Emebet e seus filhos retornaram à Etiópia. Foto: OIM.

OIM lança Manual da Reintegração para auxiliar assistência aos retornados

A Organização Internacional para Migrações (OIM) lançou hoje (7) um guia sobre reintegração para auxiliar profissionais e organizações na oferta de assistência aos migrantes que optam ou necessitam retornar aos seus países.

De acordo com a agência, os “retornados” muitas vezes sofrem para se readaptar enquanto reconstroem suas vidas de volta ao país de origem. O “Manual da Reintegração: um guia prático para a concepção, implementação e o monitoramento da assistência à reintegração” compartilha as experiências da agência e de seus parceiros no auxílio aos retornados.

O guia contou com o apoio financeiro do Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e inclui módulos em níveis individual, comunitário e estrutural que focam nas dimensões econômicas, sociais e psicossociais da reintegração.

Mahamadou Sankareh, da Gâmbia, mora em Roma, na Itália, e trabalha no Centro de Refugiados Joel Nafuma. Foto: PNUD | Lena Mucha.

Novo relatório do PNUD revela dados do perfil dos jovens que migram irregularmente da África para Europa

Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entrevistou 1.970 migrantes de 39 países africanos vivendo em 13 países europeus. O objetivo era esclarecer por que as pessoas migram por canais irregulares e o que vivenciam quando o fazem.

Intitulado ‘Escalando Muros: Vozes de migrantes africanos irregulares para a Europa’, o documento foi produzido para preencher lacunas na base de dados global e mostrar uma imagem mais clara do motivo pelo qual os migrantes irregulares se mudam da África para a Europa.

Esse é o segundo de uma série de relatórios do PNUD que documentam as jornadas das jovens e dos jovens africanas e africanos. O primeiro explorou o que leva alguns migrantes aos braços do extremismo violento.

Decisão de Pierre Krähenbühl foi anunciada em Nova Iorque. Foto: Unrwa | Francesca Pezzola.

Chefe da UNRWA entrega carta de demissão do cargo a secretário-geral da ONU

O comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA), Pierre Krähenbühl, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (6).

A carta de demissão foi entregue horas após o chefe da UNRWA ter sido afastado do cargo com base numa investigação interna sobre sua gestão e a de outros líderes da agência.

Em nota, porta-voz do secretário-geral informou que inquérito exclui fraudes ou apropriação indevida de fundos.

Integrantes do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPA. Foto: UFPA/Alexandre de Morais

ACNUR celebra abertura de vagas para refugiados na Universidade Federal do Pará

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) parabeniza a Universidade Federal do Pará (UFPA) pela inclusão de um processo seletivo direcionado às pessoas refugiadas, imigrantes, asilados, apátridas, vítimas de tráfico humano e outros estrangeiros que estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

De acordo com a responsável pelas atividades do ACNUR no Pará, Janaína Galvão, o Processo Seletivo Especial (PSE) Migre está alinhado com a Estratégia de Educação 2030 do ACNUR, que “busca assegurar que pessoas refugiadas tenham acesso ao ensino superior e que suas necessidades específicas de aprendizado sejam trabalhadas por meio de soluções locais inovadoras”, afirmou.

Jornalistas cobrem debate da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU | Laura Jarriel.

UNESCO: 90% dos autores de assassinatos contra jornalistas continuam impunes

Na véspera do Dia Internacional para Acabar com a Impunidade de Crimes contra Jornalistas (2 de novembro) deste ano, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) lançou um novo relatório com dados da violência praticada contra esses profissionais em todo o mundo.

Segundo o documento “Ataques intensificados, novas defesas”, número de jornalistas assassinados aumentou 18% em cinco anos, entre 2014 e 2018, e quase 90% dos responsáveis por essas mortes ainda não foram condenados.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, afirma que a agência “condena todos os que colocam jornalistas em risco, todos os que matam jornalistas e todos os que não fazem nada para impedir essa violência”.

Saúde. Foto: Rawpixel/CC.

Consultor do UNFPA visita unidades de saúde da rede pública para conhecer acesso a contraceptivos

Entre 29 de outubro e 1º de novembro, Carlos Anigstein, médico e consultor internacional, visitou unidades de saúde do Distrito Federal (DF) para conhecer mais sobre as rotinas de acesso a contraceptivos na rede pública de saúde, principalmente o Dispositivo Intrauterino (DIU).

