MigraCidades é uma parceria entre OIM e UFRGS, instituições que atuarão em conjunto na certificação de políticas migratórias locais dos municípios e estados participantes. Foto: Agência Brasil/Rovena Rosa

OIM: 22 municípios participam de projeto para aprimorar governança migratória local

A primeira edição do MigraCidades, projeto que aprimora a governança migratória local, terá a participação dos governos de 22 municípios e de sete estados brasileiros, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta quinta-feira (13).

“Um dos principais objetivos do MigraCidades é visibilizar a diversidade de boas práticas em governança migratória que existem nas cidades e estados brasileiros, além de servir como plataforma para a troca de experiências entre os participantes”, disse a coordenadora de projetos da OIM, Isadora Steffens.

“A participação de governos locais de diferentes regiões do país, com os contextos migratórios e particularidades de cada uma delas, é fundamental para enriquecer o processo.” 

Relatório mostrou que apenas 21% dos presidentes de empresas do mundo acreditam que os negócios têm um papel importante para a conquista dos objetivos globais. Foto: ONU

Novo selo reconhecerá tribunais brasileiros que se destacarem na incorporação dos objetivos globais

Os tribunais brasileiros que tiverem melhor desempenho no cumprimento das metas relacionadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) serão premiados com o Selo CNJ – Agenda 2030.

O selo é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a ONU Brasil e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“Saúdo a continuada e incansável liderança do CNJ na institucionalização da Agenda 2030 e sua incorporação como agenda oficial de direitos humanos do Poder Judiciário brasileiro”, disse o coordenador-residente da ONU Brasil, Niky Fabiancic.

Karina Brito e sua equipe adaptaram seu negócio de agroecoturismo na Guatemala. Foto: FAO

Conheça jovens agroempresários que estão adaptando seus negócios em meio à pandemia

Experientes com o uso da tecnologia, jovens empresários agrícolas de América Central e África estão adaptando rapidamente seus modelos de negócios e usando ferramentas digitais a seu favor.

Aceitar pedidos online com pagamentos móveis, oferecer entrega em domicílio, comercializar produtos nas redes sociais, usar as tecnologias para trabalhar em casa e fazer aulas online são apenas algumas das formas com as quais buscam crescimento e inovação. Leia o relato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Os jovens da NBR são um exemplo da aplicação prática do tema das celebrações da ONU para este ano: engajamento juvenil para a ação global. Foto: UNAIDS

Jovens apoiados pelo UNAIDS celebram Dia Internacional da Juventude com vídeo sobre zero discriminação

Em comemoração ao Dia Internacional da Juventude, celebrado em 12 de agosto, a organização não governamental Nação Basquete de Rua (NBR) lança o vídeo “Humano igual a você” junto com uma série de cards para redes sociais inspirados no projeto Se Liga Ae, Juventude!, que levou conhecimento sobre HIV e AIDS a jovens da periferia de Campos dos Goytacazes (RJ), em 2019.

Os jovens da NBR são um exemplo da aplicação prática do tema das celebrações da ONU para este ano: engajamento juvenil para a ação global. Ao abordar o HIV, ISTs e sexualidade como temas centrais em seus projetos, a NBR mobilizar os jovens para discussões sobre racismo, direitos humanos, educação e empoderamento feminino, entre outros.

Alunos aprendem a prevenção ao novo coronavírus na Escola Municipal Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro (RJ), através de cartazes, trabalhos escolares, e medidas de higiene e convívio pessoal. Foto: Agência Brasil/ Fernando Frazão

Quase 40% das escolas brasileiras não têm estruturas básicas para lavagem de mãos

No Brasil, 39% das escolas não dispõem de estruturas básicas para lavagem de mãos, segundo dados de Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Além disso, de acordo com o Censo Escolar 2018, 26% das escolas brasileiras não têm acesso a abastecimento público de água. Quase metade (49%) das escolas brasileiras não tem acesso à rede pública de esgoto.

