Bandeira da Indonésia em Pujon, Java Oriental. Foto: Flickr (CC)/Prayitno

Terremoto e enchentes na Indonésia deixam pelo menos 79 mortos e mais de 4 mil deslocados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou solidariedade ao governo e povo da Indonésia após o país ser atingido no domingo (17) por enchentes e um terremoto que deixaram pelo menos 79 mortos e mais de 4 mil pessoas deslocadas.

De acordo com a imprensa internacional, fortes chuvas afetaram a província de Papua, no leste da nação asiática, e regiões adjacentes, causando alagamentos severos e deslizamentos de terra.

Agência da ONU constrói fábrica de têxteis para cidadãos deslocados na RD Congo

“Eu adoro costurar”, conta a congolesa Clémence, de 20 anos, enquanto passa os dedos pelo tecido com o qual trabalha. O artesanato têxtil trouxe alegria e um novo propósito para a vida dessa jovem. Com um projeto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela pôde recomeçar a vida em sua vila natal, dez anos após fugir de casa por causa da violência no leste da República Democrática do Congo.

A Enviada Especial do ACNUR, Angelina Jolie (à direita) conversa com refugiados sírios na fronteira da Jordânia em 18 de junho de 2013. Foto: ACNUR/O. Laban-Mattei

Violência e destruição continuam provocando sofrimento entre sírios, diz Angelina Jolie

A violência e a destruição na Síria continuam a infligir sofrimento a milhões de pessoas, alertou nesta sexta-feira (15) a enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, no aniversário de oito anos do conflito.

Desde o início da crise, em março de 2011, metade da população da Síria foi deslocada à força. Mais de 5,6 milhões de sírios vivem como refugiados em toda a região e milhões estão deslocados internamente.

“Ao chegarmos a mais um ano desse conflito devastador, meus pensamentos estão com o povo sírio. Penso, especialmente, nos milhões de sírios que sofrem com a condição de refugiado na região, nas famílias deslocadas no interior do país e em todos que sofrem com ferimentos, traumas, fome e a perda de familiares”, disse a enviada especial do ACNUR em comunicado.

Grandi conversa com crianças na escola Al-Shuhada em Souran, na Síria. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Família síria volta para casa e encontra cidade destruída pela guerra

A vida como refugiada nunca foi fácil para Zahida, de 35 anos. Mãe de cinco filhos, ela cuida sozinha das crianças desde que seu marido desapareceu há alguns anos na guerra da Síria.

No Líbano, onde vivia após fugir da guerra, ela diz que as ofertas de trabalho eram escassas e o valor do aluguel, muito alto. No entanto, ao voltar para sua terra natal, Zahida se deparou com novas dificuldades.

Após oito anos de conflito, refugiados retornam aos poucos para regiões da Síria onde se sentem seguros. Para muitos deles, o retorno é difícil e repleto de desafios. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

A iniciativa atende à resolução nº 2242/2015 do Conselho de Segurança da ONU que estipula o aumento do efetivo feminino empregado em operações de paz em 15% até 2020. Foto: ONU

Programa de estágio visa ampliar participação de mulheres em operações de paz da ONU

Teve início nesta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro (RJ) o Segundo Estágio de Operações de Paz para Mulheres na Escola de Operações de Paz de Caráter Naval do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), uma parceria da Marinha do Brasil e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Além de estimular o crescimento quantitativo, o estágio visa melhorar qualitativamente a participação das mulheres nas missões, contribuindo para que ocupem postos de liderança, reforcem o empoderamento feminino e contribuam para a não violência contra a mulher, de modo a atender à demanda por considerações de gênero em toda a programação humanitária.

Membros da UNMISS fazem patrulha em Juba em maio de 2015. Foto: UNMISS

Enviado da ONU alerta para necessidade de ajuda humanitária no Sudão do Sul

O acordo de paz apoiado pelas Nações Unidas no Sudão do Sul está sendo mantido e resultou em mudanças positivas, mas dezenas de milhares de civis ainda precisam de assistência humanitária vital, afirmou na sexta-feira (8) o representante especial do secretário-geral da ONU no país.

