ONU apoia venezuelanos que estão em Roraima. Foto: ACNUR/Reynesson Damasceno

ONU convida organizações a apresentar propostas para ações com refugiados em 2019

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil convida organizações governamentais e não governamentais (ONGs) a apresentar notas conceituais e/ou propostas para a implementação de atividades em 2019.

O propósito do edital de “Chamada para Manifestação de Interesse” é dar às entidades a oportunidade de estabelecer parcerias com o ACNUR na entrega de proteção e soluções mistas para refugiados e requerentes de refúgio no Brasil.

Painelistas da mesa da abertura do seminário ibero-americano, realizado no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP). Foto: ASCOM/ESMPU

Encontro em SP reforça necessidade de acolhida humanitária de venezuelanos

A necessidade de abrigar, acolher e proteger refugiadas e migrantes vindos da Venezuela foi o principal tema debatido na abertura do Seminário Ibero-Americano “Proteção aos direitos de Venezuelanas e Venezuelanos – Por uma acolhida humanitária na América Latina”, que aconteceu esta semana (23 e 24), em São Paulo.

O evento reuniu representantes de defensorias de oito países (Colômbia, Chile, Equador, Espanha, Bolívia, Argentina, Peru e México), agências internacionais — como a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) —, organizações nacionais e da sociedade civil.

Sobreviventes do desastre realizam busca nos destroços de sua casa na aldeia de Petobo, em Palu, na ilha indonésia de Sulawesi. Foto: ACNUR/Fauzan Ijazah

Devastação em ilha na Indonésia após desastre natural está ‘além da imaginação’; ONU apoia país

Continuam as operações de ajuda humanitária na Indonésia após um recente terremoto seguido de tsunami devastar a ilha de Sulawesi. A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) confirmou que mais suprimentos estão chegando aos abrigos de emergência.

Estima-se que mais de 2 mil pessoas foram mortas, 80 mil ficaram desabrigadas e 70 mil casas foram destruídas. Além disso, cerca de 680 pessoas continuam desaparecidas. Brasil doou US$ 100 mil para vítimas.

Duas crianças sem parentesco compartilham uma cama em centro de tratamento para a cólera em Sana’a, Iêmen, por conta da falta de recursos. Foto: OCHA/Ahmed ben Lassoued

Metade da população do Iêmen enfrenta risco de fome, alerta chefe humanitário da ONU

Cerca de 14 milhões de pessoas no Iêmen – metade da população do país – enfrentam “condições pré-epidemia de fome”, disse o chefe humanitário da ONU ao Conselho de Segurança na terça-feira (23).

Embora seja difícil confirmar quantas pessoas estão morrendo de fome, ou doenças relacionadas à fome, Mark Lowcock disse que agentes de saúde apontam para um número crescente de mortes ligadas a fatores relacionados à alimentação, com uma agência de ajuda estimando no final de 2017 que 130 pessoas estavam morrendo todos os dias de fome extrema e doenças – quase 50 mil durante um ano.

Prédios destruídos em Douma, Ghouta Oriental. Foto: ACNUR/Vivian Tou’meh

ONU alerta para necessidade de assistência alimentar contínua a civis na Síria

Quase 1 milhão de sírios voltaram para casa em meio à segurança reforçada, mas encontraram lares destruídos e meios de vida perdidos, disse a agência de assistência alimentar de emergência da ONU na terça-feira (23), lembrando que muitos civis ainda precisam de ajuda.

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), enquanto os preços de alimentos caíram na Síria devido à facilitação dos transportes, o clima instável prejudica severamente a produção de cereais, resultando na menor safra de trigo em quase três décadas.

Haviz, de apenas sete anos, anda em meio aos destroços de um prédio atingido pela catástrofe em Sulawesi. Foto: UNICEF/Wilander

Brasil doa US$ 100 mil para vítimas de terremoto e tsunami na Indonésia

O governo do Brasil anunciou neste mês (19) uma doação de 100 mil dólares para a resposta humanitária à crise na Indonésia, que foi palco de um terremoto e um tsunami em setembro último (28). Catástrofes atingiram a província de Sulawesi Central, deixando mais de 2,1 mil mortos e 4,6 mil indonésios com ferimentos graves. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 212 mil cidadãos foram deslocados pela tragédia.

