Diretora executiva do UNFPA, dra. Natália Kanem. Foto: Lauren Anders Brown/UNFPA

ARTIGO: Precisamos garantir as necessidades de mulheres e meninas enquanto lutamos contra a COVID-19

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Dra. Natalia Kanem, afirma que a cada dia que passa, a escalada da crise da COVID-19 e suas consequências vão ficando ainda mais aparentes e alarmantes.

“Nós não devemos esquecer que há pessoas que estão sobre grande risco em consequência da crise: As mulheres grávidas, que precisam de atendimento pré-natal, mas estão incertas se é ou não seguro ir à clínica. As mulheres em relacionamentos abusivos presas em casa por não conseguir vislumbrar um futuro e temendo por sua segurança. As dez milhares de pessoas em campos refugiados, que estão contando os dias até a chegada do coronavírus, e aquelas para as quais o distanciamento social simplesmente não é uma opção. As pessoas idosas, muitas das quais estão presas no isolamento, estão famintas por interação social e estão particularmente vulneráveis a ficarem seriamente doentes”.

Relatora especial da ONU sobre Violência contra a Mulher, Dubravka Simonovic, alerta que COVID-19 intensificou risco de violência doméstica. Foto: Isabella Quintana/PIxabay

Relatora da ONU: Estados devem combater violência doméstica na quarentena por COVID-19

Medidas restritivas adotadas em todo o mundo para combater a COVID-19 intensificaram o risco de violência doméstica e os governos devem defender os direitos humanos de mulheres e crianças e adotar medidas urgentes para as vítimas deste tipo de violência. A recomendação é da relatora especial da ONU sobre Violência contra a Mulher, Dubravka Simonovic.

“É mais provável que as taxas de violência doméstica generalizada aumentem, como já sugerem relatórios iniciais policiais e de denúncia telefônica. Para muitas mulheres e crianças, o lar pode ser um lugar de medo e abuso. Esta situação piora consideravelmente em casos de isolamento, como as quarentenas impostas durante a pandemia da COVID-19”, afirmou a relatora.

Secretário-geral da ONU foi um dos participantes da cúpula virtual do G20 sobre a pandemia de COVID-19. Foto: ONU

Uma economia global sustentável precisa surgir após pandemia, diz chefe da ONU ao G20

Os líderes mundiais reunidos na cúpula virtual do G20, realizada na quinta-feira (26), comprometeram-se a injetar mais de 5 trilhões de dólares na economia global para combater os impactos da pandemia de COVID-19.

Eles também expandirão a capacidade industrial para atender à enorme e crescente demanda por suprimentos médicos, que serão disponibilizados a um preço acessível e no menor tempo possível, segundo compromisso das principais potências econômicas do mundo.

Funcionário do ACNUR inspeciona e embala itens de ajuda, incluindo sabão e toalhas de papel descartáveis para distribuir aos assentamentos de refugiados no Irã, como parte da resposta à COVID-19. Foto: Farha Bhoyroo/ACNUR

Cinco motivos para não esquecer dos refugiados na luta contra a COVID-19

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apresenta cinco motivos para ninguém esquecer dos refugiados no combate à COVID-19. As 25,9 milhões de pessoas refugiadas no mundo foram forçadas a abandonar suas casas para fugir de conflitos armados, violência e violação dos direitos humanos. Para elas, voltar para seus lares e cidades em segurança não é uma opção.

Além disso, mais de três quartos dos refugiados vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia, onde os sistemas de saúde e saneamento básico de muitos locais já estão sobrecarregados.

Moradores da favela da Babilônia, no Rio de Janeiro. Foto: ONU/Evan Schneider

ARTIGO: Novos números mostram por que é crucial proteger os mais pobres na crise da COVID-19

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o coordenador da área econômica do Banco Mundial para o Brasil, Rafael Muñoz, afirma que, no país, à medida que os decisores políticos se debruçam sobre formas de mitigar os custos econômicos e sociais da atual crise da COVID-19, é muito importante tomar em conta a situação já debilitada dos 40% mais pobres do Brasil.

