UNICEF comemora 20 anos de projeto de mobilização dos municípios brasileiros pela infância

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) começa nesta semana as comemorações dos 20 anos do Selo UNICEF — inciativa que mobiliza municípios brasileiros do Semiárido e da Amazônia em prol de políticas públicas para crianças e adolescentes. Para marcar o aniversário, o organismo internacional promove ações no XXI Encontro do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social, em Belém (PA).

O bicho-de-pé é encontrado em regiões remotas e pobres do Brasil, como aldeias indígenas, comunidades rurais e favelas. Foto: OPAS/OMS/Sonia Mey-Schmidt

Agência da ONU ajuda Brasil a combater infestações de bicho-de-pé

O bicho-de-pé é identificado em aldeias indígenas, comunidades rurais e favelas de grandes cidades. Conhecida também como tungíase, a doença é provocada por uma pulga, que se alimenta do sangue de humanos e animais.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apoia o governo do Brasil a combater o bicho-de-pé. Desde 2018, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, realiza atividades com a agência da ONU em áreas vulneráveis.

Foto: Agência Brasil/ Fernando Frazão

ARTIGO: Lei Maria da Penha, 13 anos — direito de viver sem violência

Em artigo publicado na imprensa brasileira, a diretora regional da ONU Mulheres para Américas e Caribe, Maria-Noel Vaeza, lembra o aniversário da Lei Maria da Penha nesta quarta-feira (7) e alerta para o recente aumento dos assassinatos de mulheres no Brasil.

A especialista das Nações Unidas aponta a necessidade de analisar como diferentes grupos de mulheres — das periferias, do meio rural e de comunidades tradicionais — recorrem à legislação sobre violência de gênero no ambiente doméstico e familiar.

Crianças caminham por uma parte do centro de Craiter, em Aden, no Iêmen. A área foi seriamente danificada pelos ataques aéreos em 2015, quando os houthi foram expulsos da cidade pelas forças da coalizão. Foto: OCHA / Giles Clarke

ONU alerta para crescente atividade de Al Qaeda e Estado Islâmico no Iêmen

Movimentos armados afiliados aos grupos terroristas Al-Qaeda e Estado Islâmico teriam intensificado suas atividades no Iêmen nas últimas semanas, disse nesta terça-feira (6) a porta-voz do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), Ravina Shamdasani, lembrando “preocupantes acontecimentos” que afetaram seriamente a vida de civis iemenitas nos últimos dez dias.

Em comunicado, a porta-voz afirmou que, durante esse período, o escritório verificou que 19 civis foram mortos e 42 ficaram feridos nos distritos de Taiz, Sa’ada e Aden. A maioria das mortes resultou de um ataque em um mercado da província de Sa’ada em 29 de julho, no qual 14 civis foram assassinados e 26 ficaram feridos.

Segundo a imprensa internacional, uma das consequências do conflito entre os rebeldes houthis e as forças pró-governo foi o reforço da presença dos grupos terroristas da Al-Qaeda e do Estado Islâmico no sul do Iêmen, onde os extremistas reivindicaram dezenas de atentados nos últimos anos.

Durante reunião sobre o comércio livre da tortura, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que “a liberdade contra a tortura é um direito absoluto em todas as circunstâncias, em todos os países”, acrescentando que “é hora de promover o consenso global sobre a necessidade de eliminar tortura com uma ação concreta para acabar com este comércio”. Michelle Bachelet também disse, na reunião ocorrida em setembro, que “sob a convenção contra a tortura, os Estados devem proibir e banir a tortura”. Devem ainda “tomar medidas efetivas para evitar a prática [do comércio de itens utilizados para a tortura]”, pois “permitir que este produto seja feito porque as eventuais vítimas vivem em outro país não é uma opção”.

