Maria da Luz, matriarca dos Perez, olha fotos da família em seu quarto, no sul do México. O vestido azul pertencia à sua bisneta, que foi morta pelo membro de uma gangue em El Salvador. Foto: ACNUR/Daniele Volpe

ACNUR ajuda refugiados de El Salvador a reconstruir suas vidas no México

“Toda a minha família – pais, avós, bisavós – nasceu e morreu em El Salvador. Mas tudo terminou por causa de uma extorsão de 5 mil dólares”. A lembrança é de Maria Luz, de 71 anos, matriarca da família Perez. A idosa deixou o país após perder bisnetos, netos e filhos para a violência das gangues de rua. Atualmente, vive no México, que deverá receber 20 mil pedidos de refúgio em 2017 de salvadorenhos e outros cidadãos de nações da América Central, segundo estimativas da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Guterres confirma morte de peritos na República Democrática do Congo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, confirmou as mortes de Michael Sharp e Zaida Catalan, dois integrantes do Grupo de Peritos na República Democrática do Congo (RDC) desaparecidos desde 12 de março.

Eles apoiavam o trabalho do Comitê estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU para supervisionar sanções impostas aos grupos armados no país, incluindo embargo de armas, proibição de viagens e congelamento de bens.

Pessoas deslocadas por conta das hostilidades recentes em Moca, na região de Taizz, localizada na parte oeste do Iêmen, recebem assistência emergencial do ACNUR. Foto: ACNUR/Adem Shaqiri

Famílias iemenitas vivem na rua devido à guerra; agência da ONU envia ajuda

Forçada a deixar sua casa devido aos conflitos, Maryam, uma iemenita de 80 anos, vive atualmente na rua com outros dez familiares na cidade portuária de Moca, na costa do Mar Vermelho.

“Saímos de nossas casas há mais ou menos dois meses quando começaram os conflitos, e estamos nos movendo desde então”, contou ela à equipe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). “É muito difícil acomodar-se em qualquer lugar por causa do conflito. Agora não temos comida e vivemos na rua”.

Crise de refugiados do Sudão do Sul é a maior da África. Foto: ACNUR/David Azia

Crise de refugiados fugindo do Sudão do Sul é a que cresce mais rapidamente no mundo, diz ONU

Atualmente, o número de pessoas que deixou o Sudão do Sul para buscar segurança em nações vizinhas é de 1,6 milhão. Em março, novas chegadas a territórios estrangeiros atingiram uma máxima de mais de 5 mil por dia. Uganda é o país mais sobrecarregado, com 800 mil sul-sudaneses.

Segundo a ONU, arrecadações para as vítimas de deslocamento forçado vivendo em outros países atingiram apenas 8% da meta de 781,8 milhões de dólares.

O Centro de Excelência contra a Fome apoia países africanos a reproduzir iniciativas brasileiras de alimentação escolar. Na imagem, criança se alimenta em centro do Programa Mundial de Alimentos na Região das Nações, Nacionalidades e Povos do Sul (SNNPRS), na Etiópia. Foto: PMA/Silvanus Okumu

ONU apresenta ao Itamaraty resultados positivos de parceria entre Brasil e África pelo fim da fome

O Centro de Excelência contra a Fome realizou na semana passada (16) uma reunião com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil para mostrar os resultados positivos da parceria do organismo internacional com países africanos. O Centro foi criado pelo governo brasileiro e pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). Atividades não envolvem repasse de recursos às nações parceiras, apenas cooperação técnica e diálogo sobre políticas públicas.

Angelina Jolie participou da conferência anual em memória a Sérgio Vieira de Mello. Foto: ACNUR/Mark Henley

Angelina Jolie: ‘se líderes não mantêm internacionalismo vivo, somos nós que devemos fazê-lo’

‘Temos que desafiar a ideia de que os líderes mais fortes são os mais dispostos a ignorar os direitos humanos em favor do interesse nacional’, declarou Angelina Jolie em evento na sede da ONU, em Genebra, organizado para lembrar a memória do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. A atriz afirmou que cidadãos devem manter internacionalismo e senso de justiça vivos no mundo.

