União é imprescindível para vencer os desafios da pandemia do novo coronavírus - Foto: Gerd Altmann/Pixabay

ARTIGO: Todos na luta contra uma pandemia sem precedentes

Apenas trabalhando em conjunto o mundo poderá enfrentar as consequências devastadoras da COVID-19, afirma o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em artigo de opinião publicado em jornais de todo o mundo. 

Ele defende testagem e identificação de contatos, quarentenas, tratamentos e medidas de segurança para equipes médicas, combinadas com a restrição de movimento e de contatos até que apareçam terapias e vacinas.

COVID-19: Sanções econômicas devem ser retiradas para evitar crises de fome, diz especialista da ONU

Uma especialista em direitos humanos da ONU pediu o fim imediato de sanções internacionais para evitar crises de fome nos países atingidos pela pandemia de COVID-19.

“A imposição contínua de sanções econômicas prejudiciais a Síria, Venezuela, Irã, Cuba e, em menor grau, ao Zimbábue, para citar os casos mais importantes, prejudica severamente o direito fundamental dos cidadãos comuns a alimentos suficientes e adequados”, disse Hilal Elver, relatora especial da ONU para o direito à alimentação.

COVID-19: Prevenção e inclusão devem estar no centro da resposta para refugiados, diz ACNUR

Ann Burton, chefe da Seção de Saúde Pública do ACNUR, destaca os perigos que o novo coronavírus representa para refugiados e pessoas deslocadas, e descreve como o ACNUR está trabalhando para diminuir sua propagação, reduzir seu impacto e salvar vidas.

A maioria dos 25,9 milhões de refugiados do mundo vive em países em desenvolvimento, onde as unidades de terapia intensiva costumam ter menos leitos e menos ventiladores. A especialista afirma que a prevenção e a inclusão devem estar no centro da resposta para as pessoas deslocadas.

Funcionário do ACNUR constrói enfermaria ao lado do hospital Erasmo Meoz, em Cúcuta, na Colômbia, como parte da intensificação da resposta à COVID-19. O local tem capacidade de atender 72 pacientes. Foto: ACNUR

COVID-19 e o fluxo venezuelano: necessidades de refugiados e migrantes aumentam e medidas de ajuda são essenciais

Com a pandemia de coronavírus testando os sistemas de saúde em todo o mundo, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estão chamando a atenção para os desafios que os refugiados e migrantes da Venezuela enfrentam.

“Pedimos à comunidade internacional que aumentem seu apoio a programas humanitários, de proteção e integração, dos quais a vida e o bem-estar de milhões de pessoas dependem, incluindo das comunidades que os acolhem”, afirmou Eduardo Stein, representante especial conjunto ACNUR-OIM para refugiados e migrantes da Venezuela.

OMS lança guia para atendimento de saúde mental em crises humanitárias

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lançou no dia 27 de março a versão em português do Guia de Intervenção Humanitária. O documento é uma ferramenta prática voltada a profissionais da saúde não especializados em saúde mental.

O Guia contém orientações para manejo de estresse agudo, luto, transtorno depressivo, transtorno do estresse pós-traumático, psicose, epilepsia, deficiência intelectual, uso de álcool e outras drogas, suicídio, entre outros.

Mariam Walate Intanere, de 25 anos, fugiu do Mali para o Níger com seu tio e quatro filhos. Ela e sua família receberão uma das 1 mil casas em Ouallam que estão sendo construída para refugiados e seus anfitriões. Foto: ACNUR/Sylvain Cherkaoui

Direitos e saúde de refugiados e migrantes devem ser protegidos em meio à pandemia

Diante da crise de COVID-19, todos somos vulneráveis. O vírus mostrou que não discrimina – mas muitos refugiados, deslocados à força, apátridas e migrantes estão em maior risco.

O alerta foi feito em comunicado conjunto publicado na terça-feira (31) por Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mototaxistas descansam em Monróvia, na Libéria. Foto: PNUD/Morgana Wingard

COVID-19: Crise iminente em países em desenvolvimento ameaça devastar a economia e aumentar a desigualdade

A crescente crise da COVID-19 ameaça atingir países em desenvolvimento de forma desproporcional, não apenas como uma crise de saúde no curto prazo, mas também como devastadora crise social e econômica ao longo dos próximos meses e anos.

