do que o orçamento necessário para fornecer refeições em centros de ensino de todo o mundo.

Cristina, Santiago e os filhos na porta de sua casa, em Manaus. Com o programa de transferência de renda, a família conseguiu se estabelecer na cidade. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Transferência de renda reduz riscos e melhora vida de famílias venezuelanas em Manaus

Em Manaus, um programa de transferência de renda financiado pela Ajuda Humanitária e de Proteção Civil da Comissão Europeia (ECHO) apoia o acesso de venezuelanos à moradia.

Implementado pela Cáritas Arquidiocesana, entidade parceria do da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), quase 300 pessoas já foram beneficiadas e puderam alugar casas em diferentes bairros da cidade. Atualmente, mais de 90 casas já foram alugadas por essas famílias.

Refugiados da região de Kassai, na República Democrática do Congo, chegam a Lóvua, no norte de Angola. Foto: ACNUR/Rui Padilha

Expulsões de congoleses por forças angolanas deixam milhares em risco, diz Bachelet

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou na sexta-feira (26) que a deportação em massa de cidadãos congoleses de Angola já resultou em sérias violações de direitos humanos cometidas por forças da segurança em ambos os lados da fronteira, deixando ao menos 330 mil repatriados em situação extremamente precária.

Desde o início de outubro, cerca de 330 mil pessoas cruzaram a fronteira de Angola, principalmente para as províncias congolesas de Kasai, Kasai Central e Kwango, após uma ordem de expulsão do governo angolano mirando migrantes irregulares.

No Dia Laranja, ONU Brasil aborda violência contra mulheres na Internet

Defensora dos direitos das mulheres, a blogueira e professora universitária Lola Aronovich foi vítima de ameaças pela Internet. Sua vivência inspirou uma lei aprovada na Câmara dos Deputados em dezembro de 2017 que acrescenta atribuição da Polícia Federal à investigação de crimes online de difusão de conteúdo misógino — definidos como aqueles que propagam ódio ou aversão às mulheres.

Leia a entrevista completa, feita pela ONU Mulheres, no contexto do #DiaLaranja pelo fim da violência contra mulheres e meninas, promovido pela ONU Brasil.

Foto: EBC

Austrália: especialista alerta sobre nova lei de cibersegurança ‘extrema’

O governo australiano deve desistir de sua “fatalmente equivocada” proposta de legislação sobre cibersegurança, declarou o relator especial da ONU sobre o direito à privacidade.

A nova lei forçaria empresas de tecnologia a prestar auxílio em trabalhos de espionagem. Essas investigações ocorreriam de diferentes formas, como com a garantia de acesso a telefones e outros dispositivos.

Joseph Cannataci afirmou que a emenda se caracteriza como uma “medida de segurança nacional mal concebida com potencial de pôr a segurança em perigo”.

Crianças desacompanhadas estão entre os migrantes da América Central que caminham em direção aos Estados Unidos. Na foto, são retratados nas ruas de Tapachula, Chiapas, México, em 21 de outubro de 2018. Foto: UNICEF México

Protejam os direitos humanos de migrantes da América Central, pedem comitês da ONU a governos

Estados de trânsito e destino possuem obrigação de proteger os direitos humanos de migrantes da América Central, independente de seus status de migração, disseram dois comitês de especialistas das Nações Unidas sobre direitos humanos.

Durante os últimos dias, milhares de homens, mulheres e crianças, junto a crianças desacompanhadas, estão caminhando ao norte pelo México em direção aos Estados Unidos, em busca de oportunidades e segurança.

Durante o caminho, eles podem ser vítimas de extorsão cometida por autoridades da segurança e por grupos criminosos, assim como de ameaças de roubo, violência sexual e até mesmo morte, alerta o comitê da ONU.

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ESPECIAL: ONU Brasil apoia governo federal na recepção de refugiados e migrantes venezuelanos

A crise na Venezuela tem gerado um forte aumento no fluxo de entrada de venezuelanos no Brasil. Eles deixam o país por razões como insegurança e perda de renda devido à crise econômica. Desde 2015, mais de 85 mil venezuelanas e venezuelanos procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência.

