O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Foto: UNAIDS

Projeto na África do Sul ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade

O Clube Rise está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciar conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos em cidades da África do Sul.

A desigualdade de gênero é uma barreira para que adolescentes e jovens tenham acesso a serviços de HIV e de saúde sexual e reprodutiva, além de educação sexual abrangente. Também coloca as meninas em maior risco de violência baseada em gênero.

O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Foto: UNAIDS

UNAIDS: mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV

Meninas adolescentes e mulheres jovens ainda são desproporcionalmente afetadas pelo HIV. Um milhão de meninas adolescentes vivem com HIV em todo o mundo e, a cada semana, 7 mil meninas adolescentes e mulheres jovens são infectadas pelo vírus. A educação abrangente sobre sexualidade é tão limitada que os níveis de conhecimento sobre prevenção do HIV entre os jovens permaneceram inalterados nos últimos 20 anos.

“Sem a nossa voz, você está agindo por você, não por nós”, disse esta semana Winny Obure, líder juvenil e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Juntaram-se a ela outras jovens que exigem o fim dos obstáculos aos direitos sexuais e reprodutivos e pedem empoderamento das adolescentes.

Convocado por Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Rede ATHENA, governos de Austrália e Namíbia e ONU Mulheres — além de 25 parceiros das Nações Unidas e da sociedade civil – o evento “Step It Up!” foi um chamado à ação para meninas adolescentes que são deixadas para trás.

UNAIDS delineou um conjunto de recomendações que os países podem adotar para uma resposta ao uso de drogas com uma abordagem voltada à saúde pública e direitos humanos. Foto: IRIN/Sean Kimmons

UNAIDS: pessoas que usam drogas ainda estão sendo deixadas para trás

Enquanto a incidência de infecção pelo HIV em todo o mundo para todas as idades diminuiu 22% entre 2011 e 2017, as infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis ​​parecem estar aumentando, de acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Há evidências convincentes e abrangentes de que a redução de danos — incluindo terapia de substituição de opiáceos e programas de agulhas e seringas — previne infecções por HIV entre pessoas que usam drogas injetáveis. No entanto, leis discriminatórias, o estigma generalizado, a discriminação e violência, dificultam o acesso a serviços de saúde e redução de danos.

Abordagens que violam os direitos humanos e fracassam em diminuir o tráfico ilícito de drogas deixam um rastro de sofrimento humano, disse Mandeep Dhaliwal, diretor do Grupo de HIV, Saúde e Desenvolvimento do PNUD. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ONU lança diretrizes internacionais para políticas de drogas baseadas em direitos humanos

Uma coalizão de Estados-membros das Nações Unidas, organismos da ONU e especialistas em direitos humanos reuniu-se esta semana na Comissão sobre Narcóticos em Viena, na Áustria, e lançou um conjunto de padrões legais internacionais para transformar e reformular as respostas ao problema mundial das drogas.

Buscando promover o Estado de Direito, as diretrizes apresentam recomendações sobre a administração da justiça — abordando temas como práticas discriminatórias de policiamento, prisão e detenção arbitrária e descriminalização de drogas para uso pessoal — e articulam o estado global da legislação sobre direitos humanos em relação à política de drogas, que inclui acabar com a pena de morte por delitos relacionados a drogas.

Pelo menos 25 governos — da Argentina à África do Sul — já revogaram penalidades criminais por posse de drogas para uso pessoal não médico, seja na lei ou na prática, dando um exemplo a ser seguido por outros. O Sistema das Nações Unidas convocou conjuntamente a descriminalização como uma alternativa à condenação e punição em casos apropriados. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

Refugiados venezuelanos posam para foto em seu novo abrigo em Igarassu, Pernambuco. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

‘Interiorização é a nossa esperança por melhores oportunidades’, diz venezuelano no Brasil

Eram quatro horas da manhã e muitas pessoas dormiam no abrigo Rondon 2, um alojamento do governo para venezuelanos em Boa Vista (RR). Mas cerca de 200 moradores da residência já estavam de pé e mal conseguiam controlar a ansiedade e a animação: dali a poucas horas, os refugiados e migrantes se mudariam para outros estados brasileiros.

O grupo participou da mais recente etapa do programa de interiorização, realizada na última quarta-feira (13). O projeto do governo federal tem o apoio da ONU Brasil.

#8M Marcha das Mulheres de Manaus (AM), em março de 2017. Foto: Mídia Ninja

Evento da ONU em Nova Iorque discute participação das mulheres nas políticas de proteção social

A 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto a Situação das Mulheres (CSW, na sigla em inglês) acontece até 22 de março, em Nova Iorque. Trata-se do segundo maior evento anual no calendário das Nações Unidas e discute este ano o tema “Proteção Social, Serviços Públicos e Infraestrutura”.

