Adolescentes em uma aula no ‘Diamond Adolescent Club’, cabana de bambu que funciona como escola em Bangladesh. Foto: ACNUR | Iffath Yeasmine.

Jovens refugiados rohingya lutam para manter vivo o sonho por educação

Em Cox’s Bazar, assentamento para refugiados mais populoso do mundo localizado em Bangladesh, crianças e jovens da etnia rohingya desafiam obstáculos para estudar.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), entre as 7,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar, 3,7 milhões – mais da metade – não vão à escola.

Shehana, uma adolescente rohingya de 16 anos cuja família fugiu da violência em Mianmar há dois anos, se considera com sorte. Ela estuda em um dos poucos centros comunitários que oferecem oportunidades de aprendizado para crianças acima de 15 anos, administrado por um parceiro local do ACNUR.

Representantes de CONASEMS e UNFPA reuniram-se na sede das Nações Unidas, em Brasília (DF). Foto: UNFPA/Thais Rodrigues

UNFPA pretende realizar ações conjuntas com conselho de secretarias municipais de saúde

Representantes de Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) reuniram-se na quinta-feira (5) em Brasília (DF) para identificar convergências em seus trabalhos e apresentar projetos desenvolvidos por cada uma das instituições. A reunião terminou com a proposta de um acordo de cooperação para ações conjuntas.

Tendo como base a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que aconteceu em Cairo, em 1994, o UNFPA trabalha para que o Brasil consiga zerar, até 2030, as necessidades insatisfeitas de contracepção, as mortes maternas evitáveis e as práticas nocivas contra mulheres e crianças. Dessa maneira, colabora para a conquista dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Para responder à situação da Venezuela, a ONU Brasil prevê um investimento de 146 milhões de dólares. Desse total, 53% foram arrecadados por meio de doações de países como Estados Unidos, Japão, Brasil e da União Europeia. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e sociedade civil lançam plataforma de dados sobre venezuelanos no Brasil

A Plataforma R4V (Resposta a Venezuelanos) apresenta página brasileira que traz a público os dados mais recentes sobre o fluxo de venezuelanos e venezuelanas no país, como o número de refugiados, refugiadas e migrantes, solicitações de refúgio e venezuelanos com visto de residência.

Também é possível acessar documentos, relatórios de monitoramento, fichas informativas e notas de orientação sobre o contexto brasileiro, além de ter acesso às notícias mais recentes da ONU Brasil sobre o assunto. Os dados utilizados são validados e fornecidos pelo governo federal e por ONGs parceiras.

O evento ocorreu no âmbito da iniciativa Red Calle, que congrega os países participantes para sensibilizar instituições públicas e a sociedade civil sobre a realidade das pessoas em situação de rua. Foto: ONU Brasil/Isadora Ferreira

ONU participa de evento em Brasília sobre pessoas em situação de rua e migração

Seminário internacional realizado em Brasília (DF) na segunda-feira (9) reuniu representantes de Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Costa Rica para troca de experiências sobre sistemas de monitoramento e atendimento a pessoas em situação de rua e migração.

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, participou da mesa de abertura, assim como os ministros Osmar Terra, do Ministério da Cidadania, e Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O trabalho conjunto da ONU Brasil com o governo brasileiro na resposta à crise humanitária na Venezuela foi destaque.

Pela primeira vez, quatro instituições de ensino superior de um único estado se juntam para a realização do seminário nacional da cátedra — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Fundação Casa de Rui Barbosa. Foto: Flickr/Guilherme Torelly (CC)

Seminário no Rio marca 15 anos da Cátedra Sergio Vieira de Mello no Brasil

Ao completar 15 anos, a Cátedra Sérgio Vieira de Mello realiza seu 10º Seminário Nacional nos dias 11, 12 e 13 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). A cátedra é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e reúne atualmente 22 instituições de ensino superior públicas e privadas.

As instituições associadas promovem ensino e pesquisa sobre deslocamento forçado, difundindo as temáticas de forma transversal em diferentes áreas de conhecimento acadêmico. Além disso, facilitam a integração de pessoas refugiadas ao prestarem serviços de atendimento a essa população e acesso ao ensino superior.

