Crianças refugiadas sírias brincando em um assentamento em Al Faida, no Vale de Bekaa, no Líbano. Foto: UNICEF/Vanda Kljajo

ONU elogia solidariedade ‘excepcional’ do Líbano para acolher refugiados da Síria

Em visita a Bourj Hammoud, município do Líbano que abriga cerca de 20 mil sírios, o chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Achim Steiner, elogiou o compromisso e a solidariedade “excepcionais” do país para receber refugiados da guerra na nação vizinha. Dirigente afirmou neste mês (16) que o Estado libanês faz “um bem público global” com suas ações para acolher deslocados forçados.

Bebês em maternidade de Ulaanbaatar, Mongólia. Foto: UNICEF

UNICEF diz que taxas de mortalidade infantil em países pobres são alarmantes

Recém-nascidos estão morrendo a taxas “alarmantemente altas” em países pobres, afetados por conflitos ou com instituições fracas, disse relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicado nesta terça-feira (20). Segundo o documento, bebês nascidos nessa situação têm 50 vezes mais chances de morrer no primeiro mês de vida do que aqueles nascidos em países ricos.

No Japão, um em cada 1,1 mil recém-nascidos morre no primeiro mês de vida, enquanto no Paquistão, a taxa é de que um a cada 22 bebês.

De barco, mulheres e crianças chegam a Sebagoro. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni

Para escapar do conflito armado, refugiados congoleses buscam segurança em Uganda

Com a ajuda de seu filho, Jack Bandinga está arrumando seus pertences na costa ugandense do Lago Alberto: “vimos corpos no chão”, relembra. “As pessoas foram cortadas a machadadas. Estas são as coisas que testemunhamos”.

Jack teve sorte de ter escapado da violência em Toregesi, na província de Ituri, nordeste da República Democrática do Congo (RDC). Após se esconder no mato por dois dias, ele, sua esposa e seus quatro filhos chegaram a Uganda, após atravessarem o lago a bordo de um barco de pesca em uma viagem perigosa de cinco horas. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em 2016, mais de 50 mil crianças e adolescentes deixaram El Salvador. Quase um terço delas fugia da violência no país centro-americano e mais de 9 mil foram enviados de volta. Muitas enfrentaram violências novamente no trânsito de volta para casa. A Agência da ONU para Refugiados, ACNUR, e organizações parceiras estão prestando apoio a esses jovens que retornaram ao seu país de origem; confira nesse vídeo

Mais de 50 mil crianças e adolescentes deixaram El Salvador em apenas um ano; vídeo

Em 2016, mais de 50 mil crianças e adolescentes deixaram El Salvador. Quase um terço delas fugia da violência no país centro-americano e mais de 9 mil foram enviados de volta. Muitas enfrentaram violências novamente no trânsito de volta para casa. A Agência da ONU para Refugiados, ACNUR, e organizações parceiras estão prestando apoio a esses jovens que retornaram ao seu país de origem; confira nesse vídeo.

Profissionais de saúde participam de campanha do UNICEF no Iêmen para combater surto de cólera em meio à guerra civil. Foto: UNICEF/Mutaz Alzekri

Pessoas inocentes estão sob ataque de todos os lados da guerra no Iêmen, denuncia ONU

De 1º de fevereiro até o último dia 8, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) registrou 27 mortes de civis, incluindo o falecimento de quatro crianças, e 76 episódios em que inocentes ficaram feridos em meio aos confrontos armados no Iêmen. Número de óbitos e agressões é maior que o dobro do verificado no início do mesmo mês em 2017. Chefe do organismo internacional condenou ataques à população.

Equipes do ACNUR recebem refugiados ao chegarem ao aeroporto militar italiano Pratica di Mare. Foto: ACNUR/ Alessandro Penso

ONU evacuou mais de mil refugiados da Líbia desde novembro de 2017

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) já evacuou mais de mil indivíduos da Líbia, onde viviam em situação de alta vulnerabilidade como deslocados forçados. Organismo internacional anunciou saldo de operações de reassentamento nesta semana. Na terça-feira (13), um avião deixou Trípoli rumo a Niamey, no Níger, com 128 refugiados. Na quarta (14), outra aeronave levou 150 indivíduos em condição de refúgio da capital líbia até Roma.

Yiech Pur Biel em cerimônia da trégua olímpica em PyeongChang. Atleta carrega mensagem com dizeres "Eu amo a paz". Foto: ACNUR/H. Shin

Atleta refugiado leva mensagem de paz às Olimpíadas de Inverno

“A paz é fundamental para tudo o que um Estado pode fazer”, disse o atleta refugiado Yiech Pur Biel em palestra na Coreia do Sul sobre a ONU e os valores olímpicos. “Uma pessoa precisa de muitas coisas – abrigo, comida, água, educação e serviços médicos – para sobreviver, mas o que todos eles significam sem paz? Como um refugiado que teve que fugir de um país em conflito, eu sei o quão importante é a paz.”

