No abrigo de Pintolândia, em Boa Vista, funcionários do ACNUR compartilham, em warao, informações de prevenção à COVID-19. Foto: ACNUR/Allana Ferreira

ACNUR busca US$255 milhões para responder ao surto de COVID-19

A pandemia de coronavírus acelera, matando milhares de pessoas todos os dias. A população mais vulnerável a este surto inclui 70 milhões de crianças, mulheres e homens a deslocados à força por guerras e perseguições.

Entre eles, estão cerca de 25,9 milhões de refugiados, dos quais mais de três quartos vivem em países em desenvolvimento nas Américas, África, Oriente Médio e Ásia. Com sistemas de saúde fracos, alguns desses países já estão enfrentando crises humanitárias.

Mulheres estão na linha de frente do combate ao COVID-19 ao redor do mundo. Foto: UNFPA

Mulheres podem sofrer mais violência durante pandemias, alerta UNFPA

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) publicou o documento “Um olhar para gênero” para alertar sobre a necessidade de proteger meninas e mulheres durante a pandemia da COVID-19, através de um olhar segmentado.

Como os sistemas que protegem mulheres e meninas, incluindo estruturas comunitárias, podem enfraquecer ou quebrar, medidas específicas devem ser implementadas para proteger mulheres e meninas do risco de violência por parceiro íntimo com a dinâmica imposta pela COVID-19.

Saúde, direitos sexuais e reprodutivos são questões significativas de saúde pública que requerem muita atenção durante pandemias.

Sessões informativas em abrigos e assentamentos informais fazem parte da estratégia de contenção à COVID-19 entre a população refugiada, migrante e brasileira. Foto: ACNUR/Paulo Lugoboni

COVID-19: ACNUR e parceiros apoiam refugiados e comunidades de acolhida na emergência

As ações de prevenção e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus que estão sendo adotadas pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros no Brasil estão beneficiando pessoas refugiadas e as comunidades que as acolhem, evitando a transmissão da COVID-19 nestas populações.

Entre as atividades estão o compartilhamento de informações sobre como se prevenir contra a COVID 19, a distribuição de kits de higiene e limpeza para grupos mais vulneráveis e o fortalecimento da capacidade de atendimento em saúde à população.

Plano de Resposta Humanitária Global do COVID-19 será coordenado pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e depende de abordagem global - Foto: Gerd Altmann/Pixabay

ONU lança plano de resposta humanitária: abordagem global é a única maneira de lutar contra COVID-19

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou nesta quarta-feira (25) um plano de resposta humanitária global de 2 bilhões de dólares para lutar contra a COVID-19 nos países mais vulneráveis, numa proposta para proteger milhões de pessoas e reduzir a disseminação do vírus no mundo. O plano contempla 51 países de América do Sul, África, Oriente Médio e Ásia.

A COVID-19 já matou mais de 16 mil pessoas em todo o mundo e há aproximadamente 400 mil casos registrados.

O plano de resposta será implementado pelas agências da ONU, com Organizações Não Governamentais (ONGs) internacionais e consórcios de ONGs tendo um papel direto na resposta.

O plano prevê o envio de equipamentos para testes e suprimentos médicos, instalação de  estações para lavagem das mãos em acampamentos e assentamentos, campanhas de informação pública e pontes aéreas para levar trabalhadores e insumos na América Latina, África e Ásia.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, na cúpula do G20 no Japão em 2019. Foto: ONU Japão/Ichiro Mae

G20 tem a chance de ampliar fortemente combate ao coronavírus, diz chefe da ONU

O grupo dos países mais industrializados do mundo, o G20, precisa responder às numerosas ameaças que a doença provocada pelo novo coronavírus representa para as pessoas em todos os lugares, de acordo com o secretário-geral da ONU.

Numa carta aos membros do Grupo das 20 potências industrializadas (G20), António Guterres elogiou a decisão de convocar uma cúpula virtual de emergência sobre a pandemia, que já afetou a saúde, a educação e as economias em todo o mundo.

“A COVID-19 exigirá uma resposta como nenhuma antes – um plano de ‘guerra’ em tempos de crise humana”, escreveu ele na segunda-feira (23).