A visita aconteceu a convite do escritório regional da América Latina e o Caribe do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA/LACRO) com o objetivo criar um material de boas práticas em saúde a ser compartilhado entre os países da região.

Foto: Raoni Libório/UNICEF

UNICEF: 3,5 milhões de estudantes brasileiros foram reprovados ou abandonaram a escola em 2018

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Instituto Claro apresentaram nesta quinta-feira (31), uma análise atualizada e inédita de dados nacionais sobre abandono, reprovação e atraso escolar, baseados no Censo Escolar. O documento revela que 3,5 milhões de estudantes brasileiros de escolas públicas municipais e estaduais foram reprovados ou abandonaram a escola em 2018.

Para contribuir com as escolas no enfrentamento do fracasso escolar, as duas organizações lançaram o curso online Trajetórias de Sucesso Escolar, estratégia que tem por objetivo inspirar e orientar redes de ensino e escolas a desenvolver projetos e políticas curriculares, alinhadas à Base Nacional Comum, que garantam o direito de aprender para crianças com atraso escolar.

Naledi Pandor, ministra da África do Sul, Nadia Murad, Nobel da Paz, Pramila Patten, representante especial do secretário-geral para violência sexual em conflito, e Denis Mukwege, Nobel da Paz. Foto: Mark Garten/ONU

ONU lança fundo global para vítimas de violência sexual em conflito

Em evento comemorativo aos 10 anos do mandato do Conselho de Segurança para ajudar a prevenir violência sexual em conflito, a ONU lançou um fundo global para vítimas. A cerimônia aconteceu na sede da ONU nesta quarta-feira (30), em Nova Iorque.

Os vencedores do prêmio Nobel da Paz Nadia Murad e Dennis Mukwege participaram no evento. Nadia foi a primeira vítima de tráfico a servir como embaixadora da Boa Vontade da ONU, depois de ter sido sequestrada pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Dennis Mukwege é um médico congolês que se especializou no tratamento de mulheres violadas por milícias durante a guerra civil.

Relatora especial da ONU sobre raciscmo, Rendayi Achiume - Foto: Manuel Elias/ONU

Países que tiveram escravos devem reparar vítimas, afirma relatora independente

A relatora especial da ONU sobre formas contemporâneas de racismo, Tendayi Achiume, apresentou relatório à Assembleia Geral pedindo reparações por discriminação racial como forma essencial de cumprimento dos direitos humanos.

Achiume afirmou que racismo e discriminação são inseparáveis de suas raízes históricas e defendeu que países que tiveram colônias ou escravos devem aceitar que têm obrigações e responsabilidades, incluindo o pagamento de indenizações às vítimas e seus descendentes.

Para ela, a maior barreira às reparações por colonialismo e pela escravidão é falta de vontade política e coragem moral.

Análise de Laboratório. Foto: Michal Jarmoluk/CC.

Com apoio do UNAIDS, UNFPA promove capacitação em testagem rápida em Porto Alegre

Cidade gaúcha apresenta taxa de detecção de 60,8 casos de AIDS por 100.000 habitantes—o dobro da taxa para o Rio Grande do Sul e 3,3 vezes maior que a taxa do Brasil.

Como uma das ações do projeto #BoraSaber, implementado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a oficina “Testagem rápida por amostra de fluido oral no âmbito das ações de prevenção combinada” foi oferecida a jovens da organização local SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade.

O encontro contou com a parceria do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS); do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde; da Secretaria Estadual de Saúde; e da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.

Agricultora brasileira da associação da comunidade negra de Jatobá. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

ARTIGO: O papel das mulheres na segurança alimentar

Em artigo, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, analisa o papel das mulheres na segurança alimentar à luz dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao mesmo tempo em que são responsáveis por mais da metade da produção de alimentos, mais de 60% das pessoas com gome crônica no mundo também são mulheres e meninas. Leia o artigo completo.

