Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições

Jornalistas, artistas do traço e repórteres fotográficos de todo o Brasil têm até 6 de agosto para inscrever suas produções e concorrer ao 42º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Considerado uma das mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog tem abrangência nacional e reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos.

A iniciativa conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

O artista e músico jamaicano Ziggy Marley promete seu apoio ao 'Say Yes for Children' enquanto visitava a sede da ONU, em julho de 2001. Foto: UNICEF/Nicole Toutounji

Clássico ‘One Love’ de Bob Marley é relançado para ajudar crianças afetadas pela crise

A icônica canção “One Love” de Bob Marley será relançada com a autorização da família do músico para apoiar crianças cujas vidas foram alteradas pela COVID-19, informou a ONU na semana passada (9).

A iniciativa de arrecadação de fundos surge no momento em que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) avisa que mais 6 mil crianças podem morrer todos os dias por causas evitáveis ​​nos próximos seis meses.

Quase todas elas vivem em países em desenvolvimento, onde a pandemia do novo coronavírus colocou pressão adicional em sistemas de saúde e serviços básicos já frágeis.

Nascida e criada no Parque Colúmbia, zona norte do Rio de Janeiro, Ana Acioly, 20 anos, participa do projeto Geração que Move. Foto: UNICEF

Jovens de favelas e periferias de Rio e SP buscam soluções para desafios criados pela pandemia

Uma parceria entre Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Fundação Abertis e empresa de concessão rodoviária Arteris está incentivando jovens da zona norte do Rio de Janeiro (RJ) e dos bairros de Grajaú e Jardim Ângela, em São Paulo (SP), a debater soluções para os desafios criados pela COVID-19.

Neste ano, o projeto começa com debates online com 30 jovens, sendo dez de São Paulo e 20 do Rio de Janeiro, que vão atuar como produtores de conteúdo de suas comunidades, a fim de retratar suas realidades e mobilizar mais jovens e adolescentes.

Pandemia gera novos desafios para resposta da Agenda 2030 e da Década Internacional de Afrodescendentes às mulheres negras e à eliminação das desigualdades de gênero e raça no Brasil. Foto: ONU Mulheres/Mayara Varalho

Mulheres negras inovam em estratégias de apoio comunitário na resposta à COVID-19

A pandemia tem levado organizações e coletivos liderados por mulheres negras, país afora, a inovar nas estratégias políticas de enfrentamento do racismo e de apoio comunitário à população negra na resposta à COVID-19.

A mobilização envolve redes de costura solidária, agricultura familiar, trabalhadoras domésticas, marisqueiras, catadoras e mães de jovens negros assassinados. Leia reportagem da ONU Mulheres.

Foto: EBC/Marcelo Camargo

Quase 50 milhões de brasileiros dizem ter sofrido constrangimento em abordagem policial

Uma pesquisa inédita apresentada em webinário realizado na semana passada (8) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e parceiros mostrou que 49 milhões de brasileiros declararam já ter sofrido algum tipo de constrangimento durante abordagem policial.

A pesquisa também apontou que 64% dos homens negros das classes C, D e E já foram abordados pela polícia de modo agressivo e apenas 5% dos brasileiros consultados disseram acreditar que a polícia não é racista.

O webinário, promovido pela Central Única das Favelas (CUFA), Instituto Locomotiva e a UNESCO no Brasil, discutiu a violência nas periferias e abordou a atuação da polícia nas favelas. Esta e as edições anteriores da série “Fórum Data Favela” estão disponíveis no canal da UNESCO no YouTube.

A diretora-executiva do UNFPA, Natália Kanem. Foto: UNFPA

ARTIGO: Protegendo a saúde e os direitos de mulheres e meninas na pandemia

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natália Kanem, lembrou que uma em cada três mulheres sofrerá violência física ou sexual durante sua vida.

