Um homem com um bebê de um ano de idade desembarca do navio de resgate Sea Watch, em Malta. Foto: ACNUR/Federico Scoppa

ONU celebra desembarque de refugiados salvos no Mediterrâneo, mas critica demora de países europeus

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) celebrou nesta quarta-feira (9) a notícia de que 49 refugiados e migrantes resgatados, a bordo dos navios Sea Watch 3 e Albrecht Penck, desembarcaram com segurança em Malta.

Mas o organismo também expressou preocupação com a demora em encontrar uma solução para o impasse no Mediterrâneo — o Sea Watch 3 ficou mais de 18 dias no oceano, sem poder atracar, mesmo transportando mulheres e crianças. Situação foi considerada “inaceitável”.

Marlova Jovchelovitch Noleto é diretora e representante da UNESCO no Brasil. Foto: UNESCO/Mila Petrillo

UNESCO discute projetos de cooperação com Ministério dos Direitos Humanos

A diretora e representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, visitou na segunda-feira (7) a nova ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Na ocasião, elas se apresentaram oficialmente e conversaram sobre os projetos de cooperação já existentes e as perspectivas para 2019.

Foram apresentados à nova ministra os cinco projetos de cooperação técnica já em execução com o governo federal ligados à pasta, mais especificamente com a própria área de Direitos Humanos, a Secretaria de Juventude, a Secretaria da Pessoa com Deficiência, a Secretaria da Pessoa Idosa e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

A queniana Purity Soinato Oiyie escapou de uma mutilação genital e do casamento infantil quando tinha apenas 10 anos. Hoje, ela sonha em abrir uma escola para meninas em sua comunidade, Maasai. Foto: ONU Mulheres

Seis coisas que aprendemos com a luta das mulheres em 2018

O ano de 2018 foi marcado pela resistência das mulheres. Do lançamento do fundo de amparo jurídico #TimesUp para combater o assédio sexual nos locais de trabalho nos Estados Unidos, ao prêmio Nobel da Paz entregue àqueles que combatem o uso da violência sexual como arma de guerra, o ano passado teve como tema central a defesa dos direitos das mulheres. Ativistas da igualdade de gênero do mundo todo estão levantando suas vozes para denunciar a desigualdade e unir as comunidades por um futuro melhor para todas a todos.

Com o encerramento de 2018, a ONU Mulheres lembrou histórias de algumas das ativistas que se levantaram contra injustiças, desafiaram estereótipos e inspiraram a todos. Leia a reportagem completa.

Eleitores olham nomes em listas de votação durante eleições presidenciais e legislativas na República Democrática do Congo, em 30 de dezembro de 2018. Foto: MONUSCO/Alain Likota

Relator da ONU pede que República Democrática do Congo restaure serviços de Internet no país

Um relator de direitos humanos das Nações Unidas pediu na segunda-feira (7) a retomada “urgente” dos serviços de telecomunicações na República Democrática do Congo, mais de uma semana depois de eleitores irem às urnas para escolher um novo presidente e sem que os resultados tenham sido anunciados até o momento.

“Um desligamento geral de redes é uma clara violação da lei internacional e não pode ser justificado”, disse David Kaye, relator especial da ONU sobre liberdade de expressão, em comentário sobre o apagão de informações em vigor desde 30 de dezembro.

De acordo com uma autoridade governamental, a Internet e os serviços de mensagens foram cortados supostamente para preservar a ordem pública após “resultados fictícios” terem sido divulgados nas redes sociais. Segundo as autoridades, os serviços seriam retomados após a divulgação de resultados preliminares, o que aconteceria em 6 de janeiro. No entanto, a divulgação foi adiada.

Jovem saudita Rahaf Mohammed Al-qunun comunicou-se por meio do Twitter a partir de quarto de hotel em Bangcoc. Foto: Reprodução

Saudita que buscava refúgio e se barricou em hotel na Tailândia está ‘em lugar seguro’, diz ACNUR

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (7) que a jovem saudita de 18 anos Rahaf Mohammed Al-gunun, que estava presa no aeroporto de Bangcoc após fugir de sua família no Kuwait — alegando que seria morta se fosse forçada a voltar —, está “agora em um lugar seguro”.

O ACNUR defende consistentemente o princípio de não devolução, que diz que qualquer pessoa com confirmação ou queixa de necessidade de proteção internacional não pode ser devolvida a um território onde sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. Este princípio é reconhecido como lei internacional e está enraizado em outras obrigações de tratados assinados pela Tailândia, de acordo com o ACNUR.