A Casa Miga em Manaus oferece um espaço seguro para que migrantes e refugiadas venezuelanas possam recomeçar a vida no Brasil. Foto: ACNUR/João Machado

Embaixador da Irlanda visita projeto da ONU que acolhe migrantes em Manaus

O Embaixador da Irlanda no Brasil, Sean Hoy, visitou a Casa Miga em Manaus e disse que levará o exemplo do projeto da Operação Acolhida para outros integrantes da comunidade diplomática.

A Casa Miga abriu as portas em agosto de 2018, coordenada pela organização não-governamental Manifesta LGBTQ+, com apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da União Europeia.

Com capacidade para 16 pessoas, o local é o abrigo de referência para o acolhimento de pessoas da comunidade LGBTI em Manaus.

Evento na Fiocruz em Brasília contou com apoio da OPAS/OMS e reuniu representantes do UNFPA e ACNUR. Foto: UNFPA Brasil | Thais Rodrigues.

ONU participa de debate sobre políticas de saúde em contexto de migração

Organizado pelo Núcleo de Estudos sobre Bioética e Diplomacia em Saúde, da Fiocruz Brasília, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, o 10º Ciclo de Debates sobre Sustentabilidade de Políticas para Migrantes reuniu representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O evento aconteceu na última quinta-feira (24), na Fiocruz em Brasília, e discutiu o quadro das migrações, a resposta brasileira ao fluxo migratório de venezuelanos no norte do país e a importância da atenção à saúde nas fronteiras – em especial da população em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres, crianças, idosos, indígenas e pessoas LGBTI+.

“Conversei pela primeira vez com meu companheiro sobre sexualidade”, conta migrante venezuelana depois de participar de formação do UNFPA em Roraima. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Em Roraima, UNFPA promove formação em saúde sexual e reprodutiva a mulheres venezuelanas

Keibelin Yanez, 27, migrou da Venezuela para o Brasil em 2017 e participa das formações em saúde sexual, reprodutiva e direitos promovidas pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Roraima.

Ela e o esposo decidiram sair da Venezuela quando Keibelin descobriu estar grávida do terceiro filho. Segundo ela, o que ganhavam em seu país de origem mal dava para cuidar das duas crianças que já tinham.

A participação nas formações oferecidas pela ONU ofereceu à Keibelin a possibilidade de cuidar melhor de sua saúde e da saúde de sua família. A reportagem é do UNFPA Brasil.

Um dos destaques da programação é a participação de adolescentes, internos e egressos do sistema, em atividades ligadas à arte, cultura, participação política e esportes. Foto: Pexels/CC.

No oeste do Paraná, iniciativa da ONU inspira novos projetos de atenção à adolescência

O projeto Dá uma moral aí, desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Santa Terezinha de Itaipu, município localizado no oeste do Paraná, reúne adolescentes, pais e profissionais da saúde, educação e assistência social para debater sexualidade e outros temas pertinentes à adolescência.

A iniciativa foi inspirada no projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil em parceria com a ITAIPU Binacional.

Juntos, os projetos têm possibilitado que adolescentes e jovens ajudem na construção de serviços acolhedores de saúde e tenham também garantidas as condições de ampliar suas habilidades para a vida e suas competências socioemocionais.

Mulher síria é confortada por funcionária do ACNUR após chegar ao campo de refugiados de Bardarash em Duhok, Iraque. Foto: ACNUR | Rasheed Hussein Rasheed.

“Isso não é vida”, senhora de 64 anos relata momentos de angústia ao escapar dos conflitos no nordeste da Síria

Cerca de 900 a 1.200 pessoas chegam ao campo de Bardarash, no Iraque, por dia, relatou a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Segundo oficiais da agência, é provável que o campo atinja sua capacidade máxima nesta semana.

Para lidar com o fluxo contínuo, autoridades regionais curdas estão planejando abrir mais campos. O ACNUR está registrando todos os recém-chegados e, juntamente com seus parceiros, fornece serviços de saúde e proteção, incluindo apoio psicossocial e serviços específicos para crianças desacompanhadas e pessoas com necessidades específicas.

À medida que o número de sírios que fogem do nordeste do país rumo ao Iraque chega a 10 mil, recém-chegada conta sobre o que viu no caminho e sobre o medo do inverno que se aproxima. A reportagem é do ACNUR.

