Família pede ajuda nas ruas da cidade de Secunda, na província sul-africana de Mpumalanga. Foto: Jan Truter (CC, Flickr)

Privatizações descontroladas eliminam proteções sociais no mundo todo, diz relator da ONU

A ampla privatização de bens públicos em muitas sociedades está sistematicamente eliminando proteções de direitos humanos e marginalizando ainda mais aqueles que vivem na pobreza, de acordo com um novo relatório de especialista das Nações Unidas publicado nesta sexta-feira (19).

“Estados não podem dispensar suas obrigações com os direitos humanos ao delegar serviços e funções essenciais para companhias privadas, à medida que sabem que isso efetivamente prejudicará esses direitos para algumas pessoas”, afirmou Philip Alston, relator especial da ONU para a extrema pobreza e os direitos humanos.

A oficial do ONU-Habitat salientou que o direito à habitação adequada é reconhecido como parte do direito a um padrão de vida adequado na Declaração Universal de Direitos Humanos. Foto: EBC

ONU-HABITAT: remoções forçadas podem constituir grave violação de direitos humanos

O direito à habitação adequada é reconhecido como parte do direito a um padrão de vida adequado previsto na Declaração Universal de Direitos Humanos, e que deve ser interpretado como o direito de viver em um lugar com segurança, paz e dignidade.

Nesse contexto, as remoções forçadas podem ser consideradas uma violação grave dos direitos humanos e do direito à moradia adequada, afirmou oficial do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) durante simpósio em Brasília (DF).

O evento abordou políticas públicas para o tratamento de conflitos fundiários urbanos.

Refugiados e migrantes resgatados por navio da guarda costeira espanhola preparam-se para desembarcar no porto de Algeciras, no sul da Espanha. Foto: ACNUR/Markel Redondo

ONU pede mais esforços de líderes europeus para pôr fim às mortes no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram nesta sexta-feira (19) que as lideranças europeias tomem medidas urgentes para lidar com a taxa recorde de mortes no mar Mediterrâneo este ano.

Com mais de 1,7 mil vidas perdidas desde o início de 2018, a taxa de morte de pessoas que tentavam atravessar o Mediterrâneo aumentou bruscamente este ano. Somente em setembro, uma em cada oito pessoas que cruzaram o Mediterrâneo Central para chegar à Europa morreu ou desapareceu. Em grande parte, este aumento está ligado à redução da capacidade de busca e de resgate na costa europeia.

Segurança alimentar é um dos destaques da cooperação entre Brasil e países da África. Foto: Centro de Excelência contra a Fome

Conferência em Roma pede compromisso global com o fim da fome no mundo

Os participantes da 45ª Comissão de Segurança Alimentar Mundial (CFS, na sigla em inglês), que ocorre nesta semana em Roma, na Itália, pediram esforços globais para erradicar a fome. De acordo com os principais oradores da reunião, ainda há tempo para alcançar a Fome Zero até 2030, mas medidas urgentes são necessárias.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, disse na abertura da reunião que o fracasso na erradicação da fome prejudicará todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso significa que “a pobreza não será erradicada, os recursos naturais continuarão a se degradar e a migração forçada continuará”.

“Temos que levar mais a sério a intenção de colocar fim aos conflitos”, enfatizou, por sua vez, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Milhares de crianças chegam a Tapachula, no México, fugindo da violência em países da América Central. Foto: ACNUR

Governo federal seleciona projetos para reassentar refugiados centro-americanos no Brasil

O governo federal publicou na quinta-feira (18) edital para selecionar organização da sociedade civil interessada em celebrar parceria com a União com o objetivo de promover o reassentamento de refugiados provenientes de países da América Central no Brasil. O edital é a concretização de compromisso assumido pelo presidente Michel Temer durante a abertura da Assembleia Geral da ONU em 2016.

Serão reassentadas até 28 pessoas, entre adultos, adolescentes e crianças a partir de 6 anos vindas de países do norte da América Central que buscaram refúgio originalmente na Costa Rica.