Mulheres iemenitas caminham diariamente por horas para conseguir água. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Desvio de assistência alimentar no Iêmen precisa acabar imediatamente, diz PMA

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas exigiu na sexta-feira (4) que o desvio de alimentos por parte de facções conflitantes no Iêmen chegue imediatamente a um fim e elogiou um comunicado de líderes rebeldes houthis, no qual afirmaram que a situação está sob investigação.

De acordo com relatos da imprensa internacional, facções e milícias de ambos os lados do conflito bloquearam assistência alimentar para grupos suspeitos de deslealdade, desviando-a para unidades de combate ou vendendo-a no mercado ilegal.

Campo de algodão. Foto: Arquivo/Agência Brasil

OIT, Brasil e Peru promovem trabalho decente na cadeia de produção de algodão

Com o objetivo de promover o trabalho decente na produção de algodão no país, os governos de Brasil e Peru, entidades de cooperação internacional dos dois países e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) assinaram no início de dezembro (10) acordo para desenvolvimento do projeto “Promoção de trabalho decente na cadeia do algodão no Peru”.

O projeto inclui Ministério do Trabalho e Promoção do Emprego do Peru, Ministério do Trabalho do Brasil, Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI), Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil (SENAI) e o escritório da OIT para os países andinos.

Quando sua amiga ficou grávida inesperadamente, ainda bem jovem, Azlifa buscou um jeito de compartilhar informações sobre saúde sexual e reprodutiva com outros jovens. Foto: UNFPA Maldivas/Tatiana Almeida

Ativista quebra tabus sobre planejamento familiar nas Maldivas

Azlifa tinha 11 anos quando sua amiga teve de deixar a escola por ter engravidado. O fato marcou sua juventude e impulsionou seu ativismo em prol da divulgação de informações sobre saúde sexual e reprodutiva.

Nas Maldivas, o sexo fora do casamento é criminalizado, e o acesso ao planejamento familiar acaba ficando restrito a pessoas casadas. Azlifa teve de dar um Google na palavra “menstruação” quando ouviu pela primeira vez. O relato é do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Favorecer o acesso e a adaptação de jovens refugiados no ambiente escolar é uma importante diretriz do ACNUR, dialogando com as políticas públicas implementadas pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo. Foto: ACNUR/Gabo Morales

SP lança documentos para orientar acolhimento de alunos refugiados e migrantes

Integrar alunos refugiados e migrantes nas escolas estaduais é uma das responsabilidades da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Além de culturas e tradições diferentes, as crianças e adolescentes de fora do país dão maior pluralidade à rede de ensino.

A pasta desenvolveu documentos para nortear o atendimento desses estudantes dentro das unidades escolares. Lançados em 2018, os materiais contribuem para auxiliar as escolas desde o momento da matrícula até o acolhimento em sala de aula.

“O ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, reconhece a importância da produção destes materiais para facilitar o ingresso e adaptação de crianças e jovens refugiados ao contexto escolar, sendo a escola um espaço fundamental de aprendizados e sociabilidades para o desenvolvimento humano integral”, afirma Maria Beatriz Nogueira, chefe do escritório do ACNUR em São Paulo.

Espécimes mortos do "barbeiro", inseto e vetor da doença de Chagas nas Américas. Foto: OPAS/OMS/Ary Rogerio Silva

Agência da ONU lança guia para diagnóstico e tratamento da doença de Chagas

Em 21 países das Américas nos quais a doença de Chagas é endêmica, cerca de 65 milhões de pessoas correm risco de contrair a enfermidade. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) estima que essa infecção parasitária seja responsável pela morte de 12 mil indivíduos por ano na região. Para melhorar a detecção e o manejo clínico da patologia, a instituição publicou um novo guia para o diagnóstico e o tratamento da doença de Chagas.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

ONU cita falta de independência em julgamento do assassinato de jornalista saudita

O julgamento criminal na Arábia Saudita de suspeitos de envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi não cumpre as exigências de um inquérito independente e internacional solicitado pela alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, informou seu escritório na sexta-feira (4).