Durante o segundo semestre de 2019, o Empoderando Refugiadas promove workshops temáticos para mulheres refugiadas em São Paulo (SP) e Boa Vista (RR). Foto: Fellipe Abreu

Refugiadas são treinadas em leis trabalhistas e canais de denúncia de violência de gênero em SP

A conscientização sobre o direito trabalhista brasileiro e as possibilidades de enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil foram temas de workshop realizado no escritório de advocacia Mattos Filho, em São Paulo (SP), na última terça-feira (22).

O encontro reuniu profissionais do Direito e as participantes da quarta edição do projeto Empoderando Refugiadas – iniciativa de Rede Brasil do Pacto Global, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e ONU Mulheres, com foco na empregabilidade de mulheres em situação refúgio no Brasil.

Vista panorâmica do Salão da Assembleia Geral da ONU durante as deliberações e a adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança em 20 de novembro de 1989. Foto: UNICEF

UNICEF abre exposição ’30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança’ no Congresso Nacional

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) inaugura na semana que vem (30) uma exposição no Congresso Nacional sobre os 30 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC). O público é convidado a conhecer a história da Convenção mais ratificada no mundo, assinada por 196 países, e como ela vem impactando a vida de meninas e meninos no Brasil.

Os 100 metros de exposição — localizada no corredor de acesso ao Plenário da Câmara dos Deputados — estampam depoimentos de crianças e adolescentes do Brasil e do mundo que lutam ativamente por seus direitos. O expectador é convidado a reviver os eventos históricos que levaram à assinatura da Convenção, se familiarizar com os princípios que regem a CDC, conhecer todos os direitos nela expressos e interagir com painéis de som para ouvir histórias reais de meninos e meninas.

Salsabil e sua família vieram da Síria para recomeçar em São Paulo. Hoje, trabalham com culinária árabe. Foto: ACNUR/Érico Hiller

ACNUR e Caritas lançam mapeamento de pessoas em situação de refúgio em São Paulo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) lançaram na quarta-feira (23) o relatório “Georreferenciamento de Pessoas em Situação de Refúgio Atendidas pela Caritas Arquidiocesana de São Paulo em 2018”. Os dados foram levantados a partir dos atendimentos a pessoas em situação de refúgio pelo Centro de Referência para Refugiados da Caritas SP no último ano.

Das 84 nacionalidades atendidas pela Caritas em 2018, cinco países representam quase 70% do total de pessoas, sendo eles Angola (20%), Venezuela (19,8%), República Democrática do Congo (13,6%), Síria (10,7%) e Nigéria (4,15%). Ainda, é possível destacar que a maior parte das pessoas em situação de refúgio vive na zona leste da capital paulista (55%), mesmo que Sé e República sejam as localidades com maior número absoluto de residentes – 521 e 466, respectivamente.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

ONU e ativistas brasileiras lembram importância da visibilidade intersexo

A campanha da ONU Livres & Iguais, a Associação Brasileira de Intersexos (ABRAI) e a Associação Brasileira Profissional pela Saúde Integral de Travestis, Transexuais e Intersexos (ABRASITTI) unem-se no Dia Internacional da Visibilidade Intersexo para promover maior conscientização sobre esse tema.

Pessoas intersexo nascem com características sexuais (incluindo genitais, gônadas e padrões cromossômicos) que não se encaixam nas típicas noções binárias de corpos masculinos e femininos.

Intersexo é um termo guarda-chuva usado para descrever uma ampla gama de variações naturais do corpo. Em alguns casos, características intersexuais são visíveis no nascimento, enquanto outras não são aparentes até a puberdade.

Especialista independente das Nações Unidas para os direitos humanos das pessoas com albinismo, Ikponwosa Ero - Foto: ACNUDH

Especialista independente da ONU para direitos das pessoas com albinismo visita Brasil

A especialista independente das Nações Unidas para os direitos humanos das pessoas com albinismo, Ikponwosa Ero, fará sua primeira visita ao Brasil entre os dias 28 de outubro e 9 de novembro.

Durante a visita, ela terá encontros em Brasília, Maceió, Salvador e São Paulo. Ikponwosa Ero dará uma coletiva de imprensa às 12 horas do dia 8 de novembro na Casa da ONU, em Brasília (DF), para compartilhar suas observações preliminares.