Todos os países têm responsabilidade de proteger cidadãos dos crimes de ódio, diz Bachelet

A principal autoridade da ONU para os direitos humanos adicionou sua voz à condenação global aos ataques ocorridos nas cidades de El Paso e Dayton no fim de semana, insistindo nesta terça-feira (6) que “não apenas os Estados Unidos, mas todos os países” devem fazer mais para acabar com a discriminação.

Falando a jornalistas em Genebra, o porta-voz de Michelle Bachelet, Rupert Colville, do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), elogiou a condenação norte-americana ao “racismo, ódio e à supremacia branca” após essas “duas horríveis tragédias” que deixaram 29 mortos no Texas e em Ohio no sábado (3).

“Condenamos inequivocamente o racismo, a xenofobia e a intolerância, incluindo a supremacia branca, e chamamos todos os Estados, não só os Estados Unidos, mas todos os países, a tomar passos positivos para erradicar a discriminação”, disse Colville.

A cada manhã, centenas de meninos e meninas atravessam a fronteira da Venezuela para embarcar em ônibus rumo a Cúcuta, na Colômbia. Foto: UNICEF/Arcos

Colômbia: OIM elogia concessão de nacionalidade a crianças venezuelanas nascidas no país

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) elogiou a decisão tomada pela Colômbia na segunda-feira (5) de conceder nacionalidade a mais de 24 mil bebês venezuelanos que nasceram no país, após seus pais atravessarem a fronteira.

“Esta resolução é uma contribuição para uma migração segura e regular, a qual esperamos que facilite o reconhecimento dos direitos fundamentais de crianças venezuelanas, além de contribuir para integração delas na sociedade”, disse Ana Durán Salvatierra, chefe de Missão da OIM na Colômbia, nesta terça-feira (6).

De acordo com a imprensa internacional, a medida irá garantir um caminho para que estas crianças obtenham passaportes colombianos, até agosto de 2021, facilitando acesso a serviços de saúde e educação. A medida também previne uma crise de apatridia dentro do país.

Refugiados e migrantes resgatados desembarcam em porto siciliano de Catânia, na Itália, em janeiro. Foto: ACNUR/Alessio Mamo

ONU critica multa de €1 milhão para barcos que resgatarem migrantes no Mediterrâneo

Uma iniciativa de parlamentares italianos para impor multas de até 1 milhão de euros a embarcações e organizações que realizam busca e resgate de migrantes na costa do país provocou preocupação das Nações Unidas nesta terça-feira (6), uma vez que a medida pode impedir futuros esforços de salvamento no mar Mediterrâneo.

Em Genebra, o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Charlie Yaxley, explicou que a iniciativa dos parlamentares ocorre em um momento em que outros países europeus interromperam as operações de resgate marítimo.

“Sob as mudanças aprovadas pelo Parlamento, as multas para embarcações privadas que resgatarem pessoas e não respeitarem a proibição de entrada em águas territoriais subiram para até 1 milhão de euros”, disse. “Além disso, os barcos serão agora automaticamente apreendidos”, completou.

Posto de controle de Israel em Nablus. Foto: IRIN/Kobi Wolf

ONU manifesta preocupação com estado de menino palestino baleado por forças israelenses

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) expressou na semana passada (30) preocupação com o estado de saúde de um menino palestino de 9 anos baleado na cabeça por forças de segurança de Israel em 12 de julho.

Em comunicado, o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, afirmou que, embora tenha sido relatado que as forças de segurança iniciaram uma investigação interna, é preciso que autoridades “realizem uma investigação minuciosa, eficaz, imparcial e independente” sobre o incidente. Abdul Rahman Shteiwi foi atingido no que aparenta ter sido um exemplo de uso excessivo da força.