“Nós, como vocês sabem, estamos pressionando por justiça no caso Khashoggi há meses. Estamos pedindo uma investigação, uma investigação independente, com envolvimento internacional, e isto ainda não aconteceu”, disse a porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Centro em Almaty, no Cazaquistão, oferece assistência a crianças vítimas de tráfico humano. Foto: UNICEF/Pirozzi

Crianças são quase um terço das vítimas de tráfico humano no mundo, diz ONU

Um novo relatório da ONU revelou nesta segunda-feira (7) que o tráfico de pessoas está avançando no mundo, com a exploração sexual das vítimas sendo a principal causa por trás do fenômeno. Segundo o levantamento, que analisou dados de 142 países, as crianças representam 30% de todos os indivíduos traficados, com o número de meninas afetadas sendo bem maior que o de meninos. Em 2016, em torno de 25 mil pessoas foram traficadas no planeta.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

ONU pede esclarecimento da Índia sobre retorno de família rohingya a Mianmar

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lamentou na sexta-feira (4) a decisão da Índia de repatriar um grupo de muçulmanos rohingya para Mianmar, no segundo retorno do tipo em três meses.

A estimativa é de que haja 18 mil refugiados e solicitantes de refúgio rohingya registrados no ACNUR indiano, vivendo em diferentes lugares do país. Eles fogem de perseguições das forças de segurança principalmente no estado de Rakhine, em Mianmar.

Estudantes das escolas de Ar Rimal e A-Zeitoun em entrevista à ONU. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

Cortes no financiamento fragilizam assistência da ONU a estudantes palestinos

Para os alunos das escolas que são financias pela Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), a incerteza quanto ao futuro se tornou uma preocupação constante, afirmou neste mês (4) o diretor de Operações do organismo internacional em Gaza, Matthias Schmale.

A instituição enfrentou uma crise financeira sem precedentes em 2018, remediada com contribuições de doadores. Mas para 2019, não há garantias de que a precariedade orçamentária vá melhorar.

Enfermeiras e médicas avaliam o estado de saúde de um bebê prematuro em Bogotá, na Colômbia. Foto: OPAS

ONU recebe inscrições para treinamento de líderes em saúde pública nas Américas

Profissionais de saúde pública, relações internacionais e áreas correlatas já podem se inscrever na edição de 2019 do Programa de Líderes em Saúde Internacional Edmundo Granda Ugalde, promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Iniciativa vai oferecer para os selecionados um treinamento virtual gratuito ao longo de nove meses. Inscrições vão até 15/2.

Entre os temas abordados na capacitação, estão diplomacia da saúde, cooperação internacional, cobertura e acesso universal à saúde, desenvolvimento sustentável, migração, saúde nas fronteiras, mudanças climáticas, acesso a medicamentos e doenças crônicas não transmissíveis.

Mulheres e crianças internamente deslocadas em um centro do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Mogadíscio, na Somália. Foto: Giles Clarke for Getty/OCHA

Esforços para paz na Somália tiveram ‘progresso significativo’, diz representante especial

Esforços do governo da Somália para alcançar uma paz duradoura por meio de reformas e transformações políticas progrediram ao longo de uma “trajetória positiva”, mas todos os envolvidos no processo precisam “seguir na mesma direção”, disse na quinta-feira (3) o representante especial das Nações Unidas no país ao Conselho de Segurança.

Nicholas Haysom elogiou o escritório do primeiro-ministro do país por “liderar esforços do governo para combater a corrupção” e elogiou melhoras no gerenciamento das finanças públicas, que levaram a um superávit de 8 milhões de dólares em setembro do ano passado.

Mas sobre o complexo processo de reformas do “Mapa sobre Políticas Inclusivas” na Somália, Haysom afirmou que um “marco importante” foi perdido após não cumprimento de um prazo em dezembro para esboço da nova lei eleitoral. Apesar disso, a Comissão Eleitoral Nacional Independente realizou progressos em planejamento de registros de eleitores e 35 partidos políticos foram registrados oficialmente.

Em meio à falta de saneamento, moradores equilibram-se em 'ruas' de madeira para chegar a suas casas em Altamira, no Pará. Foto: Valter Campanato/ABr

Mulheres negras são mais afetadas pela falta de saneamento básico no Brasil, diz estudo

A empresa brasileira de saneamento básico BRK Ambiental lançou nesta sexta-feira (4) a plataforma digital “Mulheres e Saneamento”, com dados e análises baseadas em pesquisa sobre o tema. A iniciativa contou com apoio da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e parceria do Instituto Trata Brasil.

O estudo mostrou que os déficits mais elevados de acesso a esgoto estão entre as mulheres autodeclaradas pardas, indígenas e pretas no Brasil. Nesses grupos, as taxas de incidência de escoamento sanitário inadequado foram de 24,3%, 33,0% e 40,9%, respectivamente. Também são as mulheres autodeclaradas negras (pardas e pretas) que têm mais dificuldade de acesso à água.

