Iemenitas aguardam na fila para receber água potável de tanque fornecido pelo UNICEF em Sanaa, no Iêmen. Foto: UNICEF

Iêmen caminha para catástrofe humanitária, alertam agências da ONU

Enquanto o conflito no Iêmen ultrapassa a marca de 1 mil dias, as Nações Unidas alertaram que se os trabalhadores humanitários não tiverem maior acesso ao país e se a violência não diminuir, o custo em termos de vidas perdidas será incalculável. O alerta foi feito pelos chefes de Organização Mundial da Saúde (OMS), Programa Mundial de Alimentos (PMA) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Cerca de 75% da população iemenita está em necessidade de assistência humanitária, incluindo 11,3 milhões de crianças que não podem sobreviver sem ela. Ao menos 60% dos iemenitas estão agora em insegurança alimentar e 16 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e saneamento básico. Menos da metade dos hospitais do Iêmen está funcionando plenamente e profissionais de saúde ficaram meses sem receber salários.

Oficiais da MINUSTAH, a missão de paz da ONU no Haiti, entregam materiais para a realização das eleições no país. Foto de janeiro de 2017. Foto: ONU/Logan Abassi

Falta de equipamento e capacitação são desafios para missões de paz, afirma chefe de operações da ONU

Em balanço sobre a atuação das missões de paz da ONU em 2017, o subsecretário-geral das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, alertou para os desafios que soldados sob a bandeira das Nações Unidas enfrentaram. Entre os problemas está a falta de equipamentos e de capacitação técnica dos oficiais. No ano passado, mais de 60 capacetes-azuis perderam suas vidas em serviço.

A cidade iemenita de Saada foi fortemente atingida por ataques aéreos desde que o conflito se intensificou no ano passado. Na foto, mercado destruído por ataque aéreo em abril de 2015. Foto: OCHA/Philippe Kropf

Civis enfrentam impacto de ‘guerra absurda’ no Iêmen, diz oficial da ONU

Após ataques aéreos contra uma fazenda e um mercado popular deixarem cerca de 70 mortos no início desta semana no Iêmen, o principal representante humanitário da ONU no país denunciou os incidentes e lembrou as partes em conflito sobre suas obrigações legais internacionais de poupar civis e infraestruturas.

“Esses incidentes provam o completo desprezo pela vida humana que todas as partes, incluindo a coalizão liderada pela Arábia Saudita, continuam a demonstrar”, disse Jamie McGoldrick, coordenador humanitário para o Iêmen, em comunicado publicado na quinta-feira (28).

Crianças em centro de proteção no Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Hakim George

UNICEF: violência contra crianças em zonas de guerra ‘não pode ser novo normal’

Ao longo de 2017, meninos e meninas em zonas de conflito foram atacados em uma escala chocante, afirmou nesta quinta-feira (28) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Em confrontos em todo o mundo, crianças se tornaram alvo nas linhas de frente, usadas como escudos humanos, mortas, mutiladas ou recrutadas para lutar. O estupro, o casamento forçado, o sequestro e a escravização tornaram-se táticas padrão em situações de guerra, do Iraque, Síria e Iêmen até Nigéria, Sudão do Sul e Mianmar.

Solicitante de refúgio entra nas antigas instalações do centro de triagem de refugiados da Austrália, mantido na ilha de Manus, na Papua Nova Guiné. Foto: ACNUR/Vlad Sokhin

ONU cobra que Austrália garanta direitos de refugiados em ilha usada para triagem de estrangeiros

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) alertou neste mês (22) que a situação de refugiados e solicitantes de refúgio permanece perigosa na ilha de Manus, em Papua Nova Guiné, onde o governo da Austrália mantinha uma unidade de triagem de estrangeiros. Apesar da desativação das instalações, em 31 de outubro, cerca de 800 refugiados continuam vivendo em “condições altamente inseguras”, segundo o ACNUR.

