Jovem mexe no celular em escola em Cebu, nas Filipinas. Foto: UNICEF/Estey

Ação do UNICEF sobre violência sexual online alcança 1 milhão de pessoas

Cerca de 1 milhão de pessoas já interagiram com a Fabi Grossi, um perfil no Facebook programado para conversar sobre os riscos do compartilhamento de imagens íntimas — “nudes” — na rede.

A personagem é um “bot”, uma ferramenta de inteligência artificial criada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceria com a rede social e as desenvolvedoras Sherpas e Chat-Tonic. Iniciativa já alcançou 1 milhão de pessoas.

No Líbano, dois irmãos refugiados sírios estão desafiando sua deficiência visual e tendo sucesso na escola. Alaa usa um celular antigo para escrever: “Comecei a aprender as letras. Eu me concentrei nas letras. No começo, apertava uma tecla e ele me dizia o que era, depois duas letras, depois três. Foi assim que comecei a escrever palavras, frases e textos completos”. Confira nesse vídeo do ACNUR, a Agência das Nações Unidas para Refugiados.

No Líbano, dois irmãos sírios desafiam deficiência visual pela educação

No Líbano, dois irmãos refugiados sírios estão desafiando sua deficiência visual e tendo sucesso na escola. Alaa usa um celular antigo para escrever: “Comecei a aprender as letras. Eu me concentrei nas letras. No começo, apertava uma tecla e ele me dizia o que era, depois duas letras, depois três. Foi assim que comecei a escrever palavras, frases e textos completos”. Confira nesse vídeo do ACNUR, a Agência das Nações Unidas para Refugiados.

A primeira caravana de migrantes centro-americanos chegou à cidade de Matías Romero, em Oaxaca, no México, em 1º de novembro. O secretário mexicano de assuntos exteriores estima que 4 mil pessoas tenham passado a noite no local. Foto: OIM/ Rafael Rodríguez

Pacto Global para Migração não afeta soberania dos países, diz CEPAL

O Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular é um conjunto de princípios comuns não vinculantes para que países possam enfrentar um tema transfronteiriço por natureza sem prejudicar suas soberanias.

A afirmação foi feita no domingo (9) pela secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, no início de sua participação na Conferência Intergovernamental para adotar o Pacto Global sobre Migração, realizada em Marrakesh, Marrocos.

“Este instrumento surge como uma resposta da comunidade internacional perante os desafios e as oportunidades gerados pela migração na agenda global. Se trata de um documento histórico que constitui um exemplo de renovado interesse multilateral”, afirmou.

Então secretário-geral da ONU, Kofi Annan, toca trompete após aula rápida com o músico Wynton Marsalis, junto ao cantor Luciano Pavarotti e Nane Annan, em 10 de dezembro de 1998. Foto: ONU/Evan Schneider

Artigo 19: Direito à liberdade de opinião e expressão

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 19: Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias pro quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Festival Global de Migração de 2017 no Níger; evento acontece simultaneamente em diversos países do mundo e, no Brasil, ocorre no Rio de Janeiro e em Roraima. Foto: OIM/Festival Global de Migração

Festival de cinema sobre migração exibe filmes no Rio

Depois do lançamento oficial do Festival Internacional de Cinema sobre Migração no fim de novembro (28), o Brasil deu início à temporada de mostras deste ano com a exibição de produções brasileiras e debates.

Em 11 de dezembro, uma projeção especial de curta-metragens selecionados ocorrerá na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, para dar início ao 4º Curso de Verão sobre Migração e Refúgio, com o tema “O refúgio de uma perspectiva mundial”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e a representante especial da ONU para a migração internacional, Louise Arbour, em coletiva de imprensa após abertura da conferência sobre o Pacto Global para a Migração, em Marraquexe, no Marrocos. Foto: ONU/Mark Garten

Mais de 160 países adotam Pacto Global para a Migração

O Pacto Global para a Migração foi adotado nesta segunda-feira (10) por representantes de 164 governos durante uma conferência internacional em Marraquexe, no Marrocos, em uma decisão histórica descrita pelo chefe da ONU, António Guterres, como um “mapa para evitar sofrimento e caos”.

