Casal de apátridas com o filho em assentamento em Skopje, na Macedônia. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU pede que países da Europa protejam direitos de crianças sem nacionalidade

Agências das Nações Unidas pediram nesta semana (14) que países e organizações da Europa tomem ações urgentes para proteger os direitos de meninos e meninas apátridas — quando uma criança não possui nacionalidade.

No continente europeu, estima-se que mais de 500 mil pessoas — incluindo não apenas menores de idade, mas também adultos — não sejam reconhecidas como cidadãs de nenhuma nação.

Criança em campo de Al Rebat, onde cerca de 60 famílias deslocadas estão vivendo após fugir de zonas de conflito em Taiz e Hodeida, no Iêmen. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: 80% da população precisa de assistência e proteção humanitária

As Nações Unidas alertaram na quinta-feira (14) que uma estimativa de 24 milhões de pessoas – perto de 80% da população – precisam de assistência e proteção no Iêmen. Conforme a fome ameaça centenas de milhares de vidas, a ajuda humanitária se torna cada vez mais a única forma de sobrevivência para milhões no país.

Dados da agência da ONU mostram que um total de 17,8 milhões de pessoas não têm acesso a água segura e saneamento e que 19,7 milhões não têm acesso adequado à saúde. Condições sanitárias ruins e doenças transmitidas por água, incluindo cólera, deixaram centenas de milhares de pessoas doentes no ano passado.

Profissionais de saúde orientam sobre amamentação na Semana Mundial de Aleitamento Materno, no Palácio do Catete, em 2018. Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

No Rio, agência de saúde da ONU apoia eventos mundiais sobre aleitamento materno

Em novembro, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) vai participar de evento mundial no Rio de Janeiro (RJ) sobre aleitamento materno. Iniciativa é promovida pela Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN, na sigla em inglês). O aumento do aleitamento materno para níveis quase universais no mundo poderia salvar, anualmente, a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos de idade.

Famílias venezuelanas participam de mais uma etapa de interiorização em Manaus. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Interiorização de venezuelanos ultrapassa 4,7 mil pessoas beneficiadas

Um total de 226 venezuelanos abrigados em Boa Vista (RR) serão interiorizados para oito cidades brasileiras nesta sexta-feira (15) e sábado (16). Eles serão acolhidos por 11 abrigos dirigidos por seis instituições da sociedade civil localizados em Porto Alegre (RS), Caxias do Sul (RS), Goioerê (PR), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Guarulhos (SP) e Belo Horizonte (MG). Este será o 40º voo da Força Aérea Brasileira (FAB) na 24ª etapa do processo de interiorização.

Ao todo, 4.564 pessoas já foram transferidas de Roraima para 17 estados brasileiros, por meio da estratégia de interiorização, um dos pilares da Operação Acolhida – lançada em fevereiro do ano passado pelo governo federal para coordenar a ajuda humanitária aos solicitantes de refúgio e migrantes oriundos da Venezuela. A Operação Acolhida reúne as Forças Armadas, ministérios da Esplanada, agências do Sistema ONU no Brasil e entidades da sociedade civil organizada.

Do Sistema ONU, estão diretamente envolvidas a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou workshop em Brasília (DF) para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar documento de recomendações. Foto: OIM

OIM realiza workshop para discutir combate à escravidão moderna no Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizou na quinta-feira (14), em Brasília (DF), workshop para reunir informações relevantes sobre escravidão moderna e elaborar recomendações para fortalecer políticas públicas relacionadas ao tema. Na semana anterior (7), um workshop semelhante foi realizado em São Paulo (SP).

A escravidão moderna é um problema invisível que afeta a vida e a liberdade de milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com Fundação Walk Free, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e OIM, cerca de 40,3 milhões de homens, mulheres, meninos e meninas foram vítimas da escravidão moderna no mundo em 2016, dos quais 1,9 milhão estão nas Américas.

Manifestação dos 'coletes amarelos' na França. Foto: Flickr (CC)/Patrice Calatayu

França: especialistas da ONU denunciam restrições severas de direitos dos ‘coletes amarelos’

Especialistas em direitos humanos da ONU afirmaram nesta quinta-feira (14) que o direito de protestar foi desproporcionalmente restringido na França, em meio às recentes manifestações dos “coletes amarelos”. Relatores receberam “sérias alegações de uso excessivo da força” contra os manifestantes desde o início do movimento, em novembro passado. Mais de 1,7 mil pessoas ficaram feridas como resultado das mobilizações por todo o país.