Refugiados burundeses coletam água em campo na região de Kivu do Sul, na República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Colin Delfosse

ONU pede apoio global para levar assistência a 430 mil refugiados do Burundi

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e instituições parceiras lançaram em fevereiro (6) um apelo humanitário de 391 milhões de dólares para levar assistência às vítimas da crise do Burundi. Desde 2015, mais de 400 mil refugiados e solicitantes de refúgio deixaram esse pequeno país do centro da África, fugindo de abusos de direitos humanos, instabilidade política e emergências humanitárias.

O bloqueio tem um impacto devastador sobre as crianças de Gaza, afetando sua saúde física e mental, assim como seus ambientes de aprendizagem. Foto: Khalil Adwan/UNRWA (2016)

ONU pede US$ 800 mi para ajudar refugiados palestinos na Síria, Gaza e Cisjordânia

Após cortes de contribuições financeiras pelos Estados Unidos, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) precisa de recursos para continuar com operações de ajuda. O chefe do organismo internacional, Pierre Krahenbuhl, explicou que a maioria dos palestinos nos territórios ocupados e na Síria “depende da agência para ter ajuda vital, incluindo comida, água, abrigo e assistência médica”.

Criança em meio a destroços em Alepo, na Síria. Foto: OCHA/Romenzi

Guerra na Síria deixou 59 crianças mortas em janeiro, diz UNICEF

Em janeiro, 83 crianças e adolescentes foram mortos em meio aos confrontos armados em curso no Iraque, Líbia, Palestina, Síria e Iêmen. O conflito sírio foi o mais mortal de todos para meninos e meninas, deixando 59 menores mortos apenas no mês passado. Os números são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que criticou o cenário de insegurança enfrentado por jovens em países do Oriente Médio e Norte da África.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, se encontra com pessoas internamente deslocados em Bangassou, República Centro-Africana, em outubro de 2017. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ONU amplia parceria com a União Africana; líderes discutem paz, segurança e combate à corrupção

Parceria com a União Africana vai envolver diálogo com Conselho de Segurança e países que contribuem com fundos e forças de paz. Secretário-geral da ONU, António Guterres, participou de Cúpula dos líderes africanos em Adis Abeba, onde assinou acordo ampliando a cooperação com a organização regional.

As situações urgentes são Sudão do Sul, República Democrática do Congo, República Centro-Africana e Mali. De acordo com a ONU, os respectivos mandatos devem ser mais específicos, além de apoiar soluções políticas e a proteção dos civis.

Refugiados recém-chegados do Sudão do Sul contam ao chefe do ACNUR, Filippo Grandi, e ao chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, as razões de sua fuga. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Crise de refugiados do Sudão do Sul deve se tornar a maior do mundo este ano, alerta ONU

O alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, e o coordenador de ajuda de emergência, Mark Lowcock, lançaram na quinta-feira (1) um apelo para arrecadar 1,5 bilhão de dólares para ajudar refugiados forçados a deixar a grave situação humanitária no Sudão do Sul, e 1,7 bilhão de dólares para atender as necessidades da população do país.

Com o conflito chegando a seu quinto ano, aproximadamente 2,5 milhões de sul-sudaneses foram forçados a deixar o país em direção a cinco nações vizinhas — Uganda, Quênia, Sudão, Etiópia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana. O conflito e a insegurança já forçaram uma em cada três pessoas a se deslocar – seja dentro do Sudão do Sul ou para além de suas fronteiras. Dentro do país, 7 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária.

Consumidores esperam cinco horas na fila para comprar porção de pão de uma pequena padaria em Cumaná, na Venezuela. Foto: IRIN/Meridith Kohut

Crise econômica na Venezuela agrava desnutrição entre crianças, alerta UNICEF

Em meio à crescente insegurança alimentar e à elevação da desnutrição entre crianças diante da crise econômica na Venezuela, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu no fim de janeiro (26) esforços de assistência rápidos e coordenados para alcançar as populações mais vulneráveis.

“Enquanto cifras precisas não estão disponíveis (…), há sinais claros de que a crise está limitando o acesso das crianças a serviços de saúde de qualidade, assim como a medicamentos e alimentos”, disse a agência da ONU em comunicado, enfatizando a gravidade da situação.

Refugiados da Palestina em abrigos temporários construídos pela UNRWA. Foto: UNRWA/Taghrid Mohammad

Solução de dois Estados é mais importante do que nunca no Oriente Médio, diz secretário-geral da ONU

O consenso internacional sobre uma solução de dois Estados para acabar com o conflito entre Israel e Palestina pode erodir “em um momento em que é mais importante do que nunca”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça-feira (6), chamando a “questão palestina” de um dos temas não resolvidos há mais tempo na agenda das Nações Unidas.