“Sem ter se recuperado completamente da crise de 2014/16, muitas famílias já esgotaram seus recursos e passam por dificuldades. Mas também existem lições importantes que foram aprendidas e podem ser usadas daqui para frente.” Leia o artigo completo.

Ação de prevenção em Lagos, na Nigéria. Foto: Ojo/Unicef

OMS adverte: COVID-19 chega a 196 países e mais vidas serão perdidas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (25) que pelo menos 413.467 casos foram confirmados e 18.433 pessoas morreram devido ao novo coronavírus em 196 países e territórios.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, explicou que a meta é ampliar a precisão e o foco para interromper a transmissão e salvar vidas, e apelou aos países que adotaram as medidas de bloqueio para atacar o novo coronavírus durante esse período.

OIM participa de resposta humanitária global diante do novo coronavírus

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) uniu-se na quarta-feira (25) à comunidade humanitária e da saúde para lançar o Plano Global de Resposta Humanitária (HRP) interinstitucional COVID-19.

“A COVID-19 está tendo um impacto sem precedentes na saúde, economia e bem-estar das pessoas em todo o mundo”, disse o diretor-geral da OIM, António Vitorino.

“Não devemos esquecer o impacto devastador que esta doença terá nas dezenas de milhões de pessoas que já vivem em terríveis situações humanitárias.”

Apelo para arrecadar recursos visa proteger crianças e adolescentes mais vulneráveis. Foto: Hiller/UNICEF

UNICEF lança campanha para arrecadar R$ 10 milhões para enfrentar o coronavírus no Brasil

O UNICEF lançou, nesta quarta-feira (25), um apelo preliminar de R$ 10 milhões como resposta imediata à crise do coronavírus no Brasil. A campanha de captação de recursos tem como objetivo mitigar os impactos do coronavírus na vida de crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Esta campanha faz parte de um apelo coordenado globalmente pelas Nações Unidas para arrecadar US$ 2 bilhões para combater a COVID-19 em 51 países. Os recursos serão usados para proteger, em especial, os mais vulneráveis.

No abrigo de Pintolândia, em Boa Vista, funcionários do ACNUR compartilham, em warao, informações de prevenção à COVID-19. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

ACNUR busca US$255 milhões para responder ao surto de COVID-19

A pandemia de coronavírus acelera, matando milhares de pessoas todos os dias. A população mais vulnerável a este surto inclui 70 milhões de crianças, mulheres e homens a deslocados à força por guerras e perseguições.

Entre eles, estão cerca de 25,9 milhões de refugiados, dos quais mais de três quartos vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia. Com sistemas de saúde fracos, alguns desses países já estão enfrentando crises humanitárias.

Mulheres estão na linha de frente do combate ao COVID-19 ao redor do mundo. Foto: UNFPA

Mulheres podem sofrer mais violência durante pandemias, alerta UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) publicou o documento “Um olhar para gênero” para alertar sobre a necessidade de proteger meninas e mulheres durante a pandemia da COVID-19, através de um olhar segmentado.

Como os sistemas que protegem mulheres e meninas, incluindo estruturas comunitárias, podem enfraquecer ou quebrar, medidas específicas devem ser implementadas para proteger mulheres e meninas do risco de violência por parceiro íntimo com a dinâmica imposta pela COVID-19.

Saúde, direitos sexuais e reprodutivos são questões significativas de saúde pública que requerem muita atenção durante pandemias.

Sessões informativas em abrigos e assentamentos informais fazem parte da estratégia de contenção à COVID-19 entre a população refugiada, migrante e brasileira. Foto: ACNUR/Paulo Lugoboni

COVID-19: ACNUR e parceiros apoiam refugiados e comunidades de acolhida na emergência

As ações de prevenção e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus que estão sendo adotadas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil estão beneficiando pessoas refugiadas e as comunidades que as acolhem, evitando a transmissão da COVID-19 nestas populações.