Rua na região da Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Sírios em zonas sitiadas passam dezembro sem receber assistência humanitária, alerta ONU

Na Síria, a lista de pessoas que precisam de assistência médica em zonas sitiadas está diminuindo. Não porque a população está sendo evacuada ou recebendo tratamento, mas sim, porque os sírios estão morrendo. É o alerta do conselheiro especial da ONU, Jan Egeland. Em pronunciamento neste mês (21), representante lamentou que, em dezembro, agências humanitárias não conseguiram entregar assistência para nenhum morador de regiões sob cerco.

Sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Rick Bajornas

Assembleia Geral corta em 5% orçamento da ONU para biênio 2018-2019

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou no domingo (24) um orçamento de quase 5,4 bilhões de dólares para as atividades da Organização durante o biênio 2018-2019. Em comparação ao orçamento do biênio anterior (2016-2017), o montante é 5% menor — o equivalente a 286 milhões de dólares a menos. Valor também está abaixo do solicitado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em outubro, quando o dirigente apresentou uma proposta que previa 193 milhões de dólares a mais em relação à verba acordada nesta semana.

Hidropônica consome até 90% menos recursos hídricos do que práticas agrícolas convencionais. Foto: PMA/Nina Schroeder

ONU aposta em hidropônica para ajudar refugiados do Saara Ocidental a desenvolver pecuária

Em apenas sete dias, a hidropônica permite obter pasto verde e fresco a partir de sementes que precisam de quantidades mínimas de água e que dispensam o uso de fertilizantes. Na Argélia, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) usa a tecnologia para driblar a escassez de recursos hídricos e de terra nos cinco campos de refugiados do Saara Ocidental próximos a Tindouf. Entre a população, a má nutrição crônica afeta um em cada quatro indivíduos.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), 15 mil pessoas ficaram presas por dias na fronteira entre Mianmar e Bangladesh, muitas delas sem nada para comer. A agência da ONU está fornecendo biscoitos proteicos e arroz e utilizando barcos para levar a comida até a região. Desde agosto de 2017, 580 mil pessoas já foram alimentadas pelo Programa na região, a maior parte delas rohingyas que fogem da violência em Mianmar.

Programa Mundial de Alimentos apoia meio milhão de rohingyas fugindo da violência

Segundo o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), 15 mil pessoas ficaram presas por dias na fronteira entre Mianmar e Bangladesh, muitas delas sem nada para comer. A agência da ONU está fornecendo biscoitos proteicos e arroz e utilizando barcos para levar a comida até a região. Desde agosto de 2017, 580 mil pessoas já foram alimentadas pelo Programa na região, a maior parte delas rohingyas que fogem da violência em Mianmar.

A crise humanitária causada pela escalada da violência no estado de rakhine, em Mianmar, está causando sofrimento em uma escala catastrófica. Desde agosto, mais de 630 mil pessoas rohingya fugiram para Bangladesh. Milhares, no entanto, ficaram presos em Mianmar sem os meios para atravessar a fronteira. As Nações Unidas e parceiros estão trabalhando em estreita colaboração com o governo do Bangladesh para ampliar e coordenar a resposta humanitária, a fim de garantir que os refugiados sejam protegidos em conformidade com os padrões internacionais, bem como fornecer apoio desesperadamente necessário – incluindo alimentos, abrigo, cuidados de saúde e água.

VÍDEO: A crise dos rohingya explicada em 90 segundos

A crise humanitária causada pela escalada da violência no estado de rakhine, em Mianmar, está causando sofrimento em uma escala catastrófica. Desde agosto, mais de 630 mil pessoas rohingya fugiram para Bangladesh. Milhares, no entanto, ficaram presos em Mianmar sem os meios para atravessar a fronteira.

As Nações Unidas e parceiros estão trabalhando em estreita colaboração com o governo do Bangladesh para ampliar e coordenar a resposta humanitária, a fim de garantir que os refugiados sejam protegidos em conformidade com os padrões internacionais, bem como fornecer apoio desesperadamente necessário – incluindo alimentos, abrigo, cuidados de saúde e água.

