Comunidades que que vivem na região de Riosúcio, Chocó, estão correndo risco de deslocamento forçado. Foto: ACNUR/J. Symmes Cobb

ONU realiza missão humanitária em comunidades afetadas por conflito na Colômbia

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) realizou entre 28 e 30 de março uma missão humanitária nas comunidades da bacia do Rio Truandó, na Colômbia, diante da situação crítica de confinamento, deslocamento e recrutamento forçado enfrentada por comunidades indígenas e afrodescendentes.

Na Colômbia, o conflito armado custou a vida de mais de 220 mil pessoas e obrigou mais de 7,3 milhões a abandonar seus lares. A violência atinge de forma desproporcional as comunidades indígenas, afrocolombianas, assim como mulheres, crianças e adolescentes.

A FAO desenvolveu um plano estratégico de três anos para a bacia do Lago Chade, a fim de melhorar a segurança alimentar da população da região. A medida foca nas mulheres e nos jovens. Foto: FAO/Pius Utomi Ekpei

‘Crise na região da bacia do Lago Chade é humanitária e ecológica’, diz FAO

Investimentos críticos em agricultura e no alívio das mudanças climáticas são necessários para enfrentar a crise na bacia do Lago Chade, onde a fome, a pobreza e a falta de desenvolvimento rural prevalecem. O alerta é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). De acordo com dados da ONU, cerca de 7 milhões de pessoas enfrentam o risco de sofrer de fome na região.

Edificações danificadas no leste de Ghouta, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

ONU pede acesso irrestrito a 400 mil pessoas presas no leste de Ghouta, na Síria

“Há relatos constantes de intensos bombardeios aéreos que resultaram na morte de vários civis e deixaram centenas de pessoas feridas”, alertou o porta-voz das Nações Unidas. Segundo relatos, as forças do governo impediram, desde o fim de março, que caminhões comerciais entrassem na área, localizada na zona rural de Damasco. Essa medida elevou os preços das mercadorias e contribuiu para o fechamento de várias mercearias locais.

UNFPA distribui kits contendo itens de higiene para preservar a dignidade de mulheres e meninas que fogem de Mossul, no Iraque. Foto: UNFPA Iraque

Fundo de População da ONU vai apoiar mais de 700 mil mulheres e meninas no Iraque

Fundo de População da ONU (UNFPA) vai aumentar a assistência humanitária de emergência para apoiar mais de 700 mil mulheres e crianças atingidas pelo conflito no Iraque.

A ajuda, que inclui serviços de saúde reprodutiva em áreas recém-recuperadas em Mossul e entrega de kits de assistência a cerca de 120 mil mulheres e meninas deslocadas do país, será possível devido à doação adicional de 5 milhões de euros realizada pela Comissão de Ajuda Humanitária Europeia.

Uma criança de dois anos de idade é alimentada com um chá de nim em Rumbek, no Sudão do Sul. Foto: ACNUR / Rocco Nuri

Na África e no Iêmen, 20 milhões de pessoas estão em risco de morrer de fome

Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu nesta terça-feira (11) apoio internacional para evitar que cerca de 20 milhões de pessoas em vários países na África e no Iêmen morram de fome. Segundo dados da ONU, desse contingente, 4,2 milhões são refugiados e o número de deslocados está aumentando em consequência da fome e da insegurança. As pessoas mais vulneráveis são crianças e mulheres que amamentam.

Área danificada no campo de Yarmouk, na capital da Síria, Damasco. Nesse campo vivem palestinos severamente afetados pelo conflito. Foto: UNRWA

Necessidades humanitárias na Síria nunca foram tão grandes, alerta ONU em conferência global

“As necessidades de ajuda humanitária e a proteção dos civis sírios nunca foram tão grandes, e o apelo humanitário a uma única crise é o maior jamais visto”, disse António Guterres na conferência de Bruxelas que discute, nessa semana, apoio ao futuro da Síria e da região.

Mais de 13 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária dentro do país, com outros 5 milhões tendo atravessado a fronteira para buscar proteção.