Nesse cenário, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está trabalhando no apoio aos sistemas de saúde de países como Bósnia e Herzegovina, China, Djibuti, El Salvador, Eritreia, Irã, Quirguistão, Madagascar, Nigéria, Paraguai, Panamá, Sérvia, Ucrânia e Vietnã.

Países devem atenuar os efeitos da COVID-19 no comércio e nos mercados de alimentos, alerta FAO

A incerteza sobre a disponibilidade de alimentos pode desencadear uma onda de restrições à exportação, gerando escassez no mercado mundial. Essas reações podem alterar o equilíbrio entre a oferta e a demanda por alimentos, levando a picos de preços e maior volatilidade.

É preciso fazer tudo que é possível para assegurar que o comércio flua tão livremente quanto seja permitido, principalmente para evitar a escassez de alimentos.

Da mesma forma, também é essencial proteger os produtores de alimentos e trabalhadores do setor alimentício na elaboração e comercialização no varejo, visando minimizar a propagação da doença nesse setor e manter as cadeias de suprimento de alimentos.

Guy Ryder, Diretor-geral da OIT - Foto: OIT

ARTIGO: COVID-19 pôs em evidência a fragilidade de nossas economias

A pandemia de coronavírus não é apenas uma crise de saúde, é também uma crise social e econômica, afirma o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder. E para que a resposta seja eficaz, ela deve levar em consideração todos esses fatores, sendo realizada de maneira coordenada e abrangente. Em particular, deve responder às necessidades das pessoas mais vulneráveis.

Confira na íntegra do artigo de opinião abaixo.

ONU lança plano para ‘derrotar o vírus e construir um mundo melhor’

Para combater as devastadoras dimensões socioeconômicas da crise da COVID-19, o chefe da ONU se concentrou nos mais vulneráveis, elaborando políticas que, entre outras coisas, apoiam o fornecimento de seguro de saúde e desemprego e proteções sociais, além de fortalecer as empresas para evitar falências e perdas de empregos.

O alívio de dívidas soberanas também deve ser uma prioridade, disse António Guterres, observando que a ONU está “totalmente mobilizada” e está estabelecendo um novo Fundo Fiduciário para a Resposta e Recuperação frente à COVID-19, formado por múltiplos parceiros, para responder à emergência e promover a recuperação após o choque socioeconômico.

“Quando superarmos esta crise, o que acontecerá, teremos uma escolha”, disse. “Podemos voltar ao mundo como era antes ou lidar de maneira decisiva com os problemas que nos tornam desnecessariamente vulneráveis ​​a crises.”

Senerita Pouvi, 9 anos, é vacinada contra o sarampo na vila de Leauvaa, em Samoa, como parte de uma campanha nacional de vacinação apoiada pelo UNICEF. Foto: Stephen/UNICEF

ARTIGO: UNICEF se compromete a garantir suprimento de vacinas nos países que mais precisam

A diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, afirma que a organização está comprometida a apoiar as necessidades básicas de saúde e imunização nos países mais afetados, mas mostra preocupação com o avanço da pandemia da COVID-19 – que poderá interromper serviços vitais, incluindo a imunização.

“Estamos trabalhando duro para garantir que os suprimentos adequados de vacinas estejam disponíveis nos países que precisam deles. Também estamos oferecendo maior apoio aos governos para continuar o fornecimento de vacinas durante essa pandemia”.

Julgamento foi repleto de arbitrariedades, concluiu Grupo de Trabalho - Foto: Pixabay

Especialistas da ONU comemoram libertação de prefeito de Cochabamba, na Bolívia

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária celebrou a decisão de um tribunal de Cochabamba em encerrar a detenção do prefeito José María Leyes, que foi privado de sua liberdade após um julgamento repleto de violações ao devido processo legal, incluindo independência judicial e presunção de inocência.

O Grupo de Trabalho concluiu que a prisão preventiva tinha como objetivo impedir Leyes de exercer suas funções no município de Cochabamba, negando, assim, seu direito de participar em assuntos públicos.

Equipe do Departamento de Cuidado Crítico da Universidade Médica de Guangdong – Foto: Departamento de Cuidado Crítico, Universidade Médica de Guagdong

OMS pede mais equipamentos e suprimentos médicos para enfrentar coronavírus

O chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) está pedindo aumento de produção de equipamentos médicos e suprimentos, na medida em que centros médicos e trabalhadores em saúde de muitos países lutam com crescentes e urgentes demandas trazidas pela pandemia da COVID-19.