O relatório identifica vários recursos necessários para a prevenção e controle da COVID-19 nas escolas, incluindo dez ações imediatas e listas de verificação de segurança. As diretrizes incluem protocolos relacionados com água, saneamento e higiene, uso de equipamento de proteção individual, limpeza e desinfecção, bem como acesso a água limpa, estações de lavagem das mãos com sabão e banheiros seguros.

Indígenas em manifestação em Brasília. Foto: Mídia Ninja

FAO explica como os povos indígenas ajudam a acabar com a fome no mundo

Apesar de representarem apenas 5% da população mundial, os povos indígenas são agentes vitais para a preservação do meio ambiente.

Cerca de 28% da superfície terrestre do mundo, incluindo algumas das áreas florestais mais intactas e biodiversas, é  gerenciada principalmente por povos indígenas, famílias, pequenos proprietários e comunidades locais.

Essas florestas são cruciais para conter as emissões de gases e manter a biodiversidade. Os alimentos indígenas também são particularmente nutritivos e seus sistemas alimentares associados são resistentes ao clima e se adaptam bem ao meio ambiente. Leia o relato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

FAO lança plataforma para ajudar a fortalecer os setores de alimentos e agricultura pós-COVID-19

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou uma plataforma geoespacial Hand-in-Hand com um conjunto de dados sobre alimentos, agricultura, socioeconomia e recursos naturais para ajudar a fortalecer as tomadas de decisão baseadas em evidências nos setores de alimentação e agricultura.

A plataforma, que possui um milhão de camadas geoespaciais e milhares de estatísticas para mais de dez domínios relacionados à alimentação e agricultura, será uma ferramenta crucial para os esforços de reconstruir melhor e criar sistemas alimentares mais resilientes pós-COVID-19.

Pandemia interrompe educação de mais de 70% dos jovens no mundo

O impacto desproporcional da pandemia sobre os jovens aumenta a desigualdade e pode prejudicar o potencial produtivo de uma geração inteira, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado nesta terça-feira (11).

Desde o início da pandemia, mais de 70% dos jovens que estudam ou combinam os estudos com o trabalho no mundo foram adversamente afetados pelo fechamento de escolas, universidades e centros de treinamento.

A situação é ainda mais grave para os jovens que vivem em países de baixa renda, onde há grandes lacunas no acesso à Internet e na disponibilidade de equipamentos e, às vezes, até de espaço em casa.

A diretora-executiva do UNFPA, Natália Kanem. Foto: UNFPA Bangladesh/Lauren Anders Brown

ARTIGO: juventude lidera o caminho para as soluções frente à COVID-19

Em artigo para o Dia Internacional da Juventude, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natália Kanem, lembra que a juventude está agindo para resolver os problemas em suas comunidades relacionados à pandemia.

“Jovens estão na linha de frente na resposta à COVID-19, mobilizando-se em todo o mundo. Eles e elas são profissionais de saúde, ativistas, inovadores e trabalhadores sociais e comunitários.” Leia o artigo completo.

Jovens de todo o mundo estão sendo afetados pelos efeitos socioeconômicos da pandemia de COVID-19. Foto: Alexandra Koch/Pixabay

ONU elogia engajamento de jovens em meio à pandemia

Comemorando o Dia Internacional da Juventude, altos funcionários da ONU pediram que líderes de todo o mundo “façam todo o possível” para permitir que os jovens alcancem seu potencial máximo.

Contra o pano de fundo da pandemia de coronavírus, que afetou as vidas e aspirações dos jovens e aumentou suas vulnerabilidades, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a resiliência, a desenvoltura e o envolvimento das gerações mais jovens.

“São os jovens que se levantaram para exigir ações climáticas. Eles estão se mobilizando por justiça racial e igualdade de gênero e são os defensores de um mundo mais sustentável”, disse ele em mensagem marcando a data.

Médica analisa exame para eventual diagnóstico de tuberculose. Foto: AGECOM/Carol Garcia

COVID-19 ameaça controle e eliminação de doenças infecciosas nas Américas

A pandemia de COVID-19, que matou mais de 390 mil pessoas nas Américas, está ameaçando os planos regionais para eliminar e controlar doenças infecciosas, incluindo tuberculose, HIV e hepatites, disse na terça-feira (11) Carissa F. Etienne, diretora da OPAS.

