Pescador no Lago Iranduba, em Manaus. Foto: Banco Mundial/Julio Pantoja

Relatora da ONU denuncia condições precárias de trabalho no setor pesqueiro global

Baixos salários e terríveis condições de trabalho em barcos de pesca, criadouros de peixes e fábricas de processamento têm sério impacto nas vidas diárias de famílias de trabalhadores no mundo todo, disse Hilal Elver, relatora especial das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, durante apresentação na quinta-feira (28) ao Conselho de Direitos Humanos.

Cerca de 24 mil trabalhadores da indústria da pesca morrem todos os anos e muitos outros ficam seriamente feridos, até mesmo permanentemente. Pessoas que trabalham em criadouros de peixes frequentemente enfrentam sérios problemas de saúde por exposição a produtos químicos tóxicos. Ainda assim, eles e suas famílias não recebem compensação, à medida que tendem a trabalhar informalmente fora de esquemas nacionais de proteção trabalhista e social, levando suas famílias à pobreza.

Trabalhador de saúde cuida de criança em isolamento em centro de tratamento do ebola em Beni, Kivu do Norte, República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Guy Hubbard

Ataques significam que ebola continuará se espalhando na RD Congo, diz OMS

O agravamento dos problemas de segurança no leste da República Democrática do Congo, marcado por ataques contra clínicas para tratamento do ebola, indica que o vírus mortal irá se espalhar ainda mais, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no início deste mês (1º).

De acordo com autoridades da saúde da República Democrática do Congo, o surto mais recente de ebola, que começou em 1º de agosto de 2018, deixou 555 mortos.

Houve 885 casos do vírus – que é endêmico no vasto país, causando febre alta, hemorragias e morte em cerca de 60% dos casos. No total, foram 820 infecções confirmadas e 65 prováveis casos.

Protestos na Faixa de Gaza no dia 14 de maio de 2018. Foto: OCHA

Violações de Israel em Gaza podem constituir crimes de guerra, diz comissão

A comissão independente das Nações Unidas sobre protestos no Território Palestino Ocupado afirmou no fim de fevereiro (28) que soldados israelenses cometeram violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional, algumas destas possivelmente representando crimes contra a humanidade.

A comissão apresentou relatório focado em manifestações na Faixa de Gaza ocorridas de 30 de março a 31 de dezembro de 2018, durante as quais 189 palestinos foram assassinados, incluindo 35 crianças.

“A Comissão possui bases sensatas para acreditar que, durante a Grande Marcha do Retorno, soldados israelenses cometeram violações de lei internacional de direitos humanos e lei humanitária internacional. Algumas destas violações podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade, e devem ser imediatamente investigadas por Israel”, disse o presidente da Comissão, Santiago Canton, da Argentina.

A democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova Iorque, é a mais jovem deputada da história dos EUA, aos 29 anos. Foto: Flickr/Dimitri Rodriguez (CC)

Bachelet elogia aumento do número de congressistas mulheres nos EUA

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou na semana passada (6) que, apesar de progressos significativos em alguns países, desigualdades continuam impulsionando violações de direitos humanos em muitas regiões.

Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, Bachelet destacou preocupações no mundo todo, embora tenha elogiado conquistas importantes, como o número recorde de mulheres no Congresso dos Estados Unidos.

A nova onda de mulheres conquistando assentos no Congresso norte-americano em janeiro são “passos importantes para diversidade”, disse. “Ela inclui a primeira congressista norte-americana muçulmana, a primeira congressista nativo-americana e a mulher mais jovem eleita ao Congresso. Eu saúdo todas as mulheres poderosas do mundo e o modelo que apresentam à próxima geração”.

Carmen Perea estava grávida quando fugiu da violência na Colômbia. Buscando uma vida melhor para sua família, transformou sua habilidade de fazer sapatos em um negócio. Junto com a designer equatoriana Ile Miranda, Carmen criou uma sandália gladiadora que celebra a força das mulheres. Confira nesse vídeo

ONU alerta para barreiras no acesso à saúde entre mulheres migrantes nas Américas

O acesso ao planejamento familiar e à assistência pré-natal, a violência cometida pelo próprio parceiro e o bem-estar na adolescência são alguns dos principais desafios de saúde enfrentados pelas mulheres migrantes nas Américas. A conclusão é de especialistas que se reuniram neste mês (8), em Washington DC, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em 2017, dos 258 milhões de migrantes internacionais em todo o mundo, 38 milhões eram da América Latina e do Caribe. Há cada vez mais mulheres entre essas populações deslocadas, o que, segundo a OPAS, destaca a necessidade urgente de eliminar as barreiras no acesso à saúde e de oferecer proteção.