“Agora, com países em quarentena e tensões domésticas aumentadas, a violência baseada em gênero está em crescimento, e os serviços de saúde sexual e reprodutiva estão sendo deixados de lado enquanto os sistemas de saúde lutam para lidar com a COVID-19.” Leia o artigo completo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias

ARTIGO: Um alerta global

Em artigo de opinião publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alerta para a necessidade de união dos líderes de todo o mundo para superar os desafios múltiplos que os países enfrentam: a pandemia da COVID-19, as mudanças climáticas, a injustiça racial e o aumento das desigualdades. Ele traça dois cenários possíveis pós-pandemia e defende um multilateralismo em rede, inclusivo e eficaz.

Foto: EBC

América Latina e Caribe tornam-se epicentro da pandemia; ONU sugere ações

A América Latina e o Caribe tornaram-se o epicentro da pandemia de COVID-19, com vários países da região registrando agora as maiores taxas de infecção per capita e o maior número absoluto de casos no mundo. O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que lançou nesta quinta-feira (9) um relatório sobre os impactos da COVID-19 na região.

Segundo o documento, espera-se uma contração de 9,1% no Produto Interno Bruto (PIB), que será a maior em um século. Os impactos sociais da pandemia serão sentidos de maneira aguda, com fortes aumentos do desemprego, da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Acesse aqui o relatório na íntegra e a mensagem em vídeo do secretário-geral.

UNAIDS lamenta a morte da ativista de direitos humanos alemã Renate Koch

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) lamentou na quarta-feira (9) a morte de Renate Koch, uma pioneira no campo do ativismo em justiça social, feminismo e igualdade de direitos.

Nascida na Alemanha, ela fez da Venezuela a sua casa. Junto com seu companheiro, Edgar Carrasco, ela trabalhou para a organização não governamental Accion Ciudadana contra el SIDA (Ação Cidadã contra a AIDS). As campanhas e ações mobilizadas pela ONG resultaram em conquistas importantes, entre elas a de acesso gratuito ao tratamento antirretroviral em seu país de adoção.

O jornalista e fotógrafo Ismael dos Anjos, realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”. Foto: Papo de Homem

Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis, diz documentarista em webinário com UNFPA

Os homens podem apoiar a luta das mulheres por igualdade de direitos e criar “outras masculinidades possíveis”, disseram participantes de webinário realizado na semana passada (2) pelo Comitê Permanente para Questões de Gênero, Raça e Diversidade (COGEMMEV) do Ministério de Minas e Energia e entidades vinculadas.

“As mulheres estão organizadas há mais de 100 anos buscando avançar, e os homens precisam ser aliados na luta das mulheres, mas nós também precisamos nos organizar de maneira diferente. Precisamos pensar em outras masculinidades possíveis”, disse Ismael dos Anjos que foi realizador da pesquisa e documentário “O Silêncio dos Homens”.

Entenda como o deslocamento forçado é tratado em nova série de ficção

A nova série da Netflix, Estado Zero, estréia hoje (8) e conta a história de quatro personagens cujas vidas acabam se cruzando em um centro de detenção para imigrantes na Austrália: uma mulher enfrentando uma crise, um guarda, um oficial do governo e um solicitante de refúgio que acaba de chegar do Afeganistão.

O drama desperta reflexões sobre o que significa ser um refugiado e deseja capturar o sentimento de se estar perdido, tanto nos universos particulares como frente ao cenário mundial.

A série é cocriada e produzida por Cate Blanchett, Embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fundo de População da ONU e SESC unem-se para enfrentar violência de gênero no Brasil

O SESC e o Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA) deram início a uma parceria de longo prazo para enfrentar a violência de gênero no Brasil, problema que se agravou durante a pandemia de COVID-19.

A primeira ação da parceria é o lançamento da campanha “Você não está sozinha” nas redes sociais, que lembra a importância de não se omitir e denunciar esse crime, principalmente em um momento em que as vítimas têm mais dificuldade para buscar ajuda.

