Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Respeito pela diversidade étnica e religiosa será pilar das minhas ações, diz chefe da ONU

Em reunião com os Estados-membros da Assembleia Geral da ONU, o chefe da Organização, António Guterres, apresentou na terça-feira (16) 12 áreas que merecerão atenção do organismo ao longo de 2018. Entre as prioridades, estão a resolução de crises no Oriente Médio e na Europa, o combate às mudanças climáticas e a promoção da migração segura. Um 13º ponto elencado pelo dirigente como transversal a todas as temáticas é o empoderamento das mulheres.

Em coletiva de imprensa após o pronunciamento, Guterres afirmou que “o respeito pelos migrantes e o respeito pela diversidade, étnica e religiosa, é um pilar fundamental das Nações Unidas e será um pilar fundamental” de suas ações.

Crianças coletam água limpa e segura no campo de Kyein Ni Pyin, que abriga quase 6 mil rohingya deslocados pela violência no estado de Rakhine, em Mianmar. Foto: UNICEF/Thame

Mianmar: crianças rohingya estão em condições ‘assustadoras’, alerta UNICEF

Porta-voz do UNICEF, Marixie Mercado, passou quase um mês no país; ela falou sobre 60 mil crianças rohingya “esquecidas”. Milhares não recebem tratamento para desnutrição; abrigos estão perto de depósito de lixo; pessoas não conseguem viajar para obter ajuda médica.

Iniciativa do Programa Mundial de Alimentos da ONU garante a 90 mil refugiados um cartão de débito pré-pago que pode ser utilizado para comprar uma variedade de alimentos, fornecidos às mulheres para que elas possam decidir por suas famílias o que comprar.

Com até 20 pessoas compartilhando uma sala, doenças como o sarampo e as infecções respiratórias são uma ameaça significativa no Iêmen, especialmente para crianças que estão sofrendo de desnutrição e lidam com instalações inadequadas de água e saneamento. Foto: OCHA / Eman

No Iêmen, quase todas as crianças precisam de ajuda humanitária; conflito completará três anos

“Uma geração inteira de crianças no Iêmen está crescendo sem saber nada além da violência”, disse a chefe das operações do UNICEF no país devastado pela guerra, sublinhando a gravidade da crise.

Hospitais, instalações médicas e sistemas de água e saneamento foram tornados inoperantes em grandes partes do país. A assistência humanitária é o que salva a vida de três quartos da população do Iêmen.

Uma menina rohingya de sete anos carrega um jarro d'água para o abrigo improvisado de sua família, no assentamento de Bormapara , em Ukhia, na cidade de Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Sujan

Ciclones na Ásia podem levar a ‘catástrofe’ entre refugiados rohingya, alerta UNICEF

Com a chegada das estações de ciclones e monções ao Sul Asiático, mais de 500 mil crianças rohingya — que já vivem precariamente como refugiadas em Bangladesh — correm novos riscos de saúde e deslocamento forçado. O alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que chamou atenção para possíveis surtos de cólera, malária, hepatite E, bem como para a destruição de casas e infraestrutura.

Migrantes e refugiados cruzam Mediterrâneo para chegar à Europa. Foto: Marinha Italiana/M. Sestini

ONU pede compromisso com produção de estatísticas de qualidade sobre migrações

Em pronunciamento na segunda-feira (15), o chefe da Organização Internacional para as Migrações (OIM), William Lacy Swing, defendeu um plano global para a produção de dados sobre deslocamentos humanos. Dirigente explicou que estatísticas precisas e completas são fundamentais para o desenvolvimento de políticas adequadas, além de informar os debates sobre migração por fatos concretos, e não por medos e estereótipos.

Jovens europeus percorreram mais de 7 mil quilômetros para descobrir os sonhos de crianças e adolescentes refugiados. Foto: ACNUR

Jovens europeus dão vida aos sonhos de crianças refugiadas

Durante 16 dias, a fotógrafa do site Humans of Amsterdam, Debra Barraud, e seu colega Benjamin Heertje, acompanhados da designer holandesa Annegien Schilling e do cineasta Kris Pouw, percorreram mais de 7 mil quilômetros para descobrir e documentar os sonhos de meninos e meninas que foram obrigados a fugir da violência na Síria, no Afeganistão, na Somália e em outras nações.