Em entrevista à ONU News, o assessor para o planejamento estratégico da ONU Mulheres, Julien Pellaux, fala sobre a importância do evento e dos debates sobre políticas dedicadas exclusivamente à promoção da igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres.

Acesso a água potável e saneamento é tema de relatório da ONU. Foto: Vicki Francis/Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID)

Mais de 2 bilhões de pessoas no mundo são privadas do direito à água

O acesso à água e ao saneamento é reconhecido internacionalmente como um direito humano. Ainda assim, mais de 2 bilhões de pessoas não dispõem dos serviços mais básicos.

Lançado às vésperas do Dia Mundial da Água, o último Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos explora os sinais de exclusão e investiga formas de superar as desigualdades.

“O acesso à água é um direito vital para a dignidade de todos os seres humanos”, declarou a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay. “Ainda assim, bilhões de pessoas continuam sendo privadas desse direito”.

Agência da ONU constrói fábrica de têxteis para cidadãos deslocados na RD Congo

“Eu adoro costurar”, conta a congolesa Clémence, de 20 anos, enquanto passa os dedos pelo tecido com o qual trabalha. O artesanato têxtil trouxe alegria e um novo propósito para a vida dessa jovem. Com um projeto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela pôde recomeçar a vida em sua vila natal, dez anos após fugir de casa por causa da violência no leste da República Democrática do Congo.

A Enviada Especial do ACNUR, Angelina Jolie (à direita) conversa com refugiados sírios na fronteira da Jordânia em 18 de junho de 2013. Foto: ACNUR/O. Laban-Mattei

Violência e destruição continuam provocando sofrimento entre sírios, diz Angelina Jolie

A violência e a destruição na Síria continuam a infligir sofrimento a milhões de pessoas, alertou nesta sexta-feira (15) a enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, no aniversário de oito anos do conflito.

Desde o início da crise, em março de 2011, metade da população da Síria foi deslocada à força. Mais de 5,6 milhões de sírios vivem como refugiados em toda a região e milhões estão deslocados internamente.

“Ao chegarmos a mais um ano desse conflito devastador, meus pensamentos estão com o povo sírio. Penso, especialmente, nos milhões de sírios que sofrem com a condição de refugiado na região, nas famílias deslocadas no interior do país e em todos que sofrem com ferimentos, traumas, fome e a perda de familiares”, disse a enviada especial do ACNUR em comunicado.

Centro comunitário na Tailândia oferece agulhas limpas para usuários de drogas injetáveis. Foto: Banco Mundial/Trinn Suwannapha

UNAIDS destaca urgência de alcançar pessoas que usam drogas para reduzir infecções por HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) revelou nesta semana que a incidência do HIV dá sinais de avanço entre pessoas que usam drogas injetáveis, com um aumento de 1,2% em 2011 para 1,4% em 2017.

Em relatório divulgado nesta semana, o organismo internacional pede a descriminalização das drogas como forma de alcançar a população usuária com serviços de saúde e de HIV.

Foto: UNAIDS

Ocorrência do HIV na Nigéria é menor do que se pensava, revela novo relatório

Números divulgados nesta semana (13) pelo governo da Nigéria revelam que o país tem metade dos casos de HIV do que se pensava anteriormente. Autoridades estimam agora que a prevalência do vírus é de 1,4% entre nigerianos de 15 a 49 anos — antes, a estimativa era de 2,8%.

A Agência Nacional para Controle da AIDS e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) calculam que haja 1,9 milhão de pessoas vivendo com HIV no país africano.

Grandi conversa com crianças na escola Al-Shuhada em Souran, na Síria. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Família síria volta para casa e encontra cidade destruída pela guerra

A vida como refugiada nunca foi fácil para Zahida, de 35 anos. Mãe de cinco filhos, ela cuida sozinha das crianças desde que seu marido desapareceu há alguns anos na guerra da Síria.

No Líbano, onde vivia após fugir da guerra, ela diz que as ofertas de trabalho eram escassas e o valor do aluguel, muito alto. No entanto, ao voltar para sua terra natal, Zahida se deparou com novas dificuldades.

Após oito anos de conflito, refugiados retornam aos poucos para regiões da Síria onde se sentem seguros. Para muitos deles, o retorno é difícil e repleto de desafios. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Fatima com os filhos Lawand, de 15 anos, Laith, de 7, e Simaf, de 4. Foto: ACNUR/ Érico Hiller

Família síria retoma vida em São Paulo após viver quatro anos na Jordânia

Fatima e sua família fugiram da guerra na Síria. Eles viveram por quatro anos na Jordânia, em condições precárias, esperando a guerra acabar. Até que decidiram viajar ao Brasil e recomeçar suas vidas em São Paulo. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A guerra na Síria continua a provocar a maior crise de deslocamento do mundo. Mais de 12 milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas: metade da população. São oito anos de guerra, mais de 5,6 milhões de refugiados sírios registrados e mais de 6 milhões de pessoas deslocadas dentro da Síria.