Crianças refugiadas sírias brincando em um assentamento em Al Faida, no Vale de Bekaa, no Líbano. Foto: UNICEF/Vanda Kljajo

Cortes de financiamento ameaçam ajuda humanitária para refugiados sírios e comunidades de acolhimento

A agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) alertou nesta terça-feira (4) que apenas 9% do orçamento de 4,63 bilhões de dólares, solicitado para sírios fugindo da guerra, foi financiado. Em participação na Conferência de Bruxelas sobre o Apoio ao Futuro da Síria e da Região, dirigente criticou lentidão de Estados-membros para liberar verbas. Situação está ficando ‘desesperadora’ para refugiados e comunidades que os acolhem, alertou o alto-comissário.

Médico usa uma fita métrica para identificar a desnutrição aguda grave em um campo para refugiados na Somália. Foto: UNICEF / Holt

UNICEF: fome avança e leva desnutrição e doenças para crianças na Somália

Centenas de centros de nutrição apoiados pelo UNICEF trataram mais de 35,4 mil crianças com desnutrição aguda grave entre janeiro e fevereiro. O número corresponde a aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além disso, mais de 18,4 mil casos de cólera e diarreia aquosa foram registados desde o início de 2017, superando os 15,6 mil relatados em todo o ano passado. A maioria dos casos ocorre em crianças pequenas. ONU corre contra o tempo para evitar mortes na região.

A família Mahmut é da Síria e recomeçou sua vida em Ottawa, no Canadá em 2016. Foto: ACNUR

Países cumpriram apenas metade da promessa de reassentar 500 mil refugiados sírios, diz ACNUR

Um ano após a conferência de alto nível da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) que selou em Genebra o compromisso de Estados-membros com o reassentamento de 500 mil sírios, apenas metade da promessa foi cumprida. O alerta é do chefe do organismo internacional, Filippo Grandi, que pediu na semana passada (30) a implementação da meta. Segundo o dirigente, número de deslocados forçados da Síria já ultrapassa os 5 milhões.

Operações de limpeza em Mocoa, cidade da província de Putamayo, na Colômbia, após deslizamento de terra deixar mais de 250 mortos em 31 de março. Foto: Cooedenação Local da ONU em Mocoa

ONU oferece apoio à Colômbia em buscas por sobreviventes de deslizamento

A comunidade humanitária das Nações Unidas está trabalhando de perto com as autoridades colombianas nas buscas por sobreviventes na província de Putamayo após deslizamentos de terra deixarem centenas de mortos no fim de semana.

“As Nações Unidas elogiaram a Colômbia por seus esforços para garantir que as necessidades imediatas sejam atendidas”, disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, acrescentando que a Organização está pronta para oferecer assistência ao país.

Em Alepo, na Síria, Esraa, 4 anos, e seu irmão, Waleed, 3 anos, sentam-se perto de abrigo para deslocados internos do país. Foto: UNICEF

Civis na Síria estão em risco devido a manobras do governo e de terroristas, diz ONU

Os últimos meses foram alguns dos piores para os civis vivendo na Síria, alertou na quinta-feira (30) o coordenador humanitário das Nações Unidas, Stephen O’Brien, em pronunciamento no Conselho de Segurança. Por causa de operações militares, mais de 400 mil pessoas correm perigo na província de Raqqa, onde está localizado o centro de poder do Estado Islâmico (ISIL). Na região rural de Damasco, outros 400 mil sírios estão sob cerco do governo.

Bonecas são adornadas com desenhos para contar as histórias de sírios que ainda vivem no país em guerra. Foto: ACNUR/Amina é uma das 80 costureiras espalhadas pelo Líbano que participam do projeto. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Refugiadas vivendo no Líbano fazem bonecas de pano para contar histórias de cidadãos sírios

No Líbano, 80 costureiras traduzem em bordado as histórias de cidadãos da Síria que ainda vivem no país em guerra. O resultado são bonecas de pano que contam as histórias desses cidadãos. A venda dos produtos é revertida para os personagens reais desses contos. Desde abril de 2016, quando o projeto começou, mais de 1,5 mil bonecas já foram vendidas em países como o Líbano, Kuwait, França e Austrália.