Mylena Pereira, Brenda Ramos e Vitor Terra, alunos da pós-graduação em Oceanografia, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), falaram sobre os ODS. Foto: UNIC Rio | Naiara Azevedo.

Jovens demandam desenvolvimento sustentável com inclusão social no aniversário da ONU

O futuro que desejamos é baseado em crescimento econômico acompanhado de inclusão social e proteção do meio ambiente. Esta é a avaliação de jovens universitários que se reuniram nesta quinta-feira (24) na sede do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) na capital fluminense para lembrar o aniversário de 74 anos da Organização.

O evento com a presença de 17 estudantes da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) debateu formas de os países alcançarem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos próximos 11 anos, prazo estabelecido pela comunidade internacional para atingir metas como erradicação da pobreza, redução das desigualdades e combate às mudanças climáticas.

Capacetes-azuis da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) durante patrulha em Rumaysh, sul do país, em dezembro de 2017. Foto: UNIFIL/Pasqual Gorriz

Carta da ONU permanece como âncora em meio às turbulências globais, diz secretário-geral

Em sua mensagem anual para o Dia da ONU nesta quinta-feira (24), o secretário-geral António Guterres lembrou o papel que a Organização deve desempenhar, concentrando-se nos problemas reais das pessoas reais, como uma “âncora moral compartilhada” em meio a “mares globais tempestuosos”.

“Estamos trabalhando para uma globalização justa e uma ação climática ousada”, disse o chefe da ONU. “Estamos pressionando pelos direitos humanos e pela igualdade de gênero — e dizendo ‘não’ ao ódio de qualquer tipo. E estamos nos esforçando para manter a paz — ao mesmo tempo em que levamos ajuda para salvar vidas a milhões de pessoas envolvidas em conflitos armados.”

Foto: José Manuel Infante / Unsplash

Diálogo universal sobre o futuro do mundo marcará 75 anos da ONU em 2020

O Dia da ONU – 24 de outubro – foi marcado com o anúncio do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, de que a comemoração dos 75 anos das Nações Unidas terá um grande e inclusivo diálogo sobre o papel da cooperação global na construção do futuro que queremos.

Com início em janeiro de 2020, as Nações Unidas promoverão diálogos ao redor do mundo e através de todas as fronteiras, setores e gerações. O objetivo é alcançar o público global, ouvir suas esperanças e medos e aprender com suas experiências.

Vista de La Paz, Bolívia. Foto: Carakan/Flickr/CC

ONU manifesta preocupação com atos de violência na Bolívia após eleições

A ONU anunciou nesta terça-feira (22) estar acompanhando de perto os últimos acontecimentos na Bolívia, e manifestou preocupação com relatos de uso da violência após o pleito de domingo (20) que reelegeu o presidente Evo Morales.

Durante seu encontro diário com a imprensa em Nova Iorque, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, instou todos os líderes políticos bolivianos e seus seguidores a reduzir as tensões no país. Pediu o fim de atos violentos e a utilização de meios legais para a resolução de disputas eleitorais.

Gelson Henrique, de 20 anos, é estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Foto: UNICEF/Rafael Duarte

‘Quero uma cidade que garanta nosso direito de viver’

Morador da periferia do Rio de Janeiro, Gelson Henrique, de 20 anos, percebeu na adolescência que não estava exercendo seu direito de aproveitar plenamente a cidade em que morava. Não conhecia, por exemplo, os museus, inacessíveis para famílias pobres que moram longe das regiões centrais. “Descobri que há toda uma estrutura que não quer que a gente ascenda. Mas também percebi que não existo sozinho. A pele preta traz toda uma ancestralidade”, declara.

A convite do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Gelson participou este mês da Conferência sobre as Cidades Amigas da Criança, realizada em Colônia, na Alemanha. Junto a outros jovens e adolescentes do mundo, ele discutiu formas de as cidades garantirem o pleno desenvolvimento de cada criança e adolescente.

“Para mim, cidade amiga da criança é uma cidade que não viole nossos direitos, começando pelo direito à vida, que hoje está ameaçado para um jovem negro”, afirma Gelson.