Embora o Sudão do Sul esteja passando por relativa estabilidade há cerca de cinco meses, a população ainda enfrenta altos níveis de insegurança alimentar e falta de serviços de saúde e educação.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em Beni, Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (arquivo). Foto: MONUSCO/Michael Ali

OMS pede proteção a centros de tratamento do ebola após ataques na RDC

Em meio a um surto mortal de ebola, membros de uma milícia armada atacaram brutalmente no sábado (9) uma clínica para tratamento da doença na cidade de Butembo, leste da República Democrática do Congo, gerando um pedido do chefe de agência de saúde da ONU para “proteger os centros de tratamento”.

Horas após o ataque, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, visitou o centro, que também foi atacado na semana passada. Ele agradeceu funcionários pela dedicação inabalável.

“Parte meu coração pensar nos agentes de saúde feridos e no policial que morreu no ataque de hoje, à medida que continuamos em luto pelos que morreram nos ataques anteriores, enquanto defendemos o direito à saúde”, disse. “Mas não temos escolha, a não ser continuar servindo as pessoas aqui, que estão entre as mais vulneráveis do mundo”.

Participantes de Assembleia da ONU para o Meio Ambiente fazem um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da queda de um avião da Ethiopian Airlines. Foto: ONU Meio Ambiente

ONU lamenta queda de avião na Etiópia; 22 funcionários da Organização morreram

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar “profundamente triste” com a queda neste domingo do avião da Ethiopian Airlines, que deixou todas as 157 pessoas a bordo mortas, incluindo pelo menos 22 funcionários das Nações Unidas.

Aeronave caiu logo após decolar da capital da Etiópia, Adis Abeba. O destino do voo era Nairóbi, no Quênia, onde teve início nesta segunda-feira a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente.

Filippo Grandi conversa com jovem sírio que voltou para Souran. Foto: ACNUR/Andrew McConnell

Alto-comissário alerta para necessidades humanitárias de sírios que estão voltando para casa

Durante passagem pela Síria, o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, explicou a oficiais do governo de Bashar Al-Assad que o acesso humanitário é importante para que a ONU leve assistência a pessoas que fugiram de suas casas por causa da guerra, mas estão retornando.

Estima-se que mais de 1,4 milhão de indivíduos internamente deslocados – que deixaram as comunidades onde viviam, mas não o território nacional – voltaram para os seus lares na Síria em 2018.

No Iêmen, 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas, dentre as quais 360 mil sofrem de desnutrição aguda severa. A cada 10 minutos, uma criança morre de causas evitáveis. A desnutrição aguda é a origem, direta ou indiretamente, de quase metade dessas mortes. Em 2018, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alcançou 939 mil crianças menores de cinco anos e 670 mil mulheres grávidas e lactantes para prevenir a desnutrição aguda. O PMA está trabalhando para aumentar os esforços e alcançar mais crianças e mulheres grávidas. Mas, sem recursos adequados e acesso seguro, é difícil alcançar crianças cujas vidas estão em risco.

Iêmen: 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas

No Iêmen, 2 milhões de crianças estão gravemente desnutridas, dentre as quais 360 mil sofrem de desnutrição aguda severa. A cada 10 minutos, uma criança morre de causas evitáveis. A desnutrição aguda é a origem, direta ou indiretamente, de quase metade dessas mortes.

Em 2018, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) alcançou 939 mil crianças menores de cinco anos e 670 mil mulheres grávidas e lactantes para prevenir a desnutrição aguda. O PMA está trabalhando para aumentar os esforços e alcançar mais crianças e mulheres grávidas. Mas, sem recursos adequados e acesso seguro, é difícil alcançar crianças cujas vidas estão em risco. Confira nesse vídeo.

Wafika e Taha, nascidos com paralisia cerebral, precisam de cuidados médicos e sociais. Originalmente de Damasco, a família fugiu da guerra na Síria em 2013 e procurou abrigo no Egito. Diante da falta de serviços para pessoas com deficiência, os pais estão pedindo para serem realocados para oferecer melhores cuidados aos filhos. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse que o reassentamento também beneficiará o restante da família, promovendo o acesso ao trabalho e à educação. Confira nesse vídeo

Pais sírios lutam para criar filhos com paralisia cerebral; vídeo

Wafika e Taha, nascidos com paralisia cerebral, precisam de cuidados médicos e sociais. Originalmente de Damasco, a família fugiu da guerra na Síria em 2013 e procurou abrigo no Egito.