As agências da ONU no Brasil têm apoiado os governos municipal, estadual e federal no recebimento dos venezuelanos tanto por meio do ordenamento de fronteira, abrigamento, atendimento de saúde e processo de interiorização.

Confira neste documentário especial produzido pela ONU Brasil.

Sandy Alqas Botros assume posição de liderança no ACNUR por um dia. Foto: ACNUR/Suzy Hopper

ARTIGO: Meninas devem ser livres para sonhar e ter liberdade para liderar

Este ano, mais de 1 mil meninas em todo o mundo assumiram papéis de presidentes, prefeitas, diretoras e outras lideranças, com o objetivo de demonstrar que meninas devem ser livres para sonhar e ter liberdade para liderar. A iniciativa foi promovida pela organização não governamental Plan International.

Em artigo, a refugiada iraquiana Sandy Alqas Botros conta como foi sua experiência ao assumir por um dia o comando da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Leia o artigo completo.

Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

Evento no PR discute cooperativismo para impulsionar autonomia de mulheres rurais

As famílias encabeçadas por mulheres estão entre as mais pobres no campo. Elas são mais vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de ter acesso à terra para gerar sua própria renda e pouca voz na tomada de decisões que afetam suas vidas.

Ainda assim, as mulheres são responsáveis por parte importante da produção de alimentos no Brasil, disse o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva.

As declarações foram feitas em vídeo para o 1º Encontro das Mulheres Rurais do Mercosul – Cooperativismo, Instrumento para Autonomia Econômica das Mulheres, que aconteceu no último dia 18 em Medianeira, Paraná.

Refugiados rohingya caminham por uma trilha durante uma forte chuva de monções no campo de refugiados de Kutupalong, no distrito de Cox's Bazar, em Bangladesh, para milhares de rohingya fugiram no último ano. Foto: ACNUR/David Azia

Governo de Mianmar não mostra ‘interesse real’ em construção de democracia, diz relatora da ONU

A especialista independente de direitos humanos das Nações Unidas para Mianmar disse estar consternada com o fracasso da liderança do país em seguir o caminho da democracia e com as persistentes negações e tentativas do governo de desviar atenção sobre acusações de atrocidades cometidas contra os rohingya, uma minoria muçulmana perseguida no país.

“O que vejo é um governo que está demonstrando cada vez mais que não possui interesse e capacidade real para estabelecer uma democracia totalmente funcional, na qual pessoas usufruam igualmente de seus direitos e liberdades”, disse Yanghee Lee, relatora especial das Nações Unidas sobre a situação de direitos humanos em Mianmar, durante reunião na Assembleia Geral da ONU em Nova York.

ONU apoia venezuelanos que estão em Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU convida organizações a apresentar propostas para ações com refugiados em 2019

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil convida organizações governamentais e não governamentais (ONGs) a apresentar notas conceituais e/ou propostas para a implementação de atividades em 2019.

O propósito do edital de “Chamada para Manifestação de Interesse” é dar às entidades a oportunidade de estabelecer parcerias com o ACNUR na entrega de proteção e soluções mistas para refugiados e requerentes de refúgio no Brasil.

Estudante com deficiência visual em uma universidade em Al-Fashir, Darfur do Norte, no Sudão. Foto: Hamid Abdulsalam/UNAMID

Comitê da ONU sobre pessoas com deficiência publica nova orientação legal

Pessoas com deficiência e suas organizações representativas devem participar de processos públicos de tomada de decisões sobre seus próprios direitos humanos, afirmou o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O órgão publicou nova orientação legal sobre a Convenção sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência.

“Nada sobre nós sem nós” tem sido há tempos um mote de movimentos de direitos para pessoas com deficiência. Em seu comentário geral, o Comitê destaca que, quando pessoas com deficiências são consultadas, isto leva a leis, políticas e programas que contribuem para sociedades e ambientes mais inclusivos.

