Meninos passam em frente a edifícios destruídos em Maarat al-Numaan, na província de Idlib. Foto: UNICEF/Giovanni Diffidenti

Ainda há trabalho a ser feito para acabar com armas químicas na Síria, diz ONU

Conforme inspeções e investigações avançam sobre diversos casos de uso de armas químicas contra civis na Síria, a representante de assuntos de desarmamento das Nações Unidas, Izumi Nakamitsu, disse na segunda-feira (5) ao Conselho de Segurança que muito ainda precisa ser feito para acabar com esse flagelo, pedindo união internacional.

Nos mais de sete anos do brutal conflito civil, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e as Nações Unidas, através de um Mecanismo Investigativo Conjunto, encontraram evidências de diversos casos em que armas químicas — incluindo gás mostarda e sarin — foram usadas tanto por forças do governo sírio quanto por grupos armados não estatais.

Empoderamento das mulheres na ciência e tecnologia está na pauta das Nações Unidas. Foto: EBC

Em dia mundial, chefe da UNESCO lembra importância do acesso universal à ciência

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que o Dia Mundial da Ciência para a Paz e o Desenvolvimento, lembrado em 10 de novembro, é o momento ideal para reafirmar o direito essencial do acesso universal à ciência, e de avaliar o quanto resta a ser feito para realizar esse objetivo.

A “Recomendação sobre Ciência e Pesquisas Científicas”, publicada em 2017 pela UNESCO, lembra os Estados e todos os atores envolvidos as condições que devem ser alcançadas para que a ciência possa ser um fator de paz e de desenvolvimento sustentável, o que inclui garantir uma formação de excelência aos pesquisadores, permitir a livre circulação do conhecimento e encorajar a cooperação internacional.

Indígenas venezuelanos em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU: número de refugiados e migrantes venezuelanos chega a 3 milhões

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciaram nesta quinta-feira (8) que o número de refugiados e migrantes oriundos da Venezuela já atingiu 3 milhões de pessoas no mundo todo.

A Colômbia abriga o maior número de refugiados e migrantes da Venezuela — mais de 1 milhão. Em seguida vem Peru, com mais de 500 mil venezuelanos, Equador, com mais de 220 mil, Argentina, com 130 mil, Chile, com mais de 100 mil, e Brasil, com 85 mil.

Grupo de japonesas olham Declaração Universal dos Direitos Humanos durante visita à sede interina da ONU em Nova Iorque. A foto é de 24 de fevereiro de 1950. Foto: ONU

ONU, União Europeia e PGR celebram 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A 13ª edição da Feira Internacional das Embaixadas acontecerá no sábado (10), em Brasília (DF). Este ano, o estande da União Europeia tem foco temático na promoção e proteção dos direitos humanos e da democracia, assinalando a contagem regressiva para a comemoração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A UE organizará uma cerimônia institucional que será conduzida pela encarregada interina de negócios da União Europeia no Brasil, Claudia Gintersdorfer, juntamente com seus convidados, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

Homem senta em centro de recepção lotado de Moria, na ilha grega de Lesbos. Foto: Yorgos Kyvernitis

Grécia precisa agir frente a situação humanitária ‘repugnante’ em centros de refugiados, diz ONU

Autoridades da Grécia precisam adotar medidas urgentes para responder à situação humanitária “repugnante” à qual são submetidos cerca de 11 mil solicitantes de refúgio nas ilhas de Samos e Lesbos, alertou na terça-feira (6) a agência de refugiados das Nações Unidas.

Em Samos, o Centro de Recepção e Identificação atualmente abriga cerca de 4 mil pessoas, seis vezes mais que a capacidade de 650. Cerca de 2 mil solicitantes a refúgio em Lesbos tiveram que se abrigar em um olival adjacente, uma vez que o centro de recepção está sobrecarregado com 6,5 mil pessoas – três vezes mais que sua capacidade.

Alice Walpole, vice-representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, visita uma das valas comuns encontradas em Sinjar, província de Nineveh, norte do Iraque. Foto: UNAMI/Celia Thompson

ONU encontra mais de 200 valas com restos mortais de vítimas do Estado Islâmico no Iraque

Mais de 200 valas comuns contendo os restos mortais de milhares de vítimas foram descobertas em áreas anteriormente controladas pelo Estado Islâmico no Iraque, de acordo com um relatório das Nações Unidas divulgado na terça-feira (6). O documento mostra as consequências da implacável campanha de terror e violência da organização terrorista e destaca os pedidos das vítimas por verdade e justiça.