Diante da falta de serviços para pessoas com deficiência, os pais estão pedindo para serem realocados para oferecer melhores cuidados aos filhos.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse que o reassentamento também beneficiará o restante da família, promovendo o acesso ao trabalho e à educação. Confira nesse vídeo.

Patrulha do MINUSCA em Bangui, capital da República Centro-Africana. Foto: ONU/Catianne Tijerina (arquivo)

Novo acordo de paz na República Centro-Africana é apenas um passo, diz enviado

Apesar da assinatura de um recente acordo de paz entre o governo da República Centro-Africana (RCA) e 14 grupos armados, “não devemos esquecer que a situação no país continua séria”, disse um enviado da ONU ao Conselho de Segurança na semana passada (21).

“O mais difícil está por vir. O teste real será a implementação plena e de boa fé do acordo”, disse Parfait Onanga-Anyanga, representante especial do secretário-geral da ONU e chefe da missão das Nações Unidas na RCA.

Jovem empurra carrinho com doações de comida do PMA na capital do Iêmen, Sana'a. Foto: PMA/Annabel Symington

Iêmen: ONU chega a armazém de comida após quase 5 meses sem acesso

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) afirmou que conseguiu chegar na terça-feira (26) aos Moinhos do Mar Vermelho, um depósito de comida no Iêmen que estava inacessível desde setembro devido a confrontos armados no país. Armazém abriga trigo suficiente para alimentar 3,7 milhões de pessoas por mês. ONU avalia agora o impacto do conflito no prédio e potenciais pestes que contaminaram os alimentos.

Crianças têm aulas em tenda em Idlib, norte da Síria. Emergências humanitárias privam crianças de saúde, nutrição, acesso a água e saneamento, educação e outras necessidades básicas. Foto: UNICEF/Watad

Síria: mais de 11 milhões de pessoas precisarão de ajuda humanitária em 2019

Níveis desconcertantes de necessidades humanitárias ainda persistem na Síria, afirmou na terça-feira (26) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) a membros do Conselho de Segurança.

De janeiro a dezembro do ano passado, cerca de 25 mil pessoas foram deslocadas da província de Deir-ez-Zor, no sudeste do país, para o acampamento de Al Hol. A situação humanitária em Rukban também continua se deteriorando. Assistência humanitária adicional está sendo preparada para acomodar 42 mil pessoas.

Além disso, intensas inundações no nordeste e noroeste destruíram abrigos em acampamentos para pessoas deslocadas internamente. Em Idlib, mudanças de controle em algumas áreas levaram à suspensão de fundos, reduzindo serviços de saúde para alguns civis.

Chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Evan Schneider

Crise prolongada leva a ‘alarmante escalada de tensões’ na Venezuela, diz ONU

A “crise prolongada” na Venezuela levou a uma “escalada alarmante de tensões”, alertou na terça-feira (26) a chefe de Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo. Em pronunciamento no Conselho de Segurança, a dirigente anunciou que as Nações Unidas têm agora um esforço coordenado, em andamento, para entregar assistência humanitária o mais perto dos venezuelanos que passam necessidade, com foco em nutrição, saúde e proteção.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e Mark Lowcock, coordenador de ajuda de emergência das Nações Unidas, participam de conferência sobre o Iêmen em Genebra, na Suíça. Foto: ONU/Jean Marc Ferre

Doadores prometem US$2,6 bi para financiar ajuda humanitária no Iêmen

Doadores prometeram 2,6 bilhões de dólares para fornecer a urgentemente necessária ajuda a milhões de civis iemenitas que enfrentam uma “esmagadora calamidade humanitária” após quase quatro anos de guerra brutal, disse o secretário-geral da ONU nesta terça-feira (26).

Falando paralelamente à conferência de arrecadação de recursos em Genebra, na Suíça, Guterres elogiou a generosidade dos Estados-membros, que prometeram 30% mais do que na conferência do ano passado para a ajuda humanitária no Iêmen.

Quando o conflito estourou, em 2015, o Iêmen já era considerado um dos países mais pobres do mundo. Foto: PMA/Reem Nada

Conferência em Genebra busca US$4,2 bi para ajuda humanitária no Iêmen

Uma conferência a ser realizada na terça-feira (26) em Genebra, na Suíça, apresentará um pedido de 4,2 bilhões de dólares das Nações Unidas para intensificar a ajuda a milhões de pessoas no Iêmen, onde anos de guerra criaram a pior emergência humanitária do mundo.

