Impacto das mudanças climáticas é ainda maior entre grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Como a mudança climática afeta as pessoas vivendo com HIV

Em meio à Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas, que ocorre em Nova Iorque, fica evidente que a mudança climática afeta todos os países e continentes. Mas, frequentemente, o impacto é maior em regiões já afetadas por outros desafios e que têm grande número de grupos vulneráveis, incluindo pessoas vivendo com HIV.

Quando o ciclone Idai atingiu em março a cidade de Beira, em Moçambique, chuvas e ventos fortes causaram inundações repentinas, centenas de mortes e danos generalizados a residências e infraestruturas.

Teria sido um golpe devastador em qualquer lugar, mas foi ainda maior na província de Sofala, onde cerca de um em cada seis adultos vive com HIV. Quando as águas subiram, muitas pessoas tiveram seus medicamentos levados pela enchente. O relato é do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

O secretário-geral da ONU visita o assentamento de Mandruzi, em Moçambique. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Ação coletiva é única maneira de enfrentar desafios globais, diz Guterres

Os desafios globais de nosso tempo demandam soluções globais, e devemos demonstrar continuamente os méritos da cooperação multilateral, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta segunda-feira (23), ao lançar o relatório anual de 2019 das Nações Unidas.

O relatório de 120 páginas documenta o progresso da Organização no ano passado no que se refere a desenvolvimento sustentável, paz e segurança; desenvolvimento da África, direitos humanos, assistência humanitária, direito internacional, desarmamento e prevenção ao crime, juntamente à luta contra o terrorismo.

Em espanhol, Esperanza significa ‘fé’. Depois que Esperanza recebeu a apoio financeiro e as aulas de culinária da ONU Mulheres em Boa Vista, ela espera um futuro melhor para sua família. Foto: ONU Mulheres | Felipe Abreu.

ONU Mulheres auxilia resposta humanitária em Roraima

Atuando na resposta humanitária em Roraima, a ONU Mulheres, com financiamento do Fundo Central da ONU de Resposta de Emergência, ofereceu diversos serviços e treinamentos para mulheres refugiadas, migrantes e solicitantes de refúgio em Boa Vista, entre novembro de 2018 e março de 2019.

O trabalho da agência teve como foco ajudar a população que se encontra em situação de maior vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua, com problemas de saúde e deficiências, com um familiar doente ou em risco de exploração sexual e/ou tráfico.

Uma das mulheres alcançadas foi Briggitte Jimenez, venezuelana de 49 anos. Jimenez chegou a Boa Vista em fevereiro de 2019, depois que o programa de saúde público venezuelano cortou a oferta de tratamento contra o câncer no país. Seu filho de 17 anos tinha câncer no estômago. Ela deixou seus três outros filhos na Venezuela na esperança de salvar o mais velho.

Novo escritório do UNFPA em Manaus funciona dentro da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Fundo de População da ONU leva ações de assistência humanitária a Manaus

A partir de setembro de 2019, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) passa a operar em Manaus, no Amazonas, ampliando o apoio à Operação Acolhida na assistência à população refugiada e migrante, majoritariamente da Venezuela, que chega ao Brasil pela região norte.

O UNFPA Brasil atua desde agosto de 2017 no estado vizinho, Roraima, liderando a prevenção e a resposta à violência de gênero, além de assessor a gestão local na oferta e no acesso aos serviços de saúde materna, parto seguro e planejamento da vida reprodutiva.

A ideia é levar para o novo posto de trabalho atendimentos em assistência humanitária, apoiando conjuntamente o governo do Amazonas, o município de Manaus e atores da sociedade civil da cidade.

Prince-Bonheur e Gothier são primos e melhores amigos. Costumavam ser inseparáveis, até que um conflito em seu país os obrigou a trilhar caminhos opostos. Foto: ACNUR.

Separados por um conflito, primos centro-africanos anseiam por estudar juntos novamente

Gothier e Prince-Bonheur cresceram juntos, mas um conflito os separou; enquanto Gothier pôde retornar ao seu país e aos seus estudos, com o auxílio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Prince permanece no exílio – e fora da escola.

“Eu sei que preciso de educação. A escola é o meu futuro. A vida sem escola não é vida”, pontuou Prince.