Sofia Djama, cineasta argelina. Foto: Festival do Filme Histórico de Pessac de 2017

Cineasta argelina defende que não existe democracia sem direitos das mulheres

Em visita ao Rio de Janeiro para a estreia nacional de seu primeira longa-metragem ‘Os Afortunados’, a cineasta argelina Sofia Djama acredita que a luta pelos direitos das mulheres é uma pauta universal, independentemente do país ou da religião em que se vive. Para a diretora, não existe democracia sem direitos para a população do gênero feminino e sem respeito pelas minorias.

O filme ‘Os Afortunados’ é parte da programação da Mostra de Cinema Árabe Feminino, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na capital fluminense, até 25 de março. Festival reúne 37 produções de mais de dez países árabes. A entrada é franca.

Participantes de Assembleia da ONU para o Meio Ambiente fazem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da queda de um avião da Ethiopian Airlines. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lamenta queda de avião na Etiópia; 22 funcionários da Organização morreram

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente triste” com a queda neste domingo do avião da Ethiopian Airlines, que deixou todas as 157 pessoas a bordo mortas, incluindo pelo menos 22 funcionários das Nações Unidas.

Aeronave caiu logo após decolar da capital da Etiópia, Adis Abeba. O destino do voo era Nairóbi, no Quênia, onde teve início nesta segunda-feira a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente.

A violência doméstica e familiar e o menosprezo ou discriminação à condição de mulher estão incluídos na lei que tipifica o crime de feminicídio. Foto: Agência Brasil / Fernando Frazão

Escritório da ONU alerta para homicídios de mulheres cometidos pelos próprios parceiros das vítimas

Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, o chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), Yury Fedotov, alertou na sexta-feira que cerca de um terço das mulheres mortas intencionalmente no mundo é assassinado pelo parceiro íntimo – atual ou antigo.

Em 2017, foram 30 mil vítimas de homicídio pelos próprios companheiros em todo o planeta, de um total de 87 mil assassinatos contra a população do sexo feminino.

Vista aérea de Brasília. Foto: Agência Brasil

DF e Fundo de População da ONU firmam parceria pelos direitos das mulheres

Em meios às comemorações do Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil firmou uma parceria na sexta-feira com o Governo do Distrito Federal, a fim de promover iniciativas nas áreas de saúde reprodutiva, juventude e desenvolvimento. Cooperação com a agência da ONU prevê capacitações de equipes do poder público e diálogos técnicos e culturais.

Ellen Ochoa, primeira astronauta mulher latina. Foto: ONU Mulheres

ONU celebra dia das mulheres com apelo à participação feminina na ciência e inovação

Em evento em Nova Iorque para lembrar o Dia Internacional das Mulheres, dirigentes da ONU ressaltaram o papel que as mulheres e meninas têm a desempenhar na quarta revolução industrial, contribuindo com suas capacidades para criar soluções de desenvolvimento, tecnologia e infraestrutura. Organização pediu mais inclusão das mulheres nas disciplinas e áreas de ciência, matemática, engenharia e inovação.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam a ponte Simon Bolívar rumo à Colômbia, um dos sete pontos de entrada legal da fronteira entre os dois países. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Pedidos de refúgio de venezuelanos sobem para mais de 400 mil no mundo

Em decorrência da situação na Venezuela, o número de pedidos de refúgio de cidadãos venezuelanos em todo o mundo aumentou exponencialmente. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) avalia que desde 2014 mais de 414 mil pedidos de refúgio foram apresentados por venezuelanos em todo o mundo, sendo que cerca de 60% (248 mil) apenas em 2018.

Dois terços dos pedidos de refúgio de venezuelanos foram feitos em países na América Latina. Os demais, se concentraram na América do Norte e na Europa.

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

Organizações de saúde precisam traduzir compromissos com igualdade de gênero em ações, diz relatório

Pesquisa, que avaliou 198 organismos da área, incluindo agências da ONU, mostra que sete em cada dez organizações globais de saúde já afirmaram publicamente estar engajadas com a paridade entre homens e mulheres — mas apenas metade possui, de fato, políticas para o tema.

Em média, os homens têm 50% mais chances do que as mulheres de chegar a um cargo sênior nessas instituições, e 72% dos diretores-executivos das organizações analisadas são homens.