Bandeiras da ONU e das Olimpíadas – Foto: Evan Schneider/ONU

Informações da OMS influenciam adiamento dos Jogos Olímpicos

Baseado em informações fornecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o rápido avanço da pandemia da COVID-19, o Comitê Olímpico Internacional (COI) declarou que está adiando os Jogos Olímpicos de 2020, que ocorreriam no Japão.

A decisão de adiar os Jogos foi anunciada num comunicado conjunto do Comitê Olímpico Internacional, parceiro das Nações Unidas, e do comitê organizador da Tóquio 2020.

A mensagem citou palavras do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que na terça-feira (24) alertou que o número de casos globais aumentou de 200 mil para 300 mil em apenas quatro dias.

Informações falsas sobre coronavírus podem espalhar medo e paranoia, alerta UNICEF - Foto: Pxhere/CC

COVID-19: UNICEF alerta que desinformação pode espalhar medo e paranoia

A diretora executiva adjunta de Parcerias do UNICEF, Charlotte Petri Gornitzka, alertou que a desinformação durante períodos de crise de saúde pode espalhar paranoia, medo e estigmatização, além de atingir as pessoas pessoas mais desprotegidas ou vulneráveis ao novo coronavírus. Para ela, é necessário uma preparação, com base em evidências científicas, para que as pessoas tomem as precauções necessárias para proteger a sai e as duas famílias contra a COVID-19.

Como exemplo, ela citou uma mensagem online errônea que tem circulando em vários idiomas ao redor do mundo creditando ao UNICEF a informação de que evitar sorvetes e outros alimentos frios poderia ajudar a prevenir o aparecimento da doença. “Naturalmente, isso é totalmente falso”, enfatizou Charlotte Gornitzka.

Campanha da FIFA com OMS contará com jogadores de futebol para repassar mensagens de prevenção a COVID-19. Foto: Pexels

FIFA e OMS se unem para combater o coronavírus

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) se uniram para combater a doença causada pelo coronavírus e lançaram uma nova campanha de conscientização liderada por jogadores de futebol de renome internacional, incluindo o goleiro brasileiro Alisson Becker. Eles estão pedindo que todas as pessoas do mundo sigam cinco passos essenciais para impedir a propagação da doença.

A campanha “Pass the message to kick out coronavirus” (“Passe a mensagem para dar um chutão no coronavírus” em tradução livre) promove cinco etapas para proteger a saúde, de acordo com as orientações da OMS, focadas em lavar as mãos, não tocar no rosto, manter distância física, ficar em casa e ter etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço de papel – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos).

Funcionário do ACNUR inspeciona e embala itens de ajuda, incluindo sabão, toalhas de papel descartáveis e termômetros, para distribuir aos assentamentos de refugiados no Irã como parte da resposta à COVID-19. Foto: ACNUR/Farha Bhoyroo

COVID-19: Agência da ONU para Refugiados envia 4 toneladas de ajuda humanitária ao Irã

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) transportou na segunda-feira (23) cerca de 4,4 toneladas de itens essenciais de ajuda médica, incluindo suprimentos para apoiar a resposta à COVID-19 no Irã. Foram entregues máscaras, luvas e medicamentos essenciais para ajudar a resolver a crítica escassez no sistema de saúde do país.

Globalmente, o ACNUR está buscando urgentemente 33 milhões de dólares para aumentar as atividades de preparação, prevenção e resposta para atender às necessidades imediatas de saúde pública de refugiados e comunidades anfitriãs, motivadas pela disseminação da COVID-19 em todo o mundo.

Medidas como lavar as mãos e evitar aglomerações reduzem as chances de infecção pelo novo coronavírus. Foto: pixabay/Mylene2401

UNICEF e Granado doam galões de sabonete líquido a moradores de favelas do Rio

Mais de 1,4 mil litros de sabonete líquido foram doados pela empresa brasileira de cosméticos Granado nesta terça-feira (24) a cinco projetos ligados a iniciativas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em prol de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro (RJ).

A ação tem como objetivo ajudar as populações de favelas da capital fluminense e da Baixada Fluminense a se proteger do novo coronavírus. Os galões foram entregues a organizações com atuação nessas comunidades, sendo distribuídos para as famílias apoiadas por cada projeto.