A atividade faz parte do marco Plataforma Cairo + 25 Brasil. Foto: REBRAPD

Consulta visa discutir desafios de saúde sexual e reprodutiva para população LGBTI

Buscando um diálogo entre a sociedade civil acerca dos avanços da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), que aconteceu em 1994 no Cairo, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) e o Centro LGBT da Bahia organizaram em Salvador a primeira consulta temática com foco na população LGBTQI. A ação contou também com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Segundo o coordenador da REBRAPD, Richarlls Martins, devido a uma herança histórica, a população LGBTQI se encontra em desvantagem perante uma parcela significativa da sociedade. Dessa forma, a consulta é uma forma de reconhecer e dar visibilidade aos avanços conquistados pela CIPD, bem como levantar os desafios que demandam especial atenção para a integral implementação da agenda.

Abertura da 16ª Conferência Nacional de Saúde, com representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e de outras instituições. Foto: Ministério da Saúde/Erasmo Salomão

Agência da ONU afirma que SUS representa conquista democrática

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Socorro Gross, afirmou no domingo (4) que o Sistema Único de Saúde (SUS) “tem raízes em valores e princípios intrinsecamente ligados ao que representa a democracia: a proteção dos direitos humanos fundamentais”.

A especialista participou em Brasília (DF) da abertura da 16ª Conferência Nacional de Saúde, evento dedicado à participação social na gestão da saúde pública.

Crianças-soldado são libertadas em Yambio, Sudão do Sul, em fevereiro de 2018. Foto: UNMISS/Isaac Billy

Novo relatório mostra número recorde de crianças mortas e mutiladas em conflitos

O ano de 2018 foi o pior já registrado para crianças que vivem em meio a conflitos armados, segundo um novo relatório das Nações Unidas publicado na terça-feira (30).

Nas 20 situações de conflito monitoradas na nova edição do Relatório Anual do Secretário-Geral sobre Crianças e Conflitos Armados, mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas no ano passado.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse estar “especialmente assustado” com o número de violações sem precedentes. Crianças continuam sendo usadas como combatentes, especialmente em Somália, Nigéria e Síria.

O casal de venezuelanos Carlos e Marifer. Foto: ACNUR/Érico Hiller

Família venezuelana reconstrói vida em solo brasileiro após sequestro na Venezuela

Carlos, de 35 anos, tinha uma vida confortável na Venezuela. Formado em Jornalismo e trabalhando como gerente de produção em uma emissora estatal de TV, levava uma vida tranquila com Marifer, que é sua companheira há oito anos.

Em 2016, em meio à crise no país, o jornalista foi sequestrado e espancado. Na sequência do crime, o venezuelano começou a receber ameaças contra seus pais. Carlos decidiu que era hora de se separar da esposa e da filha para buscar segurança no Brasil. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Especialistas debatem enfrentamento do trabalho escravo no município de São Paulo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo (COMTRAE) de São Paulo apresentaram em julho (18) os resultados preliminares do primeiro monitoramento do Plano Municipal para Erradicação do Trabalho Escravo, bem como a proposta de Fluxo de Atendimento à Pessoa Submetida ou Vulnerável ao Trabalho Escravo, durante oficina técnica realizada na capital paulista.

Os resultados preliminares mostram que 68,2% dos indicadores monitorados foram considerados cumpridos ou parcialmente cumpridos. Desses, a maioria (41,46%) necessita de acompanhamento permanente e sistemático. Dos sete eixos estratégicos, o de prevenção foi o que apresentou maior índice de ações cumpridas e parcialmente cumpridas. O eixo de geração de emprego e renda foi o que menos avançou, pois não apresentou qualquer indicador totalmente cumprido.

Os resultados serão desdobrados em outras ações coordenadas pela COMTRAE, que serão importantes na prevenção e enfrentamento do trabalho escravo em São Paulo e na construção do trabalho decente para todos.

Yennyfer decidiu vir ao Brasil para dar melhores condições de vida aos filhos. Foto: UNFPA Brasil/Fabiane Guimarães

No Brasil, mãe venezuelana encontra tratamento para filha com autismo

A distância e o sinuoso trajeto entre a Venezuela e o Brasil não assustaram Yennyfer Espinoza, de 30 anos. Mãe de três filhos, a venezuelana decidiu deixar seu país para dar melhores condições de vida para as crianças e buscar tratamento para a menina mais velha, diagnosticada com autismo.