Liderado pelos governos da Suécia e Suíça, e com participação do secretário-geral da ONU, António Guterres, o pedido para o Iêmen também busca aumentar a conscientização para as mais de 3 milhões de pessoas – incluindo 2 milhões de crianças – que estão em situação de má-nutrição aguda.

Refugiados e migrantes venezuelanos cruzam a ponte Simon Bolívar, um dos sete pontos de entrada legal ao longo da fronteira entre Venezuela e Colômbia. Foto: ACNUR/Siegfried Modola

ONU pede que governo venezuelano suspenda uso excessivo da força contra cidadãos

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse no domingo (24) estar chocado e triste com a morte de civis na Venezuela em meio à escalada de tensões registrada no sábado em vários pontos da fronteira com a Colômbia e o Brasil e também dentro do território venezuelano.

A chefe de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, condenou o uso excessivo da força por oficiais de segurança venezuelanos. Segundo o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas (ACNUDH), a resposta violenta levou a pelo menos quatro mortes confirmadas e a mais de 300 casos de pessoas feridas na sexta-feira e no sábado.

O sistema educacional do Afeganistão foi devastado por mais de três décadas de conflito. Para muitas crianças do país, completar o ensino primário permanece um sonho distante. Na imagem, a jovem Fatima, de dez anos, resolve uma equação de matemática em escola na cidade de Herat. Foto: UNICEF/Mohammadi

Enviado da ONU defende acesso à educação para crianças refugiadas e em situação de conflito

O enviado especial da ONU para a Educação Global, Gordon Brown, defendeu nesta semana (19) o acesso à escolarização para todas as crianças e jovens refugiados. Em vez de terem seus passaportes carimbados em postos de controle nas fronteiras, disse o dirigente, as crianças deveriam estar na sala de aula, recebendo educação, que é o “passaporte de verdade” dos meninos e meninas para o futuro.

Médico mede o braço de menino iemenita de 12 anos que sofre de desnutrição, num centro de tratamento em Sanaa. Foto: UNICEF/Huwais

Iêmen: ONU elogia diálogo para redistribuir tropas em polo de recursos humanitários

O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Martin Griffiths, afirmou nesta semana (19) que “progresso significativo” está sendo feito para implementar o acordo de redistribuição de tropas na cidade portuária de Hodeida, a principal porta de entrada da assistência humanitária no país. Em dezembro, o governo iemenita e lideranças houthis, atualmente em conflito, concordaram com um cessar-fogo na região.

Crianças estão particularmente vulneráveis em Rukban, na Síria. Foto: OCHA

ONU alcança 40 mil pessoas em maior entrega de ajuda humanitária na Síria

Na fronteira sul da Síria, o maior comboio humanitário da ONU a operar dentro do país distribuiu com sucesso ajuda para 40 mil pessoas, anunciou na sexta-feira passada (15) o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

Em Rukban, região que recebeu a assistência, pelo menos oito crianças morreram recentemente por causa do inverno rigoroso e da falta de serviços médicos. No local, algumas mulheres estavam se prostituindo para sobreviver.

Palestina vende azeitonas e outros alimentos em Jerusalém em novembro de 2018. Foto: ONU/Reem Abaza

Guterres reitera defesa à solução de dois Estados para conflito Israel-Palestina

Uma solução pacífica e justa para o conflito entre Israel e Palestina só pode ser alcançada por meio de dois Estados “vivendo lado a lado em paz e segurança”, reiterou na sexta-feira (15) o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Em discurso ao Comitê das Nações Unidas para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, criado pela Assembleia Geral da ONU em 1975, Guterres afirmou que “com base em resoluções relevantes da ONU, princípios de longa data, acordos prévios e lei internacionais”, Jerusalém deve ser a capital de ambos os Estados.

Crianças deslocadas internamente em Bangui, na República Centro-Africana. Foto: ONU/Evan Schneider

UNICEF lista passos concretos para garantir proteção de crianças na República Centro-Africana

Elogiando o recente acordo de paz assinado por 15 partes conflitantes na República Centro-Africana (RCA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) destacou na segunda-feira (18) que “agora é hora para ação” e listou passos concretos que grupos armados, autoridades judiciais e governo podem dar para que o futuro de milhões de crianças seja protegido.