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”. Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Mudança climática é realidade que afeta todas as regiões do mundo, diz Bachelet

A mudança climática é uma realidade que afeta todas as regiões do mundo, disse nesta segunda-feira (9) a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, durante a abertura da 42ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na Suíça.

“As implicações humanas dos níveis atualmente projetados de aquecimento global são catastróficas. As tempestades estão subindo e as marés podem submergir nações insulares inteiras e cidades costeiras. Incêndios assolam nossas florestas e o gelo está derretendo. Estamos queimando nosso futuro — literalmente.”

Suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Foto: EBC

Um suicídio ocorre a cada 40 segundos no mundo, diz OMS

O número de países com estratégias nacionais de prevenção ao suicídio aumentou nos cinco anos desde a publicação do primeiro relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema, disse o organismo às vésperas do Dia Mundial para Prevenção do Suicídio, 10 de setembro. No entanto, o número total de países com estratégias (38) ainda é baixo, e os governos precisam se comprometer a estabelecê-las, afirmou a organização.

“Apesar do progresso, uma pessoa ainda morre a cada 40 segundos por suicídio”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Toda morte é uma tragédia para a família, amigos e colegas. No entanto, suicídios são evitáveis. Chamamos todos os países a incorporarem estratégias comprovadas de prevenção ao suicídio em seus programas nacionais de saúde e educação de maneira sustentável.”

Refugiados que vivem no Brasil podem se inscrever em vestibular específico para graduações da Universidade Federal de São Carlos. Foto: Cáritas Arquidiocesana de São Paulo

ACNUR e Pacto Global lançam em Belo Horizonte plataforma para integração laboral de refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Rede Brasil do Pacto Global lançam na próxima quarta-feira (11), em Belo Horizonte (MG), a plataforma Empresas com Refugiados. A iniciativa, que será apresentada durante a 3ª edição do Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes, visa auxiliar as empresas no processo de contratação e ampliar a inserção de refugiados no mercado de trabalho brasileiro.

Gift, de 14 anos, fugiu da guerra que estava devastando sua terra natal, o Sudão do Sul, um conflito que acabou com a vida de seu pai. Foto: ACNUR/John Wessels

Refugiado do Sudão do Sul luta para manter estudos na República Democrática do Congo

O adolescente sul-sudanês Gift, de 14 anos, teve o melhor desempenho entre os estudantes de sua classe no assentamento de Biringi, na República Democrática do Congo (RDC), nos últimos três anos. Mas isso pode não ser suficiente para mantê-lo estudando. Gift está em seu último ano da escola primária, enquanto as vagas na escola secundária são poucas e em lugares distantes. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Filme da campanha aborda o ODS 6 (Água e Saneamento) e conta histórias de famílias que tiveram vidas transformadas após receberem água tratada e acesso ao sistema de saneamento básico. Foto: Reprodução

Rede Brasil do Pacto Global lança mais um vídeo de campanha sobre objetivos globais

A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas lançou na terça-feira (27) o segundo vídeo da campanha “O Futuro que a Gente Quer”, que visa aumentar o engajamento do setor privado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

No curta-metragem, a série aborda o ODS 6 (Água e Saneamento) e conta histórias de duas famílias, uma da região metropolitana do Recife (PE) e outra do sertão de Pernambuco, que tiveram suas vidas transformadas após receberem água tratada e acesso ao sistema de saneamento básico.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil. Foto: OIM

OIM abre inscrições para 5ª edição de curso sobre migrações internacionais em parceria com DPU

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Defensoria Pública da União (DPU) recebem até 15 de setembro inscrições para a quinta edição do curso de educação a distância “Uma Introdução às Migrações Internacionais”. A oferta é de 200 vagas.

A capacitação é voltada para pessoas que prestam atendimento a migrantes vulneráveis ou que necessitem de uma introdução sistemática ao tema da migração internacional e da governança das migrações no Brasil.