O acesso humanitário no Iêmen pode ser limitado em breve a alguns quilômetros nas principais cidades, deixando as comunidades rurais em extrema necessidade de ajuda. Foto: FAO/Rawan Shaif

ONU alerta: 17 milhões de pessoas estão com fome no Iêmen

“Vinte das 22 províncias do país estão em situação de emergência e ou em fases críticas de insegurança alimentar, e quase dois terços dos iemenitas estão enfrentando a fome e necessitam urgentemente de ajuda para salvar suas vidas e os meios de subsistência”, afirmou a agência agrícola e alimentar da ONU, a FAO. Chefe do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) visitou país e falou em “corrida contra o tempo” para salvar vidas.

Quase 3 milhões de sírios menores de 5 anos cresceram sem saber como é viver em um país sem conflitos. Foto: ACNUR

ACNUR lança campanha digital para ajudar vítimas da guerra da Síria

Para marcar os seis anos do conflito na Síria, iniciado em meados de março de 2011, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lança uma campanha digital de captação de doações a fim de amenizar o contínuo sofrimento que afeta milhões de civis inocentes no país. É possível doar qualquer quantia, em reais.

A Síria tem hoje 13,5 milhões de pessoas precisando de ajuda humanitária, incluindo 3 milhões de crianças que crescem sem saber como é viver num país livre de conflitos. Mais de 4,9 milhões de sírios – a maioria crianças e mulheres – refugiaram-se em países vizinhos.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

‘Paz na Síria é imperativo moral e político’, diz António Guterres marcando seis anos de guerra

“Há seis anos, o povo da Síria tem sido vítima de um dos piores conflitos do nosso tempo”, disse o secretário-geral, pedindo que as partes se envolvam nos diálogos que ocorrem atualmente em Genebra (Suíça) e Astana (Cazaquistão).

Desde 2011, cerca de 6,3 milhões de pessoas já foram deslocadas devido à guerra na Síria. Outras 4,9 milhões de pessoas – em sua maioria mulheres e crianças – foram forçadas a buscar abrigo em outros países, segundo a ONU.

No 6º aniversário do conflito na Síria, artistas e crianças refugiadas realizam Ato pela Paz no Cristo Redentor do Rio

Nesta quarta-feira (15), o Cristo Redentor no Rio de Janeiro será palco de um evento de solidariedade mundial para marcar o sexto aniversário da guerra na Síria. Artistas e crianças refugiadas participarão de um “Ato pela Paz” promovido pela ONG IKMR (I Know My Rights) e pelo movimento “Amor Sem Fronteiras”, liderado pela atriz e apresentadora Danni Suzuki.

Estarão presentes a representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados no Brasil, Isabel Marquez, e o secretário nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Gustavo Marrone.

Secretário-geral da ONU se reúne com jovens líderes e mulheres na favela de Mathare, em Nairóbi, no Quênia. Foto: ONU-Habitat/Julius Mwelu

Em Nairóbi, chefe da ONU celebra Dia das Mulheres e elogia Quênia por multilateralismo

A riqueza, o bem-estar e a prosperidade dos países dependem da plena integração das mulheres no processo de desenvolvimento, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em visita a Nairóbi, no Quênia, onde celebrou o Dia Internacional das Mulheres (8).

O chefe da ONU também visitou a Somália, expressando “profunda solidariedade com o povo somali”. No país africano, cerca de 6,2 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária, incluindo 330 mil crianças que sofrem de desnutrição aguda.

Resumo semanal da ONU em imagens #109

Resumo semanal da ONU em imagens #109

O principal organismo de direitos humanos das Nações Unidas lançou nessa semana um apelo de 253 milhões de dólares – o maior de sua história – com o objetivo de reforçar o seu programa de trabalho de 2017 para proteger e promover os direitos das pessoas em todo o mundo;

Devido aos conflitos, à crise econômica e aos impactos climáticos, o Sudão do Sul enfrenta uma grave emergência humanitária, com mais de 100 mil pessoas passando fome no país; a ONU deu início aos preparativos para uma conferência global sobre oceanos, em junho desse ano – estes são alguns dos destaques da ONU em imagens.