Pedro Piauí (primeiro à direita), sua mulher e seus oito filhos. Foto: CPT

‘Depois de trabalhar três meses em uma fazenda, não quiseram me pagar’

Após trabalhar três meses em uma fazenda de Campos Lindos, no Tocantins, dormindo em uma barraca de lona e comendo pouco, o trabalhador rural Pedro Alves dos Santos foi informado de que não receberia pelo trabalho efetuado. Pedro procurou sindicatos e autoridades locais e só assim conseguiu garantir seus direitos.

A história de Pedro assemelha-se às de mais de 50 mil pessoas resgatadas do trabalho escravo no Brasil desde 1995. Entrevistados pelo Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio), especialistas e representantes da ONU instam o Brasil a continuar o combate a esse crime ainda frequente no país, garantindo a manutenção da legislação para o tema, as fiscalizações e a publicação do cadastro de empregadores flagrados.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Assédio sexual no trabalho é tema de nova cartilha da OIT e do MPT

Uma nova cartilha com orientações sobre assédio sexual no ambiente de trabalho será lançada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Produzida em formato de perguntas e respostas, a publicação traz informações sobre como identificar e denunciar o assédio sexual no trabalho, além de explicar as responsabilidades e consequências para trabalhadoras(es) e empregadoras(es) nessas situações.

O lançamento da cartilha acontece nesta quarta-feira, às 18h, na Procuradoria-Geral do Trabalho em Brasília.

Juba, Sudão do Sul. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Crise de refugiados no Sudão do Sul é a que mais cresce no mundo

O Sudão do Sul substituiu a Síria como a crise de refugiados que mais cresceu no mundo no ano passado, de acordo com o relatório “Tendências Globais”, divulgado esta semana pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

“Uma das maiores crise em 2016 deixou de ser a Síria — que infelizmente está entrando em seu sexto ano (de conflito) —, e passou a ser o Sudão do Sul”, disse a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, durante evento realizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) na capital carioca na terça-feira (20), Dia Mundial do Refugiado.

Milhares de crianças chegam a Tapachula, no México, fugindo da violência em países da América Central. Foto: ACNUR

ONU lança no Brasil campanha para apoiar crianças que fogem da violência na América Central

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou na terça-feira (20) no Rio de Janeiro a campanha “Crianças em Fuga”, que alerta para o flagelo de milhares de crianças que fogem da violência de gangues nos países do Triângulo Norte da América Central (El Salvador, Honduras e Guatemala).

“Lançamos essa campanha em todo o mundo para promover uma melhor resposta a essa emergência”, disse a representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, durante o evento para o Dia Mundial do Refugiado realizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) no Palácio Itamaraty, centro da capital fluminense.

Imagem: Divulgação

Com apoio da ONU, 2º Festival Internacional de Cinema LGBTI começa na quinta-feira (22) em Brasília

De 22 de junho a 2 de julho, o 2º Festival Internacional de Cinema LGBTI levará para as salas do Cine Brasília 13 longas-metragens de diversos países e dez curtas da campanha das Nações Unidas ‘Livres e Iguais’.

A mostra é organizada pelas embaixadas da Austrália, Bélgica, Dinamarca, Estados Unidos, França e Países Baixos no Brasil. A ONU, o governo brasileiro e outras missões diplomáticas na capital também apoiam a iniciativa. A entrada é franca.

Evento foi realizado no Palácio do Itamaraty, centro do Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio

ONU reúne refugiados, autoridades e sociedade civil no Rio para debater crise humanitária global

No Dia Mundial do Refugiado, cerca de 100 pessoas reuniram-se nesta terça-feira (20) no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, para discutir questões relacionadas ao alto número de refugiados e deslocados no mundo devido a conflitos, violência e perseguições.

O evento, promovido pelo Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio), teve a presença de representantes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), da Cáritas Arquidiocesana, do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), do Ministério das Relações Exteriores, da sociedade civil, da academia e da imprensa.

Refugiados de países como Síria, Colômbia, República Democrática do Congo e Gâmbia que vivem no Rio também estiveram presentes, e contaram em uma roda de conversa suas dificuldades e conquistas desde que chegaram ao país.

Foto: ACNUR

Crianças em fuga – uma crise silenciosa (vídeo)

Milhares de famílias estão deixando tudo para trás para fugir da violência praticada por gangues e pelo crime organizado nos países do chamado Triângulo Norte da América Central – El Salvador, Guatemala e Honduras. No centro dessa crise estão muitas crianças e adolescentes que testemunharam terríveis atos de violência e foram expostas a riscos extremos.

Em muitos casos, elas são forçadas a fugir sozinhas, perdem sua infância e não têm para quem pedir ajuda.