Equipe de estagiários e estagiárias do UNFPA Brasil 2019. Foto: UNFPA/Giselle Cintra

Estágio afirmativo do UNFPA é porta de entrada de jovens para Sistema ONU

Estudante de Geografia na Universidade de Brasília (UnB), Fábio Pereira é o primeiro da sua família a ingressar no ensino superior, uma vez que seus pais, moradores da Cidade Estrutural (DF), se sustentavam por meio da reciclagem de resíduos sólidos de um dos maiores aterros sanitários da América Latina.

Ele é um dos 11 estagiários que ingressaram no Sistema das Nações Unidas por meio do Programa de Estágio Afirmativo do UNFPA no Brasil em 2019. Leia depoimentos dele e de outros estagiários.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. Foto: UNAIDS

Uso de contraceptivo hormonal não aumenta risco de infecção por HIV, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou orientações atualizadas sobre o uso de contraceptivos. As novas diretrizes levam em conta as confirmações de um estudo revelando que mulheres com um alto risco de contrair HIV podem usar qualquer forma de contracepção reversível.

Entre os métodos que, segundo a pesquisa, não representam um aumento do risco de infecção, estão injetáveis, implantes e os dispositivos intrauterinos de cobre, também conhecidos como DIUs.

A diretriz da OMS enfatiza, no entanto, que o uso correto e consistente desses métodos contraceptivos não protege tanto do HIV como de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Os indicadores sociais mostram que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental. Foto: UNICEF

UNICEF aponta principais desafios para crianças e adolescentes que vivem na Amazônia

Análise realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostrou que as crianças na Amazônia têm maior risco de morrer antes de 1 ano de idade e de não completar o ensino fundamental.

Além disso, a taxa de gravidez na adolescência é alta, e as meninas e os meninos na região estão vulneráveis às mais variadas formas de violência, incluindo abuso, exploração sexual, trabalho infantil e homicídio.

Quando todas essas variáveis são avaliadas a partir de um recorte de raça e etnia, percebe-se que entre os grupos minoritários, como indígenas e quilombolas, o quadro é ainda mais grave. Leia a análise completa.

Enquanto o conflito no Iêmen continua matando civis, a vida de bebês recém-nascidos em enfermaria de hospital de Áden corre perigo. Foto: UNICEF/Saleh Baholis

Especialistas da ONU veem possíveis crimes de guerra cometidos no Iêmen

A coordenadora humanitária da ONU no Iêmen, Lise Grande, descreveu na segunda-feira (2) os ataques aéreos na cidade de Dhamar como “hediondos”, considerando o número de mortes como “chocante”. “Estes são tempos difíceis para o Iêmen”, declarou. “Há dias de confrontos e ataques no sul do país com centenas de mortos.”

Paralelamente, um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU apontou a possibilidade de crimes de guerra estarem sendo cometidos no país. “Todas as partes (envolvidas) no conflito são responsáveis por inúmeras violações de direitos humanos, da lei internacional e humanitária”, disse Kamel Jenoubi, presidente do painel de especialistas. “Algumas destas violações podem configurar crimes de guerra.”

O workshop sobre comunicação e HIV na Bahia teve duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Foto: UNAIDS

UNAIDS promove oficina de comunicação sobre HIV na Bahia

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) promoveu na segunda-feira (26), em Salvador (BA), o segundo workshop da série “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”. O evento, realizado no auditório do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), é uma ação do UNAIDS com apoio do IRDEB e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e faz parte do Plano Conjunto da ONU sobre AIDS 2019.

Foram duas turmas (manhã e tarde) compostas por comunicadores, estudantes e profissionais de áreas relacionadas à saúde. Ao todo, cerca de 70 pessoas participaram do seminário, cujo objetivo foi apresentar uma atualização de conceitos e terminologias relacionados ao universo do HIV e da AIDS, além de demonstrar práticas sobre as soluções mais recomendadas e informadas por evidências a respeito da epidemia de HIV, estigma, discriminação e direitos humanos.