Podem participar do processo seletivo entidades privadas sem fins lucrativos (associação ou fundação), sociedade cooperativa e organizações religiosas que se dediquem a atividades ou projetos de interesse público e cunho social. O prazo de inscrição é 16 de novembro. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Um novo contingente de policiais ruandeses, composto por 80 homens e 80 mulheres, reforçou em junho deste ano a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, a UNMISS. Entre outras tarefas, o grupo será encarregado do controle de multidões, facilitando a prestação de assistência humanitária e proteção das instalações da ONU e dos civis.

Mulheres são metade dos ruandeses que reforçam missão da ONU no Sudão do Sul; vídeo

Um novo contingente de policiais ruandeses, composto por 80 homens e 80 mulheres, reforçou em junho deste ano a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, a UNMISS. Entre outras tarefas, o grupo será encarregado do controle de multidões, facilitando a prestação de assistência humanitária e proteção das instalações da ONU e dos civis.

“A chegada delas hoje é um sinal para as mulheres não apenas no Sudão do Sul, mas em todo o mundo, de que as mulheres são capazes de fazer qualquer coisa quando recebem a oportunidade”, diz Teddy Ruyenzi, comandante da Unidade de Polícia de Ruanda, na capital Juba. Confira no vídeo da TV ONU.

Alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, concede coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

ENTREVISTA: Avanço dos direitos humanos é um ‘processo sem fim’, diz Bachelet

Michelle Bachelet, duas vezes eleita presidente do Chile e primeira chefe da ONU Mulheres, foi confirmada em agosto como nova alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, substituindo o jordaniano Zeid Ra’ad Al Hussein.

Em entrevista ao UN News, Bachelet afirmou que muitos progressos foram feitos desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que neste ano completa 70 anos, mas destacou que desafios ainda persistem, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Pessoas deslocadas, líderes comunitários e autoridades locais durante encontro na Equatória Ocidental com uma delegação da ONU e de agências humanitárias em 12 de julho de 2018. Foto: UNMISS

Chefe de direitos humanos da ONU pede libertação de civis sequestrados no Sudão do Sul

A alta-comissária das Nações Unidas para os direitos humanos pediu nesta quinta-feira (18) a libertação imediata de centenas de civis sequestrados por forças da oposição durante confrontos na região de Equatória Ocidental, no Sudão do Sul.

O pedido da alta-comissária segue a publicação de um relatório da ONU sobre graves abusos de direitos humanos cometidos contra moradores de vilarejos nos estados sudaneses de Gbdue e Tambura, na mesma região do país.

Cerca de 400 famílias se abrigavam em acampamento improvisado no norte de Idlib, Síria, após fugirem da violência no sul da cidade no começo de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Síria: Rússia e Turquia aumentam prazo para que rebeldes deixem Idlib

A Rússia e a Turquia informaram que darão mais tempo para grupos da oposição se retirarem de uma zona desmilitarizada em Idlib, na Síria, que tem sido poupada de ataques aéreos há mais de um mês, disse um conselheiro humanitário da ONU nesta quinta-feira (18).

“Alguns dos primeiros prazos foram ultrapassados. Haverá mais tempo para diplomacia e isto é um grande alívio para nós”, disse, acrescentando que “se alguém seguir a lógica militar que tem sido frequentemente seguida nesta guerra, isto será notícia horrível para civis”.

FAO: mulheres indígenas precisam ser ouvidas nas decisões que afetam suas vidas

São mais de 400 milhões de indígenas no mundo. Destes, metade é mulher. São elas que criam gado, plantam, pescam e caçam para coletar alimentos para suas comunidades. Elas também são consideradas as guardiãs de sementes, plantas medicinais e da biodiversidade da floresta, além de guardiãs da cultura de suas etnias.

Apesar de suas contribuições, as mulheres indígenas não fazem parte da política e dos processos decisórios que afetam suas vidas. Geralmente, as políticas de proteção social não incluem suas opiniões e necessidades. E, apesar de sua riqueza de saberes, seu trabalho, conhecimento e necessidades não estão representados nas estatísticas. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A nova política é resultado de esforços combinados de advocacy da Associação de Funcionários do UNAIDS (USSA), em colaboração com a administração da organização. Foto: UNAIDS

UNAIDS revisa política interna sobre licença paternidade, adoção e gestação por substituição

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revisou sua política interna de licença paternidade e de adoção e introduziu novas regras sobre a licença de mulheres em caso de gestação por substituição, marcando um passo importante para garantir um ambiente de trabalho mais inclusivo.