Devido ao papel desempenhado pela mulher nas atividades domésticas e nos cuidados com pessoas, a falta de água afeta de maneira mais intensa a vida das mulheres do que a dos homens. Relatório das Nações Unidas de 2016 ressaltou o fato de que as mulheres desempenham trabalhos não remunerados (doméstico e de cuidados) três vezes mais do que os homens.

Assim, como cuidadoras, as mulheres são mais afetadas quando membros da família adoecem como resultado da inadequação do acesso à água, ao esgotamento sanitário e à higiene. Também devido a esse papel, as mulheres estão em maior contato físico com a água contaminada e com dejetos humanos quando a infraestrutura de saneamento é inadequada.

Criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, a OIT irá completar 100 anos trabalhando por justiça social. Foto: OIT

OIT completa 100 anos de lutas por justiça social

Criada em 1919, após a Primeira Guerra Mundial, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) completa 100 anos atuando por justiça social no mundo.

Em mensagem de vídeo celebrando o centenário, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, destacou que a visão da Organização é mais que necessária para garantir um futuro com empregos decentes para todos, em um momento de mudanças.

Quando a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram formalmente adotados pela comunidade internacional, em 2015, o trabalho decente foi um componente crucial, especialmente para o Objetivo 8, que busca “promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos e todas”.

Segundo a OMS, pessoas com deficiência visual têm mais chances de vivenciar taxas mais altas de pobreza e desvantagens, que podem levar a uma vida afetada por desigualdades. Foto: ONU/Rick Bajornas

Primeiro Dia Mundial do Braille destaca importância da linguagem escrita para os direitos humanos

Para aumentar conscientização sobre a importância do Braille para aproximadamente 1,3 bilhão de pessoas que vivem com alguma forma de deficiência visual, as Nações Unidas lembraram nesta sexta-feira (4) o primeiro Dia Mundial do Braille.

Reconhecido a partir de agora em 4 de janeiro, o Dia foi proclamado pela Assembleia Geral em novembro de 2018 como meio de alcançar plenamente direitos de pessoas com deficiências visuais e elevar a língua escrita como um meio essencial para a promoção de liberdades fundamentais.

Médico num hospital em Buga, na Colômbia. Foto: OPAS

Agência da ONU oferece cursos gratuitos em português sobre saúde pública

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma agência das Nações Unidas, disponibiliza uma série de cursos de autoaprendizagem, gratuitos e em português, na sua plataforma Campus Virtual de Saúde Pública. Formações abordam temas variados, como doenças transmissíveis e crônicas, saúde mental, os problemas do consumo de álcool para mulheres e gestantes e a relação entre saúde, saneamento e gestão hídrica.

A marroquina Nuzha tinha 6 anos quando seu pai a forçou a trabalhar em casa para sustentar seus irmãos. "Eu era responsável por alimentar toda a família", disse ao UNFPA. Foto: UNFPA Marrocos

Centro apoiado pela ONU no Marrocos ajuda mulheres vítimas de violência de gênero

A violência contra mulheres e meninas é uma das violações de direitos humanos mais frequentes no mundo. No Marrocos, estima-se que 63% das mulheres entre 18 e 64 anos tenham sofrido alguma forma de violência baseada em gênero.

Nesse cenário, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoia no Marrocos o Centro Al-Bathaa, destinado a fornecer aconselhamento psicológico e legal para sobreviventes desse tipo de violência, dando a elas importantes ferramentas para recomeçar. Leia o relato completo.

Manifestação em Madri, Espanha, pelo fim da violência contra as mulheres. Foto: Flickr (CC)/Adolfo Lujan

Espanha estabelece marco de direito internacional em decisão sobre violência doméstica, diz comitê

O Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (CEDAW) elogiou a decisão adotada em novembro último pelo Supremo Tribunal da Espanha a favor de uma vítima de violência doméstica. Posicionamento da corte reafirma que a legislação espanhola deve incorporar os direitos e as liberdades estipulados em tratados de direitos humanos.

A sentença histórica se baseia na decisão do Comitê sobre um caso de denúncia individual apresentado por Ángela González Carreño, contra a Espanha. Em 1999, quando sua filha Andrea tinha três anos de idade, Ángela se separou de seu marido após ser ameaçada com uma faca. Após audiência judicial, a criança foi morta a tiros pelo pai, que se matou em seguida.