Brasil é um dos países que registram mais agressões contra pessoas LGBTI

O 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, tem como objetivo dar visibilidade à população trans, que inclui travestis, mulheres transexuais e homens trans. Essa visibilidade se faz necessária principalmente porque o Brasil é um dos países que mais agridem pessoas LGBTI, sobretudo travestis e transexuais.

Nesse contexto, um desafio se levanta: como garantir a sobrevivência dessa população? Como tornar a sociedade mais inclusiva e plural, garantindo o cumprimento de direitos e adotando políticas que reconheçam o outro em sua cidadania, especialmente em relação ao atendimento na rede de saúde pública? Leia mais na reportagem especial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Foto: UNFPA/Werbert da Cruz

ONU recebe inscrições para projeto Trans-Formação em Salvador e região metropolitana

A ONU Brasil, a partir da Campanha Livres & Iguais, lançou na quarta-feira (13) a primeira edição do projeto Trans-Formação em Salvador (BA) e região metropolitana do município. O objetivo é fortalecer lideranças e formar redes entre ativistas trans.

As inscrições podem ser feitas até 21 de fevereiro pelo público trans soteropolitano que queira participar do projeto ou ser consultor para sua implementação.

As duas primeiras edições do Trans-Formação ocorreram no Distrito Federal e entorno em 2017 e 2018 e formaram mais de 40 pessoas trans – entre travestis, mulheres e homens trans e pessoas não binárias – com idade entre 17 e 55 anos. A iniciativa promoveu oficinas sobre educação, saúde, empregabilidade, mídia, direitos humanos, autocuidado e participação social, acompanhadas em programas de mentoria.

Bandeira do Orgulho LGBTI. Foto: Benson Kua

Especialistas da ONU alertam para tortura e assassinatos de pessoas LGBT na Chechênia

Relatos da Chechênia indicam que mais de 40 pessoas foram presas desde dezembro passado por suspeita de serem gays, lésbicas ou bissexuais. Dois indivíduos teriam morrido devido a tortura durante a detenção.

Especialistas da ONU alertaram na quarta-feira (13) para o que consideram uma “nova onda de perseguição” contra a comunidade LGBT do país. Agora, violações de direitos já denunciadas contra os homens gays também estão atingindo as mulheres.

Da esquerda para a direita, os refugiados sírios Taha, seu pai Samir e a irmã Wafika, no Cairo. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Reassentamento é a última esperança para irmãos sírios tetraplégicos

Com paralisia cerebral, os irmãos sírios Wafika e Taha precisam de cuidados médicos especializados, além de um local de moradia com acessibilidade. A família dos dois vivendo há seis anos no Egito, com poucos serviços adequados aos filhos.

A mãe Mayssa vê no reassentamento – a transferência para um terceiro país com capacidade para atender às suas necessidades – uma última esperança. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças e adultos recolhem resíduos em Nadezhda, na Bulgária. A falta de oportunidades de trabalho é um dos temas centrais de novo relatório da OIT. Foto: UNICEF

OIT: desemprego cai no mundo, mas condições de trabalho não melhoram

O desemprego está em queda globalmente, mas as condições de trabalho não melhoraram, disse as Nações Unidas nesta quarta-feira (13), alertando que alguns negócios impulsionados por novas tecnologias “ameaçam minar” conquistas sociais das últimas décadas.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 3,3 bilhões de pessoas empregadas no mundo em 2018 não tinham níveis adequados de segurança econômica, bem-estar material ou oportunidades para avançar.

Yanghee Lee, relatora especial da ONU para a situação dos direitos humanos em Mianmar. Foto: ONU/Kim Haughton

Mianmar: relatora especial da ONU alerta para violência contra manifestantes de etnia Karenni

Uma relatora especial das Nações Unidas lamentou na terça-feira (12) a violenta resposta policial a protestos em Mianmar contra uma estátua do general Aung San, importante figura da independência do país.