Entre as atividades estão o compartilhamento de informações sobre como se prevenir contra a COVID 19, a distribuição de kits de higiene e limpeza para grupos mais vulneráveis e o fortalecimento da capacidade de atendimento em saúde à população.

Água potável para os moradores das favelas de Majengo, na costa do Quênia, foi fornecida como parte de um projeto do ONU-HABITAT. (Agosto de 2018). Foto: ONU-HABITAT/Kirsten Milhahn

Acesso à água é fundamental para combater propagação da COVID-19 em áreas de favela

Como a lavagem regular das mãos é uma ferramenta essencial no combate à COVID-19, a ONU e seus parceiros estão tomando medidas para garantir que as pessoas que vivem em assentamentos informais no mundo todo tenham acesso à água corrente neste momento crítico, de acordo com a agência que trabalha para alcançar cidades mais sustentáveis.

O ONU-HABITAT disse que os impactos da nova doença do coronavírus podem ser consideravelmente mais altos entre pessoas pobres que vivem em favelas, onde a superlotação também dificulta a adoção de outras medidas recomendadas, como distanciamento social e autoisolamento.

Acesso à tecnologia e aplicativos ajudam no trabalho a distância. Foto: Arne Hoel/Banco Mundial

OIT dá dicas para trabalhar a distância durante a pandemia do coronavírus

Muitos funcionários, em várias partes do mundo, foram solicitados a continuar produzindo de suas residências devido ao risco de contaminação do coronavírus. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), este arranjo temporário pode ser bem-sucedido desde que se conte com o apoio necessário.

Para facilitar este processo de adaptação, especialistas da OIT divulgaram uma lista de cinco pontos para facilitar a produção em casa. De acordo com a OIT, é preciso haver confiança entre os colegas, os funcionários e os supervisores.

Plano de Resposta Humanitária Global do COVID-19 será coordenado pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e depende de abordagem global - Foto: Gerd Altmann/Pixabay

ONU lança plano de resposta humanitária: abordagem global é a única maneira de lutar contra COVID-19

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou nesta quarta-feira (25) um plano de resposta humanitária global de 2 bilhões de dólares para lutar contra a COVID-19 nos países mais vulneráveis, numa proposta para proteger milhões de pessoas e reduzir a disseminação do vírus no mundo. O plano contempla 51 países de América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia.

A COVID-19 já matou mais de 16 mil pessoas em todo o mundo e há aproximadamente 400 mil casos registrados.

O plano de resposta será implementado pelas agências da ONU, com Organizações Não Governamentais (ONGs) internacionais e consórcios de ONGs tendo um papel direto na resposta.

O plano prevê o envio de equipamentos para testes e suprimentos médicos, instalação de  estações para lavagem das mãos em acampamentos e assentamentos, campanhas de informação pública e pontes aéreas para levar trabalhadores e insumos na América Latina, África e Ásia.

Michelle Bachelet discursa como presidente do Chile em sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU em março de 2017. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

ONU pede ações urgentes para prevenir avanço da COVID-19 em locais de detenção

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu nesta quarta-feira (25) aos governos que tomem medidas urgentes para proteger a saúde e a segurança das pessoas em detenção e outras instalações fechadas, como parte dos esforços gerais para conter a pandemia da COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

“A COVID-19 começou a entrar em prisões e centros de detenção de imigração, bem como casas de repouso e hospitais psiquiátricos, e corre o risco de se espalhar pelas populações extremamente vulneráveis dessas instituições”, disse Bachelet.

Parceria entre UNICEF e MPT visa superar todas as formas de violência contra crianças e adolescentes na região. Foto: Mélanie Layet/UNICEF

UNICEF: 7 municípios de SP aderem a iniciativa de proteção de crianças e adolescentes contra violência

Os municípios de Cananeia, Ilha Comprida, Iguape, Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá e Praia Grande, do litoral da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (SP), acabam de aderir ao projeto “Protegendo as crianças e os adolescentes do Litoral Sul de São Paulo”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O projeto desenvolverá diferentes ações integradas a fim de prevenir e enfrentar todas as formas de violência contra crianças e adolescentes na região.