Com mais de 10,5 milhões de casos de COVID-19 nas Américas e 100 mil novos casos sendo notificados todos os dias, “os países não podem atrasar a luta contra COVID-19, mas não devem permitir que a doença nos atrase para completar a agenda inacabada de eliminar e controlar as doenças infecciosas em nossa região”, afirmou Etienne em coletiva de imprensa.

Cidades serão determinantes para a recuperação verde no pós-pandemia

As cidades abrigam 55% da população mundial, condensando muitas pessoas em um mesmo lugar. Não é de se estranhar que sejam mais afetadas pela COVID-19: estima-se que 90% de todos os casos relatados do novo coronavírus tenham ocorrido nas cidades.

No entanto, a concentração de pessoas também torna os centros urbanos essenciais para a recuperação verde no pós-pandemia – importante para reduzir o risco de futuras pandemias e combater as mudanças climáticas.

Para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), é fundamental focar no planejamento e design urbanos para criar cidades estrategicamente densas e conectar as residências aos meios de transportes e ao planejamento energético, além de combinar infraestruturas cinza, azul e verde para aproveitar os benefícios das soluções baseadas na natureza.

Evento online discute boas práticas regulatórias e investimentos em infraestrutura

A Controladoria-Geral da União (CGU), o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e a Associação Brasileira de Agências de Regulação (ABAR) promovem na semana que vem (20) o evento virtual “Encontro sobre Boas Práticas Regulatórias e Investimentos em Infraestrutura”.

Voltado para agentes públicos dos órgãos de controle e das agências reguladoras, o encontro discutirá como tais instituições podem atuar para a melhoria da regulação no Brasil, de forma a contribuir com o aumento de investimentos em infraestrutura e o desenvolvimento socioeconômico do país.

O evento será transmitido pela plataforma Teams, das 14h30 às 15h30 (horário de Brasília). A participação é gratuita e não há necessidade de inscrição prévia.

#MeuFuturoDoTrabalho: Uma conversa online sobre emprego juvenil na América Latina e no Caribe

No Dia Internacional da Juventude (12 de agosto) em tempos de pandemia, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nas Américas e no Brasil convida para uma conversa virtual importante para o futuro das sociedades na América Latina e no Caribe sobre o emprego das/dos jovens e suas oportunidades de trabalho decente.

A conversa online será realizada na quarta-feira (12), às 18h (horário de Brasília) com tradução em três idiomas (espanhol, inglês e português). Inscreva-se o quanto antes – pois as vagas são limitadas.

ONU-Habitat apoia concurso para casas e cidades saudáveis no Rio Grande do Sul

O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) está apoiando institucionalmente o Concurso de Ideias “Casa Saudável – Cidade Saudável”, promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul, como parte do pacote de medidas do conselho para responder à pandemia da COVID-19.

O Concurso de Ideias é uma oportunidade para a criação, inovação e propostas de soluções para o enfrentamento da pandemia, com o objetivo de promover uma sociedade mais saudável e segura.

As inscrições para a categoria profissional vão até o dia 30 de agosto e para a categoria estudantes até 31 de agosto.

Pandemia interrompe acesso a informações e serviços de saúde sexual e reprodutiva

Além das diversas consequências epidemiológicas, a pandemia da COVID-19 também vem interrompendo o acesso a informações e serviços de saúde sexual e reprodutiva. Para lidar com este cenário, especialistas recomendam a criação de estratégias que ajudem a população em situação de vulnerabilidade a acessar os serviços de saúde e contraceptivos.

As recomendações foram feitas por especialistas que participaram da 15ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”, que aconteceu na semana passada (5) e foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP).

Padrão para gestão de rejeitos foi desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Princípios para o Investimento Responsável e Conselho Internacional de Mineração e Metais após o trágico rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho em 25 de janeiro de 2019. Foto: Pixabay

Novo padrão global para o setor de mineração visa melhorar a segurança das instalações de rejeitos

Um padrão global para a gestão segura dos rejeitos da mineração foi lançado por uma aliança internacional com o objetivo de ser aplicado às instalações existentes e futuras, independentemente da localização, para evitar danos às pessoas e ao meio ambiente.

O Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos foi desenvolvido a partir da Revisão Global de Rejeitos (RGR), um processo independente organizado por Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Princípios para o Investimento Responsável (PRI) e Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) após o trágico rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho, em janeiro de 2019.

OIT reforça a importância da convenção sobre os povos indígenas e tribais em tempos da COVID-19

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) relembrou a importância da Convenção Nº 169 sobre os Povos Indígenas e Tribais em tempos de COVID-19.

Aprovada em 1989, a Convenção busca superar práticas discriminatórias que afetam os povos indígenas e assegurar que participem da tomada de decisões que impactam suas vidas. A Convenção baseia-se no respeito às culturas e aos modos de vida dos povos indígenas e reconhece os direitos deles à terra e aos recursos naturais, e a definir suas próprias prioridades para o desenvolvimento.

A Convenção Nº 169 é o único tratado no sistema multilateral aberto à ratificação que trata de forma específica e abrangente dos direitos dos povos indígenas e tribais. No caso do Brasil, a Convenção passou a ter vigência em 25 de julho de 2002.

UNICEF e organizações se unem para atender crianças e adolescentes no Complexo da Maré

Em resposta à pandemia da COVID-19, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) se uniu às organizações da sociedade civil Luta pela Paz, Redes da Maré e Observatório de Favelas para desenvolver o projeto CRIAndo Rede: proteção à vida de crianças e adolescentes na Maré, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ).

O objetivo do projeto é fortalecer a rede de proteção social e políticas públicas com foco em crianças, adolescentes e jovens vulneráveis do território, bem como suas famílias.

As informações detalhadas sobre os treinamentos disponíveis serão compartilhadas com os 250 Centros UNESCO-UNEVOC, em mais de 160 Estados-membros. Foto: UNESCOAs informações detalhadas sobre os treinamentos disponíveis serão compartilhadas com os 250 Centros UNESCO-UNEVOC, em mais de 160 Estados-membros. Foto: UNESCO

UNESCO lança cursos online para apoiar empregabilidade de 1 milhão de jovens no mundo

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou no mês passado a Academia Mundial de Habilidades, cujo objetivo é apoiar a empregabilidade e as habilidades de resiliência de 1 milhão de jovens no mundo todo.

Os cursos online também visam ajudá-los a encontrar trabalho durante a recessão iminente, quando as perspectivas de emprego dos jovens parecem sombrias.

As recomendações da OPAS/OMS foram fundamentais para o Hospital Juarez, na Cidade do México. Foto: ONU México/Gabriela Ramirez

Cooperação global é nossa única escolha contra a COVID-19, diz chefe da OMS

Com mais de 18,5 milhões de casos de COVID-19 relatados em todo o mundo até quinta-feira (6), e 700 mil mortes, o principal oficial de saúde da ONU apelou novamente aos países para que se unam na luta contra a doença.

“Apesar de todas as nossas diferenças, somos uma raça humana compartilhando o mesmo planeta e nossa segurança é interdependente – nenhum país estará seguro, até que estejamos todos seguros”, disse ele durante um evento online.

“O mundo gasta bilhões todos os anos se preparando para possíveis ataques terroristas, mas aprendemos da maneira mais difícil que, a menos que invistamos na preparação para uma pandemia e para a crise climática, estaremos expostos a enormes danos”, declarou.

Conheça 14 propostas inovadoras que poderão minimizar o impacto da COVID-19 no Brasil

Para incentivar e apoiar a sociedade na criação de alternativas para minimizar o impacto da COVID-19 nas áreas de saúde, economia, impacto social e tecnologia, a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) lançou, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Plataforma Desafios.

A iniciativa recebeu 598 propostas de projetos, das quais 14 foram classificadas, oito na categoria “Pessoa Física” e seis na categoria “Pessoa Jurídica”.

As soluções pontuaram pelos critérios de facilidade de implementação, impacto, eficiência e viabilidade jurídica e econômica. Conheça as propostas vencedoras.