À medida que mais centro-africanos retornam do exílio, o país precisará de dinheiro para construir e expandir escolas, treinar mais professores e fornecer materiais de aprendizado adicionais, avalia o ACNUR.

Quando o conflito armado começou no Iêmen, em 2015, o país já era considerado um dos mais pobres do mundo. Foto: PMA/Reem Nada

UNICEF: 29 milhões de bebês nasceram em áreas de conflito em 2018

Mais de 29 milhões de bebês nasceram em áreas afetadas por conflitos armados em 2018, disse o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta sexta-feira (20). A violência armada em países como Afeganistão, Iêmen, Síria, Somália e Sudão do Sul significou que, durante o ano passado, ao menos um em cada cinco bebês em todo o mundo passou seus primeiros momentos em comunidades afetadas por conflitos, muitas vezes em ambientes profundamente inseguros e altamente estressantes.

“Todos os pais e mães deveriam poder valorizar os primeiros momentos do seu bebê, mas, para milhões de famílias que vivem em meio a conflito, a realidade é muito mais sombria”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF.

Quando crianças pequenas experimentam eventos adversos e traumáticos prolongados ou repetidos, o sistema de gerenciamento de estresse do cérebro é ativado sem pausas, causando “estresse tóxico”. Com o tempo, as substâncias químicas do estresse quebram as conexões neurais existentes e inibem a formação de novas, levando a consequências duradouras para o aprendizado, o comportamento e a saúde física e mental das crianças.

O refugiado sírio Fahed participa de aulas no Ouzai Center, uma escola informal em uma favela do sul de Beirute. Foto: ACNUR | Diego Ibarra Sánchez.

Amizades são uma ponte para crianças refugiadas estudarem, aponta ACNUR

Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a ONG Centro Sem Fronteiras oferece chances para crianças refugiadas sírias retomarem os estudos em Beirute, Líbano.

“A educação é uma salvação para todos nós, mas especialmente para os jovens no momento certo”, apontou a co-fundadora do projeto, Lina Lina Attar Ajami.

A iniciativa faz parte de um esforço conjunto para retirar crianças sírias que vivem no Líbano do trabalho infantil, inserindo-as na escola.

A venezuelana Yianela e seu filho estão abrigados em Roraima. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Com apoio da ONU, venezuelana recebe informações sobre cuidados de pré-natal

Proveniente da cidade venezuelana de Tigre, Yianela Brizuela, de 18 anos, cruzou a fronteira com o Brasil quando estava em seu terceiro mês de gravidez e levava seu filho de 3 anos no colo. Sua principal motivação era ter melhores condições de vida.

Atualmente no oitavo mês de gestação, ela lembra ter tido contato com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio de uma sessão informativa em Roraima sobre saúde sexual e reprodutiva. Na ocasião, estavam sendo discutidos cuidados de pré-natal.

“Não me esqueço desse dia, porque aprendemos muitas coisas novas. Uma mãe pode acreditar que, por já ter tido um filho, sabe tudo, mas me dei conta de que havia muitas coisas a aprender em relação à gravidez”, explica. Leia o relato completo.

Magdali e seus filhos, felizes em solo brasileiro. Foto: UNFPA Brasil | Yareidy Perdomo.

Em Roraima, Espaço Amigável acolhe, escuta e encaminha mulheres venezuelanas a serviços públicos

Em 2018, Magdali Bronn e sua família iniciaram uma luta para ter acesso a serviços de saúde na Venezuela. Os empecilhos, no entanto, foram muitos. Seu marido faleceu de malária no fim de 2018, e sua filha mais nova contraiu otite aguda, que agora precisa ser operada.

Magdali chegou ao Brasil em 14 fevereiro de 2019, quando se celebra, na Venezuela, o Dia do Amor e da Amizade. “Fui recebida pelas pessoas do UNFPA no Espaço Amigável, que me trataram muito bem. Expliquei minha situação e da minha filha, e soube que a operação dela seria possível aqui”, contou.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) dá apoio a mulheres que chegam em situação de extrema vulnerabilidade ao Brasil, oferecendo um espaço de escuta sensível nos ‘Espaços Amigáveis’, em Roraima.

Aline Maccari, 42, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública do ACNUR em Boa Vista, Roraima. Foto: ACNUR | Santiago Escobar-Jaramillo.

