Japão apoia ações da ONU na proteção de venezuelanos no Norte do Brasil

O governo do Japão assinou um acordo de cooperação com quatro agências do Sistema ONU no Brasil que prevê o repasse de 3,6 milhões de dólares para apoio a projetos desenvolvidos na proteção e assistência a venezuelanos que chegam ao país. Os recursos serão utilizados em ações em Roraima, Amazonas e Pará.

Participam do acordo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,2 bilhões para a reconstrução das áreas atingidas pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique. O anúncio foi feito pelo presidente do país, Filipe Jacinto Nyusi, no final de uma Conferência Internacional de Doadores que aconteceu no início de junho na cidade da Beira. O país precisa, no entanto, de US$ 3,2 bilhões para a reconstrução pós-ciclone nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Inhambane Nampula e Cabo Delgado. A base deste apelo é a Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, realizada pelo governo com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Moçambique: doadores prometem 1,2 bilhão para reconstrução após ciclones

Doadores internacionais prometeram contribuir com US$ 1,2 bilhões para a reconstrução das áreas atingidas pelos ciclones Idai e Kenneth em Moçambique. O anúncio foi feito pelo presidente do país, Filipe Jacinto Nyusi, no final de uma Conferência Internacional de Doadores que aconteceu no início de junho na cidade da Beira.

O país precisa, no entanto, de US$ 3,2 bilhões para a reconstrução pós-ciclone nas províncias de Sofala, Manica, Tete, Zambézia, Inhambane Nampula e Cabo Delgado.

A base deste apelo é a Avaliação das Necessidades Pós-Desastres, realizada pelo governo com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Europeia, o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento.

Jackeline Lozada quer estudar artes em uma faculdade brasileira. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães

Refugiada venezuelana descobre talento para arte após chegar ao Brasil

Em Boa Vista, Roraima, uma colorida pintura toma conta do muro do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial para refugiados e migrantes venezuelanos. Na obra, uma mulher indígena carrega as bandeiras da Venezuela e do Brasil e recebe os recém-chegados com uma mensagem de acolhimento e amizade.

A artista por trás do painel saiu das fileiras de pessoas beneficiárias do centro: Jackeline Lozada, de 25 anos, trabalhou no mural enquanto estava grávida. Ela deu à luz uma menina poucas semanas após receber a equipe de reportagem do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Oficial da polícia antidrogas da Libéria faz busca em lixão nos arredores de Monrovia. Foto: Staton Winter/ONU

No oeste da África, ONU defende abordagem de direitos humanos para lidar com uso de drogas

Representantes do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e da Comissão da África Ocidental sobre Drogas divulgaram em maio uma proposta de “lei modelo” sobre drogas para o oeste do continente africano. Durante a apresentação do texto para ministros da Saúde de países da região, a agência da ONU defendeu a efetividade da descriminalização e de políticas de redução de danos.

Desastres, conflitos e surtos de doenças infecciosas mostram que o mundo continua em risco de emergências de saúde que podem ter um impacto global. Nós trabalhamos com países para salvar vidas e proteger a saúde em todas as fases de uma emergência, da prevenção à preparação, resposta, recuperação e fortalecimento do sistema de saúde. Vinte e quatro horas por dia, 365 dias por ano, a vigilância global da Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha para detectar potenciais ameaças à saúde. Mais de 7 mil sinais são captados todo mês.

VÍDEO: OMS e parceiros atuam em emergências 24 horas por dia, 365 dias por ano

Desastres, conflitos e surtos de doenças infecciosas mostram que o mundo continua em risco de emergências de saúde que podem ter um impacto global. Nós trabalhamos com países para salvar vidas e proteger a saúde em todas as fases de uma emergência, da prevenção à preparação, resposta, recuperação e fortalecimento do sistema de saúde.

Vinte e quatro horas por dia, 365 dias por ano, a vigilância global da Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalha para detectar potenciais ameaças à saúde. Mais de 7 mil sinais são captados todo mês. Saiba mais nesse vídeo.