“Este é mais um exemplo de marginalização dos direitos de minorias étnicas e do fracasso do governo em fazer verdadeiramente o que é necessário para unir o país e gerar paz e democracia”, disse Yanghee Lee, relatora especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar.

A diretora-executiva adjunta para gestão e governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson, representou o programa da ONU no evento de premiação. Foto: UNAIDS

UNAIDS recebe prêmio de ciência e medicina concedido por organização norte-americana

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) recebeu na semana passada (9) em Palm Springs, nos Estados Unidos, o prêmio de ciência e medicina concedido pela organização Desert AIDS Project.

A homenagem foi feita durante o 25º Prêmio Anual Humanitário Steve Chase. A diretora-executiva adjunta para gestão e governança do UNAIDS, Gunilla Carlsson, representou o programa da ONU na ocasião.

O Desert AIDS Project oferece serviços de prevenção, tratamento e cuidados para pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus em toda a área de Palm Springs.

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas. Foto: Rede Brasil do Pacto Global/Fellipe Abreu

ONU e organismo financeiro planejam mobilizar setor privado pela inclusão de refugiados no Brasil

A International Finance Corporation (IFC), do Grupo Banco Mundial, e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) anunciaram nesta terça-feira (12) uma parceria que vai promover iniciativas do setor privado brasileiro para refugiados. Projeto será o ponto de partida para impulsionar os esforços de empresas latino-americanas na integração econômica e social de quem foi forçado a abandonar seu país.

Feirante em Bangladesh. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

Escolhas alimentares de hoje afetam saúde das pessoas e do planeta de amanhã

Transformar dietas e a maneira com a qual produzimos alimentos têm amplo potencial de melhorar tanto a saúde humana quanto a sustentabilidade ambiental no futuro. A conclusão é de novo relatório da Comissão EAT-Lancet, lançado na terça-feira (5) na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e produzido por ONU Meio Ambiente e Missão Permanente da Noruega.

O relatório afirma que “se mudarmos a maneira com a qual produzimos, consumimos, transportamos e desperdiçamos alimentos, podemos alimentar todos com uma dieta saudável e melhorar a saúde do planeta”.

Uso inadequado de dispositivos pessoais de áudio, como os smartphones e fones de ouvido, preocupa a OMS e a UIT. Foto: PEXELS

Agências da ONU recomendam novo padrão de dispositivos de áudio para prevenir perdas auditivas

Quase 50% das pessoas entre 12 e 35 anos — o que representa 1,1 bilhão de indivíduos — correm o risco de sofrer perda auditiva devido à exposição prolongada e excessiva a sons altos, incluindo por meio de tecnologias de áudio pessoais, como os fones de ouvido e smartphones.

Em preparação para o Dia Mundial da Audição, 3 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Internacional de Telecomunicações (UIT) publicaram um novo padrão global para a fabricação e uso desses dispositivos.

Cereais armazenados em Dhubab, província de Taiz, no Iêmen. Cereais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) armazenados nos arredores da cidade de Hodeida estão inacessíveis há mais de cinco meses e correm o risco de apodrecer. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: alimentos para milhões correm risco de apodrecer em porto do Mar Vermelho

Assistência alimentar para milhões de iemenitas “corre risco de apodrecer” em um importante armazém no Mar Vermelho porque não há condições seguras para se chegar ao local, disseram na segunda-feira (11) o enviado especial das Nações Unidas, Martin Griffiths, e o coordenador de assistência humanitária da ONU, Mark Lowcock.

Com alimentos suficientes para 3,7 milhões de pessoas por um mês, os grãos armazenados podem ajudar o Programa Mundial de Alimentos (PMA) a intensificar assistência alimentar para quase 12 milhões de pessoas no país, em um aumento de 50% em relação a 2018.

Dinâmicas e entrevistas individuais possibilitaram o contato entre empresas e mulheres refugiadas. Foto: Fellipe Abreu

Empresas brasileiras recebem treinamento sobre contratação de mulheres refugiadas

Mulheres em situação de refúgio no Brasil, empresas e representantes da ONU se reuniram neste mês (7), em São Paulo (SP), para discutir as etapas da contratação de refugiadas. Encontro fez parte do Empoderando Refugiadas, projeto da Rede Brasil do Pacto Global, da Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e da ONU Mulheres. A iniciativa promove a inserção de estrangeiras no mercado de trabalho brasileiro.