Com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a família encontrou assistência médica na rede pública de Roraima, onde os remédios necessários ao tratamento saíram de graça.

Nove artigos do la Wikipedia em espanhol foram atualizados na maratona em Buenos Aires, utilizando fontes oficiais das Nações Unidas. Foto: ACNUDH

Na Argentina, maratona fortalece conteúdo de direitos humanos na Wikipedia em espanhol

Com 19 artigos editados na versão em espanhol da enciclopédia online Wikipedia, foi concluída em julho (13) em Buenos Aires a primeira maratona de edição sobre direitos humanos, organizada pelo Escritório para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Wikimedia Argentina.

Trata-se da primeira edição da maratona, que surge de uma colaboração entre o ACNUDH e a Fundação Wikimedia em nível global, que busca gerar instâncias participativas para compartilhar conhecimento, promover multilinguismo e consulta a fontes oficiais das Nações Unidas na Wikipedia. A expectativa é replicar a experiência em outros países da região e do mundo, com foco em diversos temas de direitos humanos.

Equipe do UNFPA tem forte atuação em saúde sexual e reprodutiva. Foto: UNFPA Brasil

Jovens que trabalham com assistência humanitária em Roraima contam suas experiências

Na resposta humanitária ao fluxo de venezuelanos em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) tem desenvolvido ações em Boa Vista, capital do estado, e em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela. O objetivo é garantir direitos em saúde sexual e reprodutiva, prevenção e resposta à violência baseada em gênero.

Entre o time de profissionais do UNFPA no local, estão os assistentes de campo, jovens com a missão de garantir que as pessoas refugiadas e migrantes possam ter uma resposta qualificada e sensível às suas demandas e necessidades de proteção.

Os assistentes de campo atuam ativamente contribuindo para o trabalho de assistência humanitária, tanto na mobilização comunitária quanto nos processos de escuta e referenciamento para a rede de proteção. Leia depoimentos desses profissionais.

Família brasileira durante a amamentação do recém-nascido. Foto: UNICEF/Libório

UNICEF: apenas 40% das crianças no mundo recebem amamentação exclusiva no início da vida

Apenas quatro em cada dez bebês no mundo são alimentados exclusivamente com o leite materno nos primeiros seis meses de vida, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estatística foi divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta quinta-feira (1º), data em que tem início a Semana Mundial de Amamentação.

Nos países de renda média e alta, 23,9% das crianças são alimentadas somente com o leite da mãe em seu primeiro semestre após o nascimento. No Brasil, o índice foi estimado em 38,6%, de acordo com o UNICEF e a OMS.

Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Uruguai: ONU manifesta preocupação com referendo para revogar lei de proteção a pessoas trans

As Nações Unidas no Uruguai manifestaram na terça-feira (30) preocupação com a realização este mês de um pré-referendo com o objetivo de decidir se haverá uma votação nacional sobre a decisão de revogar ou não a Lei Integral para Pessoas Trans (N° 19.684), que protege essa população no país.

Para as Nações Unidas, a Lei Integral reconhece à população trans seu direito de viver em igualdade, de ter uma vida digna e de acessar todos os direitos humanos.

“A ONU no Uruguai celebra o fato de o país, ao ter aprovado essa lei, ter se colocado na vanguarda regional e internacional em matéria de legislação que dê garantias de não discriminação e cumprimento dos direitos humanos das pessoas trans.”

Conselho Econômico e Social da ONU pede ação urgente para acelerar resposta à AIDS

O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) adotou uma resolução que pede aos países que intensifiquem com urgência os programas informados por evidências para acabar com a epidemia de AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030. O órgão afirma que a epidemia ainda não acabou e apela para esforços revigorados por parte de todas as partes interessadas.