Painelistas da mesa da abertura do seminário ibero-americano, realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP). Foto: ASCOM/ESMPU

Encontro em SP reforça necessidade de acolhida humanitária de venezuelanos

A necessidade de abrigar, acolher e proteger refugiadas e migrantes vindos da Venezuela foi o principal tema debatido na abertura do Seminário Ibero-Americano “Proteção aos direitos de Venezuelanas e Venezuelanos – Por uma acolhida humanitária na América Latina”, que aconteceu esta semana (23 e 24), em São Paulo.

O evento reuniu representantes de defensorias de oito países (Colômbia, Chile, Equador, Espanha, Bolívia, Argentina, Peru e México), agências internacionais — como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) —, organizações nacionais e da sociedade civil.

ONU Brasil reuniu cerca de 120 pessoas em Brasília (DF) na sexta-feira (19) para o 3º Simulado do Conselho de Direitos Humanos. Foto: UNFPA

ONU reúne 120 pessoas em Brasília para simulado sobre Conselho de Direitos Humanos

No ano de comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 20 anos da Declaração sobre Defensores de Direitos Humanos, a ONU Brasil reuniu cerca de 120 pessoas em Brasília (DF) na sexta-feira (19) para o 3º Simulado do Conselho de Direitos Humanos. O evento aconteceu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e teve participação de estudantes de graduação, docentes e representantes de organizações da sociedade civil.

Duas crianças sem parentesco compartilham uma cama em centro de tratamento para a cólera em Sana’a, Iêmen, por conta da falta de recursos. Foto: OCHA/Ahmed ben Lassoued

Metade da população do Iêmen enfrenta risco de fome, alerta chefe humanitário da ONU

Cerca de 14 milhões de pessoas no Iêmen – metade da população do país – enfrentam “condições pré-epidemia de fome”, disse o chefe humanitário da ONU ao Conselho de Segurança na terça-feira (23).

Embora seja difícil confirmar quantas pessoas estão morrendo de fome, ou doenças relacionadas à fome, Mark Lowcock disse que agentes de saúde apontam para um número crescente de mortes ligadas a fatores relacionados à alimentação, com uma agência de ajuda estimando no final de 2017 que 130 pessoas estavam morrendo todos os dias de fome extrema e doenças – quase 50 mil durante um ano.

Joenia Wapichana e alguns integrantes de sua comunidade. Foto: Mayra Wapichana

Indígena brasileira vence prêmio de direitos humanos das Nações Unidas

A presidente da Assembleia Geral da ONU, Maria Fernanda Espinosa, anunciou na quinta-feira (25) os vencedores de 2018 dos Prêmio das Nações Unidas de Direitos Humanos. Entre eles, está a brasileira Joênia Batista de Carvalho, conhecida por Joênia Wapichana. Defensora dos direitos humanos das comunidades indígenas, ela foi a primeira mulher indígena a se tornar advogada no país e, este ano, foi eleita deputada federal.

Em entrevista ao ONU News de Boa Vista, em Roraima, Joênia disse acreditar que o prêmio dará mais visibilidade aos povos indígenas. “Quando eu levo a palavra como primeira mulher indígena formada no Brasil, é justamente para dar um incentivo, para que essa minha imagem possa ser reproduzida, multiplicada dentro dos povos indígenas”, declarou.

Quem chega no novo abrigo de Boa Vista para venezuelanos gerido pelo ACNUR Brasil e Exército Brasileiro recebe itens de higiene, alimentos e um novo teto, ainda que temporário. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Agências da ONU lançam edital para campanha contra xenofobia em Roraima e Amazonas

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançaram na quarta-feira (24) edital para a contratação de empresa para desenvolver materiais promocionais e de comunicação para campanha de combate à xenofobia em Roraima e no Amazonas contra migrantes e solicitantes de refúgio vindos da Venezuela. As propostas devem ser enviadas até 31 de outubro.

Jamal Khashoggi, jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no consulado do seu país em Istambul. Foto: Project on Middle East Democracy/April Brady (CC)

Relator da ONU pede investigação internacional sobre assassinato de jornalista saudita

O especialista independente das Nações Unidas sobre liberdade de opinião e expressão disse estar “muito decepcionado” com o fato de Estados-membros terem fracassado até agora em apoiar pedidos de investigação internacional independente sobre o “evidente assassinato” do jornalista dissidente saudita Jamal Khashoggi.