‘Aqui se chora de tristeza e de alegria no mesmo dia’, diz funcionária do ACNUR em Boa Vista

Aline Maccari, de 42 anos, trabalha como Assistente Sênior de Informação Pública da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Boa Vista (RR). Seu trabalho é oferecer informação e suporte para a mídia acerca da situação dos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil, garantindo que este cenário e estas pessoas sejam registrados de forma responsável e justa.

Ela compartilhou com a agência momentos marcantes de sua experiência e os principais desafios e alegrias do dia a dia em uma emergência humanitária.

“A parte mais gratificante sem dúvida é perceber que parte do meu trabalho ajudou alguém a melhorar sua vida, minimizar seu sofrimento ou criar empatia com o público. Além disso, o mundo precisa saber da resposta exemplar que estamos oferecendo aos refugiados no Brasil”, contou Maccari. Leia mais na entrevista.

Exposição do UNICEF em Nova Iorque mostra impactos do deslocamento forçado nas crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Fundação World Press Photo inauguraram na semana passada (11) em Nova Iorque uma exposição de fotografias sobre os desafios enfrentados pelas crianças obrigadas a deixar suas casas e seus países em busca de proteção ou melhores condições de vida.

As fotografias – muitas das quais receberam ampla atenção global e estimularam o debate sobre questões relacionadas à migração – foram selecionadas a partir de imagens premiadas nos concursos da World Press Photo realizados entre 2016 e 2019.

Menino olha ruínas de escola destruída em junho de 2015 em Saada, no Iêmen. Foto: UNOCHA

Guterres pede ‘contenção máxima’ após ataques contra refinarias na Arábia Saudita

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu no domingo (15) “contenção máxima” após uma onda de ataques de drones reivindicados por rebeldes iemenitas houthis contra duas instalações de processamento de petróleo baseadas na Arábia Saudita.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, Guterres disse “condenar os ataques de sábado às instalações de petróleo da Aramco na província oriental da Arábia Saudita reivindicados pelos houthis”.

Ele também pediu para todas as partes em conflito “exercerem restrição máxima, evitarem qualquer escalada em meio a tensões elevadas e cumprirem o Direito internacional humanitário”.

Diariamente, cerca de 250 refugiados e migrantes venezuelanos têm a possibilidade de ligar gratuitamente para seus familiares. Foto: ACNUR | Allana Ferreira.

ACNUR apoia serviço de ligações gratuitas oferecido a venezuelanos em Roraima e Amazonas

Desde abril de 2018, a Operação Telefonia Humanitária é parte da resposta emergencial para os refugiados e migrantes venezuelanos que chegam aos estados de Roraima e Amazônia, e conta com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e suporte financeiro da União Europeia.

Entre janeiro e agosto deste ano, a Télécoms Sans Frontières (TSF), primeira ONG focada em resposta de emergência através da tecnologia, registrou mais de 55.000 ligações entre o norte do Brasil e várias regiões da Venezuela.

Diariamente, nas cidades de Boa Vista, Pacaraima e Manaus, em torno de 250 refugiados e migrantes atendidos pelo projeto têm a possibilidade de falar com familiares e quem precisou deixar para trás.

Nas regiões atingidas pela seca na Somália, famílias estão abandonando suas casas e se deslocando para cidades ou territórios onde chegam as assistências. Foto: Eropean Union - Anouk Delafortrie.

Somália tem pior colheita desde 2011; 2 milhões de pessoas estão sob risco de fome

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) informou no início de setembro (3) que a colheita de cereais deste ano na Somália é a pior desde 2011. A organização atribui este resultado a padrões climáticos instáveis, ou “choques do clima”.

A comunidade humanitária internacional e o governo somali lançaram conjuntamente um “Plano de Resposta à Seca” que cobrirá o período de junho a dezembro de 2019.

Apesar disso, os 487 milhões de dólares recebidos até o momento representam menos da metade do que se avalia como o necessário.

1º Mutirão da Saúde em Ka'ubanoko, ocupação de refugiados e migrantes venezuelanos indígenas e não indígenas, em Roraima. Foto: UNFPA | Yareidy Perdomo.

UNFPA apoia venezuelanos indígenas no processo de integração ao território brasileiro

Agências da ONU têm realizado diversas atividades para ampliar o nível de informação e acesso daqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade social em Roraima.