O que as pessoas que vivem com HIV precisam saber sobre o coronavírus

COVID-19 é uma doença grave e todas as pessoas que vivem com HIV devem tomar todas as medidas preventivas recomendadas para minimizar a exposição ao novo coronavírus, causador da COVID-19, e prevenir-se da infecção.

Até o momento, não há fortes evidências de que as pessoas que vivem com HIV corram um risco especialmente maior de contrair a COVID-19 ou de que, caso o isso ocorra, elas possam apresentar um resultado pior em seus organismos. Contudo, isso não significa que as pessoas que vivem com HIV devam encarar a COVID-19 sem preocupações ou como se não fosse um problema grave. É preciso tomar todas as precauções para se proteger.

Crianças fazem uma refeição na escola, que participa de um programa de alimentação escolar na América Latina e no Caribe. Foto: Ubirajara Machado/FAO

COVID-19: FAO pede medidas em favor da população que depende da alimentação escolar

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura pediu que os governos implementem medidas em favor da população escolar cujas famílias têm mais dificuldades em acessar alimentos, para fornecer o apoio nutricional que os programas de alimentação escolar garantiam.

As recomendações para minimizar o impacto gerado pelo fechamento de programas de alimentação escolar na segurança alimentar e nutricional devem ser decididas por cada país, tomando todas as precauções para evitar a transmissão do COVID-19.

Entre as medidas adotadas pelos governos de muitos países da América Latina e do Caribe diante da rápida expansão do coronavírus está o fechamento de escolas e, portanto, a suspensão de alimentação escolar.

Foto:  Mulher usa máscara em transporte público em Nova Iorque – Março de 2020 – Foto: Loey Felipe/ONU

ONU Mulheres pede atenção às necessidades femininas nas ações contra a COVID-19

Apesar das medidas robustas em todo o mundo para conter a pandemia da COVID-19, o impacto social do novo coronavírus está atingindo fortemente as mulheres, que representam 70% das pessoas que trabalham no setor social e de saúde. Elas também são três vezes mais responsáveis pelos cuidados não-remunerados em casa do que os homens, de acordo com a ONU Mulheres.

Por conta disso, a ONU Mulheres recomenda uma série de medidas específicas nas ações contra o coronavírus, como apoio prioritário para mulheres que atuam na contenção da doença, acordos de trabalho flexíveis para mulheres e proteção de serviços essenciais de saúde para mulheres e meninas, entre outras.

A merenda escolar é uma das ações do PMA em mais de 60 países. Foto: Simon Pierre Diouf/PMA

COVID-19 deixa 9 milhões de crianças sem refeições escolares, diz Programa Mundial de Alimentos

O Programa Mundial de Alimentos (WFP) diz que cerca de 9 milhões de crianças estão sem acesso a merenda escolar após o fechamento das escolas para conter o novo coronavírus.

Com a interrupção das aulas, estes alunos deixaram de ter alimentos em seus estabelecimentos de ensino.

O WFP prevê que esse número vai aumentar nos próximos dias e semanas, podendo chegar a 860 milhões de crianças e jovens dispensados de escolas e universidades devido à pandemia. O número equivale à metade da população estudantil do mundo.

Lavar as maõs de forma correta ajuda a proteger todos contra o cororavírus. Foto: Fernandez/UNICEF

UNICEF orienta a forma correta de lavar as mãos para se proteger do coronavírus

Viroses respiratórias como a doença do coronavírus se espalham quando muco ou gotículas (tosse ou espirro) que contêm o vírus entram no seu corpo através dos olhos, nariz ou garganta. Na maioria das vezes, isso acontece por meio de suas mãos. As mãos também são um dos meios mais comuns pelos quais o vírus se transmite de uma pessoa para a outra.

Durante uma pandemia global, uma das maneiras mais baratas, mais fáceis e mais importantes de impedir a propagação de um vírus é lavar as mãos frequentemente com água e sabão.

Mulheres podem sofrer mais durante pandemias, como a do novo coronavírus - Foto: Tam Wai/UNSPLASH

Fundo de População da ONU alerta que COVID-19 pede cuidado diferenciado para meninas e mulheres

As medidas tomadas por governos de todo o mundo para limitar o avanço do novo coronavírus não devem perder de vista as vulnerabilidades de mulheres e meninas. O alerta foi feito em nota do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), já que, entre outros fatores, 70% das equipes de trabalho em saúde e serviço social são formadas por mulheres.