A militar brasileira Marcia Andrade Braga alertou para a baixa participação de mulheres na missão da ONU na República Centro-Africana. Foto: Cia Pak

Vencedora de prêmio da ONU participa de comemoração do Dia dos Trabalhadores das Forças de Paz

O Dia Internacional dos Trabalhadores das Forças de Paz da ONU será lembrado nesta sexta-feira (31) no Salão de Leitura do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro. A cerimônia contará com a participação da militar brasileira Márcia Braga, vencedora do prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero das Nações Unidas, recebido em março deste ano das mãos do secretário-geral António Guterres. 

O evento é parceria do Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC Rio) com o CCOPAB, o CIASC e a REBRAPAZ.

O atacante do Corinthians Vagner Love, campeão paulista de 2019, foi um dos atletas que assinaram a bola usada na final do campeonato e que está sendo leiloada em prol das crianças afetadas pelos ciclones Idai e Kenneth no sudeste da África. Foto: UNICEF/Gazzanel

UNICEF promove leilão de bola do Paulistão para apoiar ações em Moçambique

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) iniciou esta semana (28) um leilão da bola utilizada na decisão do Paulistão 2019. A peça foi doada à organização pela Federação Paulista de Futebol e foi autografada pelos atletas Cássio, Fagner, Vagner Love, Jadson, Junior Urso e Clayson, além do técnico Fábio Carille, campeões paulistas deste ano.

O leilão online está sendo realizado em parceria com a Football For a Cause (footballforacause.com.br). Toda a verba arrecadada será doada para as ações do UNICEF em resposta à emergência de Moçambique, Malauí e Zimbábue, países atingidos pelos ciclones Idai e Kenneth.

Barcos com migrantes na costa da Itália. Foto: Marinha italiana/M. Sestini

Itália: especialistas condenam projeto de lei para multar quem resgata migrantes e refugiados no mar

Especialistas das Nações Unidas em direitos humanos condenaram em maio (20) uma proposta de decreto do ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, para multar pessoas que resgatam migrantes e refugiados no mar.

Em carta formal ao governo da Itália, os especialistas independentes pediram a retirada do projeto e afirmaram que “o direito à vida e o princípio de não devolução devem prevalecer sobre a legislação nacional ou outras medidas supostamente adotadas em nome da segurança nacional”.

Sacos de cereais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) na província de Taiz, no Iêmen. Foto: OCHA/Giles Clarke

Fome no Iêmen: PMA considera suspensão de ajuda após novas interferências de líderes houthis

A agência das Nações Unidas de ajuda alimentar de emergência afirmou que, sem acesso pleno e “liberdade para decidir”, pode ser forçada a implementar uma “suspensão em fases” para pessoas que recebem ajuda vital em áreas controladas por rebeldes houthis no Iêmen.

Em comunicado, o porta-voz sênior do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Hervé Verhoosel, afirmou que, após mais de quatro anos de conflito brutal entre houthis e uma coalizão do governo por controle do país, “nosso maior desafio não vem das armas”, mas “do papel obstrutivo e não cooperativo de alguns líderes houthis em áreas sob o controle deles”.

Durante o dia, as crianças recebem reforço escolar e aprendem português. “Elas falam melhor do que nós”, disse a mãe de uma das meninas. Foto: ACNUR/João Paulo Machado

Grupo de amigos cria casa de acolhimento para refugiados venezuelanos em Manaus

Um grupo de amigos de Manaus começou a ajudar famílias venezuelanas vítimas de um esquema de venda de bilhetes aéreos falsos em sua jornada rumo ao Brasil. A iniciativa deu origem a uma casa de acolhida denominada Oásis, que agora oferece comida, itens básicos de higiene, roupas e abrigo aos venezuelanos vivendo em situação de vulnerabilidade na capital amazonense.

Desde a inauguração, o abrigo se mantém por meio de doações voluntárias. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) apoia a casa por meio de doações de produtos necessários e acompanha os pedidos de refúgio. Leia o relato completo.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, visita Vanuatu em última parada de missão ao Pacífico para ver os efeitos da mudança climática. Foto: ONU/Mark Garten

ONU: líderes mundiais precisam adotar políticas ‘esclarecidas’ sobre ações climáticas

Encerrando uma visita de uma semana ao Pacífico Sul, o secretário-geral das Nações Unidas pediu para líderes mundiais adotarem escolhas “esclarecidas” sobre ações climáticas, à medida que “todo o planeta” pode sofrer.