Foto: ONU/Martine Perret

ONU divulga recomendação do CNJ sobre prevenção do coronavírus em prisões

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está divulgando internacionalmente as recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para prevenir a propagação do novo coronavírus no sistema de justiça penal e socioeducativo brasileiro.

A recomendação traz orientações ao Judiciário em cinco pontos principais: redução do fluxo de ingresso no sistema prisional e socioeducativo; medidas de prevenção na realização de audiências judiciais nos fóruns; suspensão excepcional da audiência de custódia, mantida a análise de todas as prisões em flagrante realizadas; entre outros pontos.

ONU: “Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão”

ONU: ‘Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão’

Em uma mensagem em vídeo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, marca nesta semana o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão, lembrado anualmente a cada 25 de março.

Ele pediu que todos se manifestem contra todas as formas de racismo e manifestações de comportamento racista: “Precisamos, urgentemente, desmantelar as estruturas racistas e reformar as instituições racistas. Só avançaremos quando confrontarmos juntos o legado racista da escravidão.”

Combate ao racismo passa pela luta por propriedade, diz ativista brasileiro

Há 20 anos, o ativista brasileiro Damião Braga, 53, luta pelo direito dos afrodescendentes à propriedade de terras e imóveis na cidade do Rio de Janeiro.

Na ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, cujo foco deste ano é o combate ao racismo e à discriminação, Braga concedeu entrevista às Nações Unidas.

“Para nós, a titulação dos territórios quilombolas é uma forma de reparação, frente a tudo aquilo que foi a escravidão”, disse Braga. “O território não foi titulado justamente em função desse racismo estrutural”.

O que as pessoas que vivem com HIV precisam saber sobre o coronavírus

COVID-19 é uma doença grave e todas as pessoas que vivem com HIV devem tomar todas as medidas preventivas recomendadas para minimizar a exposição ao novo coronavírus, causador da COVID-19, e prevenir-se da infecção.

Até o momento, não há fortes evidências de que as pessoas que vivem com HIV corram um risco especialmente maior de contrair a COVID-19 ou de que, caso o isso ocorra, elas possam apresentar um resultado pior em seus organismos. Contudo, isso não significa que as pessoas que vivem com HIV devam encarar a COVID-19 sem preocupações ou como se não fosse um problema grave. É preciso tomar todas as precauções para se proteger.

Crianças fazem uma refeição na escola, que participa de um programa de alimentação escolar na América Latina e no Caribe. Foto: Ubirajara Machado/FAO

COVID-19: FAO pede medidas em favor da população que depende da alimentação escolar

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura pediu que os governos implementem medidas em favor da população escolar cujas famílias têm mais dificuldades em acessar alimentos, para fornecer o apoio nutricional que os programas de alimentação escolar garantiam.

As recomendações para minimizar o impacto gerado pelo fechamento de programas de alimentação escolar na segurança alimentar e nutricional devem ser decididas por cada país, tomando todas as precauções para evitar a transmissão do COVID-19.

Entre as medidas adotadas pelos governos de muitos países da América Latina e do Caribe diante da rápida expansão do coronavírus está o fechamento de escolas e, portanto, a suspensão de alimentação escolar.

Foto:  Mulher usa máscara em transporte público em Nova Iorque – Março de 2020 – Foto: Loey Felipe/ONU

ONU Mulheres pede atenção às necessidades femininas nas ações contra a COVID-19

Apesar das medidas robustas em todo o mundo para conter a pandemia da COVID-19, o impacto social do novo coronavírus está atingindo fortemente as mulheres, que representam 70% das pessoas que trabalham no setor social e de saúde. Elas também são três vezes mais responsáveis pelos cuidados não-remunerados em casa do que os homens, de acordo com a ONU Mulheres.