Manifestação durante o Dia Internacional das Mulheres em São Paulo (SP) em 2019. Foto: Ian Maenfeld (CC)

Centro de pesquisa vinculado à ONU seleciona artigos dedicados à igualdade de gênero

Para lembrar o Dia Internacional da Mulher, o Centro Internacional de Políticas para Crescimento Inclusivo (IPC-IG) selecionou artigos dedicados ao empoderamento das mulheres e à igualdade de gênero.

O tema escolhido este ano para lembrar a data foi “Pensar igual, construir de forma inteligente, inovar para mudar”, cujo objetivo é buscar formas inovadoras de avançar na igualdade de gênero e no empoderamento das mulheres, particularmente nas áreas de sistemas de proteção social, acesso a serviços públicos e infraestrutura sustentável.

Cerca de 90 adolescentes e mulheres participaram da oficina de artes marciais promovida pelo UNFPA. Foto: UNFPA Brasil/Thais Rodrigues

Venezuelanas participam de oficina de caratê em Roraima

“Todas com o braço direito na frente. Vamos dar três golpes mudando os braços”. Entre gritos, sorrisos e palmas, cerca de 90 adolescentes e mulheres venezuelanas participaram de uma oficina de artes marciais promovida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Pacaraima (RR).

Realizada num abrigo de passagem para refugiados e migrantes, a atividade aconteceu na última sexta-feira em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, 8 de março.

Agentes de saúde fazem visita para prevenção e diagnóstico de hanseníase no Brasil. Foto: OPAS

No Rio, agência da ONU pede fim do estigma para combater a hanseníase

No Rio de Janeiro (RJ), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) — afirmou nesta semana (12) que o estigma associado à hanseníase tem dificultado os esforços para acabar com a transmissão da doença.

Atualmente, mais de 200 mil novos casos de hanseníase são detectados no mundo a cada ano. Dessas ocorrências da doença, 80% são registradas em três países – Brasil, Índia e Indonésia.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, da 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW63). Foto: ONU News

Ministra dos Direitos Humanos diz que objetivo do Brasil é erradicar violência contra mulheres

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, participa na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, da 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW63), que ocorre até 22 de março com foco em temas de proteção social, acesso a serviços públicos e infraestrutura sustentável para mulheres e meninas do mundo todo.

Em entrevista à ONU News, a ministra afirmou que o combate à violência contra a mulher é um objetivo definido no Brasil. Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o país lidera a taxa de feminicídios entre 23 países da região. Em 2017, foram confirmadas 1.333 vítimas.

Para a ministra, deve haver reforço e coesão de uma série de serviços envolvendo setores de polícia, Justiça e segurança para proteção das mulheres.

Jovens do lado de fora de centro de saúde em Bujumbura, capital do Burundi. Foto: UNFPA/Chiara Frisone

No Burundi, educação em saúde sexual e reprodutiva ajuda a proteger vida de jovens

No Burundi, a taxa de uso de métodos contraceptivos é de 32% entre a população do país. A baixa disseminação de informações sobre saúde reprodutiva e sexual afeta jovens como Cecile Nshimirimana, que abortou quatro vezes, em procedimentos ilegais e frequentemente sem as condições adequadas. Dos mais de 11 milhões de habitantes do Burundi, 31% têm entre 10 e 24 anos.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoia 18 centros de saúde abertos à juventude no Burundi, onde funcionários foram treinados para fornecer informações de forma confidencial e sem julgamentos. A agência da ONU também trabalha com o governo do país para disseminar um programa abrangente de educação sexual. O programa, lançado há três anos, tem objetivo de alcançar tanto jovens em escolas quanto a comunidade como um todo.

Pescador no Lago Iranduba, em Manaus. Foto: Banco Mundial/Julio Pantoja

Relatora da ONU denuncia condições precárias de trabalho no setor pesqueiro global

Baixos salários e terríveis condições de trabalho em barcos de pesca, criadouros de peixes e fábricas de processamento têm sério impacto nas vidas diárias de famílias de trabalhadores no mundo todo, disse Hilal Elver, relatora especial das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, durante apresentação na quinta-feira (28) ao Conselho de Direitos Humanos.