No campo de refugiados de Chakmarkul, em Bangladesh, Angelina Jolie conversa com mulheres rohingya que sobreviveram à violência sexual em Mianmar. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

Jolie pede fim às injustiças que levaram 1 milhão de rohingyas ao exílio em Bangladesh

A atriz norte-americana Angelina Jolie, enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ouviu na semana passada depoimentos de refugiados rohingya que suportaram anos de perseguição e discriminação em Mianmar e sobreviveram a uma jornada desesperada através da fronteira.

Dirigindo-se aos refugiados rohingya no acampamento, a Jolie declarou: “quero dizer que me sinto honrada e orgulhosa de estar com vocês hoje. Vocês têm todo o direito de viver em segurança, de serem livres para praticar sua religião e de coexistir com pessoas de outras religiões e etnias. Vocês têm todo o direito de não serem apátridas, e o modo como vocês foram tratados envergonha a todos nós”.

Exposição fotográfica no Museu da Imigração aborda chegada de venezuelanos às cidades de Pacaraima e Boa Vista, em Roraima. Foto: Museu da Imigração

Em SP, agências da ONU debatem migração de venezuelanos para o Brasil

No Museu da Imigração, em São Paulo (SP), agências da ONU participaram na última sexta-feira (8) de uma jornada de conscientização sobre os desafios vividos por venezuelanos no Brasil. O dia de atividades teve lançamento de livro, inauguração de mostra fotográfica e seminário sobre fluxos migratórios na América Latina.

Uma das organizações participantes, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) explicou as ações que promove em Roraima para combater a violência sexual e de gênero contra os refugiados e migrantes venezuelanos.

Policial patrulha distrito da zona 1, na Cidade da Guatemala. Foto: Banco Mundial/Jesus Alfonso

Guatemala deve garantir Judiciário independente no combate à corrupção, dizem relatores

A proteção dos direitos humanos na Guatemala e um Poder Judiciário independente devem ser o centro dos esforços do Estado para combater a impunidade e a corrupção, disse um grupo de especialistas das Nações Unidas nesta segunda-feira (11).

A preocupação dos relatores se deve à decisão do governo da Guatemala de colocar fim unilateralmente a um acordo com a ONU que criou a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala.

Em 9 de janeiro, a Corte Constitucional suspendeu a decisão do governo de se retirar do acordo, mas as ações para colocar fim ao trabalho da comissão continuaram. Além disso, as declarações do governo de que não acataria às resoluções da Corte Constitucional contribuem para o enfraquecimento do Estado de Direito no país, afirmaram os especialistas.

ONU Mulheres e parceiros impulsionam empoderamento de meninas por meio do esporte

O Fundo ELAS, a ONU Mulheres e a ONG Empodera anunciaram na sexta-feira (8) uma nova parceria para empoderar meninas por meio do esporte — o projeto “ELAS nos Esportes – Uma Vitória Leva à Outra”.

A parceria faz parte do programa conjunto entre ONU Mulheres e Comitê Olímpico Internacional (COI), criado em 2016 e denominado “Uma Vitória Leva à Outra”, que oferece uma formação interdisciplinar para meninas e jovens mulheres do Rio de Janeiro, com uma série de oficinas temáticas e esportivas.

Podem participar do edital organizações do Rio de Janeiro que realizaram o treinamento UVLO, desenvolvido pela ONU Mulheres e a ONG Empodera. Serão investidos 575 mil reais em até dez projetos.

Bebê albino fotografado em Moçambique. Foto: UNICEF/Julio Dengucho

Especialistas da ONU pedem resposta urgente do Malauí a crimes contra pessoas albinas

Após o recente sequestro de um bebê albino no Malauí e um homicídio descrito como “selvagem” de outro albino no país, especialistas da ONU pediram ação urgente das autoridades para pôr fim às contínuas atrocidades contra essa população. Em algumas comunidades de países da África, pessoas albinas são atacadas e mortas por causa de partes do seu corpo, que teriam, segundo crenças equivocadas, poderes mágicos.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, fala à imprensa em Addis Ababa, na Etiópia, após reunião com presidente da União Africana no sábado (9). Foto: Reprodução

Continente africano é exemplo de solidariedade a refugiados e migrantes, diz Guterres

Países africanos estão dando o exemplo para as nações mais riscas no que se refere ao tratamento de refugiados e migrantes, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante coletiva de imprensa no sábado (9) após se reunir com o presidente da Comissão da União Africana em Addis Ababa, na Etiópia.