Embora acolha os avanços alcançados em relação às metas de 2020, a resolução expressa preocupação com as disparidades no progresso entre os países e apela para esforços mais intensos para proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero.

A resolução do ECOSOC acolhe igualmente os esforços do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no sentido de aperfeiçoar e adaptar seu modelo de funcionamento para apoiar de maneira mais eficaz os esforços para acabar com a epidemia no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Treinamento da ONU aborda o combate e a prevenção ao abuso e exploração sexuais de venezuelanos. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Em Roraima, agências da ONU treinam militares brasileiros para combater violência sexual

Em Roraima, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu neste mês um treinamento com militares brasileiros sobre como combater o abuso e a exploração sexuais em contextos de emergência. Os oficiais fazem parte do novo contingente que vai integrar a Operação Acolhida — a resposta do governo federal à chegada de venezuelanos ao Brasil.

A capacitação foi realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Um centro de recepção e documentação inaugurado pelo governo federal com apoio do Sistema ONU Brasil na cidade de Pacaraima está há um mês identificando e emitindo documentos para pessoas vindas da Venezuela. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

Brasil recebeu mais de 61 mil pedidos de refúgio de venezuelanos em 2018

Em 2018, o Brasil recebeu 80.057 solicitações de refúgio de estrangeiros. Desse número, 61.681 foram feitas por venezuelanos. Os dados são de balanço divulgado neste mês pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A pesquisa mostra ainda que o Brasil acumula mais de 160 mil pedidos de refúgio em análise, feitos em 2018 e em anos anteriores. Desses requerimentos, 52% são de venezuelanos; 10%, de haitianos; 5%, de senegaleses; e 4%, de cubanos.

A banda pop sul-coreana com a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore. Da esquerda para direita, j-hope, Jin, Jungkook, RM, V, Suga e Jimin. Foto: UNICEF/Nesbitt

UNICEF e banda de pop sul-coreano pedem fim da violência nas escolas

Na semana em que a ONU comemora o Dia Internacional da Amizade, 30 de julho, os integrantes da banda de pop sul-coreano BTS divulgaram na terça-feira um vídeo de conscientização sobre o bullying nas escolas.

A produção audiovisual pede que os jovens respeitem uns aos outros e iluminem o dia de um colega com atos de gentileza e bondade. Iniciativa faz parte de campanha do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Centro de Porto Alegre visto do rio Guaíba. Foto: Wikimedia Commons/Ricardo André Frantz (CC)

UNODC apoia projeto para reduzir taxas de criminalidade no RS

Representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) reuniram-se na sexta-feira (26) com o governo do Rio Grande do Sul para apresentar o andamento do trabalho de consultoria realizado pela agência da ONU no monitoramento do uso da força no estado. A iniciativa ocorre no âmbito do Programa Oportunidades e Direitos (POD), cofinanciado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No âmbito do programa, o estado se compromete a implementar políticas que visam reduzir taxas de crimes violentos entre jovens de 15 a 24 anos nas cidades de Alvorada, de Porto Alegre e de Viamão, por meio de uma abordagem integrada entre fatores de risco e focos de intervenções geográficas e populacionais. Já o UNODC se compromete a verificar o funcionamento adequado dos controles interno e social das forças policiais.

Menino de 15 anos trabalha soldando quadro em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF/Al-Zikri

OIT: 2021 é declarado ano internacional para eliminação do trabalho infantil

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou na semana passada (25) por unanimidade uma resolução declarando 2021 como o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil e pediu que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) assuma a liderança em sua implementação.

Dados da OIT indicam que, em 2016, 152 milhões de crianças com idades entre 5 e 17 anos estavam envolvidas em trabalho infantil e quase metade delas, 73 milhões, em trabalho infantil perigoso.