Por conta disso, a ONU Mulheres recomenda uma série de medidas específicas nas ações contra o coronavírus, como apoio prioritário para mulheres que atuam na contenção da doença, acordos de trabalho flexíveis para mulheres e proteção de serviços essenciais de saúde para mulheres e meninas, entre outras.

Lavar as maõs de forma correta ajuda a proteger todos contra o cororavírus. Foto: Fernandez/UNICEF

UNICEF orienta a forma correta de lavar as mãos para se proteger do coronavírus

Viroses respiratórias como a doença do coronavírus se espalham quando muco ou gotículas (tosse ou espirro) que contêm o vírus entram no seu corpo através dos olhos, nariz ou garganta. Na maioria das vezes, isso acontece por meio de suas mãos. As mãos também são um dos meios mais comuns pelos quais o vírus se transmite de uma pessoa para a outra.

Durante uma pandemia global, uma das maneiras mais baratas, mais fáceis e mais importantes de impedir a propagação de um vírus é lavar as mãos frequentemente com água e sabão.

Mulheres podem sofrer mais durante pandemias, como a do novo coronavírus - Foto: Tam Wai/UNSPLASH

Fundo de População da ONU alerta que COVID-19 pede cuidado diferenciado para meninas e mulheres

As medidas tomadas por governos de todo o mundo para limitar o avanço do novo coronavírus não devem perder de vista as vulnerabilidades de mulheres e meninas. O alerta foi feito em nota do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), já que, entre outros fatores, 70% das equipes de trabalho em saúde e serviço social são formadas por mulheres.

Segundo o documento do Fundo de População, ainda são necessários mais dados para entender se mulheres e homens experimentam a COVID-19 de maneira diferente e se possuem complicações e riscos de morte diferentes. Apesar disso, sabe-se que os surtos de doenças afetam mulheres e homens de maneira diversa.

Foto: UNICEF/Frank Dejongh

COVID-19: Crianças enfrentam risco maior de abuso e negligência em meio a medidas de contenção

Centenas de milhões de crianças em todo o mundo provavelmente enfrentarão ameaças crescentes a sua segurança e a seu bem-estar – incluindo maus-tratos, violência de gênero, exploração, exclusão social e separação de cuidadores – por causa de ações tomadas para conter a propagação da pandemia de COVID-19.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está pedindo aos governos que garantam a segurança e o bem-estar das crianças em meio à intensificação das consequências socioeconômicas da doença.

Winnie Byanyima, diretora executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids. Foto: UNAIDS

ARTIGO: Para acabar com a AIDS, precisamos de uma nova era de liderança — séria, corajosa e justa

Em artigo, a diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Winnie Byanyima, afirma que como mulher africana, as lembranças da AIDS estão gravadas em sua mente.

“De membros da família que se foram muito cedo nos deixando em luto e despedaçados; dos desvios de curso nos planos de desenvolvimento dos países; e de temer que a ameaça fosse impossível de derrotar.”

“Mas tenho outras lembranças que me trazem força, principalmente de como as pessoas começaram a reagir, muitas vezes se colocando em grande risco. A coragem delas mudou tudo, e fomos capazes de mobilizar a ciência, recursos internacionais, inovação e parcerias para começar a progredir contra a epidemia.” Leia o artigo completo.

Retorno para casa de afegãos num país com sistema de saúde enfraquecido pelo risco de coronavírus – Foto: Shahrokh Pazhman/UNOCHA

OIM defende tratamento digno a migrantes durante pandemia do novo coronavírus

A importância de tratar migrantes com dignidade e respeito não mudou, afirmou o porta-voz da Organização Internacional de Migração (OIM), Joel Millman, em entrevista ao serviço de informações da ONU. O impacto que a pandemia da COVID-19 está tendo sobre os migrantes – muito presentes na indústria alimentícia, agora em isolamento generalizado – é uma grande preocupação para a OIM.