O resultado foi o projeto The Dream Diaries, que traz imagens de crianças e adolescentes refugiados realizando seus desejos.

Garantir vidas saudáveis e promover o bem-estar em todo o curso de vida é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Foto: Carol Garcia / SECOM Bahia

Agência da ONU recebe inscrições para programa gratuito de liderança em saúde nas Américas

Profissionais com experiência gerencial ou executiva em saúde pública, relações internacionais e áreas afins têm até 15 de fevereiro para se candidatar a um programa de liderança da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Diplomacia em saúde, cooperação internacional, gestão de políticas públicas, migração, saúde nas fronteiras, acesso a medicamentos e doenças não transmissíveis são alguns dos temas que serão abordados.

Família deixa bairro da Ghouta Oriental por causa de conflitos na região. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Ataques a civis na Síria podem ser crimes de guerra, alerta chefe de direitos humanos da ONU

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, condenou neste mês o aumento dos ataques a civis na Síria. Desde 31 de dezembro de 2017 até 10 de janeiro, pelo menos 85 civis morreram na Ghouta Oriental, zona que é palco de uma investida por ar e por terra conduzida pelo governo de Bashar al-Assad e seus aliados. Manobras podem ter sido crimes de guerra, segundo dirigente.

Ru'a, de apenas 18 meses, anda na motocicleta de seu avô enquanto ele atravessa Mesraba, no Leste de Ghouta, na Síria. Foto: UNICEF/2018/Amer Almohibany

Um início de ano ‘sangrento’ na Síria: mais de 30 crianças mortas em duas semanas, alerta UNICEF

Somente nos primeiros 14 dias do ano, mais de 30 crianças foram mortas em uma escalada de violência no Leste de Ghouta, na Síria, onde cerca de 200 mil crianças estão sitiadas pelos conflitos desde 2013.

“É vergonhoso que quase sete anos após o conflito, uma guerra contra as crianças continue enquanto o mundo observa. Milhões de crianças em toda a Síria e em países vizinhos sofreram as devastadoras consequências dos níveis de violência em várias partes do país”, disse o chefe do UNICEF na Síria, Fran Equiza.

Transtorno dos jogos eletrônicos deverá ser incluído em nova revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID). Foto: PEXELS

OMS esclarece dúvidas sobre vício em video games

O transtorno dos jogos eletrônicos — tradução livre de gaming disorder — é definido no rascunho da 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um padrão comportamental que prejudica a capacidade de controlar a prática desse tipo de entretenimento. Os video games são priorizados em detrimento de outras atividades, e o jogo se torna mais importante que outros interesses e ações diárias.

A fim de esclarecer dúvidas sobre a revisão da CID e a inclusão do transtorno na Classificação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) preparou um “perguntas e respostas” sobre o tema.

Mulher indígena no Brasil. Foto: Banco Mundial/Yosef Hadar

FAO critica preconceito de gênero, classe e etnia enfrentado por mulheres indígenas

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, pediu nesta sexta-feira (12) o fim da “discriminação tripla” enfrentada pelas mulheres indígenas, suscetíveis a preconceito e exclusão por seu gênero, por serem de povos originários e por serem pobres. Em fórum regional, no México, chefe da agência da ONU defendeu o empoderamento social e econômico desse grupo.

Países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se comprometeram a combater o tráfico de pessoas. Foto: EBC

Facebook tem ‘responsabilidade cívica’ em divulgar perigos do tráfico de pessoas, diz ONU

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) quer a ajuda das redes sociais para combater o tráfico de seres humanos. Um crime que, segundo a agência, está ocorrendo também através dessas plataformas. Em entrevista ao serviço de notícias das Nações Unidas, a ONU News, o diretor de Mídia e Comunicação da OIM, Leonard Doyle, alertou que muitas vítimas são abordadas em sites como o Facebook.