Falando na abertura da sessão intergovernamental, Guterres disse que o Pacto fornece uma plataforma para ação “humana, sensível, mutuamente benéfica” e baseada em “ideias simples”.

“Em primeiro lugar, a migração sempre esteve conosco, mas deve ser gerida e segura; em segundo lugar, as políticas nacionais podem ter mais sucesso com a cooperação internacional”, declarou.

Crianças celebram aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Foto: ONU/Mark Garten

Aos 70 anos, Declaração Universal dos Direitos Humanos é mais importante do que nunca

A Declaração Universal dos Direitos Humanos chega aos 70 anos nesta segunda-feira (10), uma oportunidade de enfatizar as importantes conquistas do documento das Nações Unidas e lembrar o mundo de que os direitos humanos de milhões ainda estão sendo violados diariamente.

Graças à Declaração, e o compromisso dos Estados com seus princípios, a dignidade de milhões tem sido protegida, sofrimento humano tem sido evitado e as bases de um mundo mais justo foram estabelecidas.

Michelle Bachelet, alta-comissária da ONU para os direitos humanos, disse em comunicado que o documento deixou de ser um “tratado de aspiração” para um conjunto de padrões que “permearam praticamente todas as áreas do direito internacional”.

Maria da Penha em visita à Universidade Federal do Ceará (UFC). Foto: Flickr (CC)/UFC/Ribamar Neto

Maria da Penha participa de celebração da ONU para os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos

Para celebrar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a ONU promove nesta segunda-feira, em Santiago, no Chile, uma conferência com dez mulheres ativistas de nove países. Entre elas, está a brasileira Maria da Penha.

A atividade faz parte da programação global para comemorar o aniversário do documento e marcar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro.

UNAIDS realiza oficina sobre ‘Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS’ em Porto Alegre

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), em parceria com a Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, realiza em Porto Alegre, no dia 11 de dezembro, a oficina “Comunicação e Zero Discriminação em HIV e AIDS”.

O curso conta com 80 vagas, e podem se inscrever todos os profissionais de comunicação que atuem na imprensa e estudantes de jornalismo.

Famílias de venezuelanos participam do programa de interiorização do Governo Federal. Iniciativa tem o apoio de diferentes agências da ONU, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Foto: OIM

Juízes federais participam de curso da ONU sobre fluxo de venezuelanos ao Brasil

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) promoveu esta semana (de 5 a 7) em Brasília (DF) um curso para juízes federais com o objetivo de aprimorar as capacidades de resposta da Justiça ao aumento do fluxo de migrantes, refugiados e solicitantes de refúgio venezuelanos para o Brasil.

O treinamento faz parte do plano de resposta regional da OIM em coordenação com outras agências da ONU para oferecer apoio abrangente aos estados e partes interessadas que lidam com o fluxo venezuelano.

Sobreviventes do genocídio de Mwurire, em Ruanda (1988). Foto: ONU/Milton Grant

ONU alerta para escalada global do discurso de ódio em aniversário de convenção sobre genocídio

Às vésperas do aniversário de 70 anos da Convenção sobre Genocídio, o chefe da ONU, António Guterres, pediu que todos os países ratifiquem o documento, adotado pela Assembleia Geral para prevenir e punir esse tipo de crime. Secretário-geral ressaltou a relevância do tratado em tempos de escalada global do racismo, discurso de ódio, misoginia e outras formas de discriminação.

A Casa Miga em Manaus oferece um espaço seguro para que migrantes e refugiadas venezuelanas possam recomeçar a vida no Brasil. Foto: ACNUR/João Machado

Documento padroniza proteção de mulheres, LGBTI e refugiados em Manaus

Agências do Sistema ONU no Brasil e a Rede de Proteção de Manaus assinaram documento na capital amazonense com o objetivo de garantir a integralidade do cuidado e da proteção de pessoas vítimas de violência, especialmente mulheres, crianças, adolescentes, LGBTIs e refugiados.

O documento servirá para orientar e informar servidores públicos, técnicos e população em geral sobre serviços especializados de atendimento existentes em Manaus. Será um guia para garantir uma resposta rápida, precisa e adequada às pessoas vítimas de violência.