Kambale, de sete anos, vai à escola em Beni, na República Democrática do Congo, que tem sido atingida por uma epidemia de ebola. Foto: UNICEF/Thomas Nybo

Em meio a crise de ebola, ONU condena assassinatos de civis e agentes de saúde na RD Congo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse na segunda-feira (22) estar “indignado com os contínuos assassinatos e sequestros de civis por grupos armados” perto de Beni, na região de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. A localidade tem lutado contra um surto de ebola desde agosto. Entre as vítimas da violência, estão profissionais de saúde que atuam na resposta à doença.

Adolescentes deportados do México para a Guatemala, seu país de origem, em maio deste ano. Foto: UNICEF/Bindra

ONU amplia apoio em meio à caravana de migrantes e refugiados rumo aos EUA

Com mais de 7 mil refugiados e migrantes centro-americanos em marcha pelo México em direção à fronteira sul dos Estados Unidos em busca de segurança e trabalho, todos os países envolvidos estão sendo instados pela ONU a colaborar com as principais agências locais que fornecem apoio.

Respondendo a perguntas de jornalistas na segunda-feira (22), o porta-voz da ONU, Farhan Haq, disse que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) vêm aumentando os recursos locais, enquanto a caravana formada principalmente por refugiados e migrantes hondurenhos segue para o norte, cruzando a fronteira entre Guatemala e México.

Em Trípoli, na Líbia, Mohamed e Mariam são fotografados com bebê, ao lado de fora de centro de detenção de onde foram retirados com destino ao Níger. Foto: ACNUR/Noor Elshin

Agência da ONU retira 135 migrantes do Níger detidos na Líbia

Em meio a crescentes confrontos violentos entre grupos armados rivais na capital da Líbia, Trípoli, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) transportou com sucesso por via aérea 135 migrantes e refugiados para segurança no Níger.

Muitos migrantes nigerinos a caminho da Europa são interceptados enquanto tentam cruzar o Mar Mediterrâneo, terminando em centros de detenção na Líbia e voltando para casa com relatos de terríveis abusos de direitos humanos que sofreram.

A Enviada Especial do ACNUR, Angelina Jolie (à direita) conversa com refugiados sírios na fronteira da Jordânia em 18 de junho de 2013. Foto: ACNUR/O. Laban-Mattei

Enviada especial do ACNUR, Angelina Jolie realiza visita oficial ao Peru

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a atriz norte-americana Angelina Jolie, realiza uma visita oficial ao Peru nesta semana. O país é um dos mais afetados pelo aumento no fluxo de refugiados e migrantes venezuelanos, o maior deslocamento de pessoas na história recente da América Latina.

Durante sua missão, a enviada especial se encontrará com refugiados, representantes do governo do Peru e organizações que contribuem para a resposta humanitária. Ela visitará programas de proteção e de assistência a solicitantes de refúgio, refugiados e famílias anfitriãs, e observará a generosa resposta do Peru aos refugiados e migrantes venezuelanos.

Refugiados e migrantes resgatados por navio da guarda costeira espanhola preparam-se para desembarcar no porto de Algeciras, no sul da Espanha. Foto: ACNUR/Markel Redondo

ONU pede mais esforços de líderes europeus para pôr fim às mortes no Mediterrâneo

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediram nesta sexta-feira (19) que as lideranças europeias tomem medidas urgentes para lidar com a taxa recorde de mortes no mar Mediterrâneo este ano.

Com mais de 1,7 mil vidas perdidas desde o início de 2018, a taxa de morte de pessoas que tentavam atravessar o Mediterrâneo aumentou bruscamente este ano. Somente em setembro, uma em cada oito pessoas que cruzaram o Mediterrâneo Central para chegar à Europa morreu ou desapareceu. Em grande parte, este aumento está ligado à redução da capacidade de busca e de resgate na costa europeia.

Segurança alimentar é um dos destaques da cooperação entre Brasil e países da África. Foto: Centro de Excelência contra a Fome

Conferência em Roma pede compromisso global com o fim da fome no mundo

Os participantes da 45ª Comissão de Segurança Alimentar Mundial (CFS, na sigla em inglês), que ocorre nesta semana em Roma, na Itália, pediram esforços globais para erradicar a fome. De acordo com os principais oradores da reunião, ainda há tempo para alcançar a Fome Zero até 2030, mas medidas urgentes são necessárias.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, disse na abertura da reunião que o fracasso na erradicação da fome prejudicará todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso significa que “a pobreza não será erradicada, os recursos naturais continuarão a se degradar e a migração forçada continuará”.

