Oficial de direitos humanos da missão de paz da ONU no Mali visita presídio de Sevare, no centro do país, para monitorar situação do local. Foto: MINUSMA/Sylvain Liechti

Secretário-geral da ONU pede que todos se manifestem em defesa dos direitos humanos

Altos funcionários das Nações Unidas pediram na segunda-feira (11) que todos se manifestem na defesa dos direitos dos demais, enquanto celebram o lançamento de um ano de comemorações para o aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

“Na prática, o reconhecimento da dignidade inerente e dos direitos iguais para os seres humanos ainda está longe de ser universal”, disse, completando que milhões no mundo todo continuam a sofrer violações e abusos. “E defensores dos direitos humanos ainda enfrentam crescente perseguição e represálias, e o espaço para a ação da sociedade civil está cada vez menor em muitas nações”, acrescentou Guterres.

UNFPA, PNUD e ONU Mulheres divulgaram comunicado conjunto pelo fim da violência de gênero. Foto: Mídia Ninja

No Dia dos Direitos Humanos, agências da ONU pedem fim da violência contra mulheres

Na ocasião do Dia dos Direitos Humanos, lembrado globalmente em 10 de dezembro, os diretores-executivos do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), da ONU Mulheres e o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) pediram em comunicado conjunto o fim da violência contra as mulheres.

No mundo, uma em cada três mulheres foi vítima de violência física ou sexual, principalmente por parte de um parceiro íntimo. Quase 750 milhões de mulheres e meninas se casaram antes de completar 18 anos, e mais de 200 milhões sofreram mutilação genital. Mais de 70% de todas as vítimas do tráfico de pessoas no mundo são mulheres e meninas, e três em cada quatro delas foram estupradas.

Voluntariado traz soluções em momentos de crise, avaliam especialistas

Para celebrar o Dia Internacional do Voluntário, lembrado anualmente pela ONU em dezembro (5), o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) e a organização não governamental Atados reuniram 180 pessoas nesta segunda-feira (11), no Rio de Janeiro, para uma manhã de debate sobre a importância do voluntariado em situações de crise — sejam elas humanitárias, políticas ou econômicas.

“Em tempos de crise, normalmente, a gente culpa o governo ou alguma empresa que causou algum problema. As pessoas que não são parte desse contexto que criou a crise podem ajudar a solucioná-la”, defendeu Daniel Morais, fundador da Atados.

‘O documento mais importante do mundo’, diz autora de livro sobre Declaração dos Direitos Humanos

Para a escritora Ruth Rocha, falar mal dos direitos humanos é um atestado de desinformação. Em 1986, em coautoria com o ilustrador Otavio Roth, ela lançou o livro voltado para crianças “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, adaptação do documento que completou 69 anos no último domingo (10) e que Rocha considera como um “alicerce da humanidade”. Obra já está na 11a edição.

Manifestantes em São Paulo, na Segunda Marcha Internacional pelo Fim do Extermínio do Povo Negro. Foto: Fotos Públicas/Oswaldo Corneti

Jovem negra tem 2 vezes mais chance de ser assassinada no Brasil, revela UNESCO

Em todos os estados do país e no Distrito Federal, com exceção do Paraná, as jovens negras têm 2,19 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio do que as jovens brancas. No Rio Grande do Norte, diferença chega a oito vezes. Crime é a principal causa de morte entre brasileiros e brasileiras dos 15 aos 29 anos.

Dados foram divulgados no Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017, lançado nesta segunda-feira (11) pela UNESCO e pela Secretaria Nacional de Juventude. Pela primeira vez, relatório abordou diferenças de gênero nas taxas de assassinato de jovens.

Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

UNESCO e parceiros lançam na segunda (11) índice de vulnerabilidade juvenil à violência

A Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República e a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com apoio técnico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançam na segunda-feira (11) o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017.

O estudo é lançado por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, celebrado em 10 de dezembro, e no âmbito da Campanha Vidas Negras das Nações Unidas pelo fim da violência contra jovens negros.