Depois de três dias na estrada, refugiados sul-sudaneses chegam ao recém-construído campo de Gure Shembola, na Etiópia. Foto: ACNUR/Diana Diaz

Secretário-geral da ONU pede apoio e solidariedade para número recorde de pessoas deslocadas

Segundo últimos dados da ONU, 84% dos refugiados são acolhidos por países de renda baixa ou média. No total, 65,6 milhões de pessoas deslocadas à força: 300 mil a mais do que em 2015. Crianças compõe a metade dos refugiados do mundo.

“Refletimos sobre a coragem daqueles que fugiram e a compaixão daqueles que os recebem”, disse o chefe da ONU, António Guterres, no Dia Mundial do Refugiado (20).

Mulheres em abrigo para vítimas de violência sexual e de gênero em Mogadishu, Somália. Foto: UNICEF/Holt

Secretário-geral da ONU pede eliminação da violência sexual em conflitos

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflito, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lembrou as mulheres, meninas, homens e meninos que sofreram as atrocidades da violência sexual durante guerras, e reafirmou “nosso compromisso para eliminar esse flagelo”.

“Esses crimes nunca deveriam ser minimizados como produtos inevitáveis da guerra”, declarou. “A violência sexual é uma ameaça para o direito dos indivíduos a uma vida de dignidade, e para a paz e a segurança coletiva da humanidade”.

Segundo as agências, as habilidades digitais irão conectar os jovens a oportunidades de trabalho sem precedentes. Foto: Flickr/CTEP AmeriCorps (CC)

Agências da ONU lançam campanha para impulsionar habilidades digitais de jovens

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançaram uma campanha para treinar 5 milhões de jovens globalmente até 2030 em habilidades digitais para serem aplicadas no mercado de trabalho.

A campanha “Habilidades Digitais para Empregos Decentes” é parte da iniciativa global da OIT de fomento a trabalhos decentes para a juventude, o primeiro esforço abrangente do Sistema ONU para a promoção do emprego jovem mundialmente.

Alimentação escolar. Foto: Agência Brasil

Seminário em Washington discute cooperação internacional em alimentação escolar

O Centro de Excelência contra a Fome, fruto de parceria entre o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas e o governo brasileiro, participou na semana passada (15) de seminário em Washington (EUA) para discutir evidências sobre os impactos de programas de alimentação escolar nos países. O evento foi organizado pela Global Child Nutrition Foundation e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Órfãos sírios em ônibus escolar, em Homs. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Guerra, violência e perseguição elevam deslocamentos forçados a um nível sem precedentes

Em todo o mundo, o deslocamento forçado causado por guerras, violência e perseguições alcançou em 2016 os níveis mais altos já registrados, segundo relatório divulgado hoje (19) — véspera do Dia Mundial do Refugiado — pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Ao final do ano passado, cerca de 65,6 milhões de pessoas eram consideradas vítimas de deslocamento forçado. Desse contingente, 22,5 milhões eram refugiados — um recorde histórico.

Pessoas desalojadas carregam seus pertences pelo campo do aeroporto de M’Poko, em Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: OCHA/Phil Moore

ONU alerta para ‘sinais claros’ do aumento da violência na República Centro-Africana

Nações Unidas pedem ajuda para milhares de deslocados e refugiados centro-africanos em meio à maior onda de violência no país nos últimos três anos de conflito civil. Mapeamento indica mais de 600 violações em massa de direitos entre 2003 e 2015, incluindo massacres, estupros coletivos e ataques contra forças de paz. Chefe humanitária da ONU no país pede apoio da comunidade internacional.

Instabilidade política e pobreza extrema limitam desenvolvimento econômico e social na Guiné-Bissau. Na foto, uma família viaja para a aldeia de Tebe-Zinho, onde as crianças receberão vacinas e outros serviços de saúde, com apoio do UNICEF. Foto: UNICEF / LeMoyne

Guiné-Bissau: relatório da ONU pede reforma abrangente do sistema de saúde

Relatório da ONU divulgado no início de junho revela que a implementação do direito à saúde na Guiné-Bissau está enfrentando enormes desafios. Existem apenas três pediatras no país da África Ocidental, todos eles expatriados, para uma população de cerca de 720 mil crianças menores de 15 anos. Além disso, são apenas quatro obstetras, cerca de 34 parteiras qualificadas e um anestesista em todo o país, que tem 1,8 milhão de pessoas.

Manifestação em Buenos Aires lembra 38 anos do golpe militar, em 2014. Foto: EBC

Relatores da ONU criticam decisão que beneficia membros da ditadura argentina

Um grupo de especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediu à Corte Suprema de Justiça da Argentina que reconheça a extrema gravidade dos crimes de lesa humanidade e o requisito de designar penas apropriadas e proporcionais às pessoas condenadas por esses crimes.