“Temos que levar mais a sério a intenção de colocar fim aos conflitos”, enfatizou, por sua vez, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Cerca de 400 famílias se abrigavam em acampamento improvisado no norte de Idlib, Síria, após fugirem da violência no sul da cidade no começo de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Síria: Rússia e Turquia aumentam prazo para que rebeldes deixem Idlib

A Rússia e a Turquia informaram que darão mais tempo para grupos da oposição se retirarem de uma zona desmilitarizada em Idlib, na Síria, que tem sido poupada de ataques aéreos há mais de um mês, disse um conselheiro humanitário da ONU nesta quinta-feira (18).

“Alguns dos primeiros prazos foram ultrapassados. Haverá mais tempo para diplomacia e isto é um grande alívio para nós”, disse, acrescentando que “se alguém seguir a lógica militar que tem sido frequentemente seguida nesta guerra, isto será notícia horrível para civis”.

Em maio de 2018 em Áden, no Iêmen, menino é vacinado contra o cólera. Foto: UNICEF/Sadeq Al-Wesabi

Em meio à maior crise humanitária do mundo, Iêmen realiza campanha contra cólera

Após um aumento acentuado no número de possíveis casos de cólera recentemente no Iêmen, uma nova campanha de vacinação foi realizada junto ao governo para prevenir um terceiro grande surto, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) no início de outubro (2).

A ONU considera que o Iêmen enfrenta hoje a pior crise humanitária do mundo. O país já sofreu grandes surtos de cólera no passado, em meio ao pano de fundo de intensos conflitos civis.

Enviado especial da ONU para a Síria, Steffan de Mistura. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Enviado especial da ONU para a Síria anuncia saída e promete trabalhar pela paz ‘até a última hora’

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, disse ao Conselho de Segurança nesta quarta-feira (17) que deixará o cargo no final do próximo mês, após quatro anos e quatro meses.

Sobre as condições de milhões de sírios deslocados e em necessidade de ajuda humanitária após mais de sete anos de conflito, ele disse que “uma catástrofe até agora tem sido evitada em Idlib, e o memorando russo-turco de entendimento parece estar sendo implementado”.

O enviado disse ao Conselho que “nós ainda temos um mês muito intenso e, esperançosamente, frutífero, adiante”. “Não estou abandonando o cargo até a última hora do último dia de meu mandato”.

Chegada ao aeroporto de Maiduguri dos corpos de três agentes humanitários mortos em ataque em 1º de março em Rann, no nordeste da Nigéria. Foto: OCHA/Yasmina Guerda

Chefe da ONU diz estar ‘chocado’ com assassinato de agente humanitária na Nigéria

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou veementemente na terça-feira (16) o assassinato de uma agente humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha no nordeste da Nigéria. Ele disse estar “chocado” pela morte, que aconteceu na segunda-feira (15).

A agente humanitária, Hauwa Mohammed Liman, uma parteira e enfermeira de 24 anos, trabalhava na cidade de Rann, próxima à fronteira com Camarões. Ela foi sequestrada em 1º de março, junto a outras duas enfermeiras, Saifura Hussaini Ahmed Khorsa e Alice Loksha, após um ataque de extremistas armados na cidade, no qual dezenas de pessoas foram mortas.

Thaís Moraes em treinamento no Níger. Foto: Arquivo pessoal

Do Brasil ao Senegal: brasileira a serviço da ONU promove direitos dos refugiados

“Sempre que eu sinto que conseguimos mudar, mesmo que um pouco, preconceitos em relação às pessoas refugiadas, sinto que vale a pena”. Morando longe de casa, em Dakar, no Senegal, a brasileira Thaís Moraes é uma dos 11 mil funcionários da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Em depoimento ao organismo internacional, ela explica por que decidiu ingressar nessa carreira, em defesa das pessoas vítimas de deslocamento forçado.

Morte de crianças por fome é ‘intolerável’, diz ONU em dia mundial

Em mensagem para o Dia Mundial da Alimentação, lembrado nesta terça-feira (16), o secretário-geral da ONU, António Guterres, uma em cada nove pessoas no mundo não tem comida suficiente para se alimentar de forma adequada.