Tedros Adhanom Ghebreyesus informou a jornalistas em Genebra na segunda-feira (30) que conversou com ministros de comércio do fórum de economias líderes mundiais, o G-20, sobre maneiras de enfrentar a crônica falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e outros suprimentos médicos essenciais.

Acabar com as mortes maternas evitáveis é uma das ações do UNFPA em resposta ao coronavírus. Foto: UNFPA

UNFPA: ações em resposta à pandemia da COVID-19

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) está trabalhando com governos e parceiros para priorizar as necessidades particulares de mulheres e meninas, alinhado com os objetivos de acabar com a necessidade não satisfeita de planejamento reprodutivo e contracepção, acabar com as mortes maternas evitáveis e acabar com a violência de gênero e práticas nocivas contra mulheres e meninas até 2030.

Segundo a diretora executiva do UNFPA, Dra. Natalia Kanem, o medo e a incerteza são respostas naturais ao coronavírus. “Mas nós precisamos ser guiados por fatos e informações sólidas”, afirmou a diretora.

Julienne Lusenge, diretora-executiva do Fundo para Mulheres Congolesas, uma donatária do Fundo Fiduciário da ONU, lidera workshop antes da pandemia na República Democrática do Congo. Foto: Jonathan Torgovnik

COVID-19: Fundo da ONU apoia mulheres em risco de violência na Índia e na RDC

Diante da atual pandemia de COVID-19, o Fundo Fiduciário da ONU para Acabar com a Violência contra as Mulheres (UNTF, na sigla em inglês) e as instituições donatárias reconhecem as dimensões de gênero dos impactos do novo coronavírus no mundo.

Isso inclui aumento do risco de violência doméstica e diminuição da capacidade das pessoas prestadoras de serviços de responder a casos de violência. Leia o relato da ONU Mulheres.

Assistência remota é usada pelo Programa Mundial de Alimentos durante a COVID-19

Remote Assistance: learn about the methodology used by the WFP Centre of Excellence Brazil

In recent weeks, the World Food Programme (WFP) – Centre of Excellence Against Hunger Brazil team – as well as other United Nations teams around the world – has had to adapt to restrictions imposed by the Covid-19 pandemic and all employees are working from home. However, the Centre had already started to adopt remote assistance methodologies to support countries back in 2019. With new travel restrictions, the team has been improving these tools so that what was previously done in person can continue to take place remotely.

Learn how the team is working remotely.

Assistência remota é usada pelo Programa Mundial de Alimentos durante a COVID-19

Assistência remota: conheça a metodologia usada pelo Programa Mundial de Alimentos durante a COVID-19

Nas últimas semanas, o time brasileiro do Programa Mundial de Alimentos (WFP, em inglês) –Centro de Excelência contra a Fome – assim como outras equipes das Nações Unidas ao redor do mundo – tem se adaptado às restrições impostas pela pandemia da COVID-19 e todos os funcionários estão trabalhando de casa. No entanto, o Centro já tinha começado a adotar metodologias de assistência remota para apoiar países desde 2019. Com as novas restrições de viagem, a equipe está aperfeiçoando estas ferramentas, assim o que antes era feito presencialmente agora possa ser feito remotamente.

Conheça um pouco mais como é feita a assistência remota.

ACNUR realiza ações para mitigar o impacto da COVID-19 no refugiados. Foto: ACNUR

Coronavírus e refugiados: o que o ACNUR está fazendo no Brasil e no mundo

A Agência ONU para Refugiados (ACNUR), juntamente com outras agências das Nações Unidas e organizações parceiras, acompanha de perto a situação da pandemia da COVID-19 e trabalha diariamente para mitigar os possíveis impactos do coronavírus nos refugiados, pessoas forçadas a se deslocar e comunidades que as acolhem.

Mais de 80% da população global de refugiados e de deslocados internos estão em países de renda baixa ou média, cujos sistemas de saúde e saneamento básico estão sobrecarregados. A superlotação nos campos, assentamentos e abrigos onde vivem é algo comum e representa um desafio adicional no combate à COVID-19, uma vez que o distanciamento social é uma das formas mais eficazes de combater a propagação deste vírus.