Pelo Sistema ONU no Brasil, o documento foi assinado por Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Fome na América Latina e Caribe preocupa universidades da região. Foto: PMA/Alejandra León

FAO: 60 universidades da América Latina e Caribe manifestam preocupação com aumento regional da fome

As 60 universidades que compõem o Observatório do Direito à Alimentação da América Latina e Caribe (ODA-ALC) manifestaram preocupação na quinta-feira (6) com o aumento da fome e da má nutrição na região.

Segundo a FAO, em 2017, a subnutrição cresceu pelo terceiro ano consecutivo — 39,3 milhões de pessoas passam fome em países latino-americanos e caribenhos, o que representa 400 mil a mais do que em 2016.

O então secretário-geral da ONU, Kofi Annan (esquerda), conversa por videoconferência com o então presidente francês, Jacques Chirac, na ocasião do aniversário de 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em dezembro de 1998. Foto: ONU/Evan Schneider

Artigo 18: Liberdade de religião e crença

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 18: Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

Muganzifuri, de 12 anos, é estudante da escola Paysannat L, no campo de refugiados de Mahama, em Kirehe, no leste de Ruanda. O campo de refugiados de Mahama acolhe cerca de 54 mil refugiados que fugiram do Burundi depois da explosão da violência em 2015. Foto: ONU

Encontro político em Marrakesh discute acordo global para migrações seguras

Políticos e autoridades de todo o mundo irão se reunir em Marrakesh, Marrocos, neste fim de semana, antes de uma grande conferência convocada pelas Nações Unidas para adotar formalmente um acordo global extenso e inclusivo com objetivo de tornar a migração mais segura e digna para todos.

O texto do acordo, conhecido formalmente como Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, foi aceito por Estados-membros sob os auspícios da Assembleia Geral da ONU em julho. O acordo foi elogiado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, como uma “conquista significativa”.

Arte de rua pede o fim da exploração de crianças em trabalho forçado. Foto: ONU/Daniela Gross

Mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas de trabalho escravo no mundo

A escravidão ainda é um fenômeno muito real e amplo, afetando mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo, um quarto desse total são crianças, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no domingo (2), lembrando que esse cenário permanece apesar da entrada em vigor em 2016 do protocolo de combate ao trabalho forçado.

Em 2 de dezembro, é lembrado o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura. O dia é uma oportunidade de aumentar a conscientização sobre este problema global e focar na erradicação das formas contemporâneas de escravidão, como tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil, casamento forçado e recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados.

Um grupo de membros da Comissão da ONU para os Direitos Humanos ensaia para a transmissão do programa de TV "Você e os Direitos Humanos" na sede provisória da ONU em Lake Success, Nova York. Da esquerda para a direita, Rene Cassin (França); P.C. Chang (China); Quincy How, da C.B.S. (Columbia Broadcasting Service, moderador); Eleanor Roosevelt, (EUA, presidente da Comissão); Charles Malik (Líbano) e E. Kelen da Rádio ONU, em 7 de junho de 1949. Foto: ONU

Artigo 17: Direito à propriedade

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 17:

1. Todo ser humano tem direito à propriedade, individualmente ou em sociedade com outros.

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Com um bebê de 13 dias no colo, idosa Yazidi que fugiu de Sinjar retorna ao Iraque a partir da Síria, pela cidade de Peshkhabour, província de Dohuk. Foto: UNICEF/Wathiq Khuzaie

Confiança dos iraquianos é essencial para investigação da ONU sobre terroristas do ISIL, diz assessor

Em pronunciamento no Conselho de Segurança, o chefe da equipe da ONU para a responsabilização do grupo terrorista ISIL afirmou nesta semana (4) que o trabalho investigativo das Nações Unidas só poderá ser eficaz se ganhar a confiança da sociedade iraquiana. Karim Khan lidera profissionais responsáveis por apurar crimes cometidos pelos extremistas, que recentemente dominaram grandes faixas do Iraque e da Síria.