Porto de Hong Kong. Foto: Man Chung/Unsplash

ONU expressa alarme por prisões em Hong Kong

O escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH) expressou alarme pela prisão de manifestantes em Hong Kong, depois que a China adotou uma lei de segurança nacional para a região administrativa especial.

O porta-voz Rupert Colville informou que o Escritório do Alto Comissário para Direitos Humanos continuava a analisar a nova lei, que entrou em vigor na quarta-feira, considerando sua conformidade com as obrigações internacionais de direitos humanos.

Homem compra produtos frescos num Mercado no Quênia. Foto: Sambrian Mbaabu/Banco Mundial

Chefe da ONU defende ação conjunta para saída fortalecida da crise de COVID-19

Enquanto o maior fórum das Nações Unidas se prepara para avaliar o progresso rumo a um futuro mais justo para as pessoas e o planeta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que cada um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem sido impactado pela pandemia da COVID-19.

O Fórum Político de Alto Nível, que começa formalmente nesta terça-feira (7), é um encontro anual de levantamento dos progressos mundiais em alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Neste ano, representantes seniores de governos se encontram virtualmente, através de programas de vídeo conferência, para discutir e debater meios de enfrentar alguns dos maiores desafios do mundo: pobreza, mudança climática, paz e segurança e igualdade de gênero.

Impactos socioeconômicos da COVID-19 são mais intensos entre população mais pobre no Brasil

Em regiões com elevadas desigualdades, como é o caso da América Latina, no médio e longo prazo, os impactos da COVID-19 podem explicitar e aumentar as iniquidades já existentes, seja na renda, no acesso a serviços ou na concretização de direitos básicos.

Estas análises foram apresentadas durante a décima edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”, promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), ocorrido nessa quarta-feira (1).

O encontro virtual contou com a participação de especialistas que debateram os impactos socioeconômicos da COVID-19.

OIT: Forte aumento do desemprego na América Latina e no Caribe deixa milhões sem renda

A taxa de desocupação pode aumentar entre 4 e 5 pontos percentuais, elevando o número de desempregados na região para o recorde histórico de 41 milhões de pessoas. Caso a crise se agrave, a situação do emprego poderá piorar, aumentando as desigualdades sociais.

Este panorama será objeto de análise nesta quinta-feira (2) no Evento Regional das Américas, realizado no âmbito da Cúpula Mundial virtual da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Conheça o projeto que ajuda refugiadas a acessarem o mercado de trabalho brasileiro

A quarta edição do projeto “Empoderando Refugiadas”, que promove o acesso de mulheres em situação de refúgio ao mercado de trabalho brasileiro desde 2015, foi encerrada em junho deste ano. Duas turmas foram formadas, uma em São Paulo (SP) e outra em Boa Vista (RR), onde o projeto operou de formas distintas e atingiu resultados inéditos em relação às edições anteriores.

A iniciativa conjunta da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Rede Brasil do Pacto Global e ONU Mulheres realizará sua quinta edição no segundo semestre de 2020 e seguirá promovendo workshops de formação para a empregabilidade dessa população, agora no ambiente virtual, diante dos desafios impostos pela pandemia da COVID-19.

O que significa ser um refugiado LGBTQI+

Existem cerca de 26 milhões de refugiados no mundo que fugiram da guerra, conflitos violentos ou perseguição. De acordo com o direito internacional, qualquer pessoa com fundado temor de ser perseguida com base em sua raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em um determinado grupo social deve ser protegida como refugiada.

As diretrizes emitidas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) consideram que pessoas perseguidas pela sua identidade de gênero, orientação sexual ou características sexuais têm direito a essa proteção. Às vezes, os refugiados LGBTQI+ são vítimas de leis severas de seus governos. Outras vezes, sofrem nas mãos da sociedade local ou de suas próprias famílias – com uma atitude indiferente do Governo, que pode até participar do abuso.