Nações Unidas entregam mais de 250 mil máscaras médicas ao prefeito de Nova Iorque. Foto: ONU/Eskinder Debebe

COVID-19: ONU doa 250 mil máscaras para profissionais de saúde em Nova Iorque

Em nome da cidade de Nova Iorque, o prefeito Bill de Blasio recebeu 250 mil máscaras doadas pela ONU no sábado (28), destinadas a profissionais de saúde na metrópole que abriga a sede da Organização.

O chefe da ONU elogiou os trabalhadores da saúde na cidade de Nova Iorque que, segundo ele, têm atuado “corajosamente, de forma altruísta e incansável em resposta à disseminação da COVID-19 pelos bairros”, em uma referência aos cinco bairros nos quais a cidade é administrativamente dividida (Manhattan, Queens, The Bronx, Brooklyn e Staten Island).

Relatório da UNCTAD pede pacote de 2,5 trilhões de dólares - Foto: Pixabay

ONU pede pacote de US$2,5 trilhões para países em desenvolvimento superarem crise do coronavírus

As consequências da pandemia de saúde combinada com uma recessão global serão catastróficas para muitos países em desenvolvimento e impedirão o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Com dois terços da população global morando em países em desenvolvimento – excluindo a China – e enfrentando danos econômicos sem precedentes por conta da crise da COVID-19, as Nações Unidas estão pedindo um pacote de 2,5 trilhões de dólares para estas nações, de forma a transformar manifestações de solidariedade internacional em ação global efetiva.

As informações estão em relatório publicado nesta segunda-feira (30) pela UNCTAD, órgão da ONU para comércio e desenvolvimento.

Phumzile Mlambo-Ngcuka, vice-secretária geral da ONU e diretora executiva da ONU Mulheres. Foto: Rick Bajornas (ONU)

ARTIGO: COVID-19 oferece oportunidades de corrigir as desigualdades na vida das mulheres

Em artigo, a subsecretária-geral da ONU e diretora-executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, afirma que a COVID-19 oferece uma oportunidade de ação radical e positiva para corrigir as desigualdades de longa data em várias áreas da vida das mulheres.

“Há espaço não apenas para resistência, mas recuperação e crescimento. Peço aos governos e a todos os outros prestadores e prestadoras de serviços, incluindo o setor privado, que aproveitem a oportunidade para planejar sua resposta à COVID-19 como nunca fizeram antes – e que levem em consideração a perspectiva de gênero, construindo proativamente conhecimentos de gênero em equipes de resposta”.

A recomendação do órgão da ONU para reduzir a propagação da COVID-19 em prisões incluem reduzir a população carcerária por meio de esquemas de libertação antecipada, provisória ou temporária de infratores de baixo risco. Foto: Pixabay

Órgão de prevenção à tortura recomenda ações para proteger pessoas privadas de liberdade

O Subcomitê das Nações Unidas para Prevenção da Tortura (SPT) publicou nesta segunda-feira (30) recomendações detalhadas sobre uma série de ações que governos e órgãos independentes de monitoramento devem adotar para proteger as pessoas privadas de liberdade durante a pandemia de COVID-19.

O documento cita medidas a serem tomadas pelas autoridades em todos os locais de privação de liberdade, incluindo prisões, centros de detenção de imigrantes, campos de refugiados fechados e hospitais psiquiátricos, a fim de mitigar os riscos à saúde criados pelo novo coronavírus.

Equipe médica de Xiang Lu em Hubei, China. Foto: Xiang Lu (arquivo pessoal)

OMS confirma mais de 630 mil casos da COVID-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou cerca de 630 mil casos confirmados da COVID-19 em todo o mundo. Pelo menos 30 mil pessoas morreram e mais de 100 mil se recuperaram da doença.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a ameaça global mais urgente é a falta de equipamentos de proteção individual. Até agora, a OMS forneceu cerca de 2 milhões de itens e equipamentos de proteção a 74 países e prepara a mesma quantidade para mais 60 nações.

Na sexta-feira (20) a OMS lançou o ensaio clínico ‘Solidariedade’, que vai comparar a segurança e a eficácia de quatro medicamentos ou combinações diferentes. Mais de 45 países já contribuem para este ensaio – incluindo o Brasil, que tem a Fiocruz como instituição responsável por liderar este processo no país.