Vista da cidade de Quito, no Equador. Foto: Flickr (CC) / David Berkowitz

Missão no Equador investiga alegações de violação de direitos humanos em protestos

Uma equipe de três pessoas do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) chegou no domingo (20) ao Equador para investigar até 8 de novembro alegações de violações e abusos de direitos humanos cometidos no país no contexto dos recentes protestos.

Durante sua visita, a equipe se reunirá com oficiais do governo, líderes indígenas, representantes da sociedade civil, jornalistas e outras partes interessadas para coletar informações em primeira mão sobre as circunstâncias da violência que se espalhou pelo país a partir de 3 de outubro.

Menina de 4 anos caminha por campo de Bardarash, em Duhok, no Iraque. Ela é um dos milhares de refugiados que fugiram dos confrontos no nordeste da Síria. Foto: ACNUR/Hossein Fatemi

Conflito no nordeste da Síria já deslocou 180 mil pessoas; necessidades se multiplicam

Depois de quase duas semanas de combates no nordeste da Síria, agências humanitárias da ONU estimam que cerca de 180 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas ou abrigos, incluindo 80 mil crianças, todas necessitando desesperadamente de assistência.

As chegadas de refugiados ao norte do Iraque continuam. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que mais de 7,1 mil chegaram desde segunda-feira passada (14). A maioria está abrigada no campo de Bardarash, cerca de 140 km a leste da fronteira Iraque-Síria.

A ONU e seus parceiros estão ampliando a assistência para salvar vidas, apesar dos contínuos obstáculos de segurança. Alimentos e cobertores estão sendo distribuídos a cerca de 580 mil civis nas províncias de Raqqa e Hasakeh, e estão sendo feitos esforços para fornecer serviços essenciais, em preparação para o início do inverno.

A cidade de São Paulo é um dos principais destinos de migrantes sul-americanos. Foto: Agência Brasil

Documento aponta São Paulo como exemplo de boas práticas na gestão das migrações

A liderança da capital paulista na gestão das migrações e suas boas práticas são destaques do “Perfil 2019 da cidade de São Paulo – Indicadores de Governança Migratória”, que será lançado na quarta-feira (23).

Além de apontar práticas positivas em seis áreas temáticas, o documento traça oportunidades de avanços em governança migratória. O lançamento é fruto de parceria entre Organização Internacional para as Migrações (OIM), Prefeitura de São Paulo e Unidade de Inteligência da revista britânica The Economist.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Bachelet pede diálogo imediato para resolver crise no Chile

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, pediu nesta segunda-feira (21) a todos os atores políticos e da sociedade civil do Chile que se envolvam em um diálogo imediato e evitem polarizar ainda mais a situação com palavras ou atos, após a violência e a agitação que assolaram o país nos últimos dias.

“É preciso haver um diálogo aberto e sincero entre todos os atores envolvidos para ajudar a resolver essa situação, incluindo um exame profundo da ampla gama de questões socioeconômicas subjacentes à crise atual”, disse.

A alta-comissária alertou que “o uso de retórica inflamatória servirá apenas para agravar ainda mais a situação, arriscando criar medo generalizado”.

“Me ensinaram muito sobre os direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil. Eu não tinha ideia porque no meu país isso não existe”, Riri, 22 anos. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Espaço Amigável do UNFPA oferece apoio a migrantes LGBTI+ em Roraima

Depois de ter mantido uma luta constante contra a LGBTIfobia e a discriminação na Venezuela, Riri, de 22 anos, migrou pela segunda vez para o Brasil. Riri relata ter vivido com medo e sofrido “abuso e agressão por ser diferente” em seu país de origem.

“Muitas vezes me perguntam se sou uma mulher transexual, e não sou. Sou uma pessoa que não se identifica com nenhum gênero, e é isso que inquieta as pessoas”, explicou.

Hoje, depois de passar por aquilo que chamou “um turbulento caminho”, fruto da crise econômica da Venezuela, Riri encontrou um lar em Roraima. Logo após ter cruzado a fronteira, conheceu o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que o forneceu apoio e orientação sobre os direitos das pessoas LGBTI+ vivendo no Brasil.

