Depois que as milícias mataram seu marido em Mossul, cidade iraquiana destruída pela guerra, Dalal, mãe de seis crianças que vive do distrito de Zanjili, deixou tudo para trás. Durante a fuga, uma tragédia: uma de suas filhas, Milad, de 16 anos, perdeu sua perna em um ataque enquanto fugia dos conflitos. Com o fim dos combates em Mossul, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) fizeram um apelo humanitário para atender as necessidades de crianças vulneráveis, mulheres e homens deslocados, incluindo os que estão voltando para a cidade.

Após retomada de Mossul, ONU detalha necessidades políticas e humanitárias do Iraque

Depois que as milícias mataram seu marido em Mossul, cidade iraquiana destruída pela guerra, Dalal, mãe de seis crianças que vive do distrito de Zanjili, deixou tudo para trás. Durante a fuga, uma tragédia: uma de suas filhas, Milad, de 16 anos, perdeu sua perna em um ataque enquanto fugia dos conflitos.

Com o fim dos combates em Mossul, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) fizeram um apelo humanitário para atender as necessidades de crianças vulneráveis, mulheres e homens deslocados, incluindo os que estão voltando para a cidade.

Onda de violência na República Centro-Africana leva a deslocamento de milhares para a vizinha República Democrática do Congo. Foto: ACNUR/Simon Lubuku

Violência recente na República Centro-Africana já levou à fuga de 160 mil refugiados para a RD Congo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) alertou neste mês que ondas recentes de violência têm levado milhares de pessoas a fugir da República Centro-Africana e buscar segurança na vizinha República Democrática do Congo. No início de julho, a organização Médicos Sem Fronteiras relatou às Nações Unidas que um bebê foi morto a tiros por militantes em um hospital na cidade centro-africana de Zemio. Posto de atendimento abrigava mais de 7 mil deslocados internos.

Funcionária da OIM conversa com uma migrante em um centro de recepção. Foto: OIM

ONU faz apelo para melhorar proteção de refugiados e migrantes em travessias perigosas

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu 412 milhões de dólares para ajudar a melhorar a proteção de refugiados e migrantes que cruzam o Deserto do Saara e o Mar Mediterrâneo, bem como para apoiar países europeus que prestam assistência a solicitantes de asilo.

Nos seis primeiros meses deste ano, mais de 2.171 refugiados e migrantes morreram ou estão desaparecidos no Mediterrâneo, enquanto comunicado do UNICEF criticou medidas na Itália que podem piorar ainda mais a situação de resgate.

Já a Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que cerca de 80% das migrantes nigerianas que chegam à Europa pela costa da Itália são vítimas potenciais do tráfico sexual, destacando os níveis “chocantes” de abuso e violência enfrentados por meninas e mulheres da Nigéria.

Centro de detenção em Nauru. Foto: ACNUDH / N. Wright

ONU critica duramente políticas da Austrália para a detenção de refugiados

Em pronunciamento feito na segunda-feira (24), o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, criticou a Austrália por suas políticas de detenção “offshore”. Operações impedem populações deslocadas que chegam pelo mar sem visto válido de ter acesso a procedimentos de refúgio. Desde que entrou em vigor, em 2013, diretivas levaram ao encarceramento de 2,5 mil refugiados e requerentes de asilo na Papua-Nova Guiné e em Nauru.

No Quênia, até 3 milhões de pessoas estão lutando para encontrar o suficiente para comer, em meio ao avanço da mais recente seca. A chuva insuficiente nos últimos dois anos teve como resultado uma colheita fraca e um gado dizimado em algumas partes do país.

Avanço da seca no Quênia ameaça 3 milhões de pessoas, alerta agência agrícola da ONU

No Quênia, até 3 milhões de pessoas estão lutando para encontrar o suficiente para comer, em meio ao avanço da mais recente seca. A chuva insuficiente nos últimos dois anos teve como resultado uma colheita fraca e um gado dizimado em algumas partes do país.

Segundo estimativas do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas, o FIDA, algumas regiões podem chegar a níveis de emergência até setembro deste ano, enquanto muitas famílias estão comendo apenas uma vez ao dia. Confira nesse vídeo.

Crianças aguardando a refeição em uma escola em Bandarero, no norte do Quênia. Foto: OCHA/Daniel Pfister

Relatório da ONU pede ‘esforços acelerados’ para alcançar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Se o mundo quiser erradicar a pobreza, enfrentar as mudanças climáticas e construir sociedades pacíficas e inclusivas para todos até 2030, são necessários mais esforços para acelerar o progresso em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A informação consta em um relatório das Nações Unidas apresentado nessa segunda-feira (17) pelo secretário-geral da organização, António Guterres.

Iêmen enfrenta guerra, escassez de alimentos e água e surto de cólera. Foto: OMSIêmen enfrenta guerra, escassez de alimentos e água e surto de cólera. Foto: OMS

Dirigentes da ONU pedem a lideranças políticas do Iêmen que busquem a paz

Em pronunciamento no Conselho de Segurança sobre a conjuntura no Iêmen, dirigentes da ONU cobraram nesta semana (10) que lideranças políticas locais ouçam os apelos da sociedade civil por paz. O país vive uma crise humanitária descrita como o “resultado direito” do conflito civil que debilitou o acesso a serviços básicos. Atualmente, mais de 20 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária e 7 milhões correm risco de passar fome.