A nova política é resultado de esforços combinados de advocacy da Associação de Funcionários do UNAIDS (USSA), em colaboração com a administração do UNAIDS, e é um dos compromissos assumidos no Plano de Ação sobre Gênero 2018-2023, lançado recentemente pela organização.

Cena do filme “Histórias da Fome no Brasil”, dirigido por Camilo Tavares. Foto: Reprodução

Agências da ONU apoiam documentário sobre história da fome no Brasil

A organização não governamental Ação da Cidadania, fundada pelo sociólogo brasileiro Hebert de Souza, o Betinho, promove nesta quinta-feira (18) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a produtora MPC Filmes, a exibição do documentário “Histórias da Fome no Brasil” em Brasília (DF).

Com direção e roteiro de Camilo Tavares, o filme é um documentário com a cronologia da fome no país. Do Brasil Colônia, onde foram plantadas as sementes das desigualdades sociais, até as políticas públicas recentes que culminaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome divulgado pela ONU, o filme retrata como se deu o enfrentamento deste mal pela sociedade e pelo governo brasileiro.

José Graziano da Silva, chefe da FAO (ao centro), ao lado de Alberto Beltrame (à esquerda), ministro do Desenvolvimento Social do Brasil, em reunião com gestores e autoridades ministeriais brasileiros. Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

FAO e Brasil firmam plano para ampliar cooperação com países em desenvolvimento

Em Roma, o ministro do Desenvolvimento Social do Brasil, Alberto Beltrame, assinou na quarta-feira (17) um plano estratégico que define os rumos da parceria entre o país e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Documento prevê a ampliação de iniciativas de cooperação Sul-Sul, com países da América Latina, Caribe e África, nas áreas alimentação e proteção social. O marco também aborda a colaboração da FAO com o governo brasileiro nas áreas de nutrição, alimentação escolar e agricultura familiar.

Pacientes em um hospital na Índia, um dos pelo menos 20 países onde testes de virgindade são realizados. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

ONU pede proibição de ‘testes de virgindade’

Realizado em pelo menos 20 países, o teste de virgindade é um exame sem validade científica e medicamente desnecessário, realizado com o intuito de determinar se uma mulher ou menina já teve relações sexuais vaginais.

Prática foi considerada por três organismos da ONU como uma forma de discriminação de gênero e uma violação dos direitos humanos. Instituições ressaltaram que a intervenção é dolorosa, humilhante e traumática.

A campanha foi lançada em 13 de outubro em Lima, cidade que mais recebeu venezuelanos no Peru. Foto: OIM

ONU lança campanha de combate à xenofobia contra venezuelanos no Peru

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançaram uma campanha denominada “Sua causa é a minha causa”, que tem como objetivo fortalecer a solidariedade, promover a integração e mitigar a xenofobia contra os venezuelanos no Peru.

Quase 500 mil venezuelanos chegaram ao Peru desde 2016 e, desses, mais de 150 mil pediram status de refugiado, enquanto 108 mil foram regularizados entre 2017 e 2018 por meio da Permissão Temporária de Permanência (PTP).

Em maio de 2018 em Áden, no Iêmen, menino é vacinado contra o cólera. Foto: UNICEF/Sadeq Al-Wesabi

Em meio à maior crise humanitária do mundo, Iêmen realiza campanha contra cólera

Após um aumento acentuado no número de possíveis casos de cólera recentemente no Iêmen, uma nova campanha de vacinação foi realizada junto ao governo para prevenir um terceiro grande surto, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) no início de outubro (2).

A ONU considera que o Iêmen enfrenta hoje a pior crise humanitária do mundo. O país já sofreu grandes surtos de cólera no passado, em meio ao pano de fundo de intensos conflitos civis.

Crianças em meio a destroços de casas demolidas por autoridades israelenses na comunidade de Abu Nwar, na Cisjordânia. Foto: UNRWA

Procuradora do TPI diz que demolição iminente de vilarejo palestino pode constituir crime de guerra

A procuradora encarregada de supervisionar o Território Palestino Ocupado para o Tribunal Penal Internacional (TPI) declarou nesta quarta-feira (17) que seu escritório está mantendo um “olhar atento” à demolição de um vilarejo palestino na Cisjordânia planejada por autoridades israelenses, alertando que, de acordo com a lei internacional, isto pode constituir um “crime de guerra”.