“Definimos migrantes como trabalhadores, como pessoas deslocadas, como solicitantes de asilo, e eles têm uma presença enorme em todo o mundo, por uma série de motivos. E, claro, eles são seres humanos: são nossos vizinhos, familiares, pessoas que nossas crianças conhecem da escola, e eles são afetados como todos nós somos afetados durante esta emergência de saúde pública”, afirmou Millman. Ele acrescentou que a mensagem mais importante da agência – tratar as pessoas com dignidade e total respeito pelos seus direitos humanos – não mudou nestas circunstâncias.

As irmãs gêmeas Emeline e Eveline lavam as mãos em uma estação pública instalada como medida preventiva contra o coronavírus no Nyabugogo Bus Park, em Ruanda. Foto: Ritzau Scanpix

ACNUR: fechamento de fronteiras dos países não pode bloquear direito de solicitar refúgio

Em comunicado publicado na quinta-feira (19), o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, lembra que, diante da disseminação do novo coronavírus, muitos países têm adotado, com razão, medidas excepcionais de limitação de viagens aéreas e dos movimentos transfronteiriços.

No entanto, ele alerta para os efeitos dessas medidas sobre as pessoas que precisam de proteção. “Guerras e perseguições não pararam – e hoje, em todo o mundo, as pessoas continuam fugindo de suas casas em busca de segurança. Estou cada vez mais preocupado com as medidas adotadas por alguns países que poderiam bloquear totalmente o direito de solicitar refúgio.”

Economista sênior da OIT alerta para vulnerabilidade de trabalhadores informais e freelancers em meio à pandemia da COVID-19. Foto: pixabay/rottonara

ARTIGO: trabalhadores precários são levados ao limite pelo novo coronavírus

Em artigo, a economista sênior da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Janine Berg, alerta para a situação de vulnerabilidade dos trabalhadores informais, freelancers e terceirizados diante da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID-19.

“Dependendo do país, o trabalhador pode não estar coberto pelo seguro-desemprego ou outras proteções essenciais, como licença médica remunerada”, alertou. Leia o artigo completo.

Profissional em trabalho remoto é uma das medidas relatadas pelas empresas do Pacto Global para conter o coronavírus. Foto: Pixabay

Pacto Global identifica iniciativas de empresas brasileiras para demandas da COVID-19

Pelo menos 70 empresas brasileiras do Pacto Global já deram informações sobre as iniciativas adotadas em relação ao novo coronavírus, a maior parte delas em atendimento à saúde de seus trabalhadores. O Pacto Global – iniciativa da ONU que reúne mais de 13 mil organizações em todo o mundo  – está coletando dados num questionário online e identificou desde trabalho remoto e atendimento psicológico a funcionários até produção e doação de álcool em gel para hospitais públicos de cidades mais atingidas.

Centro de Informação do WhatsApp sobre Coronavírus traz informações em português sobre a doença - Foto: PNUD

COVID-19: OMS, UNICEF e PNUD fecham parceria com WhatsApp para levar informações em tempo real

O WhatsApp acaba de anunciar duas iniciativas em apoio à luta global contra a pandemia do novo coronavírus: o lançamento mundial do Centro de Informação do WhatsApp sobre Coronavírus, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),  e a doação de um milhão de dólares para a Rede Internacional de Checagem de Fatos do Instituto Poynter (IFCN, na sigla em inglês). O Centro de Informação online tem dados  em português sobre o Brasil.

Luwei Pearson (à direita), diretora da Divisão de Programa de Saúde do UNICEF para o COVID-19, na enfermaria pediátrica do Hospital de Ensino Haitiano, apoiado pelo projeto neonatal da UNICEF. Foto: Luisa Brumana/UNICEF

UNICEF: Ainda é cedo para avaliar o impacto da COVID-19 em mulheres e crianças

A UN News (serviço de informação da ONU) entrevistou a diretora interina da Divisão de Programa de Saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Luwei Pearson, sobre a resposta rápida da agência ao surto do coronavírus e outros assuntos relacionados ao que agora se tornou uma pandemia global, incluindo seu impacto em milhões de crianças diante do fechamento das escolas.  