Menina palestina dentro da casa parcialmente destruída de sua família, olha a destruição no bairro de Shejaiya, em Gaza. Foto: UNICEF

Condições de vida em Gaza estão ‘cada vez mais deploráveis’, alerta ONU

Dez anos após a ocupação do Hamas na Faixa de Gaza, as condições de vida de 2 milhões de pessoas no enclave palestino têm se deteriorado ainda mais rápido do que a previsão feita em 2012. À época, um documento da ONU afirmara que o território se tornaria “inabitável” até 2020.

As informações são do relatório “Gaza – 10 anos depois”, divulgado pelas Nações Unidas nesta semana.

Mulheres deslocadas no Sudão do Sul voltam para seus abrigos após receber ajuda humanitária do ACNUR. Foto: ACNUR/ D.S. Majak

Comunicação para ajuda humanitária é tema de palestra do UNIC no Rio de Janeiro

O diretor do Centro de Informação das Nações Unidas, Maurizio Giuliano, participou da conferência de abertura da Oficina Regional de Comunicação para diretores de comunicação dos ministérios de saúde de países sul-americanos.

O evento é organizado pelo Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (ISAGS) da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), organismo regional formado pelos doze países da região. Maurízio relatou sua experiência de comunicação para ajuda humanitária e cooperação internacional.

Um bebê tem a circunferência do meio do braço esquerdo medida como forme de identificar sinais de desnutrição. A área vermelha, até 12cm, indica desnutrição grave; a amarela (13cm) indica desnutrição moderada; enquanto a verde (14cm) é um bom indicador. Foto: UNICEF / Connelly

Desnutrição infantil retira mais de US$ 1 bilhão da economia da República Democrática do Congo

A economia da República Democrática do Congo (RDC) está perdendo cerca de 4,5% do produto interno bruto (PIB) para os efeitos da desnutrição infantil, de acordo com um estudo apoiado pelas Nações Unidas divulgado nesse mês. “Esses resultados exigem que todos nós atuemos agora para evitar futuras perdas causadas pela fome”, disse o diretor de campo do Programa Mundial da Alimentos da ONU (PMA), Claude Jibidar.

Um menino caminha em um banco de areia em torno de um campo de refugiados em M'bera, na Mauritânia. Foto: UNICEF / Dragaj

ONU alerta para recorde de deslocamento forçado de crianças na África Ocidental e Central

Com mais de 7 milhões de crianças na África Ocidental e Central arrancadas de suas casas todos os anos devido à violência, à pobreza e às mudanças climáticas – e com projeções de que esse número continuará a aumentar –, o UNICEF pediu mais esforços para garantir que as crianças migrantes e deslocadas sejam protegidas da exploração e do abuso. A agência da ONU observou que quase um terço desse número permaneceu na África Subsaariana, e menos de uma em cada cinco foi para a Europa.

Foto: UNMEER / Martine Perret

OMS declara fim do mais recente surto de ebola na República Democrática do Congo

Pelo menos quatro pessoas morreram, e mais de 580 foram registradas e monitoradas de perto depois de terem entrado em contato com o vírus, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Com o fim desta epidemia, a República Democrática do Congo provou mais uma vez ao mundo que podemos controlar o vírus muito mortal do ebola se respondemos com antecedência, de forma coordenada e eficiente”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, o novo diretor-geral da OMS.

Programas de alimentação escolar beneficiam um quinto das crianças em todo o mundo. Foto: PMA / Graeme Williams

Centro de Excelência contra a Fome participa de treinamento no Rio sobre proteção de civis

Representantes do Centro de Excelência contra a Fome, fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, participaram na semana passada (7) do workshop Proteção Integrada de Civis 2017, organizado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz (CCOPAB), no Rio de Janeiro.

O evento discutiu o trabalho de organizações envolvidas em operações internacionais para a proteção de civis em ambientes instáveis, como conflitos armados e desastres naturais.

Crianças se banham em um lago formado por poços de escavação em Bentiu, Sudão do Sul. Em todo o país, apenas 41% das crianças têm acesso a água segura e limpa. Foto: UNICEF / Hatcher-Moore

Cinco anos após a independência do Sudão do Sul, crianças têm infância negada

Sudão do Sul está em conflito desde dezembro de 2013, com ao menos 2,5 mil crianças mortas ou feridas, e mais de 2 milhões de crianças deslocadas ou procurando refúgio em países vizinhos. Centenas também foram estupradas e sexualmente abusadas.

“O dia de independência de um país deve ser celebrado. No entanto, hoje, no Sudão do Sul, não haverá comemoração para os milhões de crianças envolvidas nesse conflito”, disse Mahimbo Mdoe, representante do UNICEF no país, por ocasião do dia da independência do país, 9 de julho.

Refugiados sírios são resgatados no mar Mediterrâneo. Foto: ACNUR/A. D’Amato

Crise econômica e abusos na Líbia têm forçado refugiados e migrantes a fugir para a Europa

Cerca da metade das pessoas que chegam à Líbia está em busca de trabalho, mas acabam sendo forçadas a fugir para a Europa para escapar de risco de morte, instabilidade, condições econômicas difíceis, assim como exploração e abusos generalizados no país. A conclusão é de novo estudo da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) sobre fluxos de refugiados e migrantes.

Os cidadãos estrangeiros que estão indo para a Líbia fazem parte de um fluxo migratório misto, ou seja, composto por pessoas vindas de diferentes contextos, mas que viajam juntos pelas mesmas rotas, muitas vezes com o auxílio de contrabandistas e gangues criminosas. Os grupos são compostos por refugiados, solicitantes de refúgio, migrantes econômicos, menores desacompanhados, deslocados por motivos de catástrofes ambientais, vítimas de tráfico humano, entre outros.