Aproximadamente 190 pessoas, metade delas crianças, moram em Khan al-Ahmar, um vilarejo localizado nos arredores de Jerusalém Oriental. De acordo com o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), o vilarejo é um de dezenas afetados por um plano israelense de reorganização de assentamentos, que irá criar uma área urbana contínua de Jerusalém Oriental a Jericó.

Cerca de 420 mil pessoas estão sob cerco na Síria – sem alimentos e remédios, famílias com fome e crianças malnutridas e definhando. Elas precisam de ajuda agora, precisam de paz agora. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) precisa de financiamento e acesso para ajudar.

ARTIGO: No Dia Mundial da Alimentação, nossas ações são o nosso futuro

Em artigo, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), brasileiro José Graziano da Silva, lembra que em 2015 a comunidade internacional se comprometeu a erradicar a fome e todas as formas de desnutrição globalmente até 2030 como medida para um mundo mais seguro, mais justo e mais pacífico.

“Paradoxalmente, a fome não parou de crescer desde então. Segundo as últimas estimativas, o número de pessoas subnutridas aumentou em 2017 pelo terceiro ano consecutivo”, disse Graziano. Leia o artigo completo.

O grupo de organizações de saúde concordou em desenvolver novas formas de trabalhar em conjunto para maximizar recursos e medir o progresso de uma forma mais transparente. Foto: World Health Summit

Onze organizações firmam compromisso para alcançar metas globais de saúde até 2030

Onze chefes das principais organizações de saúde e desenvolvimento do mundo assinaram na sexta-feira (12) o compromisso de encontrar novas maneiras de trabalhar em conjunto para acelerar o progresso para alcançar as metas relacionadas ao tema na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a iniciativa une o trabalho de 11 organizações, entre elas Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Banco Mundial.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) se comprometeu a aderir ao plano nos próximos meses.

Enviado especial da ONU para a Síria, Steffan de Mistura. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Enviado especial da ONU para a Síria anuncia saída e promete trabalhar pela paz ‘até a última hora’

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse ao Conselho de Segurança nesta quarta-feira (17) que deixará o cargo no final do próximo mês, após quatro anos e quatro meses.

Sobre as condições de milhões de sírios deslocados e em necessidade de ajuda humanitária após mais de sete anos de conflito, ele disse que “uma catástrofe até agora tem sido evitada em Idlib, e o memorando russo-turco de entendimento parece estar sendo implementado”.

O enviado disse ao Conselho que “nós ainda temos um mês muito intenso e, esperançosamente, frutífero, adiante”. “Não estou abandonando o cargo até a última hora do último dia de meu mandato”.

Chegada ao aeroporto de Maiduguri dos corpos de três agentes humanitários mortos em ataque em 1º de março em Rann, no nordeste da Nigéria. Foto: OCHA/Yasmina Guerda

Chefe da ONU diz estar ‘chocado’ com assassinato de agente humanitária na Nigéria

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente na terça-feira (16) o assassinato de uma agente humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no nordeste da Nigéria. Ele disse estar “chocado” pela morte, que aconteceu na segunda-feira (15).

A agente humanitária, Hauwa Mohammed Liman, uma parteira e enfermeira de 24 anos, trabalhava na cidade de Rann, próxima à fronteira com Camarões. Ela foi sequestrada em 1º de março, junto a outras duas enfermeiras, Saifura Hussaini Ahmed Khorsa e Alice Loksha, após um ataque de extremistas armados na cidade, no qual dezenas de pessoas foram mortas.

Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA, durante a sessão presidencial do Congresso Mundial da FIGO. Foto: UNFPA Brasil/Erick Dau

Subsecretária-geral da ONU defende educação sobre sexualidade para empoderar os jovens

Garantir os direitos e a saúde sexual e reprodutiva de meninas e mulheres deve estar entre as prioridades dos países e ser um foco de ação conjunta entre governos, sociedade civil e iniciativa privada.

Esta foi uma das principais demandas apresentadas pela diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e subsecretária-geral da ONU, Natalia Kanem, durante o Congresso Mundial da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), realizado nesta semana, no Rio de Janeiro.