Segundo o documento do Fundo de População, ainda são necessários mais dados para entender se mulheres e homens experimentam a COVID-19 de maneira diferente e se possuem complicações e riscos de morte diferentes. Apesar disso, sabe-se que os surtos de doenças afetam mulheres e homens de maneira diversa.

Retorno para casa de afegãos num país com sistema de saúde enfraquecido pelo risco de coronavírus – Foto: Shahrokh Pazhman/UNOCHA

OIM defende tratamento digno a migrantes durante pandemia do novo coronavírus

A importância de tratar migrantes com dignidade e respeito não mudou, afirmou o porta-voz da Organização Internacional de Migração (OIM), Joel Millman, em entrevista ao serviço de informações da ONU. O impacto que a pandemia da COVID-19 está tendo sobre os migrantes – muito presentes na indústria alimentícia, agora em isolamento generalizado – é uma grande preocupação para a OIM.

“Definimos migrantes como trabalhadores, como pessoas deslocadas, como solicitantes de asilo, e eles têm uma presença enorme em todo o mundo, por uma série de motivos. E, claro, eles são seres humanos: são nossos vizinhos, familiares, pessoas que nossas crianças conhecem da escola, e eles são afetados como todos nós somos afetados durante esta emergência de saúde pública”, afirmou Millman. Ele acrescentou que a mensagem mais importante da agência – tratar as pessoas com dignidade e total respeito pelos seus direitos humanos – não mudou nestas circunstâncias.

As irmãs gêmeas Emeline e Eveline lavam as mãos em uma estação pública instalada como medida preventiva contra o coronavírus no Nyabugogo Bus Park, em Ruanda. Foto: Ritzau Scanpix

ACNUR: fechamento de fronteiras dos países não pode bloquear direito de solicitar refúgio

Em comunicado publicado na quinta-feira (19), o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, lembra que, diante da disseminação do novo coronavírus, muitos países têm adotado, com razão, medidas excepcionais de limitação de viagens aéreas e dos movimentos transfronteiriços.

No entanto, ele alerta para os efeitos dessas medidas sobre as pessoas que precisam de proteção. “Guerras e perseguições não pararam – e hoje, em todo o mundo, as pessoas continuam fugindo de suas casas em busca de segurança. Estou cada vez mais preocupado com as medidas adotadas por alguns países que poderiam bloquear totalmente o direito de solicitar refúgio.”

Luwei Pearson (à direita), diretora da Divisão de Programa de Saúde do UNICEF para o COVID-19, na enfermaria pediátrica do Hospital de Ensino Haitiano, apoiado pelo projeto neonatal da UNICEF. Foto: Luisa Brumana/UNICEF

UNICEF: Ainda é cedo para avaliar o impacto da COVID-19 em mulheres e crianças

A UN News (serviço de informação da ONU) entrevistou a diretora interina da Divisão de Programa de Saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Luwei Pearson, sobre a resposta rápida da agência ao surto do coronavírus e outros assuntos relacionados ao que agora se tornou uma pandemia global, incluindo seu impacto em milhões de crianças diante do fechamento das escolas.  

Ela fala sobre a necessidade de manter o bem estar físico e mental de crianças e suas mães e a importância de estruturas básicas de saúde em todo o mundo, entre outros desafios.

Naleen, refugiada síria de 15 anos, e seu tanbur. Foto: ACNUR/Firas Al-Khateeb

Refugiada síria reflete sobre impactos da guerra por meio da música

Com graça e confiança, a síria Naleen, de 15 anos, dedilha seu tanbur, um instrumento tradicional de cordas que parece uma extensão de seu corpo. Por meio da música, ela conta sua história para o mundo.

Para Naleen, a arte reflete a realidade: seu tanbur foi uma das únicas coisas que foi capaz de levar consigo quando fugiu da Síria há menos de seis meses.

Hoje, ela mora com a mãe no campo de refugiados de Bardarash, no Iraque. A música a mantém conectada com a vida que ela foi forçada a deixar para trás. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

UNAIDS e UNV assinam acordo para ampliar cooperação

UNAIDS e Programa de Voluntários das Nações Unidas assinam acordo para ampliar cooperação

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) assinaram um memorando de entendimento a fim de estreitarem a colaboração entre as duas organizações.