“Cerca de 155 milhões de crianças estão cronicamente malnutridas e poderão sofrer os efeitos do nanismo ao longo de toda a sua vida. A fome causa quase metade de todas as mortes de crianças em todo o mundo. Isso é intolerável”, enfatizou o chefe das Nações Unidas.

Mais de metade da população mundial de refugiados é constituída por crianças. Foto: ACNUR/David Azia

ONU: 5 fatos sobre crianças refugiadas

Quando são forçadas a abandonar suas comunidades e seus países por causa da violência, as crianças ficam em situação de extrema vulnerabilidade. Ser um jovem refugiado significa ter menos chances de ter uma educação e mais riscos de ser vítima de abusos e exploração.

Para conscientizar o público sobre os problemas que meninos e meninas enfrentam nessas circunstâncias, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniu cinco fatos sobre crianças e adolescentes refugiados.

Cerca de 400 famílias foram abrigadas em um campo de refugiados improvisado no norte de Idlib, na Síria, após fugir da violência no início de setembro de 2018. Foto: UNICEF/Aaref Watad

Síria: ONU pede acesso irrestrito a Idlib e Afrin para envio de ajuda humanitária

O coordenador humanitário da ONU na Síria, Ali Al Za’atari, pediu no início de outubro (4) que todas as partes em conflito no país cheguem a um acordo e permitam acesso humanitário irrestrito às cerca de 13 milhões de pessoas que precisam de assistência vital, especialmente nas cidades de Idlib e Afrin.

“Não há mais confrontos armados em muitas cidades e territórios sírios, mas essa ameaça ainda existe em algumas áreas, e as pessoas ainda estão assustadas e inseguras”, ressaltou.

O chefe do ACNUR, Filippo Grandi, visitou uma família venezuelana em Las Delicias, Cúcuta, hospedada por famílias colombianas que foram deslocadas pelo conflito armado. Foto: ACNUR/Fabio Cuttica

Agência da ONU para Refugiados intensifica assistência a venezuelanos na Colômbia

Em visita à Colômbia, o alto-comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, afirmou na quinta-feira (11) que a comunidade internacional deve fazer mais para ajudar os milhares de venezuelanos que cruzam fronteiras em busca de proteção internacional.

“O fluxo constante de venezuelanos que entram na Colômbia gera enormes desafios para atender as necessidades humanitárias de todos”, afirmou Grandi, ao visitar o município de Villa del Rosario, Norte de Santander, no domingo (14). “O ACNUR está comprometido em expandir sua presença e ajuda na região”.

Carros e casas danificadas no Parque Nacional de Balaroa, em Palu, na Indonésia, após terremoto seguido de tsunami ocorrido em setembro. Foto: UNICEF/Arimacs Wilander

ONU lembra necessidade de países melhorarem coleta de dados sobre desastres

No Dia Internacional para a Redução de Desastre, 13 de outubro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que a data deste ano — marcada pelo devastador terremoto seguido de tsunami na Indonésia — mostrou a urgência de melhorar a resiliência e o controle de riscos nos países.

“Desastres têm um alto custo humano”, disse Guterres. “Milhões de pessoas são deslocadas a cada ano, perdendo suas casas e empregos por causa de eventos climáticos extremos e terremotos”, salientou.

“No entanto, nem todos os países relatam sistematicamente as perdas econômicas de grandes eventos de desastre, de acordo com um novo relatório preparado pelo Escritório da ONU para Redução de Risco de Desastres.”

Homem caminha em frente a carro preso no teto de uma casa após o terremoto seguido de tsunami em Palu, na Indonésia. Foto: UNICEF/Arimacs

ONU apoia Indonésia após terremoto seguido de tsunami; número de mortos sobe para 2 mil

Subiu para 2010 o número de mortos pelo terremoto seguido de tsunamis e deslizamentos de terra que devastaram a ilha de Sulawedi, na Indonésia, em 28 de setembro, anunciaram agências da ONU na terça-feira (9).

Cerca de 10.700 pessoas ficaram gravemente feridas e pelo menos 700 continuam desaparecidas.