Refugiados e migrantes venezuelanos atravessam a ponte Simon Bolívar rumo à Colômbia, um dos sete pontos de entrada legal da fronteira entre os dois países. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Visita de equipe da ONU à Venezuela pode abrir caminho para missão oficial no país

Uma equipe de direitos humanos das Nações Unidas dará início a uma visita oficial à Venezuela na segunda-feira (11) a convite do governo, possivelmente abrindo caminho para uma missão oficial em Caracas conduzida pela alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Cinco membros da equipe irão viajar pelo país de 11 a 22 de março, afirmou nesta sexta-feira (8) o escritório de direitos humanos da ONU (ACNUDH), em meio a uma crise prolongada por conta de uma economia sem força, instabilidade política e violentas manifestações contra o governo.

De acordo com o censo demográfico mais recente, as mulheres rurais são responsáveis pela renda de 42,2% das famílias do campo no Brasil.. Foto: Banco Mundial/Andrea Borgarello

FAO lança quarta edição da campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’

“Pensar em igualdade, construir de forma inteligente, inovar para a mudança” é o lema da quarta edição da campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, que a Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas para a América Latina e Caribe (FAOALC) lança nesta sexta-feira (8).

A desigualdade de gênero e a discriminação contra as mulheres é uma das causas estruturais da pobreza rural e um dos maiores desafios para os países da América Latina e do Caribe.

A pobreza rural afeta mais as mulheres do que os homens: entre 2007 e 2014, o índice de mulheres inseridas na pobreza rural na região aumentou de 108,7 para 114. Por sua vez, o índice de mulheres em extrema pobreza aumentou de 113 para 114,9 no mesmo período.

Manifestação em abril de 2016 pelo assassinado de Berta Cáceres, em Honduras. Foto: Flickr(CC)/CIDH/Daniel Cima

Defensoras dos direitos humanos enfrentam aumento de violência, alerta relator especial

Mulheres, meninas e pessoas em não conformidade de gênero que defendem os direitos humanos estão enfrentando crescente repressão e violência no mundo. Estados devem respeitar, proteger e assegurar o direito de defensoras de promover os direitos humanos sem discriminação, disse um especialista das Nações Unidas na semana passada (28).

O relator destacou que mulheres enfrentam os mesmos riscos que homens defensores dos direitos humanos, mas deixa claro que mulheres enfrentam ameaças adicionais e diferentes, que são moldadas por estereótipos de gênero e percepções sociais acerca de mulheres.

“Documentamos como os obstáculos e riscos enfrentados por defensoras dos direitos humanos são moldados pelo gênero. Mulheres são atacadas por promover e proteger direitos humanos simplesmente por conta de suas identidades como mulheres e por conta do que fazem”, disse o especialista.

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Foto: UNAIDS

UNAIDS incentiva fortalecimento de ações para proteger mulheres e meninas

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo. Em 2017, 66% das novas infecções por HIV no mundo, entre jovens de 10 a 19 anos, ocorreram entre mulheres — na África Oriental e Meridional, 79% das novas infecções por HIV entre os jovens de 10 a 19 anos ocorreram entre mulheres.

“Há um ciclo vicioso de desigualdade de gênero, violência baseada em gênero e infecção por HIV em muitas partes do mundo”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do UNAIDS. “Os desequilíbrios de opressão e poder devem ser revertidos, e masculinidades nocivas devem ser abordadas para garantir que as mulheres e meninas tenham controle total sobre sua saúde e direitos sexuais”.

OIT alertou que desigualdades de gênero afetam a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Foto: Agência Brasil

Mulheres ainda têm dificuldades para encontrar emprego e subir na carreira

As oportunidades de emprego para mulheres melhoraram pouco desde o início dos anos 1990, disseram especialistas trabalhistas da ONU na quinta-feira (7), alertando que as trabalhadoras ainda são penalizadas por ter filhos e cuidar deles.

“Uma série de fatores está bloqueando a igualdade no emprego, e o que desempenha o maior papel é o cuidado”, disse Manuela Tomei, diretora do Departamento de Condições de Trabalho e Igualdade da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Nos últimos 20 anos, a quantidade de tempo que as mulheres gastaram com cuidados não remunerados e trabalho doméstico quase não diminuiu”, disse ela, enquanto a participação dos homens aumentou “em apenas oito minutos por dia”. Nesse ritmo de mudança, serão necessários mais de 200 anos para alcançar a igualdade no tempo gasto em trabalho de cuidado não remunerado.