Cerca de 24 mil trabalhadores da indústria da pesca morrem todos os anos e muitos outros ficam seriamente feridos, até mesmo permanentemente. Pessoas que trabalham em criadouros de peixes frequentemente enfrentam sérios problemas de saúde por exposição a produtos químicos tóxicos. Ainda assim, eles e suas famílias não recebem compensação, à medida que tendem a trabalhar informalmente fora de esquemas nacionais de proteção trabalhista e social, levando suas famílias à pobreza.

Trabalhador de saúde cuida de criança em isolamento em centro de tratamento do ebola em Beni, Kivu do Norte, República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Guy Hubbard

Ataques significam que ebola continuará se espalhando na RD Congo, diz OMS

O agravamento dos problemas de segurança no leste da República Democrática do Congo, marcado por ataques contra clínicas para tratamento do ebola, indica que o vírus mortal irá se espalhar ainda mais, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no início deste mês (1º).

De acordo com autoridades da saúde da República Democrática do Congo, o surto mais recente de ebola, que começou em 1º de agosto de 2018, deixou 555 mortos.

Houve 885 casos do vírus – que é endêmico no vasto país, causando febre alta, hemorragias e morte em cerca de 60% dos casos. No total, foram 820 infecções confirmadas e 65 prováveis casos.

Protestos na Faixa de Gaza no dia 14 de maio de 2018. Foto: OCHA

Violações de Israel em Gaza podem constituir crimes de guerra, diz comissão

A comissão independente das Nações Unidas sobre protestos no Território Palestino Ocupado afirmou no fim de fevereiro (28) que soldados israelenses cometeram violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional, algumas destas possivelmente representando crimes contra a humanidade.

A comissão apresentou relatório focado em manifestações na Faixa de Gaza ocorridas de 30 de março a 31 de dezembro de 2018, durante as quais 189 palestinos foram assassinados, incluindo 35 crianças.

“A Comissão possui bases sensatas para acreditar que, durante a Grande Marcha do Retorno, soldados israelenses cometeram violações de lei internacional de direitos humanos e lei humanitária internacional. Algumas destas violações podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade, e devem ser imediatamente investigadas por Israel”, disse o presidente da Comissão, Santiago Canton, da Argentina.

A democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova Iorque, é a mais jovem deputada da história dos EUA, aos 29 anos. Foto: Flickr/Dimitri Rodriguez (CC)

Bachelet elogia aumento do número de congressistas mulheres nos EUA

A alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou na semana passada (6) que, apesar de progressos significativos em alguns países, desigualdades continuam impulsionando violações de direitos humanos em muitas regiões.

Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, Bachelet destacou preocupações no mundo todo, embora tenha elogiado conquistas importantes, como o número recorde de mulheres no Congresso dos Estados Unidos.

A nova onda de mulheres conquistando assentos no Congresso norte-americano em janeiro são “passos importantes para diversidade”, disse. “Ela inclui a primeira congressista norte-americana muçulmana, a primeira congressista nativo-americana e a mulher mais jovem eleita ao Congresso. Eu saúdo todas as mulheres poderosas do mundo e o modelo que apresentam à próxima geração”.

Carmen Perea estava grávida quando fugiu da violência na Colômbia. Buscando uma vida melhor para sua família, transformou sua habilidade de fazer sapatos em um negócio. Junto com a designer equatoriana Ile Miranda, Carmen criou uma sandália gladiadora que celebra a força das mulheres. Confira nesse vídeo

ONU alerta para barreiras no acesso à saúde entre mulheres migrantes nas Américas

O acesso ao planejamento familiar e à assistência pré-natal, a violência cometida pelo próprio parceiro e o bem-estar na adolescência são alguns dos principais desafios de saúde enfrentados pelas mulheres migrantes nas Américas. A conclusão é de especialistas que se reuniram neste mês (8), em Washington DC, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em 2017, dos 258 milhões de migrantes internacionais em todo o mundo, 38 milhões eram da América Latina e do Caribe. Há cada vez mais mulheres entre essas populações deslocadas, o que, segundo a OPAS, destaca a necessidade urgente de eliminar as barreiras no acesso à saúde e de oferecer proteção.

Sofia Djama, cineasta argelina. Foto: Festival do Filme Histórico de Pessac de 2017

Cineasta argelina defende que não existe democracia sem direitos das mulheres

Em visita ao Rio de Janeiro para a estreia nacional de seu primeira longa-metragem ‘Os Afortunados’, a cineasta argelina Sofia Djama acredita que a luta pelos direitos das mulheres é uma pauta universal, independentemente do país ou da religião em que se vive. Para a diretora, não existe democracia sem direitos para a população do gênero feminino e sem respeito pelas minorias.

O filme ‘Os Afortunados’ é parte da programação da Mostra de Cinema Árabe Feminino, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na capital fluminense, até 25 de março. Festival reúne 37 produções de mais de dez países árabes. A entrada é franca.