Nas Américas, mais de 70 mil indígenas foram infectados pela COVID-19, sendo 23 mil integrantes de 190 povos da Bacia do Amazonas. Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

COVID-19 é grave ameaça para os povos indígenas, diz Bachelet

A COVID-19 é uma grave ameaça para os povos indígenas, num momento em que muitos também estão lutando contra os danos ambientais causados pela ação humana e várias formas de exploração econômica.

O alerta foi feito pela alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, para a ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo (9 de agosto).

Nas Américas, mais de 70 mil indígenas foram infectados pela COVID-19, sendo 23 mil integrantes de 190 povos da Bacia do Amazonas.

Os povos indígenas são os melhores protetores das florestas tropicais. Foto: Mongabay | Daniel Aguilar.

ONU: é essencial que países mobilizem recursos para proteger povos indígenas na pandemia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a aplicação deficiente das proteções ambientais durante a crise de COVID-19 trouxe uma crescente invasão dos territórios dos povos indígenas por mineradores e madeireiros ilegais em diversos países.

“Muitos povos indígenas foram vítimas de ameaças e violência, e muitos perderam a vida diante de tais ameaças”, afirmou, em mensagem para o Dia Internacional dos Povos Indígenas, observado no próximo domingo (9).

Segundo ele, é essencial que os países mobilizem os recursos para responder às necessidades dos indígenas, honrar suas contribuições e respeitar seus direitos inalienáveis.

Saneamento e higiene têm papel fundamental na resposta à COVID-19, aponta relatório

Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Banco Mundial e Instituto Internacional de Águas de Estocolmo (SIWI) lançaram na quarta-feira (5) a nota técnica “O papel fundamental do saneamento e da promoção da higiene na resposta à COVID-19 no Brasil”.

A nota traz uma análise sobre as ações implementadas no país e recomendações para uma resposta mais eficaz e equitativa do setor à crise da COVID-19.

Entre as recomendações, está assegurar a disponibilidade de dados confiáveis e desagregados relativos ao acesso adequado a água e esgoto e higiene em domicílios, escolas e estabelecimentos de saúde.

A América Latina e o Caribe é a região em desenvolvimento mais afetada por essa conjuntura e será marcada principalmente pelos retrocessos nas vendas de manufaturas, mineração e combustíveis. Foto: MSC shipping

Comércio internacional da América Latina e Caribe cairá 23% em 2020 devido aos efeitos da pandemia

O comércio internacional da América Latina e do Caribe terá uma queda acentuada de 23% em 2020, mais do que a registrada durante a crise financeira de 2009 – quando diminuiu 21% – como consequência dos efeitos econômicos derivados da pandemia de COVID-19, informou nesta quinta-feira (6) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em relatório.

A diminuição ocorre em um contexto global em que o comércio mundial acumula uma queda de 17% em volume entre janeiro e maio de 2020. A América Latina e o Caribe é a região em desenvolvimento mais afetada por essa conjuntura e será marcada principalmente pelos retrocessos nas vendas de manufaturas, mineração e combustíveis.

Na pesquisa, 69% dos bancos indicaram que o setor econômico visto como mais exposto aos riscos climáticos é o silvo-agropecuário, seguido pelo setor de geração de energia, com 44%. Foto: Departamento dos Estados Unidos para Agricultura/Ryan Thompson

Menos da metade dos bancos latino-americanos considera mudanças climáticas em suas estratégias

Uma nova pesquisa com 78 instituições financeiras da América Latina e do Caribe revelou que 38% delas incorporam diretrizes associadas às mudanças climáticas em sua estratégia e 24% têm uma política de avaliação e divulgação de riscos climáticos.

Os autores da análise concluíram que os riscos climáticos não são gerenciados principalmente devido à falta de informação sobre o impacto financeiro das mudanças climáticas e à ausência de demandas por parte dos reguladores.

A pesquisa foi desenvolvida pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), com a colaboração da Federação Latino-Americana de Bancos (FELABAN).