Ka’ubanoko, que significa “meu lar” na língua Warao, é uma ocupação que conta com mais de 600 pessoas indígenas e não indígenas vindas da Venezuela.

O local sediou o 1º Mutirão da Saúde – atividade que reuniu comunidade local, agências das Nações Unidas, instituições públicas e outras organizações para tratar de cuidados médicos e sanitários, além de outros eventos e rodas de conversa sobre direitos, liderança e resiliência comunitária.

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram nesta terça-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. Foto: UNICEF

ONU e parceiro fornecem ajuda humanitária a milhares de deslocados no sudeste da Síria

As Nações Unidas e o Crescente Vermelho Árabe Sírio (SARC) finalizaram na quarta-feira (11) a entrega de assistência humanitária essencial a 15 mil sírios deslocados internamente em Rukban, no sudeste da Síria. A comida foi distribuída a todos os civis no campo, e suprimentos nutricionais foram fornecidos para as crianças.

A distribuição foi a segunda fase de uma extensa operação cujo objetivo é aliviar o sofrimento de milhares de pessoas que ficam presas na fronteira entre a Síria e a Jordânia há anos. A primeira fase foi uma missão preparatória, em agosto de 2019, para avaliar as necessidades prioritárias da população de Rukban e identificar civis que desejam e buscam apoio para deixar a área.

Em 8 de setembro de 2017, foi inaugurada na sede da ONU, em Nova Iorque, uma instalação com mochilas do UNICEF para lembrar a morte de crianças durante conflitos armados e pedir ação de líderes mundiais. Foto: UNICEF

Instalação do UNICEF em NY mostra escala dos assassinatos de crianças em conflitos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou no domingo (8) na sede da ONU, em Nova Iorque, uma instalação que mostra a escala devastadora dos assassinatos de crianças em zonas de conflito durante o ano de 2018.

A exposição apresenta 3.758 mochilas em fileiras que lembram um cemitério, cada uma representando a perda de uma criança por conta de conflitos armados. De acordo com relatório recente, mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em zonas de conflito no ano passado – o número mais alto desde que as Nações Unidas começaram a monitorar e denunciar essa grave violação.

A instalação, que fica exposta até esta terça-feira (10), é uma mensagem para que líderes mundiais atuem, em um momento em que crianças de muitas partes do mundo retornam às aulas. Também ocorre às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Para responder à situação da Venezuela, a ONU Brasil prevê um investimento de 146 milhões de dólares. Desse total, 53% foram arrecadados por meio de doações de países como Estados Unidos, Japão, Brasil e da União Europeia. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU e sociedade civil lançam plataforma de dados sobre venezuelanos no Brasil

A Plataforma R4V (Resposta a Venezuelanos) apresenta página brasileira que traz a público os dados mais recentes sobre o fluxo de venezuelanos e venezuelanas no país, como o número de refugiados, refugiadas e migrantes, solicitações de refúgio e venezuelanos com visto de residência.

Também é possível acessar documentos, relatórios de monitoramento, fichas informativas e notas de orientação sobre o contexto brasileiro, além de ter acesso às notícias mais recentes da ONU Brasil sobre o assunto. Os dados utilizados são validados e fornecidos pelo governo federal e por ONGs parceiras.

O evento ocorreu no âmbito da iniciativa Red Calle, que congrega os países participantes para sensibilizar instituições públicas e a sociedade civil sobre a realidade das pessoas em situação de rua. Foto: ONU Brasil/Isadora Ferreira

ONU participa de evento em Brasília sobre pessoas em situação de rua e migração

Seminário internacional realizado em Brasília (DF) na segunda-feira (9) reuniu representantes de Brasil, Chile, Uruguai, Paraguai, Colômbia e Costa Rica para troca de experiências sobre sistemas de monitoramento e atendimento a pessoas em situação de rua e migração.

O coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, participou da mesa de abertura, assim como os ministros Osmar Terra, do Ministério da Cidadania, e Damares Alves, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O trabalho conjunto da ONU Brasil com o governo brasileiro na resposta à crise humanitária na Venezuela foi destaque.