Representantes do setor privado e do UNFPA discutiram ações em saúde sexual e reprodutiva para 2019. Foto: UNFPA/Paola Bello

Fundo de População da ONU e setor privado discutem projetos de saúde sexual e reprodutiva para 2019

Em São Paulo, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) encontrou-se com parceiros do setor privado para discutir o atual cenário da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil. Diálogo reuniu empresas que integram uma coligação do UNFPA em prol de uma sexualidade segura, com gestações desejadas e decisões informadas sobre ter filhos ou não. Instituições debateram ainda parcerias e ações para 2019.

Crianças observam uma cópia da Declaração Universal dos Direitos Humanos em Nova Iorque quando o documento tinha apenas dois anos, em 1950. Foto: ONU

Artigo 16: Direito de se casar e formar família

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 16:

1. Os homens e mulheres em maioridade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.

2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos noivos.

3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.

Meninos iemenitas acomodam-se em colchões distribuídos pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em seus esforços de ajuda na cidade de Sirwah, no Iêmen. Mais de 2 milhões de iemenitas foram deslocados pela guerra civil iniciada em março de 2015. Foto: MDF/M. Hudair

ONU pede recursos para apoiar mais de 93 milhões de pessoas no mundo em 2019

Conflitos levaram dezenas de milhões de pessoas a situações em que necessitam urgentemente de ajuda, afirmou na terça-feira (4) o chefe humanitário da ONU, em um apelo por mais de 25 bilhões de dólares para apoiar projetos que podem salvar vidas em mais de 40 países no ano que vem.

Além do Iêmen, as necessidades de ajuda serão “excepcionalmente altas” em 2019 em Síria, República Democrática do Congo, Etiópia, Nigéria e Sudão do Sul.

Contraste entre as desigualdades no município do Rio de Janeiro. Foto: Luiz Gonçalves Martins - ODS 10

Relatores da ONU pedem ação contra desigualdades que ameaçam paz e segurança

Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas emitiram na terça-feira (4) um pedido urgente para os países aumentarem seus esforços no combate à desigualdade econômica e à discriminação. Em comunicado marcando o 32º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, lembrado em 4 de dezembro, os especialistas destacaram a necessidade crítica de promover sociedades menos desiguais e de melhorar a igualdade de oportunidades dentro e entre nações.

Os relatores lembraram que, atualmente, vivemos em um mundo mais rico, mas também mais desigual. Direitos sociais e econômicos estão sendo negados para muitas pessoas no mundo todo, incluindo 800 milhões que ainda vivem na extrema pobreza. A desigualdade de renda está em crescimento, com os 10% mais ricos da população recebendo até 40% da renda total global.

Concerto em homenagem ao 22º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) na sede da ONU, em Nova York, em 1970. Da esquerda para a direita, o pianista norte-americano Duke Ellington conversa com o então secretário-geral da ONU U Thant; Edvard Hambro (Noruega), então presidente da Assembleia Geral; e Ralph J. Bunche, sub-secretário-geral para assuntos políticos especiais. Foto: ONU/Yutaka Nagata

Artigo 15: Direito a nacionalidade

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi adotada em 10 de dezembro de 1948. Para marcar o aniversário de 70 anos, nas próximas semanas, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) publicará textos informativos sobre cada um de seus artigos.

A série tentará mostrar aonde chegamos, até onde devemos ir e o que fazer para honrar aqueles que ajudaram a dar vida a tais aspirações.

Leia mais sobre o Artigo 15:

1. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade.

2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Crianças migrantes e refugiadas venezuelanas assistem ao filme “Ratatouille” no centro Hearts Without Borders, em Bogotá. Foto: ACNUR/Stephen Ferry

ONU alerta para vulnerabilidade de crianças migrantes venezuelanas na Colômbia

A venezuelana Katrina Gómez, de 14 anos, poderia estar na escola, protegida, no dia em que dois homens a agrediram e a estupraram em uma praia pública de uma cidade costeira da Colômbia. No entanto, tanto ela como seus pais não sabiam que migrantes e solicitantes de refúgio tinham o direito de se matricular.

Mais de 1 milhão de venezuelanos se estabeleceram na Colômbia nos últimos anos, dos quais cerca de 415 mil receberam uma permissão especial do governo para permanecer no país. No entanto, muitas famílias, como a de Katrina, continuaram sem acesso a documentos, o que faz com que permaneçam particularmente vulneráveis. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).