2017: um novo secretário-geral chega às Nações Unidas. Em todo o mundo, a lista de desafios continua crescendo. Crises em Mianmar, Iêmen, Sudão do Sul, Síria, Somália, Nigéria, Líbia e outros lugares. Migrantes e refugiados continuam pagando um alto preço em meio aos conflitos e o extremismo em curso – inclusive com suas próprias vidas. O fim da exploração sexual e o compromisso com a igualdade de gênero continuam no topo da agenda global, com 130 milhões de meninas ainda fora da escola. O bem-sucedido processo de paz na Colômbia e a justiça funcionando no tribunal da ONU para a ex-Iugoslávia trazem esperança para um turbulento mundo. A defesa dos oceanos e os esforços contra as mudanças climáticas também marcaram 2017, em meio à destruição provocada no Caribe por desastres naturais. Confira nesse vídeo a Retrospectiva da ONU 2017.

VÍDEO: Retrospectiva da ONU 2017

2017: um novo secretário-geral chega às Nações Unidas. Em todo o mundo, a lista de desafios continua crescendo. Crises em Mianmar, Iêmen, Sudão do Sul, Síria, Somália, Nigéria, Líbia e outros lugares. Migrantes e refugiados continuam pagando um alto preço em meio aos conflitos e o extremismo em curso – inclusive com suas próprias vidas.

O fim da exploração sexual e o compromisso com a igualdade de gênero continuam no topo da agenda global, com 130 milhões de meninas ainda fora da escola. O bem-sucedido processo de paz na Colômbia e a justiça funcionando no tribunal da ONU para a ex-Iugoslávia trazem esperança para um turbulento mundo. A defesa dos oceanos e os esforços contra as mudanças climáticas também marcaram 2017, em meio à destruição provocada no Caribe por desastres naturais.

Confira nesse vídeo a Retrospectiva da ONU 2017.

O conflito na Síria tem afetado severamente a população do país – e também a pecuária que garante sua subsistência. Nos últimos anos, o número de cabeças de gado diminuiu mais de 30%, enquanto o número de ovelhas e carneiros caiu mais de 40%. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Associação Médica Veterinária da Síria realizaram uma campanha de saúde animal no início deste ano para proteger 1,3 milhão de ovelhas e cabras e 65 mil bovinos de doenças altamente contagiosas. A campanha de três meses beneficiou mais de 200 mil criadores, com apoio dos EUA. Confira mais neste vídeo

Com apoio da FAO, pecuaristas retomam produção na Síria

O conflito na Síria tem afetado severamente a população do país – e também a pecuária que garante sua subsistência. Nos últimos anos, o número de cabeças de gado diminuiu mais de 30%, enquanto o número de ovelhas e carneiros caiu mais de 40%.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Associação Médica Veterinária da Síria realizaram uma campanha de saúde animal no início deste ano para proteger 1,3 milhão de ovelhas e cabras e 65 mil bovinos de doenças altamente contagiosas. A campanha de três meses beneficiou mais de 200 mil criadores, com apoio dos EUA. Confira mais neste vídeo.

O fechamento de todas as vias, terrestres, marítimas e aéreas que dão acesso ao Iêmen pode causar graves consequências ao país que já enfrenta uma complicada crise humanitária. O bloqueio, realizado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, vem afetando as operações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na região, onde milhões de pessoas dependem da ajuda humanitária para sobreviver. Segundo representantes da ONU, o prolongamento das obstruções pode ocasionar a maior crise de fome que o mundo viu em décadas.

Bloqueio saudita ao Iêmen pode levar a catástrofe humanitária ainda pior

O fechamento de todas as vias, terrestres, marítimas e aéreas que dão acesso ao Iêmen pode causar graves consequências ao país que já enfrenta uma complicada crise humanitária.