Gift, de 14 anos, fugiu da guerra que estava devastando sua terra natal, o Sudão do Sul, um conflito que acabou com a vida de seu pai. Foto: ACNUR/John Wessels

Refugiado do Sudão do Sul luta para manter estudos na República Democrática do Congo

O adolescente sul-sudanês Gift, de 14 anos, teve o melhor desempenho entre os estudantes de sua classe no assentamento de Biringi, na República Democrática do Congo (RDC), nos últimos três anos. Mas isso pode não ser suficiente para mantê-lo estudando. Gift está em seu último ano da escola primária, enquanto as vagas na escola secundária são poucas e em lugares distantes. Leia o relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Enquanto o conflito no Iêmen continua matando civis, a vida de bebês recém-nascidos em enfermaria de hospital de Áden corre perigo. Foto: UNICEF/Saleh Baholis

Especialistas da ONU veem possíveis crimes de guerra cometidos no Iêmen

A coordenadora humanitária da ONU no Iêmen, Lise Grande, descreveu na segunda-feira (2) os ataques aéreos na cidade de Dhamar como “hediondos”, considerando o número de mortes como “chocante”. “Estes são tempos difíceis para o Iêmen”, declarou. “Há dias de confrontos e ataques no sul do país com centenas de mortos.”

Paralelamente, um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU apontou a possibilidade de crimes de guerra estarem sendo cometidos no país. “Todas as partes (envolvidas) no conflito são responsáveis por inúmeras violações de direitos humanos, da lei internacional e humanitária”, disse Kamel Jenoubi, presidente do painel de especialistas. “Algumas destas violações podem configurar crimes de guerra.”

Obra da exposição “Percepções”, do artista Gabriel Archanjo (PI). Foto: Acervo Pessoal

ONU Mulheres apoia projeto que leva artes plásticas a venezuelanas em Roraima

O escritório da ONU Mulheres no Brasil apoiou o projeto “Amazônia das Artes”, do qual faz parte a exposição “Percepções”, do artista plástico piauiense Gabriel Archanjo, que ficou em cartaz no SESC Roraima, em Boa Vista (RR), de julho a agosto. A exposição foi viabilizada em parceria com a Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Mais de 20 mulheres refugiadas e migrantes dos abrigos Rondon I e São Vicente, convidadas pela ONU Mulheres, e mulheres trans do abrigo Latife Salomão, convidadas pelo Exército, conferiram em julho a abertura da exposição no SESC Roraima, que reuniu cerca de 50 pessoas. Para muitas venezuelanas, o evento foi o primeiro contato com a cultura brasileira.

Secretário-geral da ONU coloca flores em túmulos de capacetes-azuis em Mavivi, leste da República Democrática do Congo, em 1º de setembro de 2019. Foto: ONU/Martine Perret

Em visita à República Democrática do Congo, Guterres reafirma apoio à missão da ONU no país

No segundo dia de sua visita à República Democrática do Congo (RDC), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, elogiou no domingo (1) a coragem dos congolenses e o sacrifício feito pelos capacetes-azuis da ONU que deram suas vidas para protegê-los.

Guterres falou em coletiva de imprensa na cidade de Beni, que está no epicentro da epidemia de ebola do país. Ele mencionou a falta de segurança e outros problemas graves que a região está sofrendo, como sarampo, malária e cólera.

“Espero que a minha presença aqui reafirme o meu apoio total à MONUSCO (Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo), na luta contra grupos armados que espalham medo e morte”, disse Guterres, em francês, língua oficial da RDC.

Bairro de Cratar em Áden, no Iêmen (18 de novembro de 2018). Foto: OCHA/Giles Clark

Violência agrava situação no Iêmen, em meio à falta de financiamento humanitário

A situação no Iêmen é “muito delicada” disse a principal oficial humanitária da ONU no país. Nos últimos três dias, ao menos 13 pessoas foram mortas e pelo menos 70 ficaram feridas durante confrontos nas províncias de Áden e Abyan.

“Famílias estão encurraladas em suas casas por causa do conflito e não conseguem obter alimentos e atendimento médico”, disse Lise Grande, coordenadora humanitária do Iêmen, na quinta-feira (22).

“Já fomos forçados a encerrar programas de vacinação e atendimento médico, além de reduzir serviços de proteção para vítimas de violência sexual e de gênero”, disse. “Se os doadores não honrarem suas promessas, 22 programas vitais vão ser encerrados nas próximas semanas.”