A rápida disseminação da COVID-19 e as medidas tomadas pelos governos tiveram graves consequências nas principais economias mundiais, o que provocou uma queda significativa no comércio global. Foto: APPA

CEPAL analisa efeitos da pandemia no comércio internacional e na logística da América Latina e Caribe

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresentará na quinta-feira (6) seu relatório especial COVID-19 N⁰ 6, que acompanha os efeitos socioeconômicos da pandemia na região e fornece estimativas do impacto da pandemia nas exportações, importações, transporte e logística.

O documento “Os efeitos da COVID-19 no comércio internacional e na logística” incluirá previsões sobre setores exportadores mais afetados, nível do comércio intrarregional, atividade portuária, tráfego aéreo e transporte terrestre, assim como recomendações para aprofundar a integração regional.

A apresentação do relatório será feita por meio de coletiva de imprensa virtual liderada por Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, de Santiago, Chile, às 12h (Horário de Brasília).

Uma mulher usa máscara facial enquanto trabalha em Gujarat, na Índia. Foto: UNICEF

Não há ‘bala de prata’ para combater COVID-19, diz chefe da agência de saúde da ONU

Não existe “nenhuma bala de prata” para combater a COVID-19, disse o chefe da agência de saúde da ONU a jornalistas na segunda-feira (3), acrescentando que “talvez nunca exista”.

O Comitê de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniu-se na sexta-feira (31) para analisar o atual cenário da pandemia, no que o chefe Tedros Adhanom Ghebreyesus chamou de “um momento preocupante”.

“Nunca é tarde para mudar essa pandemia”, afirmou Tedros, acrescentando que “se agirmos juntos hoje”, podemos salvar vidas e meios de subsistência.

Um menino de dez anos estuda com a ajuda de sua mãe em casa no assentamento informal de Mathare, em Nairóbi, Quênia. Foto: UNICEF/Translieu/Nyaberi

ONU: mundo deve ‘redesenhar’ a educação em meio à pandemia

Em meio à maior crise jamais vista na educação global, provocada pela pandemia de COVID-19, temos uma “oportunidade geracional” para “redesenhar” a área. A avaliação é do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em uma mensagem em vídeo ao lançar nesta terça-feira (4) um relatório sobre o tema.

“A educação é a chave para o desenvolvimento pessoal e o futuro das sociedades. Desbloqueia oportunidades e reduz desigualdades. É o alicerce das sociedades informadas e tolerantes e o principal impulsionador do desenvolvimento sustentável”, disse Guterres.

Segundo a ONU, até meados de julho, as escolas estavam fechadas em mais de 160 países, afetando mais de 1 bilhão de estudantes. Além disso, pelo menos 40 milhões de crianças em todo o mundo não tiveram acesso à educação pré-escolar. E os pais e responsáveis – e especialmente as mulheres – foram forçados a assumir os encargos mais pesados de cuidados em casa.

Quatro áreas prioritárias de ação são sugeridas pelas Nações Unidas; saiba aqui quais são e assista ao vídeo.

Convenção da OIT sobre trabalho infantil conquista ratificação universal

Nesta terça-feira (4), pela primeira vez na história da Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os seus Países-membros ratificaram a Convenção sobre a proibição das piores formas de trabalho infantil.

A Convenção nº 182 exorta a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo a escravidão, o trabalho forçado e o tráfico de crianças. Proíbe a utilização de crianças em conflitos armados, a prostituição, a pornografia e atividades ilícitas, como tráfico de drogas e trabalhos perigosos.

A OIT estima que existam 152 milhões de crianças submetidas ao trabalho infantil, 73 milhões das quais realizam trabalhos perigosos.

Criança no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

Senso de urgência da Agenda 2030 é ainda maior com pandemia, diz ONU no Brasil

O senso de urgência para a execução da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi renovado diante dos efeitos da pandemia de COVID-19 no Brasil e no mundo, na avaliação do coordenador-residente da ONU no país, Niky Fabiancic.

“Temas que já estavam expressos na Agenda 2030 em 2015, como o acesso à água e a saneamento básico e a universalização dos serviços de saúde, se mostram imprescindíveis para a superação desta crise sem precedentes”, disse.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos. Foto: EBC

Desigualdade social é obstáculo para enfrentamento da COVID-19, dizem pesquisadores

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep), realizaram na semana passada (29) a 14ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”.