António Guterres lembrou que, para alguns Estados insulares do Pacífico, a “mudança climática é agora uma ameaça existencial”.

Destacando que vilarejos inteiros estão sendo realocados, meios de subsistência estão sendo destruídos e pessoas estão ficando doentes por problemas relacionados ao clima, Guterres lamentou que “os riscos são todos muito reais”.

Em torno de 53 mil nigerianos deslocados por conflito vivem no acampamento de refugiados de Minawao, nos Camarões. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Na ONU, série de diálogos busca solucionar deslocamentos forçados na África

Com mais de 24,2 milhões de africanos forçados a deixar suas casas em 2017 – 4,6 milhões a mais em relação ao ano passado – as Nações Unidas sediaram um evento de três dias em Nova Iorque com foco em encontrar soluções duradouras para o problema.

A situação é um fardo crescente para a economia e para o meio ambiente do continente, além de impactar comunidades que acolhem os deslocados.

A Série de Diálogos sobre a África deste ano, que aconteceu nesta semana sob o tema “Em direção a soluções sustentáveis para pessoas deslocadas à força na África”, reuniu uma série de lideranças para encontrar maneiras de lidar com a questão.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, deposita uma coroa de flores durante cerimônia em memória aos membros das forças de paz mortos em serviço. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ONU honra membros das forças de paz mortos em missões

Desde que as Nações Unidas realizaram a primeira de suas 72 missões de paz, em 1948, mais de 3.800 capacetes-azuis perderam suas vidas, afirmou o secretário-geral da ONU, em cerimônia nesta sexta-feira (24) em memória dos “bravos homens e mulheres” que servem nas operações.

Falando do “verdadeiro custo das operações de paz”, António Guterres pediu um momento de silêncio em homenagem aos que “pagaram o preço final” para proteger outros e para dar “uma chance de paz e de esperança a países devastados pela guerra”.

“Hoje, em 14 missões pelo mundo, nossos membros das forças de paz servem heroicamente para preservar a paz e a estabilidade”, disse, acrescentando que eles também “enfrentam graves ameaças”.

Euligio Baez, um líder Warao da Venezuela, com sua família em Boa Vista, no Brasil. Foto: ACNUR

Venezuelanos fogem devido a ameaças de morte e doenças; leia relatos

Atualmente, existem cerca de 3,7 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos em todo o mundo, a maioria na América Latina e no Caribe.

Devido à piora na situação política, econômica, de direitos humanos e humanitária na Venezuela, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera agora que a maioria dos que fogem do país precisam de proteção internacional como refugiados. Leia relatos de venezuelanos ouvidos pela agência das Nações Unidas.

Em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e acompanhado pelo representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, Rangarajan visitou a base da Operação Acolhida. Foto: UNFPA Brasil/Samara Cordeiro

Embaixador britânico visita iniciativas do UNFPA de atendimento a refugiados venezuelanos

Em visita a Boa Vista (RR) esta semana, o embaixador britânico no Brasil, Vijay Rangarajan, conheceu as atividades do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no atendimento a pessoas refugiadas venezuelanas que chegam ao país. O embaixador observou também projetos implementados em Pacaraima, cidade localizada na fronteira com a Venezuela.

A visita foi realizada em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e acompanhada pelo representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Dois meses do ciclone Idai: a “dificuldade em não chorar” do funcionário da ONU em Moçambique

Dois meses do ciclone Idai: funcionário da ONU relembra tragédia em Moçambique

Um relato do trabalhador humanitário Pedro Matos foi o primeiro a correr o mundo após o ciclone Idai atingir a costa leste do sul da África, nos dias 14 e 15 de março.

Matos conta a experiência única em 10 anos de ação como funcionário do Programa Mundial de Alimentos (PMA). Do Iêmen, na maior crise humanitária do mundo, ele agora revive o momento, dois meses depois da tragédia.

Falando à ONU News, Matos ainda procura tirar as palavras que nunca saíram logo depois da passagem do primeiro dos dois ciclones que abalaram Moçambique.

A situação atual, como destacam as Nações Unidas, ainda é de grande necessidade. A ONU continua dando ajuda e pedindo mais apoio para os milhões de vítimas.