Homem revira lixo em Jacarta, na Indonésia. Foto: Banco Mundial

Banco Mundial: quase metade da população global vive abaixo da linha da pobreza

Avanços econômicos no mundo indicam que, embora menos pessoas vivam em situação de pobreza extrema, quase metade da população mundial — 3,4 bilhões de pessoas — ainda luta para satisfazer as necessidades básicas, disse o Banco Mundial nesta quarta-feira (17).

Segundo o organismo, a região da América Latina e do Caribe teve menos prosperidade compartilhada de 2010 a 2015 do que nos anos anteriores, uma vez que suas economias sofreram o impacto de uma desaceleração nos preços globais de commodities.

A região tinha quase 11% da população com renda inferior a 3,20 dólares por dia e mais de 26% com renda inferior a 5,50 dólares por dia em 2015.

Troféu Especial do 40º Prêmio Vladimir Herzog. Foto: Fernanda Freixosa

Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog anuncia vencedores de sua 40ª edição

Comissão julgadora do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos anunciou vencedores de sua 40ª edição, reconhecendo trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos.

A premiação, que conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e de outros parceiros, é considerada uma das mais importantes do jornalismo brasileiro.

Todos os vencedores e homenageados serão premiados em cerimônia no Tucarena, em São Paulo, no dia 25 de outubro. O evento é aberto e gratuito.

Comerciante de rua no Nepal. Foto: Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

ONU diz que pobreza impede mais de 700 milhões de pessoas de atender suas necessidades básicas

Em pronunciamento neste 17 de outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ressaltou que eliminar a miséria “não é uma questão de caridade, mas de justiça”.

Para combater o problema, a UNESCO defendeu o acesso universal à educação básica e a uma formação ampla, que combata costumes sociais associados a desigualdades.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alertou para as diferentes formas de privação, que não estão necessariamente relacionadas à renda, mas ao acesso a serviços e direitos, como educação, saúde e saneamento.

Neste ano, relatório traz a história de quatro mulheres brasileiras, com diferentes acessos a informação e métodos contraceptivos. Foto: UNFPA/Debora Klempous

Liberdade de escolha sobre ter filhos ou não afeta desenvolvimento dos países, diz relatório do UNFPA

As tendências globais apontam que, quando as pessoas conseguem exercer seus direitos sexuais e reprodutivos, elas optam por famílias menores. A falta de escolha impacta enormemente nas taxas de fecundidade, geralmente tornando as famílias muito maiores ou muito menores do que a maioria das pessoas desejaria.

É o que aponta o relatório Situação da População Mundial, publicado nesta quarta (17) pelo UNFPA, a agência de saúde sexual e reprodutiva das Nações Unidas.

A estimativa da FAO é de que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida seja descartada por ano no mundo. Foto: Pexels

FAO desenvolve metodologia para mensurar desperdício de alimentos no mundo

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está desenvolvendo uma metodologia para criar um novo índice, o Food Lost Index, com o objetivo de mensurar de maneira mais precisa o desperdício de alimentos no mundo, disse na quarta-feira (10) o diretor-geral da agência, José Graziano da Silva.

Além de considerações econômicas, as perdas e desperdícios de alimentos tem também uma grande dimensão ética e ambiental. Enquanto 821 milhões de pessoas no mundo estão em estado de insegurança alimentar, um terço de toda a produção alimentar do mundo é desperdiçada diariamente, segundo a FAO.

Thaís Moraes em treinamento no Níger. Foto: Arquivo pessoal

Do Brasil ao Senegal: brasileira a serviço da ONU promove direitos dos refugiados

“Sempre que eu sinto que conseguimos mudar, mesmo que um pouco, preconceitos em relação às pessoas refugiadas, sinto que vale a pena”. Morando longe de casa, em Dakar, no Senegal, a brasileira Thaís Moraes é uma dos 11 mil funcionários da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em depoimento ao organismo internacional, ela explica por que decidiu ingressar nessa carreira, em defesa das pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Morte de crianças por fome é ‘intolerável’, diz ONU em dia mundial

Em mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, lembrado nesta terça-feira (16), o secretário-geral da ONU, António Guterres, uma em cada nove pessoas no mundo não tem comida suficiente para se alimentar de forma adequada.