Uma das consequências do casamento infantil é a gravidez, e consequentemente o parto, precoce. Foto: EBC

UNFPA: 1 em cada 4 meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil; reverter tal situação é urgente

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) lança nesta terça-feira (30) relatório global sobre a Situação da População Mundial, que chama atenção para a desigualdade de gênero e as práticas nocivas contra mulheres e meninas, como a mutilação genital feminina, a preferência por filhos do sexo masculino e o casamento infantil.

Segundo o relatório, um em cada quatro meninas se casa antes dos 18 anos no Brasil, um índice de 26%. A média mundial é de 20% (uma em cada cinco). A agência da ONU afirma que ação urgente é necessária, aqui e agora, para combater esta e outras violências contra mulheres e meninas.

Mulheres parlamentares afegãs chegam à cerimônia de posse em Cabul, Afeganistão, em 2010; naquele ano, 69 dos 249 candidatos eleitos eram mulheres no país do Oriente Médio. Foto: ONU/Eric Kanalstein

Em dia especial, ONU destaca papel central dos parlamentos nas políticas inclusivas

Marcando o Dia Internacional do Parlamentarismo – lembrado anualmente em 30 de junho –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que a data é uma ocasião oportuna para honrar o “papel central dos parlamentos em dar às pessoas voz e influência para moldar as políticas”.

Como ex-parlamentar, Guterres se disse “profundamente consciente” da responsabilidade e privilégio de representar as pessoas e cumprir suas aspirações.

“Os parlamentos têm o dever especial de promover os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Mais do que nunca, a pandemia da COVID-19 nos lembra essas tarefas vitais”, acrescentou.

Crianças migrantes, como estes meninos da Venezuela, serão beneficiários do programa. Foto: ACNUR/Felipe Irnaldo

ONU se une à Prefeitura de São Paulo para apoiar crianças migrantes na educação a distância

A Prefeitura de São Paulo (SP) está apoiando crianças migrantes e refugiadas durante a pandemia de COVID-19 com material especial de educação a distância.

Em parceria com Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a cidade divulgou um programa para ajudar especialmente os alunos que ainda não têm fluência na língua portuguesa.

O projeto de integração inclui crianças de até 8 anos que estejam matriculadas na rede pública de ensino.

UNICEF lança campanha para arrecadar fundos para proteger as crianças afetadas pela COVID-19

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Brasil está lançando o #DesafioDaInfancia para incentivar os apoiadores a compartilhar suas memórias mais felizes da infância nas redes sociais e doar para ajudar crianças vulneráveis a ter uma infância feliz também.

A COVID-19 ameaça crianças já enfraquecidas pela guerra, por doenças, pela fome e pela pobreza, cuja sobrevivência depende de cuidados de saúde, alimentos e suprimentos médicos vitais. Põe em perigo quatro em cada dez famílias que nem sequer têm água e sabão para lavar as mãos em casa.

Esta ação faz parte da campanha global do UNICEF para impedir que a pandemia se torne uma crise duradoura para crianças.

ONU Mulheres e UE fazem na terça (30) live do projeto ‘Conectando mulheres, defendendo direitos’

Na próxima terça-feira (30), acontecerá a primeira live do projeto “Conectando Mulheres, Defendendo Direitos”, um projeto implementado pela ONU Mulheres Brasil em parceria e apoio financeiro da União Europeia.

A transmissão acontecerá a partir das 18h, no canal do YouTube da ONU Mulheres Brasil, e contará com a participação de defensoras de direitos humanos.

O tema norteador da live será o protagonismo e as especificidades das mulheres na defesa dos Direitos Humanos, sobretudo diante dos desafios impostos pela crise da pandemia COVID-19.

ONU lança vídeo para celebrar o Dia Internacional do Orgulho LGBTI+

“Como podemos criar um ambiente onde as pessoas LGBTI+ se sintam cada vez mais livres para ser quem elas são?”