Refugiados de Darfur, no Sudão, buscam segurança no vizinho Chade. Foto: ACNUR/H. Caux

ACNUR inicia credenciamento de imprensa para 1º Fórum Global para Refugiados, em Genebra

Nos dias 17 e 18 de dezembro de 2019, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Governo da Suíça sediarão em Genebra uma reunião mundial sobre refugiados: o primeiro Fórum Global de Refugiados (GRF, da sigla em inglês). A conferência global de dois dias é a primeira reunião em nível ministerial a dar seguimento à implementação prática do Pacto Global sobre Refugiados, firmado na ONU, em Nova Iorque, em dezembro de 2018.

Hoje, mais de 70 milhões de pessoas são deslocadas à força pela violência e perseguição em todo o mundo. O objetivo do Fórum Global de Refugiados é acelerar as ações de governos, setor privado, instituições e organizações internacionais, setor não governamental e sociedade civil na implementação do novo Pacto Global sobre Refugiados. O Fórum Global para Refugiados tem como objetivo gerar compromissos impactantes e outras promessas desses atores, voltados para a realização de mudanças tangíveis de políticas e práticas a longo prazo para melhorar a vida dos refugiados e das comunidades de acolhida em todo o mundo.

UNFPA realizou sessão com foco específico em mulheres idosas e mulheres migrando sozinhas. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA realiza sessão informativa em Roraima com idosas e mulheres migrando sozinhas

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Secretaria Municipal da Gestão Social de Boa Vista, por meio do Centro de Referência de Assistência Social, participou de um encontro com mulheres refugiadas e migrantes no abrigo Rondon 3, da Operação Acolhida, em Roraima.

A Operação Acolhida é a resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada no Brasil por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Na ocasião, um grupo mulheres idosas e de mulheres migrando sozinhas ou com filhos receberam sessões informativas sobre violência baseada em gênero, saúde sexual e reprodutiva e sobre o acesso aos serviços do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Com apoio do UNFPA, Meninas Guerreiras desenharam o próprio uniforme. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Jovens venezuelanas jogam amistoso com time de futebol feminino de Roraima

O time de futebol feminino Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela, formado por adolescentes e jovens venezuelanas, jogou no sábado (24) um amistoso em Boa Vista (RR) com jogadoras brasileiras profissionais que fazem parte do time de futebol feminino Atlético Roraima.

A disputa ocorreu no campo esportivo do abrigo Rondon 3, em Roraima, e foi organizado pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) com apoio da Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil — e do Atlético Roraima.

O time das Meninas Guerreiras faz parte de um projeto de esporte apoiado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Visão Mundial, Operação Acolhida e o UNFPA na resposta humanitária em Roraima.

Jogadoras do time "Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela" elaboraram esboço de uniforme. Foto: UNFPA Brasil/Débora Rodrigues

UNFPA debate violência de gênero com meninas de time de futebol em Roraima

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) promoveu em agosto encontros com meninas e mulheres refugiadas e migrantes moradoras de Roraima para impulsionar a resposta e a prevenção à violência baseada em gênero. Um desses encontros envolveu um time de futebol feminino formado por adolescentes e jovens venezuelanas com idade entre 11 e 26 anos.

O encontro, apoiado pela Operação Acolhida — resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos implementada por governo federal, agências da ONU e organizações da sociedade civil —, reuniu 14 jogadoras no Espaço Amigável em Boa Vista (RR). O objetivo também foi discutir temas como saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos.

Requerentes de refúgio e migrantes em embarcação próximo à costa da Líbia em novembro de 2016. Foto: ACNUR/Giuseppe Carotenuto

Ao menos 40 refugiados e migrantes desaparecem em naufrágio na costa da Líbia

Ao menos 40 pessoas desapareceram na costa da Líbia no mais recente naufrágio envolvendo barco que transportava refugiados e migrantes para a Europa, informou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na terça-feira (27). A organização renovou seu pedido para que os países tomem medidas com o objetivo de salvar vidas.

“Não podemos conceber estas tragédias como inevitáveis”, disse o enviado especial do ACNUR para o Mediterrâneo Central, Vincent Cochetel. “A solidariedade precisa se transformar em ações que previnam mortes no mar e a perda de esperança que leva pessoas a arriscar suas vidas.”