UNODC participou do seminário "Violência e Administração de Conflitos", realizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Escritório da ONU participa de seminário em SP sobre Justiça e segurança pública

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) participou do seminário “Violência e Administração de Conflitos”, realizado em agosto (de 20 a 22) na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo (SP). O objetivo foi fomentar produções e debates acerca de temas como punição, justiça, segurança pública, violência e os atuais desafios enfrentados nessas áreas.

Durante o evento, o especialista em monitoramento e avaliação do UNODC, Vinícius Couto, participou da mesa redonda “Estratégias de Controle do Crime” e apresentou o Índice de Compliance da Atividade Policial (ICAP), tecnologia desenvolvida pelo UNODC e aplicada nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná. O índice acompanha o uso da força policial e é baseado nos parâmetros internacionais das Nações Unidas para o tema.

Representantes de ACNUR, PUC Minas e entidades governamentais e da sociedade civil participaram de oficina temática em Belo Horizonte (MG), na qual se formalizou o ingresso da instituição na Cátedra Sérgio Vieira de Mello. Foto: Divulgação

PUC Minas passa a fazer parte da Cátedra Sérgio Vieira de Mello

A Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) assinou no fim de julho (29) convênio com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), oficializando sua adesão à Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM).

Com esta inclusão, já são 22 instituições de ensino superior no Brasil a integrar a cátedra, comprometendo-se a desenvolver ensino, pesquisa e extensão acadêmica voltados à população refugiada e ao tema do deslocamento forçado.

A violência contra as mulheres – particularmente a violência por parte de parceiros e a violência sexual – é um grande problema de saúde pública e de violação dos direitos humanos das mulheres. Foto: George Campos/USP Imagens

ONU Mulheres participa de sessão solene da Câmara por 13 anos da Lei Maria da Penha

A Câmara dos Deputados promoveu na quinta-feira (29), em Brasília (DF), sessão solene pelos 13 anos da Lei Maria da Penha. O evento teve participação da gerente de programas da ONU Mulheres no Brasil, Joana Chagas, que lembrou na ocasião a importância do movimento feminista e da atuação da sociedade civil no combate à violência de gênero no país.

Joana lembrou que o Brasil tem se destacado como um dos pioneiros na criação de mecanismos governamentais e serviços especializados de atendimento a mulheres em situação de violência, como o Conselho Nacional de Direitos da Mulher e a delegacia especializada. Também mencionou a legislação avançada do país e importantes políticas públicas sob liderança da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Dados do Atlas da Violência de 2019 apontaram 4.963 assassinatos de mulheres em 2017 no Brasil – maior número dos últimos dez anos. O levantamento também indicou um aumento de quase 30% da taxa de assassinatos de mulheres negras no país.

Em 10 anos, mais de 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram assassinados no estado de São Paulo. Foto: Fora do Eixo (CC)

Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência será lançado em SP

Será lançado nesta quinta-feira (5) em São Paulo (SP) o Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, uma iniciativa de Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A articulação tem como objetivo elaborar diagnósticos sobre a questão dos homicídios de adolescentes no estado, definir indicadores e fomentar políticas públicas intersetoriais voltadas à prevenção.

Entre 2008 e 2017, o estado teve redução da taxa de homicídios da população em geral, passando de 15,3 para cada 100 mil habitantes em 2008 para 10,6 a cada 100 mil habitantes em 2017 (SIM/Datasus). A taxa de homicídios entre adolescentes, contudo, não caiu nesse período — em 2008, era de 19,1 mortes por 100 mil e, em 2017, de 19,6 a cada 100 mil. Nesses dez anos, mais de 6,8 mil adolescentes entre 15 e 19 anos foram assassinados em São Paulo.

Refugiados residentes em São Paulo. Foto: ACNUR / L. Leite

ACNUR e parceiros lançam relatórios em SP sobre educação de refugiados

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lança na próxima quarta-feira (4), às 10h, na sede da Associação Compassiva (Rua da Glória, 900, São Paulo), o relatório global “Stepping Up: Refugee Education in Crisis” (Intensificando: Educação de Refugiados em Crise, em tradução literal).