O bloqueio, realizado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, vem afetando as operações da Organização Mundial da Saúde (OMS) na região, onde milhões de pessoas dependem da ajuda humanitária para sobreviver. Segundo representantes da ONU, o prolongamento das obstruções pode ocasionar a maior crise de fome que o mundo viu em décadas.

Sabores diferentes tomaram conta dos paladares de estudantes franceses. Pela primeira vez, um chef de cozinha refugiado preparou a merenda de uma escola na região da Normandia. A iniciativa faz parte do projeto ‘Refugee Food Festival’, que abre as portas de restaurantes europeus para chefs refugiados. Coorganizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na França e pela ONG Food Sweet Food, um dos objetivos do festival é mudar a percepção que a sociedade tem dos refugiados.

Na França, cardápio de estudantes inclui novas culturas migrantes

Sabores diferentes tomaram conta dos paladares de estudantes franceses. Pela primeira vez, um chef de cozinha refugiado preparou a merenda de uma escola na região da Normandia. A iniciativa faz parte do projeto ‘Refugee Food Festival’, que abre as portas de restaurantes europeus para chefs refugiados. Coorganizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na França e pela ONG Food Sweet Food, um dos objetivos do festival é mudar a percepção que a sociedade tem dos refugiados.

Khadija faz parte dos mais de 620 mil rohingyas que fugiram de Mianmar desde agosto para buscar abrigo em Bangladesh. Estuprada em sua terra natal, Khadija se viu forçada a trocar sua casa pelo país vizinho – situação similar à de diversas mulheres rohingya que também foram torturadas e abusadas. Para auxiliar mulheres e meninas como Khadija, o UNICEF criou espaços seguros para que meninas adolescentes interajam entre si e recebam o apoio emocional necessário para reconstruir suas vidas.

UNICEF apoia meninas rohingyas fugindo da violência em Mianmar

Khadija faz parte dos mais de 620 mil rohingyas que fugiram de Mianmar desde agosto para buscar abrigo em Bangladesh. Estuprada em sua terra natal, Khadija se viu forçada a trocar sua casa pelo país vizinho – situação similar à de diversas mulheres rohingya que também foram torturadas e abusadas. Para auxiliar mulheres e meninas como Khadija, o UNICEF criou espaços seguros para que meninas adolescentes interajam entre si e recebam o apoio emocional necessário para reconstruir suas vidas.

O objetivo do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher é capacitar todas as mulheres e pôr fim à violência contra elas. No Sudão do Sul, dezenas de milhares de mulheres fugiram para os campos de proteção de civis da ONU, buscando abrigo para si e seus filhos, longe da violência doméstica e de gênero. Lá, elas recebem apoio prático para agir contra abusadores e possuem um espaço para opinar sobre questões como o casamento forçado e violência doméstica.

No Sudão do Sul, ONU apoia mulheres que fogem da violência de gênero

O objetivo do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher é capacitar todas as mulheres e pôr fim à violência contra elas. No Sudão do Sul, dezenas de milhares de mulheres fugiram para os campos de proteção de civis da ONU, buscando abrigo para si e seus filhos, longe da violência doméstica e de gênero. Lá, elas recebem apoio prático para agir contra abusadores e possuem um espaço para opinar sobre questões como o casamento forçado e violência doméstica.

Em 2014, Maria cruzou a fronteira do México com os Estados Unidos no trem de carga conhecido como “La Bestia” (A Besta), torcendo para não ser pega. Foto: Keith Dannemiller/OIM 2014

António Guterres pede solidariedade no Dia Internacional dos Migrantes

Em mensagem para o Dia Internacional dos Migrantes (18), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu mais solidariedade com os 258 milhões de migrantes de todo o mundo.

Guterres lamentou que, apesar das evidências mostrarem que os migrantes geram benefícios econômicos, sociais e culturais para todas as sociedades, as hostilidades crescem em todo o mundo. “A solidariedade com migrantes nunca foi mais urgente. A migração sempre esteve conosco. Desde tempos remotos, as pessoas se movem em busca de novas oportunidades e vidas melhores.”