Professores e pesquisadores foram convidados a fazer paralelos históricos com a pandemia da COVID-19. Uma das conclusões foi a de que a desigualdade social é, de fato, um grande obstáculo para o enfrentamento de crises sanitárias.

O treinamento ocorreu na Casa da Mulher Brasileira, em São Paulo (SP). Foto: OPAS

OPAS e Prefeitura de São Paulo treinam servidoras para atender mulheres vítimas de violência

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) realizou, em conjunto com a Secretaria de Relações Internacionais e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania do município de São Paulo, um treinamento para cerca de 40 servidoras municipais que atendem mulheres vítimas de violência na capital paulista.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os casos de feminicídio tiveram um aumento de 22,2% em 12 estados brasileiros no período entre março/abril de 2019 e março/abril de 2020.

Na cidade de São Paulo, os casos de violência contra a mulher cresceram 30% entre os meses de fevereiro e março de 2020, segundo o Núcleo de Gênero e o Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de São Paulo.

Rua comercial em Briedgetown, Barbados. Foto: Flickr/Roger W(CC)

Barbados assinará acordo para sediar conferência da UNCTAD em 2021

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e o governo de Barbados assinarão na quarta-feira (5) um acordo sobre a realização da 15ª conferência ministerial quadrienal da organização, prevista para a primavera de 2021, na capital do país insular, Bridgetown.

A UNCTAD15 será uma oportunidade para os países discutirem como reconstruir e fortalecer suas economias após a crise da COVID-19, para garantir prosperidade para todos.

Profissional de saúde verifica a temperatura de paciente em hospital na província de Nonthaburi, Tailândia. Foto: ONU Mulheres/Pathumporn Thongking

Efeitos da pandemia serão sentidos por décadas, diz chefe da OMS

Manifestando “apreço pelos esforços de resposta à pandemia de COVID-19 feitos por Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros”, o comitê de emergência convocado pelo chefe da agência deixou claro que ainda não há um fim à vista para a crise de saúde pública que até agora infectou mais de 17 milhões e matou mais de 650 mil pessoas.

“A pandemia é uma crise de saúde que ocorre uma vez no século, cujos efeitos serão sentidos nas próximas décadas”, disse Tedros ao Comitê em seu discurso de abertura na sexta-feira (31).

“Muitos países que acreditavam ter passado pelo pior agora estão enfrentando novos surtos. Alguns que foram menos afetados nas primeiras semanas agora estão vendo um número crescente de casos e mortes. E alguns que tiveram grandes surtos os controlaram.”

Em meio à falta de saneamento, moradores equilibram-se em 'ruas' de madeira para chegar a suas casas em Altamira, no Pará. Foto: Valter Campanato/ABr

É preciso acelerar esforços para garantir direito humano a água e saneamento, diz relator da ONU

Dez anos depois de a ONU reconhecer explicitamente o acesso a água e saneamento como um direito humano, bilhões de pessoas carecem desses serviços, alertou um especialista da ONU na semana passada (27).

“A pandemia de coronavírus nos ensinou que deixar para trás as pessoas que mais precisam de serviços de água e saneamento pode levar a uma tragédia humanitária”, disse o brasileiro Léo Heller, relator especial sobre os direitos humanos à água e ao saneamento.

“Nos próximos 10 anos, os direitos humanos à água e ao saneamento devem ser uma prioridade se quisermos construir sociedades justas e humanas.”

UNIDO participou de painel temático com especialistas em resíduos sólidos, compostagem e biometanização. Foto: UNIDO

UNIDO participa de webinar sobre Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) participou na quarta-feira (29) do webinar “PNRS 2030 – Caminhos para implementação efetiva da Política Nacional de Resíduos Sólidos nos próximos 10 anos”.

O evento reuniu discussões em torno da gestão sustentável de resíduos sólidos no Brasil. O consultor da UNIDO Luis Felipe Colturato, especialista em resíduos e biogás, fez uma apresentação técnica durante o painel “Resíduos orgânicos/compostáveis – gestão estratégica e oportunidades para uma nova sociedade”.