Foto: UNESCO

Guia de educação em sexualidade da ONU enfatiza igualdade de gênero e direitos humanos

Perto de completar dez anos, o guia “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade”, voltado para legisladores que trabalham na elaboração de currículos escolares no mundo todo, teve esta semana sua edição atualizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Com base em uma análise das melhores práticas no mundo, o guia mostra que a educação em sexualidade ajuda os jovens a se tornar mais responsáveis em sua atitude e comportamento no que se refere à saúde sexual e reprodutiva. Também é essencial no combate à evasão escolar de meninas provocada por gravidez ou casamento precoce.

Presidente norte-americano Donald Trump na sede da ONU, em 2017, para o debate geral da Assembleia Geral. Foto: ONU/Rick Bajornas

ONU condena comentários ‘vergonhosos e racistas’ de Donald Trump sobre países africanos, Haiti e El Salvador

O Escritório do Alto Comissariado da ONU sobre Direitos Humanos (ACNUDH) criticou duramente os últimos comentários do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que em reunião com parlamentares norte-americanos na quinta-feira (11), teria descrito o Haiti, El Salvador e os países africanos como “países de merda”.

“Esses são comentários chocantes e vergonhosos do presidente dos Estados Unidos. Perdoem-me, mas não há outra palavra que possa ser usada senão racista”, criticou o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, em coletiva de imprensa em Genebra, nesta sexta-feira (12).

Representante afirmou que declarações de Trump validam e encorajam a xenofobia, indo contra valores universais.

Escola da Vila Nova Esperança em Tomé-Açu (PA), onde atua o Sistema de Organização Modular de Ensino (Some). Foto: Blog do Riba/http://ribaprasempre.blogspot.com.br

Professora adota currículo da ONU sobre igualdade de gênero em áreas rurais do Pará

A professora paraense Danielle Figueiredo, de 33 anos, dá aulas para alunos do ensino médio em áreas rurais do Pará por meio de um sistema denominado modular. Nele, as aulas são concentradas em apenas uma disciplina durante 50 dias, em locais de melhor acesso para estudantes que vivem longe dos centros urbanos.

Isso significa que Danielle, professora de sociologia pós-graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), passa 50 dias em diferentes municípios da região nordeste do estado, já tendo lecionado em comunidades rurais de Capitão Poço, Garrafão do Norte, Nova Esperança do Piriá, entre outras.

Desde 2015, a professora da rede estadual de ensino passou a aplicar em sala de aula, por iniciativa própria, “O Valente não é Violento”, currículo interdisciplinar disponível na Internet que tem como objetivo abordar questões de sexualidade e de gênero para combater e prevenir a violência contra mulheres e meninas.

Câmara do Conselho de Direitos Humanos em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic

Revisão Periódica Universal da ONU avalia situação de direitos humanos em 14 países

O grupo de trabalho da Revisão Periódica Universal (RPU) do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, mecanismo responsável por analisar e fazer recomendações sobre a situação dos direitos humanos dos Estados-membros da Organização, realizará sua 29ª sessão de 15 a 26 de janeiro em Genebra, na Suíça.

O próximo grupo de 14 países a serem analisados na próxima sessão são, em ordem de agendamento: França, Tonga, Romênia, Mali, Botswana, Bahamas, Burundi, Luxemburgo, Barbados, Montenegro, Emirados Árabes Unidos, Israel, Lichtenstein e Sérvia.

Linhas de transmissão de energia na Faixa de Gaza. Foto: Banco Mundial/Natalia Cieslik (arquivo)

Relatores da ONU elogiam retomada do fornecimento de energia elétrica em Gaza

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas elogiaram o anúncio de que os cortes de energia elétrica impostos a Gaza nos últimos seis meses foram interrompidos, mas alertaram que muito mais precisa ser feito para aliviar o sofrimento da população do enclave palestino.

“Esta retomada dos níveis de eletricidade anteriores a junho de 2017 vão diminuir o sofrimento dos 2 milhões de habitantes de Gaza”, disse o relator especial da ONU para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, Michael Lynk. “Nos últimos seis meses, a população de Gaza teve acesso à energia elétrica por aproximadamente quatro horas por dia e, frequentemente, por menos do que isso”.