O chefe da ONU está na capital da Etiópia para participar da cúpula da União Africana, que reúne chefes de Estado do continente. O evento deste ano, que começou no domingo (10), tem como foco refugiados e pessoas deslocadas internamente.

O trabalho foi feito no âmbito do Programa Oportunidades e Direitos, cofinanciado por Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), nas cidades gaúchas de Alvorada, Porto Alegre e Viamão. Foto: Palácio Piratini/Laura Guerra

Agência da ONU apresenta ações para monitorar uso da força policial no RS

O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) apresentou na quinta-feira (7) no Rio Grande do Sul um trabalho sobre monitoramento do uso da força policial e aprimoramento da qualidade da gestão da informação da segurança pública.

Nos próximos dias, o UNODC pretende iniciar nas corregedorias da Polícia Civil e da Brigada Militar do estado a coleta de dados e indicadores sobre abusos na atividade policial. O objetivo é alimentar o Índice de Compliance da Atividade Policial (ICAP), concebido e desenvolvido pela ONU no estado para mensurar e aperfeiçoar a interface entre polícias e cidadãos dos municípios beneficiados pelo programa.

Na Guatemala, Martha Alicia Benavente participou de uma capacitação para se tornar engenheira solar. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Em dia internacional, ONU alerta para exclusão de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia

Em mensagem para o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, lembrado neste 11 de fevereiro, a UNESCO e a ONU Mulheres alertam para obstáculos à participação feminina nos setores de tecnologia, engenharia e programação — nichos da atividade produtiva que estão entre os que mais crescem no mundo.

Atualmente, as Nações Unidas estimam que menos de 30% dos pesquisadores em áreas científicas e tecnológicas sejam mulheres. Habilidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática serão fundamentais em economias marcadas pelo avanço da automatização e pela criação de empregos em áreas que exigem alta qualificação.

Em agosto de 2018, em Rumichaca, na fronteira entre Equador e Colômbia, a venezuelana Laila Dalila Leon, de 3 anos, olha para autoridades de fronteira nos ombros de seu pai, Jose Ramon Leon. Foto: UNICEF

Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária a venezuelanos

A situação da população venezuelana está cada vez mais crítica, e as Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária com base em “necessidade, e apenas necessidade”, disse nesta sexta-feira (8) uma autoridade sênior da Organização.

Falando a jornalistas em Genebra, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) destacou estar observando acontecimentos na fronteira entre Venezuela e Colômbia, aonde um comboio de ajuda humanitária chegou na quinta-feira (7).

“Sobre a situação na fronteira, a ONU está monitorando a situação de perto”, disse Jens Laerke, do OCHA. “O cenário ideal é que ajuda humanitária seja fornecida, independentemente de quaisquer considerações políticas e outras que não sejam puramente humanitárias, e isto é baseado em necessidade, e apenas necessidade”.

Mulheres e meninas continuam extremamente sub-representadas nas ciências exatas. Foto: ONU Mulheres Vietnã

Para solucionar desafios globais, ciência precisa de mais mulheres e meninas

Muitos dos maiores problemas globais podem continuar sem solução porque mulheres e meninas estão sendo desencorajadas a trabalhar nas ciências exatas. O papel da educação científica em um mundo em transformação não pode ser desvalorizado. Estima-se que 90% dos empregos do futuro exigirão alguma forma de habilidade em novas tecnologias, e as categorias de empregos de maior crescimento são relacionadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

No entanto, mulheres e meninas continuam extremamente sub-representadas nesses campos do conhecimento. Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) apontam que menos de um terço das estudantes do sexo feminino do mundo escolhe assuntos relacionados a ciência, tecnologia, engenharia e matemática no ensino superior, enquanto apenas um terço escolhe assuntos ligados às novas tecnologias.