A atriz Taís Araújo participa da campanha #VidasNegras, que busca sensibilizar a sociedade pelo fim da violência contra a juventude negra no Brasil. Foto: Reprodução

Campanha Vidas Negras da ONU Brasil tem ampla repercussão nas redes sociais

Desde o lançamento no início de novembro, mês da Consciência Negra, a campanha Vidas Negras passou a ser um dos motes do debate sobre desigualdades raciais nas redes sociais. Os quatro vídeos produzidos pela iniciativa da ONU Brasil provocaram uma série de conversas sobre o tema.

As peças abordam diferentes impactos do racismo na experiência da juventude negra no Brasil, com a participação de Taís Araújo, Érico Brás, Kênia Maria, Elisa Lucinda e o grupo Dream Team do Passinho. Todo o material audiovisual da campanha fala da necessidade de superar o racismo para garantir igualdade, inclusive no direito à vida.

Um menino caminha em um banco de areia em torno de um campo de refugiados em M'bera, na Mauritânia. Foto: UNICEF / Dragaj

UNESCO: Declaração dos Direitos Humanos chega aos 70 anos em meio a desafios crescentes

A Declaração Universal dos Direitos Humanos completará 70 anos no ano que vem em tempos de desafios crescentes, quando o ódio, a discriminação e a violência permanecem vivos, disse a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay.

“Centenas de milhões de mulheres e homens são destituídos e privados de condições básicas de subsistência e de oportunidades. Movimentos populacionais forçados geram violações aos direitos em uma escala sem precedentes. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável promete não deixar ninguém para trás — e os direitos humanos devem ser o alicerce para todo o progresso.”

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Evan Schneider

Secretário-geral da ONU alerta para hostilidade contra direitos humanos no mundo

Às vésperas do Dia dos Direitos Humanos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que, apesar dos avanços, os princípios fundamentais da Declaração Universal ainda estão sendo testados em todas as regiões do mundo. 

“Vemos o aumento da hostilidade contra direitos humanos e seus defensores por parte de pessoas que querem lucrar com a exploração e a divisão. Vemos ódio, intolerância, atrocidades e outros crimes. Estas ações colocam todos em perigo”, disse Guterres em comunicado para a data.

Faisal tem 18 meses e sofre grave desnutrição aguda. Ele recebe tratamento no hospital Sabeen, na capital do Iêmen, Sanaa. Foto: UNICEF /Yasin

Valores consagrados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos estão sob ataque, diz ONU

A universalidade de direitos está sendo contestada em boa parte do mundo e tem enfrentado intenso ataque por parte de terroristas, líderes autoritários e populistas que parecem querer sacrificar os direitos dos outros em benefício do poder. A avaliação é do chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“A Declaração Universal foi elaborada por um mundo ferido pela guerra, o remédio prescrito pelos Estados para inocular suas populações contra seus piores instintos e omissões”, disse Zeid.

“Essa consciência parece estar se evaporando em ritmo alarmante, e o enorme progresso alcançado através da promulgação progressiva dos princípios de direitos humanos, (…) está sendo cada vez mais esquecido ou deliberadamente ignorado”, completou, às vésperas do Dia dos Direitos Humanos.

Mascate, em Omã. Foto: Flickr (CC)/Hazel Owen

UNESCO promove em Omã conferência global sobre turismo e cultura

Nos próximos 11 e 12 de dezembro, a UNESCO e a Organização Mundial do Turismo (OMT) promovem em Mascate, capital de Omã, a segunda Conferência Global em Turismo e Cultura. Encontro deverá receber cerca de 500 participantes, entre eles, 30 ministros das duas áreas. Autoridades participarão da abertura do evento, que terá painéis sobre proteção do patrimônio, políticas públicas e governança para a promoção do turismo cultural.

Ministro da Justiça, Torquato Jardim, durante lançamento do Selo Resgata, que certifica empresas que contribuem para a reintegração de presos. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Selo reconhece empresas que colaboram com reintegração de ex-detentos

Um dos principais desafios de quem acaba de cumprir pena em regime fechado é encontrar emprego. Merecem, portanto, reconhecimento, incentivo e visibilidade instituições que colaboram com a reintegração de ex-detentos ao mercado de trabalho e à sociedade.

Essa é a ideia por trás do Selo Resgata, lançado pelo Ministério da Justiça. A proposta é reconhecer empresas e instituições que contratam pessoas privadas de liberdade e egressos do sistema penitenciário. A iniciativa recebeu apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).