Esta é uma das perguntas que o Sistema ONU levanta no terceiro e último vídeo da série Capital Trans: O que a sua empresa tem feito para acolher a diversidade?, lançado sexta (26) como parte das celebrações do Dia Internacional do Orgulho LGBTI+, comemorado mundialmente no dia 28/6.

O vídeo reforça as mensagens de promoção dos direitos das pessoas LGBTI+ no Brasil, especialmente num momento em que a marginalização e as vulnerabilidades impostas à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexo (LGBTI+) colocam estas pessoas entre as mais expostas à pandemia da COVID-19.

OIT realizará cúpula mundial virtual sobre a COVID-19 e o mundo do trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizará uma Cúpula Mundial virtual de alto nível sobre a COVID-19 e o mundo do trabalho de 1 a 2 de julho e de 7 a 9 de julho.

A cúpula será o maior evento on-line realizado até o momento envolvendo trabalhadores, empregadores e governos, e discutirá como enfrentar os efeitos econômicos e sociais da pandemia, que colocou em evidência a grande vulnerabilidade de milhões de trabalhadores, trabalhadoras e empresas em todo o mundo.

Voluntários da ONU Zâmbia em Lusaka compartilham informações sobre o novo coronavírus como parte dos esforços de sensibilização da comunidade. Foto: PNUD Zâmbia

ONU lista ações realizadas para combater COVID-19; estabelece roteiro para saída da pandemia

Em meio à crise causada pela pandemia de COVID-19, a ONU se mobilizou para salvar vidas, controlar a transmissão do vírus e aliviar as consequências econômicas, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a jornalistas na quinta-feira (25), falando no lançamento virtual de seu relatório de resposta da Organização à crise.

O relatório não apenas descreve as ações tomadas desde que a pandemia foi declarada, disse ele, como também oferece um roteiro para reconstruir melhor por meio de solidariedade e unidade global.

ONU Mulheres e empresas de tecnologia unem forças para combater violência doméstica

Mesmo antes da crise de COVID-19, a violência de gênero, uma violação grave de direitos humanos, afetava uma em cada três mulheres em todo o mundo. Dados recentes mostram um aumento dos relatos de violência doméstica desde o início do distanciamento social decorrente da pandemia.

Diante desse aumento, os escritórios da ONU Mulheres em todo o mundo firmaram parceria com empresas da tecnologia – como Google, Twitter e Facebook – para fornecer informações importantes sobre serviços de apoio para sobreviventes de violência doméstica.

UNICEF apoia lançamento de guia sobre educação em tempos de pandemia

A União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME) entrega hoje (26) o guia “Educação em tempos de pandemia: direitos, normatização e controle social”, produzido pela entidade com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para mais de 4,3 mil conselhos.

O documento reúne orientações para que conselheiros municipais ajudem a garantir o direito à educação de crianças e adolescentes, jovens e adultos, durante o período da pandemia de COVID-19.

Cerca de 47,9 milhões de crianças e adolescentes brasileiros estão sem aulas presenciais, segundo dados do Ministério da Educação, e boa parte dos sistemas municipais de ensino suspenderam as atividades nas escolas desde o mês de março.

Computador comprado com recursos de multas recolhidas pelo Ministério Público do Trabalho e apoio técnico do UNOPS é utilizando para atendimento online com a Defensoria Pública. Foto: Arquivos do CASE

Reading becomes a learning opportunity for youths at Socio-Educational Centre in Ji-Paraná, Brazil

To sit quietly and read a book by yourself has been a pleasant activity for many of us during the quarantine. Seventeen-year-old Antônio*, an HQ fan, has enjoyed it. He’s currently reading Daniel Silva’s The Black Widow, a thriller that tells the story of a widow of a member of ISIS who got killed in combat. Marcelo* reads Percy Jackson & the Olympians, a series of adventure novels that combine twenty-first century original characters with Greek mythology. The sixteen-year-old was already in the habit of reading books and biblical magazines.