FAO recomenda o aument do consumo de frutas e legumes. Foto: Magda Ehlers/Pexels

FAO: dicas de uma alimentação saudável para enfrentar a crise da COVID-19 

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apela a todos para que fortaleçam seu sistema imunológico com uma dieta saudável e consciente evitando desperdícios, e fornece recomendações para mitigar os efeitos da pandemia na segurança alimentar e nutrição.

A FAO elaborou uma série de perguntas e respostas sobre o impacto da COVID-19 na alimentação e na agricultura. ‘Quem está mais ameaçado por sua segurança alimentar e meios de subsistência devido à pandemia?’, ‘Como a pandemia afetará a demanda de alimentos?’. Estas são algumas das perguntas que preocupam o mundo e que a FAO responde. 

Nicaraguenses fogem para Costa Rica em busca de proteção internacional. Foto: ACNUR/Daniel Dreifuss

Após dois anos de crise, mais de 100 mil pessoas fugiram da Nicarágua

Ao longo dos últimos dois anos, mais de 100 mil pessoas na Nicarágua procuraram asilo em outros países, buscando fugir de perseguições e violações de direitos humanos. A informação é do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“Sérias crises políticas e sociais no país têm incentivado estudantes, defensores de direitos humanos, jornalistas e fazendeiros nicaraguenses a fugir do país, numa média de 4 mil pessoas a cada mês”, disse durante coletiva a jornalistas o porta-voz do ACNUR Shabia Mantoo, no Palácio das Nações em Genebra. Sem resolução à vista, a agência espera que esse número cresça ainda mais.

Representantes da ONU pedem solidariedade social para enfrentar o novo corovanírus - Foto: Gerald Altmann/Pixabay

Representantes da ONU pedem união, compaixão e solidariedade

O representante da Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), Miguel Moratinos, e o conselheiro especial da ONU para Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, expressaram grande preocupação com o aumento do estigma, do discurso de ódio e de crimes de ódio contra pessoas e grupos erroneamente difamados e percebidos por estarem associados com o novo coronavírus em todo o mundo.

Em comunicado conjunto, eles lembraram que embora a pandemia seja uma ameaça global para a paz e a segurança, ela também é uma oportunidade para demonstrar união.

“Derrotar a pandemia implica em efetiva cooperação internacional, implementando uma abordagem que envolva toda a sociedade, que inclua todos os governos nacionais, sociedade civil, mídia, empresas privadas, líderes religiosos, jovens e mulheres”, afirmaram os representantes.

Entre as ações realizadas pela OIM em Roraima estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio com profissionais de saúde e doação de equipamentos para a rede pública de saúde. Foto: OIM

OIM apoia venezuelanos e comunidade de acolhida com ações frente à COVID-19

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), com o financiamento do governo do Japão, está promovendo ações de saúde em Roraima, apoiando a Operação Acolhida, resposta humanitária do governo federal em parceria com agências da ONU e sociedade civil.

Entre as ações realizadas estão a distribuição de kits de higiene, o auxílio a profissionais de saúde e a doação de equipamentos para a rede pública de saúde de Roraima, assim como o compartilhamento e produção de conteúdo informativo e preventivo sobre o coronavírus.

Diretora executiva do UNFPA, dra. Natália Kanem. Foto: Lauren Anders Brown/UNFPA

ARTIGO: Precisamos garantir as necessidades de mulheres e meninas enquanto lutamos contra a COVID-19

Em artigo, a diretora-executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Dra. Natalia Kanem, afirma que a cada dia que passa, a escalada da crise da COVID-19 e suas consequências vão ficando ainda mais aparentes e alarmantes.

“Nós não devemos esquecer que há pessoas que estão sobre grande risco em consequência da crise: As mulheres grávidas, que precisam de atendimento pré-natal, mas estão incertas se é ou não seguro ir à clínica. As mulheres em relacionamentos abusivos presas em casa por não conseguir vislumbrar um futuro e temendo por sua segurança. As dez milhares de pessoas em campos refugiados, que estão contando os dias até a chegada do coronavírus, e aquelas para as quais o distanciamento social simplesmente não é uma opção. As pessoas idosas, muitas das quais estão presas no isolamento, estão famintas por interação social e estão particularmente vulneráveis a ficarem seriamente doentes”.