“O acordo de paz assinado pelo governo da República Centro-Africana e outras partes do conflito é um passo bem-vindo em direção à paz duradoura e à esperança de um futuro melhor para as crianças do país”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, em comunicado.

Conversas de paz começaram em 24 de janeiro deste ano e um acordo foi alcançado dez dias depois sob mediação da Iniciativa Africana para Paz e Reconciliação na RCA, liderada pela União Africana, com apoio da ONU. O acordo foi formalmente assinado em 6 de fevereiro.

Café da manhã gratuito em paróquia de Pacaraima, município de Roraima na fronteira com a Venezuela, que recebe centenas de migrantes. Foto: UNICEF/João Laet

Agências da ONU visitam Pará para verificar acolhimento de migrantes venezuelanos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizam de 18 a 22 de fevereiro missão conjunta para conhecer a resposta dada pelos municípios de Belém e Santarém (PA) ao acolhimento de migrantes venezuelanos, em sua maioria indígenas da etnia warao.

A agenda da missão será composta de reuniões com equipes municipais e estaduais de Assistência Social, Saúde e Educação, de visitas aos espaços de acolhimento, além de realização de oficinas focadas em abrigamento e proteção.

O objetivo é fazer um diagnóstico de campo e elaborar um Plano de Ação por meio do fortalecimento e da articulação da rede local com os atores envolvidos na resposta aos fluxos migratórios.

Casal de apátridas com o filho em assentamento em Skopje, na Macedônia. Foto: ACNUR/Roger Arnold

ONU pede que países da Europa protejam direitos de crianças sem nacionalidade

Agências das Nações Unidas pediram nesta semana (14) que países e organizações da Europa tomem ações urgentes para proteger os direitos de meninos e meninas apátridas — quando uma criança não possui nacionalidade.

No continente europeu, estima-se que mais de 500 mil pessoas — incluindo não apenas menores de idade, mas também adultos — não sejam reconhecidas como cidadãs de nenhuma nação.

Criança em campo de Al Rebat, onde cerca de 60 famílias deslocadas estão vivendo após fugir de zonas de conflito em Taiz e Hodeida, no Iêmen. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: 80% da população precisa de assistência e proteção humanitária

As Nações Unidas alertaram na quinta-feira (14) que uma estimativa de 24 milhões de pessoas – perto de 80% da população – precisam de assistência e proteção no Iêmen. Conforme a fome ameaça centenas de milhares de vidas, a ajuda humanitária se torna cada vez mais a única forma de sobrevivência para milhões no país.

Dados da agência da ONU mostram que um total de 17,8 milhões de pessoas não têm acesso a água segura e saneamento e que 19,7 milhões não têm acesso adequado à saúde. Condições sanitárias ruins e doenças transmitidas por água, incluindo cólera, deixaram centenas de milhares de pessoas doentes no ano passado.

Da esquerda para a direita, os refugiados sírios Taha, seu pai Samir e a irmã Wafika, no Cairo. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Reassentamento é a última esperança para irmãos sírios tetraplégicos

Com paralisia cerebral, os irmãos sírios Wafika e Taha precisam de cuidados médicos especializados, além de um local de moradia com acessibilidade. A família dos dois vivendo há seis anos no Egito, com poucos serviços adequados aos filhos.

A mãe Mayssa vê no reassentamento – a transferência para um terceiro país com capacidade para atender às suas necessidades – uma última esperança. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Condições de vida da população ucraniana que vive próximo a áreas de conflito têm se agravado. Foto: ACNUR/Anastasia Vlasova

Civis ‘continuam pagando preço mais alto’ de conflito na Ucrânia

Civis continuam “pagando o preço mais alto” do conflito em andamento na Ucrânia envolvendo rebeldes separatistas no leste do país, afirmou a vice-chefe humanitária das Nações Unidas ao Conselho de Segurança na terça-feira (12).

“Mais de 3.300 civis foram mortos e até 9 mil ficaram feridos desde que o conflito começou, em 2014”, disse Ursula Mueller, secretária-geral assistente das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, a membros do Conselho, acrescentando que até 1,5 milhão de pessoas foram deslocadas internamente.

Em 2019, disse Mueller, 3,5 milhões de pessoas precisarão de serviços de assistência humanitária e proteção, “muitas delas idosas, mulheres e crianças”.