UNAIDS e UNV trabalharão juntos para promover o voluntariado e para engajar os voluntários a apoiarem as pessoas que vivem e são afetadas pelo HIV.

Nos últimos 10 anos, 97 voluntários das Nações Unidas serviram ao UNAIDS em 36 países.

Para ajudar sua família, a síria Naamat, de 11 anos, assumiu responsabilidades que vão muito além de sua pouca idade. Foto: ACNUR

O peso de nove anos de conflito sobre os ombros de uma criança síria

O mês de março marca o início do conflito na Síria, que este ano completou nove anos. Durante todos esses anos, milhões de sírios viram suas casas destruídas, perderam seus parentes, se separaram de suas famílias e tiveram suas vidas adiadas.

A guerra obrigou Naamat, uma refugiada de apenas 11 anos que hoje vive na Jordânia, a assumir responsabilidades muito além de sua pouca idade. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Adolescente brasileira grávida. Foto: Marcello Casal Jr/Abr.

COVID-19: agências da ONU divulgam informações para mulheres grávidas; pedem recursos para crianças

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou nesta quarta-feira (18) informações para mulheres em idade reprodutiva e grávidas sobre riscos e precauções durante a epidemia provocada pelo novo coronavírus, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) reforçou o apelo para doadores num momento em que milhares de crianças em todo o mundo precisam de atendimento.

De acordo com o UNFPA, as mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções recomendadas para todos os adultos para evitar infecções, como evitar contato próximo com qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando; lavar as mãos com frequência com sabão e água ou utilizar álcool em gel, cobrindo a boca e o nariz com um lenço ou o cotovelo quando tossir ou espirrar; e cozinhar completamente carnes e ovos.

O camaronês Ambuchu John tem 58 anos e é portador de deficiência visual. Na foto, ele está em sua nova casa com seus dois filhos mais velhos, tendo sido deslocado pelos combates no distrito de Buea, Camarões. Foto: OCHA / Giles Clarke

Coronavírus: OMS pede mais ação de países europeus; trabalho humanitário no mundo precisa continuar

A agência humanitária da ONU lembrou na terça-feira (17) que milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária no mundo, e que esse trabalho precisa continuar diante da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus, a COVID-19.

No mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa afirmou que os países do continente precisam tomar “medidas ousadas” para interromper a disseminação do vírus, e um órgão de narcóticos apoiado pela ONU pediu a manutenção de estoques suficientes de medicamentos.

Criança caminha na neve em um assentamento informal recentemente estabelecido que continua a receber famílias deslocadas do sul de Idlib e das províncias rurais de Alepo, no noroeste da Síria. Foto: UNICEF/Baker Kasem

Síria: 5 milhões de crianças nasceram durante a guerra; 1 milhão nasceram como refugiadas em países vizinhos

Cerca de 4,8 milhões de crianças nasceram na Síria desde o início do conflito, nove anos atrás. Outras 1 milhão nasceram como refugiadas nos países vizinhos. Elas continuam a enfrentar as consequências devastadoras de uma guerra brutal, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no domingo (15).

“A guerra na Síria tem mais um marco vergonhoso hoje”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore, que esteve na Síria na semana passada. “Quando o conflito entra no seu décimo ano, milhões de crianças estão entrando na segunda década de vida, cercadas por guerra, violência, morte e deslocamento. A necessidade de paz nunca foi tão urgente”.

Yenni com sua filha Branyelis, de sete dias, e seu filho Moises, de três anos, em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR/Victor Moriyama

Luxemburgo apoia projeto para empoderamento de mulheres venezuelanas em Roraima

Em crises humanitárias, as populações notadamente mais afetadas são de mulheres e crianças. O grau de vulnerabilidade dessas pessoas venezuelanas em Roraima é alto, pois elas acabam expostas a riscos maiores de violência.

Diante deste cenário, o Ministério da Cooperação de Luxemburgo firmou o seu apoio ao programa conjunto “Liderança, empoderamento, acesso e proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio e refugiadas no Brasil”, que é implementado por ONU Mulheres, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no estado.