Agência da ONU instala bombas d’água no maior campo de refugiados do mundo

Três horas. Este era o tempo que a refugiada rohingya Sura, de 35 anos, levava para coletar água para sua família. Todos os dias, ela atravessava o terreno montanhoso do assentamento de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh, caminhando por trajetos íngremes até alcançar uma bomba d’água.

Nos últimos 22 meses, porém, o cenário mudou. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros construíram 679 poços tubulares com bombas d’água fáceis de usar. “Hoje, levo um pouco mais de um minuto para caminhar da minha casa até o ponto de água”, contou Sura.

Desde agosto de 2017, milhares de refugiados rohingya foram forçados a fugir de Mianmar com destino ao sudeste de Bangladesh para escapar de ataques brutais contra suas aldeias promovidos pelas forças de segurança birmanesas. A aldeia em que Sura morava foi um dos alvos desses ataques.

Florence Idiongo, refugiada de Lotuko, no Sudão do Sul, em frente a uma de suas casas recém-construídas no assentamento de Kalobeyei, no Quênia. Foto: ACNUR/Will Swanson

Agência da ONU financia construção de casas em campo de refugiados do Quênia

Quando a sul-sudanesa Florence Idiongo se uniu aos milhares de refugiados que buscavam proteção no Quênia há três anos, ela teve que viver em uma barraca de plástico com 12 pessoas, incluindo seus filhos, irmãos e outros parentes.

O ambiente era quente, superlotado e oferecia o mínimo de proteção para sua família, que precisava vigiar constantemente alimentos e pertences. “Às vezes, tínhamos que cozinhar dentro da barraca durante as temporadas de chuvas e era muito arriscado para a saúde das crianças”, contou.

Mas a situação mudou. Com apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ela teve acesso a recursos para se juntar a outros 1 mil refugiados que estavam construindo suas próprias casas, mais seguras, no assentamento de Kalobeyei.

ONU Mulheres promove rodas de conversa para venezuelanas em Roraima

Cerca de 180 mulheres venezuelanas são as primeiras beneficiadas de rodas de conversas, baseadas na metodologia Espaços Seguros, organizadas semanalmente pela ONU Mulheres em Roraima. Desde julho, elas dispõem de momentos para compartilhar histórias e discutir formas de reconstruir suas vidas no Brasil, conectando-se umas às outras no contexto da ajuda humanitária brasileira.

A proposta é atender venezuelanas em situação de migração de diferentes localidades, oferecendo conhecimento e inclusão. Os conteúdos são estabelecidos de maneira conjunta — um encontro inicial é realizado e, a partir dele, são as migrantes que escolhem as temáticas das próximas conversas, que são diferentes em cada abrigo, de acordo com suas necessidades, interesses e desafios.

Criança iemenita sofre de desnutrição grave aos quatro meses de idade. Foto: Giles Clarke | OCHA.

ONU encerra programas humanitários no Iêmen devido à falta de recursos

As Nações Unidas anunciaram na semana passada (21) que estão sendo forçadas a encerrar diversos programas humanitários no Iêmen, devido ao fato de o dinheiro prometido pelos Estados-membros não ter sido efetivamente pago à Organização.

“Estamos desesperados pelo financiamento prometido”, disse Lise Grande, a coordenadora humanitária das Nações Unidas para o Iêmen. “Quando o dinheiro não chega, pessoas morrem”, completou.

O UNICEF solicitou mais de US$ 70 milhões para fornecer assistência humanitária vital para 900 mil crianças em toda a Venezuela até o final do ano. Foto: UNICEF

Venezuela: UNICEF busca US$70 milhões para dar assistência humanitária a 900 mil crianças

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) solicitou mais de 70 milhões de dólares para fornecer assistência humanitária vital a 900 mil crianças em toda a Venezuela até o final do ano. Novos financiamentos nas próximas semanas são essenciais para que o UNICEF e seus parceiros atendam às necessidades humanitárias essenciais de crianças e famílias dentro do país.

“Cerca de 3,2 milhões de crianças na Venezuela precisam de ajuda humanitária, pois as condições em todo o país continuam a se deteriorar”, disse a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “Estamos aumentando nosso trabalho para ajudar crianças e famílias que estão lutando contra a escassez de alimentos e o acesso limitado a serviços essenciais como saúde, água potável e educação”.