Migrantes que atravessavam o Mar Mediterrâneo são resgatados por navio belga. Foto: Frontex/Francesco Malavolta

Agência da ONU pede que países ajudem 49 refugiados presos no Mar Mediterrâneo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu no último dia de 2018 para Estados-membros da ONU fornecerem locais seguros para desembarque de 49 refugiados e migrantes, incluindo crianças pequenas, a bordo de embarcações de resgate no mar Mediterrâneo.

Um navio de uma organização não governamental chamado The Sea Watch 3 tem 32 pessoas a bordo desde 22 de dezembro, enquanto outras 17 foram resgatadas pelo Sea Eye em 29 de dezembro.

A perigosa jornada pelo Mediterrâneo é feita por milhares de pessoas que tentam chegar à Europa em busca de uma vida melhor.

Foto: PEXELS (CC)/Christina Morillo

Especialistas da ONU expressam preocupação com proposta da União Europeia sobre terrorismo online

Especialistas de direitos humanos da ONU expressaram preocupação com uma proposta de regulação da União Europeia que visa a prevenir a disseminação online de conteúdo terrorista.

Para relatores, a definição excessivamente ampla do que constitui “conteúdo terrorista” poderia abranger formas legítimas de conteúdo e expressão, incluindo reportagens de jornalistas e organizações de direitos humanos sobre o tema e sobre medidas contraterrorismo das autoridades.

Crianças se abrigam em casa em meio ao fogo cruzado em cidade síria afetada pelo conflito. Foto: UNICEF/Romenzi

Mais de 4 milhões de crianças sírias só conhecem a guerra, diz UNICEF

Metade das crianças da Síria, em torno de 4 milhões, cresceu conhecendo apenas uma vida de violência, conforme o país entra em seu oitavo ano de conflito, informou em dezembro (13) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Toda criança de oito anos na Síria está crescendo em meio a perigo, destruição e morte”, explicou a diretora-executiva da agência, Henrietta Fore, após uma visita de cinco dias ao país.

Crianças venezuelanas cantam músicas tradicionais de seu país. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Crianças venezuelanas participam de coral em abrigos de Boa Vista

Na semana que antecedeu o Natal, os Canarinhos da Amazônia, coral formado por 50 crianças e adolescentes venezuelanos, se apresentaram em seis dos dez abrigos de Boa Vista que acolhem refugiados e migrantes em situação de vulnerabilidade.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia os Canarinhos da Amazônia desde 2017, quando estabeleceu seu escritório em Boa Vista para responder mais adequadamente ao fluxo de venezuelanos na região.

Desde julho de 2018, o ACNUR e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) têm aportado recursos adicionais no projeto em parceria com a União Europeia, por meio do seu Instrumento de Contribuição para a Estabilidade e a Paz (IcSP, da sigla em inglês).

Bebê recém-nascido no Quirguistão. Foto: UNICEF/Voronin

UNICEF: quase 400 mil bebês nasceram em todo mundo no 1º dia de 2019

No Brasil, a previsão da agência da ONU era de aproximadamente 7,8 mil nascimentos para o 1º de janeiro. O UNICEF também divulgou uma lista com os nomes mais populares para os recém-nascidos.

Entre os novos brasileirinhos, está previsto um número considerável de Helenas e Alices, além de Bernardos e Miguéis. Arthur, Sophia, Lorenzo, Heitor, Valentina e Isabella também estão entre os nomes preferidos pelas mães e pais da Virada.

Parceria da OPAS com governo do Maranhão contribui para diminuir casos de mortalidade materna e neonatal. Foto: OPAS

ONU ajuda Maranhão a reduzir mortes maternas

O ano de 2018 se encerrou com uma conquista para as mães e gestantes do Maranhão. A Regional de Saúde de Balsas, área que engloba 13 cidades do sul do estado, alcançou na sexta-feira passada a marca histórica de zero morte materna nos últimos 365 dias. O avanço é fruto do trabalho conjunto da Secretaria estadual de Saúde e das pastas municipais com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/Mark Garten

Em mensagem de Ano Novo, chefe da ONU alerta para perigos das mudanças climáticas e dos conflitos armados

Em mensagem para o Ano Novo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os desafios que assolam o mundo, como as mudanças climáticas, as divisões geopolíticas e os conflitos armados de difícil resolução.

“Um número recorde de pessoas está em movimento na busca de segurança e proteção. As desigualdades estão aumentando. E as pessoas questionam-se perante um mundo no qual um punhado de gente detém a mesma riqueza que metade da humanidade”, disse.