Uma menina de cinco anos chega ao acampamento Khazer 2, depois de sair do leste de Mossul com sua família, em dezembro de 2016. Foto: ACNUR/Ivor Prickett

Programas da ONU no Iraque receberam apenas 8% do orçamento solicitado, diz secretário-geral

Em visita a um campo para pessoas internamente deslocadas no Iraque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu um compromisso muito maior da comunidade internacional para ajudar o país e sua população, vítima dos terroristas do ISIL.

Cerca de 400 mil iraquianos estão sob cerco na Cidade Velha de Mossul, localizada na parte oeste do município. Outras 200 mil pessoas vivem na parte ocidental do centro urbano que se tornou a linha de frente dos novos embates entre governo e extremistas do ISIL.

Meio milhão de crianças sofre de desnutrição aguda grave devido à guerra no país mais pobre do Oriente Médio. Foto: UNICEF

Conselho de Segurança deve exercer pressão pela paz no Iêmen, diz ONU

Enviado das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, pediu que membros do Conselho de Segurança da Organização exerçam pressão sobre as partes em conflito no país para que todos se empenhem construtivamente na discussão do processo de paz na região.

Conflito no Iêmen completou dois anos nesta semana e, só no último ano, mais de 1,5 mil crianças morreram devido à violência, advertiu o chefe humanitário da ONU, Stephen O’Brien. Todos os dados são alarmantes: 15 milhões de pessoas sem acesso a serviços de saúde; 19 milhões de iemenitas precisam de assistência para não passar fome, o correspondente a mais de dois terços da população.

Maria da Luz, matriarca dos Perez, olha fotos da família em seu quarto, no sul do México. O vestido azul pertencia à sua bisneta, que foi morta pelo membro de uma gangue em El Salvador. Foto: ACNUR/Daniele Volpe

ACNUR ajuda refugiados de El Salvador a reconstruir suas vidas no México

“Toda a minha família – pais, avós, bisavós – nasceu e morreu em El Salvador. Mas tudo terminou por causa de uma extorsão de 5 mil dólares”. A lembrança é de Maria Luz, de 71 anos, matriarca da família Perez. A idosa deixou o país após perder bisnetos, netos e filhos para a violência das gangues de rua. Atualmente, vive no México, que deverá receber 20 mil pedidos de refúgio em 2017 de salvadorenhos e outros cidadãos de nações da América Central, segundo estimativas da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Guterres confirma morte de peritos na República Democrática do Congo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, confirmou as mortes de Michael Sharp e Zaida Catalan, dois integrantes do Grupo de Peritos na República Democrática do Congo (RDC) desaparecidos desde 12 de março.

Eles apoiavam o trabalho do Comitê estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU para supervisionar sanções impostas aos grupos armados no país, incluindo embargo de armas, proibição de viagens e congelamento de bens.

Pessoas deslocadas por conta das hostilidades recentes em Moca, na região de Taizz, localizada na parte oeste do Iêmen, recebem assistência emergencial do ACNUR. Foto: ACNUR/Adem Shaqiri

Famílias iemenitas vivem na rua devido à guerra; agência da ONU envia ajuda

Forçada a deixar sua casa devido aos conflitos, Maryam, uma iemenita de 80 anos, vive atualmente na rua com outros dez familiares na cidade portuária de Moca, na costa do Mar Vermelho.

“Saímos de nossas casas há mais ou menos dois meses quando começaram os conflitos, e estamos nos movendo desde então”, contou ela à equipe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “É muito difícil acomodar-se em qualquer lugar por causa do conflito. Agora não temos comida e vivemos na rua”.

Crise de refugiados do Sudão do Sul é a maior da África. Foto: ACNUR/David Azia

Crise de refugiados fugindo do Sudão do Sul é a que cresce mais rapidamente no mundo, diz ONU

Atualmente, o número de pessoas que deixou o Sudão do Sul para buscar segurança em nações vizinhas é de 1,6 milhão. Em março, novas chegadas a territórios estrangeiros atingiram uma máxima de mais de 5 mil por dia. Uganda é o país mais sobrecarregado, com 800 mil sul-sudaneses.

Segundo a ONU, arrecadações para as vítimas de deslocamento forçado vivendo em outros países atingiram apenas 8% da meta de 781,8 milhões de dólares.