Cereais armazenados em Dhubab, província de Taiz, no Iêmen. Cereais do Programa Mundial de Alimentos (PMA) armazenados nos arredores da cidade de Hodeida estão inacessíveis há mais de cinco meses e correm o risco de apodrecer. Foto: OCHA/Giles Clarke

Iêmen: alimentos para milhões correm risco de apodrecer em porto do Mar Vermelho

Assistência alimentar para milhões de iemenitas “corre risco de apodrecer” em um importante armazém no Mar Vermelho porque não há condições seguras para se chegar ao local, disseram na segunda-feira (11) o enviado especial das Nações Unidas, Martin Griffiths, e o coordenador de assistência humanitária da ONU, Mark Lowcock.

Com alimentos suficientes para 3,7 milhões de pessoas por um mês, os grãos armazenados podem ajudar o Programa Mundial de Alimentos (PMA) a intensificar assistência alimentar para quase 12 milhões de pessoas no país, em um aumento de 50% em relação a 2018.

No campo de refugiados de Chakmarkul, em Bangladesh, Angelina Jolie conversa com mulheres rohingya que sobreviveram à violência sexual em Mianmar. Foto: ACNUR/Santiago Escobar-Jaramillo

Jolie pede fim às injustiças que levaram 1 milhão de rohingyas ao exílio em Bangladesh

A atriz norte-americana Angelina Jolie, enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ouviu na semana passada depoimentos de refugiados rohingya que suportaram anos de perseguição e discriminação em Mianmar e sobreviveram a uma jornada desesperada através da fronteira.

Dirigindo-se aos refugiados rohingya no acampamento, a Jolie declarou: “quero dizer que me sinto honrada e orgulhosa de estar com vocês hoje. Vocês têm todo o direito de viver em segurança, de serem livres para praticar sua religião e de coexistir com pessoas de outras religiões e etnias. Vocês têm todo o direito de não serem apátridas, e o modo como vocês foram tratados envergonha a todos nós”.

Em agosto de 2018, em Rumichaca, na fronteira entre Equador e Colômbia, a venezuelana Laila Dalila Leon, de 3 anos, olha para autoridades de fronteira nos ombros de seu pai, Jose Ramon Leon. Foto: UNICEF

Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária a venezuelanos

A situação da população venezuelana está cada vez mais crítica, e as Nações Unidas permanecem comprometidas em fornecer ajuda humanitária com base em “necessidade, e apenas necessidade”, disse nesta sexta-feira (8) uma autoridade sênior da Organização.

Falando a jornalistas em Genebra, o Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) destacou estar observando acontecimentos na fronteira entre Venezuela e Colômbia, aonde um comboio de ajuda humanitária chegou na quinta-feira (7).

“Sobre a situação na fronteira, a ONU está monitorando a situação de perto”, disse Jens Laerke, do OCHA. “O cenário ideal é que ajuda humanitária seja fornecida, independentemente de quaisquer considerações políticas e outras que não sejam puramente humanitárias, e isto é baseado em necessidade, e apenas necessidade”.

Conflito armado impede acesso da ONU a armazém de alimentos no Iêmen

O chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, expressou preocupação nesta sexta-feira (8) com as quase 10 milhões de pessoas no Iêmen “a um passo de distância da fome”, mesmo com a disponibilidade de alimentos em um depósito de agências humanitárias.

“Grãos suficientes para alimentar 3,7 milhões de pessoas por um mês ficaram inutilizados e possivelmente estragando em silos nos moinhos por mais de quatro meses”, disse o dirigente sobre o armazém localizado nos arredores da cidade de Hodeida, mas inacessível devido aos conflitos armados.

Comboio de 188 caminhões foi o maior já despachado pela ONU na história da guerra da Síria. Foto: ACNUR

Maior comboio humanitário da ONU na Síria apoia 40 mil pessoas

O maior comboio já despachado pela ONU em meio à guerra na Síria chegou na quarta-feira (6) ao assentamento de Rukban, com assistência para mais de 40 mil pessoas deslocadas. O acampamento, próximo à fronteira com a Jordânia, recebeu alimentos, suprimentos de saúde, materiais de higiene e educação, além de vacinas para 10 mil crianças com menos de cinco anos de idade. Os recurso foram transportados em 118 caminhões.