Venezuela conversa com oficial de proteção do ACNUR após cruzar a fronteira para Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Vincent Tremeau

Maioria das pessoas que foge da Venezuela necessita de proteção internacional para refugiados

Dado o agravamento da situação política, econômica, humanitária e de direitos humanos na Venezuela, que já deslocou globalmente mais de 3,6 milhões de pessoas, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) considera que a maioria dos que fogem do país precisa de proteção internacional para refugiados.

Em uma nota de orientação emitida nesta terça-feira (21), o ACNUR reitera seu apelo aos Estados para que permitam o acesso dos venezuelanos a seu território e forneçam proteção e tratamento adequado, destacando a necessidade crítica de segurança das pessoas forçadas a fugir por suas vidas e por liberdade.

Funcionários do ACNUR conversam com iemenitas na província de Hajjah em março de 2019. Foto: ACNUR/Rashed Al Dubai

Mais de 15 milhões de crianças precisam de ajuda no Iêmen, alerta UNICEF

Mais de 15 milhões de crianças estão precisando de ajuda humanitária no Iêmen, disse na quarta-feira (15) o chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aos membros do Conselho de Segurança. Ele pediu ações para pôr fim aos quatro anos de conflito no país, que já matou ou feriu ao menos 7,3 mil crianças.

O coordenador humanitário das Nações Unidas, Mark Lowcock, disse a membros do Conselho de Segurança que 10 milhões de pessoas ainda precisam de assistência alimentar de emergência no Iêmen, enquanto o “espectro da fome ainda paira” sobre o país. A cólera afetou 300 mil apenas neste ano, comparado com 370 mil durante todo o ano de 2018.

Família camaronesa em colchonete improvisado ao ar livre no campo de refugiados de Agadom, em Ogoja, na Nigéria. Foto: ACNUR/Will Swanson

Refugiados camaroneses encontram dificuldades para recomeçar vida na Nigéria

Embates violentos entre militares de Camarões e separatistas armados já provocaram o deslocamento de aproximadamente 437 mil pessoas dentro das fronteiras do país e forçaram outras 35 mil pessoas a buscar refúgio na Nigéria.

Entre a população deslocada, a maioria é composta por mulheres e crianças advindas de áreas anglófonas. Elas estão tendo dificuldades para retomar suas vidas na Nigéria, devido à falta de espaço em abrigos e de escolas para as crianças. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Mobilização do governo, com apoio do UNICEF e da OMS, levou vacinas para mais de meio milhão de meninos e meninas moçambicanos. Foto: UNICEF

ONU apoia mobilização de saúde para levar vacinas e nutrição a crianças em Moçambique

Quase dois meses após a passagem do ciclone Idai por Moçambique, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiaram o governo local, na semana passada, a realizar uma “semana de saúde” em resposta aos desafios vividos pela população. Iniciativa levou vacinas, remédios e suplementação alimentar para mais de meio milhão de meninos e meninas afetados pela tempestade tropical.

O bloqueio tem um impacto devastador sobre as crianças de Gaza, afetando sua saúde física e mental, assim como seus ambientes de aprendizagem. Foto: Khalil Adwan/UNRWA (2016)

Mais de 1 milhão de palestinos precisam de doações de comida em Gaza, diz ONU

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) alertou nesta semana (13) que mais de 1 milhão de palestinos precisam de ajuda humanitária para sobreviver em Gaza.

O contingente equivale a cerca de metade da população local e representa um aumento de quase dez vezes no número de cidadãos que passam necessidade no enclave. Piora foi atribuída ao bloqueio econômico contra o território.

Menina de Hodeida, no Iêmen, vive com pais, três irmãos e seis irmãs. A família enfrenta risco de desnutrição devido à guerra e a falta de fontes de receita para comprar comida. Foto: UNICEF/Taha Almahbashi

ONU monitora retirada de forças rebeldes de principal porto do Iêmen

Enquanto os iemenitas continuam a finalizar os procedimentos para a implementação do acordo de Hodeida, sob o qual a coalizão governamental e líderes rebeldes se comprometeram a retirar forças da cidade-porto de mesmo nome, o presidente do Comitê de Coordenação de Reorganização disse na sexta-feira (10) ter recebido uma oferta da oposição houthi para iniciar uma retirada unilateral.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, o tenente general dinamarquês Michael Lollesgaard, que lidera a equipe de observadores e monitores da ONU, disse que a Missão da ONU para apoiar o Acordo de Hodeida (UNMHA) “monitorará e informará sobre a redistribuição unilateral”, cujo início estava previsto para sábado (11), e que deve ser concluído até terça-feira (14).