Após décadas, “a convergência e o consenso global podem estar ruindo, tornando a ação conjunta mais difícil”, enfatizou Guterres, lembrando que a expansão ilegal de assentamentos na Cisjordânia ocupada é “um importante obstáculo para a paz” que precisa ser “interrompida e revertida”.

Tosha e seu bebê, Marian: "a vida está difícil, mas me sinto muito grata pela assistência do ACNUR e dos trabalhadores do centro médico”. Foto: ACNUR/Georgina Goodwin

Com poucos recursos, hospital em campo de refugiados na Tanzânia salva vidas

A pequena Marian tem apenas 30 segundos de vida. Envolvida em um fino xale ao lado da mãe, deitada em uma cama de ferro, ela nasce já enfrentando dificuldades.

Sua mãe, Tosha Sangan, de 32 anos, foi forçada a deixar a violência da República Democrática do Congo (RDC) há 15 anos, encontrando segurança no campo de refugiados improvisado de Nyarugusu, na Tanzânia. O hospital no qual elas foram atendidas está em situação precária por falta de recursos. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Crianças da Mongólia, no condado de Dadal, zona rural. Foto: Banco Mundial/Khasar Sandag

Agências da ONU defendem investimento no meio rural para lidar com migrações

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciaram nesta semana (24) uma nova parceria para auxiliar países na criação de políticas que combinem gestão migratória e desenvolvimento agrícola. Para agências da ONU, países devem compreender as causas dos deslocamentos humanos, preservar direitos de migrantes e explorar seu potencial.

Uma rua em Douma, Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Síria: ONU alerta para impacto ‘devastador’ do aumento da violência contra civis

“Não podemos aguentar silenciosamente diante da violência indiscriminada e das violações dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário internacional”, disseram Adama Dieng, assessor especial da ONU para a Prevenção do Genocídio, e Ivan Simonovic, assessor especial da organização para a Responsabilidade de Proteger.

Mais de metade da infraestrutura básica do país foi danificada ou destruída, e mais de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária, como resultado do conflito de sete anos – agora mais longo do que a Segunda Guerra Mundial.

Pelo menos 13 sírios, incluindo duas crianças, perderam a vida para as temperaturas congelantes no leste do Líbano. Eles tentavam entrar no país vindos da Síria, informaram as agências humanitárias das Nações Unidas.

Crianças e adolescentes participam do lançamento da campanha #DignityIsPriceless. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

Agência da ONU para refugiados da Palestina lança campanha de doações; participe

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) lançou nesta semana (22) uma campanha de doações para mobilizar apoio de pessoas e instituições que queiram financiar as atividades do organismo internacional.

A iniciativa #DignityIsPriceless (Dignidade não tem preço, em tradução livre para o português) quer angariar fundos para os serviços de saúde e educação oferecidos pela UNRWA a 5 milhões de refugiados palestinos. Saiba como participar.

Todos os migrantes devem ter seus direitos humanos respeitados. Para garantir que isso aconteça, a ONU defende uma maior cooperação na gestão dos processos migratórios por meio da implementação do Pacto Global para a Migração. O acordo, negociado pelos governos na ONU, abordará a migração internacional de modo amplo. No final de 2017, a ONU lançou seu Relatório de Migração Internacional, publicado bienalmente. Segundo o documento, cerca de 258 milhões de pessoas moram em um país diferente daquele que nasceram.

Negociado na ONU, pacto de migração garantirá cooperação internacional

Todos os migrantes devem ter seus direitos humanos respeitados. Para garantir que isso aconteça, a ONU defende uma maior cooperação na gestão dos processos migratórios por meio da implementação do Pacto Global para a Migração. O acordo, negociado pelos governos na ONU, abordará a migração internacional de modo amplo.

No final de 2017, a ONU lançou seu Relatório de Migração Internacional, publicado bienalmente. Segundo o documento, cerca de 258 milhões de pessoas moram em um país diferente daquele que nasceram.

Violência na República Centro-Africana deslocou 60 mil cidadãos do país, que fugiram para a vizinha República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/John Wessels

Refugiados da República Centro-Africana sonham com retorno para aldeia ribeirinha

À beira do rio Ubangi, Jean-Pierre Rondossi aponta para a margem oposta e mostra onde está sua casa e seu coração. A cerca de dez minutos de canoa, estão as ruínas carbonizadas da aldeia de Wapale, na República Centro-Africana.

Foi de lá que ele e sua família fugiram em maio do ano passado, devido aos confrontos entre grupos armados. Para escapar, cruzaram o curso d’água que separa o país da vizinha República Democrática do Congo, destino de outros 60 mil refugiados centro-africanos.