As agências da ONU estão no local para fornecer assistência ao governo e oferecer abrigo, comida, água potável, entre outros meios de subsistência, tendo como alvo 191 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

Suprimento de emergência é transportado por caminhões para distribuição em Malakal, Sudão do Sul. Foto: PMA/Gabriela Vivacqua

Primeiro comboio fluvial em 5 anos entrega ajuda da ONU a áreas remotas no Sudão do Sul

Pela primeira vez desde o início da guerra civil no Sudão do Sul, em 2013, um comboio da ONU conseguiu transportar milhares de toneladas de alimentos por um rio, tendo como destino pessoas em sete áreas de difícil acesso, economizando milhões de dólares em voos onerosos.

O comboio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) transportou pouco mais de 750 toneladas de alimentos e suprimentos nutricionais pelo rio Sobat, um importante afluente do Nilo Branco.

O alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, visita comunidade de famílias venezuelanas em Cúcuta, na Colômbia. Foto: ACNUR/Fabio Cuttica

ONU aumenta apoio a venezuelanos e elogia ‘solidariedade extraordinária’ da Colômbia

Com a ajuda da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Colômbia está mostrando “solidariedade extraordinária” com os deslocados da Venezuela em meio à crise econômica e política do país, disse o chefe da agência, Filippo Grandi, na terça-feira (9).

Em visita à Colômbia e a outros países da América Latina, o alto-comissário da ONU para os refugiados chamou a situação de “chocante” e elogiou a Colômbia por abrigar e cuidar dos venezuelanos em momentos críticos.

Paluku encontrou abrigo no terreno de Jeanne, que hospeda cerca de 80 pessoas deslocadas pela violência. Foto: ACNUR/Natalia Micevic

Falta de recursos ameaça assistência humanitária na República Democrática do Congo

Quando homens armados atacaram sua aldeia, Agnes, de 42 anos, só pensava em levar as seis filhas para um lugar seguro. Ela morava na cidade de Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo.

No país, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) presta assistência humanitária à população deslocada, mas o organismo recebeu apenas 31% dos US$ 369 milhões necessários para ajudar os congoleses vítimas de violência.

Oficial da OMS vacina criança contra a cólera no estado de Borno, na Nigéria. Foto: OMS/Chima Onuekwe

OMS monitora riscos de epidemias em meio a enchentes na Nigéria

Na Nigéria, enchentes já afetaram 826 mil pessoas e deixaram 176 mil indivíduos sem casa. Até o início do mês (4), inundações haviam atingido 12 dos 36 estados do país, destruindo 321 estradas e pontes e alagando mais de 150 mil hectares de terras cultivadas.

Em meio à emergência humanitária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) teme surtos de cólera, malária e outras doenças transmissíveis por água contaminada.

Crianças assistem a aula na Primary Mohammed School do Zongo, na República Democrática do Congo, em novembro de 2015. Metade dos estudantes são refugiados da República Centro Africana. Foto: ACNUR/ Colin Delfosse

Refugiados sofrem com falta de financiamento para emergências no mundo todo

A alocação de recursos para refugiados e apátridas em todo o mundo está se tornando cada vez mais escassa. Com pouco mais da metade das necessidades de financiamento atendidas, as dificuldades e os riscos enfrentados por muitos refugiados, pessoas deslocadas e comunidades de acolhida têm se agravado. Esta é a realidade apontada por novo relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo serviço de relações com doadores e mobilização de recursos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiados rohingya, incluindo mulheres e crianças, atravessam fronteira de Mianmar para Bangladesh pelo distrito de Cox’s Bazar. Foto: UNICEF/LeMoyne

ONU pede cooperação entre países para lidar com deslocamento recorde no mundo

O alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, pediu na quarta-feira (3) um impulso para revigorar o multilateralismo a fim de conter os crescentes conflitos e o aprofundamento das crises que têm levado um número recorde de pessoas a deixar suas casas no mundo todo.

Desde que assumiu o cargo, no início de 2016, Grandi disse que os conflitos internos cresceram e que as crises se intensificaram — impulsionadas pelas rivalidades regionais e internacionais e alimentadas por pobreza, exclusão e mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, a linguagem política “tornou-se dura, dando espaço para discriminação, racismo e xenofobia”.