“Cerca de 155 milhões de crianças estão cronicamente malnutridas e poderão sofrer os efeitos do nanismo ao longo de toda a sua vida. A fome causa quase metade de todas as mortes de crianças em todo o mundo. Isso é intolerável”, enfatizou o chefe das Nações Unidas.

Foto: Flickr/Barbara Eckstein (CC)

FAO alerta para falta de dados sobre violência sexual contra mulheres rurais no Brasil

Maria, de 51 anos, viveu tantos episódios de violência contra seu corpo e sua dignidade que naturalizou tais crimes como parte inerente da vida da mulher rural. Dos 7 aos 15 anos, foi violentada pelo tio, que dividia o terreno onde morava com seus pais. Casou-se aos 16, imaginando que se livraria dos assédios sexuais, mas encontrou, dentro do lar e de seu casamento, seu maior algoz.

Em reportagem, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alerta para a falta de dados sobre a violência sexual contra mulheres no campo no Brasil. Enquanto a sociedade tem discutido e estudado cada vez mais a violência sexual contra as mulheres, os debates e as pesquisas, muitas vezes, se restringem às cidades grandes, não incluindo um olhar direcionado às trabalhadoras rurais, segundo a agência da ONU.

Trabalhadores em uma fábrica de vestuário em Bangladesh. Foto: OIT Bangladesh

Empresas do mundo todo têm ignorado obrigações de direitos humanos, dizem relatores da ONU

Muitas companhias em todo o mundo têm ignorado suas responsabilidades em relação aos direitos humanos, enquanto governos têm fracassado em dar bons exemplos e regular práticas comerciais, disse nesta terça-feira (16) um grupo de especialistas independentes das Nações Unidas.

“A diligência devida em matéria de direitos humanos consiste em evitar os impactos negativos sobre as pessoas”, disse Dante Pesce, que preside o Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos.

Meninas participaram de encontro de gestores e especialistas sobre igualdade de gênero entre os jovens. Foto: UNFPA

Fundo de População da ONU discute direitos e saúde das meninas

Em Brasília, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério dos Direitos Humanos, realizaram neste mês (11) uma reunião sobre igualdade de gênero entre os jovens. Atividade marcou o Dia Internacional das Meninas, lembrado na mesma data pela ONU. Discussões tiveram a participação de adolescentes que integram o movimento “Meninas Ocupam’.

Mulheres e crianças congolesas chegam a Chissanda, Lunda Norte, em Angola, após fugir de ataques de milícias na Província de Kasai, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Pumla Rulashe

Congoleses expulsos de Angola estão retornando para ‘situação desesperadora’, diz ACNUR

Cidadãos congoleses forçados a atravessar a fronteira de volta à República Democrática do Congo (RDC) após serem expulsos da vizinha Angola “estão retornando para uma situação desesperadora”, disse nesta terça-feira (16) um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

A movimentação em massa de pessoas segue uma decisão do governo angolano de expulsar migrantes congoleses, muitos deles trabalhando informalmente na mineração no nordeste do país.

Atletas refugiados dividem o palco com o presidente do COI, Thomas Bach, em Buenos Aires. Foto: ACNUR/Lorey Campese

Equipe Olímpica de Refugiados irá competir nos Jogos de Tóquio em 2020

A Equipe Olímpica de Refugiados competirá nos Jogos de Tóquio de 2020, após a estreia inédita nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

A confirmação da participação no maior evento internacional esportivo veio durante a 133ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), ocorrida na capital da Argentina, Buenos Aires, na terça-feira (9).

Yusra Mardini, atleta olímpica refugiada e embaixadora da Boa Vontade da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), disse que a decisão dará aos refugiados uma nova chance de sonhar.

Mais de metade da população mundial de refugiados é constituída por crianças. Foto: ACNUR/David Azia

ONU: 5 fatos sobre crianças refugiadas

Quando são forçadas a abandonar suas comunidades e seus países por causa da violência, as crianças ficam em situação de extrema vulnerabilidade. Ser um jovem refugiado significa ter menos chances de ter uma educação e mais riscos de ser vítima de abusos e exploração.

Para conscientizar o público sobre os problemas que meninos e meninas enfrentam nessas circunstâncias, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniu cinco fatos sobre crianças e adolescentes refugiados.