Foto: FAO/Giulio Napolitano

ONU declara Década sobre Restauração de Ecossistemas

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período 2021-2030 como a Década da ONU sobre Restauração de Ecossistemas. A nova data é uma oportunidade única para a criação de empregos, a segurança alimentar e o enfrentamento da mudança climática.

A restauração pode remover até 26 gigatoneladas de gases de efeito estufa da atmosfera. Duas agências da ONU – ONU Meio Ambiente e FAO – lideram a implementação da Década.

Foto: Ulisse Albiati/Flickr/CC

Transtornos mentais são responsáveis por mais de um terço do número total de incapacidades nas Américas

Embora os transtornos mentais sejam responsáveis por mais de um terço do número total de incapacidades nas Américas, os investimentos atuais estão muito abaixo do necessário para abordar sua carga para a saúde pública, destaca um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A OPAS pediu aos países que aumentem os orçamentos de saúde mental e destinem recursos para as intervenções de custo-benefício mais bem comprovadas.

Foto: Saulo Cruz/MME

ONU e agência ambiental sueca lançam curso de capacitação online voltado ao setor de mineração

O programa conjunto sobre governança ambiental da Agência Sueca de Proteção Ambiental e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou no início de março um curso gratuito sobre governança do setor de mineração, em colaboração com o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR).

O curso de capacitação online destina-se a apoiar funcionários públicos e outras partes interessadas na aplicação de conceitos de sustentabilidade e abordagens baseadas nos direitos humanos para melhorar a governança ambiental e social do setor de mineração; saiba como participar.

Foto: Robert Simpson/Flickr/CC

Possível cura de um homem vivendo com HIV inspira trabalho do UNAIDS

Especialistas do University College London e Imperial College London anunciaram nesta semana que trataram um avançado linfoma de Hodgkin em 2016 usando transplantes de células-tronco de um doador que carregava uma mutação genética rara.

Os pesquisadores relatam que o HIV se manteve indetectável no homem desde que ele parou de tomar os medicamentos antirretrovirais, há 18 meses. Em nota, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) comemorou o anúncio.

“Embora este avanço seja complicado e muito trabalho ainda seja necessário, isso nos dá uma grande esperança para o futuro, de que podemos acabar com a AIDS com a ciência, por meio de uma vacina ou de uma cura”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo da agência das Nações Unidas.

Corte de Justiça do Caribe derrubou lei do século 19 da Guiana que proibia homens de vestirem como mulheres e vice-versa. Foto: Mickel Guaranfranco Alexander

Caribenhos contestam na Justiça leis discriminatórias contra a população LGBTI

No Caribe, pessoas LGBTI são mais afetadas pela epidemia de HIV por conta do estigma e de leis discriminatórias, que punem relações sexuais homoafetivas ou o uso de vestimentas consideradas do gênero oposto ao gênero atribuído à pessoa.

Mas ativistas e integrantes dessa comunidade têm questionado na Justiça a constitucionalidade desse tipo de legislação, muitas vezes datada do século 19. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Refugiados e migrantes venezuelanos perto da fronteira entre Colômbia e Venezuela. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

Venezuela deve garantir imparcialidade do Judiciário, diz relator especial da ONU

Conforme tensões políticas continuam se agravando na Venezuela, um relator especial das Nações Unidas pediu nesta sexta-feira (1) que o governo do país “adote todas as medidas necessárias para garantir independência do Judiciário”, após relatos de pressões sobre a Justiça do país para agir “contra a oposição política”.

Tensões começaram a se agravar no final de janeiro, quando Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional do país, desafiou a legitimidade do presidente eleito, Nicolás Maduro, e foi declarado presidente interino pela Assembleia Nacional. O presidente Maduro está no poder desde 2013 e foi empossado em segundo mandato em 10 de janeiro.

“As medidas adotadas contra Guaidó e a pressão sendo exercida sobre ele são inaceitáveis”, afirmou o relator especial, criticando a investigação criminal que está sendo realizada. Segundo ele, a investigação criminal pode ser politicamente motivada.

No Iêmen, 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas, dentre as quais 360 mil sofrem de desnutrição aguda severa. A cada 10 minutos, uma criança morre de causas evitáveis. A desnutrição aguda é a origem, direta ou indiretamente, de quase metade dessas mortes. Em 2018, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alcançou 939 mil crianças menores de cinco anos e 670 mil mulheres grávidas e lactantes para prevenir a desnutrição aguda. O PMA está trabalhando para aumentar os esforços e alcançar mais crianças e mulheres grávidas. Mas, sem recursos adequados e acesso seguro, é difícil alcançar crianças cujas vidas estão em risco.