Um jovem refugiado lava as mãos em Mafraq, na Jordânia, onde um sistema de aquecimento movido a energia solar, instalado com o apoio da IKEA Foundation e da Practical Action, ajuda a fornecer água quente. Foto: ACNUR/Hannah Maule-ffinch

ARTIGO: Pandemia de coronavírus é um teste de nossos sistemas, valores e humanidade

Em artigo publicado na imprensa internacional, a alta-comissária da ONU para direitos humanos, Michelle Bachelet, e o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, afirmam que a doença provocada pelo novo coronavírus, a Covid-19, é um teste não apenas de nossos sistemas e mecanismos de assistência médica para responder a doenças infecciosas, mas também de nossa capacidade de trabalharmos juntos como uma comunidade de nações diante de um desafio comum.

“É um teste da cobertura dos benefícios de décadas de progresso social e econômico em relação aqueles que vivem à margem de nossas sociedades, mais distantes das alavancas do poder.” Leia o artigo completo.

Mãe segura seus dois filhos em Alepo, na Síria, cidade destruída pela guerra. Foto: UNICEF

Síria: Guterres pede fim da ‘carnificina’ e das violações do direito internacional

Agências da ONU enfatizaram seu compromisso de continuar apoiando civis afetados pela guerra na Síria, que neste mês entra em seu décimo ano. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou nesta quinta-feira (12) que “não podemos permitir que o décimo ano resulte na mesma carnificina, na mesma violação de direitos humanos e do direito internacional humanitário”.

“O conflito na Síria está entrando no seu décimo ano. Uma década de confrontos não trouxe nada além de ruína e miséria. E os civis estão pagando o preço mais alto. Não há solução militar. Agora é a hora de dar à diplomacia a chance de trabalhar.”

O que é o novo coronavírus? De onde veio? Como posso me proteger?

VÍDEO: Tire suas dúvidas sobre o novo coronavírus

O que é o novo coronavírus? De onde veio? Como posso me proteger? A Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniu as respostas para as principais dúvidas dos cidadãos do mundo sobre a doença do coronavírus, COVID-19.

Escritório regional da OMS para as Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) destaca que a região foi a primeira do mundo a ter todos os países capacitados a realizar o diagnóstico de laboratório para descartar ou confirmar novos casos de COVID-19.

Crianças indígenas waraos brincam no Súper Panas apoiado pelo UNICEF no abrigo Janakoida, em Pacaraima, Roraima, perto da fronteira com a Venezuela. Crédito: UNICEF/Hiller.

Espaço de proteção a crianças e adolescentes venezuelanos é inaugurado em Manaus

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a organização não governamental Aldeias Infantis SOS inauguram nesta quarta-feira (11) o espaço “Súper Panas” no abrigo Alfredo Nascimento, em Manaus (AM).

O Súper Panas — que significa “super amigos” em espanhol — é uma estratégia de educação e proteção do UNICEF que visa desenvolver atividades de educação, prevenção, proteção e de resposta a vulnerabilidades, violências, abuso e exploração de crianças e adolescentes.

Famílias sírias fogem de ataques em de Idlib. Foto: Ritzau Scanpix

Após 9 anos de tragédia, resiliência e solidariedade, mundo não pode esquecer os sírios

A crise da Síria entra em seu décimo ano e o povo sírio continua a sofrer com essa violenta tragédia. Desde o início do conflito, em março de 2011, homens, mulheres e crianças foram forçados a se deslocar. Muitos foram deslocados mais de uma vez. Hoje, os sírios são a maior população de refugiados do mundo.

Os países anfitriões continuam precisando de financiamento o quanto antes para apoiar milhões de refugiados sírios, a fim de garantir que os serviços nacionais sejam capazes de lidar e expandir oportunidades para refugiados e cidadãos. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

No campo de Moria, na ilha de Lesvos, no norte da Grécia, uma frase expressa o desejo de milhões de refugiados e migrantes pelo mundo: ‘Movimento de Liberdade’. Foto: Gustavo Barreto (2016)

ACNUR pede alívio das tensões na fronteira da Turquia com União Europeia

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) emitiu comunicado na quinta-feira (5) no qual pede alívio das tensões na fronteira da Turquia com a União Europeia, tendo em vista o aumento atual de deslocamentos de pessoas no país — incluindo refugiados e solicitantes de refúgio.