O alerta foi feito no momento em que a Corte Suprema considera uma nova decisão em torno do benefício da chamada “lei 2×1”, que habilita a possibilidade de condenados por delitos de lesa humanidade acessar uma lei mais favorável para o cálculo de suas penas.

A procuradora-chefe do TPI, Fatou Bensouda, relata a situação do Sudão e do Sudão do Sul no Conselho de Segurança. Foto: ONU/ Manuel Elias

‘Cultura tóxica generalizada da impunidade’ para crimes de guerra em Darfur está na raiz do conflito

A procuradora-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), Fatou Bensouda, reiterou no início de junho (8) seu pedido aos Estados para a entrega e prisão de suspeitos de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos em Darfur, região do Sudão – incluindo o presidente Omar Al Bashir. Estima-se que até 300 mil pessoas podem ter morrido, com outras milhões deslocadas desde o início da guerra civil entre o governo e rebeldes, em 2003.

Um em cada seis idosos sofre alguma forma de abuso, afirma novo estudo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Foto: EBC

Estudo revela que um em cada seis idosos sofre alguma forma de abuso no mundo

Um em cada seis idosos sofre alguma forma de abuso, afirma novo estudo apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado na Lancet Global Health. Esse número é maior do que o estimado anteriormente, e a previsão é de que aumente à medida que as populações envelhecerem em todo o mundo.

A pesquisa se baseia nas melhores evidências disponíveis de 52 estudos em 28 países de diferentes regiões, incluindo 12 países de baixa e média renda.

Menino empurrando uma cadeira de rodas em meio a edificações destruídas em uma rua em Al-Mashatiyeh, próximo à cidade de Alepo, na Síria. Foto: ACNUR/Bassam Diab

Conflito continua a ter ‘consequências desastrosas’ para povo sírio, diz comissão da ONU

O conflito na Síria continua a ter “consequências desastrosas” para civis que continuam a enfrentar o impacto dos seis anos de guerra, disse na quarta-feira (14) o presidente da Comissão Independente de Inquérito da ONU sobre a Síria, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro.

O acordo de redução das hostilidades — garantido por Rússia, Turquia e Irã — resultou em uma perceptível diminuição da violência em Idlib e oeste de Alepo. E enquanto essa iniciativa — junto com as negociações facilitadas pela ONU — foi “um passo na direção cerca”, a persistente violência em Homs, Damasco e sul de Dara’a “não mudou”, explicou Pinheiro aos membros do Conselho.

Relatório da UIT apontou que o percentual de indivíduos utilizando a Internet é de 79,1% na Europa, de 65% nas Américas. Foto: EBC

Relator da ONU critica violação de governos e empresas a direitos na Internet

Ação urgente é necessária para garantir os direitos das pessoas no uso da Internet em face à repressão crescente e sem precedentes por parte dos Estados, alertou um especialista das Nações Unidas em novo relatório divulgado na segunda-feira (12).

Ele advertiu ainda que empresas têm contribuído por iniciativa própria para restringir a liberdade de expressão, por exemplo, interferindo na neutralidade da rede — princípio segundo o qual todos os sites devem ter acesso igualitário às redes das operadoras.

O ativista indiano Kailash Satyarthi durante o lançamento da iniciativa "100 Milhões por 100 Milhões" no Brasil. Foto: OIT

No dia do combate ao trabalho infantil, OIT se une a campanha de Nobel da Paz

A iniciativa “100 Milhões por 100 Milhões” foi lançada na segunda-feira (12) em Brasília com a presença do ativista indiano que é ícone na luta contra o trabalho infantil, Kailash Satyarthi, e do diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil.

O objetivo da iniciativa é mobilizar 100 milhões de pessoas, especialmente os jovens, para lutar pelos direitos de 100 milhões de crianças que vivem na extrema pobreza, sem acesso à saúde, educação e alimentação, em situação de trabalho infantil e completa insegurança.

Em Belo Horizonte, jovens realizam uma partida de 'queimado' temática, para discutir questões de gênero e orgulho LGBTI. Imagem de 2016. Foto: Mídia Ninja (CC)

Relator da ONU defende que inclusão é inerente à diversidade sexual e de gênero

Em seu primeiro relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, o especialista independente Vitit Muntarbhorn defendeu na semana passada (9) que países estimulem o respeito pela diversidade sexual e de gênero. Segundo o documento, medidas devem promover conscientização desde a juventude, além de fortalecer a ideia de que a inclusão e a empatia são inerentes às diferenças que fazem parte da humanidade.