Em mais de cinco décadas de conflito armado na Colômbia, cerca de 7,4 milhões de pessoas nas fronteiras do país tiveram que abandonar o lugar onde viviam. A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) trabalha desde 2009 no bairro de Nueva Esperanza, no município de Mocoa, para melhorar a vida de 258 famílias deslocadas que finalmente conseguem, agora, ter acesso a direitos básicos.

Em Nueva Esperanza, ACNUR ajuda colombianos a reconstruir suas vidas

Em mais de cinco décadas de conflito armado na Colômbia, cerca de 7,4 milhões de pessoas nas fronteiras do país tiveram que abandonar o lugar onde viviam. A Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) trabalha desde 2009 no bairro de Nueva Esperanza, no município de Mocoa, para melhorar a vida de 258 famílias deslocadas que finalmente conseguem, agora, ter acesso a direitos básicos. Acompanhe nesse vídeo.

Crianças e adolescentes participam do lançamento da campanha #DignityIsPriceless. Foto: UNRWA/Khalil Adwan

Chefe da ONU pede apoio de países a agência humanitária para refugiados palestinos

O chefe da ONU, António Guterres, pediu apoio da comunidade internacional para arcar com o rombo de 446 milhões de dólares no orçamento da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

Crise financeira começou com a decisão dos Estados Unidos em janeiro de suspender suas contribuições para o organismo, que atende a 5 milhões de palestinos na Cisjordânia, Síria, Jordânia, Líbano e Gaza.

Em 2013, Batoul, agora aos 10 anos, perdeu o pai, a mãe e os dois irmãos mais velhos em uma explosão. Ela e o irmão caçula, de 8, ficaram sob escombros, gravemente feridos . Batoul, que era destra, perdeu a mão direita no ataque. A menina, por conta própria, aprendeu a usar a mão esquerda. Ela e o irmão vivem hoje com a avó. "Minha caligrafia era engraçada, mas eu tinha um sonho: ir à escola para estudar e brincar como todas as outras crianças". Foto: UNICEF

UNICEF alerta para situação vulnerável de crianças com deficiência na Síria

O conflito na Síria continuou sem cessar durante 2017, matando o maior número de crianças desde o seu início – 50% mais que em 2016. Apenas nos dois primeiros meses de 2018, 1 mil crianças foram mortas ou feridas na intensificação da violência. O conflito é agora a principal causa de morte entre adolescentes no país.

Crianças com deficiência estão expostas a maiores riscos de violência e enfrentam dificuldades em acessar serviços básicos, incluindo saúde e educação.

O risco de violência, exploração, abuso e negligência para crianças com deficiência aumenta com a morte ou separação de seus cuidadores. O alerta foi feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Veículos de um comboio da ONU e da Cruz Vermelha Árabe da Síria com 46 caminhões que transportam ajuda alimentar, bem como suprimentos de saúde e nutrição, passam por Douma, em Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF/Khabieh

Síria: comboio de ajuda das Nações Unidas retorna a Ghouta Oriental

Apesar dos enormes riscos, entrega humanitária completou o envio de alimentos planejado para 27.500 pessoas, assim como itens de saúde e nutrição, após a interrupção da semana passada em meio aos bombardeios. A ONU está à espera de autorização de acesso para cobrir todas as 70 mil pessoas em Douma, inicialmente aprovado pelas autoridades sírias.

A OMS alertou que ataques a instalações de saúde continuam: foram 67 nos dois primeiros meses deste ano, mais de 50% dos ataques em todo o ano de 2017; 19 pessoas morreram nesses ataques, incluindo quatro médicos.

Criança no campo Tesreen, em Alepo. Foto: OCHA / Josephine Guerrero

Guerra síria completa 7 anos em março com ‘rastro de tragédia’ para civis, diz ONU

No mês em que a guerra na Síria completa sete anos, o alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, afirmou nesta sexta-feira (9) que “o contínuo sofrimento dos civis marca um grande fracasso político”. Os confrontos armados forçaram 5,6 milhões de pessoas a deixar o país em busca de segurança. Outras 500 mil tiveram de abandonar suas casas e vivem como deslocadas forçadas dentro do território sírio.