O ACNUR disse estar monitorando o desdobramento dos acontecimentos na Turquia e na Grécia e oferecendo apoio aos países. “Como em todas as situações como essa, é importante que as autoridades evitem quaisquer medidas que possam aumentar o sofrimento das pessoas vulneráveis.”

Em 3 de março de 2020 na Síria, o diretor executivo do PMA, David Beasley (sentado, no centro), e a diretora executiva do UNICEF, Henrietta H. Fore (em pé, segundo da direita), visitam crianças da terceira série na escola Tal-Amara no sul rural de Idlib. Foto: UNICEF

Em visita à Síria, representantes de UNICEF e WFP alertam para impacto do conflito sobre crianças

É urgente acabar com a violência na Síria e melhorar o acesso da ajuda humanitária em todo o país, disseram na terça-feira (3) a diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, e o diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (WFP), David Beasley.

Ao encerrar uma visita de dois dias ao país, os dois chefes das agências também enfatizaram a necessidade de fornecer às famílias serviços básicos e melhorar suas condições econômicas.

A viagem ocorre em meio a uma escalada militar no noroeste da Síria e no momento em que o conflito está prestes a entrar em seu décimo ano. A guerra deixou um terço do povo sírio em situação de insegurança alimentar, uma em cada três crianças fora da escola e mais da metade de todas as instalações de saúde não funcionais.

Em uma operação de dois dias, a Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou sete caminhões, ou 55 toneladas de remédios e suprimentos médicos, da Turquia para a província de Idlib e partes de Alepo. Foto: OMS

Síria: Idlib tem caos em meio à violência; Guterres pede cessar-fogo imediato

A rápida escalada do conflito no noroeste da Síria criou um “caos” na área da saúde, em meio a relatos de pessoas deslocadas que se aproximavam da fronteira turca em busca de abrigo, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira (28). O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a todas as partes que recuem diante de uma nova escalada.

O chefe das Nações Unidas descreveu a atual crise de deslocamento dentro e ao redor de Idlib e a intensificação dos confrontos entre as forças turcas e sírias, estas últimas apoiadas pela Rússia, como “um dos momentos mais alarmantes” da guerra de quase uma década.

Sardar, um médico que fugiu do Afeganistão depois de receber ameaças de morte, observa um raio-X de um solicitante de refúgio com câncer no centro de recepção e identificação de Moria, em Lesbos. Foto: ACNUR/Achilleas Zavallis

Solicitantes de refúgio sofrem com falta de atendimento médico na Grécia

No ano passado, as condições no maior centro de acolhimento para solicitantes de refúgio nas ilhas gregas eram sombrias. As pessoas careciam do básico em termos de higiene, banheiros, segurança e serviços médicos, e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) pediu urgentemente por melhorias. Desde então, as coisas em Moria se tornaram ainda mais difíceis.

Os médicos de Moria e do hospital local estão sobrecarregados. ONGs e médicos voluntários trabalham dia e noite. Mesmo assim, muitas vezes eles só conseguem atender os casos mais urgentes e até condições crônicas graves são deixadas sem tratamento.

Maestro João Carlos Martins se apresenta no maior abrigo para refugiados e migrantes na América Latina, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Allana Ferreira

Pianista João Carlos Martins apresenta-se para refugiados e migrantes em Roraima

Conhecido mundialmente no circuito de música erudita, o maestro e pianista brasileiro João Carlos Martins usou mais uma vez a música para romper barreiras e unir nações.

Em uma recente visita a Roraima, ele levou inspiração às famílias que vivem no abrigo temporário para refugiados e migrantes venezuelanos Rondon 3, o maior abrigo para esta população na América Latina. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Mohammad Azeem, 27, vende especiarias em sua loja no mercado da Praça Al-Asif, em Karachi. Foto: ACNUR/Roger Arnold

Com apoio local, refugiado afegão reconstrói vida no Paquistão

Em uma esquina de um mercado movimentado no sul do Paquistão, Mohammad Azeem passa os dedos por um barril de páprica vermelha brilhante. Ele sorri. Suas especiarias estão vendendo bem hoje.

Por anos, Mohammad foi um refugiado afegão sem acesso ao sistema bancário. Como consequência, foi forçado a contar com amigos para fazer cheques e manter seu dinheiro seguro. Agora, os negócios estão crescendo depois que novas leis lhe permitiram abrir uma conta bancária. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).