Sayid-Ali Abdullahi Salad lembra vivamente o dia fatídico, no auge da guerra civil na Somália, em 1997, quando sua vida mudou para sempre. Era uma reunião aparentemente rotineira para resolver uma disputa que acabou em violência e que quase custou ao mediador voluntário sua vida. Juntamente com outros ativistas pela paz, Sayid-Ali, então estudante da Universidade Nacional da Somália, acompanhou um ancião tradicional ao distrito de Wadajir, na capital de Mogadíscio, para ajudar a promover uma mediação entre dois clãs em guerra. Eles estavam ansiosos por um resultado positivo, mas, no meio das negociações, as tensões aumentaram repentinamente.

Na Somália, este ativista lidera a luta pelos direitos das pessoas com deficiência; vídeo

Sayid-Ali Abdullahi Salad lembra vivamente o dia fatídico, no auge da guerra civil na Somália, em 1997, quando sua vida mudou para sempre. Era uma reunião aparentemente rotineira para resolver uma disputa que acabou em violência e que quase custou ao mediador voluntário sua vida.

Juntamente com outros ativistas pela paz, Sayid-Ali, então estudante da Universidade Nacional da Somália, acompanhou um ancião tradicional ao distrito de Wadajir, na capital de Mogadíscio, para ajudar a promover uma mediação entre dois clãs em guerra. Eles estavam ansiosos por um resultado positivo, mas, no meio das negociações, as tensões aumentaram repentinamente.

Atingido por armas de fogo, Sayid-Ali, hoje com 41 anos, luta pelos direitos das pessoas com deficiência. “As pessoas que vivem com deficiências têm os mesmos direitos que todas as outras. Meu objetivo é ajudá-las a desfrutar desses direitos, assim como o resto das pessoas com deficiência no mundo”, diz o ativista.

Na ausência de estatísticas e informações confiáveis, os especialistas estimam que o número de pessoas com deficiência na Somália é superior à média global – de 15% da população –, devido ao prolongado conflito no país. Para essas centenas de milhares de somalis, o acesso a cuidados de saúde adequados, educação, inclusão social e oportunidades é crucial.

Confira nesse vídeo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou que as crianças na República Centro-Africana estão enfrentando uma emergência negligenciada. Segundo a agência da ONU, duas em cada três crianças no país precisam de ajuda humanitária. Em um relatório divulgado no final de novembro (30), o UNICEF informou que 1,5 milhão de crianças precisam de assistência humanitária, um aumento de 300 mil desde 2016. Mais de 43 mil crianças menores de cinco anos devem enfrentar um risco extremamente elevado de morte por desnutrição aguda severa em 2019. Além disso, o relatório constatou que uma em cada quatro crianças é deslocada ou refugiada. Milhares também estão presas em atividades de grupos armados e milhares estão sujeitas à violência sexual.

UNICEF: 1,5 milhão de crianças na República Centro-Africana precisam de ajuda humanitária

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou que as crianças na República Centro-Africana estão enfrentando uma emergência negligenciada. Segundo a agência da ONU, duas em cada três crianças no país precisam de ajuda humanitária.

Em um relatório divulgado no final de novembro (30), o UNICEF informou que 1,5 milhão de crianças precisam de assistência humanitária, um aumento de 300 mil desde 2016. Mais de 43 mil crianças menores de cinco anos devem enfrentar um risco extremamente elevado de morte por desnutrição aguda severa em 2019.

Além disso, o relatório constatou que uma em cada quatro crianças é deslocada ou refugiada. Milhares também estão presas em atividades de grupos armados e milhares estão sujeitas à violência sexual. Confira nesse vídeo.

James Korok tem apenas 19 anos, mas já passou por toda uma vida de dor lutando como uma criança-soldado na guerra civil no Sudão do Sul. Ele teve sorte. Liberado pelas forças armadas na remota área de Pibor, James está de volta à escola e está aprendendo a ser um alfaiate. Membros do Conselho de Segurança das Nações visitou a região em novembro desse ano para ouvir histórias dessas crianças.

Agências humanitárias trabalham para resgatar infância perdida no Sudão do Sul; vídeo

James Korok tem apenas 19 anos, mas já passou por toda uma vida de dor lutando como uma criança-soldado na guerra civil no Sudão do Sul. Ele teve sorte. Liberado pelas forças armadas na remota área de Pibor, James está de volta à escola e está aprendendo a ser um alfaiate. Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas visitou a região em novembro desse ano para ouvir histórias dessas crianças. Confira nesse vídeo.