Uma mãe rohingya atravessa um rio com seu filho no colo em busca de segurança em Bangladesh. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ACNUR conta a história de 5 mães refugiadas que fizeram o impossível por seus filhos

Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Leia os relatos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Clínica em Mbandaka, na República Democrática do Congo, onde pacientes com ebola são tratados. Foto: Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho

Em décimo mês, surto de ebola na República Democrática do Congo deixa 1 mil mortos

Em seu décimo mês, a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) deixou mais de 1 mil mortos, levando o secretário-geral da ONU, António Guterres, a disponibilizar apoio de todo o Sistema das Nações Unidas para impedir a propagação do vírus mortal.

Guterres expressou na quarta-feira (8) preocupação com o número de novos casos de ebola no leste da RDC, reiterando o apoio da ONU “aos esforços para acabar com o surto”.

‘A guerra não destrói só sua casa, ela destrói seu coração’, diz refugiada síria no Brasil

Rama caminhava por Damasco com suas duas filhas pequenas quando a família foi atingida por uma bomba. As meninas Lamar e Celin ficaram gravemente feridas, mas sobreviveram.

Depois do ataque, a mãe decidiu abandonar o país para buscar segurança no Brasil, onde as três vivem há dois anos e meio. Por meio de um programa de empregabilidade de agências da ONU e empresas brasileiras, Rama está reconstruindo sua vida e seus sonhos.

Péricles Gasparini, chefe de escritório da MINUSCA, à direita, com o capacete azul da ONU. Foto: Arquivo pessoal

‘Trabalhar na ONU é sentir que você está fazendo algo para a humanidade’, diz brasileiro há 30 anos na Organização

O brasileiro Péricles Gasparini trabalha para as Nações Unidas há 30 anos. Desde 2017, é chefe de escritório na Missão de Paz da ONU na República Centro-Africana, a MINUSCA. A serviço da Organização, o profissional trabalhou em Berberati, uma cidade de 105 mil habitantes, a cerca de 300 quilômetros da capital, Bangui. Hoje, está alocado no município de Bouar.

Saiba mais na matéria especial do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Indígenas venezuelanos da etnia warao e eñepas em abrigo em Boa Vista, Roraima. Foto: OIM

OIM lança versão em inglês de relatório sobre migração indígena da Venezuela para o Brasil

O fluxo de venezuelanos para o Brasil ocorrido nesta década continua sendo um dos eventos migratórios mais importantes da América Latina e uma das histórias de mobilidade humana mais impactantes de todos os tempos na região. Cerca de 3,7 milhões de venezuelanos abandonaram seu país nos últimos quatro anos, incluindo centenas de indígenas.

Essa população — suas características e necessidades específicas — é foco de uma publicação da Organização Internacional para as Migrações (OIM), cuja versão em inglês foi publicada esta semana.

Crianças e suas famílias que vivem em um campo improvisado em uma área de difícil acesso na zona rural ocidental de Alepo, na Síria. Foto: UNICEF/Watad

Aumento da violência em região da Síria é ‘grande preocupação’, diz chefe da ONU

O chefe das Nações Unidas, António Guterres, disse nesta terça-feira (7) que está acompanhando “com grande preocupação” a intensificação dos confrontos no noroeste da Síria, que provocaram ainda mais perdas de vidas e deslocaram milhares nos últimos dias.

Os comentários do secretário-geral vêm em meio a relatos de ataques aéreos em centros populacionais e prédios civis dentro de uma zona desmilitarizada, desde setembro do ano passado sob a guarda da Rússia e da Turquia, no sul de Idlib e no norte rural de Hama.

Equipe de avaliação da FAO e do PMA visita o condado de Unpa, em Hwanghae do Norte, na Coreia do Norte, em abril de 2019. Foto: PMA/James Belgrave

Safras fracas resultam em escassez de alimentos para 10 milhões de norte-coreanos

Mais de 10 milhões de norte-coreanos estão sofrendo com uma “severa escassez de alimentos” após a pior colheita em uma década, de acordo com uma avaliação de segurança alimentar das Nações Unidas divulgada no início de abril (3).