The teenagers read at CASE, the Socio-Educational Centre Library at Ji-Paraná, a city in the Brazilian state of Rondônia. With both group activities and classes suspended because of the COVID-19 pandemic, individual readings are being promoted by the CASE team as a leisure option for teenagers.

Computador comprado com recursos de multas recolhidas pelo Ministério Público do Trabalho e apoio técnico do UNOPS é utilizando para atendimento online com a Defensoria Pública. Foto: Arquivos do CASE

Leitura é alternativa de lazer individual para jovens de Centro Socioeducativo

Sentar tranquilamente e ler um livro sozinho. Esta tem sido uma atividade agradável para muitos e muitas de nós nessa quarentena. Fã de gibis, Antônio *, de 17 anos, também tem feito isso. Ele está lendo o livro A Viúva Negra, que conta a trajetória de viúvas de terroristas do estado islâmico cujos maridos morreram em combate. Marcelo*, de 16 anos, lê Percy Jackson e Os Olimpianos, que conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Ele já teve o hábito de ler livros e revistas bíblicas.

Os adolescentes lêem na Biblioteca do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) de Ji-Paraná, em Rondônia. Com as atividades em grupo e as aulas suspensas em função da pandemia da COVID-19, leituras individuais estão sendo promovidas pela equipe do CASE, como uma opção de lazer para os adolescentes.

Sede do Tribunal Penal Internacional em Haia, Holanda. Foto: ONU/Rick Bajornas

Ataques dos EUA contra Tribunal Penal Internacional ameaçam independência judicial, dizem especialistas

A decisão sem precedentes do governo dos Estados Unidos de atacar e promover sanções contra funcionários individuais do Tribunal Penal Internacional (TPI) é um ataque direto à independência judicial da instituição e pode prejudicar o acesso das vítimas à justiça, disseram nessa quinta-feira (25) especialistas independentes de direitos humanos da ONU.

No total, 34 especialistas independentes da ONU assinam o comunicado.

“A implementação de tais políticas pelos EUA tem o único objetivo de exercer pressão sobre uma instituição cujo papel é buscar justiça contra crimes de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crimes de agressão”, disse Diego García-Sayán, relator especial da ONU sobre a independência de juízes e advogados.

Após uma decisão de 5 de março de 2020 da Câmara de Apelações do TPI, que autorizou uma investigação de supostos crimes de guerra no Afeganistão cometidos por todos os lados em conflito, incluindo as forças americanas, o governo dos EUA anunciou neste mês que estava lançando uma ofensiva econômica e legal contra o Tribunal.

Carta da ONU

‘Carta da ONU foi assinada há 75 anos – e seus princípios continuam verdadeiros’

No dia 26 de junho de 1945 – há exatos 75 anos –, 50 países se comprometiam com os 19 capítulos e 111 artigos da Carta das Nações Unidas, o documento que fundou a ONU. Entre os valores descritos no documento, se destacam uma visão de paz mundial, a promoção dos direitos humanos universais e justiça para todos.

Em uma mensagem em vídeo marcando a data, o secretário-geral da organização, António Guterres, afirmou que os seus princípios continuam a ser verdadeiros hoje em dia. Ele classificou o documento como um “guia atemporal” que ainda é válido para enfrentar os desafios atuais.

Guia de Proteção Online para Crianças da UIT traz recomendações para um ambiente online seguro. Foto: Julia M Cameron / Pexels

ONU lança novo guia de proteção online para crianças

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) lançou nesta terça-feira (23) o novo Guia de Proteção Online para Crianças 2020, um conjunto abrangente de recomendações para crianças, pais e educadores, indústria e tomadores de decisão sobre como contribuir para o desenvolvimento de um ambiente online seguro e empoderador para crianças e jovens.