Henrietta Fore iniciou seu mandato como diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no primeiro dia de 2018. De nacionalidade norte-americana, ela traz para essa função mais de quatro décadas de experiência em liderança no setor privado e público.

Nova diretora-executiva do UNICEF assume mandato; vídeo

Henrietta Fore iniciou seu mandato como diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no primeiro dia de 2018. De nacionalidade norte-americana, ela traz para essa função mais de quatro décadas de experiência em liderança no setor privado e público.

Henrietta foi a primeira mulher a liderar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a ocupar o cargo de diretora da Assistência Externa do Departamento de Estado dos EUA, funções que desempenhou no período de 2006 a 2009.

Antes, trabalhou como subsecretária de Estado para Gerenciamento e oficial-chefe de operações do Departamento de Estado norte-americano. De 2001 a 2005, a gestora dirigiu o braço do Tesouro estadunidense responsável pela fabricação e distribuição de moedas aos bancos e reservas federais.

Secretário-geral durante visita a campo de refugiados do Sudão do Sul no norte de Uganda em junho de 2017. Foto: ONU/Mark Garten

Gerir as migrações é um dos testes mais urgentes para a cooperação internacional, diz Guterres

“A migração é uma crescente realidade global”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em seu relatório divulgado nesta quinta-feira (11). “A hora para debater a necessidade de cooperação neste campo passou”, e “geri-la é um dos testes mais urgentes e profundos da cooperação internacional de nossos tempos”.

Se governos abrirem caminhos legais para a migração, baseando-se em análises realistas do mercado de trabalho, há probabilidade de haver menos travessias de fronteiras, menos migrantes trabalhando fora da lei e menos abusos contra indocumentados, de acordo com o relatório.

Poluição ambiental mata 12,6 milhões de pessoas por ano. Foto: PEXELS

Agências da ONU se unem para combater riscos ambientais de saúde

A ONU Meio Ambiente e a Organização Mundial da Saúde (OMS) firmaram nesta semana (10) uma nova parceria para enfrentar os problemas de saúde causados pela poluição ambiental. Cooperação visa ampliar a realização de pesquisas, além de aprimorar métodos de monitoramento da qualidade do ar e da água. Agências trabalharão ainda por melhorias na gestão de resíduos e produtos químicos. Acordo prevê que os dois organismos compartilhem a coordenação da campanha da ONU BreatheLife.

Refugiados somalis e eritreus lavam-se em centro de recepção em porto de Augusta, na Sicília, Itália. Eles foram resgatados no mar pela Guarda Costeira Espanhola após deixar a Líbia. Foto: ACNUR/Fabio Bucciarelli

ONU pede que Israel suspenda realocação forçada de refugiados africanos

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu na terça-feira (9) que o governo de Israel interrompa a realocação forçada de refugiados e requerentes de asilo da Eritreia e do Sudão que vivem no país para a África Subsariana.

O pedido foi feito depois da identificação de 80 casos de pessoas realocadas por Israel que arriscaram suas vidas em perigosas travessias para a Europa. “Sentindo não ter outra escolha, eles viajaram muitas centenas de quilômetros atravessando zonas de conflito no Sudão do Sul, no Sudão e na Líbia depois de terem sido realocados por Israel”, disse o porta-voz do ACNUR, William Spindler, a jornalistas em Genebra.

Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

CEPAL reafirma seu compromisso de trabalhar por um desenvolvimento igualitário

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) celebrou nesta quarta-feira (10) seu 70º aniversário com um seminário de alto nível em sua sede de Santiago do Chile no qual reafirmou seu compromisso em trabalhar por um desenvolvimento com igualdade, sustentabilidade ambiental, dignidade e bem-estar para todos os habitantes da região.

“Chegou a hora de crescer para igualar e igualar para crescer. Devemos romper com a cultura dos privilégios, que se manifesta na evasão e elisão fiscal, assim como nos fluxos ilícitos de capitais. A igualdade fortalece a democracia e ajuda a provisão de bens públicos”, disse a máxima autoridade da instituição, Alícia Bárcena.