O documento mostra que, globalmente, à medida que as crianças refugiadas crescem, as barreiras que impedem o acesso à educação se tornam mais difíceis de serem superadas.

Como resultado, mais da metade das crianças refugiadas em idade escolar no mundo não está matriculada em escolas. De acordo com o ACNUR, do total de 7,1 milhões de crianças refugiadas em idade escolar, 3,7 milhões não frequentam a escola.

Campanha “Vamos conversar sobre demência”, lançada no marco do Mês Mundial da Doença de Alzheimer. Imagem: OPAS/OMS

Campanha incentiva conscientização sobre doença de Alzheimer e demência

A Alzheimer’s Disease International (ADI) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançaram neste domingo (1) nas Américas uma campanha que incentiva as pessoas a conversarem de maneira mais confortável e aberta sobre a doença de Alzheimer e a demência.

A campanha “Vamos conversar sobre demência”, lançada no marco do Mês Mundial da Doença de Alzheimer, baseia-se no entendimento de que falar sobre a demência ajuda a enfrentar o estigma, normaliza a linguagem e incentiva as pessoas a descobrirem mais sobre a doença e a procurarem ajuda, aconselhamento e apoio.

Mãe e criança venezuelana no abrigo de Pintolândia em Boa Vista, norte do Brasil. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ARTIGO: Situação de refugiados e migrantes venezuelanos precisa de maior atenção global

Em artigo, o representante especial conjunto de Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Internacional para as Migrações (OIM) para refugiados e migrantes venezuelanos, Eduardo Stein, afirma que somente através de uma resposta regional coerente, previsível e harmonizada é que os países da América Latina e do Caribe poderão enfrentar o desafio humanitário e responder às necessidades de um número crescente de refugiados e migrantes venezuelanos.

“Embora reconheça o direito soberano dos Estados em decidir quais medidas tomar para permitir o acesso a seus territórios, incentivo os países da região a preservar o acesso ao refúgio e a fortalecer os mecanismos que permitem a identificação de pessoas que precisam de proteção internacional.” Leia o artigo completo.

Vista do Elevador Lacerda, em Salvador, na Bahia. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Bahia é o estado do Nordeste que mais recebe migrantes internacionais

O Observatório das Migrações em São Paulo (NEPO/UNICAMP), o Observatório das Migrações no Estado do Ceará e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) lançaram na quarta-feira (28), em Salvador (BA), o “Atlas Temático: Migrações Internacionais na Região Nordeste”, que analisa os fluxos migratórios para a região entre 2000 e 2017. A publicação teve o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

O atlas mostrou que, entre 2000 e 2017, 117,9 mil migrantes internacionais registrados se instalaram na região Nordeste, a maior parte deles no estado da Bahia (36,2 mil). Em segundo lugar vem o Ceará, com a presença de 26,4 mil migrantes. Terceira região do Brasil com maior concentração de fluxo migratório, o Nordeste atraiu, principalmente, migrantes oriundos de países europeus, que correspondem à quase metade dos países de origem analisados, com um total de 52,5 mil pessoas.

Iniciativa foi resultado de parceria entre Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), com apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan. Foto: Luciana Queiroz

Atendimento oftalmológico e doação de óculos beneficiam 120 refugiados no Rio

Em ação solidária realizada em 21 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), cerca de 120 refugiados e solicitantes de refúgio de países como Venezuela, Angola, República Democrática do Congo, Síria, Nigéria, Marrocos e Cuba, entre outros, receberam atendimento oftalmológico gratuito e, em muitos casos, um novo par de óculos.