Tabuleiro do jogo Viva os ODS. Foto: ONU

Enfrente a quarentena da COVID-19 com o jogo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Em tempos de quarentena da COVID-19, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) tem uma dica para distrair as crianças dentro de casa: o jogo “Viva os Objetivos”, que explica tudo sobre a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O material está disponível gratuitamente para download em português e é destinado para crianças de 8 a 10 anos, podendo entreter a família toda.

De forma lúdica e didática, o jogo de tabuleiro apresenta perguntas para os principais desafios enfrentados para transformar a Terra num planeta mais sustentável.

Relatora especial da ONU sobre Violência contra a Mulher, Dubravka Simonovic, alerta que COVID-19 intensificou risco de violência doméstica. Foto: Isabella Quintana/PIxabay

Relatora da ONU: Estados devem combater violência doméstica na quarentena por COVID-19

Medidas restritivas adotadas em todo o mundo para combater a COVID-19 intensificaram o risco de violência doméstica e os governos devem defender os direitos humanos de mulheres e crianças e adotar medidas urgentes para as vítimas deste tipo de violência. A recomendação é da relatora especial da ONU sobre Violência contra a Mulher, Dubravka Simonovic.

“É mais provável que as taxas de violência doméstica generalizada aumentem, como já sugerem relatórios iniciais policiais e de denúncia telefônica. Para muitas mulheres e crianças, o lar pode ser um lugar de medo e abuso. Esta situação piora consideravelmente em casos de isolamento, como as quarentenas impostas durante a pandemia da COVID-19”, afirmou a relatora.

Prateleiras de supermercado em Nova Iorque. Foto: Beatriz Barral/ONU

COVID-19: FAO desaconselha corrida aos supermercados

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) desaconselha a corrida aos supermercados durante a pandemia da COVID-19. De acordo com a diretora da FAO em Nova Iorque, Carla Mucavi, pesquisas da ONU mostram que ainda não existem rupturas nos bens essenciais e a situação deve permanecer assim nas próximas semanas.

No entanto, para evitar uma crise nos próximos meses, é preciso que os governos garantam acesso aos alimentos, sobretudo, para as populações vulneráveis.

Funcionário do ACNUR inspeciona e embala itens de ajuda, incluindo sabão e toalhas de papel descartáveis para distribuir aos assentamentos de refugiados no Irã, como parte da resposta à COVID-19. Foto: Farha Bhoyroo/ACNUR

Cinco motivos para não esquecer dos refugiados na luta contra a COVID-19

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apresenta cinco motivos para ninguém esquecer dos refugiados no combate à COVID-19. As 25,9 milhões de pessoas refugiadas no mundo foram forçadas a abandonar suas casas para fugir de conflitos armados, violência e violação dos direitos humanos. Para elas, voltar para seus lares e cidades em segurança não é uma opção.

Além disso, mais de três quartos dos refugiados vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia, onde os sistemas de saúde e saneamento básico de muitos locais já estão sobrecarregados.

Ação de prevenção em Lagos, na Nigéria. Foto: Ojo/Unicef

OMS adverte: COVID-19 chega a 196 países e mais vidas serão perdidas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (25) que pelo menos 413.467 casos foram confirmados e 18.433 pessoas morreram devido ao novo coronavírus em 196 países e territórios.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, explicou que a meta é ampliar a precisão e o foco para interromper a transmissão e salvar vidas, e apelou aos países que adotaram as medidas de bloqueio para atacar o novo coronavírus durante esse período.

OIM participa de resposta humanitária global diante do novo coronavírus

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) uniu-se na quarta-feira (25) à comunidade humanitária e da saúde para lançar o Plano Global de Resposta Humanitária (HRP) interinstitucional COVID-19.

“A COVID-19 está tendo um impacto sem precedentes na saúde, economia e bem-estar das pessoas em todo o mundo”, disse o diretor-geral da OIM, António Vitorino.

“Não devemos esquecer o impacto devastador que esta doença terá nas dezenas de milhões de pessoas que já vivem em terríveis situações humanitárias.”

Apelo para arrecadar recursos visa proteger crianças e adolescentes mais vulneráveis. Foto: Hiller/UNICEF

UNICEF lança campanha para arrecadar R$ 10 milhões para enfrentar o coronavírus no Brasil

O UNICEF lançou, nesta quarta-feira (25), um apelo preliminar de R$ 10 milhões como resposta imediata à crise do coronavírus no Brasil. A campanha de captação de recursos tem como objetivo mitigar os impactos do coronavírus na vida de crianças e adolescentes mais vulneráveis.