O objetivo da capacitação é sensibilizar atores locais e parceiros para a questão do retorno, de modo que os brasileiros que regressaram ao país possam contar com uma rede mais ampla de serviços e iniciativas de seu interesse. Foto: OIM

OIM realiza em São Paulo primeira oficina de formação sobre emigração e retorno

Nos dias 21 e 22 de outubro, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) realiza a primeira oficina de formação para multiplicadores sobre o tema de emigração e retorno, em São Paulo (SP). A capacitação é destinada a parceiros da Rede de Referenciamento no Apoio e Reintegração de Brasileiros Retornados, formada por entidades públicas, privadas e ONGs de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, os principais estados de destino dos brasileiros retornados apoiados pela OIM.

A atividade vem em complemento à atuação da OIM de apoio ao retorno dos brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade no exterior. Nos últimos três anos, foram mais de 2 mil beneficiários, muitos dos quais receberam apoio direto para sua reintegração por meio da abertura de pequenos negócios, tratamentos de saúde ou educação profissionalizante.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Venezuela, Polônia e Sudão estão entre 14 novos membros do Conselho de Direitos Humanos

Quatorze novos membros foram eleitos para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas nesta quinta-feira (17), após votação realizada na Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. Entre os novos membros, estão Venezuela, Polônia e Sudão. O Brasil foi reeleito para um segundo mandato consecutivo.

O Conselho, que se reúne durante o ano no escritório da ONU em Genebra, é um organismo internacional, dentro do Sistema Nações Unidas, composto por 47 Estados, e é responsável por promover e proteger os direitos humanos no mundo. Tem o poder de lançar missões de investigação e estabelecer comissões de inquérito em situações específicas.

Refugiada síria abraça seu filho após chegar em segurança à ilha de Lesbos, na Grécia, em 2015. A mãe e o filho da foto viajaram a partir da Turquia pelo Mar Egeu, em um bote inflável. Foto: ACNUR/Achileas Zavallis

ONU pede que Europa amplie esforços para proteger crianças refugiadas e migrantes

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu que os Estados europeus intensifiquem seus esforços para proteger crianças refugiadas e migrantes, que passam por viagens difíceis e perigosas e enfrentam riscos quando chegam à Europa, incluindo acomodações inseguras e falta de cuidados adequados.

A Grécia recebeu a maior parte dos refugiados e migrantes na região do Mediterrâneo este ano — mais do que Espanha, Itália, Malta e Chipre juntos. Até o momento, mais de 12.900 crianças chegaram à Grécia por via marítima, incluindo quase 2.100 crianças desacompanhadas ou separadas dos familiares.

As condições nos centros de recepção superlotados e insalubres nas ilhas gregas do mar Egeu são extremamente preocupantes, alertou o ACNUR.

Reunião entre UNFPA, FIOCRUZ e instituições de saúde de países africanos. Foto: FIOCRUZ/Peter Ilicciev

FIOCRUZ e UNFPA reúnem-se para definir prioridades de parceria em direitos da mulher

Representantes da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e de ministérios e institutos de saúde de países africanos reuniram-se na semana passada na sede da fundação, no Rio de Janeiro (RJ), para definir prioridades de temas e estratégias para os próximos cinco anos da parceria.

Na primeira oficina, realizada em agosto, já havia sido definida como prioridade da parceria a redução das mortes maternas evitáveis a zero até 2030 nos países participantes.

Para isso, a estratégia pretende criar um Centro de Referência em Saúde Materna. O propósito é fazer análises e aumentar a capacidade dos países, através da troca de experiências proporcionada pela cooperação triangular entre FIOCRUZ, países de América Latina e Caribe e africanos e UNFPA.

Foto: UNICEF/Kent Page

Gestores superam distâncias na Amazônia para participar de capacitações do UNICEF

Maria Bethânia Barbosa iniciou sua jornada no Selo UNICEF de forma mais intensa no primeiro semestre de 2019, quando assumiu a articulação da iniciativa no município de Chaves, localizado na Ilha do Marajó (PA). Assim como ela, dezenas de articuladores e gestores municipais saem com muita antecedência de suas regiões para participar do 5º Ciclo de Capacitações do Selo UNICEF, em um dos 15 polos nos nove estados da Amazônia Legal.