​A iniciativa foi resultado de uma parceria entre o Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio (PARES) da Cáritas RJ e o Instituto Ver e Viver (IVV), que, com o apoio da fabricante de lentes Essilor e do Instituto Nissan, levou seu projeto “Como você vê o mundo?” ao encontro das pessoas em situação de refúgio. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Escritora norte-americana Toni Morrison é homenageada pela Turma da Mônica

“Se você encontrar um livro que realmente queira ler, mas ainda não foi escrito, você deve escrevê-lo”, disse uma vez a norte-americana Toni Morrison. No dia 5 de agosto de 2019, o mundo teve que se despedir de uma das maiores escritoras de todos os tempos. Por meio da personagem Milena, a Mauricio de Sousa Produções fez uma homenagem à autora de obras tão intensas e comoventes, que representou a vivência de mulheres negras.

A homenagem da Turma da Mônica à escritora integra o projeto Donas da Rua, lançado em 2016 em parceria com a ONU Mulheres Brasil. O objetivo é reforçar a autoestima das meninas e a defesa de seus direitos.

Durante o mês de agosto são realizadas atividades que buscam reconhecimento e valorização de mulheres lésbicas em diversas esferas da sociedade. Ilustração: Ani Ganzala

Mulheres lésbicas falam sobre mobilização por direitos e desafios para cidadania

Agosto é o mês da mobilização de mulheres lésbicas por direitos. Duas datas – 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, e 19 de agosto, Dia do Orgulho Lésbico – movimentam o calendário de atividades de coletivas, grupos e organizações em defesa dos direitos das mulheres lésbicas em todo o Brasil.

De acordo com ativistas lésbicas entrevistadas pela ONU Mulheres, os últimos dois anos têm sido marcados pela intensificação da mobilização por direitos. Elas avaliam que, desde 2017, há uma organização maior e agenda ainda mais unificada para a realização de atividades políticas e culturais durante todo o mês de agosto.

Apesar dos avanços em termos de representatividade, mobilização e união, as ativistas ressaltam o atraso em políticas públicas direcionadas a este grupo, principalmente em questão de saúde e segurança. Leia a reportagem completa.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Bahia e Maranhão trocam experiências de combate ao trabalho escravo contemporâneo

Representantes da Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo (COETRAE) da Bahia e do Maranhão, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão, do Ministério Público do Trabalho (MPT) do estado e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) reuniram-se na quarta-feira (28) em São Luís para avaliar a experiência da Bahia no resgate de trabalhadores encontrados em condição análogas à escravidão e no referenciamento de políticas públicas a partir do resgate.

O oficial de projetos do escritório da OIT no Brasil, Erik Ferraz, destacou a importância do trabalho que vem sendo feito conjuntamente por OIT e MPT do Maranhão. “São desenvolvidos apoios técnicos a entidades do governo, execução de ações voltadas à sensibilização e capacitação de agentes públicos para que saibam o que é o trabalho escravo e como combatê-lo”, disse.

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

ACNUR inicia credenciamento de imprensa para 1º Fórum Global para Refugiados, em Genebra

Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2019, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Governo da Suíça sediarão em Genebra uma reunião mundial sobre refugiados: o primeiro Fórum Global de Refugiados (GRF, da sigla em inglês). A conferência global de dois dias é a primeira reunião em nível ministerial a dar seguimento à implementação prática do Pacto Global sobre Refugiados, firmado na ONU, em Nova Iorque, em dezembro de 2018.

Hoje, mais de 70 milhões de pessoas são deslocadas à força pela violência e perseguição em todo o mundo. O objetivo do Fórum Global de Refugiados é acelerar as ações de governos, setor privado, instituições e organizações internacionais, setor não governamental e sociedade civil na implementação do novo Pacto Global sobre Refugiados. O Fórum Global para Refugiados tem como objetivo gerar compromissos impactantes e outras promessas desses atores, voltados para a realização de mudanças tangíveis de políticas e práticas a longo prazo para melhorar a vida dos refugiados e das comunidades de acolhida em todo o mundo.

UNFPA realizou sessão com foco específico em mulheres idosas e mulheres migrando sozinhas. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA realiza sessão informativa em Roraima com idosas e mulheres migrando sozinhas

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Secretaria Municipal da Gestão Social de Boa Vista, por meio do Centro de Referência de Assistência Social, participou de um encontro com mulheres refugiadas e migrantes no abrigo Rondon 3, da Operação Acolhida, em Roraima.