Iêmen: 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas

No Iêmen, 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas, dentre as quais 360 mil sofrem de desnutrição aguda severa. A cada 10 minutos, uma criança morre de causas evitáveis. A desnutrição aguda é a origem, direta ou indiretamente, de quase metade dessas mortes.

Em 2018, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alcançou 939 mil crianças menores de cinco anos e 670 mil mulheres grávidas e lactantes para prevenir a desnutrição aguda. O PMA está trabalhando para aumentar os esforços e alcançar mais crianças e mulheres grávidas. Mas, sem recursos adequados e acesso seguro, é difícil alcançar crianças cujas vidas estão em risco. Confira nesse vídeo.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Venezuela. Foto: ONU/Evan Schneider

Resoluções de EUA e Rússia sobre Venezuela são rejeitadas no Conselho de Segurança

O segundo encontro da semana sobre a situação na Venezuela ocorreu na quinta-feira (28) no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, durante o qual resoluções concorrentes foram apresentadas por Estados Unidos e Rússia. Nenhum texto foi adotado, uma vez que o projeto dos EUA foi vetado e o da Rússia não conseguiu votos suficientes.

A reunião desta semana foi a terceira em busca de soluções para a crise na Venezuela, desde que tensões começaram a se agravar em janeiro. Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional do país, desafiou a legitimidade do presidente Nicolás Maduro, no poder desde 2013 e empossado novamente para segundo mandato em 10 de janeiro.

O Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 5 prevê alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Foto: EBC

ONU Mulheres e STJ firmam cooperação técnica pela igualdade de gênero

Às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, a ONU Mulheres Brasil e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmaram na quinta-feira (28), em Brasília (DF), cooperação técnica para desenvolvimento da equidade de gênero, da promoção de ações para a redução das desigualdades de gênero, raça e etnia e da colaboração para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O acordo inclui adesão do STJ ao movimento ElesPorElas (HeForShe), estudos sobre a participação das mulheres no STJ, ações de prevenção ao assédio sexual, identificação de decisões emblemáticas do tribunal nos temas de gênero, raça e etnia e ações internas para o empoderamento das mulheres e igualdade de gênero.

Interiorização de venezuelanos no Brasil. Foto: Casa Civil/Governo Federal

Estão abertas inscrições para evento em Porto Alegre sobre acolhimento de refugiados

Entre os dias 18 a 20 de março, a cidade de Porto Alegre (RS) receberá o evento “Atuação em rede: capacitação dos atores envolvidos no acolhimento, integração e interiorização de refugiados e migrantes no Brasil”, organizado pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

O ciclo de atividades terá início com a oficina “Imprensa no Combate à Xenofobia contra Refugiados e Migrantes”, promovida por Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Conectas Direitos Humanos.

As inscrições para o simpósio e as oficinas vão até as 12h do dia 1º de março.

Wafika e Taha, nascidos com paralisia cerebral, precisam de cuidados médicos e sociais. Originalmente de Damasco, a família fugiu da guerra na Síria em 2013 e procurou abrigo no Egito. Diante da falta de serviços para pessoas com deficiência, os pais estão pedindo para serem realocados para oferecer melhores cuidados aos filhos. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse que o reassentamento também beneficiará o restante da família, promovendo o acesso ao trabalho e à educação. Confira nesse vídeo

Pais sírios lutam para criar filhos com paralisia cerebral; vídeo

Wafika e Taha, nascidos com paralisia cerebral, precisam de cuidados médicos e sociais. Originalmente de Damasco, a família fugiu da guerra na Síria em 2013 e procurou abrigo no Egito.

Diante da falta de serviços para pessoas com deficiência, os pais estão pedindo para serem realocados para oferecer melhores cuidados aos filhos.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse que o reassentamento também beneficiará o restante da família, promovendo o acesso ao trabalho e à educação. Confira nesse vídeo.

Patrulha do MINUSCA em Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina (arquivo)

Novo acordo de paz na República Centro-Africana é apenas um passo, diz enviado

Apesar da assinatura de um recente acordo de paz entre o governo da República Centro-Africana (RCA) e 14 grupos armados, “não devemos esquecer que a situação no país continua séria”, disse um enviado da ONU ao Conselho de Segurança na semana passada (21).

“O mais difícil está por vir. O teste real será a implementação plena e de boa fé do acordo”, disse Parfait Onanga-Anyanga, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão das Nações Unidas na RCA.