Em Taiz, Iêmen, pessoas durante um abastecimento de água. Foto: OMS/Iêmen

Iêmen: ONU pode ajudar, mas partes em conflito devem fazer concessões, diz enviado especial

Um padrão político destrutivo mergulhou o Iêmen na pobreza e na desolação cada vez mais profundas, disse o enviado das Nações Unidas para o país devastado pela guerra, durante reunião no Conselho de Segurança.

O dinheiro que poderia ser utilizado para manter serviços básicos para a população e estimular a economia, afirmou, está financiando uma guerra que deixou 22 milhões de pessoas em necessidade imediata de assistência humanitária.

Crianças durante apresentação cultural popular em peça de rua sobre a questão do casamento infantil e seus males, no distrito de Giridih, estado de Jharkhand, na Índia. Foto: UNICEF/Vishwanathan

ONU: 357 milhões de crianças vivem em zonas de conflito – aumento de 75% em duas décadas

Crianças em situações de crise enfrentam uma série de desafios – desde a separação familiar e o recrutamento forçado até a exploração sexual e a pobreza extrema –, alertou a vice-chefe de direitos humanos das Nações Unidas nesta semana (5). Kate Gilmore pediu ações imediatas para proteger as crianças das consequências das “falhas demasiadamente adultas”.

Lembrando que as crianças constituem a metade das pessoas deslocadas do mundo e mais da metade de seus refugiados, ela enfatizou: “Não importa onde elas estejam, nem o status de seus movimentos dentro ou fora das fronteiras – que seja o mais irregular possível –, os direitos de uma criança nunca a abandona”.

Khaleda Begum (de lenço vermelho) cercada por famílias de refugiados que vivem em sua fazenda. Ela cortou árvores para acomodar abrigos, um espaço para crianças e uma clínica. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Refugiados rohingya são acolhidos por agricultores de Bangladesh

Quando milhares de refugiados rohingya, vindos de Mianmar, chegaram à região de Kutupalong, em Bangladesh, em setembro do ano passado, um agricultor bengali não hesitou em fornecer ajuda quando um grupo de famílias exauridas perguntou se poderia usar algumas de suas terras como abrigo temporário.

Mais de 688 mil mulheres, crianças e homens deixaram Mianmar desde que a violência eclodiu no país no final de agosto de 2017. Desde então, os bengalis têm estado na vanguarda de um enorme esforço de socorro, doando alimentos, roupas, materiais de abrigo e, no sudeste de Bangladesh, o uso de suas terras. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiada somali após uma prova em escola no campo de refugiados de Dadaab, no Quênia. Foto: ACNUR/Tobin JonesRefugiada somali após uma prova em escola no campo de refugiados de Dadaab, no Quênia. Foto: ACNUR/Tobin Jones

Meninas refugiadas têm menos acesso à educação por serem mulher, diz ONU

Neste 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) cobra mais esforços e vontade política para levar educação às meninas e adolescentes em situação de deslocamento forçado. Em Uganda, Etiópia e Quênia, os três países que mais recebem refugiados na África, estudantes mulheres têm 50% menos chances do que os homens de frequentar o ensino fundamental II e o ensino médio.

Comboio formado por 46 caminhões com suprimentos de saúde e nutrição chega a Ghouta Oriental. Foto: PMA/Marwa Awad

Síria: ONU e parceiros entregam ajuda humanitária em Ghouta Oriental

Um comboio da ONU e do Crescente Vermelho chegou ao enclave sírio sitiado de Ghouta Oriental na segunda-feira (5), levando ajuda humanitária para milhares de pessoas, informou o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

O comboio levou farinha de trigo para 27,5 mil pessoas na cidade de Duma, assim como suprimentos nutricionais especializados para crianças desnutridas, na primeira vez em quatro meses que o PMA e seus parceiros conseguem chegar à região.

Imagem: onuangola.org

Em parceria com Nações Unidas no Brasil, Sistema ONU em Angola lança novo portal

Sistema ONU em Angola lançou plataforma multimídia online com informações do trabalho da organização e parceiros no país africano; portal foi desenvolvido pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), com conteúdo fornecido pelo Escritório do Coordenador Residente da ONU em Angola.

Parceria entre a ONU em Angola e o UNIC Rio de Janeiro se insere em esforço global de promover uma maior cooperação entre os países lusófonos no compartilhamento de conhecimento e de informações essenciais sobre as Nações Unidas.