A Operação Acolhida é a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada no Brasil por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Na ocasião, um grupo mulheres idosas e de mulheres migrando sozinhas ou com filhos receberam sessões informativas sobre violência baseada em gênero, saúde sexual e reprodutiva e sobre o acesso aos serviços do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Com apoio do UNFPA, Meninas Guerreiras desenharam o próprio uniforme. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Jovens venezuelanas jogam amistoso com time de futebol feminino de Roraima

O time de futebol feminino Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela, formado por adolescentes e jovens venezuelanas, jogou no sábado (24) um amistoso em Boa Vista (RR) com jogadoras brasileiras profissionais que fazem parte do time de futebol feminino Atlético Roraima.

A disputa ocorreu no campo esportivo do abrigo Rondon 3, em Roraima, e foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com apoio da Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil — e do Atlético Roraima.

O time das Meninas Guerreiras faz parte de um projeto de esporte apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Visão Mundial, Operação Acolhida e o UNFPA na resposta humanitária em Roraima.

ONU marca Dia da Visibilidade Lésbica celebrando diversidade de identidades

No Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, a campanha da ONU Livres & Iguais lança vídeo e uma série de cards celebrando as diversas identidades das mulheres lésbicas. Explorando o tema “Sem medo de ser feliz”, a campanha das Nações Unidas entrevistou várias mulheres para entender o que significa ser lésbica hoje.

Em celebração realizada nesta quinta-feira (29) na Casa da ONU, em Brasília (DF), representantes de governos, sociedade civil, ativistas e comunidade diplomática participam de uma conversa sobre gênero, raça, etnia, classe, idade, religião e deficiência, entre outros elementos que moldam as experiências de vida e afetam de modo distinto a garantia dos direitos humanos e tratamento justo dessa população.

Jogadoras do time "Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela" elaboraram esboço de uniforme. Foto: UNFPA Brasil/Débora Rodrigues

UNFPA debate violência de gênero com meninas de time de futebol em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em agosto encontros com meninas e mulheres refugiadas e migrantes moradoras de Roraima para impulsionar a resposta e a prevenção à violência baseada em gênero. Um desses encontros envolveu um time de futebol feminino formado por adolescentes e jovens venezuelanas com idade entre 11 e 26 anos.

O encontro, apoiado pela Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil —, reuniu 14 jogadoras no Espaço Amigável em Boa Vista (RR). O objetivo também foi discutir temas como saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos.

Agência da ONU instala bombas d’água no maior campo de refugiados do mundo

Três horas. Este era o tempo que a refugiada rohingya Sura, de 35 anos, levava para coletar água para sua família. Todos os dias, ela atravessava o terreno montanhoso do assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh, caminhando por trajetos íngremes até alcançar uma bomba d’água.

Nos últimos 22 meses, porém, o cenário mudou. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros construíram 679 poços tubulares com bombas d’água fáceis de usar. “Hoje, levo um pouco mais de um minuto para caminhar da minha casa até o ponto de água”, contou Sura.

Desde agosto de 2017, milhares de refugiados rohingya foram forçados a fugir de Mianmar com destino ao sudeste de Bangladesh para escapar de ataques brutais contra suas aldeias promovidos pelas forças de segurança birmanesas. A aldeia em que Sura morava foi um dos alvos desses ataques.

Mulheres fazem fila para pegar água no Sudão do Sul - Foto: UNICEF/Hatcher-Moore

ONU pede aumento do investimento em água e saneamento nos países mais pobres

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ONU Água — um mecanismo interagencial que coordena ações do Sistema das Nações Unidas para alcançar metas relacionadas ao tema — alertaram nesta terça-feira (27) para a urgente necessidade de aumentar os investimentos com o objetivo de fortalecer sistemas de saneamento básico, com destaque para água potável e esgotamento sanitário.

O alerta foi feito no contexto da Semana Mundial da Água (25 a 30 de agosto), durante a qual o setor se reúne em Estocolmo, na Suécia, para sua conferência anual. Na ocasião, a OMS lançou em nome da ONU Água um novo relatório revelando que sistemas governamentais frágeis e falta de recursos financeiros e humanos estão comprometendo a prestação de serviços de água e saneamento nos países mais pobres do mundo – e minando os esforços para garantir saúde para todas as pessoas.

Em 20 de agosto, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) participou de audiência pública na Câmara dos Deputados organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Foto: Câmara dos Deputados/Luis Macedo

ONU participa de audiência na Câmara sobre políticas públicas para refugiados

A resposta humanitária do Brasil e a solidariedade do povo brasileiro com as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela têm sido positivas. E apenas com o trabalho de todos os atores envolvidos será possível manter uma resposta que atenda às crescentes necessidades de proteção destas pessoas. Esta foi a mensagem da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 20 de agosto, em Brasília (DF).

No entanto, embora o Brasil venha sendo considerado um país referência na forma como tem respondido ao fluxo de venezuelanos, ainda há grande dificuldade de conseguir inserir essa população no mercado de trabalho nacional, alertou a agência da ONU.

“Os dados sobre a população de refugiados reconhecidos no Brasil nos permitem afirmar que (eles) têm alto nível de educação. É uma população majoritariamente masculina e jovem, e que já vem com diploma de seu país de origem”, disse o oficial de meios de vida do ACNUR no Brasil, Paulo Sérgio Almeida. No entanto, 25% deles estão desempregados ou desocupados, segundo estudo da organização.

Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. Foto: Johney Lindoso Tavares

Manaus realiza encontro estadual de adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal

Manaus (AM) sediou esta semana (26 e 27) o Encontro Estadual de Adolescentes do Selo UNICEF da Amazônia Legal. O evento é parte de uma estratégia global do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) de engajamento e mobilização para a participação de adolescentes e jovens na defesa de seus direitos.

A iniciativa teve a finalidade de fortalecer os processos de mobilização de adolescentes nos municípios que participam da edição 2017-2020 do Selo UNICEF. Hoje, na Amazônia Legal, 429 Núcleos Adolescentes foram formalizados, com a mobilização de mais de 5 mil meninos e meninas.

Capacitação realizada em Santa Terezinha de Itaipu (PR). Foto: UNFPA

Oficinas capacitam profissionais do Paraná para atendimento a adolescentes

Os ciclos de capacitações oferecidos pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pela Itaipu Binacional em agosto envolveram 285 profissionais no Paraná. As atividades fazem parte do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná, firmado entre as duas organizações em 2018 e que hoje alcança 51 municípios na região.

O principal objetivo do ciclo de oficinas é capacitar profissionais, em especial das áreas de saúde, educação e assistência social, para oferecerem serviços adequados a adolescentes. Divididas em seis módulos, as capacitações buscam o fortalecimento da autoconfiança de profissionais da rede de atendimento, a formação sobre direitos e a construção de uma rede qualificada e acolhedora.

ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

Apesar do avanço nas últimas décadas, a participação das mulheres no mercado de trabalho permanece inferior à dos homens nos países latino-americanos e caribenhos. Foto: Agência Brasil

OIT: lacunas de gênero no trabalho exigem ações de países latino-americanos e caribenhos

Para cada hora trabalhada, as mulheres latino-americanas e caribenhas recebem uma renda, em média, 17% inferior à dos homens com mesma idade, nível educacional, tipo de trabalho, entre outros fatores, destacou novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta terça-feira (27) em Lima, no Peru. 

O documento destacou a necessidade de uma renovação das políticas públicas e de reconhecer que “uma parte importante das limitações do progresso das mulheres reside nos lares”, em particular porque a distribuição por gênero das tarefas domésticas ainda é esmagadoramente desigual.

“As mulheres são responsáveis por 80% das tarefas domésticas, o que restringe sua participação efetiva no mundo do trabalho”, afirmou o relatório.