Ela fala sobre a necessidade de manter o bem estar físico e mental de crianças e suas mães e a importância de estruturas básicas de saúde em todo o mundo, entre outros desafios.

UNAIDS e UNV assinam acordo para ampliar cooperação

UNAIDS e Programa de Voluntários das Nações Unidas assinam acordo para ampliar cooperação

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) assinaram um memorando de entendimento a fim de estreitarem a colaboração entre as duas organizações.

UNAIDS e UNV trabalharão juntos para promover o voluntariado e para engajar os voluntários a apoiarem as pessoas que vivem e são afetadas pelo HIV.

Nos últimos 10 anos, 97 voluntários das Nações Unidas serviram ao UNAIDS em 36 países.

Uma avaliação inicial sobre impacto da COVID-19 no mundo trabalho global indica que os efeitos serão de grande alcance, levando milhões de pessoas ao desemprego, ao subemprego e à pobreza no trabalho. Foto: pixabay/geralt

OIT: quase 25 milhões de empregos podem ser perdidos no mundo devido à COVID-19

A crise econômica e trabalhista criada pela pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID-19, pode aumentar o número de desempregados no mundo em quase 25 milhões, segundo uma nova avaliação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgada nesta quarta-feira (18).

Para evitar esse cenário, a OIT recomenda a ampliação da proteção social, o apoio à manutenção de empregos (ou seja, trabalho com jornada reduzida, licença remunerada e outros subsídios) e aos benefícios fiscais e financeiros, inclusive para micro, pequenas e médias empresas.

Além disso, a avaliação propõe medidas de política fiscal e monetária, além de empréstimos e do apoio financeiro a setores econômicos específicos.

Covid-19 deixa mais de 776 milhões de alunos fora da escola

Coronavírus deixa mais de 776 milhões de alunos fora da escola, diz UNESCO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) revela que 100 Estados fecharam centros educacionais de forma parcial ou total e pelo menos 85 países fecharam escolas em todo o território para tentar conter a disseminação do novo coronavírus. A medida teve impacto em mais de 776,7 milhões de crianças e jovens.

A UNESCO apoia busca de soluções a favor do ensino e aprendizado à distância e inclusivo; evento virtual sobre o tema juntou governos de 73 países.

Pandemia do novo coronavírus afeta, em particular, as trabalhadoras informais e domésticas, porque as quarentenas reduzem consideravelmente a demanda por esses serviços. Foto: ONU Mulheres.

ONU Mulheres recomenda que igualdade de gênero seja incluída na resposta à pandemia

Trabalhadoras do setor de saúde, trabalhadoras domésticas, mulheres na economia informal, refugiadas, migrantes e em situação de violência são algumas das mulheres mais expostas à COVID-19 e precisam ser envolvidas em todas as fases da resposta e na tomada de decisão local e nacional.

De acordo com o escritório regional da ONU Mulheres, a redução da atividade econômica afeta, em primeira instância, trabalhadoras informais que perdem seus meios de sustento de vida quase imediatamente, sem nenhuma rede ou possibilidade de substituir a renda diária.

Adolescente brasileira grávida. Foto: Marcello Casal Jr/Abr.

COVID-19: agências da ONU divulgam informações para mulheres grávidas; pedem recursos para crianças

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou nesta quarta-feira (18) informações para mulheres em idade reprodutiva e grávidas sobre riscos e precauções durante a epidemia provocada pelo novo coronavírus, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reforçou o apelo para doadores num momento em que milhares de crianças em todo o mundo precisam de atendimento.

De acordo com o UNFPA, as mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções recomendadas para todos os adultos para evitar infecções, como evitar contato próximo com qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando; lavar as mãos com frequência com sabão e água ou utilizar álcool em gel, cobrindo a boca e o nariz com um lenço ou o cotovelo quando tossir ou espirrar; e cozinhar completamente carnes e ovos.