Mulheres refugiadas e migrantes receberam dicas de amamentação. Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

UNFPA promove sessão sobre aleitamento materno em centro para migrantes de Boa Vista

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) apoiou na sexta-feira (16) atividade promovida pelo Exército da Salvação em Boa Vista (RR) para discutir e sensibilizar as mães refugiadas e migrantes do Centro de Convivência e Atendimento Psicossocial sobre a importância do aleitamento materno.

Em contexto de emergências humanitárias, o UNFPA trabalha para garantir ações que promovam a saúde sexual e reprodutiva das pessoas em deslocamento forçado, principalmente mulheres, gestantes e lactantes, pessoas LGBTI, pessoas idosas, com deficiência, entre outras com necessidades específicas de proteção.

Yumiko aprende sobre algumas das atividades neste centro infantil em Alepo. Foto: ACNUR/Hameed Maarouf

Trabalhadora humanitária escreve diário sobre vida cotidiana em Alepo, na Síria

A japonesa Yumiko Takashima trabalha para a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) na Síria — a mais de 8,7 mil km de sua cidade natal, Tóquio. Ela se juntou à organização vinte anos atrás e trabalhou em lugares como Timor Leste, Sudão, Tailândia, Afeganistão, entre outros. Desde 2018, está em Alepo.

Mais de 5,6 milhões de pessoas fugiram da guerra na Síria desde 2011, buscando segurança em Turquia, Líbano, Jordânia e outros países. Milhões estão deslocados dentro da Síria.

Yumiko contou à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) como é viver e trabalhar em um país que enfrenta um dos mais sangrentos conflitos armados do mundo.

UNAIDS visita Roraima para conhecer desafios e avanços na resposta local ao HIV

A Equipe Conjunta do UNAIDS no Brasil, acompanhada de uma representante do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e IST (DCCI) do Ministério da Saúde, esteve na cidade de Boa Vista (RR) para um ciclo de encontros com parceiros locais, incluindo representantes dos governos municipal e estadual, da sociedade civil e de outras agências e programas das Nações Unidas que atuam no local.

O objetivo foi avaliar os principais desafios da resposta ao HIV no estado e prospectar possíveis oportunidades de apoio à coordenação de projetos em andamento e à implementação de novas iniciativas conjuntas com foco na prevenção e cuidados em relação ao HIV e à AIDS.

Maikel José Yepez, de 23 anos, trabalha como monitor no Espaço Amigo da Criança que o UNICEF mantém em Roraima para atender crianças em situação de rua. Foto: UNICEF/João Laet

Monitor do UNICEF relata atendimento a crianças venezuelanas que chegam a Roraima

Era manhã quando um menino venezuelano de 7 anos chegou sozinho à Rodoviária Internacional de Boa Vista (RR). Ele havia pegado carona da Venezuela até o Brasil e desembarcado na capital roraimense com sintomas de malária.

Ao chegar à rodoviária – um dos principais pontos de informação para refugiados e migrantes em Boa Vista –, encontrou ajuda no Espaço Amigo da Criança, montado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela organização Visão Mundial.

“Graças a Deus não aconteceu nada, porque, se esse menino chega aqui e não entra no espaço, ele estaria nas ruas correndo muitos riscos”, contou o venezuelano Maikel José Yepez, de 23 anos, monitor do espaço responsável pelo atendimento das crianças. Leia o relato completo.

Doryit e seus dois filhos vivem em abrigo da Operação Acolhida, em Boa Vista (RR). Foto: UNFPA/Yareidy Perdomo

Venezuelana cria rede de apoio para proteção de mulheres em abrigos de Roraima

Doryit é uma mulher venezuelana de 41 anos formada em contabilidade e administração de empresas, mãe de dois meninos de 10 e 11 anos. Chegou ao Brasil em junho de 2018 com seu marido e filhos, em busca de abrigo e acesso a serviços básicos.

A venezuelana trouxe consigo grande capacidade de mobilização e ativismo que, com ajuda do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mantém viva em solo brasileiro. Ela criou um grupo em um abrigo para refugiados e migrantes em Boa Vista (RR), com o objetivo de estabelecer uma rede de apoio entre as mulheres que compartilham o mesmos espaços.