Mulheres e crianças na fila para obter registro em Pagak, Alto Nilo, Sudão do Sul. Foto: UNICEF / Pires

UNAIDS e União Africana anunciam cooperação para eliminar violência sexual em contextos humanitários

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a União Africana comprometeram-se a melhorar a colaboração para eliminar a violência sexual e baseada em gênero, prevenir o HIV e proteger a saúde e os direitos das mulheres em contextos humanitários.

O UNAIDS apoiará a União Africana no desenvolvimento de um plano de ação conjunto com as Nações Unidas. O plano incluirá o desenvolvimento de ferramentas de treinamento e conscientização para funcionários em operações de manutenção de paz e garantia de melhores taxas de notificação sobre exploração sexual e violência contra mulheres e meninas.

Estudos mostram que a violência contra mulheres e meninas aumenta durante períodos de conflito, com o estupro e outras formas de violência sexual sendo muitas vezes uma prática comum durante a guerra.

O ator mirim Zain Al Raffeaa, de 13 anos, posa para um retrato em Beirute, no Líbano. Foto: ACNUR/Sam Tarling

Refugiado deixa a guerra na Síria e brilha no tapete vermelho de Cannes

Sorrindo timidamente em uma câmera de televisão, antes de subir ao palco e encarar a platéia lotada do Festival de Cinema de Cannes, Zain Al Rafeaa nunca imaginara receber os aplausos de estrelas do cinema. “Fiquei paralisado, totalmente paralisado”, conta o refugiado sírio, de apenas 13 anos. O menino interpreta o papel principal do filme Capharnaum, que recebeu o prêmio do júri de Cannes em maio último.

Manifestante diante da Guarda Nacional da Venezuela, em protesto em maio de 2017. Foto: Wikimedia Commons/Efecto Eco

Especialistas da ONU alertam para crise no sistema de saúde da Venezuela

O sistema de saúde da Venezuela está em crise, disseram nesta segunda-feira (1) especialistas em direitos humanos das Nações Unidas, lembrando a morte de ao menos 16 crianças em um hospital devido a condições precárias de higiene e outras mortes provocadas por problemas de saúde, como a desnutrição.

Os especialistas da ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediram que o governo venezuelano atue de forma urgente para mobilizar os recursos necessários e disponíveis, inclusive mediante a cooperação internacional, para restaurar o sistema de saúde no país.

Uma família de migrantes olha pela janela e tira fotos enquanto empreendem sua jornada para o reassentamento. Foto: OIM/Musa Mohammed

Migração: governos precisam ‘fazer o trabalho duro’ de transformar palavras em ação

Enquanto líderes mundiais se reuniam na quarta-feira (26) nas Nações Unidas para discutir o primeiro acordo global projetado para gerenciar melhor a migração internacional, uma voz importante sobre os direitos dos migrantes os incitou a “fazer o trabalho duro” de transformar palavras em ação.

Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, previsto para ser formalmente adotado em dezembro, em Marrakech, compreende 23 objetivos abrangendo todos os aspectos da migração – incluindo a melhoria da disponibilidade de vias legais, a promoção de padrões trabalhistas éticos, o combate ao tráfico e a facilitação de retornos dignos.

Presidente da Ucrânia Petro Poroshenko, durante discurso na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Na ONU, presidente da Ucrânia denuncia expansionismo ‘agressivo’ da Rússia

Petro Poroshenko, presidente da Ucrânia, usou a maior parte de seu discurso na Assembleia Geral da ONU para condenar a Rússia pela “anexação da Crimeia em 2014”. Em pronunciamento na quarta-feira (26), o chefe de Estado também criticou o apoio russo aos separatistas que lutam no leste da Ucrânia.

Cobrando ação internacional para enfrentar expansionismo, o dirigente ucraniano alertou que a Rússia abusa do poder de veto no Conselho de Segurança — o que permite a continuidade de violações do direito internacional.

Hospitais públicos da Venezuela operam com falta de remédios e outros produtos médicos. Foto: IRIN/Meridith Kohut

Conselho de Direitos Humanos pede que Venezuela aceite assistência humanitária

Em sua primeira resolução específica sobre a Venezuela, o Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu nesta quinta-feira (27) que o país aceite a entrada de assistência humanitária. Medida tem por objetivo resolver a falta de comida e de remédios na nação sul-americana. O texto expressa preocupação com “as graves violações de direitos humanos” em meio a uma crise “política, econômica, social”.