A internet e tecnologias digitais relacionadas têm proporcionado novas maneiras das crianças se comunicarem, aprenderem, brincarem, ouvirem música e participarem de uma vasta variedade de atividades culturais e educacionais. Por conta disso, elas também estão mais expostas a uma gama de condutas, conteúdos e contatos danosos online.

A escala e a velocidade dos fechamentos de escolas e universidades representa um desafio sem precedentes para o setor da educação. Foto: UNESCO

UNESCO: 40% dos países mais pobres não apoiam estudantes em situação de vulnerabilidade na pandemia

Menos de 10% dos países têm leis que ajudam a garantir a inclusão plena na educação, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2020, lançado nesta terça-feira (23) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O relatório identificou um aumento da exclusão durante a pandemia da COVID-19, e estimou que cerca de 40% dos países de renda baixa e média-baixa não apoiaram os estudantes desfavorecidos durante o fechamento temporário das escolas.

Trabalhadora da saúde na Colômbia. Foto: OPAS/OMS

ONU ressalta papel dos funcionários públicos na resposta à pandemia

Enquanto o mundo continua a enfrentar a pandemia de COVID-19, os funcionários públicos estão na linha de frente da resposta à crise. Marcando o Dia Mundial do Serviço Público (23), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a importância destes servidores no sucesso da resposta humanitária.

“São enfermeiros, médicos e paramédicos que prestam cuidados que salvam vidas. Trabalhadores do saneamento que desinfetam e limpam os espaços públicos. Trabalhadores dos transportes que mantêm ônibus e trens funcionando. Professores que educam os nossos filhos online e offline. E as autoridades de saúde pública, gestores de dados e profissionais de estatística que fornecem informações vitais e confiáveis sobre a transmissão e prevenção da doença”, disse na mensagem em vídeo.

Protestos têm ocorrido na cidade de Nova Iorque contra o racismo e a violência policial, após a morte de George Floyd. Foto: ONU/Evan Schneider

ONU produzirá relatório sobre relação entre racismo, violência policial e caso Floyd

Embora alguns delegados do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, tenham pedido na semana passada uma investigação internacional sobre os assassinatos de negros nos Estados Unidos e a violência contra manifestantes, outros sustentaram que o problema tem impacto em todas as nações e exigiram uma abordagem mais ampla.

De acordo com a versão final da resolução aprovada, a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, deverá preparar um relatório sobre racismo sistêmico, violações dos direitos humanos de africanos e pessoas de ascendência africana por órgãos policiais, especialmente aquelas que resultaram na morte do norte-americano George Floyd.

Meninas na vila de Danja, no Níger, durante campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas. Foto: UNFPA/Ollivier Girard

‘Não há desculpa. E deve haver tolerância zero’, diz vice da ONU sobre violência de gênero

Em meio ao aumento da violência contra mulheres e meninas em todo o mundo – incluindo o estupro –, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina J. Mohammed, enviou uma forte mensagem nessa segunda-feira (22) alertando para o frequente hábito de culpar as vítimas da violência de gênero.

Na mensagem em vídeo, Amina pediu que os homens e meninos se tornem aliados no enfrentamento desse tipo de violência.

Com a pandemia, governos federal, estaduais e municipais tiveram que readequar normas e desenvolver estratégias para dar continuidade à entrega de alimentos a estudantes. Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

Entrega de alimentos a estudantes tem continuidade no Brasil durante a pandemia

Criado há mais de 60 anos, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) apoia diariamente cerca de 42 milhões de estudantes da rede pública de ensino. Com a pandemia de COVID-19, governos federal, estaduais e municipais tiveram que readequar normas e desenvolver estratégias para dar continuidade à entrega de alimentos a milhões de alunos e alunas no país.

Para compartilhar experiências de execução do PNAE durante a suspensão das atividades escolares, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil e a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável promoveram webinar visto por mais de 4 mil pessoas na semana passada (18).