A resolução destaca os compromissos dos Estados-membros em “tomar medidas imediatas e efetivas para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e tráfico de seres humanos e assegurar a proibição e a eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e uso de crianças-soldados e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas”.

Mulheres refugiadas manifestam apoio à campanha contra o tráfico de pessoas no campo de Wad Sharife, leste do Sudão (24 de julho de 2018). Foto: ACNUR/Bahia Egeh

Conflitos e mudanças climáticas alimentam tráfico de pessoas, diz secretário-geral da ONU

Para marcar o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, o secretário-geral das Nações Unidas destacou que a prática é “um crime hediondo que afeta todas as regiões do mundo”, especialmente mulheres e crianças. Segundo António Guterres, a maior parte das vítimas registradas foi traficada para exploração sexual, além de trabalho forçado, recrutamento como crianças-soldado e outras formas de exploração e abuso.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), 72% das vítimas detectadas são mulheres e meninas. A porcentagem de vítimas crianças mais que dobrou de 2004 a 2016.

Homem resgatado do trabalho escravo no interior do Maranhão - Foto: Marcello Casal/ABr

Encontro discute relação entre trabalho infantil e escravo no Maranhão

A pobreza e a desigualdade social fazem com que os filhos(as) de pais pobres tenham uma vida com poucas oportunidades de escolha e desenvolvimento na infância e adolescência e mais tarde uma vida mais vulnerável aos riscos de serem vítimas de trabalho com condições análogas à de escravo. Levantamentos sugerem a existência de um ciclo vicioso que precisa de iniciativas de todos os setores da sociedade para quebrá-lo.

Esse ciclo vicioso que liga o trabalho infantil ao trabalho escravo foi um dos temas do Encontro Estadual sobre as Relações entre o Trabalho Infantil e Escravo realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Social (SEDES), em São Luís (MA), em junho. Participaram do encontro, representantes do governo estadual do Maranhão, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-MA), Luciano Aragão, e o oficial de Projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Erik Ferraz.

Na segunda fase do processo de interiorização, 233 venezuelanos vivendo em Boa Vista foram levados a São Paulo e Manaus. Foto: ACNUR

ACNUR e Pacto Global promovem fórum sobre integração laboral de refugiados em Manaus

Com o objetivo de alinhar desenvolvimento econômico sustentável ao crescimento da população venezuelana que vive na capital amazonense, aconteceu o primeiro Fórum Empresarial de Empregabilidade e Empreendedorismo para Refugiados e Migrantes de Manaus na manhã da última sexta-feira (26). De acordo com dados da Polícia Federal, Manaus é a terceira cidade do país que mais recebe pessoas venezuelanos no Brasil.

O fórum, que teve sua primeira edição em Curitiba (PR), é uma iniciativa da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Rede Brasil do Pacto Global que chegou em Manaus para esclarecer dúvidas sobre contratação de refugiados, bem como estabelecer novas metas e fluxos de trabalho no contexto da emergência incorporando cada vez mais o setor privado como um aliado na integração local.

Ana Lúcia Pereira recomenda aproximação dos ODS de lideranças do movimento de mulheres negras. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras destacam papel dos objetivos globais na eliminação do racismo

As mulheres negras são 55,6 milhões de pessoas no Brasil. Representam 25% da população e compõem um dos grupos mais vulneráveis ao racismo, machismo e outras formas de discriminação. Os efeitos dessas desigualdades impedem que elas vivenciem direitos em todo o ciclo de vida, porque não acessam ou acessam pouco as oportunidades de desenvolvimento econômico, social e ambiental oferecidos à população brasileira.

Reconhecendo as mulheres negras como sujeitas de direitos e sujeitas políticas, a ONU Mulheres Brasil desenvolve, desde março de 2017, a estratégia de comunicação e advocacy Mulheres Negras Rumo a Um Planeta 50-50 em 2030 em parceria com organizações e entidades nacionais do movimento de mulheres negras para resposta às demandas da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida no ano de 2015.