Segundo o ACNUR, 63% de todos os refugiados do Sudão do Sul têm menos de 18 anos. Foto: ACNUR/David Azia.

Chefe de agência da ONU pede ação urgente para crise do Sudão do Sul

Na data em que a guerra civil do Sudão do Sul completa quatro anos, o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, pediu na quinta-feira (14) ações urgentes de todas as partes para resolver o conflito e pôr fim à maior crise de refugiados da África.

Ao chamar a atenção para o fato de que 63% de todos os refugiados do Sudão do Sul têm menos de 18 anos, Grandi classificou a situação como “uma crise de crianças refugiadas”, e enfatizou que muitas delas “estão chegando desacompanhadas, separadas e extremamente traumatizadas”.

Faisal tem 18 meses e sofre grave desnutrição aguda. Ele recebe tratamento no hospital Sabeen, na capital do Iêmen, Sanaa. Foto: UNICEF /Yasin

Valores consagrados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos estão sob ataque, diz ONU

A universalidade de direitos está sendo contestada em boa parte do mundo e tem enfrentado intenso ataque por parte de terroristas, líderes autoritários e populistas que parecem querer sacrificar os direitos dos outros em benefício do poder. A avaliação é do chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein.

“A Declaração Universal foi elaborada por um mundo ferido pela guerra, o remédio prescrito pelos Estados para inocular suas populações contra seus piores instintos e omissões”, disse Zeid.

“Essa consciência parece estar se evaporando em ritmo alarmante, e o enorme progresso alcançado através da promulgação progressiva dos princípios de direitos humanos, (…) está sendo cada vez mais esquecido ou deliberadamente ignorado”, completou, às vésperas do Dia dos Direitos Humanos.

No campo de Moria, na ilha de Lesvos, no norte da Grécia, uma frase expressa o desejo de milhões de refugiados e migrantes pelo mundo: ‘Movimento de Liberdade’. Foto: Gustavo Barreto (2016)

Reunião sobre futuro pacto de migração termina com compromisso em prol da dignidade humana

“O que é certo, acima de tudo, são as exigências legítimas de todos os migrantes de que as palavras da Declaração Universal dos Direitos Humanos se aplicam a eles como a todos os outros: todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”, disse a representante especial do secretário-geral da ONU para a Migração Internacional, Louise Arbour.

Encontro de três dias no México preparou caminho para adoção de novo pacto global das Nações Unidas para a migração segura, ordenada e regular.

Peter foi forçado a deixar o Zimbábue por causa da instabilidade política, mas não teve sua solicitação de refúgio aceita no Reino Unido e deixou de ser reconhecido como cidadão por seu próprio país de origem. Foto: ACNUR/Greg Constantine

Mostra fotográfica em Londres aborda desafios de quem não tem nacionalidade

Em todo o mundo, existem cerca de 10 milhões de apátridas. Essas pessoas não têm nacionalidade, o que as torna vulneráveis a instabilidade jurídica e violações. Para essa população, a vida cotidiana pode ser cheia de medo e discriminação. A fim de debater os desafios de quem vive em situação de apatridia, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o fotógrafo Greg Constantine apresentam em Londres uma mostra fotográfica sobre o tema, em cartaz até 30 de dezembro.

Refugiados sírios em, Akkar, no Líbano. Foto: UNICEF/MeMo/Diego Ibarra Sánchez

Doadores garantem US$ 857 milhões para proteção e assistência de refugiados em 2018

Países comprometeram-se na terça-feira (5) a doar 857 milhões de dólares para as atividades do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em 2018. O valor equivale a cerca de 11% do financiamento necessário para o próximo ano — o orçamento total supera 7,5 bilhões de dólares. A quantia já assegurada, porém, é consideravelmente maior que a acordada ao final de 2016, quando foram arrecadados 701 milhões de dólares.