Família foge de confrontos em bairro de Ghouta Oriental, na Síria. Foto: UNICEF/Amer Al Shami

Ataques aéreos e bombardeios continuam na Síria apesar de resolução do Conselho de Segurança

Apesar da demanda do Conselho de Segurança para um cessar-fogo em toda a Síria, a violência continua no país afetado pela guerra, agravando a situação e o sofrimento de sua população, disseram oficiais das Nações Unidas na quarta-feira (28), chamando todas as partes no conflito a “cumprir suas obrigações de pôr fim aos confrontos”.

“A breve trégua que vocês (membros do Conselho de Segurança) demandaram de forma unânime alguns dias atrás na resolução 2401 não se materializou. Ataques aéreos, bombardeios e ofensivas por terra continuam. Há até mesmo informações de mais um ataque com gás cloro”, disse Jeffrey Feltman, sub-secretário-geral da ONU para assuntos políticos, em reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no país.

Um funcionário do ACNUR registra uma mulher e suas duas filhas. Para evitar múltiplas inscrições, o sistema identifica os refugiados através das suas impressões digitais. Foto: ACNUR/Frederic Noy (novembro de 2012)

ONU elogia esforços de Uganda para impedir corrupção nos programas de refugiados

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) elogiou as medidas tomadas pelo governo de Uganda para investigar alegações de irregularidades nos programas de refugiados do governo.

O primeiro-ministro de Uganda iniciou investigação após relatórios recebidos pelo ACNUR e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) denunciarem funcionários envolvidos em assistência aos refugiados por corrupção e má conduta.

Refugiados sírios em assentamento informal de Haoush Harime, em Bekaa Valley, no Líbano. Foto: UNICEF

Secretário-geral da ONU pede implementação imediata de cessar-fogo na Síria

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (26) que a resolução adotada pelo Conselho de Segurança no sábado (24) sobre um cessar de hostilidades de 30 dias na Síria seja implementada imediatamente para garantir a entrega de ajuda humanitária, especialmente em Ghouta Oriental. As declarações foram feitas durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

“Elogio a adoção pelo Conselho de Segurança de uma resolução exigindo o cessar de hostilidades por toda a Síria por ao menos 30 dias. Mas as resoluções do Conselho de Segurança só são significativas se forem efetivamente implementadas”, disse Guterres.

Crianças no Sudão do Sul. Foto: UNICEF/Hatcher-Moore

ONU identifica crimes contra a humanidade cometidos por militares no Sudão do Sul

A Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas no Sudão do Sul identificou mais de 40 militares de alta patente acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As acusações fazem parte de um relatório lançado nesta semana. O documento deve ser usado para responsabilizar os autores em tribunais e para outros mecanismos previstos no Acordo de Paz assinado em 2015.

Em outro relatório lançado nessa semana, a ONU encontrou mais de 60 incidentes de violação do direito de expressão, atingindo 102 pessoas.

O ator britânico Theo James – um apoiador da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) – recentemente se encontrou com o amigo Housam, um refugiado sírio, em Estrasburgo, na França. Eles se conheceram em junho de 2016 no campo de Lakadikia, após Housam deixar Damasco.

‘Há apenas duas gerações, europeus faziam caminho contrário para Síria’, lembra ator Theo James

O ator britânico Theo James – um apoiador da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) – recentemente se encontrou com o amigo Housam, um refugiado sírio, em Estrasburgo, na França. Eles se conheceram em junho de 2016 no campo de Lakadikia, após Housam deixar Damasco.

“Meu avô era grego e, quando os nazistas chegaram em Atenas, ele cruzou o mar Egeu de barco. Ele chegou em Istambul e, depois, já como refugiado, foi parar em Damasco. Nós temos que lembrar que, há apenas duas gerações, os europeus estavam fazendo o caminho contrário e as pessoas em Damasco estavam ajudando pessoas como o meu avô”, lembra o ator.

Crianças rohingya aguardam distribuição de assistência humanitária em Cox's Bazar, em Bangladesh. Foto: UNICEF/Patrick Brown

OMS alerta para temporada de chuvas e pede apoio para 1,3 milhão de pessoas em Bangladesh

Bangladesh é o lar de cerca de 900 mil refugiados rohingya que deixaram o país vizinho Mianmar devido a perseguições. População vive em condições precárias e assentamentos. A temporada de monções, que começa em abril, trazendo altos volumes de chuva, poderá agravar riscos associados a cólera, diarreia, hepatites e infecções transmitidas por vetores, como malária, dengue e chikungunya.