Ciudad Juarez, no estado de Chihuahua, no México. Foto: Wikimedia Commons/On^ste82 (CC)

Relatores da ONU condenam assassinato de defensor de direitos indígenas no México

Especialistas das Nações Unidas condenaram veementemente o assassinato de Julián Carrillo, um defensor dos direitos indígenas do estado de Chihuahua, no México, que havia trabalhado incansavelmente por mais de duas décadas para defender sua comunidade contra a exploração de terras ancestrais Rarámuri.

O assassinato de Carrillo é parte de uma série de ataques contra defensores de direitos humanos no país. De acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), 21 ativistas foram mortos até o momento este ano no México, sendo que nove deles eram membros de comunidades indígenas.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos em 2018. Frame do filme "A Declaração Universal dos Direitos Humanos". Imagem: ONU

ONU chama pessoas a celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, convocou nesta semana (6) governos e cidadãos de todo o mundo a celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, organizando eventos próprios ou participando de ações nas redes sociais.

“Peço com urgência que todos usem o 70º aniversário da declaração universal para refletir sobre o que os direitos significam e pensar em meios pelos quais nós possamos ativamente se manifestar pelos direitos e não apenas por nós mesmos, mas por todos”, disse Bachelet.

Hassan Naser, de 61 anos, foi obrigado a fugir de casa em Áden, no Iêmen, há três anos e, agora, vive com esposa e quatro filhos na casa de parentes na capital, Sanaa. Foto: ACNUR

Apoio de agência da ONU para refugiados é essencial para salvar vidas no Iêmen

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) intensificou os esforços para garantir que as pessoas deslocadas pelo conflito no Iêmen tenham acesso a recursos para suprir suas necessidades mais urgentes de abrigo e proteção.

Até o momento, o ACNUR utilizou mais de 41 milhões de dólares, beneficiando 700 mil deslocados internos, retornados e comunidades receptoras afetadas pelo conflito, bem como 130 mil refugiados e solicitantes de refúgio no país.

O Iêmen está enfrentando uma catástrofe humanitária. Sem ajuda, mais vidas serão perdidas pela violência, por doenças que poderiam ser tratadas ou pela simples falta de comida, de água e de abrigo, alertou a agência da ONU.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se com a enviada especial do ACNUR, a atriz norte-americana Angelina Jolie, em setembro de 2017. Foto: ACNUR

Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie pede soluções duradouras no Iêmen

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, pediu nesta quarta-feira (7) o estabelecimento urgente de um cessar-fogo no Iêmen e uma solução duradoura para o conflito.

Jolie elogiou as recentes discussões para suspender hostilidades, e pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vem trabalhando com os países da região, uma solução para o conflito com base na defesa das leis internacionais para a proteção de civis.

O estudo refere-se à legislação nacional, decretos ou regulamentos sobre proteção social às crianças. Foto: IPC-IG

Apenas cinco países do Oriente Médio e do Norte da África garantem na lei proteção social às crianças

A maioria dos 20 países da região do Oriente Médio e Norte da África (MENA, na sigla em inglês) tem algum tipo de garantia legal sobre proteção social em suas constituições nacionais. No entanto, apenas cinco — Bahrein, Egito, Irã, Iraque e Marrocos — asseguram claramente o direito à proteção social ou a um padrão de vida adequado às crianças.

Essa é uma das descobertas de novo estudo publicado pelo Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), vinculado às Nações Unidas.

Mãe, avó e netos indígenas na Guatemala. Foto: OPAS

Comissão da ONU recebe artigos para revista sobre população e demografia

Até 15 de janeiro, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) recebe artigos originais e inéditos sobre temas de população. Trabalhos serão avaliados para publicação na edição 108 da revista acadêmica Notas de Población.

Entre os tópicos de interesse para esse número da revista, estão os componentes da dinâmica demográfica (fecundidade, mortalidade e migração) e suas relações com os processos de desenvolvimento, direitos humanos e transformações econômicas e sociais.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, durante Web Summit em Lisboa, Portugal. Foto: Reprodução

Chefe da ONU alerta para riscos do uso de inteligência artificial em armamentos

Em um cenário em que as máquinas realizam cada vez mais atividades antes reservadas aos humanos — como diagnósticos médicos e vigilância policial —, há riscos quando a inteligência artificial também passa a ser utilizada em armamentos, disse na segunda-feira (5) o secretário-geral da ONU, António Guterres, participando de evento em Lisboa, Portugal, sobre Internet e tecnologia.

“Com a transformação de inteligência artificial em armas, a possibilidade de armas autônomas que podem selecionar e destruir alvos irá dificultar a prevenção de conflitos e a garantia de respeito à lei humanitária internacional e à lei internacional de direitos humanos”, salientou.