Campanha da ONU em 2016 pedia fim da pena de morte. Foto: ONU/Manuel Elias

Réus condenados injustamente à morte deveriam ser vistos como vítimas de tortura, diz ONU

Em evento no Escritório da ONU em Genebra, pessoas inocentes que foram condenadas injustamente à morte, passando anos na cadeia sob risco de execução, contaram como é a vida após a absolvição. Apesar da liberdade, esses indivíduos se veem muitas vezes sem apoio das autoridades e sem laços sociais para se reintegrar.

“É inacreditável que qualquer um erroneamente condenado e sentenciado ao corredor da morte não seja visto como uma vítima de tortura psicológica”, defende o secretário-geral assistente da ONU para os Direitos Humanos, Andrew Gilmour.

Desde abril do ano passado, a Nicarágua passa por uma onda de protestos contra o governo. Foto: Álvaro Navarro/Artículo 66

Nicarágua: relatores da ONU manifestam preocupação com ataques contra sociedade civil

O porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Rupert Colville, manifestou nesta sexta-feira (8) “profunda preocupação” com uma operação de busca e apreensão sem mandado judicial realizada por autoridades da Nicarágua nos escritórios de uma rede de organizações da sociedade civil.

O ataque ocorre apenas seis dias depois de um grupo de representantes da sociedade civil nicaraguense, incluindo membros da organização Rede Local, terem se reunido com a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, em Genebra, e manifestado preocupação com as crescentes restrições do espaço cívico e de liberdade de expressão da dissidência na Nicarágua.

Especialista das Nações Unidas fez um chamado a todas as instituições estatais venezuelanas a "respeitar, promover e garantir a independência e imparcialidade do Judiciário". Foto: EBC

Relator da ONU critica medidas do Judiciário venezuelano contra opositor Juan Guaidó

O relator especial da ONU para a independência de magistrados e advogados, Diego García-Sayán, pediu nesta sexta-feira (8) que o governo da Venezuela adote todas as medidas necessárias para garantir que juízes, magistrados e procuradores possam realizar suas funções com plena independência e garantias de forma a proteger os direitos humanos no país.

Além disso, o relator especial demonstrou preocupação com as últimas medidas impulsionadas pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, contra o presidente da Assembleia Nacional e presidente interino do país designado por este mesmo órgão, Juan Guaidó. Essas iniciativas incluem a proibição de Guaidó sair do país e o congelamento de ativos financeiros.

“Há poderosos elementos para concluir que as medidas contra Guaidó não foram adotadas de acordo com os requisitos constitucionais, procedimentos legalmente estabelecidos e respeito aos padrões internacionais em matéria de direitos humanos”, afirmou García-Sayán.

Na Ucrânia, Vasyl, de oito anos, Roman, de sete, Valentyna, de nove, Ivan, de sete, e Misha, de 17, aguardam para receber vacinas contra o sarampo. Foto: UNICEF/Zmey

OMS: mais de 80 mil pessoas foram infectadas com sarampo na Europa em 2018

O sarampo atingiu números recordes em 2018 na Europa, infectando 82.596 pessoas. A doença também foi responsável pela morte de 72 adultos e crianças. Os índices são de balanço divulgado na quinta-feira (7) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O organismo das Nações Unidas explica que a quantidade de pessoas que contraíram a infecção é o maior da década, além de ser 15 vezes maior que o registrado em 2016.

Jamal Khashoggi, jornalista crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no consulado do seu país em Istambul. Foto: Project on Middle East Democracy/April Brady (CC)

Relatora da ONU diz que assassinato de jornalista saudita foi premeditado

A relatora especial da ONU que está liderando uma investigação independente de direitos humanos sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi disse na quinta-feira (7) que o crime brutal foi premeditado e perpetrado por funcionários do governo da Arábia Saudita.

Callamard afirmou ainda que os esforços da Turquia de realizar investigações rápidas, eficientes, amplas, independentes, imparciais e transparentes, em linha com a lei internacional — foram seriamente cerceados e prejudicados pela Arábia Saudita.

“Tempo e acesso totalmente inadequados foram concedidos a investigadores turcos para realizar um exame profissional e eficaz da cena do crime e uma busca exigida pelos padrões internacionais para investigação”, disse ela.