Esta campanha faz parte de um apelo coordenado globalmente pelas Nações Unidas para arrecadar US$ 2 bilhões para combater a COVID-19 em 51 países. Os recursos serão usados para proteger, em especial, os mais vulneráveis.

No abrigo de Pintolândia, em Boa Vista, funcionários do ACNUR compartilham, em warao, informações de prevenção à COVID-19. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

ACNUR busca US$255 milhões para responder ao surto de COVID-19

A pandemia de coronavírus acelera, matando milhares de pessoas todos os dias. A população mais vulnerável a este surto inclui 70 milhões de crianças, mulheres e homens a deslocados à força por guerras e perseguições.

Entre eles, estão cerca de 25,9 milhões de refugiados, dos quais mais de três quartos vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia. Com sistemas de saúde fracos, alguns desses países já estão enfrentando crises humanitárias.

Mulheres estão na linha de frente do combate ao COVID-19 ao redor do mundo. Foto: UNFPA

Mulheres podem sofrer mais violência durante pandemias, alerta UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) publicou o documento “Um olhar para gênero” para alertar sobre a necessidade de proteger meninas e mulheres durante a pandemia da COVID-19, através de um olhar segmentado.

Como os sistemas que protegem mulheres e meninas, incluindo estruturas comunitárias, podem enfraquecer ou quebrar, medidas específicas devem ser implementadas para proteger mulheres e meninas do risco de violência por parceiro íntimo com a dinâmica imposta pela COVID-19.

Saúde, direitos sexuais e reprodutivos são questões significativas de saúde pública que requerem muita atenção durante pandemias.

Sessões informativas em abrigos e assentamentos informais fazem parte da estratégia de contenção à COVID-19 entre a população refugiada, migrante e brasileira. Foto: ACNUR/Paulo Lugoboni

COVID-19: ACNUR e parceiros apoiam refugiados e comunidades de acolhida na emergência

As ações de prevenção e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus que estão sendo adotadas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil estão beneficiando pessoas refugiadas e as comunidades que as acolhem, evitando a transmissão da COVID-19 nestas populações.

Entre as atividades estão o compartilhamento de informações sobre como se prevenir contra a COVID 19, a distribuição de kits de higiene e limpeza para grupos mais vulneráveis e o fortalecimento da capacidade de atendimento em saúde à população.

Plano de Resposta Humanitária Global do COVID-19 será coordenado pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e depende de abordagem global - Foto: Gerd Altmann/Pixabay

ONU lança plano de resposta humanitária: abordagem global é a única maneira de lutar contra COVID-19

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou nesta quarta-feira (25) um plano de resposta humanitária global de 2 bilhões de dólares para lutar contra a COVID-19 nos países mais vulneráveis, numa proposta para proteger milhões de pessoas e reduzir a disseminação do vírus no mundo. O plano contempla 51 países de América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia.

A COVID-19 já matou mais de 16 mil pessoas em todo o mundo e há aproximadamente 400 mil casos registrados.

O plano de resposta será implementado pelas agências da ONU, com Organizações Não Governamentais (ONGs) internacionais e consórcios de ONGs tendo um papel direto na resposta.

O plano prevê o envio de equipamentos para testes e suprimentos médicos, instalação de  estações para lavagem das mãos em acampamentos e assentamentos, campanhas de informação pública e pontes aéreas para levar trabalhadores e insumos na América Latina, África e Ásia.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, na cúpula do G20 no Japão em 2019. Foto: ONU Japão/Ichiro Mae

G20 tem a chance de ampliar fortemente combate ao coronavírus, diz chefe da ONU

O grupo dos países mais industrializados do mundo, o G20, precisa responder às numerosas ameaças que a doença provocada pelo novo coronavírus representa para as pessoas em todos os lugares, de acordo com o secretário-geral da ONU.

Numa carta aos membros do Grupo das 20 potências industrializadas (G20), António Guterres elogiou a decisão de convocar uma cúpula virtual de emergência sobre a pandemia, que já afetou a saúde, a educação e as economias em todo o mundo.

“A COVID-19 exigirá uma resposta como nenhuma antes – um plano de ‘guerra’ em tempos de crise humana”, escreveu ele na segunda-feira (23).