Ação de saúde pública para controlar vetores da malária em Machadinho D'Oeste, em Rondônia. Foto: OPAS

Iniciativas do Brasil, Paraguai e Suriname recebem prêmio da ONU sobre combate à malária

Programas de controle da malária do Brasil, Paraguai e Suriname receberam na terça-feira (6) o prêmio “Campeões contra a malária nas Américas”. O título é concedido anualmente pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma agência das Nações Unidas. Duas iniciativas brasileiras foram reconhecidas em 2018. Uma delas combate a doença em áreas indígenas do município do Alto Rio Solimões (AM).

Ibrahim Al Hussein (à esquerda) é um dos refugiados que participam do documentário 'THF: Aeroporto Central', do brasileiro Karim Aïnouz. Imagem: THF

Cinema pode ajudar a criar empatia por refugiados, diz diretor brasileiro

Em cartaz no Festival do Rio, o documentário THF: Aeroporto Central transporta o espectador para os terminais do Tempelhof, um aeroporto construído na Berlim dos anos 1920 e transformado em 2015 num abrigo para refugiados.

Em entrevista à ONU Brasil, o diretor do filme, o brasileiro Karim Aïnouz, discute o papel do cinema em meio à ascensão da extrema direita na Europa e fala sobre o drama de refugiados vivendo na Alemanha.

Funcionários da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) organizam evento com estudantes sobre exploração e abuso sexual em Bangui no início deste ano. Foto: ONU/Hervé Serefio

ONU recebe 64 novas acusações de exploração e abuso sexual nos últimos 3 meses

As Nações Unidas receberam 64 novas acusações de exploração e abuso sexual, envolvendo 77 vítimas, entre julho e setembro deste ano, em seus diversos escritórios, agências e organizações parceiras, disse na segunda-feira (5) o porta-voz da Organização, Stéphane Dujarric.

“Por favor, notem que nem todas estas acusações foram totalmente verificadas, muitas ainda estão em fases preliminares de avaliação”, disse o porta-voz a jornalistas na sede da ONU em Nova York, acrescentando que estas atualizações trimestrais são parte da iniciativa do secretário-geral para “transparência crescente” neste assunto.

Processo contra juízes paraguaios pode prejudicar Estado de Direito, diz relator da ONU

O processo contra juízes da Suprema Corte do Paraguai que absolveram 11 camponeses presos pela morte de policiais durante uma violenta remoção em 2012, conhecida como o “Massacre de Curuguaty”, pode ferir o Estado de Direito, disse na segunda-feira (05) um especialista das Nações Unidas.

O relator especial afirmou em seu comunicado na segunda-feira (5) que “nenhum juiz deve ser removido, ou sujeito a procedimentos judiciais ou disciplinares, como resultado do exercício de suas responsabilidades judiciais”.

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, realizada no ano de 2015, em Brasília. Foto: PNUD/Tiago Zenero

Encontro em Goiânia lembra 30 anos do movimento de mulheres negras no Brasil

As três décadas do movimento de mulheres negras no Brasil serão tema do “Encontro Nacional de Mulheres Negras 30 Anos: contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver – Mulheres Negras Movem o Brasil”, que ocorrerá de 6 a 9 de dezembro, em Goiânia (GO). A atividade é destinada a ativistas do movimento e participantes de encontros estaduais e distrital.

Para mobilizar recursos ao encontro, as organizadoras estão recebendo doações até 2 de dezembro, por meio da plataforma Kickante. A iniciativa conta com o apoio do fundo de investimento social Elas e da ONU Mulheres Brasil.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

ONU fornece ajuda a migrantes centro-americanos em caravana rumo aos EUA

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está fornecendo apoio e assistência a migrantes da América Central que estão atravessando o continente rumo aos Estados Unidos em diferentes caravanas, mas manifestou preocupação com “o estresse a as demandas” que essa movimentação está colocando nos países por onde passam.

Na estação migratória de Tapachula, no México, a OIM e a secretaria mexicana de Assuntos Externos estão fornecendo alimentos e kits básicos de higiene para mais de 1,5 mil migrantes que buscam abrigo no país.

Manifestação em Londres em 2017. Foto: Flickr/Alisdare Hickson (CC)

Neonazismo e populismo nacionalista alimentam ódio e intolerância, diz relatora da ONU

As redes sociais e outras plataformas digitais estão sendo usadas para disseminar discursos de ódio e incitar violência, assim como para recrutar, criar e financiar grupos neonazistas e extremistas em geral, disse uma especialista da ONU sobre racismo, que também criticou o populismo nacionalista de alguns políticos eleitos globalmente.