Em entrevista ao UN News na segunda-feira (22), o relator especial David Kaye pediu que todos os governos se manifestem, seja através do Conselho de Segurança, do Conselho de Direitos Humanos ou persuadindo o secretário-geral da ONU a fazer tal investigação, em um momento em que jornalistas estão sob ataque no mundo todo.

Campanha de vacinação contra o sarampo no Brasil. Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão

Países assinam declaração para atingir cobertura universal de saúde

Países de todo o mundo assinaram nesta quinta-feira (25) a Declaração de Astana, prometendo fortalecer seus sistemas de atenção primária de saúde como um passo essencial para alcançar a cobertura universal. O documento reafirma a histórica Declaração de Alma-Ata de 1978 – primeira vez que líderes mundiais se comprometeram com o tema.

Embora a Declaração de Alma-Ata de 1978 tenha estabelecido uma base para os cuidados primários de saúde, o progresso nas últimas quatro décadas tem sido desigual. Pelo menos metade da população mundial não tem acesso a serviços essenciais de saúde – incluindo cuidados para doenças não transmissíveis e transmissíveis, saúde materno-infantil, saúde mental e saúde sexual e reprodutiva.

Refugiados rohingya aguardam distribuição de comida no campo de Kutupalong, em Cox's Bazar, Bangladesh. Foto: ACNUR/Andrew Mconnell

Especialista da ONU alerta que apatridia prejudica principalmente minorias no mundo

Dos rohingya em Mianmar ao povo roma (ciganos) na Europa, minorias já vulneráveis a violações de direitos humanos estão sendo vitimizadas ainda mais por falta de cidadania, disse na terça-feira (23) um especialista das Nações Unidas.

“Uma enorme proporção dos apátridas do mundo pertence a minorias específicas que parecem ser alvo de políticas públicas, práticas ou legislações discriminatórias de decisões sobre cidadania”, disse o relator especial da ONU sobre questões de minorias à Assembleia Geral.

Jamie McGoldrick (segundo à esquerda), coordenador humanitário da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, visita um paciente em hospital da Faixa de Gaza. Foto: OCHA/Mustafa El Halabi

Coordenador humanitário da ONU alerta para falta de energia elétrica na Faixa de Gaza

Os habitantes da Faixa de Gaza estão vivendo com apenas quatro horas de energia elétrica por dia, devido à escassez de combustível, o que torna sua situação “terrível”, conforme se aproximam os meses de inverno. O alerta foi feito na terça-feira (23) pelo coordenador humanitário das Nações Unidas para o território palestino ocupado, Jamie McGoldrick.

Em entrevista ao UN News, ele lembrou ter testemunhado em um hospital infantil local a queda de energia elétrica durante uma cirurgia de emergência, o que deixou pacientes e médicos no escuro por quase um minuto antes de um gerador ser acionado.

Extremismos e xenofobia crescentes ampliam relevância da Declaração dos Direitos Humanos

Setenta anos depois de sua aprovação, a Declaração Universal dos Direitos Humanos permanece essencial para os países e a comunidade internacional, diante das crescentes ondas de xenofobia, discursos de ódio e perseguições de minorias no mundo todo.

A avaliação é de especialistas em direito internacional e direitos humanos entrevistados pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), que lembraram a necessidade de defender a Declaração inclusive perante os ataques de líderes políticos globalmente.

Evento reuniu representantes do corpo diplomático, sociedade civil, governo brasileiro, forças armadas, academia e agências da ONU. Foto: UNIC Rio/Pedro Andrade

Centro de Informação da ONU no Brasil completa 70 anos

Em cerimônia no Palácio Itamaraty do Rio de Janeiro, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) comemorou nesta quarta-feira (24) 70 anos de existência. Celebração reafirmou o papel da ONU na defesa dos direitos humanos e na redução das desigualdades sociais. Evento reuniu cerca de cem representantes do corpo diplomático, sociedade civil, governo brasileiro, forças armadas, academia e agências da Organização localizadas na capital fluminense.