Safras fracas por conta de ondas de calor e enchentes durante a temporada significam que pessoas afetadas não terão comida suficiente até a próxima colheita.

A avaliação para a Coreia do Norte é baseada em dados coletados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), que realizaram missões no país no mês passado e em novembro de 2018.

A mãe de Nelwin, Silviane Garcia, teve papel fundamental na melhora do menino e comemora a boa saúde do filho. Foto: UNICEF/Inaê Brandão

UNICEF garante assistência médica e nutricional para crianças venezuelanas em Roraima

Com um ano e nove meses, Nelwin Torres vive correndo e brincando com os primos e tios pelo abrigo Janokoida, para venezuelanos indígenas, em Pacaraima (RR). Mas nem sempre foi assim.

Quando ao chegou ao Brasil, em setembro último, o menino estava doente, desidratado, com perda de peso e indícios de desnutrição. Sem forças, parou de comer e de engatinhar. O relato é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em Cúcuta, na Colômbia, todos os dias por volta das 5 da manhã, centenas de crianças cruzam a fronteira com a Venezuela para pegar ônibus que levam para escolas em Cúcuta. Foto: UNICEF/Santiago Arcos

Cerca de 300 mil crianças venezuelanas precisam de assistência humanitária na Colômbia

Sem mais apoio, a saúde, a educação e o bem-estar de ao menos 327 mil crianças venezuelanas que vivem como migrantes e refugiadas na Colômbia estarão em risco, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A situação econômica e política na Venezuela fez com que cerca de 3,7 milhões de venezuelanos deixassem suas casas e viajassem para o Brasil, Colômbia, Equador, Peru e outros países da região.

Cerca de 1,2 milhão destes venezuelanos estão na Colômbia, muitos deles vivendo em comunidades vulneráveis e que já estão com recursos sobrecarregados, segundo o UNICEF.

Myshara, de 13 anos, refugiada rohingya de Mianmar, com suas amigas no programa de saúde mental para crianças no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Foto: ACNUR/Will Swanson

Projeto da ONU promove saúde mental de jovens rohingya em Bangladesh

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, participou na semana passada (2) em Kutupalong, Bangladesh, de uma rodada de atividades com 18 crianças refugiadas rohingya com idade entre 12 e 17 anos, que fizeram perguntas, intercaladas com danças e exercícios.

A maioria foi forçada a fugir com suas famílias das violências e atrocidades cometidas contra sua comunidade em Mianmar. Elas participam de um projeto inovador de saúde mental cujo objetivo é ajudá-las a falar sobre preocupações e tristezas. A ação, que teve início com apenas dois grupos, hoje reúne mais de 40.

Escombros das casas palestinas demolidas em Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, com vista para o assentamento de Pisgat Ze'ev. Foto: UNRWA/Marwan Baghdadi

Ausência de solução política para Israel-Palestina prejudica esforços da ONU para encerrar crise

A chefe de Assuntos Políticos das Nações Unidas afirmou que, apesar das contínuas respostas à crise humanitária, econômica e política no Território Palestino Ocupado, esforços estão sendo continuamente enfraquecidos pela falta de progresso político em direção a uma solução de dois Estados.

Em atualização ao Conselho de Segurança sobre a situação mais recente no Oriente Médio, Rosemary DiCarlo disse que esperanças para dois Estados vivendo lado a lado em paz “continuam sendo substituídas por crescentes temores de futura anexação”.

Prédios destruídos em Trípoli, na Líbia. Foto: OCHA/Giles Clarke

ONU renova pedido de trégua humanitária da Líbia

Desde que os confrontos começaram no início de abril em torno da capital da Líbia, Trípoli, mais de 42 mil pessoas foram deslocadas e milhares ainda podem estar presas dentro da cidade.

Enquanto equipes humanitárias das Nações Unidas trabalham incansavelmente para fornecer assistência vital, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, destacou a necessidade urgente de um cessar-fogo imediato e de corredores humanitários para civis.

“O agravamento de ataques em áreas residenciais, incluindo o uso de artilharia, foguetes e ataques aéreos, é profundamente preocupante. Milhares de crianças, mulheres e homens estão com suas vidas em risco”, afirmou Bachelet.