“O populismo nacionalista marginaliza e discrimina indivíduos e comunidades com base em suas raças, etnias, descendências, origens nacionais, origens sociais e até mesmo suas deficiências ou situações migratórias, sejam essas atuais ou não”, declarou a especialista.

Pesquisa sobre prevenção de HIV enfrenta cortes orçamentários. Foto: OPAS/Ary Rogerio Silva

ONU vê queda no financiamento global de pesquisas sobre prevenção do HIV

Em 2017, o financiamento global de pesquisas sobre prevenção do HIV teve queda pelo quinto ano consecutivo, com um corte de 40 milhões de dólares em relação ao ano anterior. Com o encolhimento da verba, o montante de investimentos caiu 3,5%, chegando a 1,13 bilhão de dólares. Os números são do mais novo levantamento do Grupo de Trabalho de Pesquisa sobre Recursos para Prevenção do HIV, que tem a participação da ONU.

Jornalistas a trabalho no México. Foto: Flickr (CC)/Ester Vargas

Assassinatos de jornalistas são revoltantes e não podem ser ‘novo normal’, diz chefe da ONU

Os assassinatos de jornalistas no mundo todo são “revoltantes” e não deveriam se tornar o “novo normal”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade por Crimes contra Jornalistas, 2 de novembro.

Em pouco mais de uma década, 1.010 jornalistas foram mortos por realizar seu trabalho e, em nove a cada 10 casos, os autores dos crimes não foram levados à Justiça. Somente em 2018, ao menos 88 jornalistas foram assassinados, de acordo com a ONU.

Equipe do ACNUR orienta venezuelanos recém-chegados à cidade peruana de Tumbes sobre seus direitos e exames de saúde. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

ONU reforça resposta nas fronteiras com aumento do fluxo de venezuelanos rumo ao Peru

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforçou sua resposta em pontos cruciais da fronteira de Peru, Equador e Colômbia na semana passada, à medida que milhares de refugiados e migrantes da Venezuela partiram rumo ao Peru antes do prazo final para a obtenção de permissões de permanência temporária.

Na quarta-feira (31), o número de refugiados e migrantes venezuelanos que entraram no Peru vindos do Equador pela principal fronteira de Tumbes atingiu o recorde de mais de 6.700 pessoas em um único dia, número três vezes maior do que o registrado duas semanas antes. O Peru agora abriga cerca de meio milhão de venezuelanos.

Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, sediado em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

ONU denuncia criminalização de defensores indígenas no México

O escritório mexicano do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) afirmou em comunicado no fim de outubro (31) ter recebido informações sobre a criminalização de defensores dos direitos humanos da comunidade indígena de San Pedro Tlaxnico, no município de Tenango del Valle, no estado de México.

Lorenzo Sánchez Berriozábal, Marco Antonio Pérez González e Dominga González Martínez, que defendiam os direitos da comunidade à água, foram condenados a 50 anos de prisão em 27 de novembro de 2017 por fatos ocorridos em abril de 2003 que culminaram na morte de um empresário floricultor de Villa Guerrero.

Após a análise das informações coletadas, incluindo as contidas no próprio processo, o escritório da ONU considerou que o governo mexicano não havia observado o direito dos acusados ao devido processo legal.

Família em El Salvador durante refeição com canja de frango. Foto: PMA/Rein Skullerud

ONU apresenta relatório anual sobre fome e nutrição na América Latina

Agências da ONU apresentam na próxima quarta-feira (7), no Chile e no Panamá, o levantamento anual da FAO sobre a fome na América Latina e Caribe. A edição de 2018 do relatório analisa a relação entre desigualdades sociais e o aumento da desnutrição na região.

Documento traz os números mais recentes sobre insegurança alimentar e também sobre obesidade. Os dois eventos de lançamento poderão ser acompanhados ao vivo pela internet.

Saleh, de 4 meses, é admitido no principal centro de saúde de Hodeida em abril de 2017, junto com sua mãe, Nora. Cerca de 500 mil crianças e 2 milhões de mães no Iêmen estão sob risco de morrer devido à desnutrição severa provocada pelo conflito no país. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU: fome no Iêmen pode colocar a vida de até 2 milhões de mães em risco

As dificuldades de acesso a alimentos no Iêmen e outras privações provocadas pelo conflito podem levar ao pior caso de fome da história e colocar em risco a vida de até 2 milhões de grávidas e lactantes, informou na quinta-feira (1) a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas, o UNFPA.

A crise humanitária no Iêmen é uma das piores no mundo, com três quartos da população necessitando de algum tipo de assistência e proteção, de acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Após viverem na rua por três meses, Marcelo (nome fictício) e sua família foram atendidos no centro de registro e documentação de Boa Vista e encaminhados para um dos abrigos da cidade. Foto: ACNUR/Flávia Faria

Centros de registro e identificação atendem mais de 20 mil venezuelanos em Roraima

Coletar informações precisas de quem chega a um novo país é fundamental para proteger as pessoas mais vulneráveis. E para os venezuelanos que chegam a Roraima, ser registrado e documentado pelas autoridades brasileiras é o primeiro passo para regularizar sua situação no país, acessar serviços básicos e facilitar a identificação e resposta a necessidades e vulnerabilidades adicionais.

Para fortalecer a resposta liderada pelo governo federal e tornar mais eficaz a coordenação entre os diferentes atores humanitários, dois centros públicos de registro e documentação estão em pleno funcionamento no estado: um em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e outro em Boa Vista, capital roraimense.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e outras agências das Nações Unidas apoiam os centros de registro e documentação, onde atuam órgãos públicos como a Polícia Federal, a Receita Federal e os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social – além de organizações da sociedade civil.

Durante o encontro, jovens de comunidades pobres do Rio de Janeiro fizeram uma apresentação de música clássica. Foto: UNIC Rio/Paulo Portilho

Evento no UNIC Rio homenageia personalidades que atuam na defesa dos direitos humanos

O Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência (IFEC) realizou na quarta-feira (31) evento na sede do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), localizado na capital fluminense, para prestar homenagem a personalidades com forte atuação em temas de direitos humanos no país.

Parceiro há 14 anos do UNIC Rio, o IFEC é uma entidade filantrópica fundada em 2002 com projetos e ações de responsabilidade social nas áreas de educação, cultura, meio ambiente, direitos humanos, assistência social, esportes, entre outras.

Famílias venezuelanas são recebidas em Manaus pela equipe do ACNUR. Foto: ACNUR/Luiz Fernando Godinho

Cursos profissionalizantes formam primeiras turmas de venezuelanos em Manaus

O Centro de Ensino Técnico (CENTEC) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam na segunda-feira (5) a formatura dos primeiros alunos participantes do projeto Oportunizar, que qualifica venezuelanos solicitantes de refúgio para atuarem no mercado de trabalho local.

Ao todo, 100 pessoas foram capacitadas para as funções de auxiliar de cozinha e confeitaria; auxiliar administrativo; manicure, pedicure e designer de sobrancelha; além de instalador de refrigeração e climatização doméstica.

Funeral de jornalista da agência Tolo, assassinado após ataque em 5 de setembro de 2018 nos arredores de um centro esportivo de Cabul, no Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin Waezi

Incentivo político à violência contra jornalistas é ‘tóxico’, dizem especialistas da ONU

Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu que os líderes mundiais parem de incitar o ódio e a violência contra a mídia, e garantam que os responsáveis por tais ataques sejam responsabilizados, citando as centenas de jornalistas mortos ou presos por causa de seu trabalho.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) afirma que, entre 2006 e 2017, mais de 1 mil jornalistas foram assassinados por reportar notícias e levar informação ao público; uma média de uma morte a cada quatro dias.

Aula de defesa pessoal faz parte de projeto da ONU e instituições de Roraima para abordar o respeito à diversidade de gênero e orientação sexual. Iniciativa é voltada para venezuelanas e venezuelanos LGBTI. Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo

Em Roraima, ONU apoia aulas de defesa pessoal para mulheres e indivíduos LGBTI da Venezuela

Em Boa Vista (RR), agências das Nações Unidas e instituições locais oferecem aulas gratuitas de defesa pessoal para mulheres e pessoas LGBTI que deixaram a Venezuela. Projeto visa diminuir os riscos de violência de gênero ou motivada por questões de orientação sexual. Com encontros semanais previstos até 15 de dezembro, o programa também promove diálogos sobre temas de saúde e desigualdades entre homens e mulheres.

Uma jornalista argentina cobre a Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2017. Foto: ONU/Ariana Lindquist

UNESCO alerta para aumento dos casos de ataques contra jornalistas mulheres no mundo

Na ocasião do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, afirmou que a data é uma oportunidade de se avaliar as formas de resposta aos problemas de segurança enfrentados por jornalistas no mundo todo quando realizam suas funções de investigação e informação.

Desde 2006, a UNESCO condenou o assassinato de 1.010 jornalistas e profissionais de mídia globalmente. Nove entre dez desses casos não foram levados à Justiça. De acordo com relatório da agência, aumentaram os casos de ataques e assédio contra jornalistas mulheres, especialmente em plataformas online.