Mulher foge da violência em El Salvador por meio de trilhos de trem em Chiapas, no México. Foto: ONU

Especialista da ONU pede que El Salvador amplie ações de combate a homicídios

El Salvador precisa urgentemente tomar passos mais efetivos para prevenir assassinatos e acabar com o ciclo vicioso de impunidade que perpetua esses crimes, disse um especialista das Nações Unidas na terça-feira (6).

Ao final de uma visita oficial, Agnes Callamard, relatora especial da ONU para execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, enfatizou em comunicado os duradouros e complexos desafios de segurança do país, incluindo uma das maiores taxas de assassinato do mundo, a maioria das quais atribuída a gangues.

A alta representante da ONU para assuntos de desarmamento, Izumi Nakamitsu, fala ao Conselho de Segurança. Foto: ONU/Manuel Elias

Oficial da ONU pede resposta a evidências sobre uso de armas químicas na Síria

A evidência de uso ou utilização provável de armas químicas proibidas na Síria deve ser respondida com uma atitude significativa no Conselho de Segurança, disse a chefe de assuntos de desarmamento das Nações Unidas na segunda-feira (5).

Denúncias do suposto uso de armas químicas continuam surgindo, incluindo no último fim de semana na cidade de Saraqeb. De acordo com a imprensa internacional, nove pessoas foram tratadas com problemas de respiração depois que uma bomba cheia de gás tóxico teria sido jogada na cidade, controlada por opositores ao governo de Bashar al Assad.

Segundo a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) precisam ter enfoque racial para eliminar o racismo. Foto: EBC

ONU Mulheres chama de ‘escândalo’ morte de 23 mil jovens negros por ano no Brasil

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. São 63 mortes por dia, que totalizam 23 mil vidas negras perdidas pela violência letal por ano, conforme destacado pela campanha Vidas Negras, lançada pelas Nações Unidas no país em novembro de 2017.

“Vinte e três mil assassinatos de jovens por ano é um escândalo. A sociedade brasileira, os governos e cada um de nós temos de fazer a nossa parte. (A campanha) Vidas Negras fala do reconhecimento da importância dos jovens negros. Chama à responsabilidade social e política de fazer algo já”, declarou Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, em entrevista ao programa Artigo 5º, da TV Justiça, a ser veiculado na próxima terça-feira (13), às 12h.

Vista aérea de Malé, capital das Maldivas. Foto: Nattu

ONU alerta para ‘completo ataque contra a democracia’ nas Maldivas

A declaração de estado de emergência nas Maldivas pelo presidente Abdulla Yameen e a resultante suspensão das garantias constitucionais destruíram o sistema de pesos e contrapesos e a separação de poderes necessária para qualquer democracia funcional, levando potencialmente a um maior número de violações dos direitos da população do país, disse nesta quarta-feira (7) o alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“O presidente Yameen, francamente, usurpou a autoridade das instituições de Estado de Direito do país e sua capacidade de trabalhar de maneira independente do Executivo”, disse Zeid. “As Maldivas viram nos últimos anos ataques contra oponentes políticos, jornalistas, sociedade civil e defensores dos direitos humanos, e o que está acontecendo agora é o equivalente a um completo ataque contra a democracia”.

Doses de vacina contra a febre amarela. Foto: OPAS

ONU apoia capacitação em febre amarela de 290 funcionários da saúde de Duque de Caxias

Em resposta à atual onda de casos de febre amarela silvestre, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), vinculado às Nações Unidas, apoiou a capacitação de 290 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias. Público da formação são os agentes comunitários e cirurgiões-dentistas das unidades de atendimento do programa “Saúde da Família”. Aperfeiçoamento visa fortalecer a vigilância para evitar a ocorrência de uma epidemia.

Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller

Número de migrantes mortos na fronteira entre México e EUA permanece alto, diz ONU

O número de migrantes que morreram ao tentar atravessar a fronteira entre México e Estados Unidos em 2017 permaneceu alto apesar da forte queda do número de prisões, disse a agência de migrações das Nações Unidas na terça-feira (6).

Em comunicado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que os números da Patrulha de Fronteiras norte-americana indicam que 341.084 migrantes foram presos na fronteira sul do país em 2017, contra 611.689 em 2016 — uma queda de cerca de 44%. No entanto, o ano de 2017 registrou 412 mortes, comparadas a 398 em 2016.

“O aumento das mortes é especialmente preocupante, já que os dados disponíveis indicam que bem menos migrantes entraram nos EUA via fronteira com o México no ano passado”, disse Frank Laczko, diretor do centro global de análises de dados sobre migração da OIM.

Refugiados recém-chegados do Sudão do Sul contam ao chefe do ACNUR, Filippo Grandi, e ao chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, as razões de sua fuga. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Crise de refugiados do Sudão do Sul deve se tornar a maior do mundo este ano, alerta ONU

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, e o coordenador de ajuda de emergência, Mark Lowcock, lançaram na quinta-feira (1) um apelo para arrecadar 1,5 bilhão de dólares para ajudar refugiados forçados a deixar a grave situação humanitária no Sudão do Sul, e 1,7 bilhão de dólares para atender as necessidades da população do país.

Com o conflito chegando a seu quinto ano, aproximadamente 2,5 milhões de sul-sudaneses foram forçados a deixar o país em direção a cinco nações vizinhas — Uganda, Quênia, Sudão, Etiópia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana. O conflito e a insegurança já forçaram uma em cada três pessoas a se deslocar – seja dentro do Sudão do Sul ou para além de suas fronteiras. Dentro do país, 7 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária.

Refugiados que fugiram da violência na República Democrática do Congo descansam em centro de recepção em Uganda. Foto: ACNUR/Hannah Maule-ffinch.

ONU alerta para aumento da violência na República Democrática do Congo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse na segunda-feira (5) estar preocupada com o recente aumento de violência no leste da República Democrática do Congo (RDC), que tem forçado um grande número de congoleses a se deslocar para o leste, em direção a países como Burundi, Tanzânia e Uganda.

A situação na República Democrática do Congo piorou em virtude do recrudescimento dos conflitos locais. No início de 2018, existiam cerca de 5 milhões de congoleses deslocados: aproximadamente 674.879 refugiados em outros países africanos e cerca de 4,35 milhões de deslocados internos.

Na imagem, da esquerda para a direita, Victor Bet Tamraz, Amin Afshar Naderi e Hadi Asgari. Foto: RFE/RL

Irã deve garantir direitos da minoria cristã e julgamento justo, alertam especialistas da ONU

Três cristãos iranianos estão recorrendo em um processo que os condenou a dez anos de prisão por “praticar evangelismo” e por “atividades ilegais da igreja em casa”. Um deles recebeu mais cinco anos por “blasfêmia”.

Segundo os especialistas da ONU, vários outros casos relatados mostram que membros da minoria cristã receberam sentenças pesadas depois de terem sido acusados de “ameaçar a segurança nacional” – seja por converter pessoas, seja por participar de igrejas domésticas.

“Isso mostra um padrão perturbador de indivíduos sendo alvo por causa de sua religião ou crenças, neste caso uma minoria religiosa no país.”

Consumidores esperam cinco horas na fila para comprar porção de pão de uma pequena padaria em Cumaná, na Venezuela. Foto: IRIN/Meridith Kohut

Crise econômica na Venezuela agrava desnutrição entre crianças, alerta UNICEF

Em meio à crescente insegurança alimentar e à elevação da desnutrição entre crianças diante da crise econômica na Venezuela, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu no fim de janeiro (26) esforços de assistência rápidos e coordenados para alcançar as populações mais vulneráveis.

“Enquanto cifras precisas não estão disponíveis (…), há sinais claros de que a crise está limitando o acesso das crianças a serviços de saúde de qualidade, assim como a medicamentos e alimentos”, disse a agência da ONU em comunicado, enfatizando a gravidade da situação.

Refugiados da Palestina em abrigos temporários construídos pela UNRWA. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

Solução de dois Estados é mais importante do que nunca no Oriente Médio, diz secretário-geral da ONU

O consenso internacional sobre uma solução de dois Estados para acabar com o conflito entre Israel e Palestina pode erodir “em um momento em que é mais importante do que nunca”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça-feira (6), chamando a “questão palestina” de um dos temas não resolvidos há mais tempo na agenda das Nações Unidas.

Após décadas, “a convergência e o consenso global podem estar ruindo, tornando a ação conjunta mais difícil”, enfatizou Guterres, lembrando que a expansão ilegal de assentamentos na Cisjordânia ocupada é “um importante obstáculo para a paz” que precisa ser “interrompida e revertida”.

Latifatou Compaoré , de 14 anos, foi salva da mutilação genital feminina por sua mãe, uma vítima dessa prática que se recusou a deixar sua filhar ser submetida ao procedimento. Foto: UNFPA/Luca Zordan

Cerca de 68 milhões de meninas e mulheres sofrerão mutilação genital até 2030, diz Fundo de População da ONU

Caso nada seja feito, as estimativas atuais de 3,9 milhões de meninas mutiladas por ano subirão para 4,6 milhões. Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou dados atualizados sobre essa forma de violência nesta terça-feira (6), Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

Data mobilizou dirigentes da ONU, como o secretário-geral António Guterres, a enviada para Juventude, Jayathma Wickramanayake, e a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, que condenaram a prática.

Foto: Paula Molina e Henrique Fernandes/Divulgação

ARTIGO: A responsabilidade sobre o assédio é do assediador

Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, afirma que quando as mulheres compartilham suas histórias de assédio sexual e criam uma rede de apoio, mostrando para o mundo a dimensão do problema, o papel dos homens é ouvir.

Segundo ela, apenas ouvindo, reconhecendo o problema e se responsabilizando por ajudar a eliminá-lo, que os homens poderão apoiar as mulheres. Leia o artigo completo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante coletiva de imprensa na sede da ONU. Foto: ONU/Mark Garten

ONU não vai tolerar assédio sexual na organização, diz António Guterres

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que as Nações Unidas não tolerarão o assédio sexual “a qualquer tempo e em qualquer lugar” dentro da organização.

Segundo Guterres, o assédio sexual está enraizado nos desequilíbrios de poder históricos entre homens e mulheres. O chefe da ONU disse que tem plena consciência da cultura machista que permeia os governos, o setor privado, as organizações internacionais e mesmo áreas da sociedade civil.

Uma das medidas das Nações Unidas já foi colocada em prática: pela primeira vez na história, as mulheres são maioria nos cargos de direção do Secretariado da ONU.

Jerônimo Villas-Bôas, ecólogo, trabalha com o resgate da produção de mel de espécies nativas de abelhas. Ele foi um dos palestrantes do evento em São Paulo. Foto: PMA/Isadora Ferreira

Evento em SP discute formas de garantir alimentação de qualidade para todos

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Centro de Excelência contra a Fome apoiaram no fim de janeiro (26 e 27) a realização de evento em São Paulo para debater possíveis caminhos para alimentar melhor uma população global que deve chegar a quase 9 bilhões de pessoas até 2030.

O seminário “Fruto — Diálogos do Alimento” reuniu 30 especialistas e 300 convidados, contando com palestras sobre os aspectos culturais, biológicos e sociais da alimentação, tendo como objetivo consolidar o Brasil como principal celeiro dessa discussão.

Membros do Conselho Consultivo do UNFPA. Foto: UNFPA/Débora Klempous

Fundo de População das Nações Unidas no Brasil empossa Conselho Consultivo

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) empossou oficialmente na semana passada (31) em São Paulo seu Conselho Consultivo, grupo formado por 14 profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente nas áreas em que atuam.

O principal objetivo do Conselho é constituir um espaço plural, de incentivo e apoio à identificação, articulação e proposição de estratégias, parcerias e soluções inovadoras para o UNFPA.

Segundo a OIT, as dificuldades de acesso às políticas públicas, especialmente educação e outros direitos, aumentam a situação de vulnerabilidade social dos trabalhadores. Foto: EBC

OIT pede apoio socioeconômico a resgatados de trabalho escravo no Brasil

Dados extraídos do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil mostram que quase 2% dos trabalhadores resgatados de situações análogas à escravidão no país nos últimos 15 anos foram vítimas desse crime ao menos duas vezes.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o retorno ao ciclo de escravidão é maior entre aqueles com baixo grau de instrução — a taxa entre analfabetos é duas vezes maior.

Tal cenário aponta a necessidade de fortalecimento de medidas de apoio socioeconômico aos resgatados, de acordo com a agência das Nações Unidas.

Ponto de recepção para refugiados rohingya em Teknaf Upazila, em Bangladesh. Foto: OCHA/Anthony Burke

Operações de segurança em Mianmar são agressão contra grupos étnicos, diz especialista da ONU

O que o governo de Mianmar alega serem operações militares e de segurança são “na verdade, um padrão estabelecido” de dominação e agressão contra grupos étnicos, disse na quinta-feira (1) a especialista independente das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos em Mianmar, Yanghee Lee, sobre sua visita a países vizinhos, entre eles Bangladesh, que abriga aproximadamente 900 mil refugiados rohingya.

Meninos e meninas da equipe de futebol de La Victoria se sentem orgulhosos de suas conquistas dentro e fora de campo. Foto: ACNUR/ Regina de la Portilla

Colombiano cria escola de futebol em comunidade afetada por conflito armado

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), colombiano criou uma escola de futebol em La Victoria, sul da Colômbia, para engajar meninos e meninas com os esportes e evitar que eles sejam recrutados para atividades ilegais, em uma comunidade fortemente afetada pelo conflito armado.

Após assinar histórico acordo, a Colômbia passa por um processo de construção da paz que visa a encerrar 52 anos de conflito que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou mais de 7,6 milhões de colombianos.

Campanha aborda diferenças entre paquera e assédio. Imagem: SPM-BA/ONU Mulheres

Com apoio da ONU, Bahia faz campanha contra a violência de gênero no Carnaval

“Cantada pode, assédio não. Olhar pode, constranger não. Na boa pode, à força não”. A diferença entre o assédio e a paquera saudável é o mote da campanha Respeita as Mina, criada pelo governo da Bahia para o Carnaval 2018. Iniciativa é da Secretaria estadual de Políticas para as Mulheres em parceria com a ONU Mulheres Brasil. Estratégia promoverá ações de conscientização e terá apoio do trio Respeita as Mina, puxado pelas baianas Pitty, Larissa Luz e Karina Buhr.

Marcela Romero, ativista argentina que luta pelos direitos da população trans. Foto: Comissão Interamericana de Direitos Humanos/Daniel Cima

Discriminação afasta pessoas trans dos serviços de saúde, diz ativista argentina

Em entrevista ao Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), a ativista argentina Marcela Romero defende o fim da discriminação institucional contra pessoas trans. Segundo a militante, o preconceito nos serviços de saúde ainda é um problema na América Latina e no Caribe, afastando grupos mais marginalizados das redes de atendimento. Para Marcela, países também precisam adotar urgentemente leis que facilitem o reconhecimento legal da identidade de gênero.

Guillermo Fernández Maldonado, em evento na Colômbia quando ainda atuava como representante adjunto do ACNUDH no país. Foto: Governo da Colômbia

Representante da ONU na Colômbia assume escritório de direitos humanos para América do Sul

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) na América do Sul está sob a direção de Guillermo Fernández Maldonado, que atuava como representante adjunto do organismo das Nações Unidas na Colômbia. O especialista assumiu a chefia do escritório regional após a saída em dezembro de Amerigo Incalcaterra, que deixou a condução do ACNUDH na América do Sul para se aposentar.

Com decisão do STF, Brasil avança no combate ao tabagismo, avalia OMS. Foto: PEXELS

ONU elogia decisão do STF de proibir aditivos que mudam sabor e cheiro de cigarros

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil manteve na quinta-feira (1) a validade da resolução 14/2012, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que impede o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco. Com isso, volta a ficar proibido o uso desses agentes para, por exemplo, modificar o sabor e o cheiro de cigarros, tornando-os mais atrativos, principalmente para os jovens. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OPAS), comemorou a sentença.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada por bactérias. Foto: EBC

Brasil registra 11,6% dos casos de hanseníase no mundo

Em evento para o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, observado comumente no último domingo de janeiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) participou nesta semana (31), em Belém do Pará, do lançamento de uma campanha de conscientização sobre a doença. A iniciativa, do Ministério da Saúde do Brasil, aborda os sintomas da enfermidade. País identificou 25,2 mil casos da patologia em 2016, número que representava 11,6% do total global de novas ocorrências.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil. Foto: EBC

Brasil ratifica Convenção 189 da OIT sobre trabalho doméstico

O governo brasileiro depositou na quarta-feira (31) no escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o instrumento formal de ratificação da Convenção número 189 sobre trabalhadoras e trabalhadores domésticos.

Para a OIT, a ratificação da Convenção nº 189 representa um passo importante que apoia uma série de medidas tomadas pelo governo brasileiro no sentido de fornecer proteções fundamentais aos trabalhadores domésticos.

A estimativa é de que existam cerca de 7 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil — mais do que em qualquer outro país do mundo. A maior parte é mulher, indígena e afrodescendente.

Em todo o mundo, mais de 1 bilhão de pessoas deixam seus lares. Grande parte deste contingente são mulheres acompanhadas de filhos e filhas. Em viagens dentro do mesmo país ou em na busca por oportunidades em outras nações, são mulheres que, acima de tudo, buscam por humanidade. Elas somos nós.

ONU lança vídeo sobre maternidade e migração em campanha contra xenofobia em Roraima

As Nações Unidas lançaram nesta quinta-feira (1º) o terceiro vídeo da campanha contra a xenofobia implementada pela ONU em Roraima. A produção audiovisual aborda os desafios da maternidade em situações de migração e refúgio.

De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do estado (UFRR) e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 42% das venezuelanas que migraram para o Brasil vieram sozinhas com seus filhos e são responsáveis financeiras pelo lar.

A irmã Angélique Namaika em Dungu, na província de Orientale, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/B.Sokol

A freira e a bicicleta: apoio a mulheres e meninas congolesas

A irmã Angélique Namaika recebeu o Prêmio Nansen para os refugiados em 2013 por ajudar mulheres e meninas deslocadas na República Democrática do Congo. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) está à procura de uma nova heroína ou herói que apoie os refugiados.

O Prêmio Nansen do ACNUR visa reconhecer o trabalho de indivíduos e/ou grupos para ajudar pessoas em situação de refúgio. Você conhece alguém com esse perfil? As inscrições vão até dia 8 de fevereiro; saiba mais.

Tosha e seu bebê, Marian: "a vida está difícil, mas me sinto muito grata pela assistência do ACNUR e dos trabalhadores do centro médico”. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Com poucos recursos, hospital em campo de refugiados na Tanzânia salva vidas

A pequena Marian tem apenas 30 segundos de vida. Envolvida em um fino xale ao lado da mãe, deitada em uma cama de ferro, ela nasce já enfrentando dificuldades.

Sua mãe, Tosha Sangan, de 32 anos, foi forçada a deixar a violência da República Democrática do Congo (RDC) há 15 anos, encontrando segurança no campo de refugiados improvisado de Nyarugusu, na Tanzânia. O hospital no